Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Data do nascimento de Jesus


Uma matéria antiga mas que serve de boa reflexão para os leitores do SFC!
 
Devo corrigir um erro que cometi. Aconteceu que num momento de mau humor, desejei – precisamente num meu artigo – que a Igreja se decidisse a fazer uma alteração no calendário: que transferisse para o dia 15 de Agosto aquilo que celebra no dia 25 de Dezembro. Um Natal no deserto estivo – argumentava eu – libertar-nos-ia das insuportáveis iluminações, dos enjoativos trenós com renas e Pais Natais, e até da obrigação de mandar cartões de Boas Festas e prendas. De fato, quando todos estão fora, quando as cidades estão vazias, a quem – e para onde – mandar cartões de Boas Festas e embrulhos enfeitados de fitas e laçarotes? Não são os próprios Bispos que trovejam contra aquela espécie de orgia consumista a que se reduziram as nossas Festas de Natal? Então, “fintemos” os comerciantes: passemos tudo para o dia 15 de Agosto. A coisa – observava eu – não parece ser impossível: de facto, não foi a necessidade histórica, mas sim a Igreja a escolher o dia 25 de Dezembro para contrastar e substituir as festas pagãs nos dias do solstício de Inverno: colocar o nascimento do Cristo em lugar do renascimento do Sol Invictus. No início houve, portanto, uma decisão pastoral, mas esta pode ser mudada, consoante as necessidades.

Era uma provocação, obviamente, mas que se baseava naquilo que é (ou, melhor, que era) pacificamente aceite por todos os estudiosos: a colocação litúrgica do Natal é uma escolha arbitrária, sem ligação com a data do nascimento de Jesus, a qual ninguém estaria em condições de poder determinar. Ora bem, parece que os especialistas se enganaram mesmo; e eu, obviamente, com eles. Na realidade, hoje – graças também aos documentos de Qumran* – estamos em condições de poder estabelecê-lo com precisão: Jesus nasceu mesmo num dia 25 de Dezembro. Uma descoberta extraordinária a sério e que não pode ser alvo de suspeitas de fins apologéticos cristãos, dado que a devemos a um docente judeu, da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Procuremos compreender o mecanismo, que é complexo, mas fascinante. Se Jesus nasceu a 25 de Dezembro, a sua concepção virginal ocorreu, obviamente 9 meses antes. E, com efeito, os calendários cristãos colocam no dia 25 de Março a Anunciação do Anjo S. Gabriel a Maria. Mas sabemos pelo próprio Evangelho de S. Lucas que, precisamente seis meses antes, tinha sido concebido por Isabel, João, o precursor, que será chamado o Baptista. A Igreja Católica não tem uma festa litúrgica para esta concepção, mas a Igreja do Oriente celebra-a solenemente entre os dias 23 e 25 de Setembro; ou seja, seis meses antes da Anunciação a Maria. Uma lógica sucessão de datas, mas baseada em tradições não verificáveis, não em acontecimentos localizáveis no tempo. Assim acreditávamos todos nós, até há pouquíssimo tempo. Mas, na realidade, parece mesmo que não é assim.

De fato, é precisamente da concepção do Baptista que devemos partir. O Evangelho de S. Lucas abre-se com a história do velho casal, Zacarias e Isabel, já resignado à esterilidade – considerada uma das piores desgraças em Israel. Zacarias pertencia à casta sacerdotal e, um dia, em que estava de serviço no Templo de Jerusalém, teve a visão de Gabriel (o mesmo anjo que aparecerá seis meses mais tarde a Maria, em Nazaré), o qual lhe anunciou que, não obstante a idade avançada, ele e a mulher iriam ter um filho. Deviam dar-lhe o nome de João e ele seria grande «diante do Senhor».

Lucas teve o cuidado de precisar que Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e que quando teve a aparição «desempenhava as funções sacerdotais no turno da sua classe». Com efeito, no antigo Israel, os que pertenciam à casta sacerdotal estavam divididos em 24 classes, as quais, alternando-se segundo uma ordem fixa e imutável, deviam prestar o serviço litúrgico no Templo, por uma semana, duas vezes por ano. Já se sabia que a classe de Zacarias – a classe de Abias – era a oitava no elenco oficial. Mas quando é que ocorriam os seus turnos de serviço? Ninguém o sabia. Ora bem, o enigma foi desvendado pelo professor Shemarjahu Talmon, docente na Universidade Hebraica de Jerusalém, utilizando investigações desenvolvidas também por outros especialistas e trabalhando, sobretudo, com textos encontrados na Biblioteca essena de Qumran. O estudioso conseguiu precisar em que ordem cronológica se sucediam as 24 classes sacerdotais. A de Abias prestava serviço litúrgico no Templo duas vezes por ano, tal como as outras, e uma das vezes era na última semana de Setembro. Portanto, era verosímil a tradição dos cristãos orientais que coloca entre os dias 23 e 25 de Setembro o anúncio a Zacarias. Mas esta verosimilhança aproximou-se da certeza porque os estudiosos, estimulados pela descoberta do Professor Talmon, reconstruíram a “fileira” daquela tradição, chegando à conclusão que esta provinha directamente da Igreja primitiva, judaico-cristã, de Jerusalém. Esta memória das Igrejas do Oriente é tão firme quanto antiga, tal como se confirma em muitos outros casos.

Eis, portanto, como aquilo que parecia mítico assume, improvisamente, uma nova verosimilhança – Uma cadeia de acontecimentos que se estende ao longo de 15 meses: em Setembro o anúncio a Zacarias e no dia seguinte a concepção de João; seis meses depois, em Março, o anúncio a Maria; três meses depois, em Junho, o nascimento de João; seis meses depois, o nascimento de Jesus. Com este último acontecimento, chegamos precisamente ao dia 25 de Dezembro; dia que não foi, portanto, fixado ao acaso.

Sim, parece que festejar o Natal no dia 15 de Agosto é coisa não se pode mesmo propor. Corrijo, portanto, o meu erro, mas, mais que humilhado, sinto-me emocionado: depois de tantos séculos de investigação encarniçada, os Evangelhos não deixam realmente de nos reservar surpresas. Parecem detalhes aparentemente inúteis (o que é que importava se Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias ou não? Nenhum exegeta prestava atenção a isto) mas que mostram, de improviso, a sua razão de ser, o seu carácter de sinais duma verdade escondida mas precisa. Não obstante tudo, a aventura cristã continua.

[tradução realizada por pensaBEM.net]

Nota:
* Os manuscritos de Qumran foram descobertos em 1947, perto das margens do Mar Morto, na localidade de Qumran, localidade onde a seita hebraica dos Essénios tinha nos tempos de Jesus a sua sede principal. Os manuscritos foram encontrados em ânforas, provavelmente escondidos pelos monges da seita, quando tiveram de fugir dos romanos provavelmente entre 66 e 70 d. C. Aqueles pergaminhos deram-nos os textos de quase todos os livros da Bíblia copiados de dois a um século antes de Jesus e perfeitamente coincidentes com os que são usados hoje pelos hebreus e pelos cristãos(cfr. Hipóteses sobre Jesus, Porto, Edições Salesianas, 1987, p. 101).


Fonte: Corriere della Sera, 9 de Julho de 2003



Tradução: pensaBEM.netFonte: Corriere della Sera, 9 de Julho de 2003. Tradução: pensaBEM.net

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Enganando o Menino do Presépio?

Por: Raymundo Dantas
É Natal sobre a Terra. Falam-nos dele as ruas, os comerciais, os cartões que enviamos, as mensagens na internet, nas redes sociais, os brindes que são trocados. Indiscutivelmente é Natal !
Mas é natal de quem ? Quem é o aniversariante, quem é o dono da festa ? Por onde andará o menininho da manjedoura ? Onde poderemos vê-lo ? 
Não mais em Belém de Judá, que agora é Belém da Palestina, centro nervoso de uma guerra estúpida e sem fim, fruto da intolerância e da disputa de poder entre povos irmãos.
Não mais nos lares e escritórios, onde o presépio já não ocupa o centro das atenções e as ovelhas foram substituídas pelas renas da Lapônia, num cenário polar, asséptico e frio.
Não mais nos agrupamentos urbanos onde a violência mantém as pessoas acuadas, fazendo o medo superar o desejo do encontro e da convivência.
Não mais nos centros de poder, onde a usura tem prevalecido sobre o bem comum, o poder do mando e do dinheiro tem feito crescer a corrupção cínica e despudorada.
Não mais nas escolas, onde o saber tem excluído o sentir, debaixo da pressão dissociadora das regras, das técnicas, das cotas e das vagas.
E lamentavelmente já não está nos corações dos homens, presépio preferencial, território ocupado pela ambição, atitude agora indispensável à sobrevivência, desde os lares, ao trânsito das ruas, nas pelejas políticas ou nas lutas do mercado.
Porém, distraídos, nós continuamos a trocar votos de paz e de felicidade. Estaremos enganando o menino de Belém ? Ou enganamos a nós próprios ?
Paz e felicidade não são apenas cumprimentos, mas compromissos.
Quem realmente deseja a paz e a felicidade, já as deve estar construindo, no dia a dia, com espírito desarmado e coração disponível para o outro. Quem está comprometido com a paz já tem as mãos calejadas de construtor do entendimento e o coração aberto para receber e acolher. Não usa subterfúgios, não sorri maledicente, não se encastela, não se omite, não foge do sofrimento alheio.
Quem realmente está comprometido com a felicidade já a está construindo com labor desinteressado e honesto. Porque a felicidade não é uma mágica que acontece ao ser formulada como desejo. É o fruto autêntico do fazer-se solidário, igual, fiel a si mesmo e aos que o cercam, é o hálito da consciência pacífica, o calor do coração pulsante. E sim, é o modo de ser dos justos.
Só há Natal de verdade quando estamos sinceramente decididos a construí-lo. Quando impomos a solidariedade ao egoísmo, a colaboração à competição, a paz à guerra, a comunhão ao enfrentamento. Aí então o menino da manjedoura renasce, em nossos corações, trazendo-nos de presente a humildade, o desapego e o desejo de servir - a confirmação da paz e da felicidade.
Vamos então encher esta cidade – já vocacionada para o Natal – com a Esperança ativa dos que fazem acontecer, dos que mudam a face da terra, sempre para melhor, com seu trabalho generoso e persistente.
E possamos então dizer conscientemente : Feliz Natal, Feliz Ano Novo, com muita paz para todos nós.

Franciscanos despedem-se de Dom Frei Paulo Evaristo Arns

Por: Moacir Beggo (texto e fotos)

Luciney Martins (Arquidiocese de S. Paulo)
São Paulo (SP) – A Família Franciscana se reuniu na manhã desta sexta-feira (16/12), às 10 horas, para prestar a última homenagem a Dom Paulo Evaristo Arns e, como destacou o Ministro Provincial da Província Imaculada Conceiçãos dos OFM, Frei Fidêncio Vanboemmel, “celebrar, no espírito de São Francisco de Assis, a visita da Irmã Morte e o mistério pascal deste nosso querido confrade e pastor”.

Frei Fidêncio presidiu a celebração e teve como concelebrantes o Arcebispo de Porto Alegre e seu confrade, Dom Jaime Spengler, e o arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva. Entre os religiosos presentes, o Ministro Provincial dos Frades Menores Capuchinhos, Frei Carlos Silva, e do Ministro Provincial dos Frades Menores Conventuais, Frei Gílson Nunes.

A Ação de Graças dos Franciscanos aconteceu cinco horas antes do sepultamento, previsto para após a Missa das 15 horas. A celebração foi simples, mas emocionante e fraternal como se esperava dos seus confrades e da Família Franciscana. Frei Fidêncio, na sua homilia lembrou que Dom Paulo rezava e repetia com muita frequência o “Cântico das Criaturas”, o hino que o próprio São Francisco pediu que os frades cantassem no momento de sua morte. No final da celebração, o Ministro Provincial repetiu o gesto e chamou todos os frades para perto do corpo de Dom Paulo. Pediu que cantassem este hino enquanto fez a encomendação do corpo. Foi difícil segurar as lágrimas neste momento!

Em dois dias de velório, o povo fez filas para se despedir de Dom Paulo e participar de uma das 23 missas de corpo presente, enchendo sempre a Catedral. No intervalo entre as celebrações, o público pôde se aproximar do corpo de Dom Paulo, que será sepultado na cripta da catedral, localizada no subsolo, onde estão sepultados 11 bispos, dois arcebispos, o cacique Tibiriçá, que foi catequizado por jesuítas, além do regente Feijó e o padre Bartholomeu de Gusmão, que ficou conhecido pela invenção dos balões. Dom Paulo será o terceiro arcebispo e o primeiro cardeal a ser sepultado no local. Dom José Gaspar, em 1943, foi o último arcebispo sepultado ali.

Tendo presente este hino de São Francisco, Frei Fidêncio disse que a atitude, enquanto franciscanos/as, religiosos/as e povo de Deus, neste dia em que sepultamos o corpo de Dom Paulo, deve ser a da gratidão ao “Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor”.

“Louvado sejas, meu Senhor, pela vida de Dom Paulo. Louvado sejas, meu Senhor, porque cumulastes este vosso servo Dom Paulo com tantas virtudes. Virtudes enaltecidas por multidões de pessoas que aprenderam, no ouvir e ver, a amar e a admirar este homem de Deus. Louvado sejas, meu Senhor, porque nos destes este confrade. Como São Francisco de Assis, também nós, seus Confrades, agradecemos e nos alegramos no Altíssimo e Bom Senhor porque Ele enriqueceu-nos com este “homem de tanto valor, … o companheiro tão necessário e o amigo tão fiel” (1Cel 24)”, rezou o Provincial.

Frei Fidêncio explicou que Dom Paulo teve uma “passagem curta”, mas muito significativa, pela Província da Imaculada Conceição até ser nomeado bispo-auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Nesses 50 anos como bispo, contudo, nunca deixou de visitar o Convento São Francisco, no Centro de São Paulo. “Os Frades que viveram no Convento São Francisco, nos seus 50 anos de Bispo, são testemunhas desta alma franciscana que em vários momentos significativos continuava a valorizar a fraternidade como um dos pilares do carisma de São Francisco de Assis”.

O Ministro Provincial explicou que a certeza que alimentou e levou São Francisco a acolher a morte como amiga e irmã, é a proclamação desta verdade: “Felizes os que ela encontrar conformes à tua santíssima vontade”.

“Creio que todas as pessoas que acompanharam Dom Paulo, certamente hoje compreendem a tamanha entrega que ele fez de si a tudo o que foi valoroso e significativo na vida dele: a família, a vida religiosa franciscana e o seu pastoreio como bispo, cuidador do povo a ele confiado, para que todas as pessoas fossem respeitadas a partir da dignidade como direito inalienável. E foi assim que a irmã Morte encontrou Dom Paulo: vivendo em conformidade à santíssima vontade, segurando na mão sua cruz peitoral para nos dizer que a ‘Perfeita Alegria’, isto é, a glória maior da vida cristã está na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”, explicou o Ministro Provincial dos Frades Menores da Imaculada.

Participaram da Missa familiares de Dom Evaristo, que ressaltaram o toque franciscano da celebração. Dom Evaristo Arns morreu na quarta (14) em decorrência de uma broncopneumonia, aos 95 anos.
Frei Gilson Nunes, Provincial dos Frades Menores Conventuais, leu a mensagem do presidente da Conferência da Família Franciscana, Frei Ederson Queiroz, OFMCap: “A Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFF), unida à Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e à Arquidiocese de São Paulo, canta os louvores do Senhor pela irmã morte. A irmã morte corporal que introduziu na alegria da Ressurreição nosso confrade e bom pastor, Dom Paulo Evaristo Arns. Frei Paulo, digno filho de São Francisco de Assis, deixou-nos um rastro de fidelidade a Deus, à Igreja e aos pobres. Sua vida franciscana o mergulhou na realidade da grande cidade de São Paulo. Tornou-se a voz dos sem voz, sobretudo daqueles que foram perseguidos pela ditadura militar. Fez do púlpito sua arma pela paz e, como pai, bradava pela vida dos seus filhos, tragados pela malícia de um sistema perverso. Como seguidor doPoverello de Assis, deu a vida pelos pobres. Por isso, tornou-se conhecido como o Cardeal das Periferias, o Cardeal dos Operários, o Cardeal do Vaticano II, o Cardeal do Diálogo Inter-religioso, o Cardeal Franciscano. Sua vida simples e próxima dos simples irradiava ternura e alegria, própria de quem vivia sob o signo da esperança. E de “Esperança em esperança”, foi mais do que seu lema episcopal, foi a maneira de estar na vida irradiando confiança de quem acreditava que, para além da escuridão da noite, lindo seria o nascer de um novo dia.

Hoje, um sentimento de orfandade toma o nosso coração; o filho de São Francisco levou consigo muitos segredos, sobretudo os segredos dos pobres, as lágrimas das mães, a rebeldia da juventude, o sonho de uma nova Pátria e os introduziu nos céus, junto ao trono do Cordeiro. Podemos imaginá-lo como anjo da Igreja da Pauliceia, dizendo: Amém, Amém! Vem Senhor Jesus!”.

Já o Vigário Provincial da Província da Imaculada, Frei César Külkamp, leu a mensagem do Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei Michael Perry, que destacou que “Dom Paulo antecipou o que o Papa Francisco vem insistindo ao pedir uma Igreja em saída” 

O povo, que veio em massa para prestar as últimas homenagens, pôde acompanhar a celebração antes do sepultamento por telões na praça da Sé.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Um Eremitério Franciscano Conventual em Andrelândia-MG

Um Eremitério Franciscano em Andrelândia

Domus Perfectae Laetitiae
Casa da Perfeita Alegria

A experiência de São Francisco de Assis nos eremitérios de sua época teve uma particular importância tanto na sua vida como no de sua Ordem. Ele, pessoalmente, viveu a maior parte de sua vida no ermo levando vida contemplativa e, ao mesmo tempo, no meio do povo pregando o Evangelho.
Para os eremitérios escreveu uma Regra - pouco conhecida – onde mais do que normas disciplinares sobressai um espírito de santa simplicidade e de amor fraterno – “Dois deles sejam as mães e tenham dois ou ao menos um por filho. Aqueles levem a vida de Marta e estes a de Maria” - aliado a uma busca de solidão e silêncio contemplativo não fechado ao mundo; ao contrário, ‘aberto’ dando frutos na ação evangelizadora.
Nosso eremitério tem como meta o primado de Deus, recolocando-o no centro de nossa vida cristã, religiosa e ministerial, através de uma redescoberta de uma dimensão mais interiorizada que procura manifestar-se na vida litúrgica, fraterna, no testemunho de uma vida simples e dependente do povo, num lugar de acolhimento e de hospitalidade para quem procura respostas para as suas ‘inquietudes’.
No último dia 14 de setembro, Festa da Santa Cruz, ao final da missa conventual, tivemos a grata honra de depositar num dos ossuários de nosso cemitério Nossa Senhora do Carmo os restos mortais de Fr. André Wild, ofm conv. No mesmo cemitério, 22/06/1999 foi sepultado Fr Martinho de Porres, ofm conv.
Frei André Wild foi o ‘primeiro frade franciscano conventual a fixar residência no Brasil nos tempos modernos... Húngaro de nascimento, mas cidadão romeno, ele chegou ao Brasil em 12/12/1939 para visitar seu irmão o Dr. Luiz Wild... Foi este frade que escrevendo em 1945 à Província Imaculada Conceição nos USA, despertou-lhes o interesse missionário pelo Brasil” (‘Fazei tudo o que ele vos disser’ (Jo 2,3): celebração da custódia provincial Imaculada Conceição nos seus 70 anos de presença franciscana conventual no Brasil, p 92)
Nesse ano, em que celebramos os 70 anos de presença franciscana conventual na América Latina e no Caribe, redemos graças a Deus pelo testemunho desses dois frades, essas duas sementes vindas de outras terras e agora plantadas em terras andrelandenses. Ao mesmo tempo, imploramos de Deus as bençãos para a experiência do eremitério franciscano, primeiro na América Latina e no Brasil, a fim de que possa crescer e dar os frutos esperados.”

Por Fr Robson Malafaia Barcellos, ofm conv.
Fonte: Jornal Correio do Papagaio, Ano XXIII no. 943, 27 de Outubro de 2016 

Maria e o advento

Nossa Senhora está grávida! “Ela carrega Jesus em silêncio, mas todos os que a encontram sentem uma profunda paz”. 

Hoje a liturgia faz um parêntese para recordar que Aquela que se encontra grávida e prestes a dar à luz o Filho de Deus, foi preservada de toda mancha de pecado original.

No dia 08\12\1854, o papa Pio IX declarava como dogma de fé a doutrina segundo a qual ‘por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição’.
Quatro anos depois, era a própria Virgem Maria, em pessoa, que quis confirmar este dogma. No dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação, ela revelou o seu nome a Bernadete em Lourdes: ‘Eu sou a Imaculada Conceição’. 
Este dia para toda a Igreja e, sobretudo, para nós franciscanos, reveste-se de uma singular particularidade. Desde São Francisco, passando por grandes teólogos franciscanos entre eles o beato João Duns Scotus até São Maximiliano Maria Kolbe, todos os frades sempre defenderam o dogma da Imaculada Conceição como também difundiram este especial título. 


Decuit, potuit, fecit! Convinha e Deus podia, Deus o fez!

‘A Festa de hoje, entre tantos aspectos, nos fala da alegria, daquele júbilo autêntico que se difunde no coração livre do pecado. O pecado traz consigo uma tristeza negativa, que nos induz a fecharmo-nos em nós mesmos... 
A Graça traz a alegria genuína, que não depende da posse dos bens, mas está enraizada no íntimo, no profundo da pessoa, e que nada e ninguém podem tirar. 
O Cristianismo é, essencialmente, um «evangelho», uma «notícia alegre», enquanto alguns pensam que é um obstáculo para a alegria, porque vêem nele um conjunto de proibições e de regras. 
Na realidade, o Cristianismo é o anúncio da vitória da Graça sobre o pecado, da vida sobre a morte. 
E se comporta renúncias e uma disciplina da mente, do coração e do comportamento, é precisamente porque no homem existe a raiz venenosa do egoísmo, que faz mal a si mesmo e ao próximo. 
Portanto, é necessário aprender a dizer não à voz do egoísmo e a dizer sim à voz do amor autêntico. A alegria de Maria é completa, porque no seu coração não há sombra de pecado. 
Esta alegria coincide com a presença de Jesus na sua vida: Jesus concebido e levado no seu ventre, depois confiado aos seus cuidados maternos, e enfim adolescente, jovem e homem maduro; Jesus visto partir de casa, seguido à distância com fé, até à Cruz e à Ressurreição: Jesus é a alegria de Maria, a alegria da Igreja e de todos nós.
Neste tempo de Advento, Maria Imaculada ensina-nos a ouvir a voz de Deus que fala no silêncio; a acolher a sua Graça, que nos liberta do pecado e de todo o egoísmo, para assim saborearmos a alegria verdadeira’. 

Eremitério Franciscano Conventual
Domus Perfectae Laetitiiae (Casa da Perfeita Alegria)

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Papa não virá ao Brasil em 2017


Informação foi dada pela presidência da CNBB em entrevista exclusiva à Canção Nova Roma

Por: Jéssica Marçal
Da Redação, com Canção Nova Roma




Dom Leonardo (esq.), Dom Sérgio (ao meio) e Dom Murilo durante entrevista para a TV Canção Nova Roma / Foto: Reprodução

Uma notícia triste para muitos brasileiros: o Papa Francisco não poderá vir ao Brasil em 2017. A informação foi dada pela presidência da CNBB, após audiência com o Santo Padre nesta quinta-feira, 20. Logo após o encontro, concedeu entrevista exclusiva à equipe da Canção Nova Roma.

“Falamos do Ano Nacional Mariano que começou dia 12 de outubro e ele se interessou. Foi aí que entrou o assunto de Aparecida e ele nos disse que ano que vem não poderá ir a Aparecida, porque indo a Aparecida teria que ir na Argentina, Chile, Uruguai e não há condições porque esse ano suspendeu as visitas ad limina (a visita dos bispos), e ano que vem vai pegar as visitas que seriam deste ano e do próximo ano”, informou o vice-presidente da CNBB, Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA).

Embora não venha já em 2017, não está descartada uma segunda vinda ao Brasil. O secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, informou que o Papa manifestou o desejo de retornar em outro período, não no próximo ano dadas as diversas circunstâncias.

“Nós esperamos que, no futuro, ele venha nos visitar mais uma vez e isso certamente acontecerá porque existe sempre uma conjuntura de elementos, de momentos, e também a necessidade da presença do Santo Padre em outros lugares do mundo. Então ele olha todo o conjunto da Igreja, não olha só para o Brasil. Pelo fato dele ter essa noção da necessidade da presença dele no mundo todo, devagar ele vai vendo onde há necessidade de ir primeiro”.

Antes do encontro com o Papa, a presidência da CNBB havia conversado com a Rádio Vaticano e o presidente da entidade, Dom Sérgio da Rocha, informou que a CNBB havia reiterado o convite para que Francisco viesse ao Brasil no próximo ano. 

Embora a expectativa fosse grande pelo “sim”, Dom Sérgio disse expressou que um “não” seria compreensível diante da agenda do Pontífice. “Nós esperamos que ele possa estar no Brasil no próximo ano, mas é claro que compreendemos que ele tem também outros compromissos, outras necessidades da Igreja”, declarou Dom Sérgio antes do encontro com o Papa nesta manhã.

Fonte:http://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-nao-vira-ao-brasil-em-2017-diz-presidencia-da-cnbb/

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Morre Cláudio Pastro

Autor das obras sacras do Santuário Nacional de Aparecida, Cláudio Pastro era um dos nomes mais renomados da arte plástica do Brasil.
pastro_na_cupula
Foto: Thiago Leon
Faleceu na madrugada desta quarta-feira, 19 de outubro, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo (SP), o artista sacro Cláudio Pastro. O corpo será velado no Mosteiro Nossa Senhora da Paz, em Itapecerica da Serra.
Ele estava internado há cerca de 15 dias e morreu em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Seu sepultamento aconteceu às 16h, no cemitério do Mosteiro, precedido da Eucaristia em ação de graças por sua vida e ressurreição.
“Rezemos ao bom Deus que acolha em sua casa este servo bom e fiel!”, declarou o arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Dom Darci José Nicioli, ao divulgar a notícia nas redes sociais. Em nota, o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis manifestou profundo pesar pelo falecimento de Pastro e afirmou que suas obras permanecerão como uma perene recordação de sua fé e seu talento.
"Cláudio Pastro deixa sua marca de artista sacro em inúmeras obras realizadas em igrejas e capelas pelo Brasil e no exterior, sua maior obra, porém, fruto de seu talento e trabalho e amor à Virgem Maria se encontra na Basílica Nacional da Padroeira do Brasil, cujo ápice é a Cúpula, que, nas suas palavras, 'deseja ser um hino de louvor e ação de graças, através da liturgia, o Mistério Pascal celebrado nesse lugar'", afirmou o Cardeal Damasceno.
Neste momento de tristeza o Santuário Nacional expressa seus sentimentos aos familiares e amigos, e oferece todo apoio. Rezamos por este devoto de Nossa Senhora Aparecida que partiu para o céu e enviamos o nosso abraço aos familiares de Pastro.

Artista sacro Cláudio Pastro, autor das obras do Santuário de Aparecida
ecônomo do Santuário Nacional, padre Daniel Antônio Silva falou sobre os trabalhos do artista sacro e afirmou que nos 61 anos de construção da Basílica, Cláudio Pastro aparece em um momento bastante significatico.
“Receber a notícia do falecimento de Cláudio Pastro é motivo de tristeza, pois perdemos alguém que está intimamente ligado com a arte e a construção da Basílica Nova. Por outro lado também é motivo de esperança por saber que ele deixa sua marca e sua espiritualidade em toda a Basílica. Nesses 61 anos de construção da Basílica Nova, Cláudio Pastro aparece em um momento bastante significativo, que é a construção das obras internas trazendo elementos da catequese litúrgica, bíblica e da espiritualidade própria do artista”, afirmou.
Padre Daniel afirmou que Pastro foi missionário através da beleza de sua arte. “Cláudio Pastro se vai de nossa proximidade, mas continua conosco e se eterniza através das suas obras, deixando um serviço pastoral e missionário. Pastro foi missionário através da beleza de sua arte. Nosso grande agradecimento e homenagem a este homem que faz parte da história do Santuário Nacional e da Igreja do Brasil. Que descanse em paz. Nós continuaremos, através de sua lembrança e memória, passando para outras gerações o que ele fez junto ao Santuário”.
O artista sacro de Aparecida
Cláudio Pastro era considerado por especialistas de arte sacra como o brasileiro mais expressivo da atualidade nesta área. Paulistano, nascido em 16 de outubro de 1948 em uma família católica, é especializado em arte sacra e tem suas obras baseadas no Concílio Ecumênico Vaticano II. Grande devoto da espiritualidade beneditina, recebendo inclusive o título de oblato.
Formado em Ciências Sociais pela PUC, em 1972, se dedicava à arte sacra desde 1975, tendo cursado teoria e técnicas de arte na Abbaye Notre Dame de Tournay (França), no Museu de Arte Sacra da Catalunha (Espanha), na Academia de Belas Artes Lorenzo de Viterbo (Itália), na Abadia Beneditina de Tepeyac (México) e no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.
Entre diversos trabalhos realizados em diversos lugares do mundo, se destaca o acabamento do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde atuam os Redentoristas de São Paulo, além de trabalhos realizados nos conventos da Província.
Infância
Pintando desde os cinco anos de idade, Pastro usava os papéis de pão que a mãe Aloísia, chamada por todos de Luizita, guardava para ele desenhar e rabiscar.
No campo artístico recebeu influência do pai, que o presenteou com um Long Play, um vinil, com o Lago do Cisne, de Tchaicowky, e das Irmãzinhas da Assunção, cujo mosteiro localizava-se na Alameda Lorena, bem em frente à casa em que a família morava.
Suas primeiras obras foram na capela do Mosteiro Nossa Senhora da Paz em São Paulo. Vieram então as criações para o Colégio Santo Américo e para outras igrejas. Aos poucos foi se tornando conhecido.
1_30791
Cláudio Pastro, juntamente com o fotógrafo Fabio Colombini, é autor do Livro Aparecida.
O Santuário Nacional de Aparecida
Responsável pela preparação do maior Santuário mariano do mundo, Claudio Pastro está à frente da concepção artística, criação de painéisvitrais e tantas obras da Basílica de Aparecida desde 1999. Entre tantas obras é autor do Nicho que abriga a imagem de Nossa Senhora Aparecida, da Medalha dos 300 anos e da Cúpula Centralem fase de finalização na Basílica de Aparecida.
 
Eu fico muito feliz pelo privilégio de ter sido escolhido e por ouvir que as pessoas mais simples e as mais sofisticadas tem o mesmo sentimento: ao entrar na Basílica não querem sair.
Ao caminhar pelos corredores do Santuário Nacional, nota-se a grandiosidade da Basílica dedicada a Padroeira do Brasil e observa-se o colorido e os traços marcados pelas obras de Pastro.
Também é autor do monumento emhomenagem aos 300 anos do encontro de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba, inaugurado recentemente nos jardins do Vaticano, em Roma, no Santuário Nacional, em Aparecida (SP) e futuramente em Brasília (DF) na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Em entrevista recente e exclusiva ao A12.com, Pastro explicou o significado da peça dedicada a Padroeira.
Cláudio Pastro ainda falou sobre a catequese de suas obras sacras e do privilégio de conceber tantas obras.
Esta igreja é única! Temos uma Basílica, onde a manifestação de Deus, a verdade e a gratuidade resultam em beleza, luz, esplendor. Eu fico muito feliz pelo privilégio de ter sido escolhido e por ouvir que as pessoas mais simples e as mais sofisticadas tem o mesmo sentimento: ao entrar na Basílica não querem sair. Isso basta. Nem todo mundo entende, pois a fé é um crescimento interno e essas obras são um convite para isso”, afirmou.
Assista a entrevista:
Fonte:http://www.a12.com/noticias/detalhes/falece-claudio-pastro-maior-nome-da-arte-sacra-brasileira

domingo, 16 de outubro de 2016

Declarações falsas atribuídas ao Papa em sites duvidosos


Matéria antiga (15 de janeiro de 2014) mas como a mentira vai e volta na internet, vale a pena reeditar este esclarecimento, agora no SFC.

VATICANO, 15 Jan. 14 / 02:31 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Vaticano, através de sua conta do Facebook em língua espanhola News.va (https://www.facebook.com/news.va.es) trouxe uma nota de esclarecimento de uma série de falsas declarações atribuídas ao Papa Francisco e que estão circulando na Internet nestes dias.


O texto (originalmente em espanhol) diz:

“Queridos amigos, muitos de nossos leitores nos assinalam uma ‘notícia’ que circula na internet e nos perguntam se é verdadeira. Esta ‘notícia’, publicada em vários idiomas, diz que o Papa Francisco afirmou que a Bíblia está antiquada em muitas passagens como a ‘fábula de Adão e Eva’ ou o inferno, que todas as religiões são iguais, que Deus está mudando e evoluindo e a verdade religiosa também, e outras coisas semelhantes. Tudo isto o Papa teria afirmado no ‘Terceiro concílio vaticano II’.

Pela internet circulam milhares de histórias falsas, e às vezes é difícil saber de onde se originou a ‘notícia’ e se esta vem de uma fonte confiável ou não. Por isso, ante uma notícia referente ao Papa Francisco que nos pareça estranha, é bom questionar-nos e ir às fontes vaticanas para ver se também ali estas notas aparecem e com que palavras são escritas.

Por isso no que se refere ao Papa Francisco, se as palavras a ele atribuídas não aparecem nos meios oficiais vaticanos, é muito possível que sejam falsas. Aqui lhes oferecemos uma lista dos meios vaticanos e seus sites na internet, para que possam ir comprovar as notícias sempre que tiverem dúvidas:



-Canal Twitter oficial do Santo Padre (em português):https://twitter.com/Pontifex_pt 

-Escritório de Imprensa da Santa Sé:http://www.vatican.va/news_services/press/index_po.htm

-News.va: Recolhe em um único site as notícias dos outros meios vaticanos (http://www.news.va/pt), e fanpage no facebook(https://www.facebook.com/news.va.pt?fref=ts)

-Site Web oficial da Santa Sé, onde se pode encontrar o íntegra oficial de todos os discursos, homilias, mensagens, etc. do Papa Francisco:http://www.vatican.va

-L'Osservatore Romano: Periódico da Santa Séhttp://www.osservatoreromano.va/pt


-Centro Televisivo Vaticano: http://www.ctv.va/content/ctv/it.html

-The Pope App: app para smartphones e tablets administrado por News.va, que pode ser descarregado gratuitamente em:http://www.news.va/thepopeapp/ e permite seguir em tempo real as intervenções do Papa e configurar alertas que avisam quando começam os eventos pontifícios.

Este também permite acessar todo o conteúdo oficial relacionado ao Papa em qualquer formato: notícias e discursos oficiais, galeria com suas últimasimagens e vídeos e acesso a sua agenda e links a outros serviços da Santa Sé. Além disso, a aplicação tem acesso às webcams distribuídas pela Praça de São Pedro, que transmitem imagens em todo momento.

-VIS (Vatican Information Service): http://www.vis.va

Uma saudação muita cordial a todos e muito obrigado por sua atenção e suas sugestões”, conclui a nota.


domingo, 2 de outubro de 2016

Os anjos existem?

Praticamente em todas as religiões se crê que, além das criaturas humanas, há também espíritos incorpóreos criados por Deus, dotados de inteligência e vontade. Na fé judaica e cristã, eles existem para prestar culto perpétuo a Deus e auxiliar os humanos em seu dia a dia.

A Bíblia Sagrada, seja na versão judaica, seja na versão católica seja nas versões protestantes, apresenta abundantes menções aos anjos e faz distinção hierárquica, constituindo-os em nove coros, entre serafins, querubins, tronos, dominações, potestades, virtudes, principados, arcanjos e anjos.

Já no livro do Gênesis, encontram-se várias referências aos anjos, entre as quais se destaca a visita de três seres celestiais a Abraão, que prenunciaram o nascimento de seu filho com Sara, sua esposa estéril e idosa (cf Gên 18). No livro de Tobias encontra-se a história do Arcanjo Rafael (medicina de Deus), sendo ele o socorro do velho Tobit que ficara cego ao praticar a caridade de enterrar dignamente os mortos. O Arcanjo lhe traz fel de peixe e o cura. Isaías se refere a Serafins. Daniel revela visões de anjos e apresenta o Arcanjo Miguel (Quem como Deus?) como chefe defensor no combate contra os persas infiéis (cf Dan 10, 1 – 20). Miguel é conhecido como Príncipe das Milícias Celestes.

No Novo testamento, as referências aos anjos são também numerosas, tendo o Arcanjo Gabriel (Força de Deus) anunciado a Maria o nascimento de Jesus, o Divino Salvador, cumprindo assim a principal e mais elevada missão entre todos os anjos e santos. Nas pregações de Jesus, encontramos várias alusões aos anjos, destacando-se a presença do anjo consolador nas agonias do Horto das Oliveiras, na noite que antecedeu a sua condenação e morte na cruz. Também anjos se apresentaram ao lado do túmulo, no domingo da ressurreição, anunciando que Cristo vencera a morte e se encontrava vivo.

Nas cartas de São Paulo e de São Judas, encontramos menções que revelam a plena fé dos primeiros cristãos na existência e nas ações dos anjos. No Apocalipse, a figura do Arcanjo Miguel toma grande importância, sendo apresentado como o defensor da “mulher que estava para dar à luz seu Filho”, vencendo a força infernal de um poderoso dragão que “com sua calda arrastava a terça parte das estrelas do céu” (cf Ap 12, 1- 18). Os cristãos sempre viram na figura desta mulher a Santíssima Mãe de Jesus e ao mesmo tempo a imagem da Igreja sempre ameaçada pelo poder do mau.

Nos escritos teológicos dos Santos Padres, também é frequente o estudo e a defesa da fé na existência dos anjos, como em São Clemente (séc. I), Santo Ambrosio (séc. IV), Pseudo-Dionísio, o Areopagita (séc. V), São João Damasceno (séc. VIII). São tomados de grande importância os estudos de São Tomás de Aquino (Séc. XIII) e tantos outros. Na idade Moderna, o Concilio de Trento (séc XVI) e na Contemporânea, o Concílio Vaticano II (séc XX) e o Catecismo da Igreja Católica (CIC), seguem confirmando a doutrina sobre os anjos.


Na liturgia Católica, ao menos duas festas se destacam em louvor aos Anjos, sendo uma dia 29 de setembro, quando celebra a festa dos Arcanjos São Miguel, São Rafael e São Gabriel e ainda a memória dos Santos Anjos da Guarda, no dia 2 de outubro. Também os Anglicanos, os Luteranos, outras correntes protestantes, bem como os Ortodoxos têm, em seus calendários, liturgias próprias dos Anjos.

Os anjos nos protegem, nos animam e nos impulsionam no caminho da santidade e da dignidade, da prática do amor e dos serviços ao próximo, nos colando sempre perante Deus que não se cansa de manifestar sua misericórdia e de nos amparar com seu amor. Creio firmemente nesta doutrina e quando vejo pessoas dedicadas e humildes ao lado de doentes ou servindo desinteressadamente aos pobres, me lembro deles e penso em meu coração: os anjos existem: eu os vejo também na terra.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Fonte: http://www.arquidiocesejuizdefora.org.br/index.php/2014-08-12-16-38-10/artigos/2176-os-anjos-existem

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Festa de São Francisco de Assis 2016


A Ordem dos Frades Menores Conventuais tem a alegria de convidar para a festa do seu patrono e fundador, na sede da Custódia Imaculada Conceição: Paróquia São Francisco de Assis no Rio Comprido, bairro do Rio de Janeiro, com sua tradicional e grandiosa festa. Os festejos se estenderão em outras localidades como Paraíba do Sul - Paróquia São Pedro e São Paulo que fica no centro da cidade; em Juiz de Fora no bairro do Monte Castelo, Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro além de missas festivas em Araruama/RJ Paróquia São Sebastião e no Eremitério Franciscano Conventual em Andrelândia/MG. Confira abaixo algumas programações:
Rio Comprido - Rio de Janeiro/RJ



Paraíba do Sul/RJ


Monte Castelo - Juiz de Fora/MG

domingo, 4 de setembro de 2016

Madre Teresa de Calcutá se torna santa!

Cidade do Vaticano – Domingo 4 de Setembro de 2016, às 10,20 horas de Roma, o Papa Francisco procedeu a celebração da canonização de Madre Teresa de Calcutá, numa Praça de S. Pedro repleta de fiéis e peregrinos, autoridades civis e religiosas, provenientes de diversos cantos do planeta Terra, para assistir a este evento: mais de 120 mil fiéis e peregrinos que assistiram a este evento ecclesial e mundial. De fato, hoje, os olhos e os corações dos fiéis da Índia e do mundo inteiro estão voltados para Roma, centro da catolicidade, em espírito de oração, de júbilo e de louvor à Deus por este evento da canonização de Madre Teresa de Calcutá, esta mulher simples que tanto amou os últimos, os deserdados, enfim, os excluídos do sistema-mundo.

Madre Teresa, de Calcutá, cujo nome de batismo é Anjézé Gonxhe Bojaxhiu, nasceu em Skopje (na ex Iugoslávia), no dia 26 de Agosto de 1910, de pais de origem albanesa. Faleceu em Calcutá, na Índia, no dia 5 de Setembro de 1997.

Religiosa albanesa, naturalizada indiana, Madre Teresa, iniciou o seu noviciado a 24 de Maio de 1929, tendo no dia 25 de Maio de 1931, professado os votos religiosos para a Congregação de Nossa Senhora de Loreto, assumindo o nome de Irmã Teresa em homenagem a Santa Teresa de Lisieux.

Em 1935 foi enviada para Calcutá, na Índia, para terminar os estudos religiosos e onde acaba descobrindo o mundo da miséria humana e dos excluídos deste nosso mundo da globalização da indiferença e que marcará o início da sua conversão religiosa, até ao ponto de, mais tarde, fundar uma própria Congregação para se dedicar inteiramente ao serviço destes últimos, destes “danados da terra”. Em 1950 o Papa Pio XII autorizou oficialmente a instituição desta nova Congregação denominada “Congregação das Missionárias da Caridade”.

Num mundo tão difícil e conturbado como o nosso, o exemplo de Madre Teresa continua a ser fonte de inspiração para milhões de pessoas, e a sua vida é sinal de que tudo é possível quando o amor impera. Ela, mulher de compleição física minuta e simples, era exemplo, de uma vida completamente habitada por um amor preferencial pelos pobres. Ela repetia sempre que a pior pobreza é não ser amado, ser rejeitado e abandonado. “Todos temos necessidade de amor para podermos viver” e ao mesmo tempo deixar que a vida nos surpreenda e nos conduza pelos caminhos do amor.

A exemplo de tudo isso, ela repetia em várias ocasiões o seguinte: “eu vim a Calcutá para a transformar, mas depois de um tempo vejo que é Calcutá que me está a transformar”. Esse, caros ouvintes, foi o grande presente que Madre Teresa recebeu, pois carregava consigo os valores dos mais pobres entre os pobres, que são pessoas que nos ensinam muito, nos ensinam a aceitar o que a vida nos oferece. Madre Teresa jamais deu um passo atrás na defesa da dignidade das pessoas.

Ora, para quem conhece um pouco a vida de Madre Teresa e a sua radical escolha pelos últimos, naturalmente virá à memória imagens e fotografias dessa “grande” mulher entre os deserdados de Calcutá, mas também entre os grandes da terra e ao lado de um grande amigo, São João Paulo II. Ela era “um mero lápis nas mãos de Deus”, como gostava de se definir. Estava bem consciente de ser um simples instrumento nas mãos de Deus de Jesus Cristo libertador, que através dela continuava a escrevia a sua história de salvação da nossa humanidade.

Essa mulher marcou a nossa história recente, a história dos homens de boa vontade e da igreja contemporânea. Ela demonstrou com o seu modo simples, mas decidido, que é possível entregar tudo nas mãos daquele que é Amor Misericordioso. Marcou também a vida daqueles que a conheceram e daqueles que seguiram o seu exemplo e hoje formam o grande exército das Missionárias da Caridade.

Alegria e gratidão: este o binómio comum em todos os lugares onde estão presentes as Missionárias da Caridade; das grandes cidades às grandes periferias geográficas do mundo inteiro.

A “Mãe dos pobres”, promotora da dignidade da pessoa humana até a morte natural, era também uma líder capaz de colocar juntos partes em conflito e resolver controvérsias aparentemente irresolvíveis. Um compromisso que lhe valeu o Nobel da Paz em 1979. Sinal de que Madre Teresa continua a inspirar a todos no compromisso de chegar até aos mais necessitados e marginalizados com amor e compaixão. Não deixar jamais ninguém para trás, ocupando-se dos excluídos do nosso sistema-mundo desta globalização da indiferença, onde quer se encontrem. Por conseguinte, hoje, justamente os refletores de todo o mundo estão concentrados na obra de amor e paz realizada por esta pequena-grande mulher, “operária do amor”.

Neste Ano da Misericórdia, certamente, a mensagem que brota da Canonização de Madre Teresa é a mensagem de sempre: no centro da vida da Igreja, e, portanto, da vida de todos nós cristãos, está a caridade. Elemento que forma a nossa personalidade, que dá sentido à nossa existência de simples seres humanos, mas fundamentalmente de discípulos do Jesus Cristo Libertador, Ele que foi o primeiro Oprimido libertador dos outros oprimidos do sistema-mundo.

Angelus e pós- Angelus

Após a celebração da santa missa, Francisco procedeu a recitação do Ângelus. Na sua breve mensagem, o Santo Padre agradeceu, antes de mais, a todos os presentes na Praça de S. Pedro, provenientes de diversas partes do mundo para assistir à esta celebração e de modo particular as “Missionárias e Missionários da Caridade que são, recordou Francisco, a família espiritual de Madre Teresa. “Que a vossa fundadora, acrescentou o Papa, vos conceda a graça de permanecerdes sempre fiéis a Deus, à Igreja e aos pobres.

Em seguida Francisco saudou cordialmente e com gratidão às autoridades e delegações presentes, de modo particular, àquelas provenientes de países mais ligados à figura da nova Santa. “Deus abençoe as vossas nações”, disse o Santo Padre.

<<Com afeto, disse Francisco, saúdo todos vós, caros voluntários e operadores de misericórdia. Confio-vos à protecção de Madre Teresa: que ela vos possa ensinar a contemplar e a adorar todos os dias, Jesus Crucificado, para que O possais reconhecer e servir nos irmãos necessitados. Peçamos esta graça também para todos aqueles que são unidos a nós através dos meios de comunicação sociais, em todas as partes do mundo>>.

Finalmente, prosseguiu o Santo Padre, “neste momento, quero recordar todos aqueles que dedicam a sua vida ao serviço dos irmãos em contextos difíceis e perigosos. Penso especialmente, a tantas Religiosas que se entregam completamente e sem nunca se pouparem, ao serviço dos outros. Rezemos de maneira particular, para a Irmã Isabel, espanhola, que foi assassinada dois dias atrás em Haiti, um país que enfrenta diversas dificuldades. Faço votos para que cessem tais atos de violência e que haja mais segurança para todos. Recordemos também outras Irmãs que, recentemente, foram vítimas da violência. E o façamos dirigindo-nos à Virgem Maria, Mãe e Rainha de todos os santos>>.

E o Papa Francisco a todos deu a bênção apostólica.
FONTE: http://pt.radiovaticana.va/news/2016/09/04/cerimónia_da_canonização_de_madre_teresa_de_calcuta/1255785

sábado, 20 de agosto de 2016

REGRA PARA OS EREMITÉRIOS

Regra para os Eremitérios - escrita possivelmente entre os anos de 1217 e 1220. Antes da Regra não Bulada (1221) e a Regra Bulada  (1223). 
É um magnífico documento sobre a vida fraterna e a vida de oração.

Segue o texto:

"1 Aqueles que quiserem viver como religiosos em eremitérios não sejam mais de três ou, no máximo, quatro irmãos. Dois deles sejam as mães e tenham dois ou ao menos um por filho. Aqueles levem a vida de Marta e estes a de Maria Madalena.
2 Os dois que forem as mães levem a vida de Marta e os dois filhos a vida de Maria, e disponham dum lugar cercado para morar, onde cada um tenha a sua cela para orar e dormir.
3 E rezem as Completas do dia logo após o pôr-do-sol e tratem de guardar silêncio rigoroso; recitem suas horas canônicas e levantem-se à hora de Matinas, procurando "primeiro o reino de Deus e sua justiça" (Lc 12,31).
4 Rezem a Prima na hora conveniente e após a Terça podem romper o silêncio e falar com suas mães, aproximar-se delas e, se quiserem, pedir-lhes, como gente bem pobre, uma esmola pelo amor de Deus, e em seguida rezem a Sexta e a Noa e, na hora conveniente, as Vésperas.
5 Não permitam a ninguém entrar no lugar cercado onde vivem nem deixem ninguém comer ali.
6 Os irmãos que são as mães fiquem afastados de toda pessoa estranha e em obediência ao seu ministro conservem também os seus filhos afastados de todos para que ninguém fale com eles. Os filhos por sua vez não podem falar com ninguém senão com suas mães e seu ministro e custódio quando a este lhe aprouver visitá-los, com a  bênção de Deus.
7 Os filhos assumam de vez em quando o encargo das mães conforme os turnos que todos acharam conveniente estabelecer.
Empenhem-se com cuidado e solicitude em observar as disposições acima."

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

OFMConv e a missão no nordeste Brasileiro

Iniciou-se no dia de ontem, dia 16 de agosto de 2016 o encontro com o Ministro Geral, Frei Marco Tasca, e os frades presentes na Bahia, Província de São Francisco de Assis do Brasil em Itaberaba e Salvador e da Província São Maximiliano Maria Kolbe em Candeias e Feira de Santana.
Após acolhida do Assistente Geral para América Latina, Frei Carlos Trovarelle, estabeleceu-se a dinâmica e a proposta desse encontro. 
Encontro fraterno para conhecermos e comunicar as realidades presentes nas missões, onde vivem e atuam os frades Franciscanos Conventuais. 
O dia de hoje foi marcado nesta manhã por uma apresentação pessoal: nome, o serviço exercido na fraternidade, o trabalho e missão e a relação pessoal da cada frade com a Bahia e também com a Comunidade de João Pessoa na Paraíba. O tempo em que cada um está e também se conhece a presença e Conventos de outras Províncias. Uma avaliação pessoal da Cultura local, da Igreja local, sua relação com a Província e com a União dos Conventuais no Brasil (UCOB).
No fim da manhã, iniciamos por Ordem de chegada e fundação das Casas. Apresentação da realidade emissão. Itaberaba, cuja abertura foi em 1983. Qual a motivação da fundação? Qual é o significado, desdobramento desta presença? Seu projeto comunitário? Como se dá sua manutenção econômica? Qual a significatividade carismática e eclesial: Estilo de vida e missão.
Adentrando na primeira parte desta tarde em Candeias fundada em 1990,um Santuário Mariano, que está sob a responsabilidades dos Frades da Província de São Maximiliano Kolbe de Brasília.
Agora estamos conhecendo a realidade de Feira de Santana ,onde os Frades trabalham numa Paróquia Urbana de Nossa Senhora de Fátima.










Fonte: CFFB

domingo, 14 de agosto de 2016

Ministro Geral: a ligação do atual pontificado com a espiritualidade franciscana


Quer a recente visita do Papa Francisco à Porciúncula, como a sua oração silenciosa na cela de São Maximiliano Kolbe em Auschwitz - durante a visita à Polônia por ocasião da JMJ - confirmam ulteriormente a ligação do atual pontificado com a espiritualidade franciscana.

Esta é a impressão manifestada ao L’Osservatore Romano pelo Ministro Geral dos Frades Menores Conventuais, Padre Marco Tasca, que acompanhou Francisco em ambos os eventos. 

“Exatamente. Na primeira “Regra” – explicou - o Pobre de Assis escreveu, no Capítulo 16, como os frades devem ir em missão. E introduziu um conceito simples: devem testemunhar que vocês se querem bem. In suma, também aqui, no centro, há a vida. Agora, oito séculos depois, também Francisco insiste nisto: o testemunho da beleza do viver como irmãos, a beleza da comunhão”. 

“Eu vejo uma grande conexão entre a espiritualidade franciscana e o método missionário da Evangelii gaudium que o Papa Francisco está levando em frente”, acrescenta o Frei Tasca.

“Um segundo aspecto, por outro lado, evoca o Ano Santo da Misericórdia. O Pobre de Assis pediu a Indulgência da Porciúncula, porque tinha um programa: “Quero mandar todos para o Paraíso”. Me parece que este seja o mesmo sonho do Papa: que todos possam encontrar o Evangelho de Deus bom e misericordioso, do Deus acolhedor e que vem ao encontro dos homens”.

Em relação à visita à Basílica Santa Maria dos Anjos, em 4 de agosto, “o Papa se fez peregrino entre os peregrinos para rezar na Porciúncula – explicou o Ministro Geral dos Frades Menores. Esta realidade que há 800 anos concede graças, misericórdia e paz. Um gesto, o seu, de grande significado. Por meio do qual o Papa diz que rezar na Porciúncula é um caminho a ser percorrido para chegar à paz, à reconciliação, à misericórdia”.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Francisco na terra de São Francisco.

Uma peregrinação muito simples, como disse o próprio Papa, mas muito significativa neste Ano Santo da Misericórdia.
Cidade do Vaticano (RV) – O motivo desta peregrinação é celebrar os 800 anos do perdão de Assis, como nos explica o Diretor Espiritual da Ordem Franciscana Secular, Fr. José Antônio Cruz Duarte:
"Quando se fala do perdão de Assis estamos falando da indulgência que S. Francisco pediu ao Papa em 1216. Ele queria que todas as pessoas que fossem à Porciúncula recebessem a indulgência sem óbolo, porque – naquela época – para se ter uma indulgência deveria ser feita uma oferta. S. Francisco pediu isso porque não queria que nenhuma pessoa ficasse sem a indulgência, queria que fosse universal. O Papa perguntou o motivo e ele respondeu: ‘Porque quero mandar todos para o Céu’.”

Os Mais Vistos