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sábado, 12 de março de 2016

Por que se cobrem as imagens sacras no final da quaresma?

É COSTUME MUITO ANTIGO E PIEDOSO NA IGREJA, a partir do quinto Domingo da Quaresma, COBRIR COM PANOS ROXOS AS CRUZES, QUADROS E IMAGENS SACRAS. As cruzes permanecem cobertas até o final da Liturgia da Sexta-feira Santa, os quadros e demais imagens até a celebração do Sábado Santo ou de Aleluia, a noite que antecede o Domingo da Páscoa da Ressurreição do Senhor.
Do ponto de vista espiritual, o costume da "velatio" foi interpretado como sinal da penitência à qual todos os fiéis são chamados. O sentido profundo de se cobrir as imagens sacras fundamenta-se no luto pelo sofrimento do Cristo, levando os fiéis a refletir, ao contemplar os objetos sagrados cobertos com a cor roxa, que simboliza a dor, o recolhimento e a penitência. O ápice do despojamento ocorre após a Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, quando retiram-se as toalhas do Altar. A CRUZ COBERTA LEMBRA-NOS A HUMILHAÇÃO DE NOSSO SENHOR, QUE PRECISOU OCULTAR-SE PARA NÃO SER APEDREJADO PELOS JUDEUS, como nos relata o Evangelho segundo S. João (8,59; 10,31-32.39-40)
ANTES DA REFORMA LITÚRGICA DO CONCÍLIO VATICANO II, ERA OBRIGATÓRIO COBRIR COM VÉUS ROXOS TODAS AS CRUZES E IMAGENS EXPOSTAS AO CULTO NAS IGREJAS. No Missal Romano de S. Pio V, terminada a Missa do Sábado, que precedia o Domingo da Paixão (atual V Domingo da Quaresma), vinha esta rubrica:
“Antes das Vésperas, cobrem-se as Cruzes e Imagens que haja na igreja. As Cruzes permanecem cobertas até ao fim da adoração da Cruz, na Sexta-Feira Santa, e as Imagens até ao Hino dos Anjos (Glória a Deus nas Alturas) no Sábado Santo”.
Vê-se que era um costume ligado às duas últimas semanas da Quaresma, através do qual se desejava centrar a atenção dos fiéis no Mistério da Paixão do Senhor. Tudo o que pudesse desviá-la, como eram as imagens dos Santos, cobria-se. De onde vinha este costume? Provavelmente dos finais do primeiro milênio da era cristã, ou inícios do segundo.

AS NORMAS LITÚRGICAS ATUAIS, SEGUNDO RUBRICA DO MISSAL ROMANO DE PAULO VI, diz que depois da Missa do Sábado anterior ao V Domingo da Quaresma:
“O COSTUME DE COBRIR AS CRUZES E AS IMAGENS DAS IGREJAS PODE CONSERVAR-SE, CONFORME O PARECER DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL. AS CRUZES PERMANECEM COBERTAS ATÉ AO FIM DA CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR, NA SEXTA FEIRA SANTA; AS IMAGENS, ATÉ AO COMEÇO DA VIGÍLIA PASCAL” (cf. Missal Romano atual [Ed. do Altar], p. 206).
Como podemos constatar consultando o Missal Romano, ATUALMENTE SÃO DADAS AS SEGUINTES OPÇÕES: a) pode-se cobrir as imagens ou não; b) se cobertas, mantê las assim desde a tarde do sábado anterior ao V Domingo da Quaresma até ao começo da Vigília Pascal. A rubrica é clara: “... as imagens permanecem cobertas até ao começo da Vigília Pascal”.
O MOTIVO PRINCIPAL para a orientação de COBRIR AS IMAGENS NAS IGREJAS, COM VÉUS ROXOS, é para que os fiéis não "se distraiam" com os Santos e que a sua devoção deve estar fundamentada no Mistério Pascal de Cristo, ou seja, na Sua paixão, morte e ressurreição.
Assim, cobrindo-se todas as imagens dos Santos e os crucifixos, surge com maior evidência o que há de essencial nas igrejas: O ALTAR, onde se opera e atualiza o Mistério Pascal de Cristo, por seu Sacrifício incruento.
Extraído de várias fontes, com adaptações.
Fonte:https://www.facebook.com/catecismobrasil/photos/a.305418372805230.89766.305390499474684/1227703607243364/?type=3&theater

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