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segunda-feira, 29 de julho de 2013

JMJ Rio 2013: um único fim falar com o Senhor!

XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE:

Por: Renato Souza*
Eu sempre ouvia dizer que participar de uma Jornada Mundial divida a vida entre o "antes" e o "depois". Eu ficava a pensar que tal afirmativa era fruto de um pouco de exagero, até o dia que eu tive a oportunidade de participar de uma.

Logo ao chegar no Aeroporto do Galeão percebi algo diferente no ar, os corredores por onde passei transmitiam uma energia diferente daquelas que em outras oportunidades passando por esses mesmos lugares eu não sentia. Inesperadamente me encontro em meio a um grupo de estrangeiros que falando outra língua faziam do sorriso um modo de comunicar-se comigo afinal de cara já podíamos perceber: somos a juventude do Papa.
Essa foi apenas a porta para as grandes experiencias desses dias, e eu ficava me perguntando: O QUE LEVA TANTOS JOVENS AO RIO DE JANEIRO? O PAPA? O INTERESSE EM UM SIMPLES PASSEIO PELA CIDADE MARAVILHOSA? E tantas outras perguntas foram surgindo e aos poucos foram sendo respondidas conforme as coisas foram acontecendo.

Aceitando o convite dos Frades fui ao centro da cidade conhecer o Espaço Franciscano, e ao chegar lá tive o primeiro sinal que responderia e marcaria profundamente muitas das minhas perguntas: uma capela rústica lotada de jovens falando ao seu Senhor. Ops! Isso mesmo, jovens que enfrentavam filas para adentrar em uma simples capela, com um único fim: FALAR COM O SENHOR! 
Capela preparada no Espaço Franciscano na JMJ

Atendendo ao convite do Papa os Argentinos lotaram a rua em frente a catedral, e mesmo sendo um encontro com os Argentinos eu fiz questão de ir afinal o Papa estaria lá. Em meio a tanta gente, pude perceber a capacidade dos jovens de ouvir o Papa, fosse a euforia que fosse bastava o som da voz do Santo Padre ser ouvida que todos silenciavam como eu nunca tinha visto em uma multidão daquelas. Quando o Papa rezava, homens e mulheres em meio as lagrimas o acompanhavam. Lágrimas de emoção apenas? Não, a palavra anunciada pelo Hermano tocava-lhes tanto quando me tocou.

Experiencias como essas foram inúmeras, o Rio de Janeiro foi palco não de um evento qualquer, mas foi sim um encontro de "irmãos". Pelas ruas, uns ajudando os outros, bastava que alguem precisasse de cuidados que os outros iam ao encontro, as fronteiras da lingua, das ideologias, das bandeiras e nacionalidades todas derrubadas pq se tratava de uma "FAMÍLIA". Peregrinos e Cariocas deram um show de relacionamento.

Poderia falar muito mais, afinal foram 8 dias intensos. Mas, creio que preciso agradecer aos amigos e todos os outros irmãos leigos ou religiosos que se colocaram em atitude de acolhida a mim e sem dúvida contribuíram para que esse momento fique sempre em minha lembrança. Grato!

Agora é preparar as malas pra Polônia, afinal quem vai a uma Jornada Mundial quer ir em todas as outras...


*Jovem do Piauí participante da JMJ Rio 2013, escritor e advogado.

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