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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Maria e o advento

Nossa Senhora está grávida! “Ela carrega Jesus em silêncio, mas todos os que a encontram sentem uma profunda paz”. 

Hoje a liturgia faz um parêntese para recordar que Aquela que se encontra grávida e prestes a dar à luz o Filho de Deus, foi preservada de toda mancha de pecado original.

No dia 08\12\1854, o papa Pio IX declarava como dogma de fé a doutrina segundo a qual ‘por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição’.
Quatro anos depois, era a própria Virgem Maria, em pessoa, que quis confirmar este dogma. No dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação, ela revelou o seu nome a Bernadete em Lourdes: ‘Eu sou a Imaculada Conceição’. 
Este dia para toda a Igreja e, sobretudo, para nós franciscanos, reveste-se de uma singular particularidade. Desde São Francisco, passando por grandes teólogos franciscanos entre eles o beato João Duns Scotus até São Maximiliano Maria Kolbe, todos os frades sempre defenderam o dogma da Imaculada Conceição como também difundiram este especial título. 


Decuit, potuit, fecit! Convinha e Deus podia, Deus o fez!

‘A Festa de hoje, entre tantos aspectos, nos fala da alegria, daquele júbilo autêntico que se difunde no coração livre do pecado. O pecado traz consigo uma tristeza negativa, que nos induz a fecharmo-nos em nós mesmos... 
A Graça traz a alegria genuína, que não depende da posse dos bens, mas está enraizada no íntimo, no profundo da pessoa, e que nada e ninguém podem tirar. 
O Cristianismo é, essencialmente, um «evangelho», uma «notícia alegre», enquanto alguns pensam que é um obstáculo para a alegria, porque vêem nele um conjunto de proibições e de regras. 
Na realidade, o Cristianismo é o anúncio da vitória da Graça sobre o pecado, da vida sobre a morte. 
E se comporta renúncias e uma disciplina da mente, do coração e do comportamento, é precisamente porque no homem existe a raiz venenosa do egoísmo, que faz mal a si mesmo e ao próximo. 
Portanto, é necessário aprender a dizer não à voz do egoísmo e a dizer sim à voz do amor autêntico. A alegria de Maria é completa, porque no seu coração não há sombra de pecado. 
Esta alegria coincide com a presença de Jesus na sua vida: Jesus concebido e levado no seu ventre, depois confiado aos seus cuidados maternos, e enfim adolescente, jovem e homem maduro; Jesus visto partir de casa, seguido à distância com fé, até à Cruz e à Ressurreição: Jesus é a alegria de Maria, a alegria da Igreja e de todos nós.
Neste tempo de Advento, Maria Imaculada ensina-nos a ouvir a voz de Deus que fala no silêncio; a acolher a sua Graça, que nos liberta do pecado e de todo o egoísmo, para assim saborearmos a alegria verdadeira’. 

Eremitério Franciscano Conventual
Domus Perfectae Laetitiiae (Casa da Perfeita Alegria)

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