Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sábado, 20 de junho de 2015

A clausura não contradiz o convite a anunciar o Evangelho?


Pergunta:

A vida das freiras de clausura, ainda que admirável em sua fidelidade, não contradiz o convite de Jesus a ir pelo mundo inteiro e anunciar o Evangelho? Jesus nos diz que uma vela não pode ficar escondida, mas deve iluminar o mundo. Às vezes me pergunto por que essas luzes maravilhosas estão escondidas nos conventos, sobretudo hoje, época em que todo mundo precisa tanto ser iluminado...

Resposta:

São Paulo nos fala do cristianismo como de um corpo, de um organismo articulado e comunicante (1 Cor 12, 12-26). Santa Teresa de Lisieux, ao buscar o sentido da sua vida e seu papel como freira, pergunta-se, nesta linha: “Que membro do corpo de Cristo eu posso ser?”.

Santa Teresa, citando expressamente esse texto de São Paulo, sobre o qual estava meditando, concluiu que queria ser o coração do corpo de Cristo, que é a Igreja, o amor que arde por cada ser humano; e levou esta tarefa a cabo estando em um mosteiro, vivendo poucos anos, tornando-se padroeira das missões.

São Paulo diz duas coisas fundamentais. A primeira é que, se um corpo fosse um único membro, seria um monstro e não um corpo; se uma criança nascesse sendo só uma orelha, seria uma aberração.

Também diz que, se os muitos membros estivessem brigando entre si, destruiriam imediatamente o corpo, impedindo sua organicidade; de fato, se as mãos começassem a bater nos olhos e os dentes mordessem os braços, ou os pés começassem a pisar outras partes... podemos imaginar a degradante e suicida situação (cf. Lc 11, 17-18).

Com isso, já respondi à pergunta, porque se compreende claramente a conclusão. Na Igreja, para que funcione bem, cada membro, cada pessoa, ordem, sociedade ou congregação tem sua tarefa, seu papel: alguns rezam, outros pregam, outros estudam, alguns fazem missões etc.

As freiras de clausura fazem parte da função de oração, mantendo continuamente a relação que o corpo deve ter com a Cabeça, com Cristo, como nesse diálogo contínuo que Jesus tinha com o Pai.

As freiras, fazendo isso, estariam fora do anúncio do Reino? Penso que não. Um homem que quer fazer bem um trabalho não pode perder de vista o projeto a ser realizado. Pois bem, as freiras de clausura são, na Igreja, esta contínua atenção ao projeto de Deus. Depois, caberá a outros traduzi-lo em palavras, discursos e conceitos.
 Fonte:http://www.aleteia.org/pt/estilo-de-vida/artigo/clausura-e-convite-a-evangelizar-5841761540767744
(Artigo publicado originalmente por Toscana Oggi)
sources: TOSCANA OGGI

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Festa em Paraíba do Sul/RJ

Paróquia São Pedro e São Paulo celebra seu patrono: confira a programação:

domingo, 14 de junho de 2015

Festa em Juiz de Fora/MG

Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro celebra sua padroeira, confira a programação:

sábado, 13 de junho de 2015

Os seis princípios da reforma litúrgica do Vaticano II

O Concílio Vaticano II proclamou a respeito da reforma litúrgica os seguintes princípios:

1. Durante a celebração litúrgica, o humano, o temporal, a atividade devem orientar-se pelo divino, pelo eterno, pela contemplação, e devem ter um papel subordinado a estes últimos (cf.Sacrosanctum Concilium, 2).

2. Durante a celebração litúrgica, deve-se encorajar a tomada de consciência de que a liturgia terrestre participa da liturgia celeste (cf. Sacrosanctum Concilium, 8).

3. Não deve aí ocorrer em absoluto qualquer inovação, e assim, qualquer criação de novos ritos litúrgicos, sobretudo no interior do rito da missa, exceto se for para se obter uma vantagem verdadeira e certa em favor da Igreja, mas sob condição de se proceder com prudência e de que, nessa eventualidade, as novas formas substituam de modo orgânico as formas já existentes (cf.Sacrosanctum Concilium, 23).

4. Os ritos da missa devem ser de maneira a exprimir o sagrado mais explicitamente (cf.Sacrosanctum Concilium, 21).

5. O latim deve ser conservado na liturgia e, sobretudo na Santa Missa (cf. Sacrosanctum Concilium, 36 et 54).

6. O canto gregoriano tem o primeiro lugar na liturgia (cf. Sacrosanctum Concilium, 116).



  Os padres do concílio viam as suas propostas de reforma como a continuação da reforma de São Pio X (cf. Sacrosanctum Concilium, 112 et 117) e do servo de Deus Pio XII, e, de fato, na constituição litúrgica, foi a encíclica Mediator Dei, do Papa Pio XII, o documento que eles mais citaram.

  O Papa Pio XII deixou à Igreja, entre outros, um importante princípio da doutrina sobre a Sagrada Liturgia, qual seja, a condenação do que se costuma chamar de arqueologismo litúrgico, cujas propostas coincidiam "grosso modo" com as do sínodo jansenista e protestantizante de Pistóia, de 1786 (cf. Mediator Dei, n° 63-64) e que, de fato, recordam os pensamentos teológicos de Martinho Lutero. 

  É por isso que já o Concílio de Trento condenara as ideias litúrgicas protestantes, nomeadamente a acentuação exagerada, na celebração eucarística, da noção de banquete em detrimento do caráter sacrifical, e a supressão dos sinais unívocos da sacralidade enquanto expressão do mistério da liturgia (cf. Concile de Trente, sessio XXII ).

  As declarações litúrgicas doutrinais do magistério — como foi o caso do Concílio de Trento e da encíclica Mediator Dei —, que se refletem numa práxis litúrgica secular, e até mesmo com mais de um milênio, uma prática constante e universal, estas declarações, dizíamos, fazem parte desse elemento da santa tradição que não podemos abandonar sem que soframos grandes prejuízos no plano espiritual. Estas declarações doutrinais sobre a liturgia, Vaticano II retomou-as, como podemos constatar ao ler os princípios gerais do culto divino na constituição litúrgica Sacrossanctum Concilium.

  Como erro concreto no pensamento e no agir do arqueologismo litúrgico, cita o Papa Pio XII a proposta de se dar ao altar a forma de uma mesa (cf. Mediator Dei n° 62). Se o Papa Pio XII recusava mesmo o altar em forma de mesa, bem se pode imaginar que forçosamente teria recusado a proposta de uma celebração à volta de uma mesa, “versus populum” [de frente para o povo]!

  Se a Sacrosanctum Concilium ensina, no seu nº 2, que, na liturgia, a contemplação dever ter a prioridade e que toda a celebração da missa deve ser orientada para os mistérios celestes (cf. idem n° 2 et n° 8), o que aí encontramos é um eco fiel da seguinte declaração do Concílio de Trento: «Uma vez que a natureza do homem é feita de tal maneira que não se deixa elevar facilmente à contemplação das coisas divinas sem ajudas exteriores, a Santa Madre Igreja, na sua benevolência, introduziu ritos precisos; recorreu ela, apoiando-se no ensinamento apostólico e na tradição, a cerimônias como bênçãos impregnadas de mistério, velas, incenso, vestimentas litúrgicas e muitas outras coisas; tudo isso deveria incitar os espíritos dos fiéis à contemplação das coisas sublimes, graças a sinais visíveis de religião e piedade» (sessio XXII, cap. 5).

  Os ensinamentos do magistério da Igreja citados, e sobretudo os da Mediator Dei, sem dúvida alguma que foram reconhecidos pelos padres conciliares como plenamente válidos; por consequência, eles devem continuar a ser plenamente válidos para todos os filhos da Igreja, também hoje.

Dom Athanasius Schneider

http://barretepreto.blogspot.com.br/2014/01/os-seis-principios-da-reforma-liturgica.html

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Nota do Regional Sul 1 da CNBB contra o desrespeito religioso financiado pelo poder público!

MENSAGEM AOS CATÓLICOS E A TODOS OS CIDADÃOS


Nós, Bispos Católicos das Dioceses do Estado de São Paulo, reunidos na 78ª Assembleia do Regional Sul I da CNBB, diante dos acontecimentos da recente “parada gay 2015”, ocorrida na cidade de São Paulo, com claras manifestações de desrespeito à consciência religiosa de nosso povo e ao símbolo maior da fé cristã, Jesus crucificado, em nome da verdade que cremos, vimos através desta, como pastores do Povo de Deus:

 - Afirmar que a fé cristã e católica, e outras expressões de fé encontram defesa e guarida na Constituição Federal: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” (artigo 5º, inciso VI).

- Lembrar que todo ato de desrespeito a símbolos, orações, pessoas e liturgias das religiões constitui crime previsto no Código Penal: “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” (Art. 208 do Código Penal).

- Apelar aos responsáveis pelo Poder Público, guardiães da Constituição e responsáveis pela ordem social e pelo estado democrático de direito, que defendam o direito agredido.
Expressar nosso repúdio diante dos lamentáveis atos de desrespeito ocorridos; queremos contribuir com o bem-estar da sociedade, pois somos, por força do Evangelho, construtores e promotores da liberdade e da paz.

- Manifestar nossa estranheza ao constatar um evento, como citado seja autorizado e patrocinado pelo poder público, e utilizado para promover atos que afrontam claramente o estado de direito que a Constituição garante.
- Lembrar a todos as atitudes firmes do Papa Francisco quanto ao respeito pelo ser humano, aos mais pobres, aos mais simples, à religiosidade popular.

- Recordar aos católicos que a profanação de símbolos religiosos pede de nós um ato de desagravo e de satisfação religiosa, pela oração e pela penitência, pedindo ao Senhor Deus perdão pelos pecados cometidos e a conversão dos corações.

- Reafirmar, iluminados pelo Evangelho e conduzidos pelo Espírito Santo, nosso respeito a todas as pessoas, também a quem pensa diferente de nós. E convidamos os católicos e pessoas de boa vontade a contribuírem, em tudo, para a edificação da justiça e da paz, do respeito a Deus e ao próximo.

- Por fim, confirmamos nosso seguimento a Jesus Cristo e damos testemunho da beleza de nossa fé católica, na certeza de que, assim, contribuímos para o bem da sociedade, anunciando o que de melhor recebemos: Jesus Cristo crucificado, “força e sabedoria de Deus” (1Cor 1,23s), fonte de toda misericórdia.

Aparecida, 11 de junho de 2015.
Memória Litúrgica do Apóstolo São Barnabé

Dom Odilo Pedro Scherer
Presidente do Regional Sul I – CNBB

Dom Moacir Silva
Vice-Presidente do Regional Sul I – CNBB

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