Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

1ª Profissão Temporária


A Custódia Provincial da Imaculada Conceição da Ordem dos Frades Menores Conventuais tem a alegria de convidar para a profissão religiosa temporária dos Conselhos Evangélicos de Frei Luis Henrique Nascimento Lima, OFMConv na Páróquia São Francisco de Assis no bairro do Rio Comprido/RJ às 19h do dia 08 de fevereiro de 2012. Contamos com a sua presença e suas orações! Paz e bem!

A Pontifícia Universidade Antonianum recorda a visita de João Paulo II celebra Duns Scoto


ROMA, Sexta-feira, 13 de janeiro de 2012. Dia 16 de janeiro, festa litúrgica dos protomártires franciscanos e dia no qual Pio XII declarou Santo Antônio de Pádua, em 1946, doutor da Igreja dando-lhe o título de Doctor Evangelicus, é a festa da Pontifícia Universidade Antonianum em Roma.

Nessa ocasião será lembrado o trigésimo aniversário da visita do Beato João Paulo II à mesma universidade, onde o Papa também falou do Beato Giovanni Duns Scoto, especialmente por causa da visita à Comissão Scotus.
Na jornada “Testemunhos da esperança: há trinta anos da visita à Pontifícia Universidade Antonianum do Beato João Paulo II“ que será realizada a partir das 10.30 horas, na Aula Magna da Pontifícia Universidade Antonianum, terá a intervenção na ordem: Prof. Príamo Etzi, Reitor da Pontifícia Universidade Antonianum, rev.do pe. Vidal Rodríguez López, Secretário-Geral para a Formação e Estudos da Ordem dos Frades Menores, rev.do Mons. Slawomir Oder, postulador da causa de canonização do Beato João Paulo II, rev.mo pe. José Rodríguez Carballo, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores e Grande Chanceler da Pontifícia Universidade Antonianum.
Sobre como os Papas Paulo VI e João Paulo II viram o Beato João Duns Scoto, Girolamo Pica escreveu o seguinte no livro "O Beato Giovanni Duns Scoto. Doutor da Imaculada, Elledici-Velar, Gorle 2010 (velar@velar.it).
"Poucos meses após o encerramento do Concílio Vaticano II na Carta Apostólica Alma Parens assinada no dia de 14 julho de 1966 no II Congresso Escolástico realizado para o VII Centenário do nascimento de João Duns Scoto, o Papa Paulo VI indicava as razões da atualidade do pensamento de Scoto.
Primeiro, se Leão XIII na Encíclica Aeterni Patris, indicando a posição do pensamento de Tomás de Aquino com relação aos outros doutores escoláticos, declarava: "acima de todos os doutores escolásticos, sobressai como chefe e mestre São Tomás de Aquino" - como lembra o mesmo Paulo VI por uma citação do escrito leonino -, na Alma Parens a comparação entre Scoto e o pensamento tomista era indicado por uma fórmula mais suave: "Ao lado da majestosa Catedral de São Tomás de Aquino, entre outras, há aquela digna de honra - embora diferentes em tamanho e estrutura - que elevou ao céu, sobre bases sólidas e com ousados pináculos, a ardente especulação de Giovanni Duns Scoto "
Não se usaria a expressão "muito diferentes em tamanho e estrutura" como teria sido mais lógico se ele tivesse querido manter uma continuidade com o juízo perentório de Leão XIII acima referido. Uma pequena mudança – da longe a quamvis, para dizê-lo no latim – que indica uma mudança não somente de perspectiva, mas de proporções, como poderia notar um bom especialista latino!
Tal mudança pode ser tomada como uma expressão da modificação da compreensão da ortodoxia do pensamento de Scoto: de fato, durante séculos a doutrina de Scoto foi definida contrária à fé sendo em muitos aspectos contrária ao pensamento de Santo Tomás de Aquino prescrito pela Igreja. Foi em 1971 que os escritos de Scoto foram aprovados, e justo porque o critério de ortodoxia não era mais a obra de Santo Tomás, mas a doutrina da Igreja; uma mudança - dizem alguns- de época, pela qual esta história da causa de Scoto deve ser incluída nos manuais de teologia e história da igreja.
Portanto, depois de ter reconhecido a dignidade do pensamento do Mestre menor indicando uma nova avaliação com relação ao pensamento de Leão XIII, alterando o juízo sobre a proporção de Scoto com relação à Thomas, entre outras coisas, o Pontífice esperava que a doutrina escotista pudesse dar elementos úteis para o diálogo, especialmente com os anglicanos. Nisto o Papa apelava ao juízo dado por Giovanni Gerson segundo o qual Scoto era movido “não por uma contenciosa vontade de vencer, mas por uma humildade de encontrar um acordo”.
O venerável João Paulo II teve várias chances de falar do Beato Giovanni Duns Scoto, entre elas uma visita à Comissão Scotista junto à Pontifícia Universidade Antonianum em 1982. Mas foi por ocasião da declaração do reconhecimento do culto litúrgico de Giovanni Duns Scoto, servindo para enfatizar a importância do pensamento escotista para a Igreja:
"Nascido na Escócia por volta de 1265, Giovanni Duns Scoto foi chamado de "Beato” quase no dia depois da sua morte piedosa em Colónia, no 08 de novembro de 1308. Nesta diocese, bem como na de Edimburgo e de Nola, além do âmbito da Ordem Seráfica, foi-lhe dado nos séculos um culto público, que a Igreja tem solenemente reconhecido no dia 06 de julho de 1991 e que hoje confirma. Às Igrejas particulares mencionadas, que estão presentes nesta tarde na Basílica de São Pedro, com seus digníssimos pastores, bem como a toda a família franciscana, dirijo a minha saudação, convidando a todos para abençoar o nome do Senhor, cuja glória brilha na doutrina e na santidade do Beato Giovanni, cantor do Verbo encarnado e defensor da Imaculada Conceição de Maria.
No nosso tempo, rico de recursos humanos, técnicos e científicos, mas no qual muitos perderam o sentido da fé e vivem uma vida distante de Cristo e do seu Evangelho (cf. Redemptoris Missio, 33), o Beato Duns Scoto se apresenta não somente com a agudeza do seu gênio e da extraordinária capacidade de penetrar o mistério de Deus, mas também com o poder persuasivo da sua santidade de vida que o faz, para a Igreja e para a humanidade inteira, Mestre de pensamento e de vida. A sua doutrina, da qual, como afirmava o meu venerado predecessor Paulo VI, "pode-se obter armas brilhantes para combater e eliminar a nuvem negra do ateísmo que ofusca a nossa época" Epist Apostólica .. Alma Parens: AAS 58 [ 1966] 612), fortemente edifica a Igreja, sustentando-a na sua missão urgente da nova evangelização dos povos da terra.
Em particular, para os teólogos, os sacerdotes, os pastores de almas, os Religiosos, e especialmente para os franciscanos, o Beato Duns Scoto é um exemplo de fidelidade à verdade revelada, de fecunda ação sacerdotal, de sério diálogo na busca da unidade, ele que, como afirmava Giovanni de Gerson, sempre foi movido em sua vida "não pela contenciosa singularidade da vitória, mas pela humildade para chegar a um acordo" (lectiones duae "Poenitemini", Lect. alt., consid. 5:... cit in Epist Apost Alma Parens: AAS 58 [1966] 614). Que seu espírito e sua memória possam iluminar da luz de Cristo o trabalho e as esperanças da nossa sociedade. "
(Tradução Thácio Siqueira)

sábado, 21 de janeiro de 2012

O avesso da Missa

Com Padre Zezinho*
O bispo, preocupado com as missas da diocese, convocara os principais cantores e ele mesmo na manhã de sábado deixara claro que esperava que no Ato Penitencial, no canto à Glória de Deus, no Santo e no Cordeiro de Deus fossem escolhidas canções que o povo cantasse junto.
Nada de solos. Que os cantos não fossem compridos demais. Que não se cantasse na hora do abraço da paz.
Que houvesse respeito ao silêncio da ação de graças e que os músicos não tocassem naqueles três minutos de oração silenciosa. Sobretudo que não houvesse canções em tom que o povo não alcança.
No dia seguinte, a cantora de voz maravilhosa, que não fora ao encontro fez o avesso de tudo. Tocou e cantou tudo em tom operístico, cantou no abraço da paz e não respeitou o silêncio enfiando pelos ouvidos do povo a sua mais recente exibição, uma linda canção que nada tinha a ver com aquela parte da missa. Foi uma crise de queda de ministério quando o pároco pediu a ela que seguisse as normas dada pelo bispo. Ali mesmo e voz alta de generala, ela pediu demissão, desafiando o padre a encontrar alguém que soubesse música como ela e seus três acompanhantes… Por três semanas o padre presidiu as missas sem canção alguma, até que o pároco da cidade vizinha ofereceu um de seus grupos que cantava e tocava de acordo com liturgia.
Quem viaja há mais de 40 anos a serviço da catequese e assiste ou participa de missas no Brasil e no mundo não pode deixar de perceber a boa e a má qualidade das celebrações, por conta do presidente da assembléia, do pregador e dos músicos e cantores. Há os ótimos, os bons e os intragáveis. Não sejamos negativos. Os ótimos e os bons, felizmente são muitos. Dá gosto ouvir alguns sacerdotes a explicar a missa daquele dia. Dá gosto ouvir o coral e os músicos em algumas paróquias.
Mas o inverso da missa também existe. Percebe-se em alguns casos que nem o padre, nem cantores, nem músicos levam a sério as instruções da Igreja sobre o seu papel na celebração que não é deles e, sim, da Igreja. O povo fica por amor a Jesus Cristo. Se fosse um teatro pago esvaziaria o lugar, em protesto pelo que tem de ouvir á sua frente: pregador repetitivo que nunca se fundamenta e cantores que não ensaiam.

Os biógrafos de São Pio X registram o que ele já percebera nos inícios de 1900 a respeito da missa dos católicos. O papa autor do Motu Próprio, preocupado com a liturgia e sua dignidade via o que hoje ainda vemos: às vezes os cantores extrapolam, improvisam a missa cinco minutos antes do canto de entrada, e, seja por desconhecimento das normas, seja por desprezo das mesmas, inverte a missa: canta-se mais do que se fala e canta-se diante do povo, mas não com o povo. Somados os minutos, a missa cheia de canções compridas com refrões cansativamente repetidos, dá 40 minutos de música e 30 de fala… O templo vira anfiteatro, o altar vira palco, e a missa vira opereta. Escolhem-se canções que só o solista consegue executar. Assim, ele ou ela aparece com sua linda voz em mais uma brilhante exibição de talento para Jesus e para a assembléia. Falta penas a claque com a tabuleta escrita: “aplausos”…
Na biografia de São Pio X que governou a Igreja por 9 anos, se lê que dos pregadores ele esperava que não pregassem o enrolez, isto é, não fossem engroladores de oremus, mas preparassem os sermões e pregassem de verdade; não fossem peudo-Bossuet, imitadores de linguagens, com sermões calcados em frases óbvias, daqueles que se tira da estante sem nenhum cuidado de estudar o texto do dia. Dos cantores ele pedia mais dignidade ao cantar nas missas. Era melhor regressar ao canto gregoriano do que cantar árias de óperas na Igreja. Fugissem de cantos água com açúcar. As canções tivessem conteúdo teológico sólido e as melodias fossem adequadas a uma celebração.
Um século depois em algumas paróquias nada mudou. Não esquecendo os elogios a comunidades onde a missa é levada a sério e ninguém aparece demais, não há como silenciar diante das missas estruturadas para revelar padres e cantores televisivos. Fogem ao conceito de Celebração Eucarística. Em missas televisionadas a discrepância é ainda maior porque os câmeras, despreparados para a fé católica teimam em salientar detalhes que nada têm a ver com a celebração; gastam 70% do tempo mirando o padre, como se a missa fosse ele ou dele. Se o Cristo aparecesse em pessoa provavelmente continuariam mirando o padre, tal a força e o charme do mais novo celebrante televisivo da região. Exageros à parte reflitamos sobre a missa como ato da assembléia e não de uma ou duas pessoas.
As normas existem há séculos. Com o advento da Internet e da Televisão a missa tornou-se cada dia mais virtual. A figura do celebrante ganhou closes e relevância. Alguns não resistiram ao protagonismo e passaram a celebrar mais para as câmeras do que para os presentes, desfilando garbosos, para cá e para lá, suas vestes multicoloridas como o manto de José do Egito. Esqueceram o detalhe de que apenas presidem a assembléia e de que não estréiam mais um espetáculo de luz e de som.
A dignidade da função não permite ao presidente da assembléia que extrapole em funções que não são suas, tanto quanto não permite ao cantor que dê seu show de talento. O padre que pega do violão na ação de graças e canta sua mais nova canção procure uma boa explicação para aquele gesto, porque uma ou duas vezes em festas especiais passam, mas três vezes por mês é excesso…

E aquele que insiste em improvisar a melodia do prefácio, pagando um enorme mico porque criar melodia não é dom para qualquer um, tome lições de canto. Os músicos presentes saem todos rindo do padre que começou cheio de si e acabou causando dó…
Que se reveja tudo isso! Falar, a Igreja fala, mas ouvir, nem todos ouvem! Com isso, sofre o povo que merecia sermões bem fundamentados e canções que sustentam o texto daquele dia. Quem sabe, um dia, as missas em todas as paróquias cheguem ao que os documentos da Igreja propõem que sejam… A Igreja muda devagar, mas muda!


*Pe. José Fernandes de Oliveira - (Pe. Zezinho, scj)
Escritor, compositor e cantor,
pertencente à Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos)

Fonte: Revista "O Mensageiro de Santo Antônio" Janeiro/Fevereiro de 2012 ANO 55, nº1 pp. 44/45.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ordenação Presbiteral no Espírito Santo

A Custódia Provincial da Imaculada Conceição da Ordem dos Frades Menores Conventuais, tem a alegria de convidar para a Ordenação Presbiteral de nosso confrade Frei Ilson Fontenele Junior, OFMConv. Na Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Coqueiral - Aracruz / E.S.
Frei Ilson Fontenele Junior, OFMConv.


Na Celebração Eucarística presidida por Dom Paulo Cezar bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro no dia 11 de fevereiro de 2012, as 10hs! Contamos com as sua presença e suas orações! Paz e bem!



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pax Bonumque

A saudação franciscana de "Paz e Bem" tem sua origem na descoberta e na vocação do envio dos discípulos, que São Francisco descobriu no Evangelho e, que ele colocou na Regra dos Frades Menores - "o modo de ir pelo mundo". Lucas (10,5) fala na saudação "A paz esteja nesta casa", e Francisco acrescenta que a saudação deve ser dada a todas as pessoas que os frades encontrarem pelo caminho: "O Senhor vos dê a paz". No seu Testamento, Francisco revela que recebeu do Senhor mesmo esta saudação. Portanto, ela faz parte de sua inspiração original de vida: anunciar a paz. Muito antes de São Francisco, o Mestre Rufino (bispo de Assis, na época em que Francisco nasceu), já escrevera um tratado, "De Bono Pacis" - "O Bem da paz" e, que certamente deve ter influenciado a mística da paz na região de Assis. Haviam, então, diferentes formas de saudação da paz, entre elas a de "Paz e Bem". A paz interior como fundamento da paz exterior Na Legenda dos três companheiros (58), São Francisco dá para seus frades, o significado único para a paz:"A paz que anunciais com a boca, mais deveis tê-la em vossos corações. Ninguém seja por vós provocado à ira ou ao escândalo, mas todos por vossa mansidão sejam levados à paz, a benignidade e à concórdia. Pois é para isso que fomos chamados: para curar os feridos, reanimar os abatidos e trazer de volta os que estão no erro". Trata-se da paz do coração que conquistaram. Francisco exorta seus frades a anunciar a paz e a testemunhá-la com doçura, porque este é o único caminho de comunicação para atrair todos os homens para a verdadeira paz, a bondade e a concórdia. A saudação da paz, como primeira palavra que os frades dirigem aos outros, tem o objetivo de abrir os corações à paz, isto é, à força espiritual interior: a paz interior da bem-aventurança e a paz proclamada e dirigida a todos, constituem uma única e mesma realidade. O Bem da paz - o "Sumo Bem" Deus Sumo Bem é a experiência fundamental de Francisco, o ponto de partida de sua espiritualidade. Nela se fundamenta a vida franciscana como resposta de amor, configurando o amado ao Amor. Portanto, "Bem" é Deus-Amor, é a caridade. Deus, o Sumo Bem, chamou a todos a participarem do seu Ser, não no sentido de "soma de todos os bens divinos", mas Deus, enquanto "bem único". Por isso, a atitude típica de São Francisco é o êxtase adorante e a decisão de estar sempre a serviço deste Deus; um serviço que nasce da alegria da gratidão. É a atitude que projeta em Deus a completude de si mesmo, que leva a renúncia a tudo, até à posse de Deus. Francisco descobre neste "vazio", a presença de Deus, unicamente como "dom". E é justamente este o sentido da resposta humana, a da conversão ao Bem, ao "Sumo Bem": aceitar Deus como centro absoluto da própria existência, e inserir-se no seu projeto tornando-se seu colaborador. Desta experiência nasce a "doçura", que enche a vida de Francisco, a sua necessidade de entregar tudo a Deus (pobreza), de render-lhe graças e louvá-lo sem cessar. Desta experiência nasce também a confiança de tudo arriscar, sabendo que Deus não o deixará desamparado. "Paz e Bem" - A paz se constrói pela caridade
Portanto, a saudação franciscana de "Paz e Bem" é um programa de vida, é uma forma evangélica de viver o espírito das bem-aventuranças. Nestas duas pequenas palavras se esconde um dinamismo e uma provocação: saudar alguém com "Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa dEle, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.
Daí que, a paz só se constrói por meio da caridade (o Bem), porque a caridade é "forte como a morte" (ct 8,6); à qual ninguém resiste e, quando vem, mata o mal que fomos para que sejamos outro bem. A caridade gera a paz. A caridade está na paz assim como o espírito da vida está no corpo. A caridade sozinha mantém firmemente unidos na paz os filhos da Igreja; faltando a caridade, esta paz se dissolve. A caridade vivifica os membros de Cristo, os une e os faz estar em harmonia num só corpo. Ela é como um cabo, em cuja parte superior foi aplicado um gancho que liga a divindade à humanidade, o cordão que o senhor colocou na terra e com o qual ergueu o homem para o céu" (Mestre Rufino).
http://www.eternamisericordia.com.br/artigo/a-saudacao-franciscana-de-paz-e-bem

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Devoção Franciscana na Igreja.



Santíssimo Nome de Jesus
A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus, já arraigada na Igreja desde os seus alvores, foi pregada e inculcada de modo particular por São Bernardo, por São Bernardino de Sena e pelos Franciscanos, os quais difundiram pequenos quadros trazendo as letras do Nome de Jesus. Em Camaiore di Luca, na Itália, começou-se a celebrar a festa, depois de aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530) e sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721), estendida a toda a Igreja.
O próprio Deus revelou o Nome a ser imposto ao Verbo Encarnado, para significar a sua missão de Salvador do gênero humano. O SS. Nome de Jesus é o divino poema que exprime da maneira mais sublime o que pôde encontrar a sabedoria e a misericórdia divinas para salvar a humanidade decaída. É um nome grande e eterno, poderoso e terrível, vitorioso e misericordioso, o único que nos pode salvar. É melodia para o ouvido, cântico para os lábios e alegria para o coração... "Ilumina, conforta e nutre; é luz, remédio e alimento" (S. Bernardo).
Jesus é o mais fiel amigo da alma; é o benfeitor mais generoso, que por ela se imola sobre o altar, por ela entrega-se sem reservas e se oferece em alimento e sustento. É o advogado mais poderoso, que cuida incessantemente de seus interesses junto do Pai; é "título de eterna predestinação". Nutramos o mais terno amor pelo Nome de Jesus, tenhamos nele a mais total confiança, por ele o mais profundo respeito, para ele o canto mais sublime. Invoquemo-lo nas tentações, nas provas e nos perigos e pronunciemo-lo freqüentemente durante o dia. Ao lado do Nome de Maria, seja a primeira palavra da manhã e a derradeira da tarde.
Fonte: Missal Romano

Os Mais Vistos