Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

domingo, 18 de março de 2012

Entendendo a Liturgia: Indulgências


Pesquisado por Frei Marcelo dos Santos, OFMConv.
rito da penitencia  
É a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados. O fiel obtém as indulgências, em certas condições determinadas, pela intervenção da Igreja, que como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos. ( Catecismo da Igreja Católica [CEC] 1421).
Ela pode ser aplicada tanto aos vivos (pessoalmente), como aos fiéis falecidos. O perdão dos pecados implica a remissão das penas eternas do mesmo; mas permanecem as penas temporais do pecado, que podem ser satisfeitas nas mais diversas formas de penitência.
Na comunhão dos santos somos unidos numa sobrenatural unidade do corpo místico de Cristo, como uma única pessoa mística (CEC 1474), num laço de solidária caridade no intercâmbio de todos os dons. (CEC 1475).
 Obtêm-se as indulgências por meio da Igreja pelo poder de “ligar e desligar”, concedidas à Igreja por Nosso Senhor. Três posturas são necessárias para se lucrar as indulgências, a saber:
a)      Confissão Sacramental (auricular);
b)      Participar da santa Missa;
c)      Rezar pelas intenções do Santo Padre o Papa.

Formas Penitenciais
Celebrações penitenciais
São reuniões do povo de Deus, para ouvir a sua palavra que os convidam a conversão (metanóia), e a renovação de vida, proclamando nossa libertação do pecado pela morte e ressurreição de Cristo. (Ritual da Penitência [RP] 36).
Não confundir com a celebração do “Sacramento da Penitência”; elas têm o intuito de levar os fiéis a conversão e a purificação interior. (RP 37) e pode se fazer sempre. Mesmo onde não houver sacerdote as celebrações penitenciais podem ser muito úteis, para despertar nos fiéis uma contrição perfeita, e fomentar o desejo de receber mais tarde o Sacramento da Penitência. (RP 37).

Absolvição comunitária...
No ritual da Penitência, 31, diz que “a íntegra confissão individual e a absolvição continuam sendo a única forma ordinária de reconciliação dos fiéis com Deus e a Igreja; a absolvição geral só em casos extraordinários, estabelecidos pelo ordinário local.” (Cf. RP 31-32); só em casos como um elevado número de penitentes, em que, não havendo confessores suficientes, para um número maior de penitentes, em caso de Guerras, etc. (RP 31)
Ela é uma exceção, já que o sacramento da Penitência parte de uma atitude pessoal indispensável ao penitente.

Momentos para celebração penitencial
As celebrações penitenciais obedecem a um esquema semelhante ao da celebração da palavra, a saber: rito inicial, saudação, oração, leituras, salmos, momento de silêncio, homilia, exame de consciência, preces, Pai-nosso, ao final o sacerdote ou o ministro que preside conclui a oração e despede o povo. Todo Cristão, é chamado a se colocar numa dinâmica penitencial de vida, em diversos momentos, da vida litúrgica da Igreja.
·         Toda sexta-feira, ao longo do ano, é dia de jejum e penitência, em memória da paixão do Senhor; todo Batizado é convocado a observar esse dia.
·         No Advento, como preparação para o nascimento do Senhor, somos chamados a nos penitenciar, pois o “Sol nascente” nos vem visitar e armar a sua tenda entre nós.
·         Na Quaresma, de maneira mais do que especial, somos obrigados a observar quarta-feira de cinzas e sexta-feira da paixão, com jejum e abstinência de carne; salvo os menores de 18 anos, os acima de 65 anos ou os enfermos que precisam do alimento mencionado. Durante toda quaresma somos chamados a praticar as obras de misericórdia (Oração, Jejum e Esmola).



Confissão
O ministro do sacramento da Penitência é o Bispo, os presbíteros agem em comunhão com o Bispo, que é o moderador da disciplina penitencial. (RP 9a).
O ministro competente do sacramento da penitência é o Sacerdote, com faculdade de absolver segundo as normas canônicas, mesmo os que não são aprovados, podem absolver de forma válida e lícita a qualquer penitente em perigo de morte. (RP 9b).
Atos do penitente
a)      Contrição é a dor da alma e a detestação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar. (RP 6).
b)      Confissão é a acusação dos pecados, onde o homem encara de frente os pecados, que é essencial para o sacramento da penitência. (CEC 1456). Os pecados veniais, apesar de não serem estritamente necessários, são vivamente recomendados pela Igreja. (CEC 1460).
c)      Satisfação é a mudança de vida e reparação do dano causado. (RP 6). O confessor deve levar em conta a situação pessoal do penitente, que deve corresponder à gravidade e a natureza dos pecados cometidos. (CEC 1460).
d)      Absolvição; o pecador que manifesta sua conversão ao ministro da Igreja, pela confissão sacramental; Deus concede o perdão mediante o sinal da absolvição.

Exame de consciência
É uma séria revisão de vida, em que a alma se defronta consigo mesma, e não somente um levantamento mais ou menos meticuloso dos pecados graves. Tendo feito um bom exame, é só se aproximar do presbítero e abrir o coração.

Roteiro para confessar-se
                                            I.            Entrando no confessionário, faço logo o sinal da cruz, dizendo: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Com humildade e arrependimento, confesso meus pecados a Deus e a vos, Padre (ou: Padre, daí-me a vossa bênção, porque pequei);
                                          II.            Apresento-me, Fiz minha última confissão há... dias. ou... meses, ou... anos. Sou, por ex., casado (a), pai, mãe de cinco crianças, etc. ou: sou industrial, tenho 50 operários sob minhas ordens, etc. ou ainda; sou estudante, trabalho, etc.
                                        III.            Faço a partir desse momento a acusação de, pelo menos, todos os meus pecados graves – referindo-me à sua espécie e número (recomenda-se também a confissão dos pecados veniais). Concluindo, (pode-se também dizer o propósito) manifesto o meu arrependimento, dizendo: “Pai, pequei contra o céu e contra vós, perdoai-me”. (ou, então, outro “ato de contrição”).
                                       IV.            O Padre dará, a seguir, algum conselho e palavras de encorajamento; impor-me-á depois uma penitência e absolverá os pecados em nome de Deus.
                                         V.            Por fim, o Padre dirá: “O Senhor Deus perdoou os teus pecados. Vai em paz!” Ao que o penitente responderá: “Graças a Deus”, saindo, logo após, do confessionário, com a alma renovada. “A confissão é a segunda tábua de salvação, depois do Batismo”.

Ato de Contrição (Sugestão)
“Meu Deus eu me arrependo de todo o coração, de vos ter ofendido; porque sois tão bom e amável. Prometo com a vossa graça me esforçar para ser bom. Meu Jesus misericórdia.”

Nenhum comentário:

Os Mais Vistos