Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

terça-feira, 15 de março de 2016

Madre Teresa: Santa em setembro!

Cidade do Vaticano (RV) – Madre Teresa de Calcutá será inscrita no álbum dos Santos no domingo, 4 de setembro. Foi o que anunciou o Papa na manhã desta terça-feira, (15/03), durante um Consistório.


Francisco dispôs ainda as datas para a canonização de outros novos quatro futuros santos:

Em 5 de junho: Estanislau de Jesus Maria (João Papczyński) e Maria Elisabeth Hesselblad

Em 16 de outubro: José Sánchez Del Río e José Gabriel Del Rosario Brochero

"Milagre brasileiro"

O milagre que elevará Madre Teresa à glória máxima dos altares foi reconhecido pelo Vaticano e atribuído à futura santa pela cura inexplicável de um brasileiro, hoje com 40 anos.

A Rádio Vaticano contatou, em Santos (SP), o Padre Caetano Rizzi, promotor de Justiça no processo diocesano que avaliou o caso do miraculado por intercessão de Madre Teresa.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/03/15/papa_anuncia_data_de_canoniza%C3%A7%C3%A3o_de_madre_teresa/1215458

O Crucifixo é o Mistério do ‘aniquilamento’ de Deus, por amor.

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco iniciou suas atividades esta terça-feira, (15/03), celebrando a Missa na Casa Santa Marta. Em sua homilia, Francisco falou de um animal que, na Bíblia, se refere à história da salvação: a serpente. Trata-se do primeiro animal citado no Gênesis e o último no Apocalipse. Um animal que, nas Escrituras, é símbolo poderoso de danação e misteriosamente, afirmou o Papa, de redenção.


Para explicar esse simbolismo, o Pontífice entrelaçou a leitura extraída do Livro dos Números com o trecho do Evangelho de João. A primeira contém o célebre passo do povo de Israel que, cansado de vagar pelo deserto com pouco comida, insulta Deus e Moisés. Também aqui os protagonistas são as serpentes, por duas vezes. Primeiramente, são lançadas do céu contra o povo infiel, que semeiam medo e morte até que a multidão implora a Moisés para que peça perdão. E depois, entra em cena outra serpente:


“Deus diz a Moisés: ‘Faze uma serpente abrasadora (de bronze) e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá’. É misterioso: O Senhor não deixa as serpentes morrerem. Mas se uma delas fizer mal a uma pessoa, que olhe para aquela serpente de bronze e se curará. Elevar a serpente”. 


EU SOU


O verbo “elevar”, ao contrário, está no centro do duro confronto entre Cristo e os fariseus descrito no Evangelho. A um certo ponto, Jesus afirma: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, estão sabereis que EU SOU. Antes de mais nada, pontua Francisco, “EU SOU” é também o nome que Deus havia dado a Si mesmo a Moisés para que comunicasse aos israelitas. E ainda, acrescenta o Papa, existe aquela expressão que retorna: “Elevar o Filho do Homem”.

“A serpente, símbolo do pecado. A serpente que mata. Mas uma serpente que salva. E este é o Mistério do Cristo. Paulo, falando deste Mistério, diz que Jesus esvaziou a si mesmo, humilhou a si mesmo, aniquilou-se para nos salvar. É ainda mais forte: ‘Fez-Se pecado’. Usando este símbolo fez-Se serpente. Esta é a mensagem profética das Leituras de hoje. O Filho do Homem, que como uma serpente, ‘feito pecado’, é elevado para nos salvar”.

Esta, diz o Papa, “é a história da nossa redenção, esta é a história do amor de Deus. Se nós queremos conhecer o amor de Deus, olhemos ao Crucifixo: um homem torturado”, um Deus, “esvaziado da divindade, sujo pelo pecado”. Mas um Deus que, conclui, aniquilando-se destrói para sempre o verdadeiro nome do mal, aquele que o Apocalipse chama “a serpente antiga”:

“O pecado é obra de Satanás e Jesus vence Satanás ‘fazendo-Se pecado’ e de lá eleva todos nós. O Crucifixo não é um ornamento, não é uma obra de arte, com tantas pedras preciosas, como se vê por aí: o Crucifixo é o Mistério do ‘aniquilamento’ de Deus, por amor. E aquela serpente que no deserto profetiza a salvação: elevado e quem quer que o olhe será curado. E isso não foi feito com a varinha mágica de um deus que faz coisas: não! Foi feito com o sofrimento do Filho do Homem, com o sofrimento de Jesus Cristo!”. (BF/RB)
Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/03/15/papa_diz_que_crucifixo_nao_e_ornamento/1215437

sábado, 12 de março de 2016

Por que se cobrem as imagens sacras no final da quaresma?

É COSTUME MUITO ANTIGO E PIEDOSO NA IGREJA, a partir do quinto Domingo da Quaresma, COBRIR COM PANOS ROXOS AS CRUZES, QUADROS E IMAGENS SACRAS. As cruzes permanecem cobertas até o final da Liturgia da Sexta-feira Santa, os quadros e demais imagens até a celebração do Sábado Santo ou de Aleluia, a noite que antecede o Domingo da Páscoa da Ressurreição do Senhor.
Do ponto de vista espiritual, o costume da "velatio" foi interpretado como sinal da penitência à qual todos os fiéis são chamados. O sentido profundo de se cobrir as imagens sacras fundamenta-se no luto pelo sofrimento do Cristo, levando os fiéis a refletir, ao contemplar os objetos sagrados cobertos com a cor roxa, que simboliza a dor, o recolhimento e a penitência. O ápice do despojamento ocorre após a Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, quando retiram-se as toalhas do Altar. A CRUZ COBERTA LEMBRA-NOS A HUMILHAÇÃO DE NOSSO SENHOR, QUE PRECISOU OCULTAR-SE PARA NÃO SER APEDREJADO PELOS JUDEUS, como nos relata o Evangelho segundo S. João (8,59; 10,31-32.39-40)
ANTES DA REFORMA LITÚRGICA DO CONCÍLIO VATICANO II, ERA OBRIGATÓRIO COBRIR COM VÉUS ROXOS TODAS AS CRUZES E IMAGENS EXPOSTAS AO CULTO NAS IGREJAS. No Missal Romano de S. Pio V, terminada a Missa do Sábado, que precedia o Domingo da Paixão (atual V Domingo da Quaresma), vinha esta rubrica:
“Antes das Vésperas, cobrem-se as Cruzes e Imagens que haja na igreja. As Cruzes permanecem cobertas até ao fim da adoração da Cruz, na Sexta-Feira Santa, e as Imagens até ao Hino dos Anjos (Glória a Deus nas Alturas) no Sábado Santo”.
Vê-se que era um costume ligado às duas últimas semanas da Quaresma, através do qual se desejava centrar a atenção dos fiéis no Mistério da Paixão do Senhor. Tudo o que pudesse desviá-la, como eram as imagens dos Santos, cobria-se. De onde vinha este costume? Provavelmente dos finais do primeiro milênio da era cristã, ou inícios do segundo.

AS NORMAS LITÚRGICAS ATUAIS, SEGUNDO RUBRICA DO MISSAL ROMANO DE PAULO VI, diz que depois da Missa do Sábado anterior ao V Domingo da Quaresma:
“O COSTUME DE COBRIR AS CRUZES E AS IMAGENS DAS IGREJAS PODE CONSERVAR-SE, CONFORME O PARECER DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL. AS CRUZES PERMANECEM COBERTAS ATÉ AO FIM DA CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR, NA SEXTA FEIRA SANTA; AS IMAGENS, ATÉ AO COMEÇO DA VIGÍLIA PASCAL” (cf. Missal Romano atual [Ed. do Altar], p. 206).
Como podemos constatar consultando o Missal Romano, ATUALMENTE SÃO DADAS AS SEGUINTES OPÇÕES: a) pode-se cobrir as imagens ou não; b) se cobertas, mantê las assim desde a tarde do sábado anterior ao V Domingo da Quaresma até ao começo da Vigília Pascal. A rubrica é clara: “... as imagens permanecem cobertas até ao começo da Vigília Pascal”.
O MOTIVO PRINCIPAL para a orientação de COBRIR AS IMAGENS NAS IGREJAS, COM VÉUS ROXOS, é para que os fiéis não "se distraiam" com os Santos e que a sua devoção deve estar fundamentada no Mistério Pascal de Cristo, ou seja, na Sua paixão, morte e ressurreição.
Assim, cobrindo-se todas as imagens dos Santos e os crucifixos, surge com maior evidência o que há de essencial nas igrejas: O ALTAR, onde se opera e atualiza o Mistério Pascal de Cristo, por seu Sacrifício incruento.
Extraído de várias fontes, com adaptações.
Fonte:https://www.facebook.com/catecismobrasil/photos/a.305418372805230.89766.305390499474684/1227703607243364/?type=3&theater

sexta-feira, 11 de março de 2016

Por uma Igreja que pensa

Por: Pe. Zezinho, scj

Leitores que não preparam as leituras.
Cantores que não ensaiam os cantos.
Coroinhas que não ensaiam sua parte.
Sacerdotes que não preparam seus sermões.
Catequistas que não leem os documentos da Igreja.

Pregadores que não leram o catecismo.
Cantores desafinados que insistem em liderar os cantos da missa.
Músicos sem ritmo e sem ensaios que tocam alto e errado.
Cantores que dão show de uma hora
sem perceber que a guitarra e o baixo estão desafinados.
De quebra, também um dos solistas...

Autores que não aceitam corrigir seus textos e suas letras,
antes de apresentá-los a milhões de irmãos na fé.
Cantores que teimam em repetir uma canção
cuja letra o bispo já disse que não quer que se cante mais.
Párocos que permitem que qualquer um lidere as leituras e o canto.
Párocos que permitem qualquer canção, mesmo se vier errada.

Sacerdotes que ensinam doutrinas condenadas pela Igreja,
práticas e devoções com ranços de heresia ou de desvio doutrinário.
Animadores de programas católicos com zero conhecimento de doutrina.

***
Parecemos um hospital que, na falta de médicos na sala de cirurgia,
permite aos secretários, porteiros e aos voluntários bem intencionados que operem o coração dos seus pacientes.

Há católicos aconselhando, sem ter estudado psicologia.
Há pregadores receitando, sem conhecer a teologia moral.
E há indivíduos ensinando o que lhes vem na cabeça,
porque, entusiasmados com sua fama e sua repercussão,
acham que podem ensinar o que o Espírito Santo lhes disse naquela hora.

Nem sequer se perguntam se de fato era o Espírito Santo que lhes falou
durante aquela adoração, ou aquela noite mal dormida!

Está faltando discernimento na nossa Igreja!
Como está parece a casa da mãe Joana,
onde todos falam e apenas uns poucos pensam no que falam.
Uma Igreja que não pensa acaba dando o que pensar!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Frade Franciscano é morto em tentativa de assalto no Rio de Janeiro


Por: LUIZA FRANCO*
O frade franciscano Antônio Moser, 77, morreu durante uma tentativa de assalto nesta quarta-feira (9), no Rio.
Natural de Gaspar (SC), Moser era doutor em teologia moral e, desde 1994, diretor-presidente da Vozes, a principal editora católica do país.
Ele foi baleado durante uma tentativa de assalto na rodovia Washington Luiz, que liga o Rio à cidade de Petrópolis (RJ), onde vivia.
O frade estava sozinho em seu carro, na altura de Duque de Caxias, quando foi abordado por dois assaltantes de moto, por volta das 6h10.
 
(Rafael Andrade - 11.ago.2010/Folhapress) Frei Antônio Moser, que foi morto nesta quarta-feira (9) após um assalto no Rio
Segundo o delegado Breno Carnevale, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, eles pediram que Moser parasse o carro e descesse, mas ele acelerou o veículo. Um dos assaltantes disparou contra o automóvel, e a dupla fugiu. O frade foi atingido por um tiro que entrou no ombro esquerdo e atravessou seu pulmão.

De acordo com a Polícia Civil, após a abordagem, Moser perdeu o controle do carro, colidiu com um ônibus e, em seguida, com a mureta da rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, quando foi encontrado, o carro estava no acostamento, na altura do km 107, e Moser já estava morto.

O frade seguia de Petrópolis em direção ao aeroporto internacional do Galeão, no Rio, onde embarcaria para São Paulo para gravar o programa "Em Pauta", no canal Canção Nova, que ele apresentava desde 2005.

CARREIRA ACADÊMICA

Moser era professor de teologia moral e bioética no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis, pároco da igreja de Santa Clara, na mesma cidade, e diretor do Centro Educacional Terra Santa.
Também foi professor da PUC-Rio e deu aulas na Universidade Católica de Lisboa e na Universidade de Berkeley, na Califórnia (EUA). Escreveu 27 livros. Dedicava-se aos temas de biotecnologia, bioética e sexualidade, e era associado a correntes progressistas da Igreja no Brasil. Seu livro "O Enigma da Esfinge - A Sexualidade" (Vozes, 2001) propõe ação pastoral com homossexuais.
Em 2015, foi um dos 12 brasileiros convidados para o Sínodo dos Bispos, no Vaticano, espécie de assembleia parlamentar católica, que discutiu como a igreja deve enfrentar as mudanças na família moderna.
O frade estudou filosofia e teologia em Petrópolis, cursou licenciatura em teologia em Lyon (França), e fez doutorado em teologia, com especialização em moral, na Academia Alfonsianum, em Roma.

Nesta quinta-feira (10), às 15h, será celebrada missa de corpo presente na catedral São Pedro de Alcântara. O sepultamento ocorrerá no mausoléu dos Frades Franciscanos, no Cemitério Municipal de Petrópolis.

"A vida de frei Antônio Moser foi rica e fecunda", declarou, por meio de nota, o secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Steiner.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/03/1748086-frei-antonio-moser-morre-em-tentativa-de-assalto-no-rio.shtml

terça-feira, 8 de março de 2016

Abertura do Eremitério Franciscano em Andrelândia/MG

A Ordem dos Frades Menores Conventuais, Custódia Provincial Imaculada Conceição e Fraternidade local convidam para a Solene Celebração Eucarística em honra a São José, presidida pelo Vigário Custodial Frei Ronaldo Gomes, OFMConv - dentro das comemorações dos 70 anos desta jurisdição e da presença dos Franciscanos Conventuais na América Latina - na qual haverá  a abertura oficial do Eremitério Franciscano na cidade de Andrelândia/MG, dia 19 de março de 2016 às 10 horas.
LOCAL: Capela do antigo Seminário Seráfico São Francisco de Assis 
Rua Frei Walter Bessa, 507
São Dimas-Andrelandia/MG
CEP. 37.300-000
TEL. (35) 3325-2470
Contamos com a sua presença e suas orações.
Pedimos que confirmem sua presença!
Paz e bem!


Jesus não é moralista, somos nós que moralizamos o Evangelho

Por: Pe. Ermes Ronchi
Ariccia (RV) - “Jesus não é um moralista. Somos nós que moralizamos o Evangelho.” Foi o que disse, na tarde desta terça-feira (08/03), o Pe. Ermes Ronchi na quinta meditação dos Exercícios espirituais para o Papa Francisco e a Cúria Romana, em andamento na Casa ‘Divino Mestre’, em Ariccia. 
No Dia Internacional da Mulher o religioso recordou que no Evangelho muitas mulheres seguiam e serviam Jesus, lamentando a presença somente de homens no encontro.

“O Evangelho não é moralista”, sublinhou Pe. Ronchi partindo da passagem do Evangelho em que Jesus que tinha sido convidado à  casa de Simão, o fariseu, rompe toda convenção e deixa que uma mulher, por todos considerada pecadora, chore aos seus pés, os enxugue com os seus cabelos, beijando-os e ungindo-os com óleo perfumado. Diante desta surpresa de Simão, Jesus adverte: “Olha esta mulher”, de pecadora se torna “a perdoada que tanto amou”.
“No jantar na casa de Simão, o fariseu, começa um conflito surpreendente: o pio e a prostituta; o potente e a sem nome, a lei e o perfume, a regra e o amor em confronto. O erro de Simão foi o olhar que julga.”
“Jesus durante toda a vida ensinará o olhar que não julga, que inclui, o olhar misericordioso”.
“Simão coloca no centro da relação entre homem e Deus o pecado, o faz o eixo da religião”. 
“É o erro dos moralistas de todas as épocas, dos fariseus de sempre. Jesus não é moralista. Coloca no centro a pessoa com suas lágrimas e sorrisos, a sua carne dolorida ou exultante, e não a lei.”
“No Evangelho encontramos com mais frequência a palavra pobre do que a palavra pecador”, disse Pe. Ronchi.
“Adão é pobre antes que pecador; somos frágeis e custódios de lágrimas, prisioneiros de mil limites, antes que culpados. Somos nós que moralizamos o Evangelho”.
“No princípio não era assim: Pe. Vannucci diz isso muito bem. O Evangelho não é uma moral, mas uma libertação que abala e nos leva para fora do paradigma do pecado para nos conduzir para dentro do paradigma da plenitude, da vida em plenitude”.
Simão, o moralista, olha o passado da mulher, vê “uma história de transgressões”, “enquanto Jesus”, explicou Pe. Ronchi, “vê o muito amor de hoje e de amanhã”. 
“Jesus não ignora quem é, não faz de conta de não saber, mas a acolhe com as suas feridas e sobretudo com a sua centelha de luz, que Ele faz brotar”.
“No centro da cena deveria estar Simão pio e potente, e ao invés, o centro é ocupado pela mulher”.
“Somente Jesus é capaz de fazer esta mudança de perspectiva, de dar espaço aos últimos. Jesus muda o foco, o ponto de vista do pecado da mulher às faltas de Simão, o desestrutura, o coloca em dificuldade como fará com os acusadores da adúltera no templo”.
“Se Jesus perguntasse também a mim”, disse sorrindo Pe. Ronchi, “você vê esta mulher? Eu deveria responder: Não Senhor, aqui vejo somente homens”.
“Não é muito normal este reconhecer. Devemos tomar nota de um vazio que não corresponde à realidade da humanidade e da Igreja.”
“Não era assim no Evangelho” onde muitas mulheres seguiam e serviam Jesus, mas “no nosso séquito não as vejo”, disse Pe. Ronchi.
“O que nos faz tanto medo que temos de tomar distâncias desta mulher e das outras? Jesus era soberanamente indiferente ao passado de uma pessoa, ao gênero de uma pessoa, não raciocina nunca por categorias ou estereótipos. Penso que também o Espírito Santo distribua os seus dons sem olhar para o gênero das pessoas.”
Jesus, marcado por aquela mulher que o comoveu, não a esquece: Na última ceia repetirá o gesto da pecadora desconhecida e apaixonada, lavará os pés de seus discípulos e os enxugará”.
“O homem quando ama realiza gestos divinos, Deus quando ama realiza gestos humanos, e o faz com coração de carne”.
“É muito fácil para nós quando somos confessores não ver as pessoas, com as suas necessidades e suas lágrimas, mas ver a norma aplicada ou infringida. Generalizar, colocar as pessoas dentro de uma categoria, classificar. Assim, alimentamos a dureza do coração, a esclerocardia, doença que Jesus mais temia. Tornamo-nos burocratas das regras e analfabetos do coração. Não encontramos a vida, mas somente o nosso preconceito.” (MJ)
Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2016/03/08/pe_ronchi_jesus_n%C3%A3o_%C3%A9_moralista_/1213988

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