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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Descrição da personalidade de São Francisco de Assis e de seu aspecto exterior.




O seráfico Pai São Francisco é descrito por seu Hagiógrafo, o Beato Frei Tomas de Celano, da seguinte forma:

"Como era bonito, atraente e de aspecto glorioso na inocência de sua vida, na simplicidade das palavras, na pureza do coração, no amor de Deus, na caridade fraterna, 
na obediência ardorosa, no trato afetuoso, no aspecto angelical! Tinha maneiras simples, 
era sereno por natureza e de trato amável, muito oportuno quando dava conselhos, sempre fiel a suas obrigações, prudente nos julgamentos, eficiente no trabalho e em tudo cheio de elegância. Sereno na inteligência, delicado, sóbrio, contemplativo, constante na oração e fervoroso em todas as coisas. Firme nas resoluções, equilibrado, perseverante e sempre o mesmo. Rápido para perdoar e demorado para se irar, tinha a inteligência pronta, uma memória luminosa, era sutil ao falar, sério em suas opções e sempre simples. Era rigoroso consigo mesmo, paciente com os outros, discreto com todos. Muito eloquente, tinha o rosto alegre e o aspecto bondoso, era diligente e incapaz de ser arrogante. 
Era de estatura um pouco abaixo da média, cabeça proporcionada e redonda, rosto um tanto longo e fino, testa plana e curta, olhos nem grandes nem pequenos, negros e simples, cabelos castanhos, pestanas retas, nariz proporcional, delgado e reto, orelhas levantadas mas pequenas, têmporas chatas, língua apaziguante, fogosa e aguda, voz forte, doce, clara e sonora, dentes unidos, iguais e brancos, lábios pequenos e delgados, barba preta e um tanto rala, pescoço fino, ombros retos, braços curtos, mãos delicadas, dedos longos, unhas compridas, pernas finas, pés pequenos, pele fina, descarnado, roupa rude, sono muito curto, trabalho continuo.
E como era muito humilde, mostrava toda a mansidão para com todas as pessoas, adaptando-se a todos com facilidade. Embora fosse o mais santo de todos, sabia estar entre os pecadores como se fosse um deles." (1 Cel XIX, 24).

Este afresco, de autor anônimo, é considerado, sem certeza, uma cópia do século XIV do único retrato que teria sido feito ainda em vida do santo, por encomenda de Jacopa de' Settesoli. Está conservado em Greccio.


O Seráfico Pai São Francisco, se compara a uma galinha, que protege os seus pintinhos,  partindo da visão que teve, como nos mostra o Beato Frei Tomás de Celano:

"E como o varão de Deus desse constantes tratos em seu 
espírito a estas e outras preocupações, teve certa noite a seguinte 
visão, enquanto dormia. Viu uma galinha pequena e escura, semelhante a uma pomba doméstica, com as pernas e as patas revestidas de penas, 
e uma ninhada tão grande que, por mais que girasse em redor, não conseguia abrigar-se toda debaixo das asas. 
Quando o homem de Deus despertou e retomou o fio dos pensamentos, fez-se intérprete da sua própria visão: 

«A galinha, comentou, sou eu, pequeno de estatura e de tez morena. Agindo com 
a simplicidade da pomba, ou seja, com inocência, ela subirá tanto 
mais livremente quanto menos aparecer neste mundo. Os pintainhos são os meus irmãos, crescidos em número e graça, a quem 
não bastarão as minhas pobres forças para os abrigar das calúnias e 
perseguições. 
Irei, pois, e confiá-los-ei à santa Igreja Romana: ela 
tem poder para castigar os nossos inimigos e, assim, garantir aos 
filhos de Deus a plena liberdade que lhes permita fruírem em 
maior número da salvação eterna." (2 Cel XVI, 24; LTC XVI, 63).  



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