Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A profecia de Frei Gílson


A profecia de Frei Gílson
A vocação e projeto de vida do irmão leigo
Mensagem da CFFB aos Irmãos Leigos
Será que estamos mostrando o rosto de Francisco?
Família franciscana dos irmãos leigos está unida
1º Encontro Nacional de Irmãos Leigos em Agudos


O Ministro Provincial dos Frades Menores Conventuais da Província São Francisco de Assis, Frei Gílson Nunes, brindou os Irmãos Leigos, reunidos em Agudos, com a sua fraternal presença. Frei Gílson pediu desculpas por ter chegado só hoje de manhã (6/9) ao Seminário Santo Antônio, porque não conseguiu passagem para Agudos depois de ter retornado de outra viagem. Com isso, os Ministros Provinciais das três obediências marcaram presença no encontro e deixaram mensagens de esperança aos irmãos leigos.


Frei Gílson, que também foi o portador da mensagem de Frei Éderson Queiroz, OFMCap, presidente da CFFB, surpreendeu os frades com suas palavras.

“Esse encontro de hoje é uma profecia. Profecia porque no momento de tantas divisões, de tantas chagas, a Igreja teve a sua primavera com o seu pastor, o bispo de Roma Francisco, como ele gosta de ser chamado. Um jesuíta que toma o nome de nosso Seráfico Pai e que a “sotto voce” (voz baixa) pede a nossos Ministros Gerais: ‘Mantenham-se unidos’. Que desafio, gente! E, hoje, esse encontro de irmãos leigos é para toda a Família Franciscana do Brasil e para a Primeira Ordem a possibilidade de retorno ao frescor do nosso carisma. Nesse modo de vida, todos sejam chamados de irmãos. Ponto e basta!”, decretou.

Segundo o Ministro Provincial, para que isso aconteça – citou a carta conclusiva que será redigida no final do encontro -, a história, a espiritualidade, devem ensinar , sobretudo a história -, a impulsionar esses homens a criar, com coragem, novos caminhos.

“Vocês sabem que, no ano 2000, as nossas Ordens se debruçaram sobre a missão histórica a respeito da identidade da Ordem no momento da sua fundação. Desse estudo nasceu um documento que está aí esquecido nas nossas bibliotecas. Esse documento diz: ‘Nossa Ordem não é clerical nem laical. Desde o início, nossa Fraternidade foi uma Fraternidade mista, onde conviviam

os irmãos leigos e o também Pe. Silvestre, que foi já na primeira hora frade e depois frade presbítero. Mas todos frades’. Nós corremos sempre o perigo dos extremos, mas nesse momento a palavra tem que ser devolvida àquilo que é a nossa vocação primeira. Na realidade, sermos irmãos”, ensinou.

Frei Gilson contou aos frades que uma frase de Frei José Markalonis (TOR), que ouviu quando ainda era pós-noviço, sempre lhe incomodou muito. Ele dizia – e eu digo como conventual porque não conheço a atual legislação de outras obediências – que Francisco, hoje, não poderia ser ministro provincial. Francisco, hoje, não poderia ser guardião de um convento na nossa Ordem. Poderia ser com uma licença da Santa Sé  e uma taxa bem paga.

Segundo Frei Gílson, agora é o momento de se retomar o pedido por uma Ordem mista, onde os serviços de governo e autoridades possam ser exercidos por irmãos idôneos, dispostos a servir os irmãos.

“Eu acho que esse encontro tem um eco muito grande. É o Brasil. São os irmãos do Brasil das quatro obediências que estão aqui e com muito carinho, com muita reverência, mas com muita firmeza, podem repropor aos nossos Gerais – e pelo que eu senti do meu Geral recentemente, me parece que o diálogo com os Menores e Capuchinhos vai muito bem obrigado. Rezemos para que isso assim continue. E da TOR também”, confessou.

Segundo Frei Gílson, o momento é dado pelo Papa Francisco. “A igualdade não pode ser só afetiva, ela também tem que ser jurídica, com um poder de decisão. Quando o Papa fala da reforma da Igreja, ele fala também de condivisão do serviço. Então, fica uma provocação para que, quem sabe, nós repropormos mudanças às nossas Constituições”, adiantou falando sobre as Constituições Conventuais que estão sendo revisadas.

“Não é só uma questão de poder. É uma questão de igualdade e fraternidade entre nós. E por isso o eco desse encontro é muito grande, porque ele ajuda a voltar ao essencial de nossa vocação. E a repensar muita coisa”, observou.

Para Frei Gílson, o eco disso é muito grande porque toda a Família Franciscana tem a possibilidade de voltar à sua origem: Irmãos Menores. “Por que um frade candidato ao presbiterato não precisa provar nada a ninguém?  Eu tenho um companheiro de animação vocacional que hoje trabalha comigo no Definitório e é irmão leigo. Acompanho de perto muitas de suas dificuldades. Por que o irmão leigo tem que provar constantemente por que ele quer ser irmão leigo? Por que a privatização do ministério ordenado: quero ser padre e acabou”, disse, adiantando que há um longo caminho a ser percorrido na formação inicial e permanente. “Temos questões jurídicas graves e sérias que devem tomadas nas mãos para corrigir erros históricos, como nós vimos no dia de ontem”, acrescentou.

“Mas vamos persistir com esperança. Em Assis, a Família Franciscana de Assis celebrou o 8º centenário do Perdão de Assis e 500 anos da divisão da Ordem. Mas vamos fazer o caminho inverso. Nós não vamos celebrar 500 anos de divisão, nós queremos celebrar um caminho de unidade nos 500 anos. Quem sabe isso possa inspirar nosso encontro aqui e a Família Franciscana do Brasil”, sugeriu.

E Frei Gílson terminou: “Queira Deus que um dia haja um encontro sobre frades menores presbíteros e que vocês nos ajudem a não nos esquecer disso. Nós somos frades menores, no começo de tudo, no meio de tudo e no fim de tudo. Obrigado pela graça da partilha desse momento!”
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