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domingo, 27 de maio de 2012

Espirito Santo


O Espírito Santo quer ser «alma de nossa alma», assegura Papa

O Espírito Santo quer ser «alma de nossa alma», explicou Bento XVI nesta quarta-feira, durante a audiência geral.

A terceira Pessoa da Trindade é «a parte mais secreta de nosso ser», «supre nossas carências e oferece ao Pai nossa adoração, junto com nossas aspirações mais profundas», declarou.

Na meditação que ofereceu aos milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice seguiu aprofundando pela terceira vez na vida e obra do apóstolo Paulo, em particular, em seu ensinamento sobre o Espírito Santo.

Saulo de Tarso, recordou, não só mostra que o Espírito Santo imprime o impulso para «testemunhar o Evangelho pelos caminhos do mundo», como se mostra nos Atos dos Apóstolos, mas também ilustra «sua presença na vida do cristão».

«Ou seja -- declarou --, Paulo reflete sobre o Espírito mostrando seu influxo não somente sobre o atuar do cristão, mas sobre seu próprio ser.»

Para o «décimo quarto apóstolo», recordou, «o Espírito adentra até em nossas profundidades pessoais mais íntimas».

Pelo Espírito, recebido no Batismo, o cristão pode exclamar «Abbá, Pai!», declara na carta aos Romanos (8, 2.15).

«Nisto consiste nossa grande dignidade: não somos só imagem, mas filhos de Deus», comentou o Papa.

Deste modo, segundo disse em uma manhã ensolarada, «não pode haver autêntica oração sem a presença do Espírito em nós».

«O Espírito do Pai e do Filho, se converte como na alma de nossa alma, na parte mais secreta de nosso ser, da qual se eleva incessantemente para com Deus um movimento de oração, do qual não podemos nem sequer precisar os termos», indicou.

Esta constatação levou ao Papa a exortar os presentes a «serem cada vez mais sensíveis, mais atentos a esta presença do Espírito em nós, a transformá-la em oração, a experimentar esta presença e a aprender deste modo a rezar, a falar com o Pai como filhos, no Espírito Santo».

Recordando uma famosa frase de santo Agostinho de Hipona: «Vês a Trindade se vês o amor», o bispo de Roma declarou que «o Espírito é essa potência interior que harmoniza seu coração [dos crentes] com o coração de Cristo e os move a amar aos irmãos como Ele os amou».

«O Espírito nos estimula a estabelecer relações de caridade com todos os homens. Deste modo, quando amamos, deixamos espaço ao Espírito, permitimos-lhe expressar-se em plenitude.»

A catequese concluiu com um chamado a compreender que «a ação do Espírito orienta nossa vida para com os grandes valores do amor, da alegria, da comunhão e da esperança».

Foi a terceira meditação do Papa, de uma série na qual apresentará figuras de homens e mulheres das origens da Igreja, depois de ter meditado nos doze apóstolos.
FONTE: CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de novembro de 2006 (ZENIT.org)

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