Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"Renuncia, assim, ao Trono de Pedro, o 265º Bispo de Roma"

As 20h na Itália, 16h no horário oficial brasileiro: fecha-se o portão principal da residência de Castel Gandolfo e a Guarda Suíça retorna ao Vaticano. O Santo Padre entrega o Anel do Pescador a fim de que seja destruído pelo Cardeal Camerlengo, como pode o nº 13 da Constituição Universi Dominici Gregis: "tomem providências no sentido de fazer anular o Anel do Pescador e o Selo de chumbo, com os quais são expedidas as relativas Cartas Apostólicas".

 lImagem do filme estado-unidense Angels & Demons 

Renuncia, assim, ao Trono de Pedro o 265º Bispo de Roma, Sua Santidade, o Papa-emérito Bento XVI.

Durante os 2.863 dias ocupando a Cátedra Petrina viajou a 26 países (em 2007 nos visitou) e 36 cidades italianas, batizou 120 bebês, ordenou 127 diáconos ao sacerdócio, sagrou 22 presbíteros ao episcopado, elegeu 1.317 bispos (125 destes para o Brasil), impôs o pálio a 301 arcebispos-metropolitanos (sendo 33 brasileiros), confirmou a eleição de 3 arcebispos-maiores, concedeu a comunhão eclesiástica a 5 patriarcas orientais e criou 90 cardeais (3 deles brasileiros).

841 veneráveis foram beatificados (8 nasceram ou residiram no nosso país), canonizou 45 bem-aventurados (1 brasileiro, o primeiro nascido nestas terras), foram 8 solenidades do Natal e 7 da Páscoa presididas, nos abençoou com 16 bênçãos Urbi et Orbe, convocou 5 sínodos e escreveu 3 encíclicas.

Inúmeras audiências, discursos, aplausos, lágrimas, ósculos em seu anel, mas o mais sublime são 1,2 bilhão de pessoas em comunhão ao Pontífice Romano no amor à Santíssima Trindade.

Sede vacante*
Com seu pontificado ficamos mais sábios, mais teólogos, mais zelosos pela liturgia. Ficamos mais extraordinários. Ainda nesta mesma hora, inicia a vacância da Santa Sé a espera do 266º Bispo de Roma e Papa da Igreja Católica Apostólica Romana.

http://www.vatican.va/video/index.html

*EXPLICAÇÃO DA IMAGEM ACIMA: O Brasão da Santa Sé durante o período de Sede Vacante, com as chaves de ouro e prata do céu, símbolo do papado, cobertos pelo ombrellino.
Normalmente o ombrellino está aberto, mas neste período ele se encontra da forma como aparece na imagem, fechado para simbolizar o momento de vacância e espera.

Nos unimos, como Igreja de Jesus Cristo, ao nosso Papa emérito Bento XVI para celebrar uma grande vigília de espera pelo novo Sucessor de Pedro.


Fonte:https://www.facebook.com/DiretoSacristia

Dois Papas: Dois gestos proféticos conjugados de um único rosto da Igreja

 Por: Frei Antônio Moser

A renúncia do Papa Bento XVI foi inesperada, mas não totalmente imprevisível. Sua personalidade decidida e algumas breves alusões de que já sentia o peso da idade tornaram seu gesto bem compreensível. Claro que se trata de um fato extraordinário, uma vez que a última renúncia de um papa ocorreu no longínquo ano de 1415. Assim, estávamos habituados a conjugar a eleição de um novo papa com a morte de seu antecessor.

Diante desse fato inusitado do gesto do Papa Bento XVI, claro que surgem muitas interpretações e até mesmo muitas especulações. Numa primeira linha aparecem perguntas sobre os reais motivos que o levaram a esse gesto. – Ele diz que a idade avançada não permitiu que exercesse por mais tempo seu ministério. Outros acrescentam alguma especulação na linha da “pesada carga” dos escândalos que explodiram durante seu pontificado. E há certamente aqueles que não descartam pressões de ordem política na alta hierarquia da Igreja.
Claro que também há análises que sugerem crises na Igreja e até preveem rachaduras numa Igreja que teria dois papas: o que renunciou e o que lhe sucede por eleição. A inspiração desse tipo de leitura provém certamente de certas situações políticas do mundo de hoje: onde, aqui e ali, aparecem tensões há os que pretendem se perpetuar no poder, mesmo já tendo sucessores legitimamente eleitos. Mas esse certamente não foi o caso da Igreja neste momento, sobretudo em se tratando do Cardeal Ratzinger. Ele irá preferir passar seus últimos anos no silêncio de um mosteiro sem influenciar nem ser influenciado pelo sucessor.
Para além das especulações, parece bem mais importante interpretarmos o gesto deste papa em confronto com a atitude de seu antecessor. A ninguém escapa a originalidade de cada um deles. Duas personalidades, dois perfis, dois carismas. No entanto, uma leitura mais aprofundada talvez nos propicie outro tipo de visão, que permitirá o vislumbre de mudanças profundas na compreensão da missão do ministério dos papas e na identidade profunda da própria Igreja.
João Paulo II, com um incomparável carisma de comunicador e ardor evangélico, parecia não poder ser sucedido. No entanto, aos poucos foi sendo percebido que Bento XVI, com sua fala mansa, ia reunindo multidões sempre maiores de fiéis que, sem grandes aplausos, saiam das audiências e celebrações públicas profundamente tocadas pelas palavras de quem, mesmo no exercício de seu ministério petrino, nunca deixou de ser um exímio teólogo. Mesmo sendo Bento XVI, nunca deixou de ser o Cardeal Ratzinger, embora agora com uma missão e uma pedagogia diferentes daquela que exercia durante o pontificado do antecessor.
Prosseguindo no paralelo, não podemos deixar de perceber que João Paulo II manifestamente não quis largar a cruz que a idade e a doença lhe impunham de maneira crescente. Pelo contrário, até a última aparição, com aquele gesto de apoiar as mãos sobre a janela de seu quarto, deixou uma mensagem inequívoca: não queria ser novamente hospitalizado, pois sua agonia chegava ao fim e julgava já estar na hora de voltar para a casa do Pai. Missão cumprida. Ele será para sempre lembrado como o papa que carregou aos olhos de todo o mundo a imagem do Cristo crucificado, que bebeu o cálice do sofrimento até a última gota. Com esse gesto profético deixou uma mensagem perene para o mundo: não é fugindo, mas é abraçando a cruz que se chega à ressurreição.


A renúncia voluntária de Bento XVI parece ir no sentido contrário, mas isso apenas aparentemente. Também ele carregou uma pesada cruz, não tanto física, mas psíquica e espiritual. Não fugiu dela. No entanto, em sua compreensão, o papado é um ministério, um serviço a ser cumprido enquanto ele tem condições para prosseguir na missão que lhe foi confiada. Talvez nem todos notem, mas este também é um gesto profético: perceber os sinais dos tempos e deixar que outro, em condições mais favoráveis, ocupe o lugar que não pertence a um ser humano, mas ao próprio Filho de Deus. A Igreja só conhece um Único Pastor, que é Jesus Cristo. Os demais são servos do Pastor dos Pastores. Os papas não são deuses, mas simples mortais, com todos os condicionamentos que esse fato comporta.
Mas o significado profético do gesto de Bento XVI parece apontar para ao menos duas outras direções. A primeira, para o sentido e a missão da própria Igreja. Ela também é humana, e profundamente humana. Carrega nas mãos um tesouro precioso, mas em frágeis vasos de barro. A segunda direção apontada por Bento XVI pode parecer muito arrojada, mas certamente marcará para sempre a história da Igreja. Daqui para frente os papas se sentirão impelidos tanto a imitar João Paulo II, sem medo de mostrar sua fragilidade, quanto a imitar Bento XVI: todos têm seu tempo, e chega um momento em que é preciso propiciar as condições para que outro tome o mesmo bastão e prossiga com mais força a grandiosa missão que não foi confiada a este ou àquele ser humano, mas à Igreja, sempre guiada por Jesus Cristo.
Enfim, este é certamente um momento histórico que deixará marcas para todo o sempre. As marcas de duas faces de um mesmo rosto: os ministérios exercidos na Igreja comportam a coragem de não fugir da cruz, mas igualmente a coragem de ceder o lugar a quem poderá proclamar com maior vigor a mensagem do Evangelho, que tanto se revela na fraqueza quanto na força; ambas manifestações do mesmo mistério da Cruz e da Ressurreição. À luz do Evangelho, o maior é sempre aquele que se faz o menor, e se faz o menor tanto o que morre com a cruz sobre os ombros e aos olhos de todos quanto aquele que passa a carregar sua cruz no silêncio de um mosteiro.

(Copiado do site do Frei Antônio Moser - http://www.antoniomoser.com)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"Bento XVI sempre manifestou apreço especial pelo Brasil", afirma Embaixador brasileiro junto à Santa Sé

Por: Rádio Vaticano
Em seus quase oito anos de pontificado, Bento XVI criou fortes vínculos com o Brasil e os brasileiros.


Entre os fatos mais relevantes, podemos citar a visita do Papa a São Paulo e Aparecida, em 2007, o Acordo jurídico entre Brasil e Santa Sé, assinado em 2008, e a escolha, em 2011, do Rio de Janeiro para sediar a Jornada Mundial da Juventude este ano.

O Embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Almir Franco de Sá Barbuda, qualifica como “excelentes” a relação entre os dois Estados:

Eu acho que as relações com o Brasil, como sempre foram, continuam excelentes. Esse pontificado foi marcado, sem dúvida, pelo Acordo sobre a situação jurídica da Igreja no Brasil. Foi um compromisso que o Presidente Lula assumiu com o Papa de que este Acordo seria assinado ainda durante o seu mandato. Trata-se de um Acordo que é bom para as duas partes e que deixa uma situação mais clara para a Igreja no Brasil. Este foi um grande ponto que inclusive foi ressaltado pelo Papa quando entreguei minhas credenciais. Bento XVI sempre manifestou um especial apreço pelo Brasil. Nós nos lembramos quando ele escolheu Aparecida para sediar a Conferência Episcopal Latino-americana em 2007. Depois, ele novamente escolheu, em uma série de cidades candidatas, o Rio de Janeiro para sediar a Jornada Mundial da Juventude. Esses três fatos são muito significativos da intensidade da relação entre esses dois Estados.

Almir Franco de Sá Barbuda apresentou suas credenciais em outubro de 2011 – a primeira ocasião em que pôde conversar com o Papa. Ele fala de suas impressões e do “desapontamento” dos brasileiros, que aguardavam acolher Bento XVI mais uma vez:

A ocasião em que eu estive com o Papa por mais tempo foi quando eu entreguei as minhas credenciais, quando eu fiquei conversando com ele pelo menos uma meia-hora e pude ver a clareza, a generosidade e a inteligência do Papa – eu o admiro muito por sua coragem. Sobretudo, fiquei muito admirado pelo interesse e pelo conhecimento que ele tinha do Brasil. Ele sabia não só das coisas boas que estavam acontecendo, mas também das coisas que o preocupavam: falou da expansão das seitas no Brasil, da Amazônia. E neste momento eu inclusive brinquei, dizendo que eu também me preocupava com a Amazônia porque eu nasci lá e eu disse que o governo tem todo o empenho em proteger aquela região tão importante. Depois disso, estive com ele em ocasiões mais protocolares. A última foi em janeiro, quando ele ofereceu uma recepção para todo o Corpo Diplomático e eu falei com ele rapidamente e disse do prazer que nós estávamos e do orgulho que o povo brasileiro tinha de recebê-lo para a Jornada e ele confirmou que estava muito contente de voltar ao Brasil. Até ali ninguém podia imaginar a reviravolta que aconteceu neste mês.

Sem dúvida alguma, foi um grande desapontamento, primeiro pela surpresa da renúncia do Papa e segundo pela pena de não vê-lo de volta ao Rio de Janeiro, pois todos esperávamos que se repetisse o que o Papa João Paulo II disse no Rio de Janeiro: ‘Se Deus é brasileiro, o Papa é carioca’. Nós esperávamos que ele voltasse a dizer isto no Brasil. Mas não será ele, mas será o próximo. Eu mantive contato estreito desde o início com a Congregação para os Leigos e todos me confirmaram que o próximo Papa irá e provavelmente será sua primeira viagem transatlântica. Eu recordo também que quando o Secretário particular do Papa, Dom Georg Ganswein, foi nomeado Arcebispo, eu fui na comemoração e lhe disse: ‘Espero vê-lo no Brasil’. E a resposta dele foi: ‘É claro, porque não existe Jornada Mundial da Juventude sem a presença do Papa’.

(BF)

"Amar a Igreja significa também ter a coragem de fazer escolhas difíceis."

Por: RÁDIO VATICANO
“Amar a Igreja significa também ter a coragem de fazer opções difíceis, árduas, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não nós mesmos” – recordou Bento XVI, na serena e ao mesmo tempo vibrante alocução que constituiu a última palavra pública do seu pontificado.

Na véspera de deixar o ministério petrino (amanhã, quinta-feira, 28 de fevereiro, às 20 horas), o Papa quis, antes de mais nada, “dar graças de todo o coração a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra, alimentando assim a fé no seu Povo”.
Bento XVI alargou o seu olhar a toda a Igreja e a todo o mundo, assegurando levar a todos no coração, na oração, confiando tudo e todos ao Senhor. E declarou viver este momento com “grande confiança”, na certeza de que “a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida”. “É esta a minha confiança, a minha alegria”.
Foi neste contexto que Bento XVI evocou o dia 19 de abril de 2005, quando assumiu o ministério de Pedro. Ouçamos as palavras com que, mais adiante nesta audiência, o Papa resumiu em português o essencial desta sua alocução:

Queridos irmãos e irmãs,
No dia dezanove de Abril de dois mil e cinco, quando abracei o ministério petrino, disse ao Senhor: «É um peso grande que colocais aos meus ombros! Mas, se mo pedis, confiado na vossa palavra, lançarei as redes, seguro de que me guiareis». E, nestes quase oito anos, sempre senti que, na barca, está o Senhor; e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor. Entretanto não é só a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na condução da barca de Pedro, embora lhe caiba a primeira responsabilidade; e o Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e sustentaram. Porém, sentindo que as minhas forças tinham diminuído, pedi a Deus com insistência que me iluminasse com a sua luz para tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito. 

Na alocução mais desenvolvida, em italiano, Bento XVI convidou todos a renovarem a sua firme confiança no Senhor, a confiarem-se “como crianças nos braços de Deus (disse), na certeza de que esses braços sempre nos sustentam, permitindo-nos caminhar dia após dia, apesar da fadiga”.
“Agradeçamos ao Senhor por cada um dos nossos dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus ama-nos, mas espera também que nós o amemos!”
Mas não foi só a Deus que Bento XVI quis agradecer neste momento especial da sua vida e antes da conclusão do seu pontificado. Na verdade – recordou – “um Papa nunca está sozinho na condução da barca de Pedro, embora lhe toque a primeira responsabilidade”.
“Nunca me senti sozinho na (responsabilidade) de levar a alegria e o peso do ministério petrino. O Senhor pôs ao meu lado muitas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, me ajudaram com a sua proximidade”.
E aqui o Papa mencionou expressamente: os cardeais, cuja “sageza, conselhos e amizade foram preciosos”, prosseguindo com os colaboradores mais diretos, desde o Secretário de Estado mas incluindo todos os que estão ao serviço da Santa Sé, muitos deles “na sombra, no silêncio e na dedicação quotidiana, com espírito de fé e de humildade”, “um apoio seguro e fiável”. Uma palavra de gratidão também ao Corpo Diplomático, representantes das Nações, e a “todos os que trabalham para uma boa comunicação”, um “importante serviço”. Menção de especial e afetuosa gratidão à “sua” diocese de Roma, a todos os irmãos no episcopado e no presbiterado, todos e todas as consagradas, e todo o Povo de Deus…
“nas visitas pastorais, nos encontros, nas audiências, nas viagens, sempre adverti grande atenção e profundo afeto; mas também eu quis bem a todos e a cada um, sem distinções, com aquela caridade pastoral que é o coração de cada Pastor, sobretudo do Bispo de Roma, do Sucessor do Apóstolo Pedro. Cada dia levei na oração cada um de vós , com coração de pai”.
Bento XVI agradeceu também de todo o coração as numerosas pessoas de todo o mundo que nas últimas semanas lhe enviaram – disse – “comoventes sinais de atenção, amizade e oração”.
“Sim, o Papa nunca está só, experimento-o agora uma vez mais, de um modo tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e tantíssimas pessoas sentem-se muito perto dele”.
Não foram só os “grandes do mundo” (chefes de Estado, chefes religiosos, representantes do mundo da cultura…) a escrever – esclareceu Bento XVI. Chegaram-lhe “também muitas cartas de pessoas simples”, que exprimem o que o coração lhes dita mostrando “todo o seu afeto, que nasce do estar conjuntamente com Cristo Jesus, na Igreja”…
“Escrevem como irmãos e irmãs ou como filhos e filhas, com o sentido de um elo familiar muito afetuoso. Aqui se pode tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, não uma associação com fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos. Experimentar a Igreja neste modo e poder assim com que poder tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor, é motivo de alegria, num tento em que tantos falam do seu declínio”.
“Nestes últimos meses senti que as minhas forças tinham diminuído (confessou Bento XVI),, e pedi a Deus com insistência, na oração, que me iluminasse com a sua luz para me fazer tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja”.
“Dei este passo na plena consciência da sua gravidade e também novidade, mas com uma profunda serenidade de espírito. Amar a Igreja significa também ter a coragem de fazer escolhas difíceis, dolorosas, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não nós próprios”. 

Ratzinger continuará Sua Santidade Bento XVI

Usará batina branca, simples e não mais os sapatos vermelhos

Ratzinger continuará a ser chamado de Sua Santidade Bento XVI. E pela primeira vez na história haverá um Papa Emérito ou Romano Pontífice Emérito. Informou o porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, nesta manhã de quarta-feira, 27 de fevereiro, durante coletiva de imprensa.

Bento XVI usará batina branca, simples e sem o mantelete que cobre os ombros. Os sapatos não serão mais os vermelhos. “O Papa ficou muito satisfeito com os sapatos que lhe presentearam no México, em Leon”, disse Pe. Lombardi.

O anel do pescador bem como o selo de chumbo do pontificado deverá ser inutilizado pelo Camerlengo conforme prevê a Constituição Universi Domici Gregis.

Padre Lombardi explicou que ao iniciar o período de Sé Vacante, o decano dos cardeais, D. Angelo Sodano, vai enviar aos cardeais uma carta de convocação para as Congregações gerais. Os trabalhos poderão começar na segunda-feira 04 de março. Durante as Congregações será determinada a data de início do Conclave.

Os cardeais que estarão em Roma durante o período das Congregações podem se hospedar onde preferirem. Ao se aproximar o Conclave eles irão para a Domus Santa Marta, no Vaticano. O número e a localização dos quartos dos cardeais serão sorteados durante as Congregações gerais.

(ZENIT: 27 de Fevereiro de 2013) © Innovative Media Inc.

FONTE: http://www.zenit.org/pt/articles/ratzinger-continuara-sua-santidade-bento-xvi

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

“Levar a Deus todas as almas possíveis”



Padre Michel Marie Zanotti Sorkine, arauto da Nova Evangelização

Levar a Deus todas as almas possíveis”. O Padre Michel Marie Zanotti Sorkine tomou esta frase a sério, e é o seu principal objetivo como sacerdote. É o que está a fazer depois de ter transformado uma igreja a ponto de fechar e de ser demolida na paróquia com mais vida de Marselha. O mérito é ainda maior dado que o templo está no bairro com uma enorme presença de mulçumanos numa cidade em que menos de 1% da população é católica praticante.
Foi um músico de sucesso
A para este sacerdote que antes foi músico de êxito e cabarés de Paris e Montecarlo é a “presença”, tornar Deus presente no mundo de hoje. As portas de sua igreja estão abertas de par em par o dia inteiro e veste a Batina porque “todos, cristãos ou não, tem direito a ver um sacerdote fora da igreja”.
Na missa: 50 a 700 assistentes
O balaço é impressionante. Quando em 2004 chegou à paróquia de S. Vicente de Paulo no centro de Marselha a igreja estava fechada durante a semana a única missa dominical era celebrada na cripta para apenas 50 pessoas.
Segundo o que conta, a primeira coisa que fez foi abrir a igreja todos os dias e celebrar no altar-mor. Agora a igreja fica aberta quase todo o dia e é preciso buscar cadeiras para receber todos os fiéis. Mais de 700 todos os domingos, e mais ainda nas grandes festas. Converteu-se num fenômeno de massa não só em Marselha, mas em toda a França, com reportagens nos meios de comunicação de todo o país, atraídos pela quantidade de conversões.
Um novo ‘cura de Ars’ numa Marselha agnóstica
Umas das iniciativas principais do padre Zanotti Sorkine para revitalizar a fé da paróquia e conseguir a influência de pessoas de todas as idades e condições sociais é a confissão. Antes da abertura do templo ás 08h00min da manhã já há gente à espera à porta para poder receber este sacramento ou para pedir conselhos a este sacerdote francês.
Os franceses contam que padre Michel Marie está boa parte do dia no confessionário, muitas vezes depois das onze da noite. E se não esta lá, anda pelos corredores ou na sacristia consciente da necessidade de que os padres estejam sempre visíveis e próximos, para ir à ajuda de todos aqueles que precisam.

A igreja sempre aberta
Outra das suas originalidades mais características é a ter a igreja permanentemente aberta. Isto gerou críticas doutos padres da diocese, mas ele assegura que a missão da paróquia é “permitir e facilitar o encontro do Homem com Deus” e o padre não pode ser obstáculo para que isso aconteça.
O templo deve favorecer a relação com Deus
Numa entrevista a uma televisão disse estar convencido de que “se hoje em dia a igreja não está aberta é porque de certa maneira não temos nada a propor, que tudo o que oferecemos já acabou. No nosso caso em que a igreja esta aberta todo o dia, há gente que vem, praticamente nunca vemos roubos, há gente que reza e garanto que a igreja se transforma num instrumento extraordinário que favorece o encontro entre a alma e Deus”.
Foi à última oportunidade para salvar a paróquia
O Bispo mandou-o para esta paróquia como último recurso para salvá-la, e fê-lo de modo literal quando lhe disse que abrisse as portas. “há cinco portas sempre abertas e todos podem ver a beleza da casa de Deus”. 90.000 carros e milhares de transeuntes passam e vêem a igreja e com os padres à vista. Este é o seu método: a presença de Deus e de sua gente no mundo secularizado.
A importância da liturgia e da limpeza
E aqui está o outro ponto chave para este sacerdote. Assim que toou posse, co a ajuda de um grupo de leigos renovo a paróquia, limpo-a resplandecente.  Para ele, este è outro motivo que levou as pessoas a voltarem à igreja: “Como é que podemos querer que as pessoas acreditem que Cristo vive nu lugar se esse lugar não estiver impecável, é impossível”.
Por isso, as toalhas do altar e do sacrário têm um branco imaculado. “É o pormenor que faz a diferença. Com o trabalho bem feito damos conta do amor que manifestamos às pessoas e às coisas”. De maneira taxativa assegura que “estou convicto que quando se entra numa igreja onde não está tudo impecável é impossível acreditar na presença gloriosa de Jesus”.
A liturgia torna-se o ponto central de seu ministério e muitas pessoas sentiram-se atraídos a esta igreja pela riqueza da Eucaristia. “Esta é a beleza que conduz a Deus”, afirma.
As missas estão sempre cheias e incluem procissões solenes, incenso, cânticos bem cantados... Tudo ao detalhe.
“Tenho um cuidado especial com a celebração da missa para mostrar o significado do sacrifício eucarístico e a realidade de sua Presença”. “A vida espiritual não é concebível sem adoração ao Santíssimo Sacramento e sem um ardente amor a Maria”, por isso introduziu a adoração e o terço diário, rezado por estudantes e jovens.
Os sermões são também muito aguardados e, inclusive, os paroquianos põem-nos on-line.  Há sempre uma referencia à conversão, para a salvação do homem. Em sua opinião, a falta desta mensagem na igreja de hoje “é talvez uma das principais causas de indiferença religiosa que vivemos no muno contemporâneo”. Acima de tudo clareza na mensagem evangélica. Por isso, previne quanto à frase de que “vamos para o céu”. Para ele esta é uma “música que nos pode enganar”, pois é preciso lutar, a começar pelo padre, para chegar até o Paraíso.
O padre de batina
Se alguma coisa distingue este sacerdote alto num bairro de maioria mulçumana é a batina, que veste sempre, e o terço na mão. Para ele é primordial que o padre seja descoberto pelas pessoas. “todos os homens, a começar por aquela pessoa que entra numa igreja, tem direito de se encontrar com um sacerdote. O serviço que oferecemos é tão essencial para salvação que o ver-nos deve ser tangível e eficaz para permitir esse encontro”.
Deste modo, para padre Michel, o sacerdote, é sacerdote 24 horas por dia. “O serviço deve ser permanente. Que pensaríamos de um marido que a caminho do escritório de manhã tirasse a aliança?
Neste aspecto é muito insistente: “quanto àqueles que dizem que o traje cria distância e porque não conhece o coração dos pobres para quem o que se vê diz mais do que o que se diz”.
Por último, lembra um pormenor relevante. Os regimes comunistas a primeira coisa que faziam era eliminar o traje eclesiástico sabendo a importância que tem para transmissão da fé. “Isto deve fazer pensar a igreja da França”, acrescenta.
No entanto, sua missão não se realiza apenas no interior do templo. É uma personalidade conhecida em todo o bairro, também pelos mulçumanos. Toma o pequeno almoço nos cafés do bairro, aí conversa com os fiéis e com a s pessoa que não praticam. Ele chama isso de sua pequena capela. Assim, conseguiu que muitos visinhos sejam agora assíduos da paróquia, e tenham convertido esta Igreja de São Vicente de Paulo numa paróquia totalmente ressuscitada.

Uma vida peculiar: cantor em cabarés
A vida de padre Michel Marie foi agitada. Nasceu e 1959 e tem origem russa, italiana e da Córsega. Aos 13 anos perdeu ma mãe, o que causou uma “fratura devastadora” que o levou a unir-se ainda mais a Nossa Senhora.
Com um grande talento musical, apagou a perda da mãe com a música. Em 1977 depois de ter sido convidado a tomar café em Paris de Montecarlo mudou-se para capital onde começou a sua carreira de compositor e cantor de cabarés. No entanto o apelo de Deus foi mais forte e em 1988 entrou na Ordem Dominicana por devoção a S. Domingos. Esteve com eles por quatro anos, e perante o fascínio por S. Maximiliano Kolbe passou pela Ordem Franciscana, onde permaneceu quatro anos.
Foi em 1999 quando foi ordenado sacerdote para diocese de Marselha com quase 40 anos. Além da música, que agora dedica a Deus, também é escritor de êxito, tendo publicado já seis livros, e ainda poeta.


Fonte: http://iluminareaquecer.blogspot.co.at/2012/padre-michel-zanotti.html
    


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Celebração de Envio dos capitulares



Ministro Geral.: Queridos irmãos, chegamos ao final deste Capítulo Geral, antes de voltar para nossas jurisdições, ainda quero fazer um gesto importante: invocar com fé o Espírito Santo, porque a sua luz guia os nossos passos e nos conduzir a Seus caminhos. Os presidentes das sete Conferências / Federações da Ordem, que serão a voz de todos os irmãos para pedir o dom de um novo Pentecostes, que Assis alcance todos os nossas fraternidades em todo o mundo. Nós nos juntamos a elas para receberem o dom do Espírito e vamos usá-las como instrumentos dóceis.
(Durante o canto de um cânone de invocação ao Espírito Santo, os presidentes, que estão dispostos em semicírculo em frente ao altar, de acordo com a ordem estabelecida, e proclamará uma invocação após receber uma lâmpada pelo Ministro Geral. Entre cada invocação “repete o cânone”).

Cânone: Vem Espírito Santo de Deus, como vento que sopra sobre a Igreja. Venha como fogo, fogo sobre nós, para sermos verdadeiras testemunhas de Jesus.


Presidente da AFCOF: Vinde ó Espírito Santo, a guiar-nos também como orientou o Filho de Deus em Sua missão como Mestre e Pastor de seus irmãos: ajuda-nos a descobrir o dom de sermos filhos de Deus. Faça-nos discípulos capazes de conduzir nossas vidas com a Palavra Eterna e para compartilhar com todos a vocação à vida divina.
Presidente da CEC: Vem, ó Espírito Santo, que guiou os apóstolos a viverem com Jesus para aprender d’Ele as palavras do Pai, e, em seguida, continuar a missão de Cristo; vem sobre nós, pois aprendemos a estar com ele para conhecê-lo, e torná-lo conhecido para cada irmão que encontrarmos.
Presidente da CEO: Vem Espírito Santo, coragem dos Apóstolos, soprar em nossas velas e nos ajudar a remar mar adentro, para trazer a fé distante: concede o seu amor que não tem limites e a não parar em nossa pobreza e vulnerabilidade.
Presidente da CFC: Vem ó Santo Espírito, que fala para a Igreja no cotidiano da nossa vida. Faça todos os batizados e a nós, antes de tudo, ouvintes atentos da Palavra de Cristo e humildes e mansos pregadores da infinita misericórdia do Pai.
Presidente CIMP: Vinde Santo Espírito, que envias missionários ao redor do mundo, somos também missionários em nossa sociedade, especialmente para as últimas pessoas e aos jovens que estão procurando no Evangelho um farol de esperança e uma promessa de felicidade plena.
Presidente da FALC: Vinde, Espírito Santo, e converte as nossas comunidades para que se tornem locais de verdadeira fraternidade, onde prevaleça o diálogo, e um profundo e sincero respeito pela diversidade, onde o amor e a misericórdia supere qualquer divisão. Dê-nos Fraternidades "contagiosas" e que difundam em sua volta o perfume da Caridade. 
Presidente da FAMC: Vem Ó Espírito Santo, amor sem fim, dê-nos a sua sabedoria para realizar a missão com consciência atenta aos sinais dos tempos e as necessidades profundas das pessoas de hoje. Abrir as portas de nossos corações e das mentes, de modo que incentivado, possamos seguir nos caminhos da humanidade, ouvir suas necessidades e falar como Jesus aos seus corações e às suas vidas para dar-lhes a fé e a esperança.


Ministro Geral.: Ilumina Pai estes teus filhos, reunidos aqui, entorno do túmulo do Seráfico Pai São Francisco, em nome e diante de toda a Ordem e da Igreja, a missão dos apóstolos, porque são ouvintes da Palavra que salva e anunciadores incansáveis ​​do Evangelho. Incutir-lhes o Paráclito Espírito Santo, o Espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade, e enchê-los com o espírito de admiração e reverência. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.
Ministro Geral.: Caríssimos, queremos elevar outra oração, neste Ano da Fé, à Maria nossa Mãe e advogada da Ordem Seráfica, para que, com sua intercessão, nos ajude a sermos homens consagrados "crentes" e "confiáveis​​".

Todos: Santa Maria, uma mulher que acredita nos ajude a ter a coragem de ir de volta para o centro da nossa vida. Tu que não tivestes medo de se render à Palavra, para se tornar Carne em ti para a nossa salvação, ensina-nos a dar o salto de fé com a força de um "sim" ganhar todos os "se" e todos os "mas”. Leve-nos para o seu Filho, a verdadeira pérola de grande valor, e ajuda-nos a compreender o verdadeiro valor das coisas que são de valor inestimável. Amém!

Salve Sancte Pater, pàtriæ lux,
forma Minórum: virtútis spéculum,
recti via, régula morum;
carnis ab exílio duc nos ad regna polórum.

Oração final (todos os Capitulares)
Ricordati, o padre nostro Francesco, di tutti noi tuoi figli. Tu, o santissimo, conosci perfettamente come, angustiati da gravi pericoli, solo da lontano seguiamo le tue orme. Dà a noi forza per resistere, purificaci perché risplendiamo, rendici fecondi perché portiamo frutto. Ottieni che sia effuso su di noi lo spirito di grazia e di preghiera, perché abbiamo la vera umiltà che tu hai avuto, osserviamo la povertà che tu hai vissuto, meritiamo quella carità con cui tu hai sempre amato Cristo crocifisso. Egli vive e regna con il Padre e lo Spirito Santo nei secoli dei secoli. Amen. (FF 224)

Bênção Solene

Ministro Geral.: Benedícat vos Dóminus, et custódiat vos. 

Tutti: Amen.

Ministro Geral.: Illúminet fáciem suam super vos, et misereátur vestri. 

Tutti: Amen.

Ministro Geral.: Convértat vultum suum ad vos, et donet vobis suam pacem. 

Tutti: Amen.

Ministro Geral.: Benedícat vos omnípotens Deus, Pater et Fílius + et Spíritus Sanctus. 

Tutti: Amen.

Diácono: A alegria do Senhor seja a nossa força, ide em paz.
Todos: Graças a Deus

Representantes das Federações com o Ministro Geral

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Encerrado o 200º Capítulo Geral OFMConv


Aconteceu hoje a última sessão do Capítulo Geral

Os frades capitulares, depois de celebrarem a oração da manhã, se reuniram no Salão para prosseguir com os requisitos finais do Capítulo. Frei Oliviero Svanera foi o moderador.
No início da reunião foi eleita uma aplicação adicional (n º 29), que reuniu e promoveu várias propostas para o próximo sextênio que resultaram das discursões abertas. O Ministro Geral, em seguida, pediu que a escolha do novo Ecônomo Geral para substituir Frei Giorgio Silvestri, fosse deixada para ele e o Definitório Geral. Frei Giorgio agradeceu pela realização do seu trabalho. O Capítulo aceitou a proposta do Ministro Geral.
A "Mensagem Final" dirigida à Ordem, após a leitura, edição, comentários, além de algumas intervenções, foi aplaudida e aprovada pela Assembleia Capitular. Frei Marco Tasca também leu uma carta que será enviada, em nome dos Frades Menores Conventuais, ao Santo Padre para expressar sua proximidade com o Papa Bento XVI, por ocasião de sua renúncia ao Pontificado.
Após um breve intervalo foi anunciada a sexta e última sessão como parte final do Capítulo Geral. Frei Marco Tasca, como o sucessor de São Francisco, realizou uma exortação conclusiva dirigida aos frades, tendo em vista o retorno dos capitulares às suas respectivas jurisdições: "A Ordem vai mudar se cada irmão mudar", reitera o Geral. O Ministro também dá algumas orientações programáticas para a sua ação e do seu Definitório Geral durante os seis anos que se iniciam.



Finalmente, seguindo as orientações do Conselho Administrativo do Capítulo, o moderador convida a lembrar, e, a rezar pelo repouso dos frades falecidos, esta oração foi recitada em latim pelo Frei Luigi Costantini.
Seguindo o rito capitular com a pergunta: "Vocês concordam em pôr fim ao Capítulo e suas ações?" Todos respondem afirmativamente.
Entre os reconhecimentos feitos pelo Secretário Geral, se destaca, principalmente, ao Frei Lanfranco Serrini cuja presença em todo o Capítulo deu um belo testemunho  e que foi muito apreciado por todos. Aplausos e sentimentos de gratidão são expressos com os nomes dos frades que colaboraram na organização e realização do Capítulo.
Finalmente, a Assembleia foi dissolvida pelo Ministro Geral com a Bênção Solene e as palavras com que o Pai Seráfico despediu-se dos frades.







Frei Vincenzo Marcoli, Secretário Geral, presidiu a Missa. Ele trabalhou incansavelmente, sempre com um sorriso, para coordenar todas as atividades laboriosas do Capítulo Geral.
Às 21 horas, para selar o Capítulo, um concerto com a Orquestra de Câmara da Úmbria, realizada com a presença dos membros do 200º Capítulo Geral na Basílica Inferior de São Francisco de Assis, dirigida pelo Frei Giuseppe Magrino, Diretor do Coro da Basílica, com músicas que ele mesmo tinha composto. 


Frei Alessandro Ratti OFMConv (tradução São Francisco em CONVersa)


A renúncia de Bento XVI: um precedente evangélico

Por: Maria Clara Bingemer (Professora e teóloga da PUC-Rio)

Eram oito horas da manhã quando o telefone tocou. Em pleno carnaval, descansando fora do Rio, eu dormia até mais tarde. A voz vinha de longe e lentamente ativava as sinapses de meu cérebro. Quando escutei “a renúncia do Papa de Bento XVI ao cargo”, o choque de adrenalina me fez acordar de vez. Pedi um tempo para me inteirar da situação. E fui verificar. Era verdade.
Em meio às plumas e paetês das escolas de samba a notícia da renúncia do Papa começou a ganhar volume e espaço. E a assombrar a todos! Nunca antes...jamais se viu...como pode ser...por quê? Lembrei-me de outras ocasiões, quando minha mãe me avisou: “O Papa morreu”. E eu lhe disse que se enganava por pensar que se referia a Paulo VI. E era João Paulo I, o Papa sorriso. Ali também havia a surpresa e o sabor do inesperado. Ali também experimentávamos perplexidade.
Bento XVI não morreu. E isto faz toda a diferença. Foi um papa lúcido e em plena posse de suas faculdades mentais que anunciou na Praça São Pedro sua decisão inabalável de renunciar ao cargo de bispo de Roma e de sucessor de Pedro. Marcava data e prazo: 28 de fevereiro. Agradecia a todos que o ajudaram em seus quase oito anos de papado, pedia perdão pelos erros e...entregava a Igreja nas mãos de seu Supremo e Único Pastor, Jesus Cristo, assim como ao cuidado maternal de sua mãe Maria.
Surpresa como todos diante do inesperado gesto de Bento XVI, aos poucos fui sentindo o peso e a importância desta decisão e deste anúncio. Parece-me de uma grandeza impressionante, de uma coragem enorme e de uma inspiração evangélica. Nunca durante este pontificado senti tão presentes o sopro e o impulso do Espírito como neste anúncio dado na Praça de São Pedro no último dia 12 de fevereiro.
A decisão livre e minuciosamente refletida e pensada de Bento XVI pode ter um enorme significado para a Igreja. Porque se o Papa pode deixar seu cargo por motivos de idade, por sentir que lhe faltam as forças e o vigor físicos para exercer como deveria a posição que ocupa, a mesma interpelação se abre para outros segmentos eclesiais. Por que não teriam que fazer o mesmo os superiores das ordens e congregações religiosas masculinas e femininas? Por que se eternizariam em cargos de chefia tantos coordenadores de movimentos leigos que não se mostram dispostos a dar um passo para liberar o caminho aos mais jovens?
Antes do Papa, a Igreja havia já assistido à renúncia do superior geral dos jesuítas, o holandês Peter Hans Kolvenbach. Depois de 25 anos à frente da Companhia de Jesus, a ordem mais forte da Igreja, o Pe. Kolvenbach apresentou sua renúncia. Já vinha tentando fazê-lo desde o pontificado de João Paulo II, que nunca a aceitou. No entanto, pôde depo-la nas mãos do Papa Ratzinger, que entendeu perfeitamente seu desejo e sua decisão.
O “Papa Negro”- como é chamado o geral dos jesuítas – ao renunciar prenunciava esta outra renúncia, a do Papa sucessor de Pedro. Em ambos a mesma atitude de fundo: liberdade interior e desapego do poder. Sair porque vê conscientemente seus limites. Afastar-se do cargo porque reconhece humildemente não ter condições objetivas de exercê-lo. Deixar o poder que lhe foi outorgado pelo colégio cardinalício e reconhecido por toda a Igreja nas mãos desse mesmo colégio para que escolha um sucessor para si mesmo.
No dia 28 de fevereiro Bento XVI se retirará à sede de Castelgandolfo, no sul de Roma e deixará o governo após quase oito anos de papado. Depois de eleito seu sucessor, viverá na cidade do Vaticano, dedicando-se àquilo que ama fazer: ao estudo, à escrita, à oração.
Com sua atitude nitidamente na contra mão da lógica do poder, Bento XVI abre o caminho a uma reformulação do papado que já deveria há muito ter sido feita na Igreja Católica. Seu sucessor, seja ele quem for, encontrará esse precedente aberto na Igreja e isso certamente deverá impactar em seu comportamento, em seu estilo de governar e na compreensão que terá de seu cargo e ministério.
Com seu gesto extremamente humilde e realista, Bento XVI deixa a autoridade que lhe foi conferida como Papa, mas permanece investido de outra autoridade, mais evangélica, mais inspirada e inspiradora, mais perene: a autoridade do testemunho. Foi um confessor – como os do cristianismo primevo - aquele que, fragilizado pela idade e pelo cansaço, com a voz tênue e quase inaudível, reconheceu seus limites e abdicou do poder que detinha. Assim entrava na esfera daquela humildade que deve ser mais forte e presente ainda nos que detêm cargos de mando, tal como ensinou o Mestre Jesus de Nazaré.
  Se faltasse ainda algo para convencer-nos da beleza do acontecimento que ungiu a Igreja inteira com a renúncia do Papa, talvez fosse importante prestar atenção ao respeito atento e admirativo que esta despertou naqueles que mais divergiam de suas idéias e de seu magistério. Leonardo Boff, por exemplo, declarou que a atitude de Bento XVI merece toda admiração e respeito. Assim também o teólogo suíço Hans Küng, com quem Ratzinger teve alguns embates bem conhecidos: "A decisão de Bento XVI merece grande respeito, é legítima, compreensível e também corajosa. Nunca esperei que este Papa conseguisse me surpreender, algum dia, de maneira tão positiva".
A nós que somos espectadores e testemunhas deste evento histórico-teologal, que a atitude do Papa nos inspire e ilumine nesta Quaresma que agora começamos.

Fonte:http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=22888&cod_canal=47

A verdadeira causa da renúncia do Papa

[Texto escrito por um jovem espanhol, de autoria desconhecida, com idade de 23 anos]

Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: "Daniel, o papa demitiu-se". E eu de supetão respondi: "Demitiu-se?" A resposta era mais do que óbvia, "Quer dizer que renunciou, Daniel, o Papa renunciou!"

O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este assunto de o Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entende.

Eu sou católico. Um entre tantos. Destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a uma certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém (nem pelo Papa). Depois a uma certa altura de minha vida, voltei a ter gosto pelo meu lado espiritual (sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de padres), e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: sou católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras (destes como existem milhões por aí), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objecto de gozo e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa.

Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, perguntamo-nos: porquê? Por que renuncias, senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a fé? Ganhou a fé? E hoje, depois de 12 horas, acho que encontrei a resposta: o Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que ele fez a sua vida inteira.

É simples, assim.
O Papa renunciou a uma vida normal. Renunciou a ter uma esposa. Renunciou a ter filhos. Renunciou a ganhar um salário. Renunciou à mediocridade. Renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo. Renunciou a ser um padre a mais, porém também renunciou a ser um padre especial. Renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou a desfrutar do seu país. Renunciou à comodidade de dias livres. Renunciou à vaidade. Renunciou a defender-se contra os que o atacavam. Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à renúncia.

E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia ao seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está nas suas mãos, mas na de algo ou alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pederastia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um acto de heroísmo (destes que se realizam diariamente no meu país e ninguém os nota). Eu me lembro sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal... Pedro. Como foi que morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu mestre, só que de cabeça para baixo.

Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado pelos seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados, e não respondem. E quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. "Peço perdão pelas minhas faltas". Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial. Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o facto de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma... este tipo de pessoas já não existe no nosso mundo.

Vivo num mundo onde é divertido gozar com o Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual (para depois certamente ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo num mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra ele porque, "com que direito ele renuncia?" Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem activos e trabalhando (e ainda por cima sem ganhar dinheiro) e ajudando a multidões. Pois é.

Pois agora eu sei, senhor Ratzinger, que vivo num mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor à Igreja. Morra então tranquilo, senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: humilde.

Bento XVI, obrigado por suas renúncias.

Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero cada um (mórmons, homossexuais, ateus e abortistas) como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam, que vale a pena ser feliz.

 (impossível citar fonte original)
Texto da página: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=347187935394955&set=a.318050898308659.72218.100003112558819&type=1

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Papa anunciará renuncia

O Papa Bento XVI informou nesta segunda-feira (11) que vai renunciar ao pontificado em 28 de fevereiro. Leia abaixo a íntegra do discurso em que ele, falando em latim, fez o anúncio:

"Caríssimos Irmãos,
convoquei-vos para este consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino.
Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado.
Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração, vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice.
Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus."



Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Fonte: Globo News
Foto: Jornal ' L'Osservatore Romano', do Vaticano

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Criação e unificação de províncias na Ordem


Após checar o número preciso de frades com direito a voto, primeiro de uma emenda no n º 14 do Diretório, foi apresentado por Frei Franco Buonamano, Ministro Provincial da Úmbria o  Nº 22 do Instrumentum Laboris, que trata do início da unificação cinco Províncias da Itália Central  (Margraviate, Úmbria, Toscana, Sardenha e Romana).
Seguindo esta pauta, Frei Justin Biase e Frei James McCurry apresentam o Nº 23 sobre a conclusão da unificação das duas Províncias americanas da Imaculada Conceição e Santo Antônio de Pádua das quais são Provinciais respectivamente. Esta unificação está prevista para ser concluída no final de 2014.
Essas unificações permitirão a essas jurisdições aumentar o número de frades em cada convento, e assim, melhorar as oportunidades vocacionais e formativas, a vida das fraternidades, com a esperança de que a Ordem irá rejuvenescer, mesmo sacrificando estruturas importantes e presenças queridas, que têm dado tanto para a história da família Conventual e do Carisma Franciscano.
As Moções 22 e 23 foram aprovadas quase por unanimidade. O processo de unificação e consolidação vai continuar.



Após o intervalo, veio o tão esperado Tema: a Moção de n º 21 relativa à elevação a uma Província, a Custódia presente no México dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe. A Custódia que é uma Circunscrição ainda não autônoma nasceu da Missão dos Frades Siciliano na América Central em 1977, apoiado também pelos frades da Província de São Boaventura, dos Estados Unidos. O Ministro Provincial da 'Província Mãe' Frei Angelo Busa, leu um relatório positivo sobre a situação e as atividades da Custódia.
Em seguida, Frei José Luis Alcantar Solis, o Custódio, deu um Relatório históricos, estatísticos e as perspectivas futuras da presença dos Franciscanos Conventuais no México. Finalmente, Frei Jorge Fernandez, da FALC, leu o relatório sobre a visita canônica realizada, e confirmou que as disposições necessárias, profissional e econômica para a construção de uma Província estavam prontas. Um forte e alegre aplauso saudou a aceitação do voto favorável que ratificou o acontecimento histórico do nascimento da Província Mexicana dos Frades Menores Conventuais. A celebração eucarística em memória de Nossa Senhora de Lourdes foi presidida pelo Frei José Luís, com o Provincial da Sicília Frei Spoto Gaimbattista, que foi o primeiro Custódio do México.
A refeição festiva para a importante decisão tomada pelo Capítulo foi marcada pela tristeza com a notícia inesperada da renúncia do ministério petrino feita pelo Papa Bento XVI.
Frei Alessandro Ratti (tradução SFC)
http://www.capgenofmconv2013.info/index.php?option=com_content&view=article&id=247:11-02-2013&catid=38:quarta-settimana&Itemid=65&lang=pl

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Peregrinação a Ósimo e a Loreto

Frades capitulares recebem relíquia em comemoração dos 350 anos da morte de São José de Cupertino

Um domingo de peregrinação para os frades Capitulares. No 07h00min três ônibus estavam esperando na “Piazza João Paulo II” para levar os frades ao Santuário Franciscano em Ósmio.
O tempo não era promissor e a neve caiu bastante e os Apeninos de um céu escuro. A paisagem branca era encantadora e as estradas limpas e transitáveis. Chegando a Ósmio e sentindo muito frio, os frades celebraram a Missa Solene da "peregrinação" em honra de São José de Cupertino, cujo 350 º aniversário de morte é comemorado este ano.
No início da missa, o Guardião do Convento Frei Pietro Guerrieri leu um breve relato sobre a história do Santuário e da sua associação com São José.
O prefeito da cidade deu as boas-vindas ao Ministro Geral Frei Marco Tasca, e ao Frei Lanfranco Serrini, ex-Ministro Geral, que veio da Província das Marcas, e a todos os frades. A homilia foi feita pelo Frei Giancarlo Corsini, Ministro Provincial das Marcas, que no final da Liturgia, juntamente com o Frei Michele Pellegrini, Provincial da Apúlia, presenteou cada Frade Capitular, com um ícone do "O Santo Voador" e uma preciosa relíquia para levar para cada Jurisdição da Ordem. As relíquias foram tomadas durante o recente reconhecimento do corpo do santo.
 Antes do almoço, os Frades tiveram a oportunidade de visitar a "pequena cela", em que São José foi confinado por seis anos e a renovada Cripta onde está os seus restos mortais.
Na parte da tarde os capitulares continuaram a peregrinação até Loreto. Quando eles chegaram ao Santuário Mariano, o Ministro geral conduziu a oração do rosário em frente à Santa Casa de Nazaré, usando a mesma coroa que pertencia a São José de Cupertino.
Cantando a Ladainha de Loreto os frades vêm em procissão para dentro das paredes que foram testemunhas da Anunciação a Maria, mostrando a devoção de toda a Ordem.
Na sala pintada por Pomarancio, recentemente restaurada, um Frade Capuchinho (guardião do santuário de Loreto) apresentou para os confrades Conventuais a história e a arte associada ao santuário. Cerca de 04h30min, com um esplêndido sol de inverno que tinha dispersado as nuvens pesadas de neve, os frades começaram a sua jornada de volta a Assis, espiritualmente elevado pela Peregrinação, pela amizade e acolhida experimentada durante este dia festivo.
Frei Alessandro Ratti OFMConv























http://www.capgenofmconv2013.info/index.php?option=com_content&view=article&id=239:10-02-2013&catid=38:quarta-settimana&Itemid=65&lang=it


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