Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sábado, 30 de julho de 2016

Visita e oração no Convento de São Francisco, em Cracóvia

Cracóvia (RV) – Na tarde de sábado (30/7), por volta das 18h00 locais, enquanto se dirigia do Arcebispado de Cracóvia ao “Campus Misericordiae” para a Vigília de Oração com os jovens, o Santo Padre fez uma breve visita à igreja de São Francisco, situada próxima ao Arcebispado, onde são veneradas as relíquias de dois mártires Franciscanos Conventuais: Strzalkowski Zbigniew e Michał Tomaszek, mortos pelos guerrilheiros do "Sendero Luminoso" em agosto de 1991, em Pariacoto, Peru, e ali beatificados em dezembro de 2015, junto com o sacerdote italiano, Padre Alessandro Dordi, da Diocese de Bergamo.

Além dos Frades Franciscanos estavam presentes alguns membros da família dos mártires (dois irmãos e duas irmãs), como também o Ministro Geral dos Franciscanos e o Guardião do Convento Franciscano, onde os dois mártires viviam no Peru. O Papa recitou a seguinte oração pela “Paz e contra a violência e o Terrorismo":

“Deus Todo-poderoso e misericordioso, Senhor do universo e da história, tudo o que criastes é bom e vossa compaixão pelos erros humanos é inesgotável.

Hoje, vimos até vós para pedir-vos a salvação do mundo e a paz entre seus habitantes, longe das ondas devastadoras do terrorismo; restituí a amizade e incuti nos corações das vossas criaturas o dom da confiança e a disposição de perdoar.

Ó Doador da Vida, pedimos-vos também por todos os que morreram como vítimas dos brutais ataques terroristas. Concedei-lhes a recompensa eterna. Intercedei pelo mundo dilacerado pelos conflitos e contrastes.

Ó Jesus, Príncipe da Paz, nós vos pedimos pelos que foram feridos por atos da violência desumana: crianças e jovens, homens e mulheres, idosos, pessoas inocentes, envolvidos apenas pela fatalidade do mal. Curai seus corpos e seus corações e consolai-os com a vossa força, cancelando, ao mesmo tempo, o ódio e desejo de vingança.

Espírito Santo Consolador, visitai as famílias das vítimas do terrorismo, famílias que sofrem sem ter culpa. Protegei-as com o manto da vossa misericórdia divina. Fazei que reencontrem em vós e em si mesmas a força e a coragem de continuar a ser irmãos e irmãs, uns dos outros, especialmente dos imigrantes, testemunhando vosso amor com a própria vida.

Tocai os corações dos terroristas, para que reconheçam a maldade das suas ações e retomem o caminho da paz e do bem, do respeito pela vida e a dignidade de cada pessoa, independentemente da religião, da proveniência, da riqueza ou da pobreza.

Ó Deus, Pai Eterno, em vossa misericórdia atendei a oração que vos elevamos, entre o barulho e o desespero do mundo. Dirigimo-nos a vós com grande esperança, cheios de confiança na vossa infinita Misericórdia, confiando na intercessão da vossa Mãe Santíssima, e fortalecidos pelo exemplo dos mártires do Peru, Zbigniew e Michel, que se tornaram corajosas testemunhas do vosso Evangelho, a ponto de oferecer o próprio sangue. Pedimos-vos o dom da paz! Distanciai de nós o flagelo do terrorismo. Por Cristo nosso Senhor. Amém. (MT)

Festa de São Luiz, Rei de França em bairro do Rio de Janeiro

Os Frades Franciscanos Conventuais e a equipe de festa convidam a todos para participar dos festejos do Padroeiro da Paróquia São Luiz Rei de França, no bairro carioca de Costa Barros, a festa se estenderá até o dia 28 com a investidura de novos coroinhas! Segue a programação:
Contamos com a sua presença!

São Luiz é padrono da OFS


sexta-feira, 29 de julho de 2016

A crueldade não parou em Auschwitz

Cracóvia (RV) – Pela terceira noite consecutiva o Papa Francisco assomou à janela frontal do Arcebispado de Cracóvia para saudar os jovens reunidos na praça frontal. O Papa repassou esta sexta-feira, diz de fortes emoções. Eis a transcrição de suas palavras:

“Hoje foi um dia especial. Um dia de dor. Sexta-feira é o dia em que recordamos a morte de Jesus e com os jovens concluímos o dia com o rito da Via sacra. Rezamos a Via Sacra: a dor e a morte de Jesus por todos. Estivemos unidos a Jesus sofredor. Mas não somente sofredor a dois mil anos, sofredor também hoje. Tanta gente que sofre: os doentes, aqueles que estão em guerra, os sem-teto, os famintos, aqueles que têm dúvidas na vida, que não sentem felicidade, a salvação, que sentem o peso do próprio pecado.

Durante a tarde fui ao Hospital das crianças. Também ali Jesus sofre em tantas crianças doentes. E sempre me vem aquela pergunta: por que as crianças sofrem? É um mistério! Não existem respostas para estas perguntas....

Pela manhã também outra dor: fui a Auschwitz e a Birkenau. Recordar dores de 70 anos atrás: quanta dor, quanta crueldade! Mas é possível que nós, homens criados à semelhança de Deus, sejamos capazes de fazer estas coisas? As coisas foram feitas.... Eu não gostaria de vos deixar amargurados, mas devo dizer a verdade. A crueldade não acabou em Auschwitz, em Birkenau: também hoje. Hoje! Hoje se tortura as pessoas; tantos prisioneiros são torturados, para fazê-los falar....É terrível! Hoje existem homens e mulheres em prisões superlotadas: vivem – perdoem-me – como animais! Hoje existe esta crueldade. Nós dizemos: “Sim, ali, vimos a crueldade de 70 anos atrás. Como morriam fuzilados ou enforcados ou com gás”. Mas hoje, em tantos lugares do mundo, onde existe guerra, acontece a mesma coisa!

Nesta realidade Jesus veio para carregá-la nas próprias costas. E nos pede para rezar. Rezemos por todos “os Jesus” que hoje estão no mundo: os famintos, os sedentos, os doentes, os solitários; aqueles que sentem o peso de tantas dúvidas e culpas. Sofrem tanto... Rezemos pelos tantos doentes, crianças inocentes, as quais levam a Cruz como crianças. E rezemos por tantos homens e mulheres que hoje são torturados em tantos países do mundo; para os encarcerados que estão todos empilhados ali como se fossem animais. É um pouco triste aquilo que vos digo, mas é a realidade! Mas é também a realidade que Jesus carregou sobre si, todas estas coisas. Também o nosso pecado.

Todos aqui somos pecadores, todos temos o peso dos nossos pecados. Não sei... se alguém aqui não se sente pecador levante a mão! Todos somos pecadores. Mas Ele nos ama, nos ama! E façamos como os pecadores, mas filhos de Deus, filhos do Pai. Façamos todos juntos uma oração por estas pessoas que sofrem no mundo hoje, por tantas coisas erradas, tanta maldade. E quando existem as lágrimas, a criança procura a mãe. Também nós pecadores somos crianças, busquemos a mãe a rezemos a Nossa Senhora todos juntos, cada um na própria língua.

Ave Maria...Desejos a vocês uma boa noite, bom descanso. Rezem por mim e amanhã continuaremos esta bela Jornada da Juventude. Muito obrigado!”.

O Silêncio que grita!





































VÍDEO: https://www.facebook.com/radiovaticanobrasil/videos/1004209103020470/
FONTE: https://www.facebook.com/radiovaticanobrasil/photos/?tab=album&album_id=1004190963022284

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Carta dos Ministros Gerais pelo VIII Centenário do Perdão de Assis

A indulgência da Porciúncula e o Jubileu da Misericórdia




Em 2016 duas datas coincidem: o aniversário da indulgência da Porciúncula, amada por São Francisco "enviar todos ao paraíso" e o Jubileu da Misericórdia, amado por um Papa chamado Francisco. Deixamos os historiadores aprofundarem a sua reflexão sobre a indulgência da Porciúncula, tomamos a oportunidade desta coincidência de datas, que nos convida a aprofundar o grande tema da misericórdia e perdão em relação à nossa tradição Espiritual Franciscana.

Misericórdia é uma palavra cara a São Francisco, que muitas vezes usa em seus escritos e que também usou em duas direções: que se referem ao ato de Deus misericordioso e nosso agir em relação aos irmãos com misericórdia. Isso nos lembra a frase do Evangelho que o Papa propôs como "lema" deste Ano Jubilar: "Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso" (Lc 06, 36). Misericórdia que temos em nossas relações com os outros está intimamente ligada à misericórdia que Deus tem para nós: o amor de Deus é a fonte inesgotável de onde tiramos a misericórdia que devemos usar para com nosso próximo. Todos sabemos que amamos na medida em que descobrimos que somos amados por Aquele que é a fonte de todo o bem.

O que geralmente dizemos  do amor é igualmente verdadeiro para aquela forma especial de misericórdia que é o perdão. A parábola que Jesus diz em resposta à pergunta de Pedro "Quantas vezes devo perdoar?" Condena o comportamento do servo que não tolera a pequena dívida para com o seu companheiro, depois que o padrão o perdoou uma grande dívida. Também neste caso, a razão para perdoar os outros é que nós mesmos fomos perdoados por Deus, como dizemos no Pai Nosso, onde pedimos "Perdoa-nos as nossas dívidas (ofensas) como nós perdoamos aos nossos devedores (que nos ofenderam) ". Que "como" mais do que indicar uma igualdade, indica a motivação profunda que devemos perdoar os outros: a partir da certeza de que Deus me perdoa, nasce a exigência de perdoar "como" Ele. É uma outra maneira de dizer que devemos ser misericordiosos "como" o Pai celestial.

Se tudo isso é verdade, descobrimos que nos indica um caminho para sermos capazes de termos mais misericórdia e cresce em nossa consciência de que nós mesmos somos amados por Deus. Se trata da relação entre o dom recebido de Deus e do dom oferecido aos irmãos que é tão característica da experiência espiritual franciscana. Na medida em que nós, como Francisco, descobrimos que Deus "é bom, todo o bem, e que só Ele é bom», se faz forte em nós a necessidade de retribuir o bem que recebemos, dando o bem de que somos capazes.

E para chegar a ser  mais consciente do amor de Deus para comigo, devo fazer uma pausa, um momento para refletir, e nos damos conta que, mais uma vez, somos convidados a cultivar o espírito de oração e devoção, para unir contemplação e ação, se queremos encontrar a verdadeira fonte do nosso compromisso e amor para com o próximo, para encontrar a força e energia para gastar toda a nossa vida ao serviço dos irmãos e gerar em torno de nós a paz e a reconciliação, que são os frutos do amor contemplados.

Com o seu pedido ao Papa de uma indulgência extraordinária para a pequena igreja da Porciúncula, Francisco inventou uma nova forma de celebrar a superabundância do perdão e da misericórdia de Deus para nós. Podemos retomar e aprofundar a bela definição de indulgência que o Papa Francisco nos ofereceu no Misericordiae vultus, definindo-a como "indulgência do Pai, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e livrar de todos os vestígios e as consequências do pecado, permitindo-lhe agir com caridade, a crescer no amor ao invés de recair em pecado "(MV 22). Sempre que receber esta indulgência extraordinária do Pai por meio da Igreja, nós também experimentamos a abundância da misericórdia sobre nós e nos tornarmos capazes misericórdia e de reconciliação com os outros nas situações concretas da vida.

São Francisco mostra-nos exemplos esplêndidos dessa capacidade criativa para promover a paz e a reconciliação. Basta pensar no final episódio de sua vida, quando ele reconcilia o Podestá (autoridade Civil) com o Bispo de Assis, cantado no seu Cântico do Irmão Sol, com a adição do verso ao perdão.

O antigo biógrafo, no começo desta narração, nos diz que Francisco disse a seus companheiros: "grande vergonha para nós, servos de Deus, que o bispo e o podestá se odeiam um ao outro, e ninguém tem o trabalho de colocá-los na paz e harmonia "(Compilacão de Assis 84). Francisco não pensa que é uma questão que não tem nada a ver com ele, está envergonhado pelo fato de que ninguém se preocupar em a restaurar a paz. Me pergunto: Quantas vezes sentimos vergonha quando ninguém intervém para curar os conflitos do nosso tempo? Nos sentimos responsáveis, como Francisco, para restaurar a paz e a reconciliação, acima de tudo em nossas próprias Fraternidades quando há divisões, bem como nas lutas políticas, religiosas, sociais, questões econômicas do nosso tempo?

Tal compromisso tão ativa e militante, nascido a partir da profundidade da contemplação do amor de Deus por mim. Precisamente porque sinto-me pessoalmente tocado pela indugência do Pai, nasce em mim a força, a coragem, a esplêndida "loucura" para intervir, como fez um apaixonado por Deus com cânticos, não um discurso solene e ainda com menos o vigor.
Francisco, com sua simplicidade inteligente, não chama o bispo e o Podestá para tentar resolver suas disputas. Francisco sabe que este não é o seu caminho, em vez disso ele convoca a ouvir uma música, porque só apontando o olhar acima, à beleza de Deus, nas asas da música, os dois contendores vão encontrar as maiores razões para a paz. Nós, franciscanos, no mundo de hoje, provavelmente, muitas vezes não são chamados a enfrentar e resolver os complexos problemas do mundo, oferecendo soluções técnicas ou entrar no campo de questões difíceis, que muitas vezes são grandes; mas nós somos chamados a encontrar os caminhos para animar os homens à reconciliação e a paz e tocá-los o coração com o testemunho de simplicidade, beleza e o canto, da verdade das relações fraternas e imediatas que conduzem ao essencial, e fazer os homens de hoje compreenderem, como o Podesta e o Bispo de Assis, que vale a pena viver em paz, relativizando os problemas concretos e optando pelo caminho do perdão.

Falando de indulgência e misericórdia estamos partindo com o olhar à indulgência do Pai e sua misericórdia para nós e falamos da intervenção na realidade conturbada do mundo de hoje. Também poderiamos fazer o caminho oposto: começando a falar de perdão e reconciliação com os irmãos para vir falar da misericórdia de Deus, assim como Francisco no Testamento. O que importa é que nunca mais se separe esses dois elementos, porque Jesus no Evangelho ensina que o primeiro mandamento fala ao mesmo tempo o amor de Deus e ao próximo, que não podem ser separados.

Que este centenário nos ajude a sentir uma vergonha saudável, porque ninguém parece se preocupar com a paz e a harmonia na realidade conflitiva em que vivemos, e nos faça crescer na capacidade criativa para encontrar maneiras novas para cantar um canto compreensível aos homens e as mulheres de nosso tempo. Essa música é a nossa vida, na medida em que ela está vivendo o louvor a Deus, de quem provém todo amor,  a provocação eficaz para construir a paz e a reconciliação.

Roma, 23 de julho, 2016, festa de Santa Brígida, padroeira da Europa

Fr. Michael Anthony Perry, OFMObs
Ministro General
Fr. Marco Tasca, OFMConv
Ministro General
Fr. Mauro Jöhri, OFMCap
Ministro General
Fr. Nicholas Polichnowski, TOR
Ministro General
Presidente CFF
Tibor Kauser, OFS
Ministro Generale
Sr. Deborah Lockwood, OSF
Ministra Generale
Fonte: http://www.ofm.org/ofm/?p=11184&lang=es
Tradução literal: São Francisco em CONVersa

terça-feira, 26 de julho de 2016

Cardeal Dziwisz na JMJ: Cracóvia vive do mistério da Divina Misericórdia

Jovens durante a missa de abertura da JMJ, na tarde desta terça-feira - EPA
Cracóvia (RV) - O Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, celebrou a missa de abertura da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na tarde desta terça-feira (26/07), no Parque de Blonia situado nesta cidade polonesa. 

Em sua homilia, o purpurado se deteve no diálogo de Jesus ressuscitado com Simão Pedro às margem do Lago de Tiberíades, onde Jesus pergunta três vezes a Pedro se ele o ama, e diz ao apóstolo para apascentar as suas ovelhas. 

“Hoje, Jesus Cristo fala-nos em Cracóvia, às margens do rio Vistola, que atravessa toda a Polônia, desde os montes até ao mar. A experiência de Pedro pode transformar-se em nossa experiência e dispor-nos para a reflexão”, disse o Cardeal Dziwisz.

Coloquemo-nos três perguntas e procuremos as respostas. Antes de mais perguntemo-nos: de onde viemos até chegar a este encontro? Como segunda: onde estamos hoje, neste momento da nossa vida? Como terceira coisa, perguntemo-nos: a partir deste momento, em que direção colocaremos o resto da nossa vida? O que é que vamos levar este lugar?

Trazemos conosco medos e desilusões, mas também as nossas recordações e esperanças, os nossos desejos de vida num mundo mais humano mais fraterno e solidário. Damo-nos conta das nossas fraquezas, mas acreditamos que “tudo podemos naquele que dá força”. Podemos enfrentar os desafios do mundo de hoje, no qual o homem faz as suas escolhas entre fé e não crença, entre o bem e o mal, entre o amor e o seu contrário.

“Muitos de vocês percorreram milhares de quilômetros e investiram muito na viagem, para poder estar hoje aqui. Estamos em Cracóvia que já foi capital daquela Polônia onde há qual mil e cinquenta anos chegou a luz da fé. A história da Polônia não foi fácil, mas procuramos sempre permanecer fiéis a Deus e ao Evangelho.”

“Hoje, estamos aqui, porque nos reuniu com Jesus Cristo. Ele é a luz do mundo. Amanhã, chegará até nós o Pedro dos nossos tempos – o Santo Padre Francisco. A presença do Papa nas Jornadas Mundiais da Juventude é também uma bela nota característica desta festa da fé.”

O purpurado disse ainda que “Cracóvia vive do mistério da Divina Misericórdia, também graças à humilde Irmã Faustina e João Paulo II que sensibilizaram a Igreja e o mundo a este particular caráter de Deus. Regressando aos seus países, às suas casas e comunidades, levem a chama da misericórdia, recordando a todos que "bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia". Levem aos outros a chama de sua fé e acendam com ela outras chamas, para que os corações humanos batam no ritmo do Coração de Jesus, que é "fonte ardente de caridade". 

“Que a chama do amor envolva todo o nosso mundo, para que nele não haja mais egoísmo, violência e injustiça, e que em nossa terra se reforcem a civilização do bem, da reconciliação, do amor e da paz”, concluiu. 

Segue, na íntegra, a homilia do Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz.

Queridos jovens amigos!

Ao escutarmos o diálogo de Jesus ressuscitado com Simão Pedro à margem do lago de Tiberíades, ao escutarmos a tríplice pergunta sobre o amor e a resposta que a ela se segue, vêm à nossa mente os acontecimentos da vida do pescador da Galileia, que precedem esta conversa decisiva. Sabemos que um dia ele havia deixado tudo, família, barco e redes, e tinha se colocado na sequela do extraordinário Mestre de Nazaré. Tinha se tornado seu discípulo. Tinha aprendido dele a olhar para as coisas de Deus e dos homens. Tinha vivido a paixão e morte dele e também os momentos pessoais de fraqueza e traição. E depois havia provado a maravilha e a alegria da ressurreição de Jesus, que tinha se manifestado aos discípulos mais próximos, antes de subir ao céu.

Conhecemos também a passagem do diálogo sucessivo, e precisamente do exame sobre o amor de que fala o Evangelho de hoje. Simão Pedro, fortalecido pelo Espírito Santo, tornou-se testemunha corajosa de Jesus Cristo. Tornou-se a rocha da Igreja nascente. Por tudo isto, ele pagou com a vida na capital do Império Romano, pregado numa cruz como o seu Mestre. O sangue de Pedro, uma vez derramado, tornou-se semente para a fé e para o crescimento da Igreja, que abraça toda a terra.

Hoje, Jesus Cristo fala-nos em Cracóvia, às margens do rio Vistola, que atravessa toda a Polônia, desde os montes até ao mar. A experiência de Pedro pode transformar-se em nossa experiência e dispor-nos para a reflexão.

Coloquemo-nos três perguntas e procuremos as respostas. Antes de mais perguntemo-nos: donde viemos até chegar a este encontro? Como segunda: onde estamos hoje, neste momento da nossa vida? Como terceira coisa, perguntemo-nos: a partir deste momento, em que direção colocaremos o resto da nossa vida? O que é que vamos levar, deste lugar?

De onde veimos? Viemos “de todas as nações debaixo do sol” (At. 2,5), como os que chegaram em multidão a Jerusalém aglomerados no dia da Descida do Espirito Santo, mas nós somos, sem comparação, muito mais do que naquele tempo de há dois mil anos, porque por trás de nós estão séculos e séculos de anúncio do Evangelho que chegou até aos ângulos mais longínquos da terra. Trazemos conosco a riqueza das nossas culturas, tradições e línguas. Trazemos conosco as experiências das nossas Igrejas locais. Trazemos conosco os testemunhos de fé e de santidade das precedentes gerações e das gerações atuais dos nossos irmãos e irmãs, discípulos do Senhor ressuscitado. Viemos de regiões do mundo onde a gente vive em paz, onde as famílias são comunidades de amor e de vida e onde os jovens podem realizar os seus sonhos. Mas estão também entre nós jovens de países em que a gente sofre por causa de conflitos e de guerras, em que as crianças morrem de fome, em que os cristãos são cruelmente perseguidos. Estão entre nós rapazes provenientes de regiões do mundo onde existem violências e cego terrorismo, onde os governantes se rogam o direito sobre homens e sobre nações, deixando-se guiar por ideologias loucas.

No encontro com Jesus, nestes dias, viemos com experiências pessoais de vida, segundo o Evangelho no nosso mundo complicado. Trazemos conosco medos e desilusões, mas também as nossas recordações e esperanças, os nossos desejos de vida num mundo mais humano mais fraterno e solidário. Damo-nos conta das nossas fraquezas, mas acreditamos que “tudo podemos naquele que dá força” (Cfr. Fl 4, 13). Podemos enfrentar os desafios do mundo de hoje, no qual o homem faz as suas escolhas entre fé e não crença, entre o bem e o mal, entre o amor e o seu contrário.

Onde estamos hoje, em que lugar e momento da nossa vida? Viemos de perto e de longe. Muitos de vós percorreram milhares de quilômetros e investiram muito na viagem, para poder estar hoje aqui. Estamos em Cracóvia, que já foi capital daquela Polônia onde há mil e cinquenta anos chegou a luz da fé. A história da Polônia não foi fácil, mas procuramos sempre permanecer fiéis a Deus e ao Evangelho.

Hoje, estamos aqui porque reuniu-nos com Jesus Cristo. Ele é a luz do mundo. Quem o segue não caminhará nas trevas (cfr. Jo 8, 12). Ele é caminho e verdade e vida (cfr. Jo 6, 68). Somente Ele, Jesus Cristo, pode satisfazer os desejos mais profundos do nosso coração. Foi Ele Quem nos conduziu até aqui. Ele está presente entre nós. Ele nos acompanha como os discípulos no caminho para Emaús. Consagremos a Ele, nestes dias, as nossas coisas, os receios e as nossas esperanças. Ele, nestes dias, vai interrogar-nos sobre o amor, como interrogou a Simão Pedro. Não nos furtemos de dar respostas a estas perguntas.

Encontrando-nos com Jesus, provamos, ao mesmo tempo, que todos juntos formamos uma grande comunidade, isto é, a Igreja que ultrapassa os confins traçados por homens e que dividem as pessoas. Somos todos filhos de Deus, redimidos pelo sangue do seu Filho, Jesus Cristo. Experimentar a universalidade da Igreja é uma experiência maravilhosa ligada às Jornadas Mundiais da Juventude. De nós depende a Sua possibilidade de chegar com o Evangelho àqueles que ainda não conhecem Cristo ou que não O conhecem suficientemente.

Amanhã, chegará até nós o Pedro dos nossos tempos – o Santo Padre Francisco. Depois de amanhã o saudaremos neste mesmo lugar. Nos dias sucessivos escutaremos as suas palavras e rezaremos juntamente com ele. A presença do Papa nas Jornadas Mundiais da Juventude é uma bela nota característica desta festa da fé.

E, enfim, a terceira, última pergunta: para que coisa temos tendência, e o que queremos levar conosco daqui? O nosso encontro dura apenas alguns dias. Vai ser uma experiência intensa, espiritual, que também requer algum esforço. Depois, voltamos para as nossas casas, aos nossos entes queridos, às escolas, universidades e locais de trabalho. Talvez nestes dias faremos propósitos importantes? Talvez vamos nos impor novos objetivos na vida? Talvez ouviremos com clareza a voz de Jesus para deixarmos tudo e segui-Lo?

O que levaremos daqui de retorno às nossas casas? É melhor não antecipar a resposta a esta pergunta. Mas aceitemos o desafio. Partilhemos nestes dias aquilo que temos de mais precioso. Partilhamos a nossa fé, as nossas experiências, as nossas esperanças. Queridos jovens amigos, modelem nestes dias os seus pensamentos e seus corações. Escutem as catequeses que os bispos vão fazer para vocês. Escutem a voz do Papa Francisco. Participem com emoção da santa liturgia. Experimentem o amor misericordioso do Senhor no sacramento da reconciliação. Procurai igualmente tomar conhecimento das igrejas de Cracóvia, da riqueza da cultura desta cidade, bem como da hospitalidade dos seus habitantes e das outras localidades próximas, onde encontrarão repouso depois das fadigas do dia.

Cracóvia vive do mistério da Divina Misericórdia, também graças à humilde Irmã Faustina e graças a João Paulo II, que sensibilizaram a Igreja e o mundo a este particular caráter de Deus. Regressando aos seus países, às suas casas e comunidades, levem a chama da misericórdia, recordando a todos que "bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia" (Mt 5: 7). Levem aos outros a chama de sua fé e acendam com ela outras chamas, para que os corações humanos batam no ritmo do Coração de Jesus, que é "fonte ardente de caridade". Que a chama do amor envolva todo o nosso mundo, para que nele não haja mais egoísmo, violência e injustiça, mas que em nossa terra se reforcem a civilização do bem, da reconciliação, do amor e da paz.

O profeta Isaías fala-nos hoje dos "pés cheios de encanto do mensageiro da boa nova" (cfr. Is 52, 7). Tal mensageiro foi João Paulo II, iniciador das Jornadas Mundiais da Juventude, amigo dos jovens e das famílias. Sejam também vocês tais mensageiros. Levem ao mundo a boa nova de Jesus Cristo. Testemunhem que vale a pena confiar a Ele o nosso destino e que devemos fazer. Escancarem as portas de seus corações a Cristo. Anunciem com convicção, como o Apóstolo Paulo, que "nem a morte, nem a vida [...], nem nenhuma outra criatura, poderá separar-nos do amor de Deus, em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8:, 38-39).

(MJ/BS)
Fonte:http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/26/cardeal_dziwisz_cracóvia_vive_do_mistério_da_divina_miseric/1246951

Papa: "dor e horror por ataque à igreja na França"


Polícia, bombeiros e ambulânciasnas proximidades da Igreja - AFP
Rouen (RV) – Mais um episódio de violência imprevista e desconcertante esta manhã, na França: dois homens armados com facas entraram na igreja de Saint-Etienne de Rouvray, perto de Rouen, e tomaram como reféns o pároco, duas religiosas e dois fiéis durante a missa, por volta das 10h.

Um dos fiéis, segundo relatos, teria fugido e alertado a polícia, que circundou e fechou imediatamente a área. As informações são ainda fragmentárias, mas foi confirmado que um dos reféns, o pároco, foi degolado, e outro estaria entre a vida e a morte. Os dois criminosos foram mortos pela polícia. 

Ambulâncias e outros meios de socorro ainda estão no local. 
O presidente francês, François Hollande, e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, estão a caminho da cidade. 
O arcebispo de Rouen, Dom Dominique Lebrun, encontra-se na Polônia, com padres e grupos de jovens participantes da JMJ de Cracóvia. Segundo fontes locais, ele foi informado e deve retornar com urgência à sua diocese. 
Por enquanto não se conhecem os motivos do ataque. O inquérito ao caso foi já entregue à procuradoria antiterrorismo, SDAT, e à direção geral de segurança interior (DGSI).

“É uma notícia terrível, que se soma a uma série de violências que nestes dias já abalaram todos nós, gerando imensa dor e preocupação. Acompanhamos a situação e aguardamos novas informações para tentarmos entender o que aconteceu”: é a declaração do porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi.

“O Papa está informado e participa da dor e do horror por esta violência absurda, condenando radicalmente toda forma de ódio”, afirmou Pe. Lombardi aos jornalistas agora há pouco.

Segundo a Santa Sé, “o episódio abala ainda mais por ter ocorrido em uma igreja, local sagrado em que se anuncia o amor de Deus, onde foi barbaramente morto um sacerdote e envolvidos alguns fiéis”.

Ainda na declaração, Padre Lombardi manifesta a proximidade da Santa Sé à Igreja na França, à Arquidiocese de Rouen, à comunidade atingida e ao povo francês. 

(CM)

Fonte:http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/26/papa_dor_e_horror_por_ataque_à_igreja_na_frança/1246759

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Cidade do Vaticano (RV) - O Santo Padre enviou uma mensagem de pesar ao Arcebispo de Rouen, França, Dom Dominique Lebrun, pelo atentado perpetrado, nesta terça-feira (26/07), na igreja de Saint-Etienne de Rouvray, onde pelo menos três pessoas morreram.

O refém morto é o Pe. Jacques Hamel, de 84 anos, que teria sido degolado. As outras duas vítimas são os agressores que foram mortos pela Polícia. Além disso, três pessoas ficaram feridas. Uma delas é uma religiosa que foi hospitalizada em estado grave e um policial que ficou ferido durante a operação. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque.

Na mensagem, assinada pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, o Papa assegura sua proximidade espiritual e se une em oração ao sofrimento das famílias e à dor da paróquia e da Arquidiocese de Rouen.

O Pontífice pede a Deus, Pai de misericórdia, para que acolha Pe. Jacques Hamel na paz de sua luz e conforte as pessoas atingidas. O Papa está perplexo com este ato violento e pede a Deus a paz para o mundo.

Francisco pede ao Senhor para que inspire pensamentos de reconciliação e fraternidade neste novo evento e derrame sobre cada pessoa suas bênçãos copiosas.

O telefonema do Presidente francês ao Papa

O Presidente da República da França, Françoise Hollande, por sua vez, telefonou ao Papa Francisco para expressar a tristeza do povo francês após o assassinato hediondo do Padre Jacques Hamel por dois terroristas, na Igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray. A informação foi publicada no site do Palácio Eliseu.

O mandatário francês disse ao Papa que “quando um padre é atacado, toda a França é ferida e que será feito de tudo para proteger nossas igrejas e locais de culto”.

Hollande recordou ao Pontífice o papel da França na defesa dos cristãos do Oriente. E nestas circunstâncias tão dolorosas e assim duras, ele desejou que o espírito de harmonia prevaleça sobre o ódio.

Cardeal Jean-Louis Tauran

Por sua vez, o Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran, manifesta a sua participação nesta “grande provação que a comunidade católica na França está vivendo hoje” e expressa “sua comunhão espiritual e solidariedade na esperança”. (MJ)

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/07/26/atentado_em_rouen_francisco_pede_a_deus_paz_para_o_mundo/1246924

segunda-feira, 25 de julho de 2016

La Indulgencia de la porciúncula y el Jubileo de la misericordia



Carta de los Ministros Generales por el VIII Centenario del Perdón de Asis

En 2016 coinciden dos fechas: el aniversario de la indulgencia de la Porciúncula, querida por san Francisco para “mandar al paraíso a todos”, y el jubileo de la misericordia, querido por un Papa que de Francisco lleva el nombre. Dejando a los historiadores la profundización de su debate sobre la indulgencia de la Porciúncula, queremos aprovechar la ocasión de esta coincidencia de fechas que nos invita a profundizar el gran tema de la misericordia y del perdón en relación con nuestra tradición espiritual franciscana.

Misericordia es una palabra cara a san Francisco, que la usa a menudo en sus Escritos y que la utiliza igualmente en dos direcciones que remiten al actuar de Dios misericordioso y a nuestro actuar hacia los hermanos con misericordia. Esto nos recuerda la frase evangélica que ha propuesto el Papa como “lema” de este año jubilar: “Sed misericordiosos como es misericordioso vuestro Padre” (Lc 6,36). La misericordia que podemos tener en nuestras relaciones con los demás está estrechamente ligada con la misericordia que tiene Dios para con nosotros: el amor de Dios es la fuente inagotable de la cual podemos sacar la misericordia que hemos de usar para con nuestro prójimo. Todos sabemos que logramos amar en la medida en que descubramos que somos amados por Aquel que es la fuente de todo bien.

Lo que generalmente decimos del amor es igualmente verdadero para aquella forma especial de misericordia que es el perdón. La parábola que narra Jesús para responder a la pregunta de Pedro “¿Cuántas veces debo perdonar?”, condena el comportamiento del siervo que no condona la pequeña deuda a su compañero, después de que el patrón le ha perdonado a él una deuda grandísima. También en este caso la razón para perdonar a los demás es que nosotros mismos hemos sido perdonados por Dios, como decimos en el Padre nuestro, en donde pedimos “perdónanos nuestras deudas (ofensas) como también nosotros perdonamos a nuestros deudores (quienes nos ofenden)”. Aquel “como” más que indicar una igualdad, indica la motivación profunda por la cual hay que perdonar a los demás: a partir de la certeza de que Dios me perdona, nace la exigencia de perdonar “como” él. Es otra manera de decir que debemos ser misericordiosos “como” el Padre celestial.

Si todo esto es cierto, descubrimos que se nos indica un camino para hacernos más capaces de misericordia: crecer en nuestra conciencia de ser nosotros mismos amados por Dios. Se trata de la relación que hay entre el don recibido de Dios y el don ofrecido a los hermanos que es tan característico de la experiencia espiritual franciscana. En la medida en que nosotros, como Francisco, descubrimos que Dios “es el bien, todo bien, y que él es el solo bueno”, se hace fuerte en nosotros la exigencia de corresponder a este bien que recibimos, dando el bien de que somos capaces.

Y ya que para llegar a ser más consciente del amor que Dios me tiene debo detenerme un momento a reflexionar, nos damos cuenta de que una vez más, somos invitados a cultivar el espíritu de oración y devoción, para unir contemplación y acción, si queremos encontrar la verdadera fuente de nuestro compromiso y del amor para con el prójimo, para encontrar la fuerza y la energía para gastar toda nuestra vida al servicio de los hermanos y para generar a nuestro alrededor paz y reconciliación, que son los frutos del amor contemplado.

Con su petición al Papa de una indulgencia extraordinaria para la pequeña iglesita de la porciúncula, Francisco inventó una nueva manera de celebrar la sobreabundancia de perdón y de misericordia por parte de Dios para con nosotros. Podemos retomar y profundizar la bella definición de indulgencia que el Papa Francisco nos ha ofrecido en la Misericordiae vultus, definiéndola como “indulgencia del Padre que a través de la Esposa de Cristo alcanza al pecador perdonado y lo libra de todo resto de las consecuencias del pecado, habilitándolo para actuar con caridad, a crecer en el amor en vez de recaer en el pecado” (MV 22). Cada vez que recibimos esta indulgencia extraordinaria del Padre a través de la Iglesia, también nosotros experimentamos la abundancia de misericordia sobre nosotros para hacernos capaces de misericordia y de reconciliación para con los demás en las situaciones concretas de la vida.

San Francisco nos muestra ejemplos espléndidos de esta capacidad creativa de promover paz y reconciliación. Pensemos simplemente en el episodio del final de su vida, cuando él reconcilia al podestá con el Obispo de Asís haciendo cantar su Cántico del hermano Sol con la adición de la estrofa del perdón.

El antiguo biógrafo, al comienzo de esta narración, nos dice que Francisco dijo a sus compañeros: “Grande vergüenza es para nosotros, siervos de Dios, que el obispo y el podestá se odien tanto el uno al otro, y nadie se ponga en el trabajo de ponerlos en paz y concordia” (Compilatio Assisiensis 84). Francisco no piensa que se trate de una cuestión que no tiene que ver con él y siente vergüenza por el hecho de que nadie se preocupe por devolverles la paz. Me pregunto ¿Cuánta vergüenza sentimos nosotros cuando nadie interviene para sanar los conflictos de nuestro tiempo? ¿Qué tan responsables nos sentimos, como Francisco, de devolver la paz y la reconciliación, ante todo en nuestras mismas fraternidades, cuando hay divisiones, como también en las luchas políticas, religiosas, económicas, sociales de nuestro tiempo?

Semejante compromiso tan activo y militante, nace de la profundidad de la contemplación del amor de Dios para conmigo. Precisamente porque me siento tocado personalmente por la indulgencia del Padre, nace en mí la fuerza, el valor, la espléndida “locura” de intervenir, como puede hacerlo un enamorado de Dios con el canto, no con un solemne discurso y tanto menos con la fuerza. Francisco, con su inteligente simplicidad, no convoca al Obispo y al Podestá para tratar de resolver sus disputas. Francisco bien sabe que este no es su camino: él en cambio los convoca para escuchar un canto, porque solo apuntando la mirada más arriba, hacia la belleza de Dios, sobre las alas de la música, los dos contendientes podrán encontrar las razones más altas para la paz. Nosotros franciscanos, en el mundo de hoy probablemente a menudo no estamos llamados a enfrentar y resolver los complejos problemas del mundo ofreciendo soluciones técnicas o entrando en el campo de difíciles cuestiones, que a menudo nos quedan grandes; pero sí estamos llamados a encontrar los caminos para animar a los hombres a la reconciliación y a la paz tocándoles el corazón con el testimonio de la simplicidad, de la belleza y del canto, de la verdad de relaciones fraternas e inmediatas que llevan a lo esencial, que hacen comprender a los hombres de hoy, como al Podestá y al Obispo de Asís, que vale la pena vivir en la paz, relativizando los problemas concretos y optando por el camino del perdón.

Hablando de indulgencia y misericordia hemos partido de una mirada a la indulgencia del Padre y a su misericordia para con nosotros y hemos llegado a hablar de la intervención en la realidad conflictiva del mundo de hoy. Podría también hacerse el recorrido inverso: comenzando a hablar del perdón y la reconciliación con los hermanos para llegar a hablar de la misericordia de Dios, como hace Francisco en el Testamento. Lo que importa es que no separemos nunca estos dos elementos, porque Jesús en el evangelio enseña que el primer mandamiento habla al mismo tiempo del amor de Dios y del prójimo, que no pueden ser separados.

Que este centenario nos ayude a sentir una saludable vergüenza porque nadie parece preocuparse por poner paz y concordia en la realidad conflictiva en que vivimos y nos haga crecer en la capacidad creativa de encontrar maneras nuevas para cantar un canto comprensible a los hombres y a las mujeres de nuestro tiempo. Sea nuestra vida ese canto que en la medida en que es alabanza viviente a aquel Dios de quien proviene todo amor, se hace provocación eficaz para construir paz y reconciliación.

Roma, 23 de julio de 2016, fiesta de S. Brígida, patrona de Europa

Fr. Michael Anthony Perry, OFM
Ministro General

Fr. Marco Tasca, OFMConv
Ministro General

Fr. Mauro Jöhri, OFMCap
Ministro General

Fr. Nicholas Polichnowski, TOR
Ministro General
Presidente CFF

Tibor Kauser, OFS
Ministro Generale

Sr. Deborah Lockwood, OSF
Ministra Generale

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Papa Francisco: A busca da face de Deus

Cidade do Vaticano – “A busca da face de Deus” (Vultum Dei Quaerere) é o título da Constituição Apostólica assinada pelo Papa Francisco e dedicada à vida contemplativa feminina. O documento, publicado esta sexta-feira (22/07), indica 12 temas de reflexão para a vida consagrada e se conclui com 14 orientações.

Faróis e centelhas da humanidade

Às contemplativas, o Papa lança um desafio: ser “faróis e centelhas” que guiam e acompanham o caminho da humanidade, oferecendo o Evangelho ao mundo contemporâneo. O Pontífice as exorta a vencer com tenacidade as tentações, em especial “a tentação que degenera em apatia, rotina, desmotivação e indiferença paralisante”.

Formação e oração
Francisco convida a “discernir” sobre 12 temas da vida consagrada. O primeiro é a formação, “que requer uma contínua conversão a Deus” e um período que varia de 9 a 12 anos. Os mosteiros não devem se deixar levar pela tentação do número e da eficiência, adverte o Papa. Depois, há a oração, “espinha dorsal da vida consagrada”, que não deve ser vivida como um fechamento da vida monástica em si mesma, mas como um alargamento do coração “para abraçar toda a humanidade”, em especial os que mais sofrem.

Lectio divina, Eucaristia e Reconciliação
A Palavra de Deus é outro tema central, que deve marcar o dia pessoal e comunitário das contemplativas através da lectio divina, para depois se transformar em actio, “dom para os outros na caridade”. A Constituição Apostólica recorda ainda a importância da Eucaristia e da Reconciliação, sugerindo “prolongar a celebração com a adoração eucarística” e viver a prática da penitência como “ocasião privilegiada para contemplar a face misericordiosa do Pai” e se tornar, assim, “instrumentos de reconciliação, de perdão e de paz” de que o mundo hoje necessita particularmente.

Vida comunitária e autonomia dos mosteiros
O quinto tema indicado pelo documento é a vida fraterna em comunidade, testemunho mais necessário do que nunca “numa sociedade marcada por divisões e desigualdades”. “É possível e belo viver juntos, não obstante as diferenças de geração, formação e cultura”, porque “unidade e comunhão não significam uniformidade”. O sexto tema diz respeito à autonomia dos mosteiros, que não deve significar “independência ou isolamento”, escreve o Papa, exortando as contemplativas a não adoecerem de “autorreferencialidade”.

As federações e a clausura
O sétimo tema ressalta a importância das Federações como “estruturas de comunhão entre mosteiros que compartilham o mesmo carisma”, sugerindo sua criação e multiplicação. O oitavo tema, ao invés, é relativo à clausura, “sinal da união exclusiva da Igreja esposa com o seu Senhor”.

O trabalho e o silêncio
O Papa destaca ainda o trabalho que as contemplativas devem realizar “com devoção e fidelidade”, sem se deixar condicionar pela mentalidade da cultura contemporânea, que aposta na eficiência. O trabalho deve ser entendido como “serviço à humanidade e solidariedade para com os pobres”. Já o silêncio é “escuta e ruminatio da Palavra”, “vazio de si para fazer espaço ao acolhimento”, silêncio “rico de caridade”, que “ouve Deus e o grito da humanidade”.

A cultura digital e os meios de comunicação
Consciente das transformações da sociedade e da “cultura digital”, que “influi de modo decisivo na formação do pensamento e no modo de se relacionar com o mundo”, Francisco propõe como 11º tema os meios de comunicação. “Instrumentos úteis para a formação e a comunicação”, o Papa todavia exorta as contemplativas a “um discernimento prudente” para que esses meios não sejam ocasião de “evasão da vida fraterna”, danificando a vocação e dificultando a contemplação.

A ascese rumo a Deus
Por fim, o último tema é ascese: “sinal eloquente de fidelidade” num mundo globalizado e sem raízes, exemplo de como ficar ao lado do próximo mesmo diante de diversidades, tensões, conflitos e fragilidades”. A ascese não é uma fuga do mundo “por medo” – destaca Francisco –, porque as monjas “continuam a estar no mundo sem ser do mundo”. Intercedendo “constantemente pela humanidade” junto ao Senhor, ouvindo “o clamor” de quem é “vítima da cultura do descarte”, as contemplativas são o “degrau” através do qual Deus desce ao encontro do homem e o homem sobe para o encontro com Deus.

Recrutamento de candidatas
A Conclusão da Constituição Apostólica se divide em 14 artigos que, de fato, definem em termos jurídicos o que foi dito pelo Pontífice precedentemente. Em especial, o art. 3 estabelece que se deve absolutamente evitar o recrutamento de candidatas de outros países com a única finalidade de garantir a sobrevivência do mosteiro. O art. 8 traz a lista dos requisitos necessários para a autonomia jurídica de uma comunidade, entre os quais a capacidade formativa e de gestão, a inserção na Igreja local e a possibilidade de subsistência. Caso não haja esses requisitos, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada “avaliará a oportunidade de constituir uma comissão ad hoc” para “uma revitalização do mosteiro ou o seu fechamento”.

Obrigação inicial de pertencer a uma Federação
O art. 9 estabelece que “inicialmente todos os mosteiros deverão pertencer a uma Federação”. Se isto não for possível, o mosteiro deverá pedir a permissão da Santa Sé, à qual compete um “discernimento adequado”. Por fim, no art. 14 afirma-se que caberá à Congregação para os Institutos de Vida Consagrada emanar indicações práticas, aprovadas pela Santa Sé, de acordo com os carismas das várias famílias monásticas.

FONTE: Rádio Vaticano

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Missa de encerramento celebra Jubileu

Após cinco dias de intensas palestras e atividades, o Congresso dos Frades Menores Conventuais da América Latina, realizado no Rio de Janeiro, terminou no domingo, 17, com missa presidida pelo bispo emérito de Valença (RJ), dom Elias Manning. A celebração eucarística, ocorrida na Paróquia São Francisco, reuniu centenas de fiéis que também comemoraram os 70 anos de existência da comunidade, a primeira do Brasil e da América Latina fundada pelos Franciscanos Menores Conventuais.

Durante a missa, dom Elias falou sobre a resposta de Deus ao chamado. “Deus, 70 anos atrás, estava colocando essa inspiração no coração do ministro geral da Ordem, o próprio papa que na época estava pedindo ajuda para a América Latina, nas províncias espalhadas pela Europa, América do Norte. Esse apelo foi feito e houve generosidade. A Ordem franciscana mandou frades para o Rio Comprido (RJ), para o Brasil, outros países, e o resultado: Deus nos espalhou em 16 países, nos deu em torno de 600 frades. Ele é sempre muito mais generoso do que nós", declarou o bispo emérito de Valença.
Sobre o Congresso, o ministro geral da OFMConv, frei Marco Tasca, destacou o empenho e a história dos frades ao longo desses 70 anos. “A primeira coisa é recordar os 70 anos, é recordar pessoas concretas. Antes de lembrar das obras e daquilo que fizemos, façamos memória dos nomes e sobrenomes dos frades. A coisa mais bonita desse Congresso são os frades que saíram da sua terra para partilhar o dom da vocação franciscana que Deus lhes fizera. Por isso, muita gente se alegrou com essa presença, puderam encontrar a espiritualidade franciscana, puderam caminhar na via do Evangelho. Essa foi a primeira coisa do Congresso”, afirmou.
Ainda de acordo com o ministro, o segundo ponto a ser destacado é o encontro dos frades no território latino-americano. “Frades que partilham da mesma paixão pelo Evangelho que os fundadores, mas que hoje se encontram em um mundo diferente, com pessoas com diferentes exigências, em um mundo em contínua transformação. E estarem juntos alguns dias para partilhar essa paixão pelo Evangelho e como anunciá-lo é uma coisa muito bela.  Espero, de modo fundamental, como ordem franciscana conventual, que nós tenhamos a necessidade que cada frade dê a sua contribuição a partir da sua compreensão da regra para o enriquecimento do carisma franciscano. Porque se a América Latina não dá a sua contribuição para a compreensão do carisma franciscano, a obra se empobrece", enfatizou.
Para finalizar, frei Marco Tasca deu ainda um depoimento daquilo que levará dentro de si depois de ter vivenciado esses dias. "A primeira coisa que vou levar daqui, desse Congresso, é o método de trabalho dos frades na América Latina. Ouvir, compartilhar, encontrar juntos o caminho. O método de trabalho que encontro na América Latina e que é muito bonito, também trarei no coração a beleza de reencontrar os meus confrades, estar com eles, me alegrar com eles, coisas muito cotidianas e muito simples, que expressam a beleza de estarmos juntos", finalizou.

Novos membros

Além dos novos membros eleitos para o Conselho da Federação, o Congresso também fez a apresentação oficial do novo coordenador do Ministério de Reflexão da Federação da América Latina para Conventuais (MireFALC). Depois de dez anos na coordenação, frei Darío Mazurek agora passa a responsabilidade para o frei Rogério Xavier.
Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19183%3Adom-elias-manning-celebra-missa-de-encerramento-do-congresso-dos-frades-menores&catid=114%3Anoticias&Itemid=106

terça-feira, 19 de julho de 2016

Congresso dos Franciscanos Conventuais discute postura ativa diante da atual geração

70 ANOS DA OFMCONV. NA AMÉRICA LATINA E CARIBE
Por Silvia Cunha*

Debates abordaram a volta à simplicidade de missões e o testemunho como atrativo vocacional 
As últimas conferências do Congresso FALC que aconteceram no sábado, dia 16, trouxeram muitas provocações à tona para os Franciscanos Menores Conventuais da América Latina. Logo pela manhã, uma conversa com Lina Boff, professora emérita do departamento de teologia da PUC-Rio, frisou a memória evangelizadora franciscana desde 1946 até 2016. Ao perpassar cada época, Boff comentou a ação do Espírito Santo sobre a Igreja que a transforma constantemente, “movimenta as águas paradas” e que a “revelação está sempre em andamento. Nós somos a revelação”. A professora emérita citou ainda a mulher e sua relevância nesse contexto, além de destacar a importância da missão, tendo em mente que, para fazê-la, é preciso ser sempre “uma Igreja em saída, que é hoje a marca da Igreja com Papa Francisco,” e trazer “tanto a Boa nova quanto as obras sociais, pois as duas são necessárias”. Além disso, foi afirmado que é indispensável fortalecer cada vez mais os testemunhos de vida com o carisma franciscano porque, segundo Boff, é preciso “testemunhar a identidade, aceitar as diferenças em comunidade, sair da acomodação e retomar o caminho”. 

A mesma observação foi feita na mesa redonda com a Irmã Clarissa Maria Clara da Trindade, Frei Ilson Fontenele e Frei Carlos Charles, com a moderação de Frei Carlos Trovarelli. Resumindo a colocação dos religiosos, se faz necessário hoje, para orientar o trabalho franciscano evangelizador, encontrar-se com a misericórdia de Deus, com o ser humano na educação, amor, carinho e espiritualidade, além de reencontrar-se com a origem franciscana. A discussão da mesa redonda tocou novamente e a fundo no assunto das vocações e como é essencial se posicionar frente às novas gerações e suas culturas. 
“A nossa cultura hoje é liquidificada, a juventude é líquida, e muito imediatista. E, nesse contexto, o jovem entra no seminário hoje querendo ser padre amanhã, mas eles não querem viver o processo formativo. O frade formador precisa transmitir o carisma e também vai ter que ir às bases, trabalhar o indivíduo”, falou Frei Fontenele e completou dizendo que “o ensino converte, mas aquilo que o formando vê o arrasta”. Ao final da atividade, foi apresentada a nova versão da Revista Decires, que antes era impressa e agora passa a ser online. Os acessos já passam de 6 mil e é possível se inscrever no site www.revistadecires.com. Na parte da tarde, os frades se dividiram em grupos de discussão sobre o que foi apresentado durante a manhã. Para enriquecer os debates, estiveram presentes, por todo o dia, jovens da JUFRA (Juventude Franciscana), OFS (Ordem Franciscana Secular) e Fraternidade São Francisco de Assis do RJ. Para fechar os trabalhos de sábado, houve apresentação cultural de danças tipicamente brasileiras. 
Ministério de Reflexão da FALC
O penúltimo dia de Congresso ainda reservou um anúncio importante: a apresentação oficial do novo coordenador do Ministério de Reflexão da FALC (Federação da América Latina para Conventuais). Depois de dez anos de coordenação de Frei Darío Mazurek, a responsabilidade passa para Frei Rogério Xavier. Ambos se cumprimentaram com a alegria fraterna dando início a um novo período de trabalhos. 

*Escritora da K.A. Produções Artísticas que acompanhou o Congresso Franciscano
Fonte: https://www.facebook.com/notes/70-anos-da-ofmconv-na-américa-latina-e-caribe/congresso-dos-franciscanos-conventuais-discute-postura-ativa-diante-da-atual-ger/207866666281228

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Eleitos novos membros da FALC

“A aproximação ao povo é essencial”, afirma dom Elias Manning

“Sermos irmãos do povo, termos humildade, nos aproximar, sermos amigos” é o apelo feito pelo bispo emérito de Valença (RJ), dom Elias Manning, durante o Congresso dos Frades Menores Conventuais da América Latina, que seguirá até o dia 17 de julho. 

Religiosos e sacerdotes, acompanhados de leigos, refletem juntos sobre a história e o presente da vida dos conventuais no continente latino-americano. 

A respeito dos tempos atuais, dom Elias Manning reforçou a atitude que os frades devem ter. “A aproximação ao povo é essencial. Lembro-me de sairmos nas ruas para falar com as pessoas. Elas sentem saudade disso e nós temos algo de diferente para dar. Isso porque temos algo que Francisco nos passou e que Deus nos deu: a Evangelii Gaudium, do papa Francisco, tem dicas muito boas para evangelizar hoje”, enfatizou.
História

No encontro, frei Roberto Tomichá resgatou personagens importantes dos séculos XVII e XVIII por meio de cartas, registros de arte e documentos, a fim de recuperar memórias da Ordem.

Já um dos primeiros assistentes gerais da Ordem na América Latina, frei Miguel Angél M. Lopez, falou sobre as fundações latino-americanas e províncias, bem como sobre a identidade franciscana hoje. Ele ressaltou a proximidade do papa Francisco com o carisma dos religiosos.


Eleição


Membros eleitos da FALC / Foto: KA produções artísticas

O Congresso dos Frades Menores Conventuais também trouxe como novidades os novos membros eleitos para o Conselho da Federação. O frei Jhon Jairo Molina é agora o novo presidente do Conselho, além de continuar como provincial da Custódia da Colômbia.

Frei Gilson Miguel Nunes foi eleito vice-presidente. Ele também já é responsável pela Província de São Francisco de Assis. Por fim, foram escolhidos o frei Maurizio Bridio, da delegação do Chile, para ser secretário, e, para Conselheiro, frei Aldo Cuccáro, da província da Argentina.

“Esta eleição, no contexto dos 70 anos da Ordem na América Latina, sendo o Brasil o primeiro lugar onde aportaram os nossos frades, sem dúvida, coloca diante de nós os grandes desafios que a Ordem enfrenta no mundo, na América Latina e no Brasil, que é o de animar esta presença missionária em consonância com os apelos que nos vem do Evangelho e também das indicações que o papa Francisco tem nos dado, de ser uma Igreja em saída, portanto, uma Ordem em saída, uma Ordem atenta aos sinais dos tempos”, afirmou o frei Gilson Miguel Nunes.

Fonte:http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19155%3Afederacao-da-america-latina-de-conventuais-elege-novo-conselho-de-presidencia&catid=114%3Anoticias&Itemid=106

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