Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sábado, 25 de agosto de 2012

Bênção da cruz para veneração pública

Com a intenção de Evangelizar pelos símbolos e de identificar a Casa de Formação onde os frades residem no pós-noviciado, realizamos a bênção da Santa Cruz para a veneração pública. Após a Missa, presidida por Frei Donil, em memória a São Luiz Rei de França, com a presença dos frades professos; de Frei Francisco Antônio (Andrelândia); Frei Lucas do Nascimento (Brasília) e dos vocacionados, saímos solenemente em procissão entoando o salmo 97 até o lugar onde está fixada o "sinal de nossa Salvação".



Um momento de muita devoção, por lembrarmos que São Francisco ao caminhar pelos bosques de Assis, unia dois varetos em forma de Cruz, a fim de se colocar em oração e contemplação aos mistérios de nossa Redenção. 
Também lembramos o santo franciscano do dia, São Luiz que se manifestou com grande religiosidade, na aquisição da Coroa de espinhos e de um fragmento da Cruz da crucificação de Jesus Cristo, em 1239-1241, a Balduíno II, Imperador de Constantinopla, por 135.000 libras. Para estas relíquias mandou edificar a capela gótica de Sainte-Chapelle no coração de Paris, que curiosamente só custou 60.000 libras para construir; sendo assim uma data propícia para realizar esta bênção! (cf.:http://conventuaisrj.blogspot.com.br/2011/08/sao-luis-ix-rei-de-franca.html#.UDj35sFlSJ1)

Para nossa surpresa, algumas pessoas acompanharam aos atos religiosos com igual devoção na calçada, corroborando o que Frei Donil tinha apresentado durante a Santa Missa: "Estamos preparando um ambiente externo melhor, para as pessoas que param enfrente de nossa Casa, a fazerem suas orações antes de começar ou ao terminar as atividades do dia-a-dia!" 



Ao lado esquerdo da Cruz, foi fixada uma placa comemorativa do Jubileu de 2000 que estava em Andrelândia com a "Bênção de São Francisco" para os que passam e aos que aqui entram. Acima da Cruz, parte da oração que São Francisco ensinou aos frades a fazerem toda vez que avistassem uma Igreja ou uma Cruz, e que atualmente a utilizamos diante do Santíssimo ao entrar ou sair de uma Igreja ou Capela!

Que o Senhor sempre abençoe a todos "porque + Pela vossa Santa Cruz remistes o mundo +









sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ministro Geral da Ordem visita o Rio de Janeiro

Por: Frei Fábio Soares, OFMConv.
Hoje pela manhã, tivemos a alegria de receber na sede Custodial e na Casa de Formação São Francisco de Assis a visita do 119º Sucessor de São Francisco de Assis, Frei Marco Tasca e do Frei Jorge Fernández – Assistente geral da FALC. Um momento fraterno, onde o Ministro Geral apresentou aos frades professos, um panorama mundial da Ordem Franciscana, suas luzes e desafios em nossos tempos! As características da Ordem em  cada região, destacamos: a beleza da Ordem no continente Africano com um testemunho forte e significativo dos Frades e de considerável expansão, o ser Franciscano em realidades não-católicas como na Ásia, na China (de onde os frades foram expulsos em 1952, pelo regime de Mao Tsé-Tung e retornado atualmente), no Vietnã (com duríssimas perseguições pela fé) e no Japão lugares onde o testemunho e a fé são valiosos instrumentos contra as perseguições em geral; e o desafio de ser franciscano na secularizada Europa, com baixíssima participação popular, destacando o sul da França, onde o olhar a vida e o modo de ser dos frades fala mais do que as palavras, e mesmo sem uma expressão religiosa fervorosa por parte dos fiéis, e, graças a este exemplo de vida fraterna do "bem querer" mútuo dos frades, estamos tendo um considerável número de vocações...

Frei Marco avalia uma realidade planetária distinta na Ordem, a do norte e do sul. No hemisfério norte, a Ordem mostra sua força nos cabelos brancos e na experiência dos frades, no entanto, com um declínio de vocações e por isso uniões entre as províncias; no hemisfério sul, a força da vocação mais jovem é expressiva, provocando o nascimento de novas realidades e esperanças!
O Ministro Geral destacou também neste colóquio, a importância da formação na vida de um frade, que deve ser voltada para a vocação primeira dos formandos, a saber: a fraternidade! O sonho do vocacionado e do formando em geral, deve ser a vida fraterna realizada no ser frade! Infelizmente, na Ordem se percebe uma preponderância ao Ministério Sagrado do Presbiterato, "isso não é nenhum pecado", mas não é a essência Franciscana!
Devemos ser "Frades! Frades! Frades!", enfatizava Frei Tasca. Nos capítulos em que participa, o Ministro Geral lamenta e não consegue entender o motivo de tantos frades, depois de 10 anos de formação na vida religiosa Franciscana, decidem "abraçar" a vida de presbítero secular numa diocese, porque "descobriram" sua vocação; e de nosso apostolado estar muitas vezes limitado a vida paroquial. "Devemos radicalizar, trazer algo de novo", dentro do que nos é próprio!
Ao terminar este encontro, Frei Marco exprime a felicidade de estar conosco neste momento e de realizar o seu desejo de olhar pessoalmente cada um de nós! E a nós, fica uma alegria imensa em estar como filhos diante de nosso pai e irmão, e com um forte abraço terminamos este significativo e marcante encontro familiar!


São Bartolomeu ( Natanael)


Neste dia, festejamos a santidade de vida de São Bartolomeu, apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na Bíblia é citado com o nome de Natanael (que significa dom de Deus). Os três Evangelhos sinópticos chamam-lhe sempre Bartolomeu ou Bar-Talmay (filho de Talmay em aramaico). Nasceu em Caná da Galiléia, naquela pequena aldeia onde Jesus transformou a água em vinho. 
Bartolomeu é modelo para quem quer se deixar conduzir pelo Senhor, pois, assim encontramos no Evangelho de São João: "Filipe vai ter com Natanael e lhe diz: 'É Jesus, o filho de José de Nazaré'". Depois de externar sua sinceridade e aproximar-se do Cristo, Bartolomeu ouviu dos lábios do Mestre a sua principal característica: "Eis um verdadeiro israelita no qual não há fingimento" (Jo 1,47). 
Pertencente ao número dos doze, São Bartolomeu conviveu com Jesus no tempo da vida pública e pôde contemplar no dia-a-dia o conteúdo de sua própria profissão de fé: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel". Depois da Paixão, glorificação do Verbo e grande derramamento do Espírito Santo em Pentecostes, conta-nos a Tradição que o apóstolo Bartolomeu teria evangelizado na Índia, passado para a Armênia e, neste local conseguido a conversão do rei Polímio, da esposa e de muitas outras pessoas, isto até deparar-se com invejosos sacerdotes pagãos, os quais martirizaram o santo apóstolo, após o arrancarem a pele, mas não o Céu, pois perseverou até o fim.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

São Pio X.


Papa da Terceira Ordem (1835-1914). Canonizado por Pio XII no dia 29 de maio de 1954.
Giuseppe Sarto, assim era o seu nome, nasceu em Riese (Treviso), em 1835, em uma família de camponeses. Depois de estudar no Seminário de Pádua, foi ordenado sacerdote aos 23 anos. No começo, foi vigário em Tombolo, após pároco em Salzano, depois cônego da catedral de Treviso, com o encargo de chanceler episcopal e diretor espiritual do Seminário Diocesano. Nestes anos de rica e generosa experiência pastoral, o futuro Pontífice mostrou aquele profundo amor a Cristo e à Igreja, aquela humildade e simplicidade e aquela grande caridade com relação aos mais necessitados, que foram características de toda a sua vida. Inscreveu-se na Ordem Terceira de São Francisco e do humilde e pobre Santo de Assis quis aprender mais profundamente as virtudes que sempre queria em seu coração.
Em 1884, foi nomeado Bispo de Mântua e, em 1893, Patriarca de Veneza. Em 4 de agosto de 1903, foi eleito Papa, ministério que aceitou com hesitação, porque não se considerava digno de uma tarefa assim tão alta.
O pontificado de São Pio X deixou um sinal indelével na história da Igreja e foi caracterizado por um notável esforço de reforma, sintetizado no seu lemaInstaurare omnia in Christo (Renovar todas as coisas em Cristo). Suas intervenções, de fato, envolveram os diversos ambientes eclesiais. Desde o início, dedicou-se à reorganização da Cúria Romana; após, deu início aos trabalhos para a redação do Código de Direito Canônico, promulgado pelo seu Sucessor, Bento XV. Promoveu, em seguida, a revisão dos estudos e do “iter” (processo) de formação dos futuros sacerdotes, fundando também vários Seminários regionais, equipados com boas bibliotecas e professores preparados. Outro setor importante foi aquele da formação doutrinal do Povo de Deus. Desde os anos em que era pároco, havia escrito ele próprio um catecismo e, durante o episcopado em Mântua, trabalhou a fim de se chegasse a um catecismo único, se não universal, pelo menos italiano. Como autêntico pastor, havia entendido que a situação da época, também devido ao fenômeno da emigração, tornava necessário um catecismo a que todos os fiéis pudessem recorrer independentemente do local e das circunstâncias da vida. Como Pontífice, preparou um texto de doutrina cristã para a Diocese de Roma, que se difundiu  depois por toda a Itália e no mundo. Esse Catecismo é chamado “de Pio X” e foi, para muitos, um guia seguro no aprender as verdades da fé através de uma linguagem simples, clara e precisa, com eficácia positiva.
Notável atenção dedicou à reforma da Liturgia, em particular da música sacra, para conduzir os fiéis a uma mais profunda vida de oração e a uma mais plena participação nos Sacramentos. No Motu Proprio Tra le sollecitudini (1903, primeiro ano de seu pontificado), ele afirma que o verdadeiro espírito cristão tem a sua primeira e indispensável fonte na participação ativa nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja (cf. ASS 36 [1903], 531). Por isso, recomendou a recorrência frequente aos sacramentos, favorecendo a frequência cotidiana à Santa Comunhão, bem preparados, e antecipando oportunamente a Primeira Comunhão das crianças para em torno de sete anos de idade, “quando a criança começa a raciocinar” (cf. Sagrada Congregação De Sacramentis, Decretum Quam singulari: AAS 2 [1910], 582).
Fiel à missão de confirmar os irmãos na fé, São Pio X, frente a algumas tendências que se manifestaram no contexto teológico no final do século XIX e início do século XX, interveio decisivamente, condenando o “Modernismo”, para defender os fiéis das concepções errôneas e promover um aprofundamento científico da Revelação em consonância com a Tradição da Igreja. Em 7 de maio de 1909, com a Carta Apostólica Vinea electa, fundou o Pontifício Instituto Bíblico. Os últimos meses de sua vida foram marcados pelos clarões da guerra. O apelo aos católicos do mundo, lançado em 2 de agosto de 1914 para expressar “a amargura” do momento presente, foi o grito sofredor do pai que vê os filhos se colocarem uns contra os outros. Morreu pouco tempo depois, em 20 de agosto, e a sua fama de santidade começou a se espalhar rapidamente entre o povo cristão.
Queridos irmãos e irmãs, São Pio X ensina a nós todos que a base da nossa ação apostólica, nos vários campos em que atuamos, sempre deve ser uma íntima união pessoal com Cristo, a se cultivar e crescer dia após dia. Esse é o núcleo de todo o seu ensinamento, de todo o seu compromisso pastoral. Somente se estamos enamorados pelo Senhor seremos capazes de levar os homens a Deus e apresentá-los a Seu amor misericordioso, e, assim, apresentar o mundo à misericórdia de Deus.
No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado.

Aurora mergulhada em trevas


Por:Maria Clara Lucchetti Bingemer*
A temática não é nova, a desgraça também não.  Menos ainda a tristeza, a dor, o luto de tantos e tantas.  E as vidas que se foram.  E a discussão posterior, que em lugar de ir à raiz das causas começa a conjeturar como a morte pode ajudar a diminuir a morte injusta.  Ou em outras palavras: como a pena de morte pode ser a solução para o ataque ensandecido de mais um assassino inesperado e fatal.
Perdoe o leitor. Mas não podemos deixar de escrever sobre o bárbaro ataque ao cinema em Aurora, subúrbio de Denver, Colorado, onde várias pessoas no último, 21 de julho, assistiam pacificamente à estreia do novo filme de Batman chamado tristemente: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge.  A violenta aventura batmaniana, que prometia um ressurgir do Cavaleiro das Trevas, de repente surgiu assustadoramente encarnada na pessoa do estudante James Holmes, um jovem branco, de 24 anos.

Mascarado, Holmes abriu fogo aos 30 minutos de filme e, antes de sair, causou uma nuvem de fumaça com uma bomba de gás. Algumas das pessoas na sala de cinema acreditavam que a chegada do homem mascarado, de forma estrondosa, era parte do filme. O pânico teve início quando foi sacada uma arma e Holmes começou a atirar após ter lançado um gás que embaçou a vista e desorientou os presentes.  Pelo menos 12 pessoas morreram e 59 ficaram feridas.

Na contramão do filme de Woody Allen “A Rosa Púrpura do Cairo”, onde o galã sai da tela e seduz a mocinha para o encantamento do cinema que a fazia esquecer sua miserável vida cotidiana, agora o “Coringa” mascarado parecia desejar entrar no filme do qual ansiava ser personagem, levando com ele os espectadores atônitos, que só queriam divertir-se por uma tarde.  Assim como o sonho de Mia Farrow no filme de Woody Allen esboroa-se diante da realidade de que a fantasia cinematográfica não é o mesmo que a realidade, a insana violência de James Holmes transformou a vida dos habitantes de Aurora em pesadelo.  E, por extensão, a de todas as pessoas que hoje observam o mundo em que vivem, refletem e tiram conclusões de sua reflexão.

Já muitas análises brilhantes foram feitas sobre o fato.  Queremos acrescentar mais uma.  A nosso ver há aí dois pontos importantes. Primeiro, não é possível que tais monstruosidades continuem acontecendo de maneira a semear o pânico entre pessoas que só desejam viver, atravessar uma rua, tomar um trem, estudar em um colégio ou em uma universidade, ou ir ao cinema e passar a tarde comendo pipoca.  Mais uma vez aconteceu. E mais uma vez no país que lidera o Ocidente e tem influência sobre o mundo inteiro. E dessa vez no cinema, lugar de lazer, onde pareceria que haveria certa dose de segurança.  Não há. A violência do filme entrou na vida real pesadamente, fazendo estragos irreparáveis.

O assassino tem olhar vago, de alguém que está fora de si.  Parece que teve notas baixas no doutorado que fazia, teria que retirar-se da universidade e para descarregar sua frustração por engrossar a fileira dos excluídos na cruelmente competitiva sociedade em que vive, resolveu atirar para matar. Aos cinco minutos de fama que lhe foram concedidos sucede-se agora uma via crucis de julgamento, interrogatório e discussão entre os mandatários do estado do Colorado, para ver se pedem a pena de morte para o seu caso.  Triste solução a de tentar erradicar a morte com a morte, quando as estatísticas mais do que comprovam que os estados onde a pena de morte permanece só veem recrudescer a violência em seu interior.

O segundo é que parece não adiantar muito discursos presidenciais, entrevistas a celebridades sobre o assunto e etc.  Há que ir à raiz do problema. E esta já foi apontada e repetida até a exaustão por pensadores como o cineasta e escritor católico Michael Moore entre outros.  Os Estados Unidos são uma nação com medo, em permanente guerra.  E combate seu medo adquirindo e possuindo armas.  O fato de um jovem de 24 anos poder ter tal carga de armamentos e tal quantidade de munição fala alto sobre a terrível ameaça que pesa sobre o país, enquanto a lei do porte de armas não for modificada. Um arsenal de 300 milhões de armas de fogo dentro dos lares americanos é um estopim fácil para uma tragédia como a de Aurora.  E antes dela a de Columbine, da Virginia, e tantos outros.


Por trás da arma existe um ser humano; raivoso, frustrado ou insano. Que se não estivesse armado extravasaria seus explosivos sentimentos de outra forma. Provido de uma arma que pode comprar como se fosse batata frita ou coca cola, comete crimes como o do último sábado.  Hoje, Aurora desmente seu nome, mergulhada nas trevas que o título do filme de Batman anuncia.  O “Cavaleiro das Trevas” está de volta.  E enquanto ele estiver munido de armas, todas as auroras estarão proibidas, pois qualquer luz se encontrará submersa em opacas e espessas trevas.
*professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio, escritora e cronista em vários periódicos entre eles o site "PORTAL UM" da Arquidiocese Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Amadurecimento espiritual e humano: Um convite à Escuta.

Por: Frei Donil Alves, OFMConv.*


 A palavra maturidade vem do latim: maturus: que chegou a ser em tempo determinado.
No dicionário da Língua Portuguesa: maturidade significa: Estado das pessoas ou das coisas que atingiram completo desenvolvimento. Anselm Grün inicia seu livro afirmando que maduro é aquele que chegou a ser aquilo que deve ser e quer ser, de acordo com sua determinação e sua essência; Escolhemos crescer ou não crescer. Por isso cada um tem seu tempo, vive entre o Chronos e o Kairós, procurando tornar visível o que existe dentro dele em “termos de possibilidades e capacidades”; isto se dar quando percebemos em nós ou no outro os florescimentos e frutos. Talvez uma das grandes dificuldades que encontramos na vida religiosa seja de não perceber a graça do tempo oportuno. “Tudo tem seu tempo e há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu!” (Eclesiastes 3, 1ss). “a maturidade se mostra quando temos a capacidade de lhe dar com os nossos problemas e com os dos outros”; quando existe a capacidade de se relacionar bem no trabalho, ter espírito de cooperação e trabalhar em equipe, de contribuir , de fazer críticas construtivas, de aceitar as críticas do outro, de obedecer e se adaptar a novas situações.

“Decisivo para a maturidade de uma pessoa é que ela tenha se reconciliado com a vida e que seja capaz de dizer sim a si mesma, do jeito como é”, procurando ajustar o tempo cronológico com o tempo psicológico (psicoafetivo).  Características da maturidade humana são “serenidade, paz interior, vivacidade e abertura, fecundidade (capacidade de produção) e criatividade”. Se compararmos a vida religiosa ou mesmo o religioso com uma árvore que tem por natureza a capacidade de produzir frutos e não produz devido a sua esterilidade estaríamos indo contra a nossa própria vocação. Os frutos que produzimos devem alimentar nossa comunidade, frutos de uma vinha que no tempo oportuno produz o bom vinho para alegrar os convivas e animá-los a fazer parte de nossa família e nossa história. Em Lc 13:6-9 o Evangelho nos apresenta a seguinte parábola para ilustra a paciência do agricultor. E dizia esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando, disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar.  O Salmo 1,3 também nos lembra: "Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará". Ocupar a terra inultimente significa cumprir sua vocação até determinado momento, ser árvore, porém, depois, não ter a capacidade de gerar frutos.

Por isso, amadurecer no sentido espiritual “significa que cada pessoa leve à plenitude aquela imagem singular que Deus fez dela, que realize seu próprio ser, que encontre a forma a ela destinada por Deus”. Romano Guardini (sacerdote e escritor) disse certa vez que cada pessoa é uma palavra proferida por Deus apenas sobre esta pessoa singular e nossa tarefa consiste em torna perceptível neste mundo esta palavra singular de Deus que se tornou carne dentro de nós. No princípio Deus proferiu a palavra “faça-se” e a luz se fez; proferiu palavras escritas em pedras, mas para serem gravadas no coração (“Esta é a aliança que vou concluir com a casa de Israel: porei minhas leis em suas mentes e as imprimirei nos seus corações”. Hb 8,10); todas suas palavras indicavam ações. Provocou seus eleitos a provocar seu povo eleito; exigiu fidelidade e maturidade; manteve firme em sua Aliança até encontrar a Filha de Sião, filha capaz de assumir um projeto de salvação no qual exigia discernimento, escuta e maturidade. Maria proferiu seu FIAT e o verbo se fez carne. Assim, homens e mulheres, levaram à plenitude a imagem singular de Deus dando forma ao amor que até então esta adormecido em tábuas, faixas, altares e um simples cumprimento da lei. O Amor despertou, pois a humanidade começou a escutar a voz de Deus na voz de seu Filho (Dabhar). No princípio era a palavra (logos) e a palavra estava com Deus e a palavra era Deus (Jo 1,1). O Vocábulo palavra (logos) é empregado pelo evangelista João como um título de Cristo, um título no sentido mais vasto e mais profundo. Esta expressão logos (grego) é usada para traduzir o vocábulo hebraico Dabhar, que quando traduzida por “palavra” significa som compreensível. “somente através da voz de Deus em meu interior posso reconhecer a imagem que Deus fez de mim”.  Escutar é algo precioso e está na raiz de nossa história. Sem a escuta não há discernimento, sem discernimento não há maturidade espiritual. O que foi preciso para que Francisco de Assis proferisse as palavras: “É isto que eu quero! É isto que eu procuro! É isto que eu desejo de todo coração!” (1 Cel 9,22). Foi necessário passar pelo processo da liberdade e da escuta. Nele havia um forte potencial, um coração vibrante e um desejo grande de viver. 
Francisco buscou ideais que não envelhecem porque estes são necessários a todo coração humano: A liberdade e o amor livre. Nas grutas, nos lugares ermos e nos altos montes, entre Assis, Úmbria, Perugia, Gubbio, Greccio... Francisco aprendeu a escutar. A voz de Deus veio ao seu encontro no tormento da dor em uma prisão, nos dias intermináveis em um leito adoentado, escutando a sua voz interior, as vozes que sussurravam ao seu redor na expectativa de seu despertar (sua mãe, seu pai e seus amigos), e em meio a sentimentos e pensamentos, paixões e necessidades, Francisco desperta para um novo mundo.  No balido (som emitido pelas ovelhas e cordeiros) de um sino de leproso em uma estrada única, sem desvios, Francisco experimenta um Deus que vai além das Catedrais, da palavra da Bíblia e da liturgia solene, pela realidade de seu corpo, palpável, verdadeiro, humano, em sua alma e no Espírito de Deus, em um abraço único, mas capaz de fazer florescer em sua vida um novo homem. Francisco encontra-se no ápice de sua maturidade espiritual.  Anselm Grün chama este processo de espiritualidade “desde baixo”, ou seja, temporal em busca com uma espiritualidade “desde o alto”, ou seja, Transcendental. A maturidade espiritual permitiu-nos ligar o céu e a terra. Este processo não se faz em um único passo, mas são passos lentos, muitas vezes ha retrocesso. É preciso primeiro cair por terra, pois todos somos sementes, e esperar o tempo de morrer para nascer, pois sem a morte não há uma nova vida. Aparentemente, Francisco, árvore pequena e frágil que foi não se deixou minguar pelos obstáculos de seu crescimento. Sua folhagem e seu tronco poderiam até demonstrar ausência de grande vitalidade, mas suas raízes eram profundas, e nenhuma ventania , inverno ou árduo tempo de escassez o impediu de dar frutos necessários para alimentar a vinha que crescera à sua volta, os irmãos que dia após dia se ajuntavam, crescendo , florescendo e amadurecendo. Seu grande desafio foi ensinar aos seus irmãos a fazer um caminho de amadurecimento. Não basta somente dar sombra é preciso dar fruto.
          A fraternidade deve efetivamente produzir frutos que sejam curadores. Mas, com certa frequência descobrimos que alguns irmãos ou nós mesmos somos apenas sombras ou folhas ao vento. Devemos esperar o tempo de Deus. O sabor do melhor fruto é aquele que no momento certo convida a ser colhido e degustado. A terra no seu silêncio acolhe a semente. Entre Terra e semente há um som compreensível assim como entre o humano e Deus também há de ser.  Recordemos quemaduro é aquele que chegou a ser aquilo que deve ser e quer ser, de acordo com sua determinação e sua essência”. No alimento quotidiano de nossa vocação o que estamos escutando? Eis o nosso desafio pessoal e comunitário.

Fonte: *Anselm Grün; Christiane Sartorius (Dominicana). Amadurecimento espiritual e humano na vida religiosa.  Paulinas: São Paulo. pp 07 a 12.
*Fontes Franciscanas. Tomás de Celano . Vida I. Ed. Mensageiro de Santo Antônio: Santo André.

 * Frei Donil é formador dos frades estudantes em Teologia

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Il Maggio Mariano al Seraphicum


IL MAGGIO MARIANO ALL’OMBRA DEL CUPOLONE SI TINGE DI ROSSO

   Rosso per antonomasia è il colore dell’amore, qual è il sangue che si dipana nelle vene, che è vita. Interrotto il flusso, non resta la morte ma la testimonianza dell’amore, quello autentico, quello speso fino alla fine. E’ questa la storia dei martiri, quella di fra Massimiliano M. Kolbe che, infatti, “Non morì, ma diede la vita per il fratello”. Da quando queste parole furono pronunciate da Giovanni Paolo II -era il 10 ottobre 1982, giorno della canonizzazione di San Massimiliano Kolbe- il frate minore conventuale, morto nel campo di sterminio di Auschwitz (1941) al posto di un padre di famiglia, è passato alla storia come “martire della carità, patrono speciale per i nostri difficili tempi, patrono del nostro difficile secolo” (Giovanni Paolo II). 

   A trent’anni di distanza dalla canonizzazione e a cento dall’arrivo del frate polacco a Roma per affrontare gli studi teologici presso il collegio Seraphicum nel convento di San Teodoro, dove nel 1917, insieme ad altri 6 confratelli, fonda la Milizia dell’Immacolata (MI), la Cattedra kolbiana, (nelle persone di fra R. Di Muro, direttore, e di A. Calzolaro, docente) della Pontificia Facoltà Teologica “San Bonaventura” di Roma dei Frati Minori Conventuali dedica alla figura di Kolbe un convegno di studio; particolarmente nutrita la partecipazione, composta da laici, dai novizi dell’Ordine, dai chierici del collegio Franciscanum di Assisi, i nostri postulanti del convento di Benevento oltre al corpo docente e gli studenti ospitanti.


   L’evento, nel pomeriggio dello scorso 4 maggio, ha segnato l’apertura della I edizione del Maggio Kolbiano, frutto della collaborazione sinergica delle tre case di pertinenza del Governo generale dei Frati Minori Conventuali, ossia Basilica dei Ss. XII Apostoli (Curia generale), Convento S. Massimiliano M. Kolbe (S. Teodoro) e Pontificia Facoltà Teologica “S. Bonaventura” (Seraphicum); il calendario, ricco di eventi culturali e di momenti di preghiera, intende avvicinare il fedele alla Vergine Maria, riscoprirne il suo volto di madre e la sua missione nella storia della Salvezza, attraverso quanto di lei scoprì, disse e amò lo stesso Kolbe. Dal suo vissuto personale è l’invito a trasformarsi nell’Immacolata, a vivere le sue virtù di umile serva del Signore, donna di fede e modello di povertà, di minorità, madre di speranza e di misericordia, affinché interceda per la nostra unione a Cristo e per la nostra santificazione (R. DI MURO, Tu sei fortezza. La preghiera nell’esperienza di Francesco d’Assisi e Massimiliano Kolbe, Borgonuovo 2010, 78). 


   All’introduzione del direttore della Cattedra kolbiana è seguita la relazione di don Gianni Colzani, docente della Facoltà di Missiologia presso l’Università Pontificia Urbaniana di Roma. Il teologo ha evidenziato come di fronte alla difficoltà di presentare le linee sistematiche di un’antropologia teologica sia più facile per un pubblico eterogeneo parlare di antropologia dell’amore per il cristiano di imitare l’Immacolata nella sua unione con Dio trova nell’esempio di Massimiliano Kolbe il carattere distintivo dell’antropologia francescana, incentrato nel vissuto relazionale. 


   Nel santo polacco il binomio “relazione=amore a Dio” alla maniera dell’Immacolata raggiunge il massimo della sua espressione, facendo della relazione stessa non un predicato dell’essere aristotelico ma, in chiave cristiana, un elemento costitutivo della persona stessa. Quindi, se la relazione è parte integrante della natura dell’uomo, essa non può non esprimersi che attraverso l’amore; e l’amore dal canto suo raggiunge l’apice della sua manifestazione quando si fa dono per l’altro. Perciò, Colzani arriva ad affermare che la croce è il libro più bello dell’antropologia, perché essa apre alla vita. Quindi l’uomo non può prescindere nel suo bisogno di relazionalità dall’unione con Dio, cosa che è giustificata dalla sua condizione spirituale, anzi al più la sua necessità di rapportarsi al Padre favorisce l’infinitudo amoris che è ciò che contraddistingue la finitezza delle creature: qui il proprium pedagogico dell’antropologia kolbiana. 


Dal taglio meno tecnico ed emotivamente più coinvolgente la relazione di fra Gregorio Bartosik (OFMConv), di nazionalità polacca, come il nostro martire e come il compianto papa che lo elevò agli altari, e residente nella città dell’Immacolata (Niepokalanow). Ha raccontato di aver avuto all’epoca della santificazione di Kolbe appena 9 anni e di aver assistito alla celebrazione presieduta sul posto dal cardinale Glemp, primate della Chiesa polacca, contemporaneamente a quanto si svolgeva a Roma in piazza San Pietro. Allora, a lui come a tutta la popolazione polacca, lo stato socialista aveva interdetto ogni uscita dai confini nazionali e la cerimonia stessa non poteva essere trasmessa dalle emittenti nazionali, sospettando delle parole di condanna da parte del pontefice. Il relatore, infatti, al tema esposto dal titolo ”Esegesi dell’omelia di Giovanni Paolo II pronunciata in occasione della canonizzazione di S. Massimiliano” ha fatto precedere una puntuale e esaustiva lettura del contesto storico-politico e a inquadrato il legame affettivo che univa papa Woytjla al martire suo conterraneo. 


   Ha inoltre ben evidenziato con quale coraggio e chiarezza esplicativa abbia mosso per l’occasione il suo giudizio di condanna contro i regimi totalitaristi e contro la loro filosofia di fondo che è nemica del valore della vita, contro ogni atroce negazione della dignità umana. Fra Gregorio, parafrasando le parole di Giovanni Paolo II, ha calcato la mano sul valore del martirio di Kolbe: andare alla morte per il fratello è stato un atto di ristabilimento del primato di Dio, un atto di riparazione per ogni vita negata, per ogni sopraffazione, ogni odio dell’uomo sull’uomo e dell’uomo su Dio. Ha, poi, riscaldato gli animi quando ha fatto memoria delle parole che il papa rivolse direttamente ai polacchi, pensando alle loro lacrime di dolore ed esortando le autorità a mettere fine alle stesse: nemmeno un anno prima (13 dicembre 1981) in Polonia fu proclamato lo stato di guerra, sul sindacato operaio piovvero colpi di fucile seminando molte morti, ogni comunicazione fu sottoposta a controllo. 


   La canonizzazione di san Massimiliano fu precorritrice per altrettanti riconoscimenti di martiri nella Chiesa Cattolica, ma come ha ricordato nelle sue note conclusive il preside della Facoltà, fra D. Paoletti, la testimonianza di fede e quella di vita in padre Kolbe, beatificato come confessore e  santificato come martire, raggiungono un’unicità senza pari. 

Fra Simone P. Schiavone     
http://www.seraphicum.org/news.php?id_art=392

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

"É preciso amar na dor e saber sofrer no amor": Reflexão sobre São Maximiliano Maria Kolbe.


Por: Frei Donil Alves, OFMConv.*
Em seu livro Amor é vida, Frei Anselmo Fracasso, recordando todos aqueles que passaram para dor do martírio, escreve: “Martírio, o que é martírio? Martírio é suportar grandes sofrimentos, ou mesmo a própria morte, em defesa de alguém ou de algum ideal. Mártir da fé é a pessoa que suportou grandes sofrimentos ou a grande morte em defesa de sua doutrina. O amor exige martírio, isto é, a disposição de sofrer tudo. Estar pronto a dar tudo, até a própria vida pela pessoa amada”. Perguntamos? Maximiliano conhecia Francisco, homem que implorava pela sua vida em favor de sua família? O Amor de Maximiliano irmanado no amor do próprio Jesus, lhe fez oferece a sua vida em benefício de uma pessoa no qual ele construiu uma história curta sedimentadas na dor, no mesmo sofrimento e na mesma privação. O espaço onde somente os olhares poderiam comunicar um fio de esperança e a certeza de que a morte a cada dia se aproximava, não pela vontade de Deus, mas pelas mãos dos algozes; era o campo de concentração de Auschwitz.


A palavra amor rima com a palavra dor, porque para amar é preciso sofrer. O amor de Maximiliano levado ao extremo não poderia lhe criar mais nenhum obstáculo a favor da vida. O sofrimento o leva a doação. Assim como todos seus companheiros, Ele já havia sido despojado de tudo, não tinha mais um nome, mas somente um número 16670, não possuía mais um título, não sinalizava mais a Igreja enquanto hábito religioso, estola, missa, sacramentos. Tinha a possibilidade e o fez as escondidas mesmo sabendo da real possibilidade de ser descoberto. Com o rosário escondido nas mãos, olhar sempre manso, sorriso terno e amor supremo amparavam seus amigos e irmãos. “O amor dá força para sofrer, e a dor purifica o amor”. “É preciso amar na dor e saber sofrer no amor.” Quem mais sofre na vida é aquele que ama profundamente o próximo, e diante dos sussurros e gemidos de seus irmãos, Maximiliano seria capaz de dar a vida por todos, não somente por um. Seria capaz de carregar a cruz de cada um porque em nenhum deles se via culpa alguma. Ele precisava ser forte porque conhecera pela sagrada Teologia os relatos da Paixão de Cristo. Agora sentia em corpo, alma e espírito a mesma dor de Cristo. Não somente ele, mas todos aqueles que enfileirados, sem nenhuma defesa, sentiam se aproximar o mesmo fim. Como uma mãe que vigia desveladamente à cabeceira da cama o filho doente, Maximiliano vigiava, dia após dia, pelos seus filhos ali presentes. A oração era sua força. Ensinar seus irmãos a não perderem a esperança era sua árdua tarefa.
A Imaculada mãe de Deus vigiava por ele. Conhecia seu amor filial , porque tudo que o filho sofre no corpo, ela sofre na alma. “ A dores físicas que afligiam o corpo de seus filhos em morada sem leito, sem alento e sem possibilidade de expressar nenhum afeto visível tornam-se para a Imaculada e para Maximiliano dores morais e espirituais que torturam suas almas. 
Maximiliano conhece Maria, a mãe de Deus. “Ela muito sofreu porque muito amou”. Quem ama está sujeito as mais intensas dores e às mais profundas alegrias. “a intensidade da alegria suaviza a aspereza da dor e ameniza o peso da cruz.”. Se posicionar à frente, oferecer-se em sacrifício, colocar sua identidade religiosa em favor da vida: “sou sacerdote católico”, já se tornara naquele momento para Maximiliano a certeza de que não havia mais volta. Maximiliano já havia experimentando dores cruéis, mas também alegrias profundas e intensas. Conhecera ali no campo de concentração o martírio de Jesus e o Amor de sua mãe, Maria Imaculada não mais pela letra, mas pela carne. Assim como Maria carregou Jesus em seus braços e o acompanhou em sua via cruz, agora ele será levado para ser crucificado no bunker da morte. Para Maximiliano dar em sacrifício era dar-se em amor porque o amor modifica as realidades dos fatos. Resta-lhe agora esperar seu momento do encontro com Cristo pela intercessão da Imaculada, caminhando tranquilo para seu leito de morte, sabendo que uma vida foi poupada. O amor é mais forte do que a morte.

Maximiliano nos ensina que “quanto mais profundo e intenso for o seu amor, tanto mais profunda e intensa será sua alegria de viver”. E a alegria de viver não tem limites quando se ama de verdade. Na vida de amor, dor e alegria se revezam sempre, pois eles crescem no terreno da fé. O Amor é um ofertório perene, é oferecer-se continuamente em uma entrega sempre renovada. Quando falamos de Maximiliano Kolbe, resumimos toda sua história na palavra ENTREGA. A solidão e a incerteza do futuro desapareceram da vida deste Pai de Família porque uma pessoa o escolheu, o amou, lhe dando uma nova vida. Maximiliano lhe deu a possibilidade de começar uma nova vida. Vidas e histórias se entrecruzam. 
Há a história de Kolbe e a história de Francisco, e um conta ao outro, a história do amor que é Jesus.  Daí nasce um projeto novo que é a família nova que não é mais a família deles, mas a nova família que surge do amor incondicional. Maximiliano vai ao encontro de Jesus sendo guiado pelas mãos da Imaculada; Francisco, homem renovado por esta prova de amor de um sacerdote aguarda tem a esperança de encontrar sua família. Um sonhando com a família espiritual, outro sonhando com a família terrena. E nós, irmanados por tantos exemplos, não podemos deixar de celebrar a vida pedindo a São Maximiliano Kolbe que ilumine a nossa e todas as famílias que procuram viver o caminho da doação da entrega do martírio.
* Formador dos frades estudantes de Teologia na Casa de Formação São Francisco de Assis no Rio de Janeiro.

domingo, 12 de agosto de 2012

Funeral por fr. Bernardin Josef Mráz.


Em 29 de julho de 2012 morreu fr. Joseph Bernardin Mraz
Checa Província
Joseph Bernardin fra Mraz
Ele era o irmão mais velho da Ordem.
Em 5 de Março fez 103 anos.
(ver "Fray Bernardino Mraz, o mais cornflower da Ordem" ).
O Senhor o chamou para a paz eterna do seu reino.
Louvado seja o Senhor!
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Na segunda-feira 06 de agosto de 2012, festa da Transfiguração do Senhor na Basílica de San Giacomo, Praga, teve lugar o funeral do Br. Joseph Bernardin Mraz, o irmão mais velho da Ordem. 
Br Bernardin morreu com a idade de 103 anos de vida religiosa aos 86 e 81 de sacerdócio. 
A solene celebração eucarística foi presidida por Dom Carlo Herbst, bispo auxiliar de Praga. 
Agradecemos a Deus pelo dom do Padre. Bernardin, sua longa vida, exerceu o seu serviço sacerdotal da caridade, amor e cortesia para todos e nós elogiamos a sua alma à misericórdia divina. 
No início da Missa, o Padre. Stanisław Gryn, guardião do convento, saudou os presentes, incluindo familiares e muitos sacerdotes e irmãos em comunidades religiosas vieram de República Checa e Eslovaca. 
A homilia foi dada pelo provincial, Padre. Bogdan Sikora. 
Em solidariedade, o Duka Dominicana cardeal, arcebispo de Praga, Mons Blazej Kruszyłowicz e fr. Jacek Ciupiński, ajudante geral CEO mostrou a sua participação espiritual na oração pelo irmão. Bernardin. 
No final da massa de volta fr. Bogdan Sikora foi agradecer todas as orações de Padre. Bernardin, com reconhecimento especial para aqueles que o ajudaram na sua velhice e cuidou dele em seus últimos dias. Então passamos para o enterro no cemitério de Olšany, Praga.

Stanisław fra Gryn OFMConv

Noviços da Federação Africana da Ordem dos Frades Menores Conventuais.



Desde el 2012, la Federación Africana de la Orden de los Frailes Menores Conventuales (AFCOF) tiene tres noviciados interjurisdiccionales para formar a los hermanos en común: NDOLA (Zambia), SALTPOND (Ghana) y ARUSHA (Tanzania). Este último, fue erigido por el Ministro General en marzo del 2012.
Arusha-Novizi-2012
En Arusha y Saltpond, el año canónico de Noviciado se inició el 2 de agosto, fiesta del Perdón de la Porciúncula; en Ndola, el 6 del mismo mes. En total hay 31 novicios procedentes de Zambia, Ghana, Tanzania y Kenia.
La inauguración del curso en Arusha fue presidida por el Asistente general AFCOF, con la presencia de los Superiores Mayores de los países de procedencia de los novicios, sin que faltaran religiosos y religiosas de congregaciones vecinas.
Para el próximo año se prevé que aumente el número de novicios ya que crece el de postulantes: 11 zambeños, 11 ghaneses, 8 tanzanos, 1 ugandés y otro de Malawi.
Fr. Tadeusz Świątkowski
Asistente general AFCOF

Visita ao noviciado OFMConv. de Caçapava


Visita noviciado de CaçapavaDel 29 al 31 de julio del corriente año 2012, el asistente general FALC, fray Jorge Fernández, ha cumplido, a nombre del Ministro general, la visita canónica generalicia al convento ‘São Benedito’ de Caçapava’, muy cerca del gran santuario de Aparecida.
Este convento es la sede del noviciado de acoge los novicios de las cuatro circunscripciones OFMConv. del Brasil. Actualmente hay diez novicios que son acompañados en su proceso formativo por el maestro, fray Antonio Corniati, junto a otros tres frailes. La comunidad anima también la parroquia ‘São Pio X’.
Fray Jorge dialogó personalmente con cada fraile, celebró con ellos el capítulo conventual, mantuvo encuentro con los novicios, visitó las capillas de la parroquia como así el centro de espiritualidad ‘São Maximiliano Kolbe’ que pertenece a los frailes.
Reinaron la cordialidad fraterna y la simpatía brasileña durante toda la visita.

Fray Jorge Fernández
Asistente general FALC


Semana Nacional da Família 2012

Por: Dom Orani João Tempesta, OCist*


Numa iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, neste domingo, dia 12 de agosto de 2012, iniciará em toda a Igreja no Brasil a Semana Nacional da Família. Esta tradicional semana acontece todos os anos e tem a finalidade de refletir, rezar e auxiliar as famílias na vivência diária da fé e na superação dos obstáculos comuns ao nosso tempo, que atentam contra os valores da família.

A semana da família é um evento assumido por todas as dioceses e paróquias de nosso país, devido à sua importância e necessidade. O papa Beato João Paulo II ressalta que a família é o berço da humanidade, o santuário da vida. Sem ela é impossível criar uma sociedade justa e fraterna, pois uma sociedade nova supõe homens novos.

Com o tema: "a Família, o trabalho e a festa", a semana quer enfatizar aquilo que nossos documentos, especialmente os conciliares, ressaltam sobre a ação do leigo na Igreja e na sociedade: todos os homens e mulheres devem fazer de tudo para tornar Cristo mais conhecido, amado e seguido em todos os setores: na família, no trabalho, na sociedade em geral. A semana da família é um evento que acontece desde 1992, e seu objetivo maior é valorizar a família, seus valores e ressaltar a importância da fé e da vida cristã. Deve mobilizar e contagiar toda a Igreja, afinal, é a família o espaço adequado e propício para as relações mais significativas do ser humano, a formação de valores e de condutas e a transmissão da fé como fundamento para uma vida feliz e realizada.

O material preparado para esta semana aprofunda o tema que é o mesmo utilizado no Sétimo Encontro Mundial das Famílias com o Papa, na cidade de Milão, realizado recentemente.

O tema deverá ajudar cada família a "viver melhor a relação com o trabalho, sem ser absorvida e estraçalhada pelas necessidades e exigências do mundo do trabalho" (D. Petrini).

A semana quer ressaltar também a ideia do domingo como dia de encontro e de festa para a família sem desvalorizar o domingo como Dia do Senhor. Também com ele a família toda é chamada a se reunir, deve ser o ato mais festivo e feliz, o encontro com Jesus na Santa Missa dominical. A família reunida em torno do altar, celebrando a vida e a esperança. Festejando sua fé com alegria, entusiasmo e compromisso cristãos.

A Igreja deve ser para a família fonte de luz e irradiadora da sabedoria divina, respeitando-a e garantindo a sua sacralidade. O objetivo geral da Semana da Família é de promover, fortalecer e evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e a Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida. Com metodologia própria, que inclui encontros, momentos celebrativos e de lazer, a Semana da Família quer enfatizar a importância da família e assumir todos os seus projetos, elaborando-os à luz da Palavra de Jesus. Deve ser o momento em que as pastorais e movimentos familiares se unem para anunciar a Cristo que, presente entre nós, faz das famílias sinais da presença do Reino no mundo.

Esta semana visa formar os agentes qualificados para transmitir com simplicidade, clareza e precisão os ensinamentos da fé relacionados à família, aos casais e à educação dos filhos. Quer, ainda, reforçar os laços familiares nos ensinamentos evangélicos e apontar caminhos para a solução de crises e dificuldades de todos os tipos. Incentivar o crescimento sempre maior da espiritualidade conjugal e familiar, tornando o lar o lugar de se viver com coerência e transparência a vida cristã. Preservar a família como santuário da vida, valorizando o ser humano em todas as etapas e estágios da vida, desde a concepção até a morte natural. Despertar a família para sua missão sagrada, insubstituível e inalienável de educadora, de escola onde se aprendem e experimentam os valores humanos e evangélicos, preparando as novas gerações para o matrimônio; motivar o sentido missionário da família, buscando todos os meios para sanar e fortificar esta “célula” básica da sociedade, da qual deriva o vigor a todo o tecido social.

A Semana Nacional da Família visa ainda a oferecer contínuo apoio aos casais e famílias das comunidades e paróquias e reaproximar as famílias afastadas da Igreja, promovendo a participação das mesmas nos tempos litúrgicos mais importantes, e igualmente suscitar reuniões de reflexão de subsídio especialmente preparado para esse fim. E, por fim, o de prosseguir na articulação e na busca de apoio dos integrantes dos movimentos, serviços e institutos familiares e de promoção e defesa da vida.

Sem a família é impossível a realização de um mundo novo, pautado nas bases evangélicas e que construam a civilização do amor. Além destes objetivos gerais da semana da família em geral, a semana 2012 quer ressaltar o trabalho e a festa como dons de Deus, dimensões que devem se encontrar num equilíbrio harmonioso.
Na homilia da missa de encerramento do VII Encontro Mundial das Famílias, o Santo Padre, o Papa, ressaltou alguns aspectos significativos e que devem ser considerados pelas famílias: "Deus criou o ser humano, homem e mulher, com igual dignidade, mas também com características próprias e complementares, para que os dois fossem dons um para o outro, se valorizassem reciprocamente e realizassem uma comunidade de amor e de vida". Ressaltou, ainda, que as famílias, mesmo no ritmo acelerado de nossos tempos, não devem perder o sentido do Dia do Senhor, pois ele é como oásis onde se deve saborear a alegria do encontro e saciar a sede humana de Deus. Falou sobre a importância de harmonizar os horários do trabalho e as exigências da família, a profissão, a paternidade e maternidade, o trabalho e a festa, e tudo isto se torna importante na construção de sociedades com "rosto humano".

Esta semana traz em seu bojo a nova compreensão familiar, agora envolvidas pelas novas tecnologias, renovando sua maneira de conviver e dialogar. Famílias menores, com menor número de filhos, os pais que passam maior parte do tempo fora de casa e tendem a ficar menos tempo com os filhos, a escola ganha papel maior na educação e na formação de valores dos filhos, o uso das novas tecnologias como a internet, que prolongam até mesmo o tempo de trabalho dos pais que precisam resolver exigências rápidas do trabalho e o fazem pelo computador, em casa.

A festa busca ordenar a dimensão da convivência e da união na família. São espaços significativos de proximidade e vínculos fraternos. Quer valorizar o pouco tempo que muitas vezes resta à convivência familiar. O domingo é um dia propício para isso, pois geralmente, neste dia, o descanso das atividades é possível, ainda que por algumas horas.



Peçamos a Deus que abençoe nossas famílias e como disse o Papa Bento XVI aos esposos e aos filhos: "queridos esposos, cuidai dos vossos filhos e, num mundo dominado pela técnica, transmiti-lhes com serenidade e confiança as razões para viver a força da fé, desvendando-lhe metas altas e servindo-lhes de apoio na fragilidade. Mas também, vós, filhos, sabeis manter sempre uma relação de profundo afeto e solícito cuidado com vossos pais, e as relações entre irmãos e irmãs sejam também oportunidades para crescerem no amor".

Crescer no amor! Eis a mais bela missão da família em meio ao trabalho e às festas!
*Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro - RJ

Lançamento do Hino da JMJ 2013 em setembro


A "Festa da Aventura da Cruz" será o grande momento de apresentação do Hino oficial da JMJ Rio2013. O anúncio foi feito durante a 10ª Vigília dos Jovens Adoradores, no Santuário Nacional de Adoração Perpétua, Igreja de Sant’Ana, na noite do dia 10 de agosto.
Padre Arnaldo diretor do COL
Padre Arnaldo Rodrigues, um dos diretores do Setor de Preparação Pastoral do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada, convidou toda a juventude para o evento que acontecerá no próximo dia 14 de setembro, data em que a Igreja celebra a Exaltação  da Santa Cruz. A "Festa da Aventura da Cruz" será na paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz, a partir de 20h.
Ele disse também que, especialmente para esta grande celebração, a Vigília dos Jovens Adoradores será realizada pela primeira vez fora Igreja de Sant'Ana.
Os jovens estarão reunidos para um grande momento de oração e música, já preparando os corações no bairro de Santa Cruz, que completará em setembro 446 anos, e que receberá, em 2013, alguns dos Atos Centrais da JMJ, a Vigília e a Missa de Envio com o Papa Bento XVI.
A "Festa da Aventura da Cruz" vai contar com as apresentações de Adriana, Eliana Ribeiro, Walmir Alencar, Rosa de Saron, Olivia Ferreira e Frutos de Medjugorje. A missa será presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giovanni d'Aniello.
"Reze conosco, caminhe conosco". Esse foi o convite feito pelo bispo auxiliar do Rio, Dom Luiz Henrique da Silva Brito, que presidiu a missa que abriu a Vigília da última sexta-feira. Ele convocou os jovens a se inscreverem como voluntários da JMJ Rio2013.
Dom Luiz Henrique aproveitou a liturgia do dia para motivar o serviço. "É o cansaço, são as lutas, as dificuldades, mas se a semente lançada na terra não morrer não dará frutos", afirmou. Ele também destacou a vida de São Lourenço, comemorada na sexta-feira. "Ele derramou sangue por amor a Jesus Cristo", disse Dom Luiz Henrique, "enfrentou as dificuldades com fé e confiança".
Para o bispo, a Jornada também convoca os jovens a viver este ideal: "Devemos mostrar ao mundo que é possível viver a experiência transformadora. Somos felizes e queremos ser testemunhas para o mundo".
Padre Ramom Nascimento, diretor do Setor de Voluntários, lembrou aos jovens durante a adoração que esse é "um tempo de profundidade, porque o Senhor nos envia para sermos um canal da graça".
Os jovens ouviram ainda a pregação de Emanuel Stênio, missionário da Canção Nova e as palavras de Isaías, da Comunidade Coração Novo, que  junto a Pastoral da Família, relembrou o encontro do Papa João Paulo II com as famílias em 1997 no Rio de Janeiro.
"Quero sem medo entregar meus projetos", cantou Mariani, com a juventude do Rio de Janeiro e de todas as partes do país e do mundo que acompanharam a Vigília através da transmissão da WebTv Redentor.

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