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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Porta Fidei - Ano da Fé 2012 – 2013 (1a parte)

                
O documento nos mostra que as portas da fé estão sempre abertas para nós; é possível atravessar esta soleira, na medida em que a palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça, que transforma. A começar pelo Batismo.
Sua Santidade lembra a necessidade de redescobrir o caminho da fé, para assim fazer brilhar, com evidência, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Jesus, saindo dos lugares áridos, para lugares onde floresce a vida, na amizade com o Filho de Deus (Mt 5, 13-16).
É preciso readiquirir o gosto pela palavra de Deus e assim alcançarmos a salvação definitiva (Jo 6, 29). O ano a fé, é um evento muito importante; ano este em que estamos festejando o no cinqüentenário do Vaticano II, os 20 anos do catecismo da Igreja Católica e não menos importante a convocação de um Sínodo sob o tema: “A nova evangelização para a transmissão da fé Cristã.” Tudo isso, com o intuito providencial de despertar nos Batizados, o Fascínio pela Fé.
Essas propostas são para todos os Batizados, um convite a dar ao mundo aquilo que ele tanto necessita: o testemunho de vida, no mundo, pois a Igreja caminha em meio a perseguições, mas sempre consolada por Deus.
O convite é dado pra aqueles que querem se comprometer com uma autêntica e renovada conversão, pois no mistério de sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o amor que salva, portanto uma fé que atua pelo amor (Gl 5, 6); sendo um novo critério, de entendimento e de ação que muda todo o homem.
“O amor de Cristo nos impele” (2Cor 5, 14). Partindo desta força vital, Cristo convoca a sua Igreja a um empenho eclesial mais convicto, para uma nova evangelização e descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo (en + theós) de comunicar a fé. Mas ela só cresce na medida em que essa mesma fé é expressão de um amor recebido, e é comunicado como experiência a graça e da alegria.
A fé neste amor, nos tornar fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite um testemunho que gera, na medida em que se abandona nas mãos desse amor, que é experimentado progressivamente, por que tem a sua origem em Deus.
Sua Santidade nos convida a confessar a nossa fé com uma renovada convicção cheia de confiança e esperança, que tem a sua fonte particularmente na Eucaristia, que é a meta e a fonte, donde a Igreja promana, abundantes graças, para assim os crentes encontrem Sentido e cresça no testemunho de vida. Disso também decorre o dever dos Batizados, aprofundar-se na sua fé, no descortinar os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada; como também uma profunda reflexão sobre os atos da vida.
Percurso da fé
“Acredita-se como o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé...” (Rm 10,10); isto é, só quando o coração, autêntico sacrário da pessoa, é aberto pela graça, se pode entender os conteúdos como anunciados por Deus. O professar com a boca implica testemunho e compromisso público, já que o crer não é algo privado e sim público.

A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com ele (aparecida 131). A fé como um ato de liberdade implica assumir responsabilidade social daquilo que se acredita. Pois a Igreja é o 1º sujeito da fé, fé esta confessada pelos Bispos em Concílio e de modo mais geral na assembléia litúrgica dos crentes. Essa mesma Igreja, nossa mãe, e que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “eu ceio”, individualmente, “nós cremos”, Juntos com a fé da mesma.

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