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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amor em um inferno de ódio: Um tributo a Maximiliano Kolbe!


Por: Ir.Julio Nobre, OFS*
É possível que um homem só e armado somente pelo amor possa derrotar um regime de ódio? 


É possível acreditar que apenas um homem munido com uma caneta possa em seus escritos sem desferir uma palavra de oposição a esse regime ou a qualquer outro, ainda assim ser considerado um elemento subversivo simplesmente por despertar em seus artigos o resgate da dignidade humana?



É possível que um homem tome a morte de outro homem por livre e espontânea vontade?



Sim, meus irmãos, respondo sem medo de errar que é possível! 



Um frade polonês pertencente a Ordem dos Frades Menores Conventuais, destinado a ser sem dúvida um dos mais diletos filhos de São Francisco, me mostrou que o que aparenta ser humanamente impossível é santamente possível de ser realizado. Seu nome? Maximiliano Maria Kolbe: Um frade de saúde frágil que sozinho e despido literalmente, desceu aos infernos e em meio à podridão e aos excrementos de satanás, resgatou para Deus nove almas condenadas como ele a uma das piores penas que se pode condenar a qualquer criatura de Deus. 



O terror e o medo da morte tornaram-se mais uma vez na História do Cristianismo, a esperança coroada com os louros da vitória pelo martírio,envergonhando ainda mais os algozes do sistema de ódio e do desprezo que conhecemos por Nazismo, o mais extremista dos regimes conhecidos por “de direita”.



Eu me tornei um dos mais fervorosos devotos de São Maximiliano não tanto pela sua extrema coragem mas pelo seu exemplo de vida como um todo. A coragem foi a consequencia da sua fé. Minha admiração cresceu a tal ponto de me consagrar Mariano quase que por exclusivamente a ele quando ingressei nas fileiras da sua Milícia da Imaculada. Se através de Francisco comecei a sentir o amor Cristo em minha alma, com Maximiliano passei a sentir o coração de sua Mãe Santíssima a pulsar no meu peito! Sem dúvida ele foi como disse Sua Santidade o Papa Paulo VI (o mesmo que aprovou a nossa regra atual da OFS) um dos mais genuínos apóstolos do culto a Virgem Mãe Santíssima, visto pelo seu primeiro, originário, privilegiado esplendor, aquele da Imaculada Conceição. No meu fraco entender é totalmente impossível impossível dissociar o nome, a atividade e a missão de frei Maximiliano do Mistério da Imaculada!



A Imaculada é a Padroeira da Polônia que na época de Frei Maximiliano vivia atormentada pelo conflito em seu território de duas potências estrangeiras que queriam subjugá-la. A Alemanha Nazista de Hitler e a Rússia comunista que a cercavam por ambos os lados. A bravura do povo polonês que resistia com coragem e determinação patriótica eram insuficientes para livrar-se dos opressores. Por isso, quando os carrascos nazistas ocuparam o solo polonês, a primeira providência foi a de aprisionar as lideranças que poderiam incentivar ou inspirar um levante nacional. A imprensa estava irremediavelmente incluída neste critério e Frei Maximiliano, Criador, Fundador e Editor da Revista “O Cavaleiro da Imaculada”, também. Muito embora a publicação tratasse de assuntos referentes a fé não reza o dito popular que “a fé remove montanhas” ? Bom, se esse “dito” está correto é muito mais fácil então que essa mesma fé destrua um regime de ódio e de opressão! Talvez tenha sido – não tenho como comprovar, apenas sinto que talvez fosse- esse o motivo que o levou ao seu calvário que por sua vez o elevaria as honras dos altares das Igrejas do mundo inteiro.



No dia 14 de agosto, em um campo de concentração de Auschwitiz , Frei Maximiliano terminou a sua missão neste mundo após dias e dias entregue a fome e a sede. Foi o último dos dez prisioneiros condenados para este fim a entregar generosamente a sua vida nas mãos do Criador e não poderia ser diferente. Antes de encomendar a sua própria alma, ele precisava encaminhar as outras nove. Cabia a ele como franciscano e Sacerdote a resgatar para Deus aqueles pobres infelizes. E ele assim o fez, após assumir a morte de um soldado chamado Francisco. Fico imaginando o que se passou pela cabeça desse soldado com patente de cabo quando ele se viu frente a frente com Frei Maximiliano que tomava para si a sua condenação. Mas isso é algo que pertence somente aos dois. A mim, só restou saber pelo seu testemunho o amor e a gratidão que ele guardou em seu coração de pai e de esposo até o fim de sua vida pelo nosso santo Mártir.

Papa João Paulo II na cela onde morreu São Maximiliano


Quis o Bem-Aventurado Papa João Paulo II apresenta-lo como “protetor deste difícil século” (no caso, o século passado). Mas honestamente, da maneira que vão caminhando as coisas nesse mundo, principalmente na esfera política, não seria demais também proclamá-lo como protetor deste século presente tão difícil quanto o outro.



Fica aqui a sugestão, ou melhor, a esperança de que São Maximiliano continue a olhar e a interceder por esse conturbado mundo, principalmente no momento em que testemunhamos a transformação do ser mais sublime da Criação na pior iniquidade deste planeta ameaçado pela cultura da morte e pela eminência de uma guerra nuclear! 
Por esse motivo, humildemente concluo esse artigo pedindo a São Maximiliano, para que não nos abandone e continue a Rogar a Deus por nós!

T PAX ET BONUM T

* Jornalista, Secretário e Membro da Fraternidade Apóstolo São Pedro em Cavalcante - Rio de Janeiro
 Fonte:http://franciscanamente-correto.tumblr.com/

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