Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

domingo, 4 de novembro de 2012

Santificar as pequenas realidades diárias!




 
“Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram? Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.

                               São Paulo escrevendo aos Romanos diz assim: “Foi assim que n’Ele nos escolheu antes da constituição do mundo, para sermos santos e imaculados diante dos seus olhos”. E ainda: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação”.
                               A nossa vocação, o nosso chamado é para a santidade. Eis, pois o desejo de Deus: sermos santos!
                               Hoje a nossa Mãe Igreja, nos convida a olhar para o céu e contemplar essa grande multidão de que nos fala o livro do Apocalipse.
                               Como observamos na 1ª. Leitura, todos estão marcados na fronte, estão revestidos de vestes brancas, lavadas e alvejadas no Sangue do Cordeiro.
                               A marca e as vestes são símbolo do Batismo, que imprime no homem, para sempre, o caráter da pertença a Cristo, e a graça renovada e aumentada pelos sacramentos e pelas boas obras.
                               Todos passaram por este mundo lutando com dificuldades e tentações muito parecidas às nossas. Mas venceram pelo Sangue do Cordeiro.
                               Daqui a poucos instantes, iremos renovar nossa profissão de fé: Creio na comunhão dos Santos.
                               Enquanto igreja militante, pedimos a intercessão dessa “multidão” a fim de que por seu testemunho do Cordeiro, possamos corresponder ao chamado de Deus:        Sede Santos!
                               Nunca será demais relembrar que nesta “multidão”, ‘há um incontável número de homens e mulheres, que passou por este mundo semeando amor e alegria sem terem consciência disso’. Santificando-se, santificaram...
                               Quantos se ocuparam de um trabalho, uma atividade semelhante a nossa! Quantos experimentaram o que experimentamos nessa busca de correspondermos ao chamado de Deus: ‘lutando contra nossas paixões e tendências desordenadas; recomeçando sempre de novo...’ O recomeço será sempre o segredo das grandes buscas, dos grandes ideais!
                               A santidade, caríssimos irmãos, “não depende do estado – solteiro, casado, viúvo, religioso, sacerdote – mas da correspondência pessoal à graça que a todos é concedida”.
                            Assim, a Igreja sempre nos recorda que é justamente no cotidiano das nossas ocupações, lá onde Deus nos designou é que devemos nos santificar e santificar as realidades em nossa volta.                                 Não podemos nos esquecer que “Para amar a Deus e servi-lo, não é necessário fazer coisas estranhas, extraordinárias”.
                               “Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito”. O problema é que entendemos perfeição como algo sem defeito! Daí nossa dificuldade de colocarmos em prática o que Nosso Senhor nos pede.
                               Que tal começarmos a pensar em perfeição como algo feito ao longo do tempo?
                               Nesse sentido, ser per-feito é algo que se vai construindo entre altos e baixos, entre graça e pecado, entre acolhimento e rejeição, entre luzes e trevas...
                               No sentido do exercício de nossa vocação á santidade, significa que a mesma vai se construindo, vai acontecendo, vai se revelando... Ser santo, não significa ser perfeito, sem defeito. Não!
                               Significa antes de tudo, uma construção existencial que se vai dando ao longo do próprio exercício de existir; sempre como possibilidade de se concretizar plenamente na medida em que vamos nos abrindo a graça de Deus.
                               Santificar as pequenas realidades diárias! Talvez aqui esteja um dos segredos do exercício de nossa vocação. Construir o céu já aqui a partir de situações bem concretas. Acredito, que será sempre na concretude existencial humana e relacional que Deus nos pedirá contas de nossa vocação a santidade.
                               Vivemos numa realidade de mundo, de relações interpessoais, onde não se cultivam mais os verdadeiros valores humanos e cristãos. É um ambiente muitas vezes hostil a Deus e à mensagem daqueles que no exercício da santidade se mostraram heróis da fé.
                               Assistimos com pesar a uma multidão de gente que são tidos por boa parte da população como heróis: artistas, atletas, cantores, etc. Em consciência não posso deixar de lembrar o episódio de uma determinada novela, onde o país parou para assistir o último capitulo.
                               Pergunto: o que p.ex. aquela determinada personagem transmitiu enquanto valores humanos e cristãos?  Nada! Ao contrário, semeou em tantos corações sementes de ódio, vingança, adultério, desrespeito pela vida humana. São esses nossos heróis? São esses nossos modelos? Não!
                                Nossos verdadeiros heróis e modelos são os Santos.  São todos aqueles que ao longo da sua existência humana e cristã foram lavando e alvejando suas vestes no Sangue do Cordeiro.
                               Meus irmãos, em Jesus, o Santo, encontramos o verdadeiro sentido de nossas vidas. Nele encontramos tudo o que torna a vida de fato verdadeira, bela, livre e digna.
                                Não nos permitamos cair na indiferença (a tentação é grande!), na superficialidade e na mediocridade de uma vida sem Deus.
                               Não tenhamos medo de comprometermos nossa vida num projeto de santidade       . Não tenhamos medo de Jesus. Nele encontramos Tudo!       Os Santos descobriram isso ao longo de suas vidas!            
                                        Fr Robson

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