Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sábado, 20 de agosto de 2016

REGRA PARA OS EREMITÉRIOS

Regra para os Eremitérios - escrita possivelmente entre os anos de 1217 e 1220. Antes da Regra não Bulada (1221) e a Regra Bulada  (1223). 
É um magnífico documento sobre a vida fraterna e a vida de oração.

Segue o texto:

"1 Aqueles que quiserem viver como religiosos em eremitérios não sejam mais de três ou, no máximo, quatro irmãos. Dois deles sejam as mães e tenham dois ou ao menos um por filho. Aqueles levem a vida de Marta e estes a de Maria Madalena.
2 Os dois que forem as mães levem a vida de Marta e os dois filhos a vida de Maria, e disponham dum lugar cercado para morar, onde cada um tenha a sua cela para orar e dormir.
3 E rezem as Completas do dia logo após o pôr-do-sol e tratem de guardar silêncio rigoroso; recitem suas horas canônicas e levantem-se à hora de Matinas, procurando "primeiro o reino de Deus e sua justiça" (Lc 12,31).
4 Rezem a Prima na hora conveniente e após a Terça podem romper o silêncio e falar com suas mães, aproximar-se delas e, se quiserem, pedir-lhes, como gente bem pobre, uma esmola pelo amor de Deus, e em seguida rezem a Sexta e a Noa e, na hora conveniente, as Vésperas.
5 Não permitam a ninguém entrar no lugar cercado onde vivem nem deixem ninguém comer ali.
6 Os irmãos que são as mães fiquem afastados de toda pessoa estranha e em obediência ao seu ministro conservem também os seus filhos afastados de todos para que ninguém fale com eles. Os filhos por sua vez não podem falar com ninguém senão com suas mães e seu ministro e custódio quando a este lhe aprouver visitá-los, com a  bênção de Deus.
7 Os filhos assumam de vez em quando o encargo das mães conforme os turnos que todos acharam conveniente estabelecer.
Empenhem-se com cuidado e solicitude em observar as disposições acima."

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

OFMConv e a missão no nordeste Brasileiro

Iniciou-se no dia de ontem, dia 16 de agosto de 2016 o encontro com o Ministro Geral, Frei Marco Tasca, e os frades presentes na Bahia, Província de São Francisco de Assis do Brasil em Itaberaba e Salvador e da Província São Maximiliano Maria Kolbe em Candeias e Feira de Santana.
Após acolhida do Assistente Geral para América Latina, Frei Carlos Trovarelle, estabeleceu-se a dinâmica e a proposta desse encontro. 
Encontro fraterno para conhecermos e comunicar as realidades presentes nas missões, onde vivem e atuam os frades Franciscanos Conventuais. 
O dia de hoje foi marcado nesta manhã por uma apresentação pessoal: nome, o serviço exercido na fraternidade, o trabalho e missão e a relação pessoal da cada frade com a Bahia e também com a Comunidade de João Pessoa na Paraíba. O tempo em que cada um está e também se conhece a presença e Conventos de outras Províncias. Uma avaliação pessoal da Cultura local, da Igreja local, sua relação com a Província e com a União dos Conventuais no Brasil (UCOB).
No fim da manhã, iniciamos por Ordem de chegada e fundação das Casas. Apresentação da realidade emissão. Itaberaba, cuja abertura foi em 1983. Qual a motivação da fundação? Qual é o significado, desdobramento desta presença? Seu projeto comunitário? Como se dá sua manutenção econômica? Qual a significatividade carismática e eclesial: Estilo de vida e missão.
Adentrando na primeira parte desta tarde em Candeias fundada em 1990,um Santuário Mariano, que está sob a responsabilidades dos Frades da Província de São Maximiliano Kolbe de Brasília.
Agora estamos conhecendo a realidade de Feira de Santana ,onde os Frades trabalham numa Paróquia Urbana de Nossa Senhora de Fátima.










Fonte: CFFB

domingo, 14 de agosto de 2016

Ministro Geral: a ligação do atual pontificado com a espiritualidade franciscana


Quer a recente visita do Papa Francisco à Porciúncula, como a sua oração silenciosa na cela de São Maximiliano Kolbe em Auschwitz - durante a visita à Polônia por ocasião da JMJ - confirmam ulteriormente a ligação do atual pontificado com a espiritualidade franciscana.

Esta é a impressão manifestada ao L’Osservatore Romano pelo Ministro Geral dos Frades Menores Conventuais, Padre Marco Tasca, que acompanhou Francisco em ambos os eventos. 

“Exatamente. Na primeira “Regra” – explicou - o Pobre de Assis escreveu, no Capítulo 16, como os frades devem ir em missão. E introduziu um conceito simples: devem testemunhar que vocês se querem bem. In suma, também aqui, no centro, há a vida. Agora, oito séculos depois, também Francisco insiste nisto: o testemunho da beleza do viver como irmãos, a beleza da comunhão”. 

“Eu vejo uma grande conexão entre a espiritualidade franciscana e o método missionário da Evangelii gaudium que o Papa Francisco está levando em frente”, acrescenta o Frei Tasca.

“Um segundo aspecto, por outro lado, evoca o Ano Santo da Misericórdia. O Pobre de Assis pediu a Indulgência da Porciúncula, porque tinha um programa: “Quero mandar todos para o Paraíso”. Me parece que este seja o mesmo sonho do Papa: que todos possam encontrar o Evangelho de Deus bom e misericordioso, do Deus acolhedor e que vem ao encontro dos homens”.

Em relação à visita à Basílica Santa Maria dos Anjos, em 4 de agosto, “o Papa se fez peregrino entre os peregrinos para rezar na Porciúncula – explicou o Ministro Geral dos Frades Menores. Esta realidade que há 800 anos concede graças, misericórdia e paz. Um gesto, o seu, de grande significado. Por meio do qual o Papa diz que rezar na Porciúncula é um caminho a ser percorrido para chegar à paz, à reconciliação, à misericórdia”.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Francisco na terra de São Francisco.

Uma peregrinação muito simples, como disse o próprio Papa, mas muito significativa neste Ano Santo da Misericórdia.
Cidade do Vaticano (RV) – O motivo desta peregrinação é celebrar os 800 anos do perdão de Assis, como nos explica o Diretor Espiritual da Ordem Franciscana Secular, Fr. José Antônio Cruz Duarte:
"Quando se fala do perdão de Assis estamos falando da indulgência que S. Francisco pediu ao Papa em 1216. Ele queria que todas as pessoas que fossem à Porciúncula recebessem a indulgência sem óbolo, porque – naquela época – para se ter uma indulgência deveria ser feita uma oferta. S. Francisco pediu isso porque não queria que nenhuma pessoa ficasse sem a indulgência, queria que fosse universal. O Papa perguntou o motivo e ele respondeu: ‘Porque quero mandar todos para o Céu’.”

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