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domingo, 28 de abril de 2013

Papa Francisco e o Ano da Fé

Com um convite a ter a coragem de «ir contra a corrente» e a apostar «em grandes ideais», o Papa Francisco dirigiu-se aos 44 fiéis crismados durante a missa presidida na manhã de domingo 28 de Abril, na praça de São Pedro. Participando no primeiro grande evento do Ano da fé, o Papa Bergoglio propôs aos presentes «três pensamentos simples e breves sobre os quais meditar».

Em primeiro lugar, inspirou-se na segunda leitura. E ressaltou «a novidade de Deus», a qual «não se assemelha às novidades mundanas, que são todas provisórias. A novidade que Deus oferece à nossa vida — explicou — é definitiva, e não só no futuro, quando estaremos com Ele, mas também hoje: Deus renova tudo, o Espírito Santo transforma-nos verdadeiramente e quer mudar, inclusive através de nós, o mundo em que vivemos». Daqui deriva a exortação a abrir «a porta ao Espírito», deixando «que a obra contínua de Deus nos transforme em homens e mulheres novos. Como seria bonito, comentou, se à tarde cada um pudesse dizer: hoje na escola, em casa, no trabalho, guiado por Deus, cumpri um gesto de amor».
Para o segundo pensamento, o Papa Francisco retomou a primeira leitura, tirada dos Actos dos Apóstolos (14, 22). A vereda da Igreja, bem como «o nosso caminho cristão pessoal, nem sempre são fáceis. Seguir o Senhor, deixar que o seu Espírito transforme as nossas áreas de sombra, os nossos comportamentos em desarmonia com Deus e os nossos pecados, é um caminho que encontra muitos obstáculos fora de nós, no mundo e também dentro de nós mesmos, no coração», recordou. No entanto — acrescentou imediatamente — «as dificuldades, as tribulações fazem parte da senda para alcançar a glória de Deus». Por isso, não devemos «desanimar. Temos a força do Espírito para vencer estas tribulações».

Enfim, o terceiro pensamento foi dirigido sobretudo aos jovens crismandos. «Permanecei firmes no caminho da fé — disse-lhes o Santo Padre — com a esperança certa no Senhor. Eis o segredo do nosso caminho!», pois «ir contra a corrente faz bem para o coração», e «não existem dificuldades, tribulações e incompreensões que nos possam amedrontar. Também e sobretudo se nos sentimos pobres, frágeis e pecadores, porque Deus dá força à nossa debilidade, riqueza à nossa pobreza, conversão e perdão ao nosso pecado». Com efeito, nós cristãos «não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas», concluiu, exortando a ir «sempre além, rumo às coisas grandes».

No final, o Pontífice presidiu à prece mariana do Regina Caeli, dirigindo um pensamento às vítimas do desabamento de uma fábrica no Bangladesh e lançando um «apelo a fim de que seja sempre tutelada a dignidade e a segurança do trabalhador».

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