Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

domingo, 25 de março de 2012

Cantos litúrgicos: observar o sentido teológico...

Esta matéria, enviada por um leitor ao "São Francisco em CONVersa", com o esclarecimento sobre o que pode ocorrer com alguns cantos e hinos litúrgicos. O livro em questão, fez algumas correções em algumas letras, observando o sentido bíblico, teológico, a Tradição da Igreja como também seguindo as orientações do Magistério da Igreja e da CNBB. Porém, nem tudo é perfeito... Segue o texto da Irmã Míria, que é uma dos colaboradores do 
"Cantos & Orações" , e nos ajuda a refletir sobre o que cantamos em nossas comunidades e o cuidado com o cantar a Liturgia na Igreja. (Administrador)



"Deus enviou seu Filho Amado..."
Por Irmã Míria T. Kolling*

É o canto nº 307 do livro CANTOS E ORAÇÕES, da Editora Vozes, livro com mais de 1.500 cantos, que uma equipe coordenou e organizou, e da qual fiz parte. A primeira edição desta verdadeira Antologia Musical foi feita e publicada em 2004.


Não consta o nome do autor, uma vez que não se sabe quem o compôs, de onde veio. Foi gravado pelas Paulinas-COMEP “Louvemos o Senhor 1 e 2 – 12042-1, conforme pesquisamos e citamos em nossas fontes fonográficas no livro. Quando não se sabe quem é o autor, coloca-se a sigla D.R. = Direitos Reservados, a fim de que, se um dia se vier a saber, sejam-lhe pagos os Direitos Autorais.

Quem me escreveu, após comunicar-se com a Editora Vozes, chamando a atenção para a letra do canto, contendo erros teológicos, foi o Pe. Odair Eustáquio Gomes, de Campo Limpo, São Paulo, biblista e exegeta. Diz ele à Vozes:  A letra do canto nº 307 diz que Deus enviou seu filho amado para morrer no meu lugar. Questiono: Esse Deus não é maldoso demais? Enviar o filho para morrer! A missão do Filho, conforme vários textos bíblicos, não é salvar? Não seria mais bíblico, uma vez que canto litúrgico precisa ser conteúdo bíblico, dizer que Deus enviou seu Filho amado para nos salvar, na cruz morreu...

Vamos ao canto em questão. Vale a pena repetir o texto da poesia:

Deus enviou seu Filho amado, para morrer em meu lugar:
Na cruz pagou por meus pecados, mas o sepulcro vazio está, porque ele vive!
                                Refrão:
Porque ele vive, eu posso crer no amanhã. Porque ele vive, temor não há.
Mas eu bem sei que o meu futuro está nas mãos do meu Jesus, que vivo está!

Um dia eu vou cruzar os rios, verei, então, um céu de luz.
Verei que lá, em plena glória, vitorioso, meu Redentor pra sempre reina!

Gostaria de me ater à primeira linha, em que o autor se refere a Jesus, o Filho de Deus, como alguém que veio à terra para morrer no meu lugar, fazendo algumas considerações:

1)      Há aí um erro teológico, sim, bastante grave: dá a impressão de que Deus  é carrasco, quer que seu Filho morra... mas Deus é Amor, misericórdia, ternura e compaixão, gratuidade e salvação.  Jesus, o Filho amado do Pai, veio à terra por amor, para salvar a humanidade, atrair-nos ao Pai e levar-nos de volta ao Coração  da Trindade, onde é o nosso lugar.
2)      Deus, o Pai, não mandou seu Filho Jesus para morrer no meu lugar, no lugar de ninguém. Como Jesus mesmo diz, ninguém lhe tira a vida, mas Ele a dá por amor, se entrega livremente e assume a cruz, porque nos ama e se doa até o fim.
A morte de Jesus é conseqüência da sua obediência e fidelidade ao projeto do Pai, e  do seu infinito amor por nós. Ele veio para que todos tivéssemos vida, e a tivéssemos em abundância. Morreu e ressuscitou, para que Nele, nossa vida seja plena, eterna. Não há maior amor que doar a vida pelos amigos, e foi o que o Cristo fez por nós.

Dito isto, tenho a feliz noticia de dizer que sinto uma vez mais, como Deus é providente em seu amor,  conduzindo nossa vida para o bem. Permitiu o Senhor que eu fosse cantar em Santa Maria, RS, de 17 a 20 de maio deste 2008, justamente na semana em que recebi a carta do Pe. Odair. Foi um encontro ecumênico, o I CEMÚSICA, promovido pelo jovem e talentoso músico Joel Franz, e onde conheci o Reverendo Fábio Vasconcelos, pastor da Igreja Anglicana, que também participou do evento como assessor. Ficamos muito amigos e falei-lhe deste canto. Ele, que o conhecia, logo percebeu haver algum engano na letra... Dispôs-se a me ajudar, pesquisando o canto, e eis o que ele me entregou, com estas palavras:

Estão em anexo a versão original em inglês da música Because He lives, de autoria da Gaither Vocal Band (um casal americano de ministros de louvor), que no Brasil ficou com o título de Porque Ele vive. Bem, a melhor tradução, e versão mais fiel ao inglês, é do cantor Elias Júnior. A tradução equivocada, pela minha pesquisa, é uma versão feita pelo Padre Zeca, do Movimento Carismático Católico.

Passo, a seguir, a letra original, em inglês, para apreciação:

BECAUSE HE LIVES
 Autor: Gaither Vocal Band – Composição: William J. Gaither/ Gloria Gaither                                
                   1.
God sent His Son – they called Him Jesus,
He came to love, heal and forgive;
He lived and died to buy my pardon,
An empty grave is there to prove my Savior lives.
            Chorus:
Because He lives I can face tomorrow,
Because he lives all fear is gone;
Because I know He holds the future
And life is worth the living just because He lives.
                  2.
How sweet to hold a newborn baby
And feet the pride and joy he gives;
But greater still the calm assurance;
This child can face uncertain days because Christ lives.
                   3.
And then one day I´ll cross the river,
I´ll fight life´s final war with pain;
And then, as death gives way to victory,
I´ll see the lights of glory – and I´ll know He lives.



A seguir, a tradução para o português, feita por Elias Júnior:

Porque Ele vive
               1.
Deus enviou seu Filho amado / Pra nos salvar e perdoar.
Na cruz sofreu por meus pecados,/ Mas ressurgiu, e vivo com o Pai está.
            Refrão:
Porque Ele vive, posso crer no amanhã,,
Porque Ele vive, temor não há.
Mas eu bem sei, eu sei que a minha vida
Está nas mãos de meu Jesus, que vivo está.
                 2.
E quando enfim, chegar a hora, / Em que a morte enfrentarei,
Sem medo então, terei vitória, / Verei na glória o meu Jesus, que vivo está.

                                
Diante destas informações, basta comparar os textos, a letra original com as duas traduções, para perceber logo o engano cometido por alguém da nossa Igreja, e no entanto, gravado e cantado de norte a sul do Brasil, amplamente divulgado, porque de fato, o canto é bonito, solene, envolvente, de um sentimento vivo e profundo.  Poderíamos citar outras muitas canções que contêm erros teológicos, às vezes mal traduzidas, mas também compostas por autores nossos, sem o devido conhecimento teológico, bíblico e litúrgico. São cantadas na liturgia, sem uma análise mais apurada e criteriosa do conteúdo da letra,  de maneira superficial.

O canto acima, antes de nós já gravado e  divulgado por todo o Brasil, fazendo parte de outras coletâneas,  nós simplesmente  o incluímos no livro CANTOS E ORAÇÕES como mais uma opção para a liturgia. Se tivéssemos prestado mais atenção, há quatro anos, quando compilamos e organizamos nosso livro, certamente teríamos procurado a versão original, talvez corrigido este erro, ou até deixaríamos de colocar o canto, embora tão bonito!... Certamente foi um lapso de nossa parte, embora tivéssemos todo o cuidado na seleção e organização do material.  Encaminharei esta observação à Editora Vozes, na pessoa do seu editor religioso, Prof. Dr. José Maria da Silva, e aos coordenadores do livro, Frei José Luiz Prim e Alberto Beckäuser, ofm.
Ainda é tempo de sanar a falha, substituindo a versão pelo texto de Elias Júnior, teologicamente correta, embora também um pouco diferente do original.

Agradeço ao Pe. Odair, que com seus questionamentos, me deu a oportunidade de pesquisar, aprender e tomar mais cuidado com relação à composição e escolha dos  cantos litúrgicos, e ao Rev. Fabio Vasconcellos, pela sua valiosa ajuda... Mais uma vez se confirma que nas coisas de Deus, somos todos aprendizes, discípulos e missionários, e humildes servidores dos mistérios do Senhor! Se tiverem algo a observar ou responder, fico a seu dispor. Que  Deus nos abençoe! Amém!

São Paulo, 25 de maio de 2008

* Liturgista, cantora e compositora a mais de 30 anos, servindo a Igreja com o canto popular litúrgico. (Cf.:http://www.irmamiria.com.br/index.php) 

sábado, 24 de março de 2012

Campanha: Convoque + 1



Nesta campanha, queremos convidar a você querido(a) benfeitor(a) a divulgar a obra de São Francisco de Assis; a fazer um algo a mais para nos ajudar, na construção de um mundo novo. O senhor ou a senhora deve estar se perguntando: como eu posso fazer isso? E, nós lhe respondemos: ajudando a divulgar o CONVOCAÇÕES e o Serviço de Animação Vocacional.
Para cumprir esta santa tarefa, estamos enviando, junto com o nosso boletim informativo deste mês, uma ficha de inscrição para o CONVOCAÇÕES. O(a) senhor(a), ao convidar um amigo para fazer parte da nossa família semeadora de paz e de bem, preencherá a ficha com os dados do(a) nosso(a) novo(a) Irmão(ã) e enviará para o seguinte endereço:
Rua Caetano Martins, 42 – Rio Comprido CEP: 20251-050 - Rio de Janeiro - RJ
O senhor ou a senhora também poderá ligar para o seguinte telefone para passar os dados do novo Irmão ou Irmã: (0xx21) 2273-6040
De posse destes dados, nós entraremos em contato com este novo membro da nossa família, para explicar-lhe como funciona o nosso projeto.
Caso você não seja benfeitor, entre em contato nos dados acima. E faça a inscrição para receber as informações de como fazer parte da família dos benfeitores dos Frades Franciscanos Conventuais. 
Paz e bem!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Assistente Espiritual da OFS

PERFIL DO ASSISTENTE ESPIRITUAL DA ORDEM FRANCISCANA SECULAR



Em sinal concreto de comunhão e de co-responsabilidade, os Conselhos, nos diversos níveis de acordo com as Constituições, solicitarão aos superiores das quatro Famílias Religiosas Franciscanas, às quais desde séculos a Fraternidade Secular está ligada, religiosos idôneos e preparados para a assistência espiritual (Regra, n.26).

Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM (*)

1. As presentes considerações não têm a finalidade de examinar exaustivamente a missão e as características do Assistente espiritual na vida dos irmãos e das irmãs da OFS. Pretendem, tão somente, chamar atenção para alguns aspectos importantes da figura do Assistente para que possa ele ser de ajuda ao grupo. Procuramos nos basear, de modo especial, no Manuale per l’assitenza all’OFS e alla GIFRA, publicado pela Conferência dos Assistentes Gerais da OFS ( Roma 2006). Mais diretamente seguimos o cap. VI que aborda o tema da assistência espiritual e pastoral da OFS , p. 173-244. Ao longo destas reflexões procuraremos também levantar questionamentos a respeito do trabalho da assistência.

2. A Província da Imaculada vive, em final de 2009, seu capítulo Provincial. Depois haverá o Congresso Capitular, ou um Definitório seguinte, quando serão escolhidos ou nomeados os novos assistentes locais e regionais da OFS. Lembramos as determinações da CCGG dos OFM, art 60: “À Ordem é confiado o cuidado pela Ordem Franciscana Secular, que vive no mundo o espírito de São Francisco e participa da vida, do testemunho e da missão do carisma franciscano, para cuja plenitude contribui com uma ação própria, necessária e complementar”. Fica evidenciada a razão da assistência: o mesmo carisma anima as duas Ordens, a I e a III.

3. Perguntas atravessam nosso espírito: Os frades gostam de trabalhar com a OFS? Quem tem qualidades para exercer o ministério da assistência? Está havendo uma preparação para o exercício deste ministério por parte dos frades? Como dar assistência a Fraternidades em locais abandonados pelos frades? Será que os frades têm uma compreensão adequada do seu trabalho junto aos terceiros?

4. A realidade nos diz que há Fraternidades da OFS que são assistidas exemplarmente por frades fiéis, perseverantes e idôneos. Há alguns Assistentes que são muito amigos dos seculares, mas não têm formação idônea para a missão. Há Assistentes nomeados que, na verdade, pouco se fazem presentes, devido às múltiplas tarefas que exercem no seio da Ordem I ou por estarem desmotivados. Há também frades que perdem o interesse pelo trabalho devido ao cansaço, lentidão e falta de objetivos claros de determinadas Fraternidades. Há Fraternidades com assistência apenas esporádica, embora de boa qualidade. Há ainda Fraternidades sem assistência nenhuma. Em nossa Província, Fraternidades que existiam em paróquias que foram entregues aos bispos, conhecem dificuldades de sobrevivência. Reuniões regulares de assistentes nos diferentes níveis poderiam ajudar a resolver algumas destas dificuldades. Fundamental que ele goste de trabalhar com franciscanos seculares.

5. O Assistente espiritual da OFS não é o “diretor” , nem o Padre Comissário. Ele é membro do Conselho da Fraternidade com direito a voto em todas as questões, menos nas decisões financeiras e nos capítulos eletivos. O Assistente não é um “capelão”. Seu papel não se limita à celebração da missa ou à administração dos sacramentos no seio da Fraternidade. É pastor, guia e mestre.

6. Os Ministros Gerais da Primeira Ordem e da TOR, em documento de 1989, afirmam que o trabalho do Assistente espiritual se realiza menos no âmbito da direção e da organização, e mais no acompanhamento espiritual e como auxílio na formação dos irmãos (cf. Manuale p. 177). Mesmo reconhecendo a responsabilidade que compete aos seculares, o Assistente não terá uma atitude passiva de deixar fazer. Ele envidará esforços para que os leigos realizem sua vocação e sua missão. Destaquemos, de início, dois aspectos: o acompanhamento espiritual do grupo e dos indivíduos e a formação. Para exercer tais funções a presença do Assistência precisará ser regular.

7. Em Discurso proferido ao Consilium pro Laicis de 1981, dirigindo-se aos conselheiros eclesiásticos de agremiações laicais, João Paulo II exortava no sentido de que fossem:
• artífices da comunhão,
• educadores da fé,
• testemunhas do Absoluto de Deus,
• verdadeiros apóstolos de Jesus Cristo,
• ministros da vida sacramental, especialmente da Eucaristia e
• animadores espirituais. Nestas linhas do Papa aparecem elementos importantes do perfil do Assistente.

8. Podemos desdobrar algumas das características da Assistência espiritual:
• orientação teológica e espiritual,
• testemunho de fidelidade à vocação franciscana,
• estimulador para que sejam criadas condições de paz e de justiça, de verdade e de amor,
• ajudar os irmãos a fazerem a leitura dos sinais dos tempos,
• iniciação nas fontes franciscanas e clarianas.

9. 0s Assistentes da OFS não são meros assistentes eclesiásticos de uma simples agremiação laical; representam alguma coisa mais. Representam eles um canal privilegiado pelo qual passa a seiva que deve garantir a “comunhão vital recíproca” entre o componente secular e os componentes religiosos da família franciscana.

10. O objetivo da “reciprocidade vital” requer a remoção de alguns obstáculos que, em todos os níveis, que ainda perduram. Necessário se faz passar do “Diretor” ao “Assistente” (assistência espiritual, sob a guia do bom pastor e não na linha de direção); passar da mentalidade de “mandar” à de servir; passagem da mentalidade de dizer a última palavra à de ser membro do Conselho, não substituindo o papel deste último.

11. Obstáculos por parte dos seculares: conhecimento precário do que vem a ser um leigo franciscano, dependência afetiva exagerada do frade, reverência exagerada aos mesmos, idealização da figura do religioso, ou crítica impiedosa diante de suas limitações e fraquezas.

12. Obstáculos por parte dos religiosos: espírito de corpo impondo elementos da Ordem I, tendência de fazer valer sua maneira de ver a OFS, medo de perder o protagonismo no momento em que compartilha as responsabilidades com os seculares.

13. Parece não ser conveniente que um assistente permaneça tempo demais numa Fraternidade ou mesmo a Nível Regional: pode tornar-se repetitivo, correndo o risco de serem “diretores”, carência de criatividade, certo cansaço generalizado. Isso pode causar dano à OFS. Convém alertar para o perigo grave que pode existir quando uma Fraternidade passa um período longo se assistência espiritual.

14. O altius moderamen garante a fidelidade da OFS ao carisma franciscano, de sua comunhão com a Igreja e da união com a Família franciscanas. (Regra 1).

15. O Assistente é pastor. Conhecemos toda a riqueza desta imagem. Pastor é aquele que busca alimento para as ovelhas, que conhece sua voz, que acompanha seus passos. Ora, o Assistente acompanha como pastor uma pequena comunidade eclesial franciscana. Pastor assistente = aquele que está perto, bem próximo, está presente, protege. O Assistente é pastor que exerce um papel coadjuvante, junto ao Ministro e seu Conselho,

16. O Assistente não tem sozinho a responsabilidade pela vida espiritual de cada um dos membros. É a própria Fraternidade que deverá cuidar da vida espiritual de todos. O pastoreio do Assistente será discreto, mas indispensável.

17. Momento importante da presença e do testemunho do Assistente são os capítulos eletivos, de avaliação e as visitas pastorais. Não será o Assistente o homem da “política” de grupos, mas por sua palavra, pelo apelo evangélico de sua voz, deverá fazer de sorte que sejam escolhidos aqueles que melhor evidenciarão o carisma franciscano secular. Nas visitas pastorais há que se inventar o novo. Tais visitas,forçosamente, terão que ser um acontecimento espiritual e não apenas a realização de uma formalidade. Como nos situamos diante das visitas pastorais?

18. O Assistente local, juntamente com o Conselho, é responsável pela formação dos candidatos e avalia cada irmão antes da Profissão. Juntamente com o Ministro local procura dialogar com irmãos que experimentam dificuldades, que se afastaram das reuniões, ou que comportam contra a Regra que professaram.

19. Explicitemos melhor esta sua missão. O Assistente participa dos encontros da Fraternidade com uma presença ativa, sempre atento à dinâmica da reunião, ao que se diz, ao que se vive. Se o dito é bem dito e o vivido bem vivido. Vivencia, exprime e agiliza a reciprocidade vital de comunhão exigida pela pertença à mesma família franciscana, embora de forma diferente: respeitando o papel de cada um; preocupa-se com a formação pastoral e espiritual e com a vida litúrgica e sacramental da Fraternidade; é aquele que garante a ortodoxia dos conteúdos bíblicos e teológicos; é aquele que fala de Deus, que é, pois, sensível aos aspectos espirituais (oração, escuta da Palavra, direção espiritual); cuida dos irmãos que não tiveram boa catequese na infância e na juventude; cuida que a Fraternidade não se feche e não se torne um “mero” grupo paroquial.; aviva o interesse da Fraternidade pela Igreja local, colaborando nas iniciativas paroquiais e diocesanas: cuida de despertar os talentos dos irmãos: interessa-se por casa um dos irmãos e por cada uma das irmãs, de modo especial os mais fragilizados, doentes, idosos e pessoas que vivem crises (casamento, fé, trabalho,etc)

20. Há características da Assistência no tempo da formação inicial. O Assistente é conselheiro. Entra em contacto pessoal com cada um. Se preciso faz atuar seu ministério sacramental, quando sacerdote. Ajuda-os a clarificar seu caminho vocacional..Oferece seus préstimos. Chama atenção para a conversão. Adverte a respeito da necessidade da conversão. As CCGG (41,1), com razão,pedem que no momento da profissão seja ouvidos o responsável pela formação e o Assistente.

21. Na formação permanente o Assistente procurará trabalhar a conversão continua dos irmãos, levando-os carinhosamente a buscar a santidade, ajudando o grupo a ler o sinais dos tempos e neste tempo de transformações culturais, sociais e religiosas brutais o Assistente ajudaram os irmãos a fazerem uma correta leitura dos sinais dos tempos. Com seu amor pela OFS, tanto na reunião geral quanto na do Conselho, convidará os irmãos a descobrirem caminhos de inovação que permitam se sair de um mero devocionalismo.

22. Delicado, mas importantíssimo, o papel do Assistente nas reuniões gerais da Fraternidade e do Conselho. Seu específico campo de ação é o domínio espiritual: favorecer a comunhão com a Igreja, testemunhar a espiritualidade franciscana religiosa, colaborar na formação e alimentar a vida cristã da Fraternidade. Cuidará sempre de não extrapolar sua competência. Isso exige tato e maturidade para não ir além do que cabe. O Manuale sugere que, nas reuniões do Conselho, o Assistente empregue o método do ver, julgar e agir. O Conselho e o Assistente não podem permitir que uma Fraternidade perca motivação e élan ou se distancie seriamente do espírito franciscano. De modo particular Conselho e Assistente verificarão se cada irmão é responsável e se todos estão imbuídos de um verdadeiro desejo de viver a fraternidade.

23. Dois extremos deverão ser evitados nas reuniões por parte do Assistente: de um lado a tentação de tomar a frente das reuniões, sobretudo se os leigos se mostram fracos e com precária formação; de outro lado a tentação de deixar que as coisas corram soltas, manifestando assim desinteresse ou indiferença para com a Fraternidade.

24. Procuremos vislumbrar melhor a presença do Assistente nas reuniões. Estas são encontros de família e de formação de pessoas que desejam viver o Evangelho à maneira de Francisco. Hoje dizemos com maior propriedade, à maneira de Francisco e Clara. As reuniões são constituídas basicamente de três momentos: oração, formação e confraternização. Alguns acrescentam ainda um momento de revisão das atividades ( do fazer,do agir).

25. A oração comum reúne os irmãos e as irmãs no louvor de Deus. Pode ser uma celebração eucarística, com homilia e cantos, uma celebração de parte da Liturgia das Horas ou outra forma de oração comum. O Assistente velará para que seja uma oração verdadeira e não apenas palavras... Há toda uma pedagogia para uma oração que rasgue os céus e una os irmãos.

26. Cabe à equipe encarregada organizar a parte de formação. Esta poderá amiúde ser feita, ao menos em parte, pelo Assistente. Poderá ser complementada por ele e feita de outro modo. Os Assistentes cuidarão de não darem a impressão que ele são os únicos formadores competentes. Pode-se dizer que o Assistente local poderia inventar meios e modos de ser o formador dos formadores.

27. Tentemos aprofundar ainda mais a função do Assistente na formação. No passado, talvez, a OFS e seu “discretório” não tenham se preocupado muito com a formação dos seus membros. Esta descansava na pessoa do “diretor” e de uma ou outra pessoa chamada eventualmente. A OFS tem a convicção de que a formação dos seus membros é feita pelo Conselho. Isso não quer dizer que o Assistente tenha perdido seu papel. Em nossos tempos o Assistente tem papel importantíssimo de esclarecer valores que deixaram de ser levados em consideração. O Assistente será um perito em humanidade, cristianismo e franciscanismo.

28. Normalmente na reunião geral são colocadas sobre a mesa a atividades exercidas pelos irmãos tanto em nível de Fraternidade quando de pastoral paroquial ou diocesana. O Assistente será aquele que saberá avaliar e entusiasmar os irmãos e as irmãs a viverem uma vida de apostolado ativo. Cuidará que os irmãos não entrem numa febre ativista, não façam uma pastoral sem um leitura teológica da realidade e aos poucos percam sua identidade franciscana. Em nossos tempos Assistentes experimentados ajudam os leigos a darem conscientemente sua colaboração à Igreja, mas sempre se, estrelismos e ações soltas.

29. Finalmente a há o espaço da confraternização. Trata-se de um momento em que todos, de fato, se sentem irmãos e irmãs, momento de estreitar o mútuo conhecimento, de uns estarem com os outros. A confraternização poderá ocorrer em torno de um lanche ou de uma refeição com aquilo que cada um trouxe de suas casas. A presença no Assistente não é dispensável. Ele é membro da Fraternidade e a alegria do encontro faz parte da espiritualidade franciscana.

30. Somos gratos a todos os Assistentes da OFS. Há aqueles que conhecem todos os membros de sua Fraternidade pessoalmente. Amam pessoalmente a cada um. Muitos seculares das fraternidades vivem dramas delicados e contam com a presença e as luzes do Assistente. Há Assistentes particularmente atentos aos doentes. Há aqueles que são verdadeiramente apaixonados pelo Evangelho de Cristo e por Francisco. Estes constituem um bela propaganda vocacional para nossa Ordem Franciscana.

Urgências:
• Despertar gosto pela Ordem Franciscana Secular nos frades da Provincia.
• Organizar uma sistemática formação dos frades na teologia para o ministério da Assistência.
• Ajudar os leigos das Fraternidades seculares a serem leigos maduros, compromissados com a fé e o Evangelho e não meras pessoas que têm devoção a Francisco.
• Os Assistentes haverão de incentivar todas as formas de propaganda vocacional que renovem as Fraternidades.
• Nossas Fraternidades Seculares precisam, urgentemente, da presença de jovens e de casais jovens.

(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Assistente Nacional da OFS pela OFM
Assistente Regional do Sudeste III

Quando os seres humanos entenderem que só nos humaniza o amor que nos afasta de nossa obsessão individualista e aperfeiçoa nossa personalidade reconhecendo o outro e empenhando-se pelo outro, então poderão interpretar retamente e praticar o que de fato é uma vida cristã.


“Doce Coração de Jesus, faz com que eu te ame sempre mais!”

Conquanto a devoção ao Sagrado Coração tenha sólidos fundamentos nas fontes da Revelação, isto é, na Sagrada Escritura e Tradição, e conquanto o culto tributado ao amor de Deus Pai e de Jesus Cristo, através do símbolo do Coração transfixado do Redentor nunca esteve completamente ausente da piedade dos fiéis, só gradualmente tal devoção foi se difundindo, de modo público, entre o povo cristão e obtendo a aprovação oficial da Igreja.

Se é certo que essa devoção tomou forte impulso, sobretudo depois que o próprio Senhor revelou o mistério divino de seu Coração à Santa Margarida Maria, é igualmente certo que ao aprová-la, a Igreja não se fundamentou nas revelações particulares aos santos.


São Boaventura de Bagnoreggio foi quem teve a primeira visão do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria – foi quem cunhou estes nomes aos Corações ("Sagrado" e "Imaculado"). A tradição franciscana notou que na aparição, compôs a jaculatória usada ainda hoje: “Doce Coração de Jesus, faz com que eu te ame sempre mais!”

Mas é também um grande fato a célebre visão que teve Santa Margarida Maria Alacoque, em 4 de outubro de 1686, quando lhe apareceu nosso Senhor Jesus Cristo e lhe mostrou São Francisco, revestido de uma luz e de um esplendor inefável, elevado em um eminente grau de glória sobre os santos e unido àquela memorável palavra: “Eis o Santo mais unido ao meu Coração; toma-o como o teu guia!”


Em 1675 um padre secular (Eudes) obteve do Papa Clemente X a aprovação das confrarias do Sagrado Coração, e indiretamente a aprovação dessa devoção. Em 1765, o Papa Clemente XIII aprovou uma festa litúrgica do Sagrado Coração só para a Polônia e para Roma, mas os franciscanos já celebravam internamente na Ordem. Quase um século depois, em 1856, o Papa Pio IX prescrevia essa festa para toda a Igreja.

Na Ordem, durante o governo de São Boaventura, como Ministro Geral (1257-1274), no ano de 1263 recebeu da Santa Sé (do Papa Bento XII) a aprovação para a devoção. Porém, a consagração da Ordem só se deu em 1879. Dez anos mais tarde (1889), o Papa Leão XIII elevou à categoria de primeira classe (solenidade) a festa particular dos franciscanos e das confrarias, com a encíclica Annum sacrum.

Este mesmo Papa abriu a série das encíclicas sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Desde então, a voz dos Papas não cessou de enaltecê-la e recomendá-la: encíclicas, cartas apostólicas, discursos, vieram se sucedendo nos últimos tempos.

Assim, a Igreja vem oferecendo ao povo cristão um rico manancial de um profundo conhecimento de Cristo, a fim de despertar os fiéis para um amor mais sincero e ardente para o Coração do Verbo Encarnado, incitando-os, ao mesmo tempo, a imitar os sentimentos do divino Coração. O ato de desagravo ao Sagrado Coração de Jesus foi publicado, pela primeira vez, pelo Papa Pio XI, em 08 de Maio de 1928, com a carta Miserentissimus Redemptor.


Foi à Santa Margarida Maria que as promessas foram feitas e, por este mesmo motivo, mais estruturalmente organizada a solenidade. O motivo do tempo de comemoração remonta sempre à Santíssima Trindade e ao Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, isto é, terceira sexta-feira (memorial da sexta-feira da Paixão) depois de Pentecostes e o terceiro sábado, que remonta ao Sábado Santo – dia da “grande espera”. Nesta ocasião é oportuna e recomendada a oração da Salve Regina, em que invocamos a Virgem Maria como “Advogada nossa”; o termo “Advogado”, em grego, é traduzido por “Paráclito”, que tanto para a Igreja do Oriente, como do Ocidente é a terminologia própria para a Terceira Pessoa da Trindade – o Espírito Santo – o que novamente remonta a Pentecostes.

Ou seja, numa linha de sucessão de solenidades e festas, desde pentecostes, passamos pelos mistérios da Santíssima Trindade, do Corpo e Sangue do Senhor e, finalmente, do seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Sua Mãe.

Por: Frei Marcelo dos Santos OFMConv

Ordenação Presbiteral 2012

A Custódia Imaculada Conceição da Ordem dos Frades Menores Conventuais, tem a alegria de convidar à Ordenação Presbiteral de Frei Luiz Fernando Rangel, OFMConv. Será no dia 28 de abril as 10h, na Paróquia de Santa Luzia - Gardênia Azul - Jacarépaguá - Rio de Janeiro/RJ.
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Contamos com a sua presença e suas orações! Paz e bem!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Entendendo a Liturgia: INTRODUÇÃO À LITURGIA DA MISSA (Parte 4/4)

Pesquisado por Frei Fábio Soares, OFMConv e equipe.
  • As várias partes da Santa Missa
  • Ritos Iniciais
  • Liturgia da Palavra
  • Liturgia Eucarística
  • Ritos Finais
Ritos Iniciais:
Cântico e procissão de Entrada
Saudação do Altar e da Assembléia
Ato Penitencial
Kyrie, eleison
Gloria in excelsis
Oração da Coleta
Entrada (Cântico de Entrada)
Dar início à celebração
Favorecer a união dos fiéis reunidos
Introduzir os fiéis no mistério do tempo litúrgico ou da festa
Entrada (Procissão de Entrada)
O turiferário com o turíbulo fumegante, se usar­ o incenso;
Os ceroferários com velas acesas, e entre eles um acólito ou     outro ministro com a cruz;
Os acólitos e outros ministros;
O diácono que leva o Evangeliário um pouco elevado, não, porém, o Lecionário;
O sacerdote que vai presidir a Missa.
Representa o Salvador vindo a este mundo, manifestando a vontade de se oferecer e começando o ser
sacrifício desde a Encarnação. As velas simbolizam a luz que ilumina todo homem.
A Cruz mostra o sacrifício que marcou a vida de um Deus feito homem.
O incenso indica o perfume da doutrina, oração e das virtudes que Ele veio ensinar ao mundo.

Saudação do altar e da Assembléia
                a)do altar
                               Inclinação profunda.
                               Beijo.
                b) assembléia
                               Fazer sentir à Assembléia reunida a presença de Nosso Senhor.
Ato Penitencial
                a) Reconhecimento das faltas e reconciliação com Deus.
                b) Carece da eficácia do sacramento da penitência.
(pode-se fazer a bênção e aspersão da água em memória do batismo)
- Kyrie, eleison
Depois do Ato Penitencial, diz sempre o “Senhor, tende piedade de nós (Kyrie, Eleison)”, a não ser que tenha sido incluído no ato penitencial.
-Gloria in excelsis
O Glória é um antiguíssimo e venerável hino com que a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro.
Não é permitido substituir o texto deste hino por outro.
-Oração da Coleta
Recolhimento em silêncio, a fim de, tomar consciência da presença de Deus.
Exprime a índole da celebração.
Preces individuais.
Se dirige a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo.
Este é o único elemento que não pode ser omitido nos Ritos iniciais.


Liturgia da Palavra
Silêncio
Leituras Bíblicas
Salmo Responsorial
Aclamação antes da leitura do Evangelho
Homilia
Profissão de fé
Oração universal

Silêncio
“A Liturgia da Palavra deve ser celebrada de modo a favorecer a meditação” (Nova IGMR 59)
“Haja nela também breves momentos de silêncio”, “nos quais com ajuda do Espírito Santo, a Palavra de Deus possa ser interiorizada.”
Leituras Bíblicas
“Na celebração da Missa com o povo, as leituras proclamam­-se sempre do Ambão.”
“Através das leituras, Deus fala a seu povo.” (cf. Nova IGMR 58)
Salmo Responsorial
“Favorece a meditação da Palavra de Deus.”
“O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do Lecionário.” (Nova IGMR 61)
Aclamação ao Evangelho
“Depois da leitura, que precede imediatamente o Evangelho, 
canta se o Aleluia ou outro cântico, indicado pelas rubricas, 
conforme o tempo litúrgico.”
“A assembléia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor, que vai lhe falar no Evangelho.” (Nova IGMR 62)
Homilia
“É um elemento necessário para alimentar a vida cristã.”
“É a explicação das Palavras do Senhor.”
“Deve ser a explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto do Ordinário ou Próprio da Missa do dia, tendo sempre o mistério celebrado, bem como as necessidades peculiares dos ouvintes.” (idem 65)
Profissão de Fé
“Tem como finalidade permitir que todo o povo reunido, responda à Palavra de Deus anunciada nas leituras das Sagradas Escrituras e exposta na homilia.”
“Recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de começarem a ser celebrados na Eucaristia.” (idem 67-68)
Existem dois símbolos próprios para serem utilizados nas missas:
Símbolo apostólico.
Símbolo Niceno-Constantinopolitano.

Oração universal (ou Preces dos Fiéis)
“É a súplica comunitária pelas necessidades da Igreja universal, do mundo e Igreja local”
Normalmente a ordem das intenções é a seguinte:
Pelas necessidades da Igreja.
Pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo.
Pelos que sofrem qualquer necessidade.
Pela comunidade local.
Em celebrações especiais – por exemplo, Confirmação, Matrimônio, Exéquias – a ordem das intenções pode acomodar-se às circunstâncias.
(idem 69-70)
“É bom que se faça preces curtas e objetivas.”

Liturgia Eucarística

Preparação dos dons (ou das ofertas)
Oração sobre as oblatas
Oração eucarística
Rito da comunhão
Rito da paz
Fração do pão
Comunhão
Oração Pós-Comunhão

Preparação dos dons (ou das ofertas)
“Na Preparação sobre as oferendas, levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.”
“Em primeiro lugar prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele as alfaias, o Missal Romano, o cálice com vinho, a patena com a hóstia”
“É de louvar que o pão e o vinho sejam apresentados pelos fiéis.” (idem 72)
Preparação dos dons (ou das ofertas)
“O sacerdote pode incensar os dons colocados sobre o altar, a cruz e o próprio altar.”
“Depois o sacerdote e o povo.”
“A seguir o sacerdote lava as mãos, exprimindo por esse rito um desejo de purificação interior” (idem 74-76)

Oração sobre as ofertas
Após a preparação das oferendas para o sacrifício, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas (própria de cada celebração).
A assembléia responde:”Amém”.
Oração eucarística
Momento central e culminante de toda a celebração.
“Por ela os fiéis se unem a Cristo para proclamar as maravilhas de Deus e oferecer o verdadeiro sacrifício: oferecem o Cristo, pelo sacerdote; e unidos a Cristo, oferecem a si mesmos ao Pai”.
Visa preparar os fiéis para receberem o corpo e o sangue do Senhor como alimento espiritual.
Oração eucarística (idem 79)

Elementos principais da Oração eucarística:
Ação de graças (no Prefácio);
Aclamação (Sanctus);
Epíclese (invocações especiais);
Narração da instituição e consagração;
Anamnese (celebramos a memória do Cristo, recordando a sua paixão, gloriosa ressurreição e ascensão aos Céus);
Oblação;
Intercessões (comunhão com toda Igreja, tanto do céu como da terra);
Doxologia final (exprime a glorificação de Deus).

Rito da Comunhão
“Visa preparar os fiéis para receberem o corpo e o sangue do Senhor como alimento espiritual.”
Na oração do Pai-Nosso nos sentimos filhos do mesmo Pai que está nos céus, pedimos o pão de cada dia e a vinda do reino de Deus.
Após a oração do Pai-Nosso, o sacerdote diz sozinho o embolismo (que é o desenvolvimento da última petição da oração do Pai-Nosso).
O povo conclui com uma doxologia. “Vosso é o Reino...”
Rito da Paz
“A Igreja implora pela paz e a unidade para si própria e para toda a família humana.”
Todos se saúdam fraternalmente.
“É conveniente que cada um dê a paz com sobriedade e apenas aos que estão perto de si, de modo sóbrio”. (Redemptionis Sacramentum 72) e (Nova IGMR 82)
- Fração do Pão
O sacerdote parte o pão eucarístico.
O gesto da fração, praticado por Cristo na última Ceia, e que serviu para designar, nos tempos apostólicos, toda ação eucarística, significa que os fiéis, apesar de muitos, se tornam   um só Corpo, pela Comunhão do mesmo pão da vida que é Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo (1 Cor 10, 7)
Oração pós- comunhão
Avisos
Saudação e bênção do sacerdote
Despedida da assembléia
Beijo no altar por parte do sacerdote e depois inclinação profunda.
BIBLIOGRAFIA
  •     Sagrada Escritura (exceto a edição pastoral da Editora Paulus, Ave Maria e CNBB se usada para Estudo Acadêmico);
  •        Constituição Sacrosanctum Concilium: sobre a sagrada liturgia 1963;
  •        Catecismo da Igreja Católica 1993;
  •         Instrução Geral do Missal Romano edições 1991 e a “nova” de 2002;
  •       Instrução Redemptionis Sacramentum: sobre alguns aspectos que deve observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia, 2004.
  •   Cerimoniário dos Bispos
;

BIBLIOGRAFIA PARA PESQUISA
  •          Diretório Liturgico, CNBB;
  •         Guia Litúrgico-Pastoral, CNBB;
  •         Dicionário de Liturgia, Edições Paulinas: São Paulo, 1992;
  •         Código do Direito Canônico (CIC), 1983;
  •         Manual de Liturgia em IV volumes, CELAM (Conselho Episcopal Latino- Americano) “A Celebração do Mistério Pascal”, Paulus: São Paulo, 2004;
  •      BECKHÄUSER, Frei Alberto. A liturgia da Missa. Vozes: Petrópolis, 1988.
  •          RATZINGER, Card. Joseph. Introdução ao Espírito da Liturgia. Paulinas: São Paulo, 2001.

ENDEREÇOS ELETRÔNICOS PESQUISADOS (Entre Dezembro de 2011 e Janeiro de 2012)
Oração para o início dos Encontros:

&Prece a Santa Virgem Maria
      Santa Virgem Maria, não há entre as mulheres no mundo semelhante a ti, filha e serva do altíssimo e sumo Rei Pai celestial, mãe do santíssimo Nosso Senhor Jesus Cristo, esposa do Espírito Santo: roga por nós com São Miguel Arcanjo, e com todas as virtudes celestes e com todos os santos, junto ao teu santíssimo dileto Filho, Senhor e Mestre. Amém! (São Francisco de Assis)

    Prece ao Espírito Santo
     Onipotente, Eterno, Justo e misericordioso Deus, concede a nós míseros, fazer por causa de ti mesmo, isto que sabemos que Tu o queres e sempre querer o que te apraz, para que assim interiormente purificados e iluminados e abrasados pelo fogo do Santo Espírito, possamos seguir os vestígios do Teu dileto Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e chegar unicamente por tua graça a Ti altíssimo, que na Trindade perfeita e na unidade simples vives e reina e és glorificado, Deus Onipotente, por todos os séculos dos séculos.  Amém! (São Francisco de Assis)

domingo, 18 de março de 2012

São José


São José é invocado em casos de doença, junto a agonizantes, em casos de dificuldades financeiras e pelas famílias. Na ladainha em sua honra é invocado como terror dos demônios. Mas não são só esses os casos em que é invocado. A sua intercessão é para qualquer situação como diz Santa Tereza D' Ávila (Vida, cap. 6n.6-8): "Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e encomendei-me muito a ele... Causa espanto as grandes mercês que Deus me fez por meio desse bem aventurado Santo, dos perigos que me livrou tanto do corpo como da alma. A outros santos parece que o Senhor lhes deu graças para socorrer em determinada necessidade. Mas deste glorioso santo tenho experiência que socorre em todas... Só peço, por amor de Deus, que o prove quem em mim não acreditar e verá por experiência o grande bem que é encomendar-se a este glorioso patriarca e lhe ter devoção".
Que São José interceda por todas as famílias.

http://www.gloriososaojose.org.br/saojose.php

São José é um grande intercessor que temos diante de Jesus. Nunca tarda em nos ajudar a conseguir alguma graça que desejemos, desde que a peçamos com fé. Tudo o que sabemos de São José é o que nos conta a Sagrada Escritura: que era um homem justo, temente a Deus e aceitou dar sua vida para criar e educar um filho que não era seu (afinal Jesus era filho de Deus). A Escritura Sagrada diz que era carpinteiro (Mt 13,55) e pobre, tanto que quando foi levar Jesus ao Templo para ser circuncidado e Maria purificada, ofereceu como sacrifício um par de rolas, permitido apenas àqueles que não tinham condições de comprar um cordeiro (Lc 2,24). Embora sendo pobre, José era de linhagem real, da descendência do rei Davi (Mt 1,1-16 e Lc 3,23-28). Era um homem bom, compassivo e carinhoso, características de um justo. Quando soube da gravidez de Maria, não sendo seu o filho que ela esperava, planejou deixá-la silenciosamente para não a expor à vergonha e crueldade, porque naquela época, as mulheres acusadas de adultério eram apedrejadas até à morte (Mt 19,20). José foi também um homem de fé e obediente.
Quando o anjo do Senhor em sonho lhe revelou o mistério sobre a criança que Maria trazia no ventre, imediatamente e sem questionar ou preocupar-se com fofocas, a tomou como esposa. Quando o anjo lhe apareceu novamente para avisá-lo do perigo que a sua família corria, imediatamente deixou tudo o que possuía, bem como os parentes e amigos e partiu para um país estranho e lá permaneceu, aguardando pacientemente até que o anjo do Senhor, no devido tempo, o instruiu para retornar (Mt 2,13-23). Quando Jesus ficou no templo, perdido dele e da mãe, José, junto com Maria, procurou-o com grande ansiedade até encontrá-lo ao fim de três dias (Lc 2,48). Tratava Jesus como seu próprio filho, a tal ponto que os habitantes de Nazaré repetiam constantemente em relação a Jesus "Não é ele o filho de José?" (Lc 4,22). José teve uma morte linda, como muitos gostariam de ter, ao lado de Jesus e de Maria.

Entendendo a Liturgia: Indulgências


Pesquisado por Frei Marcelo dos Santos, OFMConv.
rito da penitencia  
É a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados. O fiel obtém as indulgências, em certas condições determinadas, pela intervenção da Igreja, que como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos. ( Catecismo da Igreja Católica [CEC] 1421).
Ela pode ser aplicada tanto aos vivos (pessoalmente), como aos fiéis falecidos. O perdão dos pecados implica a remissão das penas eternas do mesmo; mas permanecem as penas temporais do pecado, que podem ser satisfeitas nas mais diversas formas de penitência.
Na comunhão dos santos somos unidos numa sobrenatural unidade do corpo místico de Cristo, como uma única pessoa mística (CEC 1474), num laço de solidária caridade no intercâmbio de todos os dons. (CEC 1475).
 Obtêm-se as indulgências por meio da Igreja pelo poder de “ligar e desligar”, concedidas à Igreja por Nosso Senhor. Três posturas são necessárias para se lucrar as indulgências, a saber:
a)      Confissão Sacramental (auricular);
b)      Participar da santa Missa;
c)      Rezar pelas intenções do Santo Padre o Papa.

Formas Penitenciais
Celebrações penitenciais
São reuniões do povo de Deus, para ouvir a sua palavra que os convidam a conversão (metanóia), e a renovação de vida, proclamando nossa libertação do pecado pela morte e ressurreição de Cristo. (Ritual da Penitência [RP] 36).
Não confundir com a celebração do “Sacramento da Penitência”; elas têm o intuito de levar os fiéis a conversão e a purificação interior. (RP 37) e pode se fazer sempre. Mesmo onde não houver sacerdote as celebrações penitenciais podem ser muito úteis, para despertar nos fiéis uma contrição perfeita, e fomentar o desejo de receber mais tarde o Sacramento da Penitência. (RP 37).

Absolvição comunitária...
No ritual da Penitência, 31, diz que “a íntegra confissão individual e a absolvição continuam sendo a única forma ordinária de reconciliação dos fiéis com Deus e a Igreja; a absolvição geral só em casos extraordinários, estabelecidos pelo ordinário local.” (Cf. RP 31-32); só em casos como um elevado número de penitentes, em que, não havendo confessores suficientes, para um número maior de penitentes, em caso de Guerras, etc. (RP 31)
Ela é uma exceção, já que o sacramento da Penitência parte de uma atitude pessoal indispensável ao penitente.

Momentos para celebração penitencial
As celebrações penitenciais obedecem a um esquema semelhante ao da celebração da palavra, a saber: rito inicial, saudação, oração, leituras, salmos, momento de silêncio, homilia, exame de consciência, preces, Pai-nosso, ao final o sacerdote ou o ministro que preside conclui a oração e despede o povo. Todo Cristão, é chamado a se colocar numa dinâmica penitencial de vida, em diversos momentos, da vida litúrgica da Igreja.
·         Toda sexta-feira, ao longo do ano, é dia de jejum e penitência, em memória da paixão do Senhor; todo Batizado é convocado a observar esse dia.
·         No Advento, como preparação para o nascimento do Senhor, somos chamados a nos penitenciar, pois o “Sol nascente” nos vem visitar e armar a sua tenda entre nós.
·         Na Quaresma, de maneira mais do que especial, somos obrigados a observar quarta-feira de cinzas e sexta-feira da paixão, com jejum e abstinência de carne; salvo os menores de 18 anos, os acima de 65 anos ou os enfermos que precisam do alimento mencionado. Durante toda quaresma somos chamados a praticar as obras de misericórdia (Oração, Jejum e Esmola).



Confissão
O ministro do sacramento da Penitência é o Bispo, os presbíteros agem em comunhão com o Bispo, que é o moderador da disciplina penitencial. (RP 9a).
O ministro competente do sacramento da penitência é o Sacerdote, com faculdade de absolver segundo as normas canônicas, mesmo os que não são aprovados, podem absolver de forma válida e lícita a qualquer penitente em perigo de morte. (RP 9b).
Atos do penitente
a)      Contrição é a dor da alma e a detestação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar. (RP 6).
b)      Confissão é a acusação dos pecados, onde o homem encara de frente os pecados, que é essencial para o sacramento da penitência. (CEC 1456). Os pecados veniais, apesar de não serem estritamente necessários, são vivamente recomendados pela Igreja. (CEC 1460).
c)      Satisfação é a mudança de vida e reparação do dano causado. (RP 6). O confessor deve levar em conta a situação pessoal do penitente, que deve corresponder à gravidade e a natureza dos pecados cometidos. (CEC 1460).
d)      Absolvição; o pecador que manifesta sua conversão ao ministro da Igreja, pela confissão sacramental; Deus concede o perdão mediante o sinal da absolvição.

Exame de consciência
É uma séria revisão de vida, em que a alma se defronta consigo mesma, e não somente um levantamento mais ou menos meticuloso dos pecados graves. Tendo feito um bom exame, é só se aproximar do presbítero e abrir o coração.

Roteiro para confessar-se
                                            I.            Entrando no confessionário, faço logo o sinal da cruz, dizendo: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Com humildade e arrependimento, confesso meus pecados a Deus e a vos, Padre (ou: Padre, daí-me a vossa bênção, porque pequei);
                                          II.            Apresento-me, Fiz minha última confissão há... dias. ou... meses, ou... anos. Sou, por ex., casado (a), pai, mãe de cinco crianças, etc. ou: sou industrial, tenho 50 operários sob minhas ordens, etc. ou ainda; sou estudante, trabalho, etc.
                                        III.            Faço a partir desse momento a acusação de, pelo menos, todos os meus pecados graves – referindo-me à sua espécie e número (recomenda-se também a confissão dos pecados veniais). Concluindo, (pode-se também dizer o propósito) manifesto o meu arrependimento, dizendo: “Pai, pequei contra o céu e contra vós, perdoai-me”. (ou, então, outro “ato de contrição”).
                                       IV.            O Padre dará, a seguir, algum conselho e palavras de encorajamento; impor-me-á depois uma penitência e absolverá os pecados em nome de Deus.
                                         V.            Por fim, o Padre dirá: “O Senhor Deus perdoou os teus pecados. Vai em paz!” Ao que o penitente responderá: “Graças a Deus”, saindo, logo após, do confessionário, com a alma renovada. “A confissão é a segunda tábua de salvação, depois do Batismo”.

Ato de Contrição (Sugestão)
“Meu Deus eu me arrependo de todo o coração, de vos ter ofendido; porque sois tão bom e amável. Prometo com a vossa graça me esforçar para ser bom. Meu Jesus misericórdia.”

Os Mais Vistos