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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A práxis da fé (6a parte)


Como entender a fé, encarnada na comunidade? Pois vimos que fé é também se responsabiliza pela comunidade, cuidar dos que querem vir e experimentá-la, já sou parte dela. Sou chamado a me comprometer com a assembléia dos Batizados, neste sentido, ninguém pode ficar de fora.
O catecismo da Igreja católica nos apresenta pistas para uma fé mais sólida, onde ela deve ser Professada, celebrada, vivida e rezada.
Professada, nos conteúdos doutrinários que nos são apresentados, parte essa, que a Santa Mãe igreja, já nos deu. Agora vem o nosso dever, como cristãos, de responder aos apelos de nossa fé.
A nossa postura deve ser de pessoas maduras na fé, que nem sempre acompanha a idade natural, ela não é uma fé individualista, pelo contrário ela é celebrada, vivida e rezada.
Os sete sacramentos são as fontes donde promana as benção de Deus em nossa vida. Por isso a nossa postura deve zelo, “o zelo por tua casa me consome”; guardar com cuidado, é um tesouro dado, para que tenhamos vida.

Sacramento da iniciação cristã:

O Batismo como porta para entrar no caminho a fé; fé esta, professada pela Igreja, nos Bispos reunidos solenemente em concílio.
A Confirmação, adesão consciente, do meu batismo, e minha respossabilidade junto a comunidade de fé.
A Eucaristia, fonte e ápice da vida eclesial, onde todos os outros sacramentos convergem; nela está todo o bem espiritual da Igreja, Cristo nossa páscoa. (CEC 1324).
Esses três sacramentos são a base da vocação comum. 

Sacramentos da cura:

A Penitência ou reconciliação realiza sacramentalmente o convite de Jesus a conversão, esta ligado de maneira direta ao batismo, pois no batismo nos vestimos de cristo, mas pecamos, e aqui temos a oportunidade de voltar a casa do Pai, nos reconciliar.
Com a Unção dos enfermos o doente é entregue aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que seja aliviado dos seus sofrimentos e ao mesmo tempo em que livremente se associem a paixão e morte de Cristo para o bem do povo de Deus.
Esses dois sacramentos dão continuidade a obra salvífica de Cristo de Curar e salvar; pois ele é o médico dos corpos e das almas, o mesmo que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde o corpo. (CEC 1421; cf. Mc 2, 1-12)

Sacramentos do serviço

Ordem É o sacramento do ministério apostólico, na missão confiada aos

apóstolos, de anunciar o evangelho a todas as criaturas.
Matrimônio, E a aliança no qual o Homem e a Mulher, constituem entre si uma comunhão por toda vida, sendo o próprio Deus o autor do matrimônio (CEC 1603; GS 48); e entre os batizados, Cristo eleva a dignidade de Sacramento (cân 1055, 1; cf. Mt 19, 3-9).
Esses dois sacramentos são destinados a salvação de outrem, como também a salvação pessoal, pelo fato de ser um serviço (cf. CEC 1534).
Diante disso podemos nos perguntar:
O que estou fazendo para levar aos irmãos de comunidade esse tesouro tão valioso? E a vida pastoral de minha comunidade, que contributo responsável estou dando? Ou não quero me responsabilizar, fugindo para não se confrontar?
A Igreja fez e faz a parte dela que é dar aquilo que por direito é nosso, a fé; agora vem o nosso dever em expressar na comunidade paroquial, aquilo que se acredita. O que de bom recebemos devemos dar e comunicar par quem não sabe ou conhece.
A Igreja necessita de Batizados que se comprometam com a fé, expressa na doação do tempo e do coração para o reino de Deus, sempre levando como pressuposto a Pessoa de Jesus Cristo, que nos move e inspira.
Temos um dia de 24 horas e um ano de 365 dias, Deus sabe de tudo isso, e mesmo assim só pede algumas horas e alguns dias, e o mínimo que se pode fazer é está prontamente ao seu serviço.
No empenho de procurar se aprofundar, numa celebração eucarística bem preparada, entendendo que ela é o ápice de nossa Fé, e, é dela que retiro força para caminhar. Por isso, o divino respeito pela santa missa, no silêncio, que começa com fechar a boca e depois ir calando o espírito pra esta receptível a graça que esta passando. 
Todos podem aprender, sem restrições, basta querer aprender, e os que são iniciados ter a disposição e a caridade de ensinar.
            Caminhando assim, a vida pastoral, deixa de ter a cara de prestação de serviço, ela implica cuidado para não se colocar numa configuração de vitrine. Pelo contrário, a fé no âmbito eclesial, é na verdade a capacidade de adquirir a coragem de reinventar a vida, por meio da fé em cristo, expressa na minha comunidade, lutando e caminhando juntos.
Fica a pergunta: estamos dispostos a nos gastar pelo reino? Somos capazes de nos lançar?
Só depois de respondidas essas perguntas, descobriremos que a “fé é a descoberta de um tu que me carrega e me transmite a promessa de um amor indestrutível dentro de toda insatisfação e da derradeira incapacidade do humano encontro, um “tu” que não só aspira à eternidade, mas que a concede (Bento XVI).
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(...) tendo aprendido a medir o mundo, esqueceram a arte de medir-se a si mesmos.”  
(São Boaventura de Bagnoreggio)


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