Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

São Francisco e o Natal.



  
O primeiro Presépio ao vivo foi feito por São Francisco de Assis na noite de Natal de 1223, num monte junto da aldeia de Greccio, em Itália. O seu amigo João, dono da herdade, emprestou um boi e um jumento; o povo acorreu com archotes; Francisco, diácono, proclamou e explicou o Evangelho. Dizem os Biógrafos que, ao pronunciar o nome de Jesus, o Santo passava a língua pelos lábios como que a saborear mel; ao dizer Belém, a sua voz balia como a de um cordeiro; e quando pegou no Menino ao colo, a imagem de Jesus, em barro, animou-se e sorriu-lhe. O futuro Museu do Presépio também incluirá postais de quadros com São Francisco integrado na representação do Presépio.
Nesta página queremos apenas transcrever alguns dos textos das Fontes Franciscanas sobre como Francisco de Assis vivia o Natal e como desejava que ele fosse vivido pelos seus Irmãos.

A devoção de Francisco pelo Natal do Senhor e como desejou
que nesse dia todos os pobres fossem socorridos.

Mais do que nenhuma outra festividade, celebrava com inefável alegria o nascimento do Menino Jesus e chamava festa das festas ao dia em que Deus, feito menino, se amamentava como todos os filhos dos homens. Beijava mentalmente, com esfomeada avidez, as imagens do Menino que o espírito lhe construía, e, d'Ele entranhadamente compadecido, balbuciava palavras de ternura, à maneira das crianças. E o seu nome era para ele como um favo de mel na boca (1).
Um dia, estando os irmãos a discutir se poderiam ou não comer carne, dado que o Natal, esse ano, caía à sexta-feira, respondeu Francisco a frei Morico: «Irmão, é um pecado chamar dia de Vénus (2) ao dia em que nasceu para nós o Menino. Desejaria - acrescentou - que em semelhante dia até as paredes comessem carne, mas, como não é possível, sejam ao menos untadas com gordura».
Queria que nesse dia os ricos dessem comida abundante aos pobres e famintos, e que os bois e jumentos tivessem mais penso que o habitual. «Se eu falasse com o Imperador - dizia -, pedir-lhe-ia que promulgasse um édito geral para que todos os que pudessem fossem obrigados a espalhar trigo e outros cereais pelos caminhos, para que, em tão grande solenidade, as avezinhas, sobretudo as irmãs cotovias, comessem com abundância». Não conseguia reprimir as lágrimas ao pensar na extrema pobreza que padeceu nesse dia a Virgem Senhora pobrezinha (3). Uma vez, estando sentado à mesa a comer, e tendo um irmão recordado a pobreza da bem-aventurada Virgem e de seu Filho, imediatamente se levantou a chorar e a soluçar, e, com o rosto banhado em lágrimas, comeu o resto do pão sobre a terra nua.
Por isso chamava à pobreza virtude real, pois refulge com tanto esplendor no Rei como na Rainha. E como os irmãos lhe tivessem perguntado um dia, em Capítulo, que virtude tornaria alguém mais amigo de Cristo, respondeu como quem confia um segredo do coração: «Sabei, irmãos, que a pobreza é um caminho privilegiado para a salvação. As suas vantagens são inumeráveis, mas muito poucos as conhecem».

Tomás de Celano - Vida Segunda (2 C 199-200)

(1) C 84-86 e 1 1 S. Cf. Prov 16, 24.
(2) Veneris dies (venerdì, em italiano), dia consagrado a Vénus. Tal é, com efeito, o nome do quinto dia da semana segundo a etimologia pagã, em uso na maioria dos países ocidentais. Morico deveria empregar o termo eclesiástico ou litúrgico de feria Sexta (Sexta-feira).
(3) Literalmente: a querida Virgem pobrezinha. Para o Poverello, Nossa Senhora era a Poverella, o que dá à sua devoção um colorido bem original.

Natal: tempo de dar com generosidade do que lhe pertence, não
só aos pobres, como também aos animais e aves do céu.

Nós, que estivemos com o bem-aventurado Francisco, e estamos a redigir estas memórias, damos testemunho de que, muitas vezes lhe ouvimos dizer: «Se eu puder falar ao Imperador, suplicar-lhe-ei que, por amor de Deus atenda o meu pedido para que publique um édito em que seja proibido apanhar as irmãs cotovias, ou fazer-lhes qualquer mal. Do mesmo modo, quero que todos os governadores das cidades, os senhores dos castelos e vilas ordenem a seus súbditos que, em cada ano, pelo Natal, mandem pessoas espalhar trigo ou outros cereais pelos caminhos, para que as aves, e sobretudo as nossas irmãs cotovias, tenham que comer nesta grande solenidade. Gostava também, em homenagem ao Filho de Deus reclinado no presépio pela Virgem Maria, entre o boi e o burro, que toda a gente fosse obrigada a dar uma abonada ração de feno aos irmãos bois e aos irmãos burros, naquela santa noite. Enfim, no dia de Natal deviam todos os pobres saciarem-se à mesa dos ricos».
O bem-aventurado Francisco festejava com mais solenidade o Natal do que as outras festas do Senhor, porque, dizia, embora nas outras solenidades o Senhor tenha operado a nossa salvação, no dia em que Ele nasceu tivemos a certeza de que íamos ser salvos. Por isso, queria que no dia de Natal todos os cristãos exultassem no Senhor; por amor d'Aquele que se deu por nós, todo o homem devia dar com generosidade do que lhe pertence, não só aos pobres, como também aos animais e aves do céu.
Legenda Perusina (LP 110)

Como São Francisco queria persuadir o Imperador a publicar uma lei decretando que os homens, no dia de Natal do Senhor, alimentassem generosamente as aves, os bois, os burros e os pobres.

Nós, que vivemos com São Francisco e escrevemos sobre estes acontecimentos, testemunhamos que muitas vezes o ouvimos dizer: «Se eu puder falar ao Imperador, suplicar-lhe-ei e tentarei convencê-lo a que, por amor de Deus, e de mim, publique uma lei especial, decretando que nenhum homem capture ou mate as nossas irmãs cotovias ou lhes faça algum mal. Igualmente, que todas as autoridades das cidades e das aldeias e os senhores dos castelos obriguem, em cada ano, no dia do Natal do Senhor, os homens a espalhar trigo e outros grãos pelos caminhos, para que as irmãs cotovias e mesmo outras aves tenham de comer em tal Solenidade. E, por respeito para com o Filho de Deus que nesta noite a Santíssima Virgem Maria colocou na manjedoura entre um boi e um burro, quem tiver destes animais deverá provê-los abundantemente da melhor forragem, nessa noite. Do mesmo modo, no dia de Natal, os ricos deveriam saciar os pobres com ricos e saborosos manjares».
Pois São Francisco tinha mais profunda veneração pelo Natal do Senhor do que por qualquer outra Solenidade e dizia: «Depois que o Senhor nasceu para nós, devemos assegurar a salvação». Por isso queria que nesse dia os cristãos se alegrassem no Senhor e que, por amor d'Aquele que se entregou por nós, todos provessem com largueza não somente os pobres mas também os animais e as aves.
Espelho de Perfeição (EPF 114)

O presépio preparado em Greccio na noite de Natal

A suprema aspiração de Francisco, o seu mais vivo desejo e mais elevado propósito era observar em tudo e sempre o Santo Evangelho (1) e seguir a doutrina e os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo com suma aplicação da mente e fervor do coração. Reevocava as suas divinas palavras em meditação assídua e jamais deixava de ter presentes, em aprofundada contemplação, os passos da sua vida. Tinha tão vivas na memória a humildade da Incarnação e a caridade da Paixão, que lhe era difícil pensar noutra coisa.
Mui digno de piedosa e perene memória foi o que ele fez três anos antes da sua gloriosa morte, perto de Greccio, no dia da Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo (2). Vivia nessa comarca um homem, de nome João, de boa fama e melhor teor de vida, a quem o bem-aventurado Pai queria com singular afeição, pois sendo ele de nobre e honrada linhagem, desprezava a prosápia do sangue e aspirava unicamente à nobreza do espírito. Uns quinze dias antes do Natal, Francisco mandou-o chamar, como aliás amiúde fazia, e disse- -lhe: «Se queres que celebremos em Greccio o próximo Natal do Senhor, vai imediatamente e começa já a prepará-lo como vou dizer. É meu desejo celebrar a memória do Menino que nasceu em Belém de modo a poder contemplar com os meus próprios olhos o desconforto que então padeceu e o modo como foi reclinado no feno da mangedoura, entre o boi e o jumento». Ao ouvir isto o fiel e bondoso amigo, dali partiu apressadamente a fim de preparar no lugar designado tudo o que o Santo acabava de pedir.
E o dia chegou, festivo, jubiloso. Foram convocados irmãos dos vários conventos em redor. Homens e mulheres da região, coração em festa, prepararam, como puderam, círios e archotes para iluminarem aquela noite que viu aparecer no céu, rutilante, a Estrela que havia de iluminar todas as noites e todos os tempos. Por fim, chega Francisco. Vê que tudo está a postos e fica radiante. Lá estava a mangedoura com o feno e, junto dela, o boi e o jumento. Ali receberia honras a simplicidade, ali seria a vitória da pobreza, ali se aprenderia a lição melhor da humildade. Greccio seria a nova Belém.
A noite resplandecia como o dia, noite de encanto para homens e animais. Vem chegando gente. A renovação do mistério dá a todos motivos novos para rejubilarem. Erguem-se vozes na floresta e as rochas alcantiladas repercutem os hinos festivos. Os irmãos entoam os louvores do Senhor, e entre cânticos de júbilo fremente decorre toda a noite. O santo de Deus está de pé diante do presépio, desfeito em suspiros, trespassado de piedade, submerso em gozo inefável. Por fim, é celebrado o rito solene da Eucaristia sobre a mangedoura, e o sacerdote que a celebra sente uma consolação jamais experimentada.
Francisco reveste-se com os paramentos diaconais, pois era diácono (3) e, com voz sonora, canta o santo Evangelho. A sua voz potente e doce, límpida e bem timbrada, convida os presentes às mais altas alegrias. Pregando ao povo, tem palavras doces como o mel para evocar o nascimento do Rei pobre e a pequena cidade de Belém.
Por vezes, ao mencionar a Jesus Cristo, abrasado de amor, chama-lhe o «menino de Belém», e, ao dizer «Belém», era como se imitasse o balir duma ovelha e deixasse extravasar da boca toda a maviosidade da voz e toda a ternura do coração. Quando lhe chamava «menino de Belém» ou «Jesus», passava a língua pelos lábios, como para saborear e reter a doçura de tão abençoados nomes.
Entre as graças prodigalizadas pelo Senhor nesse lugar, conta-se a visão admirável com que foi favorecido certo homem de grande virtude (4). Pareceu-lhe ver, reclinado no presépio, um menino sem vida. Mas tanto que dele se abeirou o Santo, logo despertou, suavemente arrancado ao sono profundo. De resto, não deixava esta visão de ter um sentido real, já que, pelos méritos do Santo, o Menino Jesus ressuscitou no coração de muitos que o tinham esquecido e a sua imagem ficou indelevelmente impressa em suas memórias.
Terminada a solene vigília, todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria.

Tomás de Celano - Vida Primeira (1 C 84-86)

(1) Observar o santo Evangelho é a definição dada pelo mesmo São Francisco da «Regra e vida dos irmãos menores» (1 R 1, 2; 2 R 1, 1)
(2) Portanto, na noite de 25 de Dezembro de 1223. Como nota São Boaventura (LM X, 7), Francisco tinha-se munido da autorização papal. Não era então muito frequente a celebração da Eucaristia em «altar portátil»
(3) Diz Bartolomeu de Pisa que Francisco não quis receber o sacerdócio por humildade. São Bento, que era diácono, exerceu grande influência sobre o Poverello. Cf. Bihl em AFH 17 (1924) pp. 445-47
(4) Segundo São Boaventura (LM X, 7), é o mesmo João

Como São Francisco resolveu celebrar o Natal com a maior solenidade possível para estimular a devoção da gente de Gréccio.

Três anos antes da morte resolveu celebrar com a maior solenidade possível a festa do Nascimento do Menino Jesus, ao pé da povoação de Gréccio, a fim de estimular a devoção daquela gente. Mas para que um tal projecto não fosse tido por revolucionário, pediu para isso licença ao Sumo Pontífice, que lha concedeu (1). Mandou preparar uma mangedoira com palha, e trazer um boi e um burrito. Convocaram-se muitos Irmãos; vieram inúmeras pessoas; pela floresta ressoaram cânticos alegres...
Essa noite venerável revestiu-se de esplendor e solenidade, iluminada por uma infinidade de tochas a arder e ao som de cânticos harmoniosos. O homem de Deus estava de pé diante do presépio, cheio de piedade, banhado em lágrimas e irradiante de alegria. O altar dessa missa foi a mangedoira. Francisco, que era diácono, fez a proclamação do Evangelho. Em seguida dirigiu a palavra à assembléia, contando o nascimento do pobre Rei, a quem chamou, com ternura e devoção, o Menino de Belém. O Senhor João de Gréccio, cavaleiro muito virtuoso e digno de toda a confiança, que abandonara a carreira das armas por amor de Cristo e dedicava uma profunda amizade ao homem de Deus, afirmou que tinha visto um menino encantador a dormir na mangedoira, e que pareceu acordar quando São Francisco fez menção de pegar nele nos braços. É crível que se tenha dado esta aparição: há o testemunho não só da santidade do piedoso militar, como a veracidade do próprio acontecimento e a confirmação que lhe deram outros milagres ocorridos depois: o exemplo de Francisco correu mundo e ainda hoje consegue excitar à fé de Cristo muitos corações adormecidos; a palha dessa mangedoira, conservada pelo povo, serviu de remédio miraculoso para animais doentes e de preservativo para afastar muitas pestes. Assim glorificava Deus o seu servo, e mostrava, com milagres indesmentíveis, o poder da sua oração e da sua santidade.

São Boaventura - Legenda Maior (LM 10, 7)

(1) Os outros biógrafos não mencionam esta cautela de pedir autorização superior para a nova liturgia. Uma decretal de Inocêncio III datada de 1207 proibia os «ludi theatrales»

Como Santa Clara, estando gravemente enferma, foi levada
milagrosamente da Cela à igreja de S. Francisco.

Estando uma vez Santa Clara gravemente enferma, - tanto que não podia assistir ao ofício na igreja com as demais freiras, - e chegando a solenidade do Natal de Cristo, todas as religiosas foram a Matinas, sendo ela a única que ficou na cama, muito triste, por não poder ir com as outras, nem participar daquela espiritual consolação. Mas Jesus Cristo, seu esposo, não querendo que ela ficasse assim desconsolada, milagrosamente a fez transportar pelos Anjos à igreja de São Francisco, para que assistisse a todo o Ofício de Matinas e à Missa da meia-noite. E depois de ter recebido a santa Comunhão fez que fosse levada ao seu leito. Acabado o Ofício em São Damião voltaram as monjas para junto de Santa Clara, e lhe disseram:
- Ó nossa Madre, sóror Clara, que grande consolação a que recebemos, esta santa noite do Natal de Cristo! Prouvesse aos Céus que houvésseis assistido connosco!
E Santa Clara respondeu:
- Louvores e graças rendo a meu Senhor Jesus Cristo bendito, irmãs e filhas minhas muito amadas, porque a todas as solenidades desta santíssima noite, e maiores do que às que vós assistisses, assisti eu, com muita consolação da minha alma. Porque, por intercessão de meu padre São Francisco e por graça de Deus, estive presente na igreja de meu padre São Francisco, e com meus ouvidos corporais e mentais ouvi todo o canto e a música dos órgãos, e também recebi a santa Comunhão. E assim alegrai-vos e dai graças a Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Florinhas de São Francisco de Assis (Fl 35)

Como quando baixou do seu trono real (Sab 18, 15), a tomar carne
no seio da Virgem, cada dia o Filho de Deus desce do seio
do Pai, sobre o altar, para as mãos do sacerdote.

Ora, também o Filho, enquanto é igual ao Pai, de ninguém pode ser visto senão do modo como se vê o Pai, senão, do mesmo modo, graças ao Espírito Santo. E, por conseguinte, todos os que viram em nosso Senhor Jesus Cristo a sua humanidade, e não viram nem creram, segundo o espírito divino, que ele era o verdadeiro Filho de Deus, tiveram sentença de reprovação. Do mesmo modo, também agora têm sentença de reprovação todos os que vêem o sacramento consagrado pelas palavras do Senhor, sobre o altar, por intermédio dos sacerdotes, mas não vêem nem crêem, segundo o espírito divino, que é de verdade o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme o atesta o Altíssimo, que diz: - Isto é o meu Corpo e o Sangue da Nova Aliança, que será derramado por muitos (Mc 14, 22. 24). E ainda: - Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue, tem a vida eterna (Jo 6, 55).
Portanto, o que tem o espírito do Senhor que habita nos seus fiéis, esse, sim, recebe o santíssimo Corpo e Sangue do Senhor. Os demais, que não partilham desse espírito e todavia presumem comungar, esses comem e bebem a sua condenação (1 Cor 11, 29).
Por isso, ó filhos dos homens, até quando haveis de ser de coração duro? (Sal 4, 3). Porque não reconheceis a verdade, e acreditais no Filho de Deus? (Jo 9, 35). Eis que ele se humilha cada dia, como quando baixou do seu trono real (Sab 18, 15), a tomar carne no seio da Virgem; cada dia vem até nós em aparências de humildade; cada dia desce do seio do Pai, sobre o altar, para as mãos do sacerdote. E assim como aos santos Apóstolos se mostrou em carne verdadeira, assim agora se mostra a nós no pão sacramentado. Os Apóstolos com a sua vista corporal viam apenas a sua carne; mas, contemplando-o com os olhos do espírito, acreditavam que ele era Deus. De igual modo, os nossos olhos de carne só vêem ali pão e vinho; mas saiba a nossa fé firmemente acreditar que ali está, vivo e verdadeiro, o seu santíssimo Corpo e Sangue.
E é desta forma que o Senhor está sempre com os que crêem nele, segundo ele mesmo prometeu: - Eis que estou convosco até à consumação dos séculos (Mt 28, 20).
São Francisco de Assis (Exortações 1,7-22)

Salmo 15

Glorificai a Deus, nosso auxílio; louvai o Senhor Deus, vivo e verdadeiro, com cânticos de alegria (Sal 42,6).
Porque o Senhor é o Altíssimo, o terrível, o grande rei de toda a terra (Sal 46, 3).
Porque o santíssimo Pai do céu, nosso Rei desde a eternidade, mandou lá do alto o seu dilecto Filho, e ele nasceu da bem-aventurada Virgem Santa Maria.
Ele me invocou: «Tu és meu Pai»; e eu farei dele o meu primogénito, acima dos reis da terra (Sal 88, 27-28).
E naquele dia o Senhor Deus mandou a sua misericórdia, e um cântico que encheu a noite (Sal 41, 9).
Eis o dia que o Senhor fez; exultemos e alegremo-nos com ele (Sal 117, 24).
Porque nos foi dado o santíssimo e dilecto Menino, e por nós (Is 9, 5) nasceu durante uma viagem e foi deitado num presépio, por não haver lugar para ele na estalagem (Lc 2,7).
Glória ao Senhor Deus no mais alto dos céus, e na terra paz aos homens de boa vontade (Lc 2, 14).
Alegrem-se os céus, exulte a terra, rumoreje o mar e quanto ele encerra; regozijem-se os campos e tudo o que neles existe (Sal 95, 11-12).
Cantai-lhe um cântico novo; gentes todas da terra, cantai ao Senhor (Sal 95, 1).
Porque o Senhor é grande e digno de todo o lou- vor, temível sobre todos os deuses (Sal 95, 4).
Dai ao Senhor, ó família das gentes, dai ao Senhor honra e glória, dai ao Senhor a glória devida ao seu nome (Sal 95, 7-8).
Oferecei-lhe o vosso corpo para levar a sua santa cruz e segui até ao fim os seus mandamentos santíssimos  (Rom 12, 1; Lc 14, 27; 1 Ped 2, 21).
São Francisco de Assis (Ofício da Paixão - Salmo 15)
Note-se que este salmo se diz desde o Natal do Senhor até à oitava da Epifania, a todas as Horas.

Outros Textos

São Francisco dedicava um amor indizível à Mãe de Jesus, por ter sido ela que nos deu por irmão o Senhor da majestade, e por meio dela termos alcançado misericórdia (1 Ped 2,10).
São Boaventura - Legenda Maior (LM 9,2)

E do mesmo modo todos os irmãos jejuem desde a festa de Todos os Santos até ao Natal do Senhor, e desde a Epifania, que foi quando nosso Senhor começou o seu jejum, até à Páscoa.
São Francisco de Assis (1ª Regra 3,11; 2ª Regra 3,5)

O Pai altíssimo, pelo seu arcanjo São Gabriel, anunciou à santa e gloriosa Virgem Maria (Lc 1, 31), que esse Verbo do mesmo Pai, tão digno, tão santo e glorioso, ia descer do céu, a tomar a carne verdadeira da nossa humana fragilidade em nossas entranhas. E sendo Ele mais rico do que tudo (2 Cor 8, 9), quis, no entanto, com sua Mãe bem-aventurada, escolher vida de pobreza.
São Francisco de Assis (2ª Carta a todos os Fiéis 4-5)

E te rendemos graças porque, como por teu Filho nos criaste, assim também pela verdadeira e santa caridade com que nos amaste (Jo 17, 26), fizeste que Ele, o teu Filho, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascesse da gloriosa sempre Virgem a beatíssima santa Maria, e pela sua cruz e sangue e morte quiseste resgatar-nos, a nós  que éramos cativos.
São Francisco de Assis (1ª Regra 23,3)

Salve, Senhora santa Rainha, santa Mãe de Deus,
Maria, virgem convertida em templo,
e eleita pelo santíssimo Pai do céu,
consagrada por Ele com o seu santíssimo amado Filho
e o Espírito Santo Paráclito;
que teve e tem toda a plenitude da graça e todo o bem!
Salvè, palácio de Deus!
Salvè, tabernáculo de Deus!
Salvè, casa de Deus!
Salvè, vestidura de Deus!
Salvè, mãe de Deus!
E vós, todas as santas virtudes,
que  pela graça e iluminação do Espírito Santo
sois infundidas no coração dos fiéis,
para, de infiéis que somos, nos tornardes fiéis a Deus.
São Francisco de Assis (Saudação à Virgem Maria)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Cantamos a Beleza Encarnada

Por: Irmã Míria Kolling, ICM*
“Brilha hoje uma luz sobre nós, pois nasceu para nós o Senhor!” (Salmo 96/97) Com que emoção, alegria e espírito de adoração devemos nós celebrar este evento central da nossa fé - a Encarnação do Filho Eterno, Jesus Cristo, a beleza em pessoa, cuja luz resplandece para a humanidade em seu Natal! É através do Verbo feito Carne que temos acesso à beleza, à santidade e à glória de Deus. Em sua manifestação histórico-salvífica, a Beleza eterna de Deus se revela no tempo, o Infinito irrompe no finito, o Invisível se torna visível, o céu desce à terra e o Amor faz morada entre nós. “Apareceu a bondade do nosso Salvador”, diz Paulo a Tito (Tito 3,4), verdade que o sensível poeta Pe. Lucio Floro traduziu de forma tão terna e densa em nossa Missa da Noite Feliz :“Se Deus põe todo o seu amor divino no coração assim de uma criança, nas mãos fofinhas deste Pequenino vou pôr meu ser, vou pôr minha esperança!” Jesus Cristo, o rosto humano de Deus, é a Beleza Divina que nos salva, o Sol nascente e sem ocaso que nos visita, a Luz resplandecente que se derrama sobre a nossa noite, inundando-nos da alegria, da graça e do esplendor do céu. Em Jesus, a Palavra se faz Carne e habita entre nós (Jo 1, 14))!

O Verbo Eterno visitou o tempo, assumindo nossa humanidade, transformando a nossa história em história da salvação, devolvendo-nos a luz e a beleza para as quais fomos criados. É de tal forma admirável e maravilhoso este mistério, que palavra alguma pode traduzir, arte alguma consegue expressar. Cabe-nos acolher esta presença misteriosa, abrir-nos ao Amor e deixar-nos banhar pela divina beleza! Pois, no dizer de João Paulo II, em sua Carta aos Artistas, “A beleza é para dar entusiasmo ao trabalho, o trabalho para ressurgir!” Assim, mais do que simples aniversário e comemoração do nascimento de Jesus, o Natal é a memória e celebração do seu mistério redentor, realizando já na manjedoura a salvação que culmina com sua cruz, morte e ressurreição. É a Páscoa presente no Natal do Senhor! Este “Deus-Mistério”, este Mistério Pascal de Cristo, nós o celebramos sobretudo na Sagrada Liturgia, quando entramos em sintonia com a Divina Beleza e expressamos, através da Palavra e do silêncio, da ação ritual, dos gestos e símbolos, a Beleza e a Santidade de Deus em seu Filho Jesus, que se fez nosso Irmão! Sabemos que, entre os símbolos usados na Liturgia, a música é linguagem privilegiada para evocar o mistério, traduzir a beleza, expressar o indizível, encontrar o divino, levar-nos do visível ao Invisível, porque ela fala diretamente ao coração.
Nunca é demais lembrar que o canto, como parte integrante da liturgia, deve favorecer a experiência de beleza e alegria, remetendo-nos a Deus e favorecendo nosso encontro pessoal com o Senhor, “o mais belo entre os filhos dos homens”, conforme o Salmo 44. A liturgia, por si só, é “obra de arte”, poema completo e perfeito, no dizer da nossa poetisa mineira Adélia Prado, e não admite enfeites ou “verniz de purpurinas”, coisas supérfluas e artificiais, como completa Cláudio Pastro, nosso grande artista sacro. “A beleza litúrgica não é uma qualidade acessória ou secundária, mas pertence à própria identidade da celebração”. (Artigo “A beleza na liturgia”, de Joan Maria Canais, CMF, na revista Grande Sinal, janeiro-fevereiro 2002, pág. 97, Editora Vozes). E “a liturgia só é bela e, portanto, verdadeira, quando despojada de qualquer outro motivo que não seja a celebração de Deus, para Ele, por meio Dele, com Ele e Nele!” (Via pulchritudinis – o caminho da beleza, pág. 58 – Loyola). Como resposta à beleza luminosa de Cristo que vem ao nosso encontro e nos toca, na graça deste Natal, sobretudo pela Palavra e a Eucaristia, irrompa em nós o canto de adoração e ação de graças, traduzindo a alegria de saber-nos amados pelo Amor. Seja a nossa música uma solene profissão de fé! Transpareçam em nosso canto a luminosidade e a beleza do Deus Encarnado em Jesus! Alma em festa, coração de joelhos, mergulhados na Divina Beleza, o Deus Trindade, entoemos com a voz, a mente e a vida, nosso hino de louvor: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos que Ele ama...”

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Brilha uma LUZ sobre nós...

Por:  Ude Macedo*
Brilha uma LUZ sobre nós, pois nasceu para nós o SENHOR!

“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor” (Is 11,1-2).

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. 3. Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã. Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas; porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos” (Is 9,1-6).
Brilha uma luz sobre nós, pois nasceu para nós o Senhor!
Com que emoção, alegria e espírito de adoração nós devemos celebrar este acontecimento central da nossa fé — a Encarnação do Filho Eterno, Jesus Cristo, a beleza em pessoa, cuja luz resplandece para a humanidade em seu Natal!
É através do Verbo feito Carne que temos acesso à beleza, à santidade e à glória de Deus. Em sua manifestação histórica e de salvação, a Beleza eterna de Deus se revela no tempo, o Infinito irrompe no finito, o Invisível se torna visível, o céu desce à terra e o Amor faz morada entre nós. Apareceu a bondade do nosso Salvador, diz Paulo a Tito (Tito 3,4), verdade que o sensível poeta pe. Lucio Floro traduziu de forma tão terna e densa: “Se Deus põe todo o seu amor divino no coração assim de uma criança, nas mãos fofinhas deste Pequenino vou pôr meu ser, vou pôr minha esperança!”
Jesus Cristo, o rosto humano de Deus, é a Beleza Divina que nos salva, o Sol nascente e sem ocaso que nos visita, a Luz resplandecente que se derrama sobre a nossa noite, inundando-nos da alegria, da graça e do esplendor do céu.

Em Jesus, a Palavra se faz Carne e habita entre nós. (Jo 1,14)! O Verbo Eterno visitou o tempo, assumindo nossa humanidade, transformando a nossa história em história da salvação, devolvendo-nos a luz e a beleza para as quais fomos criados. É de tal forma admirável e maravilhoso este mistério, que palavra alguma pode traduzir, arte alguma consegue expressar. Cabe-nos acolher esta presença misteriosa, abrir-nos ao Amor e deixar-nos banhar pela divina beleza desta luz!
Jesus é a grande luz que vem para a humanidade toda, é o Deus conosco.
Enfeitamos nossas casas com luzes para dizer a todos: estamos esperando a grande Luz, Jesus que vem ao nosso encontro para nos libertar, salvar, mostrar o seu amor por nós. Deixemos a Luz entrar em nossos corações e fazer morada todos os dias da nossa vida. Porque quem anda na luz está longe das trevas, tem mais possibilidade de acertar e viver mais feliz.
Vamos irmãos nos esforçarmos para viver o verdadeiro Natal. Natal de amor, de fé, de bondade, de paz, e de alegria! Um feliz, santo e abençoado Natal para vocês. Que neste Natal o menino Deus encontre acolhida, ternura, calor em seu coração.
Que a luz de Jesus ilumine sua vida e da sua família todos os dias do ano!

domingo, 16 de dezembro de 2012

O presépio e o muro


Por: Frei Jaci de Freitas, OFM*
Quando Outubro chega e com ele a memória de muitos cristãos traz átona a imagem de São Francisco de Assis, venerado por todos como santo da ecologia, da fraternidade universal, da paz e do bem. Francisco quis que o seu movimento religioso estivesse unido à Igreja Católica, mas a história se encarregou de fazer com que os ideais franciscanos extrapolassem os muros do Vaticano.
A inven
ção do presépio é atribuída a São Francisco. Num bosque, em Greccio, na região da Úmbria italiana, Francisco, juntamente com os camponeses, um boi e um jumento, e uma imagem de barro do menino Jesus, encenou o nascimento de Jesus. Diz-se que, quando Francisco pegou ao colo a imagem, esta lhe sorriu. O teatro criado por São Francisco ganhou o nome de presépio e se espalhou pelo mundo para significar o nascimento singelo de Jesus na manjedoura de Belém. Os evangelhos apócrifos bem que já haviam descrito essa cena. Os dois animais usados por ele, o boi e o jumento, representavam, na mitologia egٍpcia, as figuras rivais dos irmãos Seth e Osíris. Quisera Francisco, naquele tenebroso inverno de 24 de dezembro de 1223, propor a reconciliação entre os opostos, mesmo tendo a alcunha de irmãos, como no caso dos deuses egٍpcios, já prefigurado nos irmãos Caim e Abel do livro do Gênesis! Todos os seres humanos, na sua diversidade, são chamados a viver em paz.

A mitologia eg
ٍpcia continua viva em dois povos irmãos, israelitas e palestinos, ambos descendentes dos irmãos Ismael e Isaac. O mundo assiste há décadas a briga sem fim entre eles. Em viagem recente ao Oriente Médio, causou-me impacto a construção de um muro cercando Belém, cidade onde teologicamente nasceu Jesus de Nazaré. Cravado quatro metros abaixo do solo e oito acima, uma vergonha de muro impede que trinta mil palestinos de Belém possam sair de sua terra natal. Belém ficou do outro lado de Jerusalém, embora unidas populacionalmente. Guardas vigiam em torres. Uma vala perto do muro impede qualquer tentativa de fuga. Os palestinos que têm permissão para trabalhar em Jerusalém precisam voltar às 19 horas. Caso contrário, perdem o direito de saída e ficarão presos para sempre em sua própria cidade. Além disso, o belemita que for encontrado em Tel Aviv em dia de trabalho também será levado para Belém e perderá a permissão de sair. Após a visita a Belém, o turista passa seguramente por revista ao entrar novamente em Israel. Tudo é feito para que o turista não retorne a Belém e para que o belemita emigre para outros países. Belém está desolada. O turismo religioso reduziu-se drasticamente. Inúmeras lojas estão fechadas. O povo de Belém passa por momentos de angústia e sofrimento, sem ter o que comer e sem perspectiva de vida. Na mesma situação estão os palestinos das outras treze áreas cedidas pelo governo israelense, o qual não aceitou a decisão da ONU que considerou ilegal o muro de Belém. Mesmo assim, renasce um novo muro. De Berlim? Não! De Belém. No entanto, o ocidente continua calado diante de tamanha atrocidade. 
São Francisco de Assis, se vivo estivesse, voltaria ao Sultão do Egito, Melek-el-Kamel, para propor a paz entre os povos. O Muro de Belém aprisiona um povo, contraria o real sentido do nascimento de seu ilustre filho, Jesus, e este, para cristãos e palestinos que nele crêem n a presença do Deus da paz que veio morar entre nós num presépio.


Publicado no jornal Estado de Minas, caderno Gerais, 3 de outubro 2008)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Papa dá dicas de como orar melhor e viver o Ano da Fé pelo Twitter


Após a bênção ao final da Catequese desta quarta-feira, 12, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cinco jovens, representando os cinco continentes, se aproximaram do Pontífice com um tablet, com o qual enviou seu primeiro tweet, após anúncio da abertura da sua conta @pontifex, no último dia 4.
“Queridos amigos, é com alegria que entro em contato convosco via Twitter. Obrigado pela resposta generosa. De coração vos abençoo a todos”. Este foi o seu primeiro tweet, seguido de questionamentos e dicas de como viver o Ano da Fé e orar melhor, mesmo com as ocupações do dia a dia de cada um, com trabalho, família etc
Inicialmente, os tweets serão publicados nas audiências gerais de quarta-feira, com possibilidade de crescimento na frequência. Os primeiros tweets responderão às perguntas endereçadas ao Papa sobre questões relativas à vida de fé.
Veja outros tweets de Bento XVI, na conta em português – @pontifex_pt  – até a tarde desta quarta:
Como podemos viver melhor o Ano da Fé no nosso dia a dia?
Dialoga com Jesus na oração, escuta Jesus que te fala no Evangelho, encontra Jesus que está presente nas pessoas que passam necessidade.
Como viver a fé em Jesus Cristo em um mundo sem esperança?
Com a certeza de que a pessoa crente nunca está sozinha. Deus é a rocha segura sobre a qual construir a vida, e o seu amor é sempre fiel.
Algumas sugestões para conseguir orar mais quando estamos tão ocupados com as solicitações de trabalho, da família e da sociedade?
Oferece tudo o que fazes ao Senhor, pede a sua ajuda em todas as circunstâncias da vida, e lembra-te de que Ele está sempre ao teu lado.

Com informações da Rádio Vaticano

Proclamem o nome e o Evangelho de Cristo


VATICANO, 10 Dez. 12 / 04:32 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVI fez uma especial exortação aos católicos para que proclamem o nome e o Evangelho de Cristo, fazendo-o ressonar "com claridade e audácia" em "todos os rincões da América".
O Santo Padre fez esta exortação ontem no seu discurso na Basílica de São Pedro aos participantes do congresso internacional titulado "Seguindo as pegadas da Exortação Apostólica Pós-sinodal Ecclesia in America, sob a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, Estrela da Nova Evangelização e Mãe da Civilização do Amor".

Aos participantes do evento organizado pela Pontifícia Comissão para a América Latina e pelos Cavaleiros de Colombo, o Papa disse que "o amor de Cristo nos urge a dedicar-nos sem reservas a proclamar seu Nome em todos os rincões da América, levando-o com liberdade e entusiasmo aos corações de todos seus habitantes. Não há nenhum trabalho mais urgente e benéfico que este. Não há serviço maior que possamos prestar a nossos irmãos. Eles têm sede de Deus".
Recordando a exortação apostólica pós-sinodal de João Paulo II, Ecclesia in America, Bento XVI recordou que o Papa peregrino "teve a intuição profética de incrementar as relações de cooperação entre as Igrejas das Américas do Norte, Central e do Sul, e despertar uma maior solidariedade entre suas nações. Hoje, esses propósitos merecem ser retomados para que a mensagem redentora de Cristo seja colocada em prática com maior afinco e produza abundantes frutos de santidade e renovação eclesial".
"O tema que norteou as reflexões da Assembleia Especial do Sínodo dosBispos para a América, há quinze anos, pode servir também de inspiração para os trabalhos desses dias. O encontro com Jesus Cristo vivo, caminho para a conversão, comunhão e solidariedade na América. Com efeito, o amor ao Senhor Jesus e a potência de sua graça irão se enraizar cada vez mais intensamente no coração das pessoas, famílias e comunidades cristãs de suas nações para que nelas se avance com dinamismo pelos caminhos da concórdia e do justo progresso".
Por isso, continuou o Santo Padre, "é um presente da Providência a realização desse congresso logo após o início do?Ano da Fé e depois do?Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, pois suas reflexões contribuirão valiosamente à árdua e imperiosa tarefa de fazer ressonar com claridade e audácia o Evangelho de Cristo".
"A Exortação Apostólica já mencionada apontava já a desafios e dificuldades que são ainda atuais com singulares e complexas características. Com efeito, o secularismo e diferentes grupos religiosos se expandem por todos os lados, dando lugar a numerosas problemáticas".
"A educação e promoção de uma cultura pela vida é uma urgência fundamental ante a difusão de uma mentalidade que atenta contra a dignidade da pessoa e não favorece e nem tutela a instituição matrimonial e familiar".
"Como não se preocupar com as dolorosas situações de emigração, desarraigamento ou violência, especialmente aquelas causadas pela delinquência organizada, narcotráfico, corrupção ou comércio de armamentos? Que dizer das lastimáveis desigualdades e das bolsas de pobreza provocadas pelas questionáveis medidas econômicas, políticas e sociais?", questionou o Papa.
"Todas essas importantes questões precisam de um esmerado estudo. A Igreja Católica tem a convicção de que a luz para uma solução adequada só pode vir do encontro com Jesus Cristo vivo que suscita atitudes e comportamentos cimentados no amor e na verdade. Esta é a força decisiva para a transformação do Continente americano".
Ante a urgência do trabalho evangelizador, o Santo Padre disse que "é preciso assumir esta missão com convicção e gozosa entrega, animando aos sacerdotes, aos diáconos, aos consagrados e aos agentes de pastoral a purificar e vigorizar cada vez mais sua vida interior através da sincera relação com o Senhor e a participação digna e assídua nos sacramentos".
"A isto ajudará uma adequada catequese e uma reta e constante formação doutrinal, com fidelidade total à Palavra de Deus e ao Magistério da Igreja e buscando responder às perguntas e desejos que estão no mais profundo do coração do homem. Deste modo, o testemunho da própria fé será mais eloquente e incisivo, e será maior a unidade no desempenho do vosso apostolado".
Bento XVI destacou que "um renovado espírito missionário e o ardor e generosidade do vosso compromisso serão uma contribuição insubstituível que a Igreja universal espera e necessita da Igreja na América".

"Como modelo de disponibilidade à graça divina e de total solicitude pelos outros –concluiu o Papa– resplandece nesse Continente a figura de Maria Santíssima, Estrela da Nova Evangelização, e a quem se invoca em toda a América sob o glorioso título de Nossa Senhora de Guadalupe".

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Papa pede aos teólogos “adesão responsável” ao Magistério da Igreja

O Papa manifestou seu apreço pela mensagem da Comissão, em razão do Ano da Fé, e que “ilustra muito bem a maneira específica como os teólogos, servindo fielmente a verdade da fé, podem participar no esforço evangelizador da Igreja”.



Essa mensagem retoma as questões do documento “A teologia hoje. Perspectivas, princípios e critérios”, que apresenta, de alguma forma, “o código genético da teologia católica, ou seja, os princípios que definem sua identidade e, portanto, garantem sua unidade na diversidade de suas conquistas (...). Num contexto cultural em que alguns são tentados em privar a teologia de seu status acadêmico, por sua relação intrínseca com a fé ou em prescindir da dimensão crente e confessional da teologia, com o risco de confundi-la com as ciências religiosas, esse documento relembra oportunamente que a teologia é confessional e racional, de modo inseparável, e que sua presença dentro da instituição acadêmica garante uma visão ampla e integral da própria razão humana”.

Entre os critérios da teologia católica, o Papa destacou que o documento menciona a atenção que os teólogos devem reservar ao “sensus fidelium”. “O Concílio Vaticano II, reafirmando o papel específico e insubstituível que compete ao Magistério, sublinhou, no entanto, que todo o Povo de Deus participa na função profética de Cristo (...). Este dom, o “sensus fidei”, é para o crente uma espécie de instinto sobrenatural, que possui uma conaturalidade vital com o próprio objeto da fé (...), e um critério para discernir se uma verdade pertence ou não ao depósito vivo da tradição apostólica. Também tem um valor proporcional porque o Espírito Santo não cessa de falar às Igrejas e de levá-las à verdade inteira”.

“Hoje em dia, no entanto, é particularmente importante esclarecer os critérios usados para distinguir o "sensus fidelium" autêntico de suas falsificações. De fato, não é uma espécie de opinião pública da Igreja, e é impensável recorrer a ele para contestar os ensinamentos do Magistério, já que o “sensus fidei” não pode se desenvolver autenticamente no crente autêntico, exceto na medida em que participa plenamente da vida da Igreja, e isto requer uma adesão responsável a seu Magistério”.

“Também este mesmo sentido sobrenatural da fé dos crentes leva, atualmente, a uma forte reação contra a ideia de que as religiões, especialmente as religiões monoteístas, seriam intrinsecamente portadoras de violência, sobretudo, devido por causa de sua afirmação da existência de uma verdade universal. Alguns acreditam que apenas o “politeísmo dos valores” garantiria a tolerância e a paz civil, estando de acordo com o espírito de uma sociedade democrática pluralista. Por um lado, é essencial relembrar que a fé num só Deus, criador do céu e da terra, responde às exigências racionais da reflexão metafísica, que não se fragiliza, mas reforça-se e torna-se mais profunda com a revelação do mistério do Deus-Trindade. Por outro lado, é preciso destacar a forma que a revelação definitiva do mistério do Deus único assume na vida e morte de Jesus Cristo, que vai ao encontro da Cruz como “um cordeiro levado ao matadouro””.

“O Senhor atesta uma rejeição radical de toda forma de ódio e de violência em favor da primazia absoluta do “ágape”. Portanto, se na história houve ou há formas de violência em nome de Deus, não devem ser atribuídas ao monoteísmo, mas a causas históricas, principalmente aos erros dos homens. É o esquecimento de Deus que leva as sociedades humanas a uma forma relativista, que inevitavelmente gera violência. Quando se nega a possibilidade de todos fazer referência a uma verdade objetiva, o diálogo se torna impossível e a violência, declarada ou subterrânea, torna-se a norma das relações humanas. Sem a abertura ao transcendente, que permite encontrar as respostas às perguntas sobre o sentido da vida e a forma de viver segundo uma moral, o homem se torna incapaz de atuar de acordo com a justiça e de se esforçar pela paz”.

“Se a ruptura da relação entre as pessoas e Deus traz consigo um profundo desequilíbrio na relação entre os homens, a reconciliação com Deus, atuada na Cruz de Cristo “nossa paz”, é a fonte fundamental da unidade e a fraternidade. Nesta perspectiva, também se coloca sua reflexão sobre (...) a doutrina social da Igreja no contexto da doutrina da Fé, que confirma que a doutrina social não é uma adição extrínseca, mas que, sem deixar de lado a contribuição de uma sadia filosofia, funda raízes nas fontes próprias da fé. Esta doutrina quer cumprir, na grande diversidade de situações sociais, o novo mandamento que o Senhor Jesus nos deixou: “Como eu vos amei, amai-vos uns aos outros””, concluiu o Pontífice.

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 07-12-2012 sobre Bento XVI recebeu, em audiência, os membros da Comissão Teológica Internacional que acabam de realizar sua sessão plenária.. Fonte em português: http://domtotal.com.br/noticias/detalhes.php?notId=543740

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vestes Litúrgicas: Pluvial

Por:Kairo Rosa Neves de Oliveira*
 
O pluvial é um manto amplo, aberto à frente que os clérigos usam em algumas circunstâncias.
O uso do pluvial é muito antigo, estando presente em representações da liturgia muito tempo. Atualmente, preserva ainda um apêndice, fruto de um antigo capuz que tais capas possuíam.



pluvial

Detalhe do apêndice que restara dos antigos capuzes.
O pluvial possui, à frente, um objeto, geralmente metálico, chamado alamar. Este funciona como um broche, unindo as duas partes do manto. O alamarpode ser fixo no pluvial ou removível.




Seu uso apesar de pequenas modificações e simplificações mantém-se semelhante ao longo dos séculos. Justamente em função de seu uso vem recebendo diferentes nomes através do tempo. Um nome muito conhecido é "capa de asperges" recebe esse nome em função de o celebrante usar-se dela durante o rito de asperges ao início da missa no rito extraordinário, entretanto, no rito ordinário, o celebrante não usa mais o pluvial, aspergindoos fiéis revestido com casula.


Asperges na forma ordinária do rito romano.

Asperges na forma extraordinário do rito romano.
Um nome pouco conhecido, mas que já fora outrora usado para designá-lo é "casula processionária", isto se dá pelo fato de ser usada em várias procissões, tanto no rito ordinário quanto no extraordinário. Recebeu ainda o nome, isto mais atualmente, de "capa de bênção" por ser usada na bênção com o Santíssimo Sacramento. A grosso modo, podemos dizer que os sacerdotes usam o pluvial em celebrações fora da missa e em procissõesextraordinárias. Abaixo vemos duas figuras do antigo uso do pluvial, no caso, o uso por bispos.



Como podemos ver, o pluvial é um paramento de grande tradição no rito romano. Seu não uso provoca uma perda às celebrações litúrgicas não apenas no que tange a tradição, mas também na beleza dos ritos. Adiante, listamos suas formas de utilização e as ocasiões em que ocorre. Lembremo-nos que o pluvial, como quaisquer outros paramentos, na falta de determinada cor litúrgica, pode-se usar este paramento na cor branca em substituição. Assim, as paróquias menos favorecidas economicamente podem adquirir um pluvial de cor branca e utilizá-lo enquanto ainda não possuírempluviais das outras cores litúrgicas.


Quem usa e como usa?
Na forma ordinária do rito romano usam pluvial apenas padres e bispos e, em restritas circunstâncias, diáconos. Na forma ordinária, os sacerdotes usam em todos os casos descritos abaixo, os diáconos apenas quando presidem a bênção solene com o Santíssimo Sacramento.
O pluvial pode ser usado sobre alva, sobre sobrepeliz ou roquete, ou ainda sobre as vestes corais; sempre com estola. Obviamente, quando usado em alguma procissão que faça parte de uma missa, usa-se com alva uma vez que ao retirar o pluvial, o sacerdote imediatamente veste a casula (que não pode ser usada sobre sobrepeliz, roquete ou vestes corais). As rubricas especificam a utilização em cada rito. Quando o sacerdote caminha, os diáconos levantam as pontas do pluvial.

O cardeal Ratzinger, com pluvial sobre vestes corais.

O Papa Bento XVI, com pluvial sobre vestes corais, nota-se claramente amurça vermelha.

O papa Bento XVI, com pluvial sobre a alva, cíngulo e estola; observa-se ainda as pontas do pluvial sendo seguradas pelos diáconos-assistentes.
O Papa com pluvial roxo, sendo as pontas deste seguradas pelos cardeais-diáconos.
Uso em procissões dentro da missa
Um dos usos do pluvial mais conhecidos é durante a celebração da missa em certas circunstâncias:
  • Procissão de domingo de Ramos;
  • Início da Celebração da Vigília Pascal;
  • Procissão de Corpus Christi;
  • Procissão na festa da Apresentação do Senhor;
  • entre outros.
Nestas circunstâncias, o sacerdote inicia a celebração fora da igreja onde se celebra, com pluvial, este é usado durante toda a procissão, para a incensação do altar no momento que chega. Só então o sacerdote, retirando o pluvial reveste-se com a casula. Ou, no caso de Corpus Christi, celebra a missa toda usando casula, a depõe e reveste-se com o pluvial para a procissão. Nestas circunstâncias, o pluvial é da cor da missa que se celebra (na falta de um pluvial desta cor, usa-se branco). Na falta do pluvial, o padre usa casula em seu lugar.


Procissão com pluvial vermelho por ocasião do domingo de ramos

Festa da Apresentação do Senhor 2001

Procissão por ocasião do Jubileu diocesano, observe o uso do pluvial sobre a batina filetada.
Presidir a missa sem celebrá-la
Quando o bispo encontra-se impossibilitado de celebrar a missa, ou ainda quando a utilidade pastoral aconcelhe que um padre ou outro bispo a celebre por alguma causa especial (falecimento de um familiar do padre, aniversário de ordenação etc) o bispo preside a celebração da missa, mas não oferece o Santo Sacrifício. Neste caso ele usa pluvial da cor da missa que se celebra e o sacerdote que celebra usa casula.

Papa João Paulo II, presidindo a missa que está sendo celebrada por outrosacedote. O papa à frente da Sede, de pluvial e o sacerdote ao altar decasula.
Presbítero Assistente

Na forma extraordinária do rito romano, existe ainda o presbítero assistente na missa pontifical. Este, revestindo-se de pluvial assiste ao bispo durante toda a celebração.



Liturgia das Horas
Na liturgia das horas quando celebradas com solenidade, principalmente as horas mais importantes, Laudes e Vésperas, o sacerdote usa pluvial. Tanto na forma ordinária quanto na extraordinária do rito romano, o pluvial segue a cor do tempo ou da festa que se celebra.


padres com pluviais verdes

padres com pluviais brancos/dourados.

Papa celebrado as vésperas com pluvial roxo na cidade de Roma em 2007.
Papa celebrando as vésperas com pluvial dourado nos Estados Unidos.
Com o Santíssimo Sacramento
Um dos usos mais comuns é para bênçãos e procissões com o SantíssimoSacramento. Nestas ocasiões o sacerdote usa pluvial durante a celebração e, para a bênção, usa ainda o véu-umeral sobre este. Quando a celebração envolve somente a bênção e algum rito de adoração a cor do pluvial é branca, quando é feita a celebração de alguma Hora Canônica com exposição do Santíssimo , usa-se paramentos da cor da liturgia das horas.

Bênção com o Santíssimo Sacramento
Sacramentos e Sacramentais fora da missa
O pluvial pode ser usado ainda em todos os sacramentos e sacramentais celebrados fora da missa, em alguns casos é obrigatório (segundo as rubricas de cada celebração). Para cada celebração uma cor específica, algumas da cor do tempo outras da cor referente ao sacramento/sacramental, a seguir destacamos alguns:
  • Instituição de Acólitos e Leitores fora da missa;
  • Colocação da pedra fundamental na construção de Igrejas;
  • Batismo, Crisma, Casamentos e Unção dos Enfermos fora da missa;
  • Assembleias quaresmais;
  • Celebração comunitária de penitência, com ou sem sacramento da confissão;
  • Funerais;
  • Para bênçãos (de pia batismal, de nova cruz de cemitério);
  • Celebração da Palavra.

Funerais
O Cerimonial dos Bispos e demais livros litúrgicos, prescrevem que nas celebrações exequiais feitas fora da missa ou em procissões entre a casa do falecido e a igreja e da igreja ao cemitério/cripta, usa-se pluvial de cor fúnebre. Tal cor é tradicionalmente negra, podendo ser substituída na forma ordinária pela roxa.


Uso por diáconos
Todos os casos acima mencionados referem-se apenas ao uso do pluvial pelos celebrantes, ou seja, os casos resumem-se ao uso do pluvial porpresbíteros e bispos. O uso do pluvial por diáconos resume-se um caso, bênção com o santíssimo sacramento, quando o diácono abençoa com o Santíssimo na âmbula ou no ostensório.

Diácono usando pluvial, observe a estola a tiracolo por baixo do pluvial.



Uso do pluvial pelos acólitos-assistentes
Na forma extraordinária do rito romano, além do presbítero-assistente também os acólitos-assintentes usam pluvial. Seu uso se dá somente nas missas pontificais do trono. Eles não usam estola. Caso portem a mitra, o báculo ou o solidéu, usam vimpas sob o pluvial.


Clique para ver a imagem no tamanho original







Mais fotos do uso do pluvial



http://fratresinunum.files.wordpress.com/2008/09/guido11.jpg
Papa Bento XVI na Basilica Papal de São Paulo fora dos Muros.

Cardeais de pluvial em procissão, à frente a mitra e o triregnum.


Pluvial vermelho


Uso do pluvial na festa de Corpus Christi.

Papa Paulo VI

Camilo Ruini, vigário do Papa para a diocese de Roma, com pluvial vermelho.

Missa presidida (mas não celebrada) pelo Papa Sixto IV na Capela Sixtina

Uso de pluvial em um mosaico do século XIII na Basílica de San Marco em Veneza





Durante um consistório, por ocasião da cerimônia da criação de cardeais, o papa usa pluvial ao impor o barrete.

Pluvial do Papa Pio XI.

Representação Típica de um pluvial.

Imagem de um pluvial vermelho, com o pseudo-capuz atrás.

Bispo com pluvial em cerimônia de bênção ("batismo") de sinos.

João Paulo II com pluvial

Papa Bento XVI com pluvial roxo

Papa João XXIII

*Fonte: http://www.salvemaliturgia.com/2009/08/pluvial.html
Pesquisa copiada do site acima por Jackson Silva no blog Serva do Senhor (http://anciladominiservadosenhor.blogspot.com.br/2010/08/pluvial-introducao-o-pluvial-e-um-manto.html)

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