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domingo, 17 de novembro de 2013

Os que desconhecem o dom da fé. (2a parte)

            O romano pontífice reconhece que aqueles que não reconhecem em si a fé cristã, mas que vivem numa busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca de sua existência e do mundo são levados ao encontro do mistério. Essa busca” é um verdadeiro preâmbulo da fé, pois na razão do homem, está inscrito a exigência daquilo que vale e permanece sempre. Essa “lei natural” incutida no coração do homem é na verdade um perene e indelével convite para que volte para Ele.
O ano da fé deve incentivar uma redescoberta dos conteúdos fundamentais da nossa dourina; o Catecismo da Igreja Católica (CEC), por exemplo, é um dos frutos mais importantes do Vat. II, nele temos a doutrina da Igreja que foi “decodificada” durante dois mil anos de história. Nele, encontramos não teorias, mas fruto do encontro com uma pessoa, Jesus Cristo, que vive na Igreja.
            Na sua organização temos após os artigos da profissão de fé, a vida sacramental; isso para mostrar que sem a Liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o testemunho cristão (11). Da mesma forma a vida moral, só se tem todo o seu sentido, se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração.
            Sua santidade, afirma que neste ano somos chamados a manter os olhos fixos em Jesus, “autor e consumador a fé” (Heb 12, 12), pois todas as angústias e alegrias da humanidade, só encontram plena realização no Mistério da Encarnação, onde Deus se fez homem, e partilhou conosco as fragilidades humanas. O Amor foi o grande motivo para tamanha prova de gratuidade (Fl2, 6-12), por que Deus é Amor.
O dom da fé é possível a qualquer pessoa, basta abrir-se ao amor, que se encarnou, para assim se deixar interpelar por ele. Grandes personagens podem nos ajudar: Maria Santíssima fez grandes coisas, por que acreditou (anjo, sua prima, o Egito, o Gólgota, a ressurreição, pentecostes). Os Apóstolos que pela fé deixaram tudo e seguiram o seu mestre (Mt 10, 28), para ter uma vida de comunhão com ele, para assim chegar ao anúncio do “Kerígma” (Mc 16, 15).
Por essa mesma forma a Igreja com comunidade cresceu, como também deu forças a muitos que derramaram o seu sangue e testemunho a Cristo, os mártires. Pela fé homens e mulheres deixaram a sua vida para se consagrarem numa vida e pobreza, obediência e castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor; como também homens e mulheres confessaram a Beleza de seguir Jesus, no seculum, nos lugares onde estavam (Família, profissão, vida pública...).
A Caridade é o elemento importante, para a veracidade da fé professada, caso contrário essa mesma fé estaria a mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente,  a ponto de uma consentir a outra, realizar o seu caminho. Pela fé somos capazes de ver o rosto de Cristo naqueles que pedem o nosso amor (Mt 25, 40), para devolver-nos aquele amor gratuito, no qual, o Senhor cuida de nós.
São Paulo nos diz “procure a fé” (2Tm 2,22) “com a mesma constância de quando era novo” (2Tm 3,15), porque ela é companheira da vida, onde aprendemos a ter um olhar sempre novo, tudo é visto sob a ótica de Deus; olhando a história como uma constante presença do Ressuscitado.
Que o ano da fé possa levar os nossos corações a uma maior intimidada com Jesus Cristo. Maria é “feliz porque acreditou” (Lc 1,45). Esse é um tempo de Graça.
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Que  São Miguel Arcanjo, nos ajude a ser fiel no combate da fé.


+ São Miguel arcanjo, defenda-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordena-lhe Deus, insistentemente o pedimos, e vos, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

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