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terça-feira, 15 de julho de 2014

Solenidade de São Boaventura

O fogo de amor que ardeu no coração de Francisco de Assis pelo Evangelho e pelo Cristo Pobre e crucificado, ardeu no coração de nosso patrono Boaventura.
Este amor ardoroso foi o norteador da vida e da vocação de Boaventura (1218), que se manifestou, sobretudo pelo zelo e dedicação à Igreja e a Ordem dos Menores. “Homem de ação e de contemplação, de profunda piedade e de prudência”. Afirma-nos Bento XVI.
Quando menino recebeu uma graça pela intercessão de São Francisco de Assis, que tinha sido recém canonizado, ficando curado de uma grave doença que o levaria a morte... Esta graça foi à primeira experiência, o primeiro contato de admiração e gratidão para com o santo de Assis, que um pouco mais tarde ao ver a vida e o modo simples de ser dos “filhos de São Francisco” na Universidade de Paris, onde adquiriu o título de Mestre das Artes, o impele a seguir estes passos da minoridade, entrando na Ordem Franciscana presente naquela cidade por volta do ano de 1243 onde deixou de se chamar Giovanni da Fidanza.
Boaventura foi um grande estudioso dos Mistérios divinos, sobretudo no aprofundamento das Sagradas Escrituras tendo como fundamento a “Schola Amoris” de São Francisco de Assis e com muito empenho vai se destacando nos estudos acadêmicos.
Diria-nos o Santo Padre: “com os mestres e os estudantes que afluíam a Paris de toda a Europa, amadureceu a sua reflexão pessoal e uma sensibilidade espiritual de grande valor que, durante os anos seguintes, soube transferir para as suas obras e os seus sermões, tornando-se assim um dos teólogos mais importantes da história da Igreja.”
Foi um grande defensor e das Ordens Mendicantes, que estavam presentes, na Universidade, como docentes e estudantes, escrevendo a obra Perfeição Evangélica apontando os valores da vida religiosa e a autenticidade dos votos evangélicos como sinal do Reino de Deus e da alegria vinda do Evangelho.
Em 1257 com o apoio do papa Alexandre IV, recebeu o título de doutor e mestre da Universidade parisiense, porém teve que renunciar a este cargo, por ter sido eleito, neste mesmo ano, Ministro Geral da Ordem dos Menores na qual governou por 17 anos com muito zelo, prudência e sabedoria. 
Como o número dos frades neste tempo era muito grande e estavam espalhados por várias partes do mundo, fez-se necessário escrever algumas exortações contra os abusos a fim de guardar a fidelidade a Regra e aos ensinamentos do Poverello de Assis. Escreve então duas legendas para resguardar a biografia do Santo de Assis, de forma mais históricas, porque haviam vários escritos alguns com interpretações fantasiosas sobre Francisco e o modo de vida dos primeiros frades.
Com a aprovação do Capítulo de Pisa de 1263 nasceu a legenda maior e legenda menor como sendo os escritos oficiais sobre a vida e o carisma de São Francisco. Nestas obras, feita com muita devoção e dedicação, Boaventura apresenta Francisco como o alter christus, ou seja, como o homem que ardente de amor ao Cristo, se aproximou tanto do Mestre de Nazaré que fez da sua vida uma conformação com a vida e o jeito de ser de Jesus. Esta conformação é o modelo e exemplo para todos que querem seguir os passos de Francisco de Assis, onde o Cristo é o centro a ser conhecido, imitado, amado, vivido. Deixando-se arder até a medula, pelo fogo ardoroso do Espírito Santo (Itinerário para Deus). Percebemos que esta mensagem de Boaventura não é só destinada para os Frades Franciscanos, mas para todo o povo de Deus.
Por sua fiel vida de oração e contemplação, do qual instituiu para Ordem a oração do ângelus, o “Doutor Seráfico” foi feito ainda Bispo e Cardeal da Igreja de Jesus, auxiliando-a na elaboração do Concílio de Lion em 1273, no entanto, não pode ver os frutos desde concílio por que morreu no ano de 1274, mas sua sabedoria e humildade brilharam como luz na Igreja e na Ordem seráfica. 
O fogo de amor que ardeu no coração de Francisco de Assis ardeu no coração de São Boaventura, e quiçá arderá em nossos corações de vocacionados ao seguimento do Cristo Pobre e Crucificado e aos devotos do nosso querido patrono São Boaventura.


                                                                  Pax Bonumque

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