Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Oração da paz diante do presépio


Ó Jesus, lindo menino e príncipe da paz: gostaríamos de pedir-te, hoje, um grande presente: a Paz! Nós e o nosso mundo precisamos tanto de paz, da paz verdadeira e inteira, da qual és Fonte e Garantia. Dá-nos, Te pedimos um coração cheio de paz, bom e amigo! Faze-nos instrumento da paz, anunciada pelos anjos de Belém! Olha por nosso mundo dividido por tantas guerras, vítimas de tantos desatinos e endurecimento em suas condições de poder! “Que a pomba da paz voe mais alto que a insensatez das bombas”! “Que o silêncio do amor soe mais forte que o fragor homicida das armas”! Que o mundo viva em paz e durma sem medo! Amém.

Oração diante do presépio

Menino das palhas, Menino Jesus,
Menino de Maria, aqui estou diante de ti.
Tu vieste de mansinho, na calada da noite,
no silêncio das coisas que não fazem ruído.
Tu é o Menino amável e santíssimo,
deitado nas palhas porque não havia lugar
para ti nas casas dos homens
tão ocupados e tão cheios de si.

Dá a meus lábios a doçura do mel
e à minha voz o brilho do cantar da cotovia,
para dizer que vieste encher de sentido
os dias de minha vida.

Não estou mais só: tu és o nosso companheiro
de minha vida. Tu choras as minhas lágrimas
e tu te alegras com minhas alegrias
porque tu és meu irmão.

Tu vieste te instalar feito um posseiro
dentro de mim e não quero que teu lugar
seja ocupado pelo egoísmo que me mata
e me aniquila, pelo orgulho que sobe à cabeça,
pelo desespero.

Sei, Menino de Maria, que a partir de agora,
não há mais razão para desesperar
porque Deus grande, belo,
Deus magnífico e altíssimo
se tornou meu irmão.

Santa Maria, Mãe do Senhor e Palácio de Deus,


tu estás perto do Menino que envolves
em paninhos quentes.

José, bom José, carpinteiro de mãos duras,
e guarda de meu Menino das Palhas,
protege esse Deus que se tornou
mendigo de nosso amor.

Menino Jesus,
Hoje é festa de claridade e dia de luz.
Tu nasceste para os homens na terra de Belém.

Benção do Presépio



(Rit. Rom., tit IX, Cap. IX 15 e Instr. de 26/09/64, n. 77)
(Na preparação ou na noite do natal)

V. A nossa proteção está em nome do Senhor.
R. Que fez o céu e a terra.
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

Oremos:


Deus eterno e todo-poderoso, não reprovais a escultura ou a pintura de imagens dos santos, para que à sua vista possamos meditar os seus exemplos e imitar as suas virtudes. Nós vos pedimos que abençoeis + e santifiqueis + estas imagens, feitas para recordar e honrar o vosso Filho e Nosso Senhor, Jesus Cristo.
Concedei a todos os que diante destas desejarem venerar e glorificar o vosso Filho Unigênito, que, por seus merecimentos e intercessão, alcancem no presente a vossa graça e no futuro a glória eterna.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.


(E asperge as imagens com água benta e incensa)


Fonte: http://ratiofundamentalis.blogspot.com.br/2011/12/bencao-do-presepio.html


domingo, 30 de novembro de 2014

O que o Papa espera do Ano da Vida Consagrada?

Em uma carta para o mundo religioso, Francisco indica metas e expectativas para este "ano de graça" que começará no dia 30 de novembro e irá até o 2 de fevereiro de 2016

Escreve como Sucessor de Pedro Papa Bergoglio a todos os religiosos e religiosas do mundo, por ocasião do Ano da Vida Consagrada que começará no próximo dia 30 de novembro, e terminará no dia 2 de fevereiro de 2016. Mas se dirige a eles também como “irmão”, “consagrado a Deus como vós”, na carta do 21 de novembro publicada hoje.

Uma carta longa e articulada, na qual o Papa dá algumas ideias e indicações para viver este Ano, por ocasião do 50º aniversário da Constituição dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja e do Decreto Perfectae Caritatis. Nesse Francisco também indica os objetivos que tal iniciativa se propõe, os mesmos – escreve – já indicados por são João Paulo II à Igreja do terceiro milênio na Exortação pós-sinodal Vita Consacrata.

Objetivos

Para viver plenamente este Ano, afirma Bergoglio, é preciso olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar com esperança o futuro.

O passado não para "fazer arqueologia ou cultivar a nostalgia inútil", mas porque lembrar do próprio começo “e uma forma de manter viva a identidade” e fortalecer a unidade da família. E é um modo também para descobrir “incoerências, fruto das debilidades humanas, às vezes também a obrigação de alguns aspectos essenciais do carisma”, conscientes, porém, que "tudo é instrutivo e junto se torna apelo à conversão”.

Observar o presente é útil para compreender se o Evangelho é verdadeiramente o vade-mécum para a vida e as escolhas de cada dia, explica o Santo Padre. Porque "não é suficiente para lê-lo (ainda que a leitura e o estudo são de extrema importância), não basta meditá-lo (e o fazemos com alegria a cada dia). Jesus nos pede para vive-lo, para viver as suas palavras”. Além do mais, continua o pontífice, “o Ano da vida consagrada nos questiona sobre a fidelidade à missão que nos foi confiada", para debater se os ministérios e obras realizadas até agora “respondem ao que o Espírito pediu aos nossos Fundadores” e “são adequadas para conseguir as finalidades na sociedade e na Igreja de hoje”. “Viver o presente com paixão – continua ainda Francisco – significa se tornar especialista de comunhão’”. E “em uma sociedade do conflito, da difícil convivência entre culturas diferentes, do esmagamento dos mais fracos, das desigualdades”, é fundamental mostrar “um modelo concreto de comunidade” que vive em “relações fraternas” segundo “a mística do encontro”.

Falando do futuro, o Papa enumera as dificuldades enfrentadas pela vida consagrada: a diminuição das vocações e o envelhecimento, os problemas econômicos dada as crises financeiras mundiais, a internacionalidade e a globalização, o relativismo, a marginalização, a 'irrelevância social... No entanto, diz, "nestas incertezas é realizada a nossa esperança". Uma esperança que "não se baseia em números ou em obras, mas naquele em quem depositamos nossa confiança e para quem "nada é impossível". Portanto, recomenda o Pontífice, "não ceder à tentação dos números e da eficiência, muito menos naquela de confiar nas próprias forças”. O chamado vai especialmente aos jovens que são o “presente”, porque oferecem “uma contribuição determinante com o frescor e a generosidade” das suas escolhas, e ao mesmo tempo o futuro “porque em breve – destaca o Papa – sereis chamados a tomar em vossas mãos a liderança da animação, da formação, do serviço e da missão".

Expectativas

Na segunda parte da carta, o bispo de Roma começa com uma pergunta: "O que eu espero, em particular, deste ano de graça da Vida consagrada?". Em primeiro lugar, escreve, "que seja sempre verdade que onde há religiosos haja alegria”. Isso significa que "somos chamados a mostrar que Deus é capaz de encher nossos corações e nos fazer felizes, sem necessidade de procurar em outro lugar a nossa felicidade". E que tal alegria se alimenta com "a autêntica fraternidade vivida em nossas comunidades” e com o “dom total no serviço da Igreja, das famílias, dos jovens, dos anciãos, dos pobres”.

"Que entre nós não haja rostos tristes, pessoas infelizes e insatisfeitas", recomenda Bergoglio. Claro - admite - "também nós, como todos os outros homens e mulheres, sentimos dificuldades, noites do espírito, decepções, doenças, perda das forças devido à idade avançada". Precisamente nesta ocasiões, porém, é necessário encontrar a "perfeita alegria", de modo que, "em uma sociedade que ostenta o culto da eficiência, do salutismo do sucesso, possa-se concretizar as palavras de São Paulo: “Quando sou fraco , então é que sou forte".

Não nos esqueçamos, porém, que “A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração", lembra Francisco, citando a Evangelii gaudium. Portanto, "a vida consagrada não cresce se organizamos belas campanhas vocacionais, mas se os jovens e as jovens que nos encontram se sentem atraídos por nós, se nos veem homens e mulheres felizes!”.

Com esta mesma alegria os consagrados são chamados a “acordar o mundo” e a serem “profetas”. Nesta perspectiva, mosteiros, comunidades, centros de espiritualidade, cidades, escolas, hospitais, casas-família, tornaram-se mais e mais "o fermento para uma sociedade inspirada no Evangelho”.

Mais uma vez, então, um apelo à “comunhão” que se exercita principalmente dentro das respectivas comunidades do Instituto. Aqui – destaca com vigor o Pontífice – atitudes como críticas, fofocas, invejas, ciúmes, antagonismos "não têm o direito morar". Enquanto têm direito à residência a acolhida e atenção recíprocas, a comunhão dos bens materiais e espirituais, a correção fraterna e o respeito pelas pessoas mais fracas”.

Consolidada no próprio Instituto, esta comunhão em seguida, se abre ao exterior, tendo em conta principalmente a relação entre pessoas de diferentes culturas e daquela com os membros dos diferentes institutos. “Não poderia ser este Ano a ocasião para sair com maior coragem dos limites do próprio instituto para elaborar juntos, a nível local e global, projetos comuns de formação, de evangelização, de intervenções sociais?", sugere Francisco. Dessa forma se preservaria “da doença da auto-referencialidade”.

O convite, então, é aquele tipicamente 'bergogliano': "Sair de si mesmos para ir às periferias existenciais”. Porque “existe toda uma humanidade que espera”: pessoas “que perderam toda esperança, famílias em dificuldade, crianças abandonadas, jovens aos quais se impede todo futuro, enfermos e idosos abandonados, ricos saciados de bens e com um vazio no coração, homens e mulheres em busca do sentido da vida, sedentos do divino...”.

Ante tal desconforto generalizado não se pode deixar “asfixiar pelas pequenas encrencas de casa” ou pelos problemas pessoais. “Estes – assegura o Papa – se resolverão se saírem para ajudar os outros a resolverem os seus problemas e a anunciar a Boa Nova. Encontrareis a vida dando a vida, a esperança dando esperança, o amor amando”.

Tudo isso deve ser traduzido em ações concretas "de acolhimento de refugiados, de proximidade com os pobres, de criatividade, na catequese, no anúncio do Evangelho, na iniciação à vida de oração". E mesmo no “emagrecimento das estruturas” e na “reutilização das grandes casas em favor das obras mais adequadas às atuais exigências da evangelização e da caridade”.

Os horizontes do Ano da Vida Consagrada

Indo além dos limites dos Institutos de Vida Consagrada, o Papa, na terceira parte da carta, se dirige aos leigos que, com os consagrados “compartilham ideais, espírito, missão”. A eles o incentivo de vier este Ano “como uma graça que pode tornar-vos mais conscientes do dom recebido”, que deve ser celebrado com toda a “família”. “Em algumas ocasiões – escreve o Santo Padre – quando os consagrados de vários institutos se reunirem, tentem participar também vocês, como expressão do único dom de Deus”, de modo que “se enriqueçam e se apoiem reciprocamente”.

O Sucessor de Pedro, em seguida, fala a todo o povo cristão para que “tome sempre mais consciência do dom que é a presença de tantos consagrados e consagradas, herdeiros de grandes santos que fazem a história do cristianismo”: “O que seria da Igreja sem São Bento e São Basílio, sem Santo Agostinho e São Bernardo, sem São Francisco e Santo Domingos, sem Santo Inácio de Loyola e Santa Teresa D’Avila, sem Santa Angela Merici e São Vicente de Paula? O elenco seria quase infinito, até São João Bosco, à beata Teresa de Calcutá”.

Este ano deve ser, portanto, uma oportunidade para expressar gratidão pelos "dons recebidos e ainda a receber" graças à santidade dos Fundadores, e para reunir-nos em torno das pessoas consagradas, “para alegrar-nos com elas, compartilhar as suas dificuldades, colaborar com elas”. “Mostrem-lhes o afeto e o calor de todo o povo cristão”, recomenda o Papa.

Destaca também a ligação entre família e vida consagrada, ambas “vocações portadoras de riqueza e graça para todos”, espaços de “humanização” e “evangelização”. Com humildade, se dirige aos membros de fraternidades e comunidades pertencentes à Igrejas de tradições diversas daquela católica, que incentiva calorosamente a participar das iniciativas propostas pela Congregação para os Institutos de vida consagrada para que “cresça o conhecimento mútuo, a estima, a colaboração recíproca, de modo que o ecumenismo da vida consagrada seja de ajuda ao amplo caminho rumo à unidade entre todas as Igrejas”.

Duas palavras, por fim, aos irmãos no episcopado: "Que este ano seja uma oportunidade de acolher cordialmente e com alegria a vida consagrada como um capital espiritual que contribua ao bem de todo o corpo de Cristo e não só das famílias religiosas”, escreve o Santo Padre.

Conclui, portanto, exortando os pastores das Igrejas particulares "a uma solicitude especial" na promoção dos diversos carismas, tanto aqueles históricos quanto os novos, “apoiando, animando, ajudando no discernimento, aproximando-os com ternura e amor às situações de sofrimento e de debilidade nas quais possam encontrar-se alguns consagrados”. Tudo para que “a beleza e a santidade” da vida consagrada possam resplandecer em toda a Igreja. 
(28 de Novembro de 2014) © Innovative Media Inc.

Papa fala aos religiosos

"É melhor brigar do que falar por trás, diz o Papa aos religiosos

O Papa convida os participantes da assembleia da Conferência Italiana de Superiores Maiores a serem francos. Destaca também a importância da vida fraterna em uma sociedade individualista


Ao invés de falar por trás, é melhor que dois religiosos briguem. Com a sua habitual franqueza, o Papa Francisco falou, na manhã de hoje, aos participantes da assembleia da Conferência italiana de Superiores Maiores, concluída hoje em Tivoli.

O Santo Padre iniciou o seu discurso ressaltando o importante papel que desempenham os religiosos para fazer "atratividade" a Igreja. "Ante o testemunho de um irmão e de uma irmã que vive verdadeiramente a vida religiosa, as pessoas se perguntam 'o que é isso?’, ‘O que leva essa pessoa além do horizonte mundano?’”, disse o Papa.

Essas perguntas das pessoas nascem da percepção de radicalidade que caracteriza o religioso, mas que – destacou o Pontífice – “é exigida de cada cristão”. No entanto, os religiosos devem fazer desta "radicalidade" um "testemunho profético", que "coincide com a santidade". O Santo Padre explicou, portanto, que "a verdadeira profecia nunca é ideológica, não está de 'moda', mas é sempre um sinal de contradição, segundo o Evangelho, assim como era Jesus”, porque desorientou “as autoridades religiosas do seu tempo".

Jesus Cristo que, acrescentou o Papa sobre a missão dos religiosos, deve estar sempre no centro. "Todo carisma para viver e ser frutífero é chamado a descentralizar-se, para que no centro esteja apenas Jesus Cristo", disse. Usando uma alegoria eficaz, Francisco acrescentou: "O carisma não deve ser armazenado como uma garrafa de água destilada, deve ser frutificado com coragem, comparando-o com a realidade presente, com as culturas, com a história, como nos ensinam os grandes missionários das nossas instituições”.

Esta simbiose com a realidade é sublimada pelo sinal de uma "vida fraterna", à qual são chamados os religiosos. Daqui pra frente, improvisando, a passagem mais evocativa do discurso do Papa, que perguntou: "Mas por favor, que não exista entre vocês o terrorismo das fofocas, hein! Joguem isso fora! Que haja fraternidade! E se você tem algo contra o seu irmão, diga-o na cara... Algumas vezes vai acabar em socos, não é um problema: é melhor isso do que o terrorismo das fofocas”.

É fundamental a mensagem que a vida consagrada pode oferecer à sociedade, porque “hoje a cultura dominante é individualista, centrada nos direitos individuais". Trata-se de “uma cultura que corroi a sociedade a partir da sua célula primária que é a família”. É por isso que “a vida consagrada pode ajudar a Igreja e toda a sociedade dando testemunho de fraternidade, que é possível viver juntos como irmãos na diversidade”.

Tal convivência entre pessoas “diferentes e caráter, idade, formação, sensibilidade” nem sempre dá certo, “mas – acrescentou o Papa – dá pra reconhecer que se errou, se pede perdão e se oferece o perdão”. Perdão que “faz bem para a Igreja: faz circular no corpo da Igreja a linfa da fraternidade. E faz bem também para toda a sociedade”.

Para alimentar esta fraternidade, o Papa faz, então, o apelo: “A cada dia temos que colocar-nos nesta relação, e o podemos fazer com a oração, com a Eucaristia, com a adoração, com o Terço – explicou -. Assim, nós renovamos a cada dia o nosso ‘estar’ com Cristo e em Cristo, e assim nos colocamos nessa relação autêntica com o Pai que está nos céus e com a Mãe Igreja, a nossa Santa Mãe Igreja Hierárquica, e a Mãe Maria”. O Papa Francisco concluiu assim: “Se a nossa vida se coloca sempre novamente nestas relações fundamentais, então, estamos prontos para realizar também uma fraternidade autêntica, uma fraternidade testemunhal, que atrai”.

(07 de Novembro de 2014) © Innovative Media Inc.
Fonte:http://www.zenit.org/pt/articles/e-melhor-brigar-do-que-falar-por-tras-diz-o-papa-aos-religiosos

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ano da Vida Religiosa Consagrada

VIDA CONSAGRADA NA IGREJA HOJE – EVANGELHO-PROFECIA-ESPERANÇA

Ano da Igreja

1. Ações em nível internacional

a) 29 de Novembro de 2014 – Vigília de Oração em preparação – Basílica Papal de Santa Maria Maior - Roma

b) 30 de Novembro de 2014 – Abertura Oficial na Basílica de S.Pedro – Roma;

c) 22 - 24 de Janeiro de 2015 – Congresso Ecumênico para Consagrados(as) de outras Igrejas;

d) 08 - 11 de abril de 2015 – Congresso para Formadores(as), para aprofundar os critérios que provém de uma espiritualidade de comunhão;

e) 23 - 26 de setembro de 2015 - Congresso para Jovens Consagrados(as) da Vida Consagrada – até 10 anos;

h) 27/01 – 31/01/2016 - VIDA CONSAGRADA EM COMUNHÃO (Simpósios) - O fundamento comum na diversidade: 27 a 30: Simpósio Institutos de Vida Consagrada e Soc. de Vida Apostólica; 27 a 30: Novos Institutos e Novas Formas de VC; 28 a 31: Vida Monástica; 29 a 31: Institutos Seculares; 29 a 31: “Ordo Virginum”;

i) 30 de Janeiro de 2016 – Vigília de Ação de Graças – Basilica S.Pedro – Roma;

j) 01 de fevereiro de 2016 – Audiência da Vida Consagrada com o Papa Francisco;

k) 02 de fevereiro 2016 - Encerramento oficial do Ano da Vida Consagrada – Roma;

l) Publicação de materiais e documentos. 



2. Ações em Nível Latino Americano – CLAR

a) 16 – 17 de junho de 2015 - III Congresso Latino Americano das Novas Gerações – Bogotá – Colômbia;

b) 18 – 21 de junho de 2015: Congresso: 50º Perfecta Caritatis e o Ano da Vida Consagrada - Bogotá – Colômbia; 



3. Ações em Nivel Nacional - CRB 

a) 30 de Novembro – Abertura Oficial - Santuário Dom Bosco – 18 horas – Brasilia – DF;

b) 30 de Novembro – Abertura Oficial - Santuário de Aparecida – 18 horas – Transmitida pela TV Aparecida;

c) 07 – 10 abril de 2015 - Grande Seminário Nacional para a Vida Consagrada – APARECIDA – SP;

d) 22 a 26/10/15 - Encontro Nacional para Formadores - Fortaleza/CE;

e) 16 de agosto de 2015 - Celebração do “Dia do(a) Consagrado(a)” – 3° Domingo de Agosto em todas as Igrejas do Brasil – ( Ver os Folhetos dominicais: O Domingo, Deus Conosco, etc....); 

f) Mensagem (cartão) para o Dia do(a) Consagrada;

g) Carta convidando os(as) Religiosos(as) de todo o Brasil para o Ano da Vida Consagrada – Novembro 

h) Publicações Mensais na Revista Convergência – Página da Vida Consagrada – Sobre o Documento “Perfecta Caritatis” e outros;

i) Divulgar e refletir os textos que o Vaticano publicará durante este ano celebrativo;

j) Lançamento de “Concurso para o Hino da CRB” para o Ano da Vida Consagrada – Lançamento em Novembro/14

k) Nas correspondências da CRB Nacional haverá destaque sobre o Ano da Vida Consagrada;

l) Participar Encontros Internacionais em Roma – Enviar alguém pela CRB Nacional;

m) 02 de fevereiro de 2016 – Encerramento do Ano da Vida Consagrada – Ver Local e horário; (Possívelmente em Aparecida, uma grande celebração da Vida Consagrada, em horário transmitido em Rede: Aparecida, Canção Nova e Seculo XXI).

n) Constituir uma Equipe para impulsionar o ANO DA VIDA CONSAGRADA – (AEN (Assessoria Executiva Nacional da CRB +)


4. Ações em Nível Regional – CRB 

a) 30 de Novembro – Abertura Oficial – Incentivar, em cada Regional, a abertura nas Capitais – enfim nas Igrejas Arqui(Diocesanas e Paroquiais. “É um ano da Igreja” como tem insistido o Papa Francisco OBS. Cada Regional/Arqui(Diocese), etc., poderá prever a data de abertura, independente da data de Roma e da Nacional; 

b) Organizar os Encontros Formativos do Segundo Semestre, dentro da Temática do Seminário da Vida Consagrada – Abril de 2015 ou do Congresso da CLAR: 50º Perfectae Caritatis e o Ano da Vida Consagrada - Junho de 2015; 

c) Fazer destaques e Celebrações especiais nos Eventos todos da Regional – Formação Inicial e Permanente, etc. 

d) Celebrar o “Dia do(a) Consagrado(a) no 3° Domingo de agosto(16) em todos os Núcleos; Celebrar a Vida Religiosa, particularmente nas Paróquias onde estão Religiosas(os). 

Fonte:CRB

domingo, 2 de novembro de 2014

Quaresma do Advento

Para celebrar o mistério da encarnação do filho de Deus S. Francisco de Assis fazia esta quaresma, que ia da Festa de todos os Santos até a vigília do Natal. Ele se retirava para a solidão, rezava, meditava, jejuava com a finalidade de “submeter o corpo ao Espírito” (Espelho da Perfeição 62). O Tema central de sua meditação, nesta quaresma, era a humildade do Filho de Deus que quis assumir a forma de servo e nascer em condições de extrema pobreza e mortificação. Foi nesta quaresma que, no ano de 1223, aconteceu o presépio de Gréccio (1Cel 84). Os Frades desde esta data, são chamados a mergulharem nesta quaresma para preparar o coração par a vinda do Senhor.
"Pois o bem-aventurado Francisco tinha mais reverência pelo Natal do Senhor que por nenhuma outra solenidade do Senhor, porque, embora nas outras solenidades o Senhor tenha operado a nossa salvação, entretanto,no dia em que ele nasceu para nós - como dizia o bem-aventurado Francisco - que tivemos a certeza de que íamos ser salvos. Por isso queria que nesse dia todo cristão exultasse no Senhor e por seu amor, pois se entregou por nós, e todas as pessoas fossem generosas com alegria não só com os pobres mas também com os animais e as aves. Sobre a cotovia, o bem-aventurado Francisco dizia: “A irmã cotovia tem um capuz como os religiosos, e é uma ave humilde, que faz de boa vontade o seu caminho para encontrar alguma comida, e mesmo que a encontre no meio do esterco dos animais, tira-a e come. Voando louva o Senhor, como os bons religiosos desprezando as coisas da terra vivem sempre nos céus. Além disso, sua roupa, isto é, suas penas, parece terra, dando exemplo aos religiosos, que não devem usar roupas delicadas e coloridas, mas parecida com a terra, como se fosse morta”. Era por isso, porque o bem-aventurado Francisco considerava essas coisas nas irmãs cotovias, que as amava muito e gostava de vê-las." (Cas XIV)

sábado, 1 de novembro de 2014

Padre use o preto na missa de finados, mesmo na forma ordinária!

Roma, 13 de outubro de 2010.

Ao contrário do que muitos pensam, o preto não foi abolido, como cor litúrgica, de nossos paramentos para as Missas e Ofícios de defuntos. Ele apenas restou facultativo, ao lado do igualmente opcional roxo.
E não estou falando do rito antigo. É do rito novo mesmo, a forma ordinária, pós-conciliar. É o rito moderno que permite, na esteira do que sempre se usou, o preto.
Para a "reforma da reforma", nada melhor do que manter a tradição. O rito romano sempre utilizou o preto nas celebrações exequiais. Eis aí um modo prático de nos situarmos na hermenêutica da continuidade, de que o Papa Bento XVI, tem falado.
Embora, pelo Novus Ordo, o roxo seja lícito, o melhor é resgatar o preto, lícito, porém esquecido. Ele é bem mais significativo, deixando o roxo apenas para os tempos penitenciais. Usar o preto deixa bem clara a distinção entre a Quaresma e o dia de finados, por exemplo.
Além de ser esteticamente bem mais apropriado. A mensagem transmitida por um sacerdote com sua casula negra é impactante. Não é de símbolos que o homem moderno para a nova evangelização ser eficaz?
Vejam alguns modelos de casulas góticas e romanas na cor negra:














Abaixo, fotos de Missas com paramentos pretos



Fonte: http://soutotalmentecatolico.blogspot.com.br/p/liturgia.html

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Vestes Litúrgicas: Solidéo

Ainda é possível ver o início do atual movimento litúrgico. Apesar de sabermos e não duvidarmos que é comum uma crise – onde também está inserida a Liturgia – após um Concílio, é inegável que o pontificado de Bento XVI impulsionou as pessoas de boa vontade a redescobrir que a Liturgia não é nossa, mas de Deus, e por isso, possuindo regras próprias e justificadas, só nos cabe desapegarmos de nossos conceitos e nos deixarmos abrir à maravilha que a fidelidade litúrgica propicia.



E então, como dizíamos, ainda é recente o movimento litúrgico “beneditino”. Principalmente desde o fim de 2007, quando Mons. Guido Marini começou a chefiar o Escritório das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, reapareceram no vestuário eclesiástico e litúrgico barretes, tabarros, alvas e sobrepelizes com renda, casulas romanas, orientação “versus Deum” na Missa, altares com 6 (e 7, com o Bispo) castiçais etc. Claro que havia lugares, embora contados, que mantinham esses costumes mesmo durante os difíceis e preconceituosos anos pós-Vaticano II. Isto acontecia porque neles se percebia que o último Concílio não quis romper com a tradição de 19 séculos precedentes, quem fiz fazê-lo foram muitos que tiveram o poder para convencer e, de certo modo, conseguiram. Mas, passados alguns anos, a ignorância deu lugar à inteligência e tudo isto coincidiu – repetimos – com o zelo do pontificado de Bento XVI.


Contudo, há um problema: alguns passaram a se enganar que o renascimento litúrgico na Igreja deveria lançar mão a tudo que aparentasse um conservadorismo, mas, na verdade, acabou se tratando de uma confusão das coisas. Para ser mais claro: passaram a usar o que não deveria ou como não deveriam. E um exemplo disto é o solidéu dentro das celebrações litúrgicas, sobre o qual nos deteremos a seguir.


Dom Maximilian Heim, cisterciense, Abade de Santa Cruz (Heiligenkreuz, em alemão), Áustria
um prelado a quem desde o Código de Direito Canônico de 1917 permite o uso de solidéu, que é branco, cor de seu hábito monástico

A saber: o solidéu surge a partir do século X do costume de cobrir a cabeça e da diminuição das peças que serviram a isto: amito e o primitivo capuz do pluvial. Disto, nasceu o barrete. Mas, antes, o solidéu restou como o barrete primitivo, de desenho mole (Curso de Liturgia Romana, Dom António Coelho). Diz-se que seu nome é devido ao costume de só retirá-lo da cabeça “para Deus”, já que as rubricas dizem que os ministros devem estar descobertos na exposição do Santíssimo Sacramento, no início do prefácio do Cânon da Missa etc.
Talvez com o oportunista argumento “Ah, mas antigamente era assim”, popularizou-se o solidéu: seminaristas, frades e sacerdotes passaram a usá-lo nas celebrações. Todavia, nem mesmo no Código de Direito Canônico de 1917 é encontrada permissão para isto, antes, é proibida, salvo exceções de privilégio. Este Código, revogado na publicação do de 1983, era mais detalhado e não permitia restar muitas dúvidas, como o faz o atual e que, por isso, segundo canonistas, deverá ser reformulado em alguns trechos. E quem tinha privilégio? O Código delegou isto às normas particulares. Portanto, simples padre não poderia usar, nem diácono, nem muito menos seminarista.


Da esquerda para a direita: Abade, Bispo, Cardeal e Papa.
Os prelados a quem o Código de 1917, ordinariamente,
prevê o uso de solidéu nas celebrações litúrgicas, cuja cor segundo a sua dignidade

Outros podem dizer: “Mas, todos os judeus, ministros ou não, usavam-no”. Contudo, nós não somos judeus. E embora muito herdemos deles, o solidéu não corresponde em tudo ao kipah.


Salvam-se os hábitos religiosos que preveem o uso de solidéu próprio. Não obstante, uma coisa é seu uso no hábito religioso, outra coisa – e esta regida pelos livros litúrgicos – é um religioso usá-lo dentro das celebrações litúrgicas.

Por fim, o solidéu segue a cor do hábito religioso ou da veste talar: há religiosos de hábitos brancos, marrons e pretos, aos quais o solidéu acompanha em cor; sacerdotes [privilegiados] usam pretos; bispos, violáceos; cardeais, vermelhos; Papa, branco. Há solidéu preto com detalhes em cor seguindo a dignidade de quem o usa, por exemplo, preto com detalhes em linhas violáceas ou vermelhas, para monsenhores e bispos.














Fonte: http://diretodasacristia.com/home/heri-et-hodie/todos-podem-usar-solideu/

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Brasil: País do jeitinho e do jeitão

Por: Padre Zezinho, SCJ

Que o Brasil é país de conchavos e conluios não há quem não saiba. Nem mesmo a mais ingênua das comadres se deixa enganar com falas de políticos. Ultimamente também com as falas de pregadores da fé. Prometem mundo e fundos para se eleger ou pare encher seus templos. Depois é depois… Aí, se forem pegos em contradições ou desvios de conduta ou de verba, jogam a militância partidária ou religiosa contra quem ousou falar. Não vê quem não quer.

Todos os países passam por isso, mas alguns passam mais. O Brasil é o dos que mais passam. Grandes adversários de ontem que xingavam mães por conta de corrupções e posições totalmente antagônicas, agora sentam-se juntos e se canonizam e se defendem de unhas e dentes contra a corja que pretende tomar-lhes o poder…
No Brasil saber mentir compensa. Por saber mentir cresceram políticos, partidos, pregadores e igrejas. Quem ousa questionar partidos vitoriosos ou igrejas entulhadas de fiéis? Perde quem? O denunciado ou quem denuncia? Provas provam o quê, se depois tudo acaba em pizza?

Escândalo após escândalo, antes de depois do julgamento nada prospera porque alguém poderoso foi lá e interferiu. Poupam-se governadores, políticos influentes ou figuras que possam fornecer votos e perpetuar o poder. Vale o montante de votos que o suspeito pode carrear. A ética é sempre contornável. O poderoso sabe que se for denunciado bastará negar e jogar a culpa em quem denunciou, seja ele um jornalista, um juiz, um promotor, um caseiro ou um motorista. Meses ou anos depois ninguém mais ouvirá falar do caseiro ou do motorista e o acusado poderá ser visto sentado ereto e pomposo na cadeira da qual uma parte do povo queria expulsá-lo.

Dá-se um jeitão via conchavos e conluios. O jeitinho fica para casos menores e para o povo que sabe que dá para burlar a lei. É saber o jeitinho. Quando os preços são revistos no andamento das obras e pulam de 400 mil para 1 milhão; quando a licitação já traz embutido um aumento de 45%; quando 20 ou 40% vai para algum caixa dois e depois, por maiores que sejam as provas, fica o dito pelo não dito, estamos num país em crescimento, mas não em desenvolvimento. É país em excrescência, como diria Jean Baudrillard. De fora parece grande, mas por dentro é espaço apequenado.

O caciquismo e o partidarismo superam de longe o estadismo. Boa coisa não se prevê num país no qual a voz das ruas é mais permitida do que ouvida. Democracia é mais do que permitir que se fale; é ouvir o que o povo diz. E faz tempo que o povo não quer mais desvios de verba ou influência de apenas um partido. Já vimos este filme que vinha da direita; e não foi nada agradável. Que agora não venha da esquerda. É que os “ismos” de esquerda e de direita, todos eles, a longo prazo, sufocaram a cidadania. Madame Alternância sempre foi melhor que Madame “Daqui Não Saio”!

domingo, 12 de outubro de 2014

Sínodo: a esperança de uma abertura

Por: Maria Clara Bingemer
A primeira fase do Sínodo da família iniciou-se em Roma ao mesmo tempo em que o Brasil fervilhava com o primeiro turno das eleições. O clima tenso e agressivo não permitia pensar em nada mais. Agora, uma vez apuradas as urnas e enquanto se respira para começar a peleja do segundo turno – que promete ser pior do que o primeiro – há tempo para voltar os olhos para o Vaticano, onde se realiza tão importante reunião.

A família é há muito tempo uma pedra no sapato da Igreja. Embora seja a célula mater da evangelização, a pastoral familiar encontra-se há anos, sobretudo, eu diria, desde os anos 60, lutando com obstáculos e impedimentos que dificultam à Igreja um diálogo franco e aberto com os fiéis sobre as questões da vida familiar.

Entre as mais polemicas está certamente a da volta à vida sacramental dos casais em segunda união. A norma da indissolubilidade do matrimônio tira do horizonte dos fiéis a possibilidade de um novo casamento se o primeiro fracassa. E o fato é que desde que a libertação sexual explodiu como uma bomba atômica nos anos 1960, muitos casais católicos optaram por separar-se de seus cônjuges e ingressar em uma segunda união. Mais: muitas vezes esta segunda união tem muito mais evidentes características do que deveria ser um matrimônio cristão que a primeira: amor, desprendimento, desvelo pelo outro, etc.

Mais evidente ainda fica essa questão se se considerarem as realidades cruéis e desumanas que tantas vezes a relação conjugal fracassada traz para a vida das pessoas e sobretudo dos filhos, se os há. No entanto, a moral católica tem sempre afirmado, insistentemente, a excomunhão dos recasados, proibidos de participar efetivamente do sacramento da Eucaristia. Essa atitude um tanto inflexível – que como tal tem sido denunciada inclusive por autoridades da estatura do Cardeal alemão Walter Kasper – leva o novo casal a ver-se declarado em pecado e, pior do que isso, sem perdão. Ou seja, em uma situação pior do que um assassinato, já que neste caso, se o assassino se arrepende, é perdoado e pode aproximar-se novamente da comunhão eucarística.

No Brasil, a situação do matrimônio é bem grave. O Censo do IBGE de 2010 mostra que as uniões consensuais – ou seja, não sacramentais nem legais civilmente – são da ordem de 36,4%, ou seja, mais de 1/3 do universo de casais. E todos esses casais – de acordo com as respostas – desejam participar da Eucaristia, receber a absolvição e a comunhão.

Não admira que a expectativa em relação ao Sínodo e suas conclusões seja enorme. Está em questão uma nova maneira de conceber a pastoral familiar, o trato e a relação da Igreja com as famílias católicas. Mas, pode-se esperar que seja efetivada alguma mudança real quanto a este ponto? Uma tradição tão arraigada na vida eclesial pode realmente mudar?

Pessoalmente, creio que há razão para ter esperanças. O Papa Francisco, ao abrir o Sínodo, deixou claro o que esperava dos seus membros: sinceridade para falar, respeito, humildade para escutar. E uma atitude pastoral que seja realmente dedicada e misericordiosa para com os fiéis.

Um grande bispo teólogo, Monsenhor Bruno Forte, afirmou, em entrevista, que os aspectos doutrinais não podem ser minimizados, mas que a doutrina não tem valor abstrato em si mesma nem pode ser uma arma pesada. Pelo contrário, pode e deve ser sempre uma mensagem de salvação. Pois seu centro é o amor de Deus, a misericórdia. Isso é a fé da Igreja e esta, sim, é imutável. Uma fé que deve expressar-se olhando a realidade das pessoas concretas, reais, não como juízo inclemente, mas como amor e misericórdia em ato.

Tomara que o sentir de Monsenhor Bruno Forte seja certeiro e corresponda realmente às conclusões e resultados deste Sínodo, que apenas começa e ainda tem outra etapa para o ano que vem. Certamente será de extrema importância para que os casais em segunda união e as famílias que formaram se sintam acolhidas, acompanhadas e bem-vindas, e não rejeitadas e marginalizadas como se fossem criminosas.

Para que isso aconteça, confiemos no Espírito Santo, que nunca abandona a Igreja e está certamente presidindo os trabalhos deste sínodo. Amém.

Maria Clara Bingemer convida para o lançamento de mais um livro seu – FINITUDE E MISTÉRIO – MÍSTICA E LITERATURA MODERNA – este em coautoria (Editoras Mauad e PUC-Rio). Será no próximo dia 9 de outubro, a partir de 19 horas, na Blooks Livraria (Praia de Botafogo, 316) Rio de Janeiro.

sábado, 11 de outubro de 2014

Rumo a glória dos altares.

Agora algumas semanas nos separam da cerimônia de beatificação do padre Francis Zirano. A celebração solene será aberta domingo, 12 de outubro às 10:30 e será presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. 

A secretaria inclui a chegada de milhares de peregrinos de toda a ilha. Para manipular o evento em detalhes os organizadores liderados pelo arcebispo de Sassari, Paul Atzei, está trabalhando a toda velocidade, em sinergia com a Província religiosa e da Ordem dos Frades Menores Conventuais. As várias comissões estão trabalhando nestes dias a definição dos diferentes aspectos do evento: desde a logística à cultura, da comunicação à liturgia.

O primeiro Mártir da Sardenha em época moderna.

Padre Marco Tasca, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais dedicou sua circular de 17 de Setembro, escrita por ocasião da festa dos Estigmas de São Francisco, para submeter-se a toda a figura de Frei Francisco Zirano algumas semanas após a cerimônia beatificação.

"Com alegria e gratidão all'Altissimu, onipotente, bom Senhor e à Igreja da Santa Mãe, eu apelo a todos para celebrar o evento que em breve será estrelado por nosso convento família: em 12 de outubro, de fato, o cardeal Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, em nome do Papa Francisco, foram incluídos na lista dos bem-aventurados nosso irmão Francis Zirano, na província da Sardenha, que foi morto em odium fidei, na cidade de Argel de volta em 25 de janeiro de 1603 O Mundo Católica - escreveu o ministro - em breve aprender a conhecer e a amar Francisco Zirano, Frade Menor Conventual de Sassari, que com a idade de 39 anos " lavaram as suas vestes no sangue do Cordeiro "(Ap 7:14). Este é o primeiro mártir da Sardenha moderno a ser levantada pela igreja para a glória dos altares, em uma época como a nossa, onde o martírio de volta dramaticamente cristãos tópicos e muitos estão no comando, com os maiores sacrifícios que eles pertencem a Cristo. Dê a sua vida por não negar a fé, nos lembra Lumen gentium, é "o maior testemunho de amor a todos os homens e, especialmente, para os perseguidores" e assimila o discípulo a dominar ", que aceitou de bom grado a morte para a salvação do mundo" ( n. 42). E o martírio, um dom concedido a poucos ( paucis datur ), é estimado na Igreja "como um eminente dom e prova suprema do amor."
"Resumir a vida agitada de entre Zirano é uma tarefa difícil nestas poucas linhas - disse o padre Marco Tasca - Eu só lembro do que tem sido a força motriz de sua vida, a paixão dominante que levou ao desfecho fatal, isto é, o trabalho realizada de forma incansável para resgatar os escravos capturados por corsários muçulmanos ou, pelo menos, ajudá-los a evitar que, para as situações desesperadas de, sconfessassero da fé cristã. Uma vocação que está definitivamente fortalecida após seu primo Francesco Serra, monge mosteiro como ele caiu nas mãos dos piratas argelinos. Foi esse desejo de liberdade e libertação para levá-lo a Argel, em terras muçulmanas, e para alcançar o martírio de sangue. Francesco Zirano move na esteira do Capítulo XVI da Primeira Regra indica que os frades que sentem a missão especial de ser " inter-saracenos "qual é a atitude com a qual oferecemos belo testemunho do Evangelho:" Não se envolva em discussões ou disputas, mas estão sujeitos a toda criatura humana por amor de Deus e reconhecer que eles são cristãos. " Não seja, portanto; discursos e sermões, não muito menos, mas oferecer uma presença em toda discrição e acima de tudo com o coração e fraternizzante pacífica ".
"Francesco Zirano - continua a carta - morrer como Cristo, confiando totalmente nas mãos de Deus, e mantém em olate que a caridade que impede qualquer animosidade para com aqueles que o tormento de seu corpo. Assim como sua fé permanece firme em face da demanda por negá-lo: "Eu sou um cristão e religioso san RANCESCO do meu pai e, como tal, eu quero morrer. E peço a Deus que ilumine você, porque você tem que saber. " Repete a expressão leve e orgulhoso ao mesmo tempo, a "soma Christianus", presente em quase todos Acta martyrum; expressão com a qual os mártires dos primeiros séculos rispondevana os procuradores romanos que os lisonjeado, convidando-os a renunciar à sua fé. Igualmente clara e vibrante é a referência ao "meu pai São Francisco", diz ele pertença enraizado e amorosa da Ordem. Não falta, por fim, o desejo - quase fez oração - que os perseguidores se arrepender e eles podem ver e acolher em suas vidas à luz da fé através de um encontro com Cristo. O martírio de nosso irmão Zirano encarna a caridade para com o mais alto grau e fala de um novo humanismo, assim como o que assistimos no meio do século XX por São Maximiliano Kolbe, também Frades Menores Conventuais: a desumanização sistemática e brutal do regime nazista ele respondeu com o dom total de si mesmo, encarnado por suas famosas palavras: "O ódio não faz nada, só o amor cria."
Fonte:http://www.beatofrancescozirano.it/wp/primo-martire-sardo-dell-epoca-moderna/

Ícone Oficial do Beato Francisco Zirano, OFMConv.

A pintura retrata o beato Francisco Zirano em primeiro plano, entre a igreja de Santa Maria di Betlem Sassari, onde viveu e trabalhou por 23 anos, ea porta Babason em Argel, em 1603, em que consumou seu holocausto.

O rosto sereno expressa claramente a força espiritual de Francesco Zirano: a força dos que não têm medo de dar a vida por seus irmãos. Ao seu lado, quase estranho, ele aparece com correntes quebradas, simbolizando a liberdade dos escravos cristãos para os quais ele trabalhou até o sacrifício extremo.

A obra, criada pelo artista Ferruccio Ambrosini em 1988, com a técnica de óleo sobre tela, já está armazenado em Oristano na Cúria Provincial dos Frades Menores Conventuais.
FONTE: http://www.beatofrancescozirano.it/wp/licona-ufficiale/

domingo, 5 de outubro de 2014

Qual a diferença entre o padre diocesano e o padre religioso?

Muita gente pergunta e muita gente não sabe responder: qual a diferença entre o padre diocesano e o padre
 
religioso? Antigamente usávamos a indicação de “padre secular” e “padre regular”, indicando a mesma diferença específica. Esta diferença não é formal, substantiva ou meramente de ordem jurídica ou prática, mas de ordem teológica e histórica. O padre dito “diocesano” possui a vocação e a missão próprias de representar Cristo cabeça e Pastor da Igreja diante de uma comunidade paroquial ou função dada pelo Ordinário local (quase sempre o Bispo). Foi esse o chamamento de Cristo: evangelizar, pregar, curar, exortar, ensinar e estar à frente das ovelhas.

  Ligado a uma diocese (incardinado), o presbítero diocesano cumpre seu dever de pastor intimamente ligado ao seu Bispo, à serviço do território diocesano (incardinado e residente) ou fora dele, segundo as prescrições e mandatos do Ordinário local (incardinado e não residente). Este padre cumpre sua vocação servindo às necessidades da diocese. Possui uma espiritualidade singular: a de ser Cristo Sacerdote e Pastor em qualquer realidade a que seja enviado ou investido. Tal espiritualidade não exclui outras possíveis, que o sacerdote abraça segundo sua consciência e gosto pessoal.

  O padre dito “religioso” é verdadeiro sacerdote, porém antes de ser representante de Cristo diante da comunidade, é chamado - em razão de sua vocação primeira que é a vida consagrada - a representar uma comunidade específica, que pode ser uma “Congregação” ou uma “Ordem”. Nestas instituições, o consagrado faz primeiro sua “Consagração”, através de votos solenes, assumidos de forma pública ou privada. Normalmente, esses votos são em número de três: pobreza, castidade e obediência, podendo variar de um Instituto para outro. O presbítero religioso é vocacionado acima de tudo a um autêntico ministério profético, que se chama “carisma”, e que é próprio em cada Instituto de Vida Consagrada. Cada Congregação ou Ordem religiosas possuem um carisma que é desenvolvido tanto internamente, entre os Irmãos, quanto externamente, junto do povo.
  O padre religioso é incardinado em seu Instituto e deve obediência primeira ao seu Superior próprio Geral e também aos superiores imediatos. Enquanto estão inseridos na realidade de uma paróquia e de uma diocese, devem também obediência ao Bispo diocesano, em especial ao que tange aos assuntos pastorais e financeiros do lugar onde trabalham. Estes padres são estão ligados a um território ou função – como os diocesanos – mas à sua missão à qual é delegada pelo Superior de cada Comunidade religiosa. Assim, este padre tanto pode trabalhar na arquidiocese de Niterói quanto do Rio; ir para o Nordeste ou para sul e, até mesmo, para fora do Brasil.

  Não se entra na vida consagrada religiosa para a realização da vocação presbiteral. Quem quer ser padre, deveria procurar a diocese. Entra-se numa Congregação ou Ordem para ser um “religioso”, alguém que se identifica com aquele carisma próprio do Instituto e que deseja consagrar-se segundo os votos de pobreza, castidade e obediência. Portanto o padre religioso tem uma vocação própria, uma índole própria que não pode, de forma alguma, ser confundida com a do padre diocesano.

  Concluo, lembrando que antigamente usava-se a nomeação de “secular” para os padres diocesanos e “regular”, para os religiosos. Essa razão baseia-se no fato de que os padres diocesanos estariam missionando mais no “século” (mundo) e vivendo nele mais que os religiosos. Estes, através normalmente de uma “Regra” (“regula”, em latim), que seriam determinações precisas para a vida cotidiana, estariam agrupados em conventos ou mosteiros. Até fariam missão fora, mas deveriam viver em associação em casas comuns. Até hoje é assim: o padre diocesano reside na paróquia em que trabalha ou noutro lugar segundo as recomendações de seu Bispo e pode estar sozinho. Já os religiosos habitam em conventos, em mosteiros ou em paróquias, mas com a obrigação da vida comum e fraterna com outros membros do Instituto religioso.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Nono dia da novena em honra ao Seráfico Pai São Francisco de Assis.

Benção de São Francisco

O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor te mostre seu rosto e tenha misericórdia de ti.
Volte o Senhor o Vosso rosto até vós e te conceda a paz.
O Senhor abençoe este seu servo.

Oração para todos os dias

Bem-aventurado pai São Francisco, dirigi compassivo olhar desde o excelso trono de vossa Glória e rogai por vosso povo;
Por este povo que haveis escolhido para que em todo tempo sirva diante de Vos no ministério do Senhor. Assim seja.


Nono Dia

Poderosíssimo pai São Francisco, auxílio dos que Vos invocam, que por querer de Deus livrais do Purgatório as almas de vossos filhos e consegue sua entrada no paraíso, fazei me verdadeiro filho vosso, para que mereça sempre vossa valiosíssima proteção.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.


Oração Final:

Aperfeiçoai, pai Seráfico, a vinha que vossas mãos tem plantado e escutai as súplicas de vossos filhos.
Pai meu São Francisco, rogai e abençoai a vossos filhos e devotos. Amém.
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