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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Ministros Gerais Franciscanos insistem nas “experiências de comunhão”

Segundo o jornalista Gabriel López Santamaría, do site “Paz y Bien”, ao ouvir as reflexões dos três Ministros Gerais da Ordem Franciscana – Frei Marco Tasca, da Ordem dos Frades Menores Conventuais; Frei Michael Perry, da Ordem dos Frades Menores; e Frei Mauro Jöhri, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos – durante o Sétimo Congresso da Escola de Estudos Franciscanos (ESEF), que se encerra hoje (24/5) em Madrid (Esp), ficou para ele a certeza “de que a unidade das obediências acontecerá, antes ou depois, mas acontecerá”. Segundo o autor, os Ministros Gerais foram enfáticos ao animarem as bases a tomar a iniciativa de “provar” novas formas de comunidade e de fraternidade.

Frei Marco Tasca destacou que falando de fraternidade, é importante ter a coragem de tentar novas formas de comunidade. “Quando em uma Província, quatro ou cinco frades, depois de um discernimento, depois de um diálogo, querem provar algo novo, eu digo, provemos. O que pode acontecer? É muito importante ter hoje esta coragem. Este é o tempo das tentativas. Vamos tentar coisas! O que podemos perder? Provemos! E ver que coisas acontecem, pois nós estaremos por perto para acompanhá-los… mas não tenham medo de experimentar! … Eu disse isso a Sebastian (Mora, Secretário Geral da Cáritas da Espanha) de manhã. Nós temos o direito de falhar … E se falharmos … paciência”, disse o Ministro dos Conventuais, lembrando que fazemos as coisas só quando temos 100% de certeza.

A “unidade”, para a qual caminhamos, já é uma realidade em alguns projetos, como observou Frei Michael Perry, OFM: “Faz três anos que demos liberdade para aqueles irmãos que querem experimentar coisas novas, como a experiência de Emaús que começará em setembro, com cinco frades, dois OFM, dois OFMConv e um da Custódia Terra Santa”. Estas novas experiências não buscam tanto fortalecer os laços entre as obediências, mas sim buscam compartilhar missões específicas, como a da formação permanente”, observou.

Mas “missão em comum” não é algo novo, como Frei Michael explicou. Por exemplo, em Lusaka (Zâmbia) a formação conjunta é feita há 25 anos na Universidade São Boaventura e nas suas respectivas casas de formação.

“Todas essas experiências são indicativos de que a história é importante, mas não determinante”, comentou Perry, referindo-se à unidade.

Por sua parte, Frei Mauro Jhöri, OFMCap assinalou que “a realidade da colaboração é uma realidade crescente. Em um mundo cada vez mais multicultural, mas interligado, podemos construir todos os muros que queremos … mas isso não é o caminho, isso não funciona”. Neste contexto, esses “pequenos projetos significativos de viver juntos, de enfrentar dificuldades, porque elas existem e acho que isso é parte do que o Espírito está nos dizendo neste momento”.

Como se vê, pequenos projetos de vida em comum, em fraternidade, mas também grandes projetos de formação. De fato, como comentou, decidiram que a “formação de formadores” também se começa a realizar conjuntamente. Resta chegar a um acordo sobre os conteúdos e as formas, mas já se determinou fazer juntos. “Com base nas ideias concretas é que vamos nos aproximando, vamos nos conhecendo e chegará o dia em que diremos: O quê, agora trocaremos os hábitos?”, disse, brincando Frei Mauro.

Frei Marco tomou a palavra e disse que a primeira coisa que mudou é a relação entre eles, os Gerais. “Sim, temos muitas coisas a discutir, mas o fato de estar juntos simplifica muito as coisas. Este ano, por exemplo, vamos fazer nossos Exercícios Espirituais juntamente com os nossos Definidores, todos no Santuário La Verna … São pequenos sinais deste belo relacionamento a ser cultivado”, disse.

Frei Mauro, falando sobre a formação conjunta no Norte da Itália, disse: “Isso prepara um amanhã de comunhão, um amanhã estruturalmente diferente e convido a provar novas formas, por exemplo, fazer o noviciado em comum. As soluções jurídicas para isso as encontraremos, mas provai! Deixemos as teorias, vamos começar a fazer e depois veremos o que acontece”.

Os Gerais foram questionados sobre as formas de criação de espaços de participação e formação conjunta na Península Ibérica. A resposta de Frei Marco expressa, segundo a opinião de Gabriel López Santamaría, o caminho a seguir:”Muitas vezes, somos nós, os Gerais, que empurramos para estas experiências de comunhão, e eu gostaria muito, mas muito mesmo, que fossem as bases que nos dissessem: queremos fazer isso? O que lhe parece? … Vamos lá! Vamos lá! Somos prisioneiros das coisas que fazemos e estamos deixando os sonhos morrerem”.

Nestes tempos (e em todos) deveríamos, como disse Frei Michael, deixar Deus agir livremente: “Fala-se muito das realidades, mas isso não é suficiente, essa não é a principal razão para unificarmos. A principal razão, para mim, é o nosso carisma comum, a nossa identidade e nossa vocação comum. Eu não quero bloquear a graça de Deus, eu não quero impedir o que Deus quer para o nosso futuro e, dizendo isso, eu não quero bloquear a possibilidade de um futuro de unidade das três Ordens. Devemos abrir nossos corações. Eu não sei como podemos fazer isso, mas a graça de Deus é grande”.

Desse encontro sairá o Documento de Madri.

Tradução: Moacir Beggo

FONTE: http://www.franciscanos.org.br/?p=133775

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