Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Vestes Litúrgicas: Solidéo

Ainda é possível ver o início do atual movimento litúrgico. Apesar de sabermos e não duvidarmos que é comum uma crise – onde também está inserida a Liturgia – após um Concílio, é inegável que o pontificado de Bento XVI impulsionou as pessoas de boa vontade a redescobrir que a Liturgia não é nossa, mas de Deus, e por isso, possuindo regras próprias e justificadas, só nos cabe desapegarmos de nossos conceitos e nos deixarmos abrir à maravilha que a fidelidade litúrgica propicia.



E então, como dizíamos, ainda é recente o movimento litúrgico “beneditino”. Principalmente desde o fim de 2007, quando Mons. Guido Marini começou a chefiar o Escritório das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, reapareceram no vestuário eclesiástico e litúrgico barretes, tabarros, alvas e sobrepelizes com renda, casulas romanas, orientação “versus Deum” na Missa, altares com 6 (e 7, com o Bispo) castiçais etc. Claro que havia lugares, embora contados, que mantinham esses costumes mesmo durante os difíceis e preconceituosos anos pós-Vaticano II. Isto acontecia porque neles se percebia que o último Concílio não quis romper com a tradição de 19 séculos precedentes, quem fiz fazê-lo foram muitos que tiveram o poder para convencer e, de certo modo, conseguiram. Mas, passados alguns anos, a ignorância deu lugar à inteligência e tudo isto coincidiu – repetimos – com o zelo do pontificado de Bento XVI.


Contudo, há um problema: alguns passaram a se enganar que o renascimento litúrgico na Igreja deveria lançar mão a tudo que aparentasse um conservadorismo, mas, na verdade, acabou se tratando de uma confusão das coisas. Para ser mais claro: passaram a usar o que não deveria ou como não deveriam. E um exemplo disto é o solidéu dentro das celebrações litúrgicas, sobre o qual nos deteremos a seguir.


Dom Maximilian Heim, cisterciense, Abade de Santa Cruz (Heiligenkreuz, em alemão), Áustria
um prelado a quem desde o Código de Direito Canônico de 1917 permite o uso de solidéu, que é branco, cor de seu hábito monástico

A saber: o solidéu surge a partir do século X do costume de cobrir a cabeça e da diminuição das peças que serviram a isto: amito e o primitivo capuz do pluvial. Disto, nasceu o barrete. Mas, antes, o solidéu restou como o barrete primitivo, de desenho mole (Curso de Liturgia Romana, Dom António Coelho). Diz-se que seu nome é devido ao costume de só retirá-lo da cabeça “para Deus”, já que as rubricas dizem que os ministros devem estar descobertos na exposição do Santíssimo Sacramento, no início do prefácio do Cânon da Missa etc.
Talvez com o oportunista argumento “Ah, mas antigamente era assim”, popularizou-se o solidéu: seminaristas, frades e sacerdotes passaram a usá-lo nas celebrações. Todavia, nem mesmo no Código de Direito Canônico de 1917 é encontrada permissão para isto, antes, é proibida, salvo exceções de privilégio. Este Código, revogado na publicação do de 1983, era mais detalhado e não permitia restar muitas dúvidas, como o faz o atual e que, por isso, segundo canonistas, deverá ser reformulado em alguns trechos. E quem tinha privilégio? O Código delegou isto às normas particulares. Portanto, simples padre não poderia usar, nem diácono, nem muito menos seminarista.


Da esquerda para a direita: Abade, Bispo, Cardeal e Papa.
Os prelados a quem o Código de 1917, ordinariamente,
prevê o uso de solidéu nas celebrações litúrgicas, cuja cor segundo a sua dignidade

Outros podem dizer: “Mas, todos os judeus, ministros ou não, usavam-no”. Contudo, nós não somos judeus. E embora muito herdemos deles, o solidéu não corresponde em tudo ao kipah.


Salvam-se os hábitos religiosos que preveem o uso de solidéu próprio. Não obstante, uma coisa é seu uso no hábito religioso, outra coisa – e esta regida pelos livros litúrgicos – é um religioso usá-lo dentro das celebrações litúrgicas.

Por fim, o solidéu segue a cor do hábito religioso ou da veste talar: há religiosos de hábitos brancos, marrons e pretos, aos quais o solidéu acompanha em cor; sacerdotes [privilegiados] usam pretos; bispos, violáceos; cardeais, vermelhos; Papa, branco. Há solidéu preto com detalhes em cor seguindo a dignidade de quem o usa, por exemplo, preto com detalhes em linhas violáceas ou vermelhas, para monsenhores e bispos.














Fonte: http://diretodasacristia.com/home/heri-et-hodie/todos-podem-usar-solideu/

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Brasil: País do jeitinho e do jeitão

Por: Padre Zezinho, SCJ

Que o Brasil é país de conchavos e conluios não há quem não saiba. Nem mesmo a mais ingênua das comadres se deixa enganar com falas de políticos. Ultimamente também com as falas de pregadores da fé. Prometem mundo e fundos para se eleger ou pare encher seus templos. Depois é depois… Aí, se forem pegos em contradições ou desvios de conduta ou de verba, jogam a militância partidária ou religiosa contra quem ousou falar. Não vê quem não quer.

Todos os países passam por isso, mas alguns passam mais. O Brasil é o dos que mais passam. Grandes adversários de ontem que xingavam mães por conta de corrupções e posições totalmente antagônicas, agora sentam-se juntos e se canonizam e se defendem de unhas e dentes contra a corja que pretende tomar-lhes o poder…
No Brasil saber mentir compensa. Por saber mentir cresceram políticos, partidos, pregadores e igrejas. Quem ousa questionar partidos vitoriosos ou igrejas entulhadas de fiéis? Perde quem? O denunciado ou quem denuncia? Provas provam o quê, se depois tudo acaba em pizza?

Escândalo após escândalo, antes de depois do julgamento nada prospera porque alguém poderoso foi lá e interferiu. Poupam-se governadores, políticos influentes ou figuras que possam fornecer votos e perpetuar o poder. Vale o montante de votos que o suspeito pode carrear. A ética é sempre contornável. O poderoso sabe que se for denunciado bastará negar e jogar a culpa em quem denunciou, seja ele um jornalista, um juiz, um promotor, um caseiro ou um motorista. Meses ou anos depois ninguém mais ouvirá falar do caseiro ou do motorista e o acusado poderá ser visto sentado ereto e pomposo na cadeira da qual uma parte do povo queria expulsá-lo.

Dá-se um jeitão via conchavos e conluios. O jeitinho fica para casos menores e para o povo que sabe que dá para burlar a lei. É saber o jeitinho. Quando os preços são revistos no andamento das obras e pulam de 400 mil para 1 milhão; quando a licitação já traz embutido um aumento de 45%; quando 20 ou 40% vai para algum caixa dois e depois, por maiores que sejam as provas, fica o dito pelo não dito, estamos num país em crescimento, mas não em desenvolvimento. É país em excrescência, como diria Jean Baudrillard. De fora parece grande, mas por dentro é espaço apequenado.

O caciquismo e o partidarismo superam de longe o estadismo. Boa coisa não se prevê num país no qual a voz das ruas é mais permitida do que ouvida. Democracia é mais do que permitir que se fale; é ouvir o que o povo diz. E faz tempo que o povo não quer mais desvios de verba ou influência de apenas um partido. Já vimos este filme que vinha da direita; e não foi nada agradável. Que agora não venha da esquerda. É que os “ismos” de esquerda e de direita, todos eles, a longo prazo, sufocaram a cidadania. Madame Alternância sempre foi melhor que Madame “Daqui Não Saio”!

domingo, 12 de outubro de 2014

Sínodo: a esperança de uma abertura

Por: Maria Clara Bingemer
A primeira fase do Sínodo da família iniciou-se em Roma ao mesmo tempo em que o Brasil fervilhava com o primeiro turno das eleições. O clima tenso e agressivo não permitia pensar em nada mais. Agora, uma vez apuradas as urnas e enquanto se respira para começar a peleja do segundo turno – que promete ser pior do que o primeiro – há tempo para voltar os olhos para o Vaticano, onde se realiza tão importante reunião.

A família é há muito tempo uma pedra no sapato da Igreja. Embora seja a célula mater da evangelização, a pastoral familiar encontra-se há anos, sobretudo, eu diria, desde os anos 60, lutando com obstáculos e impedimentos que dificultam à Igreja um diálogo franco e aberto com os fiéis sobre as questões da vida familiar.

Entre as mais polemicas está certamente a da volta à vida sacramental dos casais em segunda união. A norma da indissolubilidade do matrimônio tira do horizonte dos fiéis a possibilidade de um novo casamento se o primeiro fracassa. E o fato é que desde que a libertação sexual explodiu como uma bomba atômica nos anos 1960, muitos casais católicos optaram por separar-se de seus cônjuges e ingressar em uma segunda união. Mais: muitas vezes esta segunda união tem muito mais evidentes características do que deveria ser um matrimônio cristão que a primeira: amor, desprendimento, desvelo pelo outro, etc.

Mais evidente ainda fica essa questão se se considerarem as realidades cruéis e desumanas que tantas vezes a relação conjugal fracassada traz para a vida das pessoas e sobretudo dos filhos, se os há. No entanto, a moral católica tem sempre afirmado, insistentemente, a excomunhão dos recasados, proibidos de participar efetivamente do sacramento da Eucaristia. Essa atitude um tanto inflexível – que como tal tem sido denunciada inclusive por autoridades da estatura do Cardeal alemão Walter Kasper – leva o novo casal a ver-se declarado em pecado e, pior do que isso, sem perdão. Ou seja, em uma situação pior do que um assassinato, já que neste caso, se o assassino se arrepende, é perdoado e pode aproximar-se novamente da comunhão eucarística.

No Brasil, a situação do matrimônio é bem grave. O Censo do IBGE de 2010 mostra que as uniões consensuais – ou seja, não sacramentais nem legais civilmente – são da ordem de 36,4%, ou seja, mais de 1/3 do universo de casais. E todos esses casais – de acordo com as respostas – desejam participar da Eucaristia, receber a absolvição e a comunhão.

Não admira que a expectativa em relação ao Sínodo e suas conclusões seja enorme. Está em questão uma nova maneira de conceber a pastoral familiar, o trato e a relação da Igreja com as famílias católicas. Mas, pode-se esperar que seja efetivada alguma mudança real quanto a este ponto? Uma tradição tão arraigada na vida eclesial pode realmente mudar?

Pessoalmente, creio que há razão para ter esperanças. O Papa Francisco, ao abrir o Sínodo, deixou claro o que esperava dos seus membros: sinceridade para falar, respeito, humildade para escutar. E uma atitude pastoral que seja realmente dedicada e misericordiosa para com os fiéis.

Um grande bispo teólogo, Monsenhor Bruno Forte, afirmou, em entrevista, que os aspectos doutrinais não podem ser minimizados, mas que a doutrina não tem valor abstrato em si mesma nem pode ser uma arma pesada. Pelo contrário, pode e deve ser sempre uma mensagem de salvação. Pois seu centro é o amor de Deus, a misericórdia. Isso é a fé da Igreja e esta, sim, é imutável. Uma fé que deve expressar-se olhando a realidade das pessoas concretas, reais, não como juízo inclemente, mas como amor e misericórdia em ato.

Tomara que o sentir de Monsenhor Bruno Forte seja certeiro e corresponda realmente às conclusões e resultados deste Sínodo, que apenas começa e ainda tem outra etapa para o ano que vem. Certamente será de extrema importância para que os casais em segunda união e as famílias que formaram se sintam acolhidas, acompanhadas e bem-vindas, e não rejeitadas e marginalizadas como se fossem criminosas.

Para que isso aconteça, confiemos no Espírito Santo, que nunca abandona a Igreja e está certamente presidindo os trabalhos deste sínodo. Amém.

Maria Clara Bingemer convida para o lançamento de mais um livro seu – FINITUDE E MISTÉRIO – MÍSTICA E LITERATURA MODERNA – este em coautoria (Editoras Mauad e PUC-Rio). Será no próximo dia 9 de outubro, a partir de 19 horas, na Blooks Livraria (Praia de Botafogo, 316) Rio de Janeiro.

sábado, 11 de outubro de 2014

Rumo a glória dos altares.

Agora algumas semanas nos separam da cerimônia de beatificação do padre Francis Zirano. A celebração solene será aberta domingo, 12 de outubro às 10:30 e será presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. 

A secretaria inclui a chegada de milhares de peregrinos de toda a ilha. Para manipular o evento em detalhes os organizadores liderados pelo arcebispo de Sassari, Paul Atzei, está trabalhando a toda velocidade, em sinergia com a Província religiosa e da Ordem dos Frades Menores Conventuais. As várias comissões estão trabalhando nestes dias a definição dos diferentes aspectos do evento: desde a logística à cultura, da comunicação à liturgia.

O primeiro Mártir da Sardenha em época moderna.

Padre Marco Tasca, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais dedicou sua circular de 17 de Setembro, escrita por ocasião da festa dos Estigmas de São Francisco, para submeter-se a toda a figura de Frei Francisco Zirano algumas semanas após a cerimônia beatificação.

"Com alegria e gratidão all'Altissimu, onipotente, bom Senhor e à Igreja da Santa Mãe, eu apelo a todos para celebrar o evento que em breve será estrelado por nosso convento família: em 12 de outubro, de fato, o cardeal Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, em nome do Papa Francisco, foram incluídos na lista dos bem-aventurados nosso irmão Francis Zirano, na província da Sardenha, que foi morto em odium fidei, na cidade de Argel de volta em 25 de janeiro de 1603 O Mundo Católica - escreveu o ministro - em breve aprender a conhecer e a amar Francisco Zirano, Frade Menor Conventual de Sassari, que com a idade de 39 anos " lavaram as suas vestes no sangue do Cordeiro "(Ap 7:14). Este é o primeiro mártir da Sardenha moderno a ser levantada pela igreja para a glória dos altares, em uma época como a nossa, onde o martírio de volta dramaticamente cristãos tópicos e muitos estão no comando, com os maiores sacrifícios que eles pertencem a Cristo. Dê a sua vida por não negar a fé, nos lembra Lumen gentium, é "o maior testemunho de amor a todos os homens e, especialmente, para os perseguidores" e assimila o discípulo a dominar ", que aceitou de bom grado a morte para a salvação do mundo" ( n. 42). E o martírio, um dom concedido a poucos ( paucis datur ), é estimado na Igreja "como um eminente dom e prova suprema do amor."
"Resumir a vida agitada de entre Zirano é uma tarefa difícil nestas poucas linhas - disse o padre Marco Tasca - Eu só lembro do que tem sido a força motriz de sua vida, a paixão dominante que levou ao desfecho fatal, isto é, o trabalho realizada de forma incansável para resgatar os escravos capturados por corsários muçulmanos ou, pelo menos, ajudá-los a evitar que, para as situações desesperadas de, sconfessassero da fé cristã. Uma vocação que está definitivamente fortalecida após seu primo Francesco Serra, monge mosteiro como ele caiu nas mãos dos piratas argelinos. Foi esse desejo de liberdade e libertação para levá-lo a Argel, em terras muçulmanas, e para alcançar o martírio de sangue. Francesco Zirano move na esteira do Capítulo XVI da Primeira Regra indica que os frades que sentem a missão especial de ser " inter-saracenos "qual é a atitude com a qual oferecemos belo testemunho do Evangelho:" Não se envolva em discussões ou disputas, mas estão sujeitos a toda criatura humana por amor de Deus e reconhecer que eles são cristãos. " Não seja, portanto; discursos e sermões, não muito menos, mas oferecer uma presença em toda discrição e acima de tudo com o coração e fraternizzante pacífica ".
"Francesco Zirano - continua a carta - morrer como Cristo, confiando totalmente nas mãos de Deus, e mantém em olate que a caridade que impede qualquer animosidade para com aqueles que o tormento de seu corpo. Assim como sua fé permanece firme em face da demanda por negá-lo: "Eu sou um cristão e religioso san RANCESCO do meu pai e, como tal, eu quero morrer. E peço a Deus que ilumine você, porque você tem que saber. " Repete a expressão leve e orgulhoso ao mesmo tempo, a "soma Christianus", presente em quase todos Acta martyrum; expressão com a qual os mártires dos primeiros séculos rispondevana os procuradores romanos que os lisonjeado, convidando-os a renunciar à sua fé. Igualmente clara e vibrante é a referência ao "meu pai São Francisco", diz ele pertença enraizado e amorosa da Ordem. Não falta, por fim, o desejo - quase fez oração - que os perseguidores se arrepender e eles podem ver e acolher em suas vidas à luz da fé através de um encontro com Cristo. O martírio de nosso irmão Zirano encarna a caridade para com o mais alto grau e fala de um novo humanismo, assim como o que assistimos no meio do século XX por São Maximiliano Kolbe, também Frades Menores Conventuais: a desumanização sistemática e brutal do regime nazista ele respondeu com o dom total de si mesmo, encarnado por suas famosas palavras: "O ódio não faz nada, só o amor cria."
Fonte:http://www.beatofrancescozirano.it/wp/primo-martire-sardo-dell-epoca-moderna/

Ícone Oficial do Beato Francisco Zirano, OFMConv.

A pintura retrata o beato Francisco Zirano em primeiro plano, entre a igreja de Santa Maria di Betlem Sassari, onde viveu e trabalhou por 23 anos, ea porta Babason em Argel, em 1603, em que consumou seu holocausto.

O rosto sereno expressa claramente a força espiritual de Francesco Zirano: a força dos que não têm medo de dar a vida por seus irmãos. Ao seu lado, quase estranho, ele aparece com correntes quebradas, simbolizando a liberdade dos escravos cristãos para os quais ele trabalhou até o sacrifício extremo.

A obra, criada pelo artista Ferruccio Ambrosini em 1988, com a técnica de óleo sobre tela, já está armazenado em Oristano na Cúria Provincial dos Frades Menores Conventuais.
FONTE: http://www.beatofrancescozirano.it/wp/licona-ufficiale/

domingo, 5 de outubro de 2014

Qual a diferença entre o padre diocesano e o padre religioso?

Muita gente pergunta e muita gente não sabe responder: qual a diferença entre o padre diocesano e o padre
 
religioso? Antigamente usávamos a indicação de “padre secular” e “padre regular”, indicando a mesma diferença específica. Esta diferença não é formal, substantiva ou meramente de ordem jurídica ou prática, mas de ordem teológica e histórica. O padre dito “diocesano” possui a vocação e a missão próprias de representar Cristo cabeça e Pastor da Igreja diante de uma comunidade paroquial ou função dada pelo Ordinário local (quase sempre o Bispo). Foi esse o chamamento de Cristo: evangelizar, pregar, curar, exortar, ensinar e estar à frente das ovelhas.

  Ligado a uma diocese (incardinado), o presbítero diocesano cumpre seu dever de pastor intimamente ligado ao seu Bispo, à serviço do território diocesano (incardinado e residente) ou fora dele, segundo as prescrições e mandatos do Ordinário local (incardinado e não residente). Este padre cumpre sua vocação servindo às necessidades da diocese. Possui uma espiritualidade singular: a de ser Cristo Sacerdote e Pastor em qualquer realidade a que seja enviado ou investido. Tal espiritualidade não exclui outras possíveis, que o sacerdote abraça segundo sua consciência e gosto pessoal.

  O padre dito “religioso” é verdadeiro sacerdote, porém antes de ser representante de Cristo diante da comunidade, é chamado - em razão de sua vocação primeira que é a vida consagrada - a representar uma comunidade específica, que pode ser uma “Congregação” ou uma “Ordem”. Nestas instituições, o consagrado faz primeiro sua “Consagração”, através de votos solenes, assumidos de forma pública ou privada. Normalmente, esses votos são em número de três: pobreza, castidade e obediência, podendo variar de um Instituto para outro. O presbítero religioso é vocacionado acima de tudo a um autêntico ministério profético, que se chama “carisma”, e que é próprio em cada Instituto de Vida Consagrada. Cada Congregação ou Ordem religiosas possuem um carisma que é desenvolvido tanto internamente, entre os Irmãos, quanto externamente, junto do povo.
  O padre religioso é incardinado em seu Instituto e deve obediência primeira ao seu Superior próprio Geral e também aos superiores imediatos. Enquanto estão inseridos na realidade de uma paróquia e de uma diocese, devem também obediência ao Bispo diocesano, em especial ao que tange aos assuntos pastorais e financeiros do lugar onde trabalham. Estes padres são estão ligados a um território ou função – como os diocesanos – mas à sua missão à qual é delegada pelo Superior de cada Comunidade religiosa. Assim, este padre tanto pode trabalhar na arquidiocese de Niterói quanto do Rio; ir para o Nordeste ou para sul e, até mesmo, para fora do Brasil.

  Não se entra na vida consagrada religiosa para a realização da vocação presbiteral. Quem quer ser padre, deveria procurar a diocese. Entra-se numa Congregação ou Ordem para ser um “religioso”, alguém que se identifica com aquele carisma próprio do Instituto e que deseja consagrar-se segundo os votos de pobreza, castidade e obediência. Portanto o padre religioso tem uma vocação própria, uma índole própria que não pode, de forma alguma, ser confundida com a do padre diocesano.

  Concluo, lembrando que antigamente usava-se a nomeação de “secular” para os padres diocesanos e “regular”, para os religiosos. Essa razão baseia-se no fato de que os padres diocesanos estariam missionando mais no “século” (mundo) e vivendo nele mais que os religiosos. Estes, através normalmente de uma “Regra” (“regula”, em latim), que seriam determinações precisas para a vida cotidiana, estariam agrupados em conventos ou mosteiros. Até fariam missão fora, mas deveriam viver em associação em casas comuns. Até hoje é assim: o padre diocesano reside na paróquia em que trabalha ou noutro lugar segundo as recomendações de seu Bispo e pode estar sozinho. Já os religiosos habitam em conventos, em mosteiros ou em paróquias, mas com a obrigação da vida comum e fraterna com outros membros do Instituto religioso.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Nono dia da novena em honra ao Seráfico Pai São Francisco de Assis.

Benção de São Francisco

O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor te mostre seu rosto e tenha misericórdia de ti.
Volte o Senhor o Vosso rosto até vós e te conceda a paz.
O Senhor abençoe este seu servo.

Oração para todos os dias

Bem-aventurado pai São Francisco, dirigi compassivo olhar desde o excelso trono de vossa Glória e rogai por vosso povo;
Por este povo que haveis escolhido para que em todo tempo sirva diante de Vos no ministério do Senhor. Assim seja.


Nono Dia

Poderosíssimo pai São Francisco, auxílio dos que Vos invocam, que por querer de Deus livrais do Purgatório as almas de vossos filhos e consegue sua entrada no paraíso, fazei me verdadeiro filho vosso, para que mereça sempre vossa valiosíssima proteção.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.


Oração Final:

Aperfeiçoai, pai Seráfico, a vinha que vossas mãos tem plantado e escutai as súplicas de vossos filhos.
Pai meu São Francisco, rogai e abençoai a vossos filhos e devotos. Amém.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Oitavo dia da novena em honra ao Seráfico Pai São Francisco de Assis.

Benção de São Francisco

O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor te mostre seu rosto e tenha misericórdia de ti.Volte o Senhor o Vosso rosto até vós e te conceda a paz.
O Senhor abençoe este seu servo.


Oração para todos os dias

Bem-aventurado pai São Francisco, dirigi compassivo olhar desde o excelso trono de vossa Glória e rogai por vosso povo;
Por este povo que haveis escolhido para que em todo tempo sirva diante de Vos no ministério do Senhor. Assim seja.

Oitavo Dia
Devotíssimo pai São Francisco, que sois “o Santo mais amante do Sagrado Coração de Jesus, a vítima mais identificada com Ele, a alma que se oferece continuamente a justiça divina para obter a misericórdia para os pecadores e amor e graça para as almas religiosas”, acrescentai em mim o perfeito amor de Deus e do próximo.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória. 

Oração Final: 

Aperfeiçoai, pai Seráfico, a vinha que vossas mãos tem plantado e escutai as súplicas de vossos filhos.
Pai meu São Francisco, rogai e abençoai a vossos filhos e devotos. Amém.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sétimo dia da novena em honra ao Seráfico Pai São Francisco de Assis.

Benção de São Francisco 

O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor te mostre seu rosto e tenha misericórdia de ti.
Volte o Senhor o Vosso rosto até vós e te conceda a paz.
O Senhor abençoe este seu servo.

Oração para todos os dias

Bem-aventurado pai São Francisco, dirigi compassivo olhar desde o excelso trono de vossa Glória e rogai por vosso povo;
Por este povo que haveis escolhido para que em todo tempo sirva diante de Vos no ministério do Senhor. Assim seja.
  
Sétimo Dia

Taumaturgo pai São Francisco, que fazeis grandes maravilhas em favor dos que se acolhem a vosso patrocínio e a vossa eficaz proteção, fazei que se cumpram em mim as promessas feitas a vossos filhos, de que nenhum se condenaria vestindo dignamente o hábito, que obteria a misericórdia para todos arrependerem-se de seus pecados.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória. 

Oração Final:

Aperfeiçoai, pai Seráfico, a vinha que vossas mãos tem plantado e escutai as súplicas de vossos filhos.
Pai meu São Francisco, rogai e abençoai a vossos filhos e devotos. Amém.

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