Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

BEATO JUNÍPERO SERRA

QUEM FOI SÃO JUNÍPERO SERRA 
O Beato Junípero Serra nasceu em Petra (Maiorca) Espanha, aos 24 de novembro de 1713, e se chamou Miguel José. Seus piedosos pais o enviaram a estudar com um cônego de Palma, que lhe despertou o germe da vocação religiosa. Com 17 anos ingressou na Ordem Franciscana, e após o ano de noviciado pronunciou os votos trocando seu nome pelo de Junípero, em memória do companheiro de São Francisco de Assis. Dedicava-se à leitura das vidas dos santos que tinham sido martirizados nas Missões. Ensinou filosofia por 15 anos em Palma, sendo ainda bom teólogo e excelente pregador. Em 1749, foi enviado ao México. Acompanharam-no seus irmãos em religião : Francisco Paulo
(seu discípulo, amigo e mais tarde seu biógrafo), Crespi, Vicente e Verger. Passou alguns anos catequizando índios e outros no Colégio de S. Fernando, na capital mexicana. Contando 56 anos, realizou o sonho de sua vida : levar a fé de Cristo a regiões longínquas. Como superior de um grupo de franciscanos, estabeleceu em 1769 a primeira missão na Califórnia, dando-lhe o nome de San Diego "pedra angular da civilização na Califórnia" São nove as missões por ele fundadas : S. Diego, S. Carlos de Monterrey, Santo Antonio
de Padua, S. Gabriel Arcanjo, S. Luiz O Bispo, S. Francisco, S. João Capistrano, Santa Clara e S. Boaventura. Seu quartel general era Monterrey, visitando a pé todas as missões, que deram origem a tantas importantes cidades. É considerado um dos primeiros colonizadores da região, e reverenciado como santo. Em 1884 ficou constituída oficialmente na Califórnia, a festa periódica de seu
centenário. Sua estátua figura na Galeria da Fama do Capitólio, em Washington. Diversos monumentos perpetuam sua memória: Em Petra, Monterrey, S. Francisco de Califórnia e no alto da montanha Robidoux. O capuchinho malhorquim é digno de grato reconhecimento pelos homens. Durante os trinta e cinco anos como missionário, percorreu a pé 10.000 milhas, apesar de uma úlcera na perna. Seu martírio foi uma longa vida de trabalho, solidão e sacrifício. Para tornar-se santo canonizado, o candidato deve ter praticado as tres virtudes divinas e as quatro virtudes cardeais, em um grau heróico.
A Fé de Junípero Serra vê-se na sua vida apostólica; a Esperança no seu espírito de piedade; e a caridade, em ambos. Sua Prudência pode ser discernida especialmente nas sábias medidas que adotou a favor dos índios. Estes índios freqüentemente tornavam seu trabalho difícil, devido às suas idéias supersticiosas. Por exemplo: assim que ele levantava suas mãos para derramar água sobre a primeira
criança trazida para ser batizada, os pais amedrontados, arrebatavam-na e fugiam. O fiel cumprimento dos seus deveres apesar dos desapontamentos, das oposições e dos sofrimentos corporais, evidenciavam sua fortaleza. Energicamente defendeu os índios e os direitos da Igreja através de toda a sua dura vida de Missionário. Sua temperança manifestava-se na sua vida de mortificação. Já na sua viagem para a América ele havia manifestado heroísmo fora do comum. A viagem durou mais de noventa dias, durante os quais os viajantes sofriam por falta de água. Ele considerou a escassez de água, como treinamento para o futuro e ingenuamente observou quando foi perguntado se não sentia sede: "é preciso comer pouco e falar menos, para não desperdiçar saliva". Outra prova de sua virtude heróica encontra-se na sua recusa em beneficiar-se do transporte disponível de Vera Cruz para a Cidade do México. Ele e mais um companheiro iniciaram essa longa e estafante caminhada de 100 léguas, confiados unicamente na Providência Divina e na bondade do povo que encontrassem. Junípero Serra morreu na missão de são Carlos, também
chamada Carmelo, a 28 de agosto de 1784, e foi enterrado na Igreja da Missão. Em 1934, estudos preliminares foram feitos para apresentá-lo como candidato a canonização, e os procedimentos legais, iniciados na Califórnia, foram despachados para Roma em 1950. Finalmente em 25 de setembro de 1988, foi Beatificado por S.Santidade João Paulo II., restando aos seus admiradores, principalmente os membros do Serra, continuarem rezando para que logo a Santa Igreja, possa torná-lo Santo Canonizado e elevado à honra dos altares. Como nosso patrono o Serra adotou o lema : "SEMPRE EM FRENTE, JAMAIS RETROCEDER"


RELÍQUIAS DO BEATO JUNÍPERO SERRA
Em 1994, o Padre Henrique Osvaldo Fraga de Azevedo, da
Arquidiocese de Juiz de Fora - MG, consegue trazer para o Brasil, um fragmento de osso do Beato Junípero Serra. Conduzido pelo Espírito Santo, entregou esta relíquia ao Padre Paulo Dione Quintão, sabedor de que em Barbacena existia um Serra, cujo patrono é o Beato Junípero Serra. O Padre Paulo procurou a direção do Serra de Barbacena para saber o que fazer com a relíquia. Após alguns contatos, ficou estabelecido, que seria confeccionado um relicário a ser colocado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, para veneração pública dos fiéis e dos membros Serra. Assim sendo, por ocasião da XVII Convenção Nacional Serra do Brasil em 1995, em cerimônia presidida por Dom Pedro Antonio Marchetti Fedalto, Arcebispo Metropolitano de Curitiba e Assistente Episcopal do Conselho Nacional Serra do Brasil, houve a entronização oficial e solene da relíquia do Patrono do Serra, na Matriz de Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, MG. Feliz Barbacena, que em lugar de uma simples estátua de bronze ou uma artística imagem, venera uma verdadeira relíquia do nosso Patrono. Certamente, muitos companheiros e irmãs Serra, virão alegres e piedosos, um dia, fazer uma prece, junto ao Relicário de nosso Patrono, em Barbacena. Relíquia Itinerante Tendo em vista que o nosso presidente, de saudosa memória - Luiz Carlos Toledo Barros - falecido em 26 de abril de 1998, tinha como meta da sua gestão - 1997 / 1999 - visitar a maioria dos serras do movimento, espalhados por todo o território nacional, solicitou, em agosto de 1996, da ordem dos frades menores da província napolitana do sagrado coração de Jesus, uma relíquia do Beato Junípero Serra para que as comunidades por onde ele passasse fossem visitadas pelo nosso patrono.








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