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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A fé de São Francisco de Assis. (3a parte)

A fé para o Seráfico Pai São Francisco de Assis, é aquilo que revela o verdadeiro sentido de suas atitudes, é a força que dinamiza toda a sua vida, onde dormem os segredos mais íntimos da alma, e germinam as opções fundamentais, da sua existência.
Por isso, no centro da vida franciscana, encontra-se a experiência de fé em Deus, mediante o encontro pessoal com Cristo; ela é o fundamento onde Francisco se apóia, isto é, tudo o que ele executava (oração, fraternidade, a pobreza, o apostolado...), tinha como oriente, a experiência de fé, em um Deus que é Amor.
A origem do fascínio de Francisco esta numa singular experiência de fé, dado por meio de um da um encontro pessoal com a pessoa do “Amado”; somente a essa luz as suas atitudes são capazes de adquirir um verdadeiro sentido. A vibração experimentada por Francisco só se explica pelo fato de ver em tudo a presença real do “altíssimo, onipotente e bom Senhor”.

O inicio e o crescimento da fé em Francisco

O seu biógrafo, o Beato Frei Tomás de Celano, afirma que a boca do Seráfico Pai, só manifestava aquilo que o seu coração estava cheio, pois a fonte que iluminava todo o seu ser extravasava, devido à tamanha intensidade; ele afirma que Francisco possuía Cristo de todos os modos: na boca, no coração, nos olhos, na fala..., (1Cel 115).
A sua identificação com o amado era tanto, a ponto de não precisar de muito, pois tinha encontrado um tesouro; bastava somente saber que “o pobre Jesus foi crucificado” (2Cel 105) local primordial para a manifestação de tamanho amor, a cruz.
Frei Tomás de Celano, narrar à presença permanente de Jesus na mente do Seráfico Pai São Francisco; ao dizer que “sempre olhava para a face de seu Cristo”. (2Cel 85).
O amor de Francisco por Cristo se explicitava nos episódios cotidianos da vida, para ele, tais fatos mostram que tudo se transforma numa epifania de Cristo, as flores (1Cel 81); a ovelha (1Cel 77); o fogo (Lp 49); as pedras na estrada (Lp 51); o verme que se arrasta (1Cel 80); etc. As coisas em si não possuem esta capacidade cristocêntrica, ela esta em Francisco, já que a presença de Cristo nele é como uma idéia fixa, onde e na direção da qual tudo se encaminha.
A entrada de Francisco na atmosfera da Deus, não é algo que se deu num momento específico; mas foi se constituindo num processo dinâmico, dado ao logo da vida, num movimento perfeito.

Na vida de Francisco, a fé, não acontece e fica no plano intelectual, antes, de maneira concreta e intensa, ele, Francisco, permanece a espreita do amado, a todo momento do ordinariado da vida, a ponto das distâncias irem se encurtando dia após dia, e a parede de carne vai ruindo, dando-lhe a possibilidade de unir-se a Cristo. (1Cel 15).

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