Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Correntes de oração em "santinhos"


 Se você já recebeu uma corrente de oração que se dizia “poderosíssima”. Diz também que, para receber a graça, ele teria que fazer 7 cópias e mandá-las em 7 horas. Deveria depois aguardar e, em 7 horas, por mais difícil que fosse, alcançaria a graça solicitada.


Pois é, quando a esmola é demais, nos diz o provérbio popular, até o Santo desconfia, não é verdade? Você tem toda a razão quando diz que rasgou tudo e jogou no lixo. Não devemos acreditar nestas correntes, em santinhos que trazem a propaganda da gráfica, onde se manda fazer mil exemplares para distribuir. Quem ganha com isso é a gráfica. A Igreja não aprova e nem recomenda estas coisas.

Temos nossas novenas aos santos, a Nossa Senhora, nossos tríduos ao Padroeiro, ao nosso santo de devoção, nosso terço, e tantas outras devoções que são aprovadas e se fazem na Igreja e em Comunidade.

Muitas coisas fazem parte da tradição popular, da religiosidade popular. Outras coisas são superstições e crendices, acrescentadas à verdadeira devoção. Um exemplo é a corrente dasandália de Santo Antônio... Ao invés de pedir ao santo, nosso intercessor junto a Deus, reza-se para a sandália dele... Quem garante que ele usava sandálias e aquele era o número do pé dele? Isso não vem da Igreja e nem mesmo da tradição popular franciscana, ordem à qual Santo Antônio pertenceu. E falando em Santo Antônio, que dizer da corrente para arrumar namorado ou namorada? Inclusive tem até o tamanho da vela para ser “comprada” e acesa... Nesta vela eu posso escolher a altura da pessoa que eu quero... Isso também não vem da Igreja.

Por isso, meu amigo, muito bom é conhecer a Doutrina da Igreja Católica, muito bem expressa em nosso Catecismo  da Igreja Católica. Neste sábio livro, onde encontramos as explicações corretas da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério da Igreja, nós aprendemos a separar o joio do trigo. Aprendemos tudo o que devemos retamente aprender. Uma coisa que é transmitida e não se encontra fundamento da mesma na Bíblia ou no Catecismo, nós devemos ignorar. Devemos fazer o que você fez: rasgar e jogar no lixo.

Muita gente está enriquecendo ao redor da falsa devoção a Santo Expedito. Muita gente manda fazer faixas e cartazes, colocando nas ruas, nas árvores... Muita gente anda mandando imprimir milhares e milhares de estampas para alcançar a graça pedida. O que nós queremos, verdadeiramente, aprender de Santo Expedito é o não adiar a nossa conversão. É o “HODIE”, que quer dizer hoje. Hoje eu devo converter- me. Hoje eu devo amar a Deus. Hoje eu devo praticar a Caridade. HOJE!!!

Concluindo Antônio, bem como a todos os que nos acompanham nesta página, busquemos conhecer verdadeiramente a Doutrina da Igreja Católica, transmitida sabiamente, numa tradição que não se interrompe há  mais de dois mil anos. Tomemos consciência da promessa e da presença do Senhor em nosso meio. Promessa e presença nunca interrompidas: “Eu estarei convosco todos os dias até o fim do mundo”. (Mt 28,20). Deus abençoe a todos!

Fonte: Paróquia Nossa Senhora da Conceição - AE 02 lote 08 - Setor Central - Gama - DF :http://www.imaculadagama.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=232&catid=100

terça-feira, 25 de junho de 2013

Brasileiros receberão Pálio na Santa Sé

Três Arcebispos brasileiros receberão o Pálio na Solenidade de São Pedro e São Paulo



Cidade do Vaticano (RV) – No dia 29 de junho, dia da Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Francisco presidirá na Basílica de São Pedro à celebração Eucarística com a imposição do Pálio a 35 metropolitas. Entre eles estão 3 brasileiros: Dom Antônio Carlos Altieri S.D.B., Arcebispo de Passo Fundo, Dom Sérgio Eduardo Castriani, C.S.Sp., Arcebispo de Manaus e Dom Moacir Silva, Arcebispo de Ribeirão Preto. A Rádio Vaticano transmitirá a celebração com comentários em português a partir das 4hs20min, horário de Brasília.

O rito de imposição do Pálio permanece como estabelecido por Bento XVI em 2012, ou seja, será realizado no início da celebração.

As informações exatas sobre a origem desta tradição não são precisas. Sabes-se no entanto que já no século IV o Papa usava este pálio. Provavelmente era uma insígnia imperial passada aos bispos. O pálio passa então a ser dado por Roma aos metropolitas, sobretudo na época de Gregório VII, logo após o ano mil, quando existia a necessidade de controlar a eleição de bispos. 

A partir daquele período, os metropolitas vinham a Roma receber o pálio. Posteriormente, ele passou a ser concedido também àqueles que não eram metropolitas, como um sinal de honra. Na década de 70, houve a reforma do pálio, desejada pelo Papa Paulo VI, por isso até hoje é concedido apenas aos metropolitas, no dia 29 de junho, Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, justamente para evidenciar a ligação daqueles que carregam o pálio com a Sé Apostólica.

O simbolismo do Pálio foi sendo enriquecido ao longo dos séculos. No início, ele teve um simbolismo sobretudo eclesial, isto é, em todo o primeiro milênio o pálio indicava a ovelha que estava perdida, e, portanto, significava o pastor que levava a ovelha em seu ombro esquerdo. É o pálio que é encontrado em toda iconografia e em todos os mosaicos do primeiro milênio.

Posteriormente, ele mudou a forma: foi colocado ‘ad ipsilon’ sobre a pessoa que o usava e assumiu outro significado. As cruzes vermelhas assumiram o significado das chagas do Senhor. Os cravos assumiram o significado dos três pregos da crucificação. Assim, o pálio assumiu sobretudo um significado cristológico, do Cristo Bom Pastor. Hoje temos esses dois elementos juntos. O pálio é feito de lã e significa a ovelha perdida, leva os cravos e tem essas cruzes para significar que o Bom Pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas. (JE)



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/06/25/tr%C3%AAs_arcebispos_brasileiros_receber%C3%A3o_o_p%C3%A1lio_na_solenidade_de_s%C3%A3/bra-704846
do site da Rádio Vaticano 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Reconhecido o segundo milagre para a canonização

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano 18/06/2013) – A comissão teológica da Congregação para a Causa dos Santos aprovou o segundo milagre atribuído à intercessão de João Paulo II.



O reconhecimento abre caminho para a canonização do Papa polonês, porém antes deve ser aprovado por uma comissão de Cardeais e Bispos e ter o decreto assinado pelo Papa Francisco. Não foi informada a natureza deste segundo milagre.
O Cardeal Karol Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1988. No dia 22, celebrou a missa de início de pontificado.
Em 1º de maio de 2011, Bento XVI proclamou-o Beato, após a comprovação da cura - inexplicável para a ciência -, da Irmã Marie Simon Pierre, que sofria do Mal-de-Parkinson.
A notícia da aprovação do segundo milagre já provocou reações em Cracóvia, onde o Arcebispo Stanislau Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, afirmou que “Papa Francisco não colocará à prova a paciência dos poloneses”. “Existe muita esperança de que a canonização ocorra em no domingo 20 de outubro”, disse ele, recordando que é a data em que se celebra o 35º aniversário da eleição de Wojtyla. O Arcebispo Dziwisz foi recebido pelo Papa Francisco no Vaticano no último sábado. (JE)

Festa de São Pedro e São Paulo 2013


A Paróquia de São Pedro e São Paulo em Paraíba do Sul/RJ tem a alegria de convidar para as festividades de seus padroeiros que se inicia no dia 20/06 até o dia 30/06. Confira a programação que segue:


Novena (De 20 a 28/06 às 19 horas)

20/06 1º dia: O sentido da vida. Bênção dos idosos
21/06 2º dia: O culto aos santos. Bênção das imagens
22/06 3º dia: Jesus, luz para todos os povos. Bênção das velas
23/06 4º dia: A comunidade inspirada e inspiradora de vida. Bênção das gestantes e das crianças
24/06 5º dia: Igreja, alegrias e esperanças; dores e sofrimentos. Bênção dos enfermos
25/06 6º dia: A Palavra de Deus, luz e sal para mundo. Bênção do sal
26/06 7º dia: Jesus Pão da vida. Bênção dos pães
27/06 8º dia: O Batismo de Jesus e o nosso batismo. Bênção da água
28/06 9º dia: Jesus Pão do céu. Bênção dos trabalhadores

29/09 SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Repique de sinos com queima de fogos às 5 horas ALVORADA FESTIVA
Missas as 9 horas e as 15 horas
Repique de sinos às 12 horas na Matriz e em todas as comunidades da paróquia
Procissão com as Imagens dos Padroeiros (procissão hidroviária com a imagem de São Pedro) e Missa Solene com Dom Frei Elias Manning.
Em todas as celebrações eucarísticas haverá benção das chaves


Festa Social do dia 26 ao dia 30/06 com comidas, petiscos, bebidas, barracas e solene almoço no dia 30/06

Venham e traga sua família para festejar e se alegrar conosco!
Frei Ariel Costa,OFMConv. Frei Luiz Fernando,OFMConv. Frei Francisco Antônio e equipe de festa.


Praça São Pedro e São Paulo, s/nº
            CEP: 25850-000 – Paraíba do Sul – RJ
http://matrizspsp.blogspot.com/
Franciscanos Conventuais

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A BÊNÇÃO DE SÃO FRANCISCO


Uma das mais belas relíquias do nosso pai seráfico é um pequeno pergaminho contendo uma bênção e uma oração de louvor ao Deus Altíssimo para seu grande companheiro e amigo Frei Leão, escritos pelo próprio São Francisco durante um retiro no Monte Alverne. Os “Louvores” expressam magistralmente todo o fervor e encantamento presentes na alma do santo, enquanto que a “Bênção” é uma adaptação de Nm 6,24-26. 

Bênção escrita por São Francisco

Esse precioso pergaminho está exposto em um relicário, desde o século XIV, na Basílica de São Francisco, para a veneração dos inúmeros peregrinos que visitam a cidade santa de Assis. 
Vejamos o que nos relatam as fontes franciscanas, precisamente a Legenda Maior de São Boaventura (LM 11,9). Esse mesmo texto poderá ser encontrado em Tomás de Celano (2Cel 49).                                                                                          
Monte Alverne

“E quando esteve recolhido numa cela no Monte Alverne, um dos companheiros desejava com ardente desejo ter algum escrito sobre as palavras do Senhor brevemente anotado pela mão dele. Pois ele acreditava a partir disto poder escapar de grave tentação – não da carne, mas do espírito – pela qual era atormentado, ou certamente suportá-la mais levemente. Abatido por este desejo, ficava interiormente ansioso, porque, vencido pela vergonha, não ousava revelar a coisa ao reverendo pai. Mas a quem o homem não disse, o Espírito revelou. De fato, ele mandou que fossem trazidos pelo predito irmão tinta e pergaminho e escreveu de própria mão os Louvores do Senhor, de acordo com o desejo do irmão, e por último a bênção dele, dizendo: ‘Recebe este pergaminho e guarda-o diligentemente até ao dia de tua morte’. O irmão recebeu aquele dom desejado, e imediatamente toda aquela tentação desapareceu. A carta é conservada e, quando mais tarde realizou coisas admiráveis, foi um testemunho das virtudes de Francisco.” (LM 11,9).

  
LOUVORES A DEUS ALTÍSSIMO

“Vós sois santo,  Senhor Deus único que fazeis maravilhas. Vós sois forte, vós sois grande, vós sois altíssimo, vós sois o rei onipotente, vós, ó Pai santo, sois o rei do céu e da terra.
Vós sois trino e uno, 
Senhor Deus dos deuses, 
vós sois o bem, todo o bem, o sumo bem, Senhor Deus vivo e verdadeiro.  
Vós sois amor, caridade;
vós sois sabedoria,
vós sois humildade,
vós sois paciência,
vós sois beleza,
vós sois mansidão,
vós sois segurança,
vós sois quietude,
vós sois regozijo,
vós sois nossa esperança e alegria,
vós sois justiça,
vós sois temperança,
vós sois toda nossa riqueza até à saciedade.  
Vós sois beleza,
vós sois mansidão,
vós sois protetor,
vós sois guarda e defensor nosso;
vós sois fortaleza,
vós sois refrigério. 
Vós sois nossa esperança,
vós sois nossa fé,
vós sois nossa caridade,
vós sois toda a nossa doçura,
vós sois nossa vida eterna:
grande e admirável Senhor,
Deus onipotente,
misericordioso Salvador.”

BÊNÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS


+ "O SENHOR TE ABENÇOE E TE GUARDE.

+ TE MOSTRE A SUA FACE E TENHA MISERICÓRDIA DE TI.

+ VOLVA PARA TI O SEU OLHAR E TE DÊ A PAZ.

+ FREI LEÃO, O SENHOR TE ABENÇOE.”




quinta-feira, 13 de junho de 2013

Carta de João Paulo II pelo 8º centenário.

Ao Revmo. Padre Lanfranco Serrini OFMConv., Presidente em exercício da União dos Ministros Gerais Franciscanos.

Toda a Ordem Franciscana está engajada na preparação do jubileu de seu exemplo e modelo, juntamente com a cidade de Pádua, que acolhe em seu território o centro da devoção a Santo Antônio, e a cidade de Lisboa, onde o santo nasceu.1. Foi com viva satisfação que fiquei sabendo que as quatro Famílias franciscanas se preparam para celebrar, com oportunas iniciativas, o Oitavo Centenário de nascimento de Santo Antônio, figura carismática universalmente venerada e invocada.
A comemoração do Oitavo Centenário tornar-se-á frutuosa no nível eclesial, se ela suscitar uma invocação unânime a fim de que Santo António, por seu exemplo e sua intercessão, impulsione os cristãos de nosso tempo a esforçarem-se na busca dos fins mais nobres e mais elevados da fé e da santidade.
Para que esta esperança comum se realize, é necessário que todos os pastores e os fiéis redescubram, por uma devoção sincera, a pessoa de Santo Antônio, estudem seu itinerário espiritual, saibam descobrir suas virtudes, escutem docilmente a mensagem que brota de sua vida.
2. Sua existência terrestre durou apenas 36 anos. Ele passou os primeiros catorze anos na escola episcopal de sua cidade. Aos quinze anos, ele decidiu entrar para os Cônegos Regulares de Santo Agostinho; aos 25 anos, ele foi ordenado sacerdote: dez anos de vida caracterizados por uma busca ardente e rigorosa de Deus, por um estudo intenso da Teologia, por um amadurecimento e progresso interior.
Mas Deus continuava a interrogar o espírito do jovem padre Fernando: este era o nome que ele unha recebido na fonte batismal. No Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, ele conheceu um pequeno grupo de Franciscanos da primeira hora, que de Assis iam para Marrocos para lá testemunhar o Evangelho, mesmo que lhes custasse a vida. Nesta circunstância, o jovem Fernando experimentou uma nova aspiração: a de anunciar o Evangelho aos povos pagãos, sem deter-se diante do risco de doar a sua vida.
No outono de 1220, ele deixou seu mosteiro e se colocou no seguimento do Pobrezinho de Assis, tomando o nome de Antônio. Ele partiu, então, para Marrocos, mas uma grave doença obrigou-o a renunciar a seu ideal missionário.
Então, começou o último período de sua existência, ao longo do qual foi conduzido por Deus por caminhos que ele jamais tinha pensado em percorrer. Após tê-lo arrancado de seu solo natal e afastado de seus projetos de evangelização no além-mar, Deus o conduziu a viver o ideal da forma de vida evangélica em terra italiana.
Santo António viveu a experiência franciscana apenas onze anos, mas ele assimilou o ideal a tal ponto que o Cristo e o Evangelho se tornaram para ele uma regra de vida encarnada no quotidiano. Ele disse num sermão: "Por ti nós deixamos tudo e nos fizemos pobres. Mas, porque és rico, nós te seguimos para que nos enriqueças... Nós te seguimos, como a criatura segue o Criador, como os filhos seguem o Pai, como as crianças seguem a mãe, como os famintos o pão, como os doentes o médico, como aqueles que estão fatigados a cama, como os exilados a pátria" (Sermones II, p. 484).
3. Toda a sua pregação foi um anúncio contínuo e incansável do Evangelho "sine glossa". Um anúncio veraz, corajoso, límpido. A pregação era sua maneira de acender a fé nas almas, de purificá-las, de consolá-las, de iluminá-las (ibid. p. 154).
Ele construiu sua vida sobre o Cristo. As virtudes evangélicas, especialmente a pobreza em espírito, a mansidão, a humildade, a castidade, a misericórdia, a coragem da paz foram temas constantes de sua pregação.
Seu testemunho foi tão luminoso que, em minha peregrinação ao seu santuário em Pádua, no dia 12 de setembro de 1982, eu quis apresentá-lo à Igreja, como já o havia feito o Papa Pio XII, com o título de "homem evangélico". De fato, Santo Antônio ensinou de uma maneira eminente, fazendo do Cristo e do Evangelho uma referência constante da vida quotidiana e das opções morais, particulares e públicas, sugerindo a todos que alimentem nesta fonte a coragem de um anúncio coerente e atraente da mensagem da salvação.
4. Precisamente porque estava cheio de amor pelo Cristo e pelo Evangelho, Santo Antônio "ilustrava com espírito de amor a divina sabedoria que ele tinha tirado da leitura assídua das Sagradas Escrituras" (Pio XI, Carta Apost. "Antoniana sollemnia", 1.3.1941).
As Sagrada Escritura era para ele a "terra parturiens" que faz nascer a fé, funda a moral e atrai a alma por sua doçura (cf. Sermones, Prólogo, 1,1). Recolhida numa meditação plena de amor pela Sagrada Escritura, a alma se abre - segundo sua expressão - "ad divinitatis arcanum". No curso de seu itinerário para Deus, Antônio nutriu seu espírito neste segredo insondável, encontrando aí sua sabedoria e sua doutrina, sua força apostólica e sua esperança, seu zelo infatigável e sua ardente caridade.
É da sede de Deus, do anseio por Cristo que nasce a Teologia; para Santo Antônio, ela era a irradiação de seu amor por Cristo: uma sabedoria de um valor inestimável e uma ciência de conhecimento intuitivo (cognição); um cântico novo "in aure Dei dulce resonans et animam innovans" (cf. Sermones, III, 55, e I, 225).
Santo Antônio viveu uma maneira de estudar com uma paixão que o acompanhou ao longo de toda a sua vida franciscana. O próprio São Francisco o havia escolhido para ensinar "a santa Teologia aos irmãos", recomendando-lhe, no entanto, que cuidasse nesta tarefa, de não extinguir seu espírito de oração e de devoção (cf. Fontes Franciscanas, p. 75).
Ele empregou todos os meios científicos, que então se conheciam, para aprofundar o conhecimento da verdade evangélica e tornar seu anúncio mais compreensível. O sucesso de sua pregação confirma o fato de que ele soube falar a linguagem de seus ouvintes, conseguindo transmitir de uma maneira eficaz o conteúdo da fé e fazendo com que a cultura popular de seu tempo acolhesse os valores do Evangelho.
5. Desejo de todo o coração que as celebrações do centenário de Santo Antônio permitam a toda a Igreja conhecer sempre melhor o testemunho, a mensagem, a sabedoria e o ardor missionário de um tão grande discípulo de Cristo e do Pobrezinho de Assis.
Sua pregação, seus escritos, e sobretudo a santidade de sua vida ofereçam também aos homens de nosso tempo indicações muito vivas e estimulantes no que diz respeito aos esforços necessários à nova evangelização. Hoje, como naquele tempo, nós temos necessidade de uma catequese renovada, fundada sobre a Palavra de Deus, especialmente sobre os Evangelhos, para levar o mundo cristão a compreender de novo o valor da Revelação e da fé.
A comunidade dos fiéis deve tomar consciência sempre nova da eterna atualidade do Evangelho, reconhecendo que, através da pregação, a figura do Verbo encarnado se nos apresenta de novo, como se realizou pela pregação de Santo Antônio, autêntica, atual, próxima de nossa história, rica em graça e capaz de suscitar nos corações uma intensa efusão de caridade sobrenatural.
Os escritos de Santo Antônio, tão ricos de doutrina bíblica, mas igualmente tão intensamente portadores de exortações espirituais e morais, são ainda hoje um modelo e guia para a pregação.
Entre outras coisas, eles mostram amplamente quanto, dentro da celebração litúrgica, o ensinamento homilético pode levar os fiéis a fazerem a experiência da presença atual do Cristo que ainda anuncia o Evangelho a seu povo a fim de obter sua resposta na oração e no canto (cf. Sacrosanctum Concilium, 33).
Convido, pois, todos os membros da grande Família Franciscana a esforçarem-se por difundir um são conhecimento do santo Taumaturgo, tão venerado nas comunidades cristãs do mundo inteiro. Que revivam, entre os irmãos das Ordens franciscanas, sentimentos de autêntico fervor no anúncio da verdadeira fé, bem como um ardente zelo pela pregação, pelo conhecimento e aprofundamento da Palavra de Deus, uma dedicação incessante e ardente pela nova evangelização, já às vésperas do terceiro milênio cristão.
Rogando ao Senhor, Mestre e Pastor de todas as almas, que, por intercessão de Santo Antônio, insigne pregador e Patrono dos Pobres, seja dado a todos seguir fiel e generosamente os ensinamentos do Evangelho, concedo-lhe uma especial bênção apostólica, bem como a toda a Família franciscana e a todos aqueles que nutrem devoção por este grande santo.

Vaticano, 12 de junho de 1994, no 16° ano de nosso Pontificado.

Fonte: http://www.conventosantoantonio.org.br/artigos/2010/06.php

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Juiz de Fora/MG tem a alegria de convidar para a tradicional e grandiosa festa de sua Padroeira! Serão dias de muita devoção, bençãos e festividades! Começando no dia 18/06 a programação religiosa e do dia 26 ao dia 30/06 os festejos sociais! Confira a programação abaixo:
clique na imagem para ampliar

NOVENA (do dia 18 ao dia 26/06 às 19 horas)

18/06 1ºdia: Solene abertura da Novena: O anúncio da maternidade na fé de Maria

19/06 2º dia: Maria: um sinal dado na fé!

20/06 3º dia: Na fé Maria acolhida por São José

21/06 Procissão com a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro da Matriz para a Capela São João Batista às 19h, onde acontecerá o 4º dia da Novena: Visitação de Maria: fé que gera serviço e I dia do Tríduo de São João Batista.

22/06 5º dia: Maria e João Batista, esperança do Reino

23/06 08h: Missa na Matriz
10h: Missa na Capela São João Batista
(concentração de veículos para a CARREATA DA PAZ)
11h: Procissão motorizada com as imagens dos padroeiros Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e São João Batista pelas ruas da cidade com bênção dos motoristas e automóveis
19h: 6º dia da Novena: Maria e João Batista, amor que anuncia o Messias

24/06 7º dia: João, precursor da fé

25/06 Procissão com a imagem Nossa Senhora do Perpétuo Socorro da Capela São João Batista para a Matriz as 18:30h em seguida 8º dia da Novena: Maria, uma fé que gera e faz nascer o Salvador

26/06 9º dia: Maria: uma fé solidária na Cruz, firme na Ressurreição e renovada em Pentecostes


27/06 SOLENIDADE DE Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
MISSAS 6h, 15h e 19h
TERÇO SOLENE 12h
REPIQUE DE SINOS 6h, 12h, 18h, 00h

28/06 Missa19 horas

29/06 Terço Luminoso18:30h
         Missa 19 horas

30/06 Missas 08h, 10h, 19:30h
Procissão pelas ruas do bairro com a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro às 18 horas

FESTA SOCIAL DO DIA 26 AO DIA 30 DE JUNHO A PARTIR DAS 20h com Danças, Eventos, Quadrilhas, Barraquinhas, Shows, Música e comidas típicas.

Traga sua família e seus amigos para estes dias de devoção, fé e alegria.


Rua Amabaí 130 Monte Castelo, Juiz de Fora/MG
Telefone: (32) 3223-1093
http://nsperpetuosocorrojf.blogspot.com.br


Frei Carlos Roberto Charles, OFMConv. Frei Lindomar de Jesus, OFMConv e equipe de festa.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Silêncio e pobreza: à escuta de Francisco

Pobreza de espírito, quer dizer permanecer em silêncio para que o outro possa ser escutado com sinceridade.
Para São Francisco de Assis, o pressuposto de qualquer diálogo era a pobreza. Refiro-me a todo o ministério de Francisco. Não é possível falar de diálogo sem incluir a escuta recíproca, e não é possível escutar sem admitir alguma forma de pobreza interior, como a pobreza do silêncio, que nos serve para escutar as palavras do outro, e a pobreza de reconhecer que o outro pode nos dar algo de que temos necessidade.
Pobreza de espírito quer dizer permanecer em silêncio para que o outro – quer se trate do ambiente físico, do mundo animal, do crente de fé diferente ou do não crente – possa ser escutado com sinceridade. Certamente, não é o silêncio da dúvida ou do relativismo.
É pobreza fundamentada na firme convicção da absoluta realidade de Deus revelada pelo Cristo encarnado e, como demonstra a própria vida de Francisco, nas chagas de Jesus crucificado. Fundamentada no convencimento de que o amor por Deus é sólido e forte o suficiente para superar a oposição mais intensa e obstinada, de que o silêncio do amor solícito faz surgir a verdade, e de que não se deve ter medo da verdade.
Nos encontros de Assis, deveremos escutar Francisco e pedir-lhe que reze por nós. No nosso diálogo, devemos encontrar a coragem de permanecer em silêncio juntos: não porque não temos nada a dizer ou nenhuma verdade para compartilhar, mas enquanto conscientes, e gratos, de que Cristo nos assegurou um lugar na sua vida e preparou para nós encontros em que reencontraremos e reconheceremos em pessoas e situações diversas.
Devemos encontrar o modo de falarmos e de escutarmo-nos uns aos outros de tal forma que deixemos surgir o logos, aquela energia e interação que está na base de toda a criação e que igualmente sustenta a justiça e a contemplação.

Artigo de Rowan Williams arcebispo de Canterbury e primaz anglicano, em artigo para o jornal dos bispos italianos, Avvenire, 27-10-2011. 


sábado, 8 de junho de 2013

A consagração ao "Imaculado Coração de Maria"

São Maximiliano Kolbe, Frade Menor Conventual 
e a consagração ao Imaculado Coração de Maria.

É comemorado por toda a igreja hoje a festa do "Imaculado Coração da Virgem Maria ". Neste belo evento que eu acho que é particularmente importante para seguir o exemplo de  São Maximiliano, " santo de nosso tempo difícil ", como definido por João Paulo II, no amor e na consagração à Virgem. 
P. Kolbe, o mártir de Auschwitz, Frade Franciscano Menor Conventual (minha família religiosa) é de fato o maior cantor da Virgem Imaculada, Padroeira e Rainha da Ordem Franciscana. Ela trabalhou toda a sua vida honrando a Virgem Imaculada e por ela se  gastou, não só no último momento da vida, mas ao longo de sua existência. Chamou-se o "Cavaleiro da Imaculada Conceição " e à Virgem e ao seu Coração Imaculado quis confiar todas as suas atividades intensas e extraordinárias da difusão do Evangelho, utilizando todos os meios possíveis, no âmbito da cultura e da sociedade da época. 
Em relação a Imaculada, Frei Kolbe, difundiu a consagração a sua Mãe do céu, num um ato de total confiança em suas mãos, para ser como ela, instrumento nas mãos de Deus,  a partir do convite materno " Fazei o que Ele vos disser ", se lançar na jornada da busca pelas vocações.  

Solene consagração à Imaculada  
(composto por São Maximiliano Kolbe)

Imaculada Conceição,
Rainha do céu e da terra,
Refúgio dos pecadores e Mãe muito carinhosa,
a quem Deus quis confiar toda a Misericórdia,
eis-me aqui, aos teus pés, eu (colocar o seu nome), pobre pecador.
Eu te suplico, aceita todo o meu ser,
como teu bem e tua propriedade;
age em mim segundo a tua vontade,
em minh´alma e em meu corpo,
em minha vida, em minha morte e em minha eternidade.
Dispõe, antes de tudo, da minha pessoa como o desejas,
para que se realize, enfim, o que foi dito de ti:
“A mulher esmagará a cabeça da serpente” e também
“Somente tu vencerás as heresias no mundo inteiro.”
Que em tuas mãos imaculadas, tão ricas de misericórdia,eu possa me tornar um instrumento do teu amor, capaz de reanimar e de fazer desabrochar tantas almas tíbias ou afastadas.
Assim se estenderá para sempre o Reino do Divino Coração de Jesus. Verdadeiramente, basta a tua presença para atrair as graças que convertem e santificam as almas, pois que a Graça do Divino Coração de Jesus jorra sobre nós, passando por tuas mãos maternais. Amém
V. Permita-me Te louvamos, ó Virgem Santíssima. R. Dá-me força contra os seus inimigos.

Ato de Consagração (diário)

Virgem Imaculada, Minha mãe, Maria, renovo-vos hoje e sempre, a consagração a ti de todo o meu ser, para que disponhas de mim para o bem das almas. 
Somente te peço que eu possa, ó minha Rainha e Mãe da Igreja, cooperar fielmente com a missão de construir o advento do Reino de Jesus no mundo. Para isso Te ofereço minhas orações, meus sacrifícios e minhas ações.
Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós, e por todos quantos a Vós não recorrem, de modo especial pelos inimigos da Santa Igreja e por aqueles que a Vós estão recomendados.
                                                                                 (Composto por S. Maximiliano M. Kolbe)















sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sagrado Coração de Jesus


Em vós está a fonte da vida
Por São Boaventura de Bagnoregio*


            Considera, ó homem redimido, quem é aquele que por tua causa está pregado na cruz, qual a sua dignidade e grandeza. A sua morte dá a vida aos mortos; por sua morte choram o céu e a terra, e fendem-se até as pedras mais duras. Para que, do lado de Cristo morto na cruz, se formasse a Igreja e se cumprisse a Escritura que diz:Olharão para aquele que transpassaram (Jo 19,37), a divina Providência permitiu que um dos soldados lhe abrisse com a lança o sagrado lado, de onde jorraram sangue e água. Este é o preço da nossa salvação. Saído daquela fonte divina, isto é, no íntimo do seu Coração, iria dar aos sacramentos da Igreja o poder de conferir a vida da graça, tornando-separa os que já vivem em Cristo bebida da fonte viva que jorra para a vida eterna (Jo 4,14).
            Levanta-te, pois, tu que amas a Cristo, sê como a pomba que faz o seu ninho na borda do rochedo (Jr 48,28), e aí, como o pássaro que encontrou sua morada (cf. Sl 83,4), não cesses de estar vigilante; aí esconde como a andorinha os filhos nascidos do casto amor; aí aproxima teus lábios para beber a água das fontes do Salvador (cf. Is 12,3). Pois esta é a fonte que brota no meio do paraíso e, dividida em quatro rios (cf. Gn 2,10), se derrama nos corações dos fiéis para irrigar e fecundar a terra inteira.
            Acorre com vivo desejo a esta fonte de vida e de luz, quem quer que sejas, ó alma consagrada a Deus, e exclama com todas as forças do teu coração:“Ó inefável beleza do Deus altíssimo e puríssimo esplendor da luz eterna, vida que vivifica toda vida, luz que ilumina toda luz e conserva em perpétuo esplendor a multidão dos astros, que desde a primeira aurora resplandecem diante do trono da vossa divindade.  
            Ó eterno e inacessível, brilhante e suave manancial daquela fonte oculta aos olhos de todos os mortais! Sois profundidade infinita, altura sem limite, amplidão sem medida, pureza sem mancha!”
            De ti procede o rio que vem trazer alegria à cidade de Deus (Sl 45,5), para que entre vozes de júbilo e contentamento (cf. Sl 41,5) possamos cantar hinos de louvor ao vosso nome, sabendo por experiência que em vós está a fonte da vida, e em vossa luz contemplamos a luz (Sl 35,10).

* Bispo e 4º Ministro Geral da I Ordem Franciscana;  Opusculum 3, Lignum vitae, 29-30.47 Opera omnia 8,79  in Ofício das Leituras da Liturgia das Horas (solenidade do Sagrado Coração de Jesus)




Consagração anual da Ordem Franciscana ao Sacratíssimo Coração de Jesus

Dulcíssimo Jesus, eis diante de Vós os discípulos do Patriarca Seráfico São Francisco de Assis, a fim de renovarmos a dedicação e consagração de pertencermos inteiramente ao Vosso Coração, ferido para a salvação de toda a humanidade. Adoramos, louvamos e amamos Vosso Sacratíssimo Coração!

Em nosso nome e de todos os Irmãos (ãs), prometemos, com mais diligência e fervor, nos esforçarmos por fazer os nossos corações semelhantes ao Vosso, na observância fiel da REGRA Seráfica, e pelo cumprimento dos deveres de nosso estado de vida.

Ó Coração do Filho Eterno do Pai, ó Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, ó Coração digníssimo de adoração e amor infinito, ó Coração atribulado por causa dos nossos pecados! A Vós nos entregamos, nos dedicamos e ao mesmo tempo depositamos em Vós, nossa Ordem Seráfica e todos os nossos Irmãos (ãs), a Família inteira de nosso pai Seráfico, da qual Vós nos fizestes membros.

Purificai a nossa Família Seráfica com Vosso Sangue Precioso, inflamai-a cada vez mais com vosso Divino Amor. Isto fervorosamente pedimos, pelos merecimentos do Coração transpassado de Vossa Mãe Imaculada, a Virgem Maria, nossa Rainha e Padroeira, pelos merecimentos de São José, nosso Patrono, como também pela intercessão de todos os Santos (as) de nossa Ordem Seráfica. Amém.

(a consagração é realizada diante do Santíssimo Sacramento)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Jornada Mundial de Oração 2013

Por Dom Orani Tempesta, OCist*
No próximo dia 06 de junho, quinta-feira, o clero de nossa Arquidiocese se reunirá na Igreja Santuário de Santana, no centro da cidade, para a Hora Santa em favor da santificação do clero.
O povo de Deus, em suas comunidades, capelanias e paróquias, no dia 07 de junho, em consonância com a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é vivamente convidado para participar da Hora Santa pela santificação dos sacerdotes, particularmente, pelos padres que trabalham em seus respectivos territórios paroquiais e por aqueles outros que, também, de maneira eficaz exercem o seu múnus sacerdotal na multiformidade de atividades eclesiais como nos Seminários, nas Capelanias, nos Mosteiros, nos Tribunais, nas Academias e em todos os setores da vida eclesial da Igreja Católica.

Por ocasião da próxima solenidade do Sagrado Coração de Jesus, em 7 de junho de 2013, na qual celebramos a Jornada Mundial de Oração pela santificação dos Sacerdotes, busquemos no Sagrado Coração de Jesus a força necessária para vivermos dignamente o nosso ministério sacerdotal, na santidade, permitindo que Cristo aja em nós e em nossas atitudes, que sejam as suas, com o vigor do Espírito Santo. O nosso ministério é um serviço indispensável para a Igreja e para o mundo e requer de nós fidelidade plena a Cristo e incessante união com Ele. Assim, servindo humildemente, somos guias que conduzem à santidade os fiéis confiados ao nosso ministério. Desse modo, reproduz-se em nossa vida o desejo expresso por Jesus mesmo, na oração sacerdotal, depois da instituição da Eucaristia: “Eu peço por eles; não peço pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus (...). Não te peço para tirá-los do mundo, mas para guardá-los do Maligno (...). Consagra-os com a verdade, (...) em favor deles eu me consagro, a fim de que também eles sejam consagrados com a verdade” (Jo 17,9.15.17.19).

Dentro do contexto do Ano da Fé somos chamados, como pastores da Igreja a conduzir os homens fora do "deserto", rumo à comunhão com o Filho de Deus, que é vida para a mundo. Vamos reviver a graça da qual somos chamados, redescobrindo a fé na sua integralidade e em todo o seu fascínio, particularmente neste desafio que nos é colocado da profunda crise de fé que atinge a muitas pessoas.

O sacerdote é o primeiro homem a demonstrar que, como "homo dei" é "homem de fé", nos preparando para guiar nossas comunidades e fiéis a um vivo e decidido amadurecimento da fé. Por isso o sacerdote, como "alter Christus", deve jorrar rios de água vida, na medida em que ele bebe com fé as palavras de Nosso Senhor, abrindo-se à graça do Espírito Santo.

Por isso mesmo são aturais as palavras do Papa Francisco: “O sacerdote que sai pouco de si mesmo, que unge pouco – não digo ‘nada’, porque, graças a Deus, o povo nos rouba a unção –, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de ativar a parte mais profunda do seu coração presbiteral. Quem não sai de si mesmo, em vez de ser mediador, torna-se pouco a pouco um intermediário, um gestor. A diferença é bem conhecida de todos: o intermediário e o gestor ‘já receberam a sua recompensa’. É que, não colocando em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração; e daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, que acabam por viver tristes, padres tristes, e transformados numa espécie de colecionadores de antiguidades ou então de novidades, em vez de serem pastores com o ‘cheiro das ovelhas’ – isto vo-lo peço: sede pastores com o ‘cheiro das ovelhas’, que se sinta este –, serem pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens.” ( Homilia da Santa Missa crismal, 28 de março de 2013).

O Papa Francisco nos convocou a sermos pastores "com cheiro" das ovelhas, saindo da paralisia que,infelizmente, atinge a muitos, para irmos para as periferias, subir os morros e conviver em todas as realidades distantes pregando a Boa Notícia de Jesus a todos os homens.

O sacerdote deve ser testemunha da vida que brota do Ressuscitado. A autenticidade e a credibilidade da ação presbiteral passa pelo autêntico testemunho de vida. Nossos sacerdotes devem viver a santidade de vida e de estado e, acima de tudo, devem ser missionários para transmitira a fé e que essa transmissão seja acolhida com alegria pelos fiéis. Nesse sentido os sacerdotes são convidados a tornar mais conhecido o Catecismo da Igreja Católica em suas pregações, em suas catequeses, em formações permanentes para que a fé seja autenticamente transmitida aos nossos fiéis, particularmente neste atual clima de relativismo em que o conhecimento dos enunciados da fé católica deve ser evidenciado e ensinado.

Meus queridos padres: vamos crescer na fé, no contínuo apelo de Jesus e convite da Igreja à conversão a Jesus o único Salvador do mundo, que nos pede uma íntima amizade com Ele, da qual tudo depende o nosso ministério.

Que possamos, como sacerdotes do Altíssimo, celebrar com dignidade e alegria a Santa Eucaristia, principal canal da pedagogia da santidade, atualização do sacrifício da Cruz. Nossas celebrações eucarísticas devem nos levar a um encontro de comunhão com o Ressuscitado e de pertença a Comunidade eclesial, porque o sacerdote deve ser ele mesmo sacramento no mundo.

Por fim, faço um apelo aos sacerdotes que não se descuidem do atendimento das confissões em suas comunidades. Que fique bem claro os dias e horários de atendimento da confissão auricular, tendo em vista que o encontro do penitente com o sacerdote deve ser revestido de toda a alegria própria da conversão e da mudança de vida.

Sejamos sacerdotes santos! Imitemos as virtudes do Santo Cura de Ars. Mais perto de nós procuremos imitar e viver a santidade dos padres diocesanos. Vale a pena, nesta data, refletirmos sobre a santidade do Servo de Deus, Cônego Francisco de Paula Victor, que por mais de cinqüenta anos, santificou pela sua prudência e caridade a Igreja que peregrina em Minas(http://www.padrevictor.com.br/site/index.php?secao=biografia). Este sacerdote negro, que foi muito ridicularizado pela sua cor, não se intimidou, mas santificou os seus fiéis pelo exemplo. Em breve o teremos nas glórias dos altares. Busquemos estes exemplos maiores. Imitemos muitos santos sacerdotes que gastam a sua vida pela santificação dos fiéis. E aos padres que vivem vida irregular que se convertam e busquem o caminho reto de Deus. Rezemos, pois, nas intenções de nossos sacerdotes para que enraizados na ontologia do Cristo Sumo e Eterno Sacerdote, vivam a santidade e dêem testemunho da alegria de ser católico e de viver a nossa fé.

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ Texto em: http://www.portalum.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5812:jornada-mundial-de-oracao-pela-santificacao-dos-sacerdotes&catid=309:dom-orani-joao-tempesta&Itemid=778

Notícias Franciscanas: Maio de 2013

Os acontecimentos que marcaram o mês de maio foram:
  • A visita canônica do nosso provincial Frei Justin Biase, OFMConv. Durante os dias 01 ao dia 09 de maio no qual esteve em todos os nossos conventos conversando pessoalmente com cada frade da Custódia Provincial que desta vez, teve como subsídio um questionário de 25 reflexões (questionário preparado pelo Provincial e o governo Custodial) sobre a vida, os desafios, os progressos e os limites que esta jurisdição vivenciou (pessoal e comunitariamente) durante este último quadriênio e as perspectivas pessoais e comunitárias para o futuro. Foi um momento fecundo onde cada frade pode expor suas esperanças e as suas angústias (alguns entregaram por escrito ao provincial as suas conclusões), e sobretudo, preparar bem todos os capitulares para o Capítulo Custodial nos próximos meses de outubro/dezembro de 2013.
    Frei Justin Biase, OFMConv

  • II Encontro Vocacional na Casa de Formação São Francisco de Assis nos dias 03 a 05 de maio com o tema: “Senhor que queres que eu faça?” Procurando ajudar os jovens a qual caminho o Senhor está chamando, e a diferença de cada caminho vocacional em especial entender que o centro de cada vocação: “Deus nos fez para o amor e para amar verdadeiramente.” O SAV Franciscano Conventual da Custódia Provincial sediou ainda um encontro formativo com toda a equipe no dia 19 e no dia 20 participaram da reunião da "Tenda Vocacional da JMJ" com os SAV's da FFB ambos na Casa de Formação no Rio Comprido. Confira mais em http://goo.gl/kJGHh

  • Nos dias 17 a 19 de maio aconteceu o Capítulo Eletivo da OFS do Regional Sudeste II, região onde os Frades da Custódia Franciscana Conventual do Rio de Janeiro dão assistência espiritual, no qual foi eleito o novo conselho e seu Ministro Regional.Confira: http://goo.gl/kK49a

  • Ainda ganha destaque a profissão solene da Irmã Maria Antônia da Virgem Imaculada, OSC no Mosteiro dos Santos Anjos na Gávea/RJ na Celebração Eucarística presidida pelo Dom Roberto Lopes, OSB com a presença dos frades da Casa de Formação São Francisco de Assis, dos membros da OFS, e, dos frades e vocacionados do Convento Santo Antônio, familiares, amigos e benfeitores da Professanda e do Mosteiro no dia 26 de maio de 2013.

    Frades da Casa de Formação e a Irmã Maria Antônia

  • Lembramos também o Capítulo Ordinário Eletivo da TOR que elegeu Frei  Nicholas E. Polichnowski como Ministro Geral no dia 23 de maio e o Capítulo Extraordinário Eletivo da família OFM que elegeu como seu Ministro Geral Frei Michael Perry no dia 22 de maio no lugar do Frei José Carballo que assumiu o secretariado na Sé Apostólica, a pedido do Papa Francisco.

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