Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Ministros Gerais Franciscanos insistem nas “experiências de comunhão”

Segundo o jornalista Gabriel López Santamaría, do site “Paz y Bien”, ao ouvir as reflexões dos três Ministros Gerais da Ordem Franciscana – Frei Marco Tasca, da Ordem dos Frades Menores Conventuais; Frei Michael Perry, da Ordem dos Frades Menores; e Frei Mauro Jöhri, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos – durante o Sétimo Congresso da Escola de Estudos Franciscanos (ESEF), que se encerra hoje (24/5) em Madrid (Esp), ficou para ele a certeza “de que a unidade das obediências acontecerá, antes ou depois, mas acontecerá”. Segundo o autor, os Ministros Gerais foram enfáticos ao animarem as bases a tomar a iniciativa de “provar” novas formas de comunidade e de fraternidade.

Frei Marco Tasca destacou que falando de fraternidade, é importante ter a coragem de tentar novas formas de comunidade. “Quando em uma Província, quatro ou cinco frades, depois de um discernimento, depois de um diálogo, querem provar algo novo, eu digo, provemos. O que pode acontecer? É muito importante ter hoje esta coragem. Este é o tempo das tentativas. Vamos tentar coisas! O que podemos perder? Provemos! E ver que coisas acontecem, pois nós estaremos por perto para acompanhá-los… mas não tenham medo de experimentar! … Eu disse isso a Sebastian (Mora, Secretário Geral da Cáritas da Espanha) de manhã. Nós temos o direito de falhar … E se falharmos … paciência”, disse o Ministro dos Conventuais, lembrando que fazemos as coisas só quando temos 100% de certeza.

A “unidade”, para a qual caminhamos, já é uma realidade em alguns projetos, como observou Frei Michael Perry, OFM: “Faz três anos que demos liberdade para aqueles irmãos que querem experimentar coisas novas, como a experiência de Emaús que começará em setembro, com cinco frades, dois OFM, dois OFMConv e um da Custódia Terra Santa”. Estas novas experiências não buscam tanto fortalecer os laços entre as obediências, mas sim buscam compartilhar missões específicas, como a da formação permanente”, observou.

Mas “missão em comum” não é algo novo, como Frei Michael explicou. Por exemplo, em Lusaka (Zâmbia) a formação conjunta é feita há 25 anos na Universidade São Boaventura e nas suas respectivas casas de formação.

“Todas essas experiências são indicativos de que a história é importante, mas não determinante”, comentou Perry, referindo-se à unidade.

Por sua parte, Frei Mauro Jhöri, OFMCap assinalou que “a realidade da colaboração é uma realidade crescente. Em um mundo cada vez mais multicultural, mas interligado, podemos construir todos os muros que queremos … mas isso não é o caminho, isso não funciona”. Neste contexto, esses “pequenos projetos significativos de viver juntos, de enfrentar dificuldades, porque elas existem e acho que isso é parte do que o Espírito está nos dizendo neste momento”.

Como se vê, pequenos projetos de vida em comum, em fraternidade, mas também grandes projetos de formação. De fato, como comentou, decidiram que a “formação de formadores” também se começa a realizar conjuntamente. Resta chegar a um acordo sobre os conteúdos e as formas, mas já se determinou fazer juntos. “Com base nas ideias concretas é que vamos nos aproximando, vamos nos conhecendo e chegará o dia em que diremos: O quê, agora trocaremos os hábitos?”, disse, brincando Frei Mauro.

Frei Marco tomou a palavra e disse que a primeira coisa que mudou é a relação entre eles, os Gerais. “Sim, temos muitas coisas a discutir, mas o fato de estar juntos simplifica muito as coisas. Este ano, por exemplo, vamos fazer nossos Exercícios Espirituais juntamente com os nossos Definidores, todos no Santuário La Verna … São pequenos sinais deste belo relacionamento a ser cultivado”, disse.

Frei Mauro, falando sobre a formação conjunta no Norte da Itália, disse: “Isso prepara um amanhã de comunhão, um amanhã estruturalmente diferente e convido a provar novas formas, por exemplo, fazer o noviciado em comum. As soluções jurídicas para isso as encontraremos, mas provai! Deixemos as teorias, vamos começar a fazer e depois veremos o que acontece”.

Os Gerais foram questionados sobre as formas de criação de espaços de participação e formação conjunta na Península Ibérica. A resposta de Frei Marco expressa, segundo a opinião de Gabriel López Santamaría, o caminho a seguir:”Muitas vezes, somos nós, os Gerais, que empurramos para estas experiências de comunhão, e eu gostaria muito, mas muito mesmo, que fossem as bases que nos dissessem: queremos fazer isso? O que lhe parece? … Vamos lá! Vamos lá! Somos prisioneiros das coisas que fazemos e estamos deixando os sonhos morrerem”.

Nestes tempos (e em todos) deveríamos, como disse Frei Michael, deixar Deus agir livremente: “Fala-se muito das realidades, mas isso não é suficiente, essa não é a principal razão para unificarmos. A principal razão, para mim, é o nosso carisma comum, a nossa identidade e nossa vocação comum. Eu não quero bloquear a graça de Deus, eu não quero impedir o que Deus quer para o nosso futuro e, dizendo isso, eu não quero bloquear a possibilidade de um futuro de unidade das três Ordens. Devemos abrir nossos corações. Eu não sei como podemos fazer isso, mas a graça de Deus é grande”.

Desse encontro sairá o Documento de Madri.

Tradução: Moacir Beggo

FONTE: http://www.franciscanos.org.br/?p=133775

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Catedral é incendiada e sacerdote sequestrado

Roma, 24 Mai. 17 / 08:00 pm (ACI).- Um grupo terrorista que jurou lealdade ao Estado Islâmico (ISIS) atacou na terça-feira a Catedral de Marawi, na ilha filipina de Mindanao, e sequestrou um sacerdote, religiosas e vários fiéis que estavam rezando no último dia da novena a Nossa Senhora Auxiliadora.

Em declarações à agência vaticana Fides, o Bispo de Marawi, Dom Edwin de la Peña, assinalou que são militantes do grupo islamista Maute. “Atacaram a catedral católica em Marawi City, e sequestraram cerca de 15 fiéis, entre eles um sacerdote – o Pe. Chito Sunganob –, algumas religiosas e vários leigos que estavam rezando na igreja”, informou o Prelado.

O ataque em Marawi começou em 23 de maio às 12h, quando o exército filipino começou uma operação contra “alvos de alto valor” pertencentes aos grupos terroristas Abu Sayyaf e Maute na área comercial e residencial de Marawi.

Em represália, entre 100 e 200 homens armados apoiados por simpatizantes locais ocuparam o centro médico Amai Pakpak, em Marawi. Uma hora depois, o grupo terrorista ocupou a prisão e incendiou a instalação. Foram divulgadas na Internet imagens da bandeira negra do ISIS em vários lugares da cidade.

Mais tarde, a imprensa filipina informou dois incêndios em Dansalan College e na Catedral de Nossa Senhora Auxiliadora.

O Bispo disse à agência Fides que “isto ocorreu justamente na véspera da Festa de Maria: pedimos ajuda a Ela, que é o auxílio dos cristãos. Pedimos a salvação dos nossos fiéis. Somente ela pode vir em nosso socorro”.

“Dirigimos um apelo também ao Papa Francisco para que reze por nós e possa pedir aos terroristas para libertar os reféns, em nome de nossa comum humanidade. Violência e ódio trazem somente destruição: peçamos aos fiéis em todo o mundo para rezarem junto conosco pela paz”, pediu.

Dom Edwin de la Peña disse à Fides que “os fiéis estavam na igreja para rezar a Maria no último dia da novena. Os terroristas entraram na igreja, fizeram alguns reféns e os levaram para uma localidade desconhecida. Entraram na residência do Bispo e sequestraram o Vigário Geral, Pe. Teresito Soganub. Depois colocaram fogo na Catedral e na sede do episcopado. Tudo está destruído. Estamos consternados”, expressou.

Segundo a agência vaticana, o bispo foi salvo porque ontem estava em uma visita pastoral em um povoado distante de Marawi, uma cidade de maioria muçulmana.

Indicou que os terroristas ocuparam a cidade e as pessoas estão trancadas em suas casas. “Agora, estamos aguardando a reação do exército. Por enquanto é necessário retomar a cidade com o mínimo de mortes possível”.

“Não temos notícias dos reféns. Ativamos nossos canais, a Igreja, os líderes islâmicos e esperamos iniciar imediatamente as negociações para que sejam libertados sãos e salvos”, assinalou o Prelado e recordou que nos últimos meses a Igreja recebeu ameaças.

Por sua parte, o presidente da Conferência dos Bispos Católicos das Filipinas, Dom Sócrates Villegas, pediu aos fiéis que rezem pela segurança do Pe. Soganub e pelos outros reféns.

“Membros do grupo guerrilheiro Maute ameaçaram matar os reféns caso as forças do governo não se retirassem. Na medida em que as forças do governo garantirem que a lei será cumprida, pedimos que a segurança dos reféns seja primordial”, solicitou o Prelado.

Em resposta ao ataque, o presidente Rodrigo Duterte interrompeu a sua visita a Moscou para voltar às Filipinas, declarando a lei marcial no sul do país, onde o grupo islâmico atua.

sábado, 13 de maio de 2017

Jacinta e Francisco Marto são canonizados

São as duas primeiras crianças não mártires a ser elevadas à categoria de santos pela Igreja Católica. Papa Francisco presidiu à missa no santuário de Fátima

O Papa Francisco canonizou às 10:26 (Horário local) deste sábado, no santuário de Fátima, os pastorinhos Jacinta e Francisco Marto.

O Sumo Pontífice disse que os novos santos são um exemplo e elogiou Nossa Senhora de Fátima que, a partir de um “esperançoso Portugal”, abençoou a Igreja Católica há cem anos.

“Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo”, afirmou Francisco na homilia da eucaristia, que encerra a peregrinação de maio à Cova da Iria, já depois da cerimónia de canonização.

Para o Papa, “daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos”, destacando que “a presença divina tornou-se constante nas suas vidas”.

Antes, Papa Francisco recordou os acontecimentos de 13 de maio de 1917 e o relato de Jacinta de que tinha visto a Virgem.

“A Virgem Mãe não veio aqui para que a víssemos. Para isso teremos a eternidade inteira, naturalmente, se formos para o Céu. Mas Ela, antevendo e advertindo-nos para o risco do Inferno onde leva a vida – tantas vezes proposta e imposta – sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas, veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre."

Francisco referiu-se, de novo, à Mensagem de Fátima e às palavras da irmã Lúcia: “E, no dizer de Lúcia, os três privilegiados ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora. Envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera."

Para Francisco, “no crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de luz”.
Um manto que "nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe”, frisou, pedindo aos “queridos peregrinos” que, agarrados à Virgem, vivam “da esperança que assenta em Jesus”. Aos milhares de fiéis, o Papa Francisco expressou ainda o desejo de que “seja esta esperança a alavanca da vida de todos”.


“Com esta esperança, nos congregamos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra."

Antes, o Papa Francisco fez um minuto de oração junto aos túmulos dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. 

Estas são as duas primeiras crianças não mártires a ser elevadas à categoria de santos pela Igreja Católica.
O Papa fez ainda uma oração junto ao túmulo da irmã Lucia.

As "boas obras" de Francisco e Jacinta

O bispo de Leiria-Fátima pediu ao Papa para canonizar Francisco e Jacinta Marto, evocando os traços de espiritualidade dos dois irmãos, que os leva a ser "espelho da luz de Deus na prática das boas obras".
Na petição e apresentação da biografia dos novos santos, Antônio Marto disse que “os traços de espiritualidade dos dois irmãos assumem uma vocação inseparavelmente contemplativa e compassiva, que os leva a ser espelho da luz de Deus na prática das boas obras”.

“Santo Padre, pede a Santa Mãe Igreja que Vossa Santidade inscreva os Beatos Francisco Marto e Jacinta Marto no Catálogo dos Santos e, como tais, sejam invocados por todos os cristãos”, disse o prelado.
O bispo de Leiria-Fátima recordou, também, que os dois pastorinhos “cresceram num ambiente familiar e social modesto, profundamente cristão". "A sua educação cristã simples, mas sólida, teve como principais agentes seus pais, que foram para eles um exemplo de fé comprometida, de respeito por todos, de caridade para com os pobres e os necessitados”, acrescentou.

“Em 1916, na primavera, no verão e no outono, veem o Anjo da Paz. Entre maio e outubro de 1917, em cada dia 13 (em agosto, no dia 19) foram visitados pela Virgem Maria, a Senhora do Rosário. Na primeira aparição, em 13 de maio de 1917, a Santíssima Virgem fez-lhes um convite: ‘Quereis oferecer-vos a Deus?’. Com sua prima, Lúcia, responderam: ‘Sim, queremos’. A partir dessa data viveram as suas vidas entregues a Deus e aos Seus desígnios de misericórdia."

O bispo aludiu ainda ao “jeito pacífico e sereno” de Francisco e ao “caráter carinhoso e expansivo” de Jacinta.
“Recentemente, Vossa Santidade autorizou que a Congregação Para as Causas dos Santos promulgasse o decreto do milagre atribuído à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta. Por fim, no consistório de 20 de abril deste ano, Vossa Santidade estabeleceu a data da canonização destes mais jovens beatos da história da Igreja para este dia 13 de maio de 2017, durante a peregrinação ao Santuário de Fátima, na celebração do Centenário das Aparições da Santíssima Virgem, Senhora do Rosário”, recordou.

O encontro com Costa

Francisco saiu às 9:35 da Casa Nossa Senhora do Carmo, Fátima, depois do encontro com o primeiro-ministro, António Costa.

O encontro terá durado aproximadamente 30 minutos. Nele, o primeiro-ministro expressou a vontade de Portugal colaborar na promoção dos valores da proteção dos mais frágeis, como o acolhimento aos refugiados, a promoção da paz nas instâncias internacionais e o desenvolvimento de África.

António Costa contou aos jornalistas que levou "uma palavra de respeito, de gratidão" pela visita, mas também "a vontade de Portugal, enquanto Estado em colaborar na promoção daqueles valores que têm sido causas importantes" para Francisco, "designadamente a proteção dos seres humanos que estão numa situação mais frágil".

"O apoio que temos dado aos refugiados, a grande preocupação que o Santo Padre tem revelado relativamente à necessidade de desenvolvimento do continente africano e as responsabilidades que Portugal tem nessa matéria, a colaboração para a paz em todo o mundo e a construção quer ao nível das Nações Unidas, quer ao nível sobretudo da União Europeia, de novas uniões de valores para defesa da dignidade da pessoa humana", relatou António Costa sobre os temas falados no encontro.

Depois do encontro, o Papa saiu num carro escuro, mas parou para benzer um bebê que estava nas imediações. Seguiu depois, com a janela aberta, a saudar os peregrinos que o aguardavam.
Também à entrada da basílica, o Papa Francisco esteve junto a bebês e recebeu uma oferta de uma criança.
O primeiro-ministro estava acompanhado pela mulher e saudou os populares à saída, dirigindo-se para a colunata sul do Santuário de Fátima, onde assiste à missa junto ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Uma família de refugiados

O Papa esteve ainda com uma família de oito refugiados iraquianos de origem palestiniana que vivem na Batalha.
A família de refugiados formada por oito pessoas oriundas do Iraque entrou na casa onde o líder da Igreja Católica pernoitou juntamente com membros do Governo.
O Papa já conheceu a família em 2016 num campo de refugiados perto de Roma, durante a semana santa pascal.
Sensibilizado pela história da família, que inclui fugas da Palestina para o Iraque (em 1954) e da Síria para a Europa, que incluiu um percurso marítimo até à ilha italiana de Lampedusa, o Papa manteve o contacto com os refugiados que vivem hoje na Batalha, perto de Fátima.

Apesar de muçulmanos, a família tem uma grande devoção a Nossa Senhora por ser mãe de Jesus Cristo, considerado um dos profetas do islão, precursor de Maomé.
Depois de conseguir o estatuto de refugiados o estatuto de refugiados em Itália, foram selecionados num programa de realojamento da União Europeia e estão hoje a viver na Batalha.

Mensagem no Twitter

Durante a manhã, o Papa Francisco não deixou de publicar uma mensagem no Twitter relacionada com a sua peregrinação a Fátima.

Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho.— Papa Francisco (@Pontifex_pt) 13 de maio de 2017

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/fatima/veja-a-canonizacao-de-jacinta-e-francisco-em-direto

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Morre Irmã Míria T. Kolling


EM TUAS MÃOS, SENHOR!

A Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, com muito pesar comunica o falecimento da querida Irmã Miria Teresinha Kolling. A sua morte nos pegou de surpresa e a levou de nós tão rapidamente. Neste momento de dor e consternação, só nos cabe pedir a Deus que a ilumine e lhe dê o repouso eterno, e que Deus dê conforto aos seus familiares, à sua Comunidade, a todas as pessoas que amam Irmã Miria, para que possam enfrentar esta imensurável dor com fé e com serenidade.

"A vida prá quem acredita, não é passageira ilusão, e a morte se torna bendita, porque é nossa libertação". "Os olhos jamais contemplaram, ninguém pode explicar, o que Deus tem preparado àquele que em vida o amar". Esta foi a crença de nossa querida Irmã Miria ao escrever as canções relativas ao falecimento de entes queridos.

Hoje, a própria Irmã Miria está na presença de Deus, contemplando face a face o que Deus preparou para ela, que O amou intensamente por toda a sua vida.

Irmã MIRIA THEREZINHA KOLLING há 57 anos foi Religiosa da Congregação do Imaculado Coração de Maria. Nascida em Dois Irmãos, Rio Grande do Sul - Brasil, desde cedo aprendeu na família a amar e cultivar a música. Na Congregação teve oportunidade de aprofundar seus estudos musicais. Como compositora de música litúrgica e religiosa, conhecida sobretudo pelas Missas e cantos litúrgicos, para as Celebrações. Além de cantos para a catequese e evangelização, compôs mais de 600 músicas, em geral com letra e música de sua autoria.

Em nome da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, agradecemos a doação de Ir. Miria, que se deixou iluminar e conduzir pela Divina Ruah, na composição das belíssimas canções que, com poesia e musicalidade contribuem ao enriquecimento da Liturgia, à aproximação das pessoas e ao encontro com Deus.

Segundo Frei Patrício Sciadini, "Irmã Miria foi uma alma contemplativa, que compreendeu o desejo religioso mais profundo do ser humano, traduzindo-o em música que eleva a Deus. Através de seus cantos, o povo reza, medita a Palavra, se sustenta na luta, sempre atento aos sinais dos tempos que questionam e evangelizam." O seu dom, colocado a serviço da Igreja, dará frutos abundantes e saborosos para a honra e glória de Deus.

VELÓRIO E SEPULTAMENTO
O velório será realizado durante o sábado (06) no Educandário São José do Belém, situado à Rua Belém, 129, bairro Belenzinho, São Paulo/SP. A Missa de Corpo Presente será na Igreja Matriz de São José do Belém, seguido de sepultamento no domingo, ainda sem horário definido.

Irmã Marlise Hendges
Diretora Geral
Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria

Fonte:http://www.irmamiria.com.br/Pages/Conteudo.aspx?noticiaartigo=270

EDITORIAL: Irmã Míria marcou a vida de muitos fiéis com suas canções!  Partilhando a vida com alegria, humildade e simplicidade o seu vasto conhecimento musical. Uma pessoa afável e terna como suas canções! Com muitas matérias sobre a liturgia e canto litúrgico, algumas aqui em nosso blog, esclarecendo de como louvar melhor a Deus, como dizia "Sustentar com arte a louvação"! Descanse em paz Irmã! Que suas canções continuem se espalhar e a ecoar por toda a terra!

"Triste seria o mundo e sem consolo o pranto se não houvesse o canto para elevar aos céus!"

"A certeza que vive em mim, é que um dia verei a Deus, contemplá-Lo com os olhos meus é a felicidade sem fim!"

Para quem não conheceu Irmã Míria um pouco sobre ela por ela mesma!
http://www.irmamiria.com.br/Pages/Conteudo.aspx?conteudo=7

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Eleição do novo Definitório Custodial

Fazendo parte da penúltima sessão do Capítulo Ordinário, o Custódio eleito apresentou os nomes que entraram em votação nesta manhã, para compor o seu governo Custodial. Foi uma votação tranquila, onde somente um nome foi substituído, por em dois escrutínios (votação), não alcançou o número necessário para assumir esta função.
Os frades eleitos foram: Frei Carlos Charles, Frei José Cardozo, Frei Luis Henrique e Frei Michel Alves da Cruz, sendo destes escolhidos como Vigário Custodial Frei José Cardozo e o Secretário Custodial Frei Carlos Charles. Encerrando esta etapa de votações foi reeleito como Ecônomo Custodial Frei Ariel Costa.
Como de costume acontece a foto oficial e segue até amanhã a finalização dos trabalhos desta primeira etapa do Capítulo. No inicio de junho, na segunda etapa, se escolhe os superiores locais (guardiões), formadores, transferências e outras questões importantes para o próximo quinquênio.
Agradecemos ao governo anterior a dedicação e trabalhos realizados! Desejamos a este novo governo, perseverança, coragem e transparência na condução desta jurisdição nos próximos cinco anos.


Vigário Custodial

Definitório

Novo governo custodial

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Custódia do Rio de Janeiro tem novo Ministro Custodial

Reunidos desde segunda feira, dia 24 de abril, na Casa Abel em Araruama/RJ para a primeira etapa do Capítulo Ordinário Custodial. Os frades da Custódia Provincial Imaculada Conceição do Brasil, juntamente com o provincial americano Frei James e o delegado da FALC, Frei Carlos Trovarelli, representande do Ministro Geral, para juntos avaliarem o andamento desta jurisdição nos últimos quatro anos, analisar o parecer das visitas canônicas e eleger o novo governo Custodial.
Nesta XV edição tem como novidade, para se adequar aos Estatudos da Província Nossa Senhora dos Anjos (Província mãe dos Estados Unidos), o tempo de governo na Custódia passa de 4 para 5 anos, a contar com este Capítulo.
Depois de muitos momentos de reflexão, oração e convivência fraterna que marcou os últimos dias, numa sessão rápida e tranquila, foi eleito nesta tarde o novo Custódio Provincial Frei Ronaldo Gomes, OFMConv.
Amanhã pela manhã, será apresentado e eleito o seu governo, ié, Definitório Custodial. (confira publicação sobre isto amanhã)
Agradecemos a todos as orações pelo bom andamento de nosso Capítulo e desejamos a Frei Ronaldo um fecundo, esperançoso e corajoso trabalho junto a esta jurisdição.



Greve do dia 28 de abril

Por Padre Zezinho, SCJ

COM ESTA GREVE NÃO PETETIZEI , NEM TUCANEI , NEM COMUNISTIZEI, NEM SOCIALISTIZEI, NEM PMDBZEI...

Apenas tentei me catolicizar um pouco mais, porque uma coisa é pedir sacrifício do povo e outra é manter e até aumentar os privilégios da classe política, dos bancos e dos que não cedem em nada.

Não estou vendo cortes de políticos, partidos e congressistas. Por mim poderia cortar 50% de todos os gastos com políticos e partidos, reduzir drasticamente o número de deputados e senadores, carros e benesses dos eleitos, como é em países mais politizados ! Os políticos do Brasil são nababos e fazem isso porque acham que somos bobocas que nunca reagem. Contam com as próximas eleições achando que o povo não sabe votar e os elegerão de novo!

Se o sacrifício fosse para todos daria para conversar. Como está, quem vai arcar com estas reformas é quem já arca com elas!

Então aceito esta greve, mesmo que seja esquerdista. Que os outros brasileiros se movimentem e saiam às ruas para defender os promotores e juizes que estão mostrando a podridão da elite política que saqueou o país.
E poucos partidos e sindicatos escaparam dessa roubalheira! Às ruas são para isso, desde que não haja violência. E quem tem medo disso vai ter que engolir novos aumentos e mais privilégios para os políticos que já ganham quase 500 a 1000% do que o trabalhador comum ganharia. Faça as contas !

As raposas e os lobos ainda acham que o povo continua a ser um bando de galinhas e cordeiros. As próximas passeatas e as próximas urnas dirão o que o povo pensa !
Se os políticos são os mesmos, o povo não é mais !

55ª Assembleia Geral da CNBB tem início em Aparecida




"Uma das prioridades das Diretrizes é a Igreja como casa da iniciação cristã", diz Dom Sérgio da Rocha.

Aparecida (RV) – Mais de 350 bispos vão se reunir a partir de hoje, 26 de abril em Aparecida, até o dia 5 de maio, na 55ª Assembleia Geral da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Os encontros se realizam no complexo do Santuário Nacional, divididos entre reuniões no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, e missas na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Neste ano, os debates estarão centralizados no tema “Iniciação Cristã”.
O Presidente da CNBB o Arcebispo de Brasília, Cardeal Sérgio da Rocha, explica que a definição do tema central foi baseada nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora para o Brasil, documento que define as necessidades de trabalho da Igreja Católica no país para o período de 2015 a 2019.
“Uma das prioridades das Diretrizes é a Igreja como casa da iniciação cristã. A Assembleia deste ano pretende trabalhar de maneira especial esta urgência”, comenta o purpurado.
Assuntos como o Ano Mariano, os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, o caminho ecumênico, as Novas Formas de consagração e Novas Comunidades, os 10 anos da Conferência de Aparecida e o Sínodo dos Jovens estarão em pauta durante o evento. Temas relacionados à realidade socioeconômica e política do Brasil também devem ser tratados.
Outro ponto importante para os trabalhos da Assembleia será a apresentação de documentos sobre os ritos católicos. Ao menos dois subsídios que tratam do tema devem ser apreciados e debatidos pelos bispos ao longo do encontro.
O primeiro deles será lançado pela Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB e oferece reflexões sobre exorcismos, rituais de cura e libertação. Já o outro passará pela apreciação dos bispos e trata sobre a atualização da celebração da Palavra de Deus, rito que consiste na reflexão das leituras bíblicas e da comunhão eucarística. Esta prática acontece sobretudo em locais que não contam com a presença de um sacerdote.
A 55ª Assembleia Geral da CNBB inicia na manhã desta quarta-feira, com uma missa no Santuário Nacional de Aparecida, presidida pela Presidência da CNBB. A cerimônia de inauguração da AG será no auditório do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho e será aberta à imprensa.
Todos os dias, exceto no domingo, dia 30, serão celebradas missas com a oração do Ofício Divino, das 7h30 às 8h45, no Santuário Nacional de Aparecida. Haverá transmissão ao vivo pelas emissoras católicas de rádio e televisão.
A programação conta ainda com uma celebração Ecumênica no dia 2 de maio, recordando os 500 anos da Reforma Protestante. Na quinta-feira, dia 4 de maio, será realizada uma Sessão Mariana, em comemoração pelos 300 anos do Encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e 100 anos das Aparições de Fátima.
De Aparecida para a Rádio Vaticano, Silvonei José

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/04/26/55ª_assembleia_geral_da_cnbb_tem_início_em_aparecida/1308069

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O Papa e a carta a Temer


Cidade do Vaticano (RV) - A Sala de Imprensa da Santa Sé confirma que “dias atrás o Santo Padre enviou uma carta pessoal ao Presidente do Brasil. A missiva não foi publicada por ter caráter privado”, afirma o comunicado.

A direção da Sala de Imprensa vaticana acrescenta “tratar-se da resposta do Papa a uma carta do Sr. Michel Temer na qual o Chefe de Estado convidava o Pontífice a visitar o Brasil em 2017 por ocasião dos 300 anos de Aparecida. O Papa respondeu infelizmente não poder ir porque outros compromissos não lhe permitiam”.

“Ademais, como o próprio Presidente Temer em sua carta fazia referência a seu compromisso no combate aos problemas sociais do país, o Papa ressalta tal aspecto e encoraja a trabalhar pela promoção dos mais pobres”, lê-se no comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.


sábado, 25 de março de 2017

Domingo Laetare: Alegra-te!

Na antiguidade cristã, o dia de hoje era o “dia das rosas”, no qual os cristãos se presenteavam mutuamente com as primeiras rosas do Verão. Ainda hoje o Santo Padre benze, neste dia, uma rosa de ouro e a oferece a uma pessoa, ou instituição em sinal de particular atenção. 


A flor dourada que brilha reflecte a majestade de Cristo, com uma simbologia muito apropriada porque os profetas O chamaram "flor do campo e o lírio dos vales". A fragrância da rosa, de acordo com o Papa Leão XIII, "mostra o odor doce de Cristo que deve ser difundido extensamente pelos seus seguidores fiéis” (Acta, vol. VI, 104), e os espinhos e o matiz vermelho relembram a Sua paixão". 
A Santa Igreja, como o faz no Advento, interrompe também na Quaresma a sua penitência. Demonstra alegria pelo toque do órgão, pelo enfeite dos altares e pelo rosa dos paramentos. Esta alegria é expressa de igual modo pela própria denominação deste Domingo, chamado de 'Laetare', que significa 'Alegra-te', e que corresponde ao início da antífona deste IV Domingo da Quaresma:


"Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos todos os que amais; entregai-vos à alegria, vós que estivestes na tristeza para que exulteis e vos sacieis na abundância de vossa consolação. Ps. Alegrei-me com o que me foi dito: iremos à casa do Senhor."

quinta-feira, 23 de março de 2017

CNBB contra a Reforma da Previdência



Para CNBB, Reforma da Previdência “escolhe o caminho da exclusão social”

Entidade se manifesta após reunião do Conselho Permanente, realizada em Brasília, entre os dias 21 e 23 de março
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta quinta-feira, dia 23 de março, uma nota sobre a Reforma da Previdência. No texto, aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, os bispos elencam alguns pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, considerando que a mesma “escolhe o caminho da exclusão social” e convocam os cristãos e pessoas de boa vontade “a se mobilizarem para buscar o melhor para o povo brasileiro, principalmente os mais fragilizados”.
Em entrevista coletiva à imprensa, também foram apresentadas outras duas notas. Uma sobre o foro privilegiado e outra em defesa da isenção das instituições filantrópicas. Na ocasião, a Presidência da CNBB falou das atividades e temas de discussão durante a reunião do Conselho Permanente, que teve início na terça-feira, dia 21 e terminou no fim da manhã desta quinta, 23.

Apreensão

Na nota sobre a PEC 287, a CNBB manifesta apreensão com relação ao projeto do Poder Executivo em tramitação no Congresso Nacional. “A previdência não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio”, salientam os bispos.
O Governo Federal argumenta que há um déficit previdenciário, justificativa questionada por entidades, parlamentares e até contestadas levando em consideração informações divulgadas por outros governamentais. Neste sentido, os bispos afirmam não ser possível “encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias”. 
A entidade valorizou iniciativas que visam conhecer a real situação do sistema previdenciário brasileiro com envolvimento da sociedade.
Leia na íntegra:

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 – “REFORMA DA PREVIDÊNCIA”


“Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”
 (Amós 5,7)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional.
O Art. 6º. da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio.
Abrangendo atualmente mais de 2/3 da população economicamente ativa, diante de um aumento da sua faixa etária e da diminuição do ingresso no mercado de trabalho, pode-se dizer que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, posteriormente adequado à Seguridade Social.
Os números do Governo Federal que apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo. Não é possível encaminhar solução de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias. É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade.
O sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade...), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos-sociais e solidários. Na justificativa da PEC 287/2016 não existe nenhuma referência a esses valores, reduzindo a Previdência a uma questão econômica.
Buscando diminuir gastos previdenciários, a PEC 287/2016 “soluciona o problema”, excluindo da proteção social os que têm direito a benefícios. Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores...); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC 287/2016 escolhe o caminho da exclusão social.
A opção inclusiva que preserva direitos não é considerada na PEC. Faz-se necessário auditar a dívida pública, taxar rendimentos das instituições financeiras, rever a desoneração de exportação de commodities, identificar e cobrar os devedores da Previdência. Essas opções ajudariam a tornar realidade o Fundo de Reserva do Regime da Previdência Social – Emenda Constitucional 20/1998, que poderia provisionar recursos exclusivos para a Previdência.
O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. Quando isso acontece, quem perde sempre é a verdade. O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até à exaustão.   
Às senhoras e aos senhores parlamentares, fazemos nossas as palavras do Papa Francisco: “A vossa difícil tarefa é contribuir a fim de que não faltem as subvenções indispensáveis para a subsistência dos trabalhadores desempregados e das suas famílias. Não falte entre as vossas prioridades uma atenção privilegiada para com o trabalho feminino, assim como a assistência à maternidade que sempre deve tutelar a vida que nasce e quem a serve quotidianamente. Tutelai as mulheres, o trabalho das mulheres! Nunca falte a garantia para a velhice, a enfermidade, os acidentes relacionados com o trabalho. Não falte o direito à aposentadoria, e sublinho: o direito — a aposentadoria é um direito! — porque disto é que se trata.” 
Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados.
Na celebração do Ano Mariano Nacional, confiamos o povo brasileiro à intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Deus nos abençoe!

Brasília, 23 de março de 2017.


Cardeal Sergio da RochaArcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

segunda-feira, 13 de março de 2017

Irmã Miria T. Kolling fala das composições para Nossa Senhora Aparecida

O Santuário Nacional de Aparecida, todo dia 12 de cada mês, nesse ano de 2017 celebra a coroação de Nossa Senhora em comemoração ao jubileu dos 300 anos do encontro da imagem.
::As canções dessa celebração foram compostas pela Irmã Miria T. Koling que contou ao A12.com como Nossa Senhora a inspira no trabalho com a música católica.
Ir Miria
 
"No caso de Aparecida, sinto-me um pouco intérprete da alma cantante do nosso povo devoto, traduzindo seus sentimentos filiais de fé e confiança em Maria..."
“Já compus outras Missas e muitos cantos a Nossa Senhora, sob vários títulos. Maria sempre me inspira, também pelo fato de eu pertencer a uma Congregação Mariana – somos Irmãs do Imaculado Coração de Maria. No caso de Aparecida, sinto-me um pouco intérprete da alma cantante do nosso povo devoto, traduzindo seus sentimentos filiais de fé e confiança em Maria, Mãe e intercessora junto ao Filho, para que jamais nos falte o vinho da alegria e do amor, da justiça e da vida... O desejo está um pouco expresso no título do CD “Glorifica minha alma ao Senhor”, por essa história tocante da imagem da Virgem Aparecida, um dia recolhida nas águas do Paraíba, mais tarde invocada e venerada como padroeira do Brasil. Não há como resistir ou ficar indiferente à sua presença materna em nossa história, em nossas vidas. O que as palavras não conseguem expressar, que o diga a música, glorificando o Senhor com Maria, pelas suas maravilhas em nós e por nós.”
Há mais de 45 anos evangelizando por meio da música, Irmã Miria recebeu um pedido do Santuário Nacional para compor as músicas da missa dos 300 anos e para isso fez uma preparação espiritual.
 
"...estive algumas vezes em Aparecida, sentindo “in loco” a presença maternal de Maria, o que sempre me comove. Assim, por mais de um ano, fui compondo e trabalhando a Missa."
“Num primeiro momento, fiz retiro de alguns dias com Jesus e Maria no Carmelo de Santa Teresa, bairro Jabaquara, aqui em São Paulo. Sou muito amiga das Irmãs Carmelitas, e nada melhor do que o Carmelo, ambiente orante e silencioso, bem favorável à experiência de Deus, à contemplação e inspiração musical para o louvor do Senhor, segundo o Coração de Maria, nossa querida Mãe Aparecida. Depois, ao longo de vários meses, fui buscando inspiração, rezando, compondo... Também estive algumas vezes em Aparecida, sentindo “in loco” a presença maternal de Maria, o que sempre me comove. Assim, por mais de um ano, fui compondo e trabalhando a Missa”, contou.
A celebração dos 300 anos no Santuário Nacional acontece todo dia 12 com missa e coroação, as canções são executadas pela orquestra do PEMSA (Projeto de Educação Musical do Santuário Nacional).

Quatro anos com Papa Francisco


Por: Dom João Orani Tempesta, O. Cist*

Rio de Janeiro (RV) - No dia 13 de março de 2013 o mundo conhecia o novo Papa “vindo quase do fim do mundo”. Em 4 anos de Pontificado, Francisco deixa com seu magistério uma marca indelével na história da Igreja. Nós ouvimos o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta.

Dom Orani também escreveu um artigo para esta ocasião. Eis a íntegra:

O mês de março nos traz as comemorações da eleição e início do Pontificado do Papa Francisco. Na semana passada, pudemos assistir em nosso Auditório do Edifício João Paulo II ao lançamento do filme sobre sua vida: “Papa Francisco, Conquistando Corações”. Um filme hispano-argentino que está iniciando sua exibição no Brasil nesta semana. Além de uma série televisiva, também os jornais e revistas se interessam por esses momentos e, por isso, nesses próximos dias 13 e 19 farão suas reportagens e artigos sobre o fenômeno “Papa Francisco” que, além de chefe da Igreja Católica, tornou-se o grande líder mundial do momento.

Somos convidados a refletir um pouco mais detidamente a respeito dos quatro anos de pontificado do Papa Francisco, que estamos comemorando. Logo me veio à mente uma desafiadora questão: qual o segredo da liderança mundialmente reconhecida do Pontífice argentino?

Utilizo os dados e também como resposta à pergunta o livro de autoria de Jeffrey A. Krames: “Liderar com humildad: 12 leciones de liderazgo del Papa Francisco”. (Buenos Aires: V&R, 2014). Tal obra, que vale a pena ser lida na íntegra, a meu ver projeta luz ao pontificado de Bergoglio e leva-nos à profunda reflexão em nossos próprios campos de ação.

Pois bem, já se vão quatro anos que, para a surpresa da grande maioria, inclusive de órgãos de imprensa com suas listas de papáveis (papabili), era anunciado um nome um tanto fora de cogitação no balcão da Praça São Pedro, após a tradicional fumaça branca: Jorge Mario Bergoglio que, dali em diante, assume o nome de Francisco. Nome de Papa também inédito na bimilenar da História da Igreja, mas que bem revela o seu “programa de pontificado”: ser um reformador da “Casa de Deus” sem dela sair, assim como há muitos séculos fez seu inspirador homônimo, Francisco de Assis, grande santo da Igreja e querido também por muitos não católicos e até mesmo não crentes.

No entanto, o que me proponho a refletir, como afirmava de início, é sobre a liderança operante de Francisco, que Krames assim interpreta: “Que tem este líder para atrair a atenção de tanta gente? Talvez a humildade que desprende tanto em seu modo de viver, como na maneira que conduz seu rebanho. Quiçá é a genuína preocupação que ele mostra pelos demais, muito além de sua inserção no estrato social. Talvez é a forma com que abraça a sinceridade e a austeridade... É tudo isso e muito mais. Este Papa se mostra como um dirigente que compreende que os líderes conduzem pessoas, não instituições. Lamentavelmente, pouca gente entende que este é um entorno cada vez mais impessoal e de alta tecnologia”. (p. 24 – tradução livre).

Evidentemente, que citar todos os grandes feitos do Papa Bergoglio demandaria grande espaço, e outros meios de informação já o fizeram com precisão, de modo que me limito a lembrar apenas de alguns dados: canonizou 833 santos(as), entre processos comuns e “equipolentes”, ou seja, quando a fama de santidade vem de longos anos, mas não há um reconhecimento formal ou oficial da Igreja; declarou beatos(as) outras 974 pessoas superando, assim, São João Paulo II nesse quesito. Fez doze viagens em território italiano e 17 internacionais por 24 países, incluindo o Brasil nos dias 22 a 29 de julho de 2013, ocasião em que esteve aqui na nossa querida Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), e também visitou a cidade de Aparecida, em São Paulo, – a capital nacional da fé. Sou-lhe imensamente grato por esse gesto de deferência para com o povo brasileiro. Até hoje a nossa cidade não se esquece daquele momento de renovação espiritual e de testemunho da catolicidade em terras cariocas.

Até aqui, proferiu 787 discursos e 215 homilias; escreveu duas encíclicas: a Lumen Fidei, de 29/06/2013, e a Laudato Si, publicada em 18/06/2015; duas exortações pós-sinodais: a Evangelium Gaudium, de 24/11/2013, e a Amoris Laetitia, de 08/04/2016. Assinou também 16 Constituições Apostólicas, 99 Cartas, 38 Cartas Apostólicas, 18 Motu Proprios (documento de livre iniciativa), recebeu milhares de peregrinos em 168 audiências gerais, e presidiu 367 celebrações na Casa Santa Marta, no Vaticano. Realizou o Ano Extraordinário da Misericórdia em 2016. Combateu e combate com veemência os abusos de menores, de modo especial por parte de maus clérigos, publicando, inclusive, o Motu proprio “Como uma mãe amorosa”, no qual alerta que os bispos ou superiores religiosos maiores que acobertarem casos de abusos graves responderão na seara administrativa, podendo ser até removidos para sempre da função que ocupam. Tal medida traz, sem dúvida, maior segurança e confiança ao Povo de Deus.

Pensando na vida da Família de nossos dias, realizou dois Sínodos, um ordinário e outro extraordinário, e redigiu dois Motu Proprios, em 15 de agosto de 2015, com a reforma do processo canônico para as causas de nulidade do matrimônio: Mitis et misericors Iesus, no Código Canônico das Igrejas Orientais; e Mitis Iudex Dominus Iesus, no Código de Direito Canônico da Igreja Latina, a fim de ajudar a não poucos casais cujo casamento, apesar de todas as aparências de validade, nunca existiu.

Não posso deixar de mencionar a criação de 44 cardeais eleitores e de alguns não eleitores de diversos países, demonstrando, desse modo, a catolicidade ou a totalidade abrangente da Igreja, aberta a todos os homens e mulheres de boa vontade. Dentre os cardeais criados por Francisco se inclui – por imerecidos méritos próprios, mas pela graça de Deus – este irmão que está à frente da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, buscando caminhar ao lado do Santo Padre no projeto de uma Igreja pobre para os pobres. Igreja que não exclui, mas procura trazer para si todos os desejosos de abraçarem o amor de Deus em suas vidas.

O Papa Francisco está criando pontes! Neste propósito ele convocou o Ano Santo Extraordinário da Misericórdia. Constantemente, o Papa tem dado testemunho de que a esperança cria pontes e não muros. O próprio Papa sintetiza o seu agir como Bispo de Roma na sua tradicional catequese: “.... a esperança cristã não pode renunciar à caridade genuína e concreta. Na Carta aos Romanos, o próprio Apóstolo das Nações afirma com o coração na mão: ‘Nós, que somos os fortes – que temos fé, esperança, ou que não temos muitas dificuldades – devemos suportar as fraquezas dos que são frágeis, e não agir à nossa maneira’(15,1). Suportar as debilidades do próximo. Depois, este testemunho não permanece fechado nos confins da comunidade cristã: ressoa em todo o seu vigor também fora, no contexto social e civil, como apelo a não criar muros, mas pontes; a não pagar o mal com o mal, a vencer o mal com o bem, a ofensa com o perdão – o cristão nunca pode dizer: vais pagar, nunca; este não é um gesto cristão; a ofensa vence-se com o perdão – a viver em paz com todos. Assim é a Igreja! E é isto que faz a esperança cristã, quando assume os lineamentos fortes, e ao mesmo tempo ternos, do amor. O amor é forte e terno. É bonito!” (Cf. L’Osservatore Romano, quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017, número 6, página 16).

Além disso, chamou um grupo de Cardeais para a reforma da Cúria Romana e tomou muitas medidas administrativas com relação ao IOR, e também na nova disposição dos dicastérios da cúria romana. Grandes e importantes mudanças que vão ocorrendo nessa dinâmica. Enfim, são tantas atividades e mudanças que vieram para ficar e marcam seu pontificado. Nesta semana que antecede seus aniversários, participou do retiro anual da Quaresma com a Cúria Romana, agora sendo realizado fora do Vaticano.


Grande destaque merece sua liderança mundial com relação aos refugiados, à fome e à procura da paz. São temas que retornam sempre em suas exortações. A sua proximidade e preocupação com os pobres têm sido demonstradas não só com palavras, mas com muitos gestos concretos seja pessoalmente pelo Papa, seja pelos seus emissários, para estarem presentes junto aos excluídos e marginalizados.

É um pastor preocupado com seu povo e para que seu povo seja bem assistido e respeitado. É o pastor que vai em busca da ovelha perdida e quer acolher a todos. É aquele que dialoga com quem está longe e procura construir pontes para o presente e para o futuro.

A Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro, pelo seu Arcebispo Metropolitano, com os seus Bispos Auxiliares e Eméritos, o Presbitério, os Diáconos, os Religiosos e Religiosas, as forças vivas da ação evangelizadora e todo o povo de Deus, que aqui caminha como Igreja peregrina, quer se unir espiritualmente oferecendo nesta semana do aniversário de seu pontificado coroas espirituais de orações nas suas intenções, para que o seu Pontificado continue sendo a graça da santificação do povo de Deus que peregrina na Urbe e no Orbe.

Parabéns, Papa Francisco, pelos quatro anos à frente da Barca de Pedro, ouvindo-nos como irmãos no Batismo, no Sacerdócio e no Episcopado e orientando-nos como um pai amoroso que nos ensina não só por sábias e precisas palavras, mas também pelo luminoso exemplo de seus pequenos gestos, repletos de grande humildade.
Papa Francisco com o Ministro Geral da Ordem Franciscana

Obrigado! Muito obrigado pelo seu testemunho! De nossa parte continuamos rezando, sempre e diariamente, pelo seu ministério e pela sua pessoa, pela sua vida!


*Cardeal e Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

quinta-feira, 9 de março de 2017

CRB contra a Reforma da Previdência

CRB NACIONAL
Of. 007/2017
Brasília, DF, 08 de março de 2017
“Felizes sois vós quando vos insultam e perseguem e mentindo
dizem contra vós toda espécie de mal por minha causa.
Alegrai-vos e regozijai-vos”. (Mt 5,11)
Queridas Religiosas e Queridos religiosos!
É em nome pessoal e em nome da CRB Nacional, que representa mais de 35 mil religiosos e religiosas, que lhes escrevo. Faço-o com o coração entristecido por, mais uma vez, ver os interesses de poucos solaparem os direitos de muitos, especialmente das crianças e jovens mais pobres e vulneráveis. Literalmente querem nos tirar as migalhas.
Pessoas com passado não muito transparente se sentem no direito de legislar e de impor suas ideias, valendo-se do cargo que ocupam como representantes do povo. Como cristãos e como religiosos devemos aguçar o nosso senso crítico para não legitimar posições assumidas que vão contra o Evangelho e os direitos dos mais pobres.
Nos próximos dias estará sendo discutida, e talvez votada, por nosso parlamento, a Reforma da Previdência, na qual o Governo Federal busca alterar a Constituição Federal por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 287/2016. Além de outros absurdos, no bojo dessa reforma, nossos representantes querem extinguir o direito à Filantropia a que muitas instituições beneficentes e de caridade tem direito. Trata-se de um dos efeitos colaterais de contornos imprevisíveis que tal emenda produzirá contra os pobres dessa nação no presente e no futuro.
O deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), relator da proposta, tem se pronunciado categoricamente contra as desonerações fiscais em favor de alguns setores da sociedade, em especial das instituições filantrópicas. Chegou ao ponto de apelar à difamação pública dessas instituições centenárias, imputando-lhe adjetivos como: “pilantropia”, “pouca vergonha” e “aberração” no infeliz intuito de desqualificar a imunidade tributária das entidades beneficentes e de assistência social. É triste ver nas redes sociais anúncios do PMDB afirmando: “Se a reforma da previdência não sair – Adeus Bolsa Família – Adeus FIES …”. Uma campanha bem ao estilo autoritário e segundo a ética de quem a patrocina e, quem sabe, a financia.
O cronograma de tramitação dessa matéria no Congresso Nacional é extremamente curto. Já nos próximos dias, por volta do dia 22/03/2017, deverá ser votada na Plenária da Câmara. O atual domínio da bancada do Governo certamente garantirá a aprovação sem o menor esforço, pouco se lixando com as consequências de tal decisão. O que importa é arrecadar mais impostos.
A única forma de mudarmos esse triste panorama é o engajamento de todos: lideranças, religiosos/as, colaboradores, atendidos das nossas unidades sociais, escolas e universidades, hospitais, centros de atendimentos. Ou nós nos mobilizamos e defendemos o direito das nossas instituições e dos pobres, ou mais uma vez pagaremos a conta dos desmandos palacianos.
Permitam-me oferecer-vos alguns dados e ilustrações para melhor compreensão da gravidade do assunto:
  • Pesquisa do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas – FONIF, realizada a partir de dados oficiais fornecidos pela própria Administração Pública, revela que as entidades imunes proporcionam um retorno social da ordem de 5,92 x 1. Isto é, para cada R$ 1,00 não cobrado em tributos, R$ 5,92 são convertidos em benefício da população, na forma de serviços, empregos, infraestrutura, qualidade de vida e conhecimento. Ou seja: se o governo tirar a filantropia das instituições que prestam esses serviços, ele terá que arcar com a assistência a essas pessoas, gastando 5,92 vezes mais do que arrecada para dar o atendimento necessário. Como percebemos, essa decisão é pouco inteligente e incidirá diretamente na queda ou desqualificação do atendimento dos mais necessitados.
  • As isenções das entidades filantrópicas correspondem a apenas 3% da arrecadação total da Previdência Social, de modo que a suspensão de tal isenção não vai solucionar o problema. A devolução do dinheiro desviado no “propinoduto” daria muito mais resultado financeiro do que terminar com as filantrópicas;
  • Caso as entidades filantrópicas percam esse incentivo, centenas ou milhares de escolas, hospitais, universidades, centros sociais, centros de atendimentos a vulneráveis pertencentes a estas instituições deverão fechar as portas. Milhões de pessoas serão privadas de atendimento digno e humanitário nas unidades atendidas pelas filantrópicas e passarão para a rede pública, já incapaz de oferecer ao nosso povo o mínimo em saúde e educação.
  • A consequência de curto prazo, será o aumento de crianças e adolescentes vivendo na rua, com muita possibilidade de futuramente assaltarem os que hoje lhe negam um tratamento digno. E então, a economia feita hoje, será insuficiente para construir prisões para abrigar os infratores produzidos pelo abandono produzido por tal decisão. Uma pena que a maioria dos nossos políticos não consigam ver além da próxima eleição.
Irmãos e Irmãs, precisamos mobilizar as nossas instituições! Precisamos defender os nossos direitos e os direitos dos pobres e vulneráveis! Não se trata de luta ideológica, mas de posicionamento evangélico.
Como ação prática, sugiro que enviem centenas, milhares, milhões de e-mails, aos deputados e senadores. Usemos as redes sociais para denunciar mais esse abuso de poder econômico e político de poucos que marginaliza quem trabalhou com seriedade durante séculos em favor dos necessitados. Participemos de manifestações públicas com esse objetivo. Alertemos os nossos atendidos, alunos, enfermos, sobre esse perigo e peçamos a eles que se manifestem nas redes sociais contra esse “assalto” a dignidade das instituições e das pessoas. Não poupemos nenhum esforço no sentido de esclarecer e de influir na decisão dos nossos representantes em Brasília.
Termino pedindo a todos os religiosos e religiosas, especialmente aos anciãos, aos enfermos e aos de clausura, que rezem fervorosamente a Deus, para que o Espírito Santo ilumine as mentes e os corações dos que devem decidir nosso futuro. Se Deus ouviu o clamor de Israel quando o Faraó escravizou o seu povo, certamente nos ouvirá também. Ele é Pai e Mãe e cuidará de nós e dos pobres do mundo. Recordo o Evangelho: “Existem certos demônios que só são expulsos mediante muita oração” (Mt 17,21). Quem sabe, estejamos diante de um deles.
Que o Deus bondoso tenha para nosso país olhos de misericórdia e nos conduza pelos caminhos da justiça e da fraternidade. Que a Virgem de Aparecida nos proteja e nos abençoe.
Em união de preces

IR. MARIA INÊS VIEIRA RIBEIRO
Presidente da CRB Nacional
CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS DO BRASIL

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Início do Nociciado 2017 em Caçapava/SP

Hoje, dia 20 de fevereiro de 2017, às 17h00 na Matriz São Pio X, Convento São Benedito em Caçapava/SP, da Província São Francisco de Assis iniciou o Noviciado de 2017.
Noviciado é a etapa formativa, na vida consagrada religiosa, marcada pela convivência fraterna, vida de oração intensa, estudo da Regra, das Constituições, da História, Espiritualidade e outros documentos do Instituto/Ordem, o saborear/provar dos Conselhos Evangélicos de Castidade, Obediência e Pobreza, o espírito de pertença e o cuidado através dos trabalhos manuais. Além de momentos de lazer, recreio e confraternização.
Outra característica do Noviciado é o tempo que atualmente dura por um ano, mais recluso e sem trabalhos apostólicos/pastorais. É nesta etapa que o formando passa a ser chamado de "Frei" e recebe o Hábito religioso, com o cordão ainda sem os "nós" que simbolizam a profissão dos votos que acontecerá somente no fim do Nociviado com a Profissão Temporária na etapa do Pós-Nociviado.
Neste ano ingressaram 15 noviços das seguintes jurisdições: Custódia Imaculada Conceição do Brasil (RJ), Província São Francisco de Assis (SP), Província São Maximiliano Maria Kolbe (DF), Custódia Provincial São Boaventura (MA) e Custódia da Venezuela.
Desejamos um bom e santo ano de provação (ato de provar) aos novos confrades!

Fotos: Frei Márcio Magalhães
Fotos: Frei Carlos Trovarelli 09/03/2017

Fotos: Frei Carlos Trovarelli 09/03/2017



Contribuição:https://www.facebook.com/franciscanosconventuais.savconv/media_set?set=a.1226827434099104.1073741982.100003155763571&type=3&pnref=story


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