Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sábado, 26 de novembro de 2011

Silêncio e Pobreza: à escuta de São Francisco.

Para São Francisco de Assis, o pressuposto de qualquer diálogo era a pobreza. Pobreza de espírito, que quer dizer permanecer em silêncio para que o outro possa ser escutado com sinceridade. A opinião é de Dr. Rowan Williams, arcebispo de Canterbury e primaz anglicano, em artigo para o jornal dos bispos italianos, Avvenire.
Rowan Williams, arcebispo de Canterbury e primaz anglicano. Para São Francisco de Assis, o pressuposto de qualquer diálogo era a pobreza. Refiro-me a todo o ministério de Francisco. Não é possível falar de diálogo sem incluir a escuta recíproca, e não é possível escutar sem admitir alguma forma de pobreza interior, como a pobreza do silêncio, que nos serve para escutar as palavras do outro, e a pobreza de reconhecer que o outro pode nos dar algo de que temos necessidade.
Pobreza de espírito quer dizer permanecer em silêncio para que o outro – quer se trate do ambiente físico, do mundo animal, do crente de fé diferente ou do não crente – possa ser escutado com sinceridade. Certamente, não é o silêncio da dúvida ou do relativismo.
É pobreza fundamentada na firme convicção da absoluta realidade de Deus revelada pelo Cristo encarnado e, como demonstra a própria vida de Francisco, nas chagas de Jesus crucificado. Fundamentada no convencimento de que o amor por Deus é sólido e forte o suficiente para superar a oposição mais intensa e obstinada, de que o silêncio do amor solícito faz surgir a verdade, e de que não se deve ter medo da verdade.
Nos encontros de Assis, deveremos escutar Francisco e pedir-lhe que reze por nós. No nosso diálogo, devemos encontrar a coragem de permanecer em silêncio juntos: não porque não temos nada a dizer ou nenhuma verdade para compartilhar, mas enquanto conscientes, e gratos, de que Cristo nos assegurou um lugar na sua vida e preparou para nós encontros em que reencontraremos e reconheceremos em pessoas e situações diversas.
Devemos encontrar o modo de falarmos e de escutarmo-nos uns aos outros de tal forma que deixemos surgir o logos, aquela energia e interação que está na base de toda a criação e que igualmente sustenta a justiça e a contemplação.
Avvenire, 27-10-2011

http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=379860

domingo, 20 de novembro de 2011

Cristo Rei (ano A)



Por: Padre Padre Bantu Mendonça*

Do Evangelho de hoje podemos deduzir que o Filho do Homem se declara Rei e Juiz de todas as nações. É a glória devida a Seu triunfo sobre a cruz, pois Ele é o poder de Deus e a Sua sabedoria (cf. I Cor 1,24).

Cristo, o Jesus ressuscitado vindo com poder e grande glória (cf. Lc 21,27), assume as funções do verdadeiro Deus: Sua sentença é definitiva e eterna, como o fogo eterno preparado pelo Pai aos anjos rebeldes. Ele está rodeado de todos os seus anjos o qual indica ser superior a eles (cf. Hb 1,3-4), embora – segundo o que sabemos pelos padrões da época – o homem era inferior aos anjos (cf. Hb 2,7).

Trata-se de um “Juízo Final” ou do início de uma era histórica após a destruição de Jerusalém? No primeiro caso, Jesus – o Filho do Homem – será o juiz definitivo como vemos no segundo parágrafo. No segundo caso, indica quais estarão a formar parte do novo reino entre os gentios. Os escolhidos serão os misericordiosos que alcançarão misericórdia (cf. Mt 5,7), ou seja, os que agiram com compaixão para com os mais necessitados.
A condenação não será por atos de perversidade, mas sim de omissão. Talvez porque os primeiros atos [de perversidade] já estavam incluídos na mentalidade antiga. Os segundos [de omissão] eram o grande pecado e ainda são dos batizados chamados discípulos de Cristo. Por outra parte, o Evangelho de hoje serve para responder à pergunta: “Como poderão salvar-se os que não conhecem Jesus ou consideram verdadeira a sua própria religião?” Obviamente a fé será substituída pelas obras de misericórdia, necessárias também entre os cristãos porque a fé, “se não se traduz em ações, por si só está morta” (cf. Tg 2,17) e Paulo afirma que a fé que tem valor é a que atua mediante o amor.
Sobre o fogo preparado para o diabo e os seus anjos, devemos comentar que na época de Jesus não se esperava que o diabo estivesse no inferno, porque sabemos pelas palavras do próprio Jesus que viu “Satanás cair do céu como um relâmpago” (cf. Lc 10,18). Portanto, o inferno não era sua morada, mas o fogo ou lago de fogo será o destino definitivo do diabo (cf. Ap 20,10) ao qual será lançado quem não for escrito no livro da vida (cf. Ap 20,15). Talvez isso explique a influência do maligno em nossa história.
O Rei, que é ao mesmo tempo Juiz, também é o Bom Pastor que sabe separar as ovelhas. Porque está escrito: “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com Ele, então se assentará no trono de sua glória, e todas as nações serão reunidas em sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas. E Ele porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda”.
Jesus é o Bom Pastor. Assim o conhecemos pelas histórias dos evangelistas. Pense no Evangelho de João, capítulo 10: “Eu sou o Bom Pastor”, diz Jesus. E assim nós O vemos trabalhando: sempre com muitas pessoas ao Seu redor.
“Um rebanho que não tem Pastor”, assim Jesus chamou – num certo momento – as pessoas que O encontraram. E Ele ficou em pé e os curou, porque Ele é o Bom Pastor.
O Senhor tem misericórdia, porque o povo de Israel são as ovelhas d’Ele. Mas ninguém cuida delas. Elas são vítimas daquelas pessoas que são como “os leões e os lobos”. Por isso o Senhor ajuda, e o profeta Ezequiel mostra isso (1ª leitura). O Senhor mesmo vai guardar as ovelhas. Primeiramente, Ele as congregará e depois procurará um bom lugar para elas. Ele buscará as perdidas e tornará a trazer as desgarradas. As ovelhas quebradas ligará e as enfermas fortalecerá.
Apesar disso, há um outro perigo para as ovelhas. Não só pastores maus, mas há também outras ovelhas que ameaçam o bem-estar do rebanho. O Bom Pastor deve interceder. E Ele faz isso com as Suas mãos e com o Seu cajado. E o Senhor fala quando está intercedendo. Podemos ver isso com pessoas que sempre vivem com animais, assim o fazendeiro fala com os seus bichos de criação e as crianças falam também com o seu gato, cachorro ou outro bicho de estimação. Então, da mesma maneira, Ezequiel apresenta o Senhor como um pastor que está falando com as ovelhas.
Jesus diz: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos”. No lugar desta palavra servir, o nosso Senhor, originalmente, usou a palavra “diakonein”. É uma palavra estranha, grega. Mas não tão estranha. Ele queria dizer que chegou para ser diácono, servidor. E assim nós O vemos trabalhando. Ele deu muito aos outros. Paz, saúde, até a própria vida. Ele deu a vida em resgate de muitos. Cristo foi o melhor exemplo para todos os diáconos, que estão trabalhando agora.
O maior Diácono, que este mundo conheceu, vivia assim e está esperando a mesma coisa dos Seus discípulos. Por isso, Ele nos avisa prematuramente. E, por esse motivo, os apóstolos estavam praticando isso logo após o dia de Pentecostes, porque todos os que acreditavam vendiam suas propriedades e bens e os repartiam entre todos, segundo a necessidade de cada um.
E no momento que este trabalho era demais para eles, não desistiram, dizendo: “É demais, então deixa! Pregar e ensinar são muito mais importantes do que este trabalho”. Os apóstolos não disseram isso, mas logo escolheram sete diáconos que ajudavam e coordenavam o serviço na comunidade, estimulando os membros da Igreja primitiva no serviço aos irmãos.
É muito importante que toda a Igreja seja diaconal. Não só os diáconos. Quando Cristo chegar, Ele não convidará apenas os diáconos para entrar no Reino de Deus. Ele convidará todos os irmãos que serviram a outras pessoas.
O primeiro Diácono do mundo será o último Juiz. E o julgamento d’Ele será sobre o serviço que tivermos prestado aos nossos irmãos. Ele chamará e congregará todos os Seus diáconos, dizendo: “Vinde benditos de meu Pai, recebei como herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo, porque tive fome e me destes de comer”.

* Padre angolano residindo no Brasil desde 2005. Formado em Comunicação Social - habilitação em Rádio e TV, está na cidade de Tubarão/SC desde março de 2010. Fazendo mestrado em Educação na Unisul.
Fonte:http://blog.cancaonova.com/homilia/2011/11/20/

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Santa Isabel da Hungria perfume da Idade Média e padroeira da OFS.

Santa Isabel da Hungria. Uma das flores mais delicadas da antiga Cristandade.

Abriu a princesinha os seus olhos num ambiente de luxo e abundância que, paradoxalmente, foi despertando no seu coração sentimentos de piedade pelos mais pobres e desvalidos da sociedade daquele tempo.

Santa Isabel da Hungria, filha de Reis Húngaros, tia da Rainha Santa Isabel de Portugal e sobrinha de Santa Edwiges, nasceu em 1207. Casou-se com o Duque Luís da Turíngia, soberano de um dos feudos mais ricos do Sacro Império Romano Alemão.

Partiu, um dia, o seu marido para as Cruzadas, a fim de resgatar o Santo Sepulcro. Morreu este em combate, deixando-a com três filhos pequeninos.

Renunciou a propostas que lhe fizeram para novos matrimónios e decidiu dedicar a sua vida aos mais pobres. Dava de comer todos os dias aos pobres no seu castelo.

Os cunhados, que a odiavam, certamente pela sua bondade e beleza, expulsaram-na do castelo, em pleno inverno, de mãos vazias.

Mais tarde, os cavaleiros que tinham acompanhado o Duque da Turíngia nas cruzadas, regressaram com o seu corpo. Enfrentaram os Príncipes, irmãos do Duque falecido e estes, arrependidos, pediram perdão a Santa Isabel e devolveram-lhe os seus bens e propriedades.

Mas Isabel já não tinha nada que a ligasse a este mundo e, solenemente, na Igreja dos Frades Menores de Eisenach, renunciou aos seus bens, vestiu o hábito da Terceira Ordem Franciscana, e consagrou-se por completo à caridade.

Nesta passada Sexta-Feira, a Igreja recordou-a como exemplo de bondade, de desprendimento, de amor a Deus e ao seu semelhante.

Nos dias que correm, do alto da suposta superioridade do homem moderno, este olha com desprezo para essa Idade Média, como tendo sido um período de trevas no domínio da cultura, de crueldades várias, de desrespeito à dignidade humana. Puro engano! Uma época histórica que criou uma filosofia como a Escolástica, com um São Tomaz de Aquino, ou um São Boaventura, ou um Santo Alberto Magno; que construiu catedrais e igrejas magníficas como a Notre Dame de Paris, a Sé de Lisboa, castelos como o de Lisboa, ou os Jerónimos; uma época que teve o mais espiritual dos pintores, Fra Angélico; que nas letras teve um Dante Alighieri com a sua Divina Comédia, e Petrarca; que na espiritualidade cristã, produziu um São Francisco de Assis, inspirador de uma Santa Clara e, é claro, da Santa que nos induziu a escrever estas linhas neste Domingo - Santa Isabel da Hungria, foi forçosamente uma época de Luz e de explendor, onde o Homem revelou, para além dos seus piores defeitos, o mais belo e sublime amor a Deus e aos outros homens.

Paradoxalmente, com tanta maquinaria, tanta tecnologia, tanto “saber” acumulado e, afinal, o Homem está hoje muito mais bárbaro, mais cruel. Os exemplos não faltam: o massacre das “Torres Gémeas” em NY; o Médio Oriente sem solução, o Iraque destruído (creio bem que para sempre), a loucura à solta no Irão ou na Coreia do Norte; o desrespeito pelos mais elementares direitos do ser humano na China; toda a África na miséria...a América Latina eternamente com os seus bairros de lata imensos...

Resta-nos esperar que o nosso Deus nos venha salvar, uma vez que o Homem não consegue salvar-se de si próprio!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

"Francisco, o mundo tem saudades de ti"

Oração a São Francisco de Assis (do Papa João Paulo II)





Ó São Francisco,
estigmatizado do Monte Alverne,
o mundo tem saudades de ti,
qual imagem de Jesus crucificado.

Tem necessidade do teu coração
aberto para Deus e para o homem,
dos teus pés descalços e feridos,
das tuas mãos trespassadas e implorantes.

Tem saudades da tua voz fraca,
mas forte pelo poder do Evangelho.

Ajuda, Francisco, os homens de hoje
a reconhecerem o mal do pecado
e a procurarem a sua purificação na penitência.
Ajuda-os a libertarem-se
das próprias estruturas do pecado,
que oprimem a sociedade de hoje.

Reaviva na consciência
dos governantes a urgência
da Paz nas Nações e entre os Povos.

Infunde nos jovens o teu vigor de vida,
capaz de contrastar as insídias
das múltiplas culturas da morte.

Aos ofendidos
por toda espécie de maldade,
comunica, Francisco,
a tua alegria de saber perdoar.

A todos os crucificados
pelo sofrimento,
pela fome e pela guerra,
reabre as portas da esperança.

Amem.

Fonte: http://www.paroquias.org/oracoes/?o=176




terça-feira, 8 de novembro de 2011

Perfil do Beato João Duns Scotus, segundo Bento XVI

Bento XVI traçou um perfil deste bem-aventurado da Igreja com as seguintes palavras:

“Dotado de uma inteligência brilhante inclinada à especulação, que lhe valeu o título de ‘Doutor sutil’, o Beato João Duns Scoto pode ter a sua vida resumida nas palavras de uma antiga inscrição que se encontra em seu túmulo: “A Inglaterra o acolheu; a França o instruiu; Colônia, na Alemanha, conserva os seus restos; na Escócia ele nasceu”.
Atraído pelo carisma de São Francisco de Assis, ingressou na Ordem dos Frades Menores, caracterizando a sua vida e pensamento por um forte cristocentrismo, pela defesa da Imaculada Conceição de Maria e por um profundo amor ao Papa. Sobre o Filho de Deus, alegava que este teria se encarnado mesmo sem que a humanidade tivesse pecado, uma vez que a Encarnação estaria projetada desde a eternidade por Deus Pai no seu plano amoroso. De fato, esse amor imenso de Deus se revelaria na Paixão salvífica de Cristo e na Eucaristia, da qual Duns Scoto afirmava ser o sacramento da Unidade e da Comunhão que leva a nos amar uns aos outros e amar a Deus como Sumo Bem comum. Seguindo o sensus fidei do Povo de Deus desenvolveu o argumento da “Redenção Preventiva” segundo a qual a Imaculada Conceição representa a Obra prima da Redenção operada por Cristo, ao preservar Maria da mancha do pecado original.
Morreu ainda jovem, com fama de santidade, legando um número relevante de obras”.
Embora tenha falecido aos 43 anos, João Duns Scoto deixou muitas e profundas reflexões.
Logo após a sua morte, o povo e os franciscanos começaram a venerá-lo como santo. O Papa João Paulo II o declarou bem-aventurado em 1993, definindo-o “cantor do Verbo encarnado e defensor da Imaculada Conceição de Maria”.
Em seguida, Bento XVI dirigiu cumprimentos a todos os grupos presentes, especialmente os membros da Congregação da Santa Cruz; os Filhos da Imaculada Conceição e as Pequenas Apóstolas da Redenção, em Capítulo Geral. O Papa saudou também os peregrinos que vieram a Roma visitar os túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo, “para que se reforcem na fé e no entusiasmo, testemunhem a esperança cristã e amem o próximo”.
Fonte: Rádio Vaticano

Beato João Duns Scotus

João Scotus é o seu nome; Duns é o nome da terra escocesa onde veio ao mundo pelo ano de 1265. Com cerca de 15 anos ingressou na Ordem dos Frades Menores, e a 17 de abril de 1291 foi ordenado sacerdote. Os seus raros dotes intelectuais levaram os superiores a mandarem-no para a universidade de Paris fazer os estudos superiores. Logo que os completou, em 1296, passou lecionar como bacharel, comentando as “Sentenças” de Pedro Lombardo nas universidades de Cantabrígia, Oxónia e Paris. Teve, contudo, de abandonar esta última cátedra, por se ter recusado a assinar uma apelação ao Concílio, promovida pelo rei da França Filipe o Belo contra o papa Bonifácio VIII. Porém, a exclusão durou pouco, pois regressou logo no ano seguinte, para receber o título de doutor, com uma carta de apresentação do ministro geral da Ordem, padre Gonçalo Hispano, que tinha sido seu mestre, e o recomendava como absolutamente digno do doutoramento, “quer por uma já longa experiência de ensino, quer pela fama de que já gozava em várias universidades, bem como pela vida exemplar, ciência excelente e inteligência sutilíssima” do candidato.
Em finais de 1307, pouco antes falecer, João Duns Scotus lecionava na universidade de Colônia. Talvez não tenha havido em toda a Idade Média nenhum outro doutor mais notável do que este franciscano da Escócia, que estudou em Oxónia, lecionou em várias universidades incluindo a de Paris, onde foi expulso por ter a coragem de se opor à prepotência de um rei, e veio a morrer em uma cidade em que outros filósofos começaram a produzir, como se a chama do pensamento lhe tivesse queimado a juventude. O título que lhe atribuíram, de “Doutor Subtil”, exprime a sua sublimidade. As suas doutrinas sobre a SS. Virgem e sobre o ministério da Encarnação vieram a ser confirmadas no dogma da Imaculada Conceição e no culto da realeza de Cristo. Como filósofo metafísico e como teólogo, teve ainda o mérito de Jesus e sua Mãe. Por isso a posteridade também lhe chamou “Doutor do Verbo encarnado” e “Doutor Mariano”. Teve numerosos discípulos, e tornou-se uma figura de relevo da escola franciscana, iniciada com Alexandre de Hales, celebrizada com São Boaventura, o “Doutor Seráfico”, e que atingiu o apogeu com Scotus.
Depois dos mistérios de Jesus, foram os de Maria que constituíram as elucubrações teológicas do Doutor Subtil. Duns Scotus é o grande teólogo da Imaculada Conceição. Numa disputa pública sobre esse assunto em que foi convidado a participar, esteve calado enquanto 200 teólogos expuseram as suas teses, tentando provar que Maria não poderia ter nascido sem pecado original, pois nesse caso Cristo não teria sido o Redentor de todo o gênero humano. Depois de os ouvir a todos, o nosso Doutor Mariano levantou-se para tomar a palavra, e refutou um por todos os argumentos apresentados contra o privilégio de Maria Imaculada, e demonstrou pela Sagrada Escritura e escritos dos Santos Padres e com a sua irrefutável dialética que tal privilégio era condizente com a fé, e por isso se devia atribuir à Mãe de Deus. Foi o triunfo mais clamoroso na célebre universidade da Sorbona, sintetizado no célebre axioma: “Potuit, decuit, ergo fecil” (Deus podia concedê-lo, era conveniente, e portanto concedeu-o).
Morreu em Colônia, em cuja universidade lecionava, a 8 de novembro de 1308.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Video: Visita do Papa Bento XVI em Assis

Segue o vídeo da TV Canção Nova sobre o encontro "25 anos do Espírito de Assis" do Papa Bento XVI com vários líderes e representandes religiosos na terra do Seráfico Pai! Enviado por nosso confrade: Frei Alércio Carvalho OFMConv.


 (Desligue a "rádio" no fim da página para ouvir o áudio do vídeo)

Fonte:http://www.webtvcn.com/canal/noticias/papa_visita_assis_271011

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