Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sábado, 29 de outubro de 2011

"PEREGRINOS DA VERDADE, PEREGRINOS DA PAZ"

DIA DE REFLEXÃO, DIÁLOGO E ORAÇÃO PELA PAZ E A JUSTIÇA NO MUNDO
"PEREGRINOS DA VERDADE, PEREGRINOS DA PAZ"

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI*

Assis, Basílica de Santa Maria dos Anjos
Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011


Queridos irmãos e irmãs,distintos Chefes e representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo, queridos amigos!

Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos factores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de carácter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.

Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o facto de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.

Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o carácter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objecta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do facto que se apagou entre vós a força da religião? E outros objectarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.

Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspecto multiforme, que possui uma motivação exactamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião vêem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.

Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.

A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma concepção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida rectamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.

Ao lado destas duas realidades, religião e anti-religião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polémicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que crêem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito. Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».





© Copyright 2011 - Libreria Editrice Vaticana

Fonte:http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2011/october/documents/hf_ben-xvi_spe_20111027_assisi_po.html

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Encontro inter-religioso pela paz em Assis



Celebraremos amanhã o aniversário dos 25 anos deste primeiro memóravel encontro do, então, Papa João Paulo II com líderes de 70 representações religiosas, para rezarem pela paz.
Amanhã, Bento XVI renova esse compromisso concreto para a construção da paz em nosso mundo, junto a líderes religiosos mundiais com a Celebração da Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e a Justiça no Mundo.






Hoje, já acontece a vigília na Catedral de São Rufino

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Que acompanhemos atentamente a essa jornada e que o "Espírito de Assis" ajude a envolver-nos ativamente na promoção da paz, indo ainda mais além no enfrentamento das ameaças ao meio ambiente, colocando-nos, enquanto Fraternidade Franciscana, na defesa da Vida do Planeta.



O Vaticano divulgou o programa oficial do encontro de “reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo” que vai ocorrer quinta-feira, 27 de outubro, em Assis (Itália), convocado por Bento XVI.
O Papa parte pelas 8h italianas, em comboio, desde o Vaticano, com a companhia de delegações de outras Igrejas e confissões religiosas, rumo à cidade italiana.


Os participantes no encontro reúnem-se na Basílica de Santa Maria dos Anjos, para um conjunto de intervenções, encerradas por Bento XVI, após a projeção de um vídeo com os momentos do Dia Mundial pela Paz celebrado em 1986, por iniciativa de João Paulo II.
Após o almoço, todos os presentes vão dirigir-se em silêncio para a Praça de São Francisco, que acolhe o momento de renovação do “compromisso comum pela paz”.

Participação de budistas e muçulmanos
Uma delegação tailandesa estará presente em Assis, no próximo 27 de outubro, para a Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração para a Paz, evento que será celebrado pelo Papa Bento XVI. A guiá-los será o Bispo de Nakhon Ratchasima, Dom Joseph Chusak Sirisut, também Presidente da Comissão para o Diálogo Cultural e Religioso.
O evento, aberto também às pessoas que não se declaram religiosas, será ainda ocasião de comemoração dos 25 anos da primeira Jornada de Assis, celebrada por João paulo II e líderes religiosos mundiais em 27 de outubro de 1986.

Desse grupo proveniente da Thailândia, farão parte líderes budistas e muçulmanos. Entre os quais a fundadora de um importante Centro Budista aberto em 1987, Mae Che Sansanee Sthirasuta, que há 30 anos dedica-se à promoção da paz e da harmonia. Também o médico muçulmano e membro da Comissão para o diálogo inter-religioso, Suthep Loh-la-moh, que ressaltou: “há paz nos nossos corações, e onde há paz, haverá também felicidade”.

Carta de boas-vindas para o Papa em Assis
Por ocasião da Jornada de Reflexão,
Diálogo e Oração pela Paz e a Justiça no Mundo, que se realiza em Assis, no próximo 27 de outubro, Bento XVI e os delegados representantes das religiões mundiais serão acolhidos nas Basílicas de Santa Maria dos Anjos e de São Francisco. O Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei José Rodriguez Carballo, na carta de boas-vindas ao Santo Padre, quis evidenciar a estreita relação entre o tema da Jornada – “peregrinos da verdade, peregrinos da paz” - e a figura de São Francisco de Assis.

Segundo Frei Rodriguez, São Francisco “é uma referência natural para os que cultivam o ideal da paz, do respeito pela natureza, o diálogo entre as pessoas, entre as religiões e a cultura”. Continuando a carta, agradece ao Papa por continuar a obra iniciada por João Paulo II há 25 anos atrás, quando celebrou a primeira Jornada.
Para o Ministro, “a paz é inseparável da verdade e, por não termos ainda a alcançado, devemos nos sentir a caminho, peregrinos”. “Nós, Frades Menores – conclui o sacerdote – nos empenhamos a sermos também nós, como foi Francisco, instrumentos de paz e de reconciliação, colocando amor onde há ódio, paz onde há violência, fé onde há dúvida, verdade onde há erro, perdão onde há ofensa”.

Programa (hora local)
08h00 – Partida de Bento XVI e das delegações, em comboio, desde a estação do Vaticano, com os líderes das delegações religiosas mais representativas.
09h45 – Chegada à estação ferroviária de Assis. Transferência em autocarro para a basílica de Santa Maria dos Anjos. Saudação das autoridades religiosas e civis.
10h15 - As delegações instalam-se na basílica. Bento XVI é recebido pelos ministros gerais das ordens franciscanas (frades menores, frades conventuais, frades capuchinhos, ordem terceira). O Papa acolhe, à porta da basílica, os chefes das delegações inter-religiosas.
Saudação do cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.
Projeção de um vídeo em memória do encontro de 1986.
Intervenções
- Bartolomeu I, patriarca ecuménico de Constantinopla (Ortodoxo).
- Rowan Williams, arcebispo da Cantuária, primaz da Comunhão Anglicana (Inglaterra).
- Norvan Zakarian, arcebispo primaz da diocese arménia na França.
- Olav Fykse Tveit, secretário-geral do Conselho Ecuménico das Igrejas.
- Rabi David Rosen, representante do Grão Rabinato de Israel.
- Wande Abimbola, religião Yoruba.
- Acharya Shri Shrivatsa Goswami, representante da religão hindu.
- Ja-Seung, presidente de “Jogye Order”, budismo coreano.
- Kyai Haji Hasyim Muzadi, secretário-geral da Conferência Internacional das Escolas Islâmicas.
- Julia Kristeva, representante dos não-crentes.
Intervenção de Bento XVI
12h30 – O Papa e os chefes das delegações entram no convento da Porziuncola (franciscanos).
13h00 – Almoço nos refeitórios do convento.
13h45-15h30 – Tempo de silêncio. Encontro de jovens na Praça de São Francisco.
15h15 – As delegações são recebidas pelos coros do Gen Verde, Gen Rosso e Interfrancescano.
16h30 – Encontro conclusivo.
Saudação do cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso.
Renovação solene do Compromisso para a Paz.
-Introdução por Bartolomeu I.
- Federação Luterana Mundial.
- Sikh.
- Alexandre, patriarcado de Moscovo.
- Aliança Mundial Batista.
- Muçulmano.
- Metropolita Gregorios, patriarcado siro–ortodoxo de Antioquia.
- Taoísta.
- Budista.
- Xintoísta.
- Rabino.
- Setri Nyomi, Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas.
- Guillermo Hurtado, representante dos não-crentes.
Conclusão de Bento XVI.
Gesto simbólico - Entrega de lâmpadas aos chefes das delegações. Cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Abraço da paz.
Despedida do Papa.
18h00 – Bento XVI e os chefes das delegações que o desejarem passam diante do túmulo de São Francisco.

São Boaventura de Potenza, OFMconv.

Boaventura nasceu em Potenza, Basilicata no dia 4 de janeiro de 1651, filho de Lelio e Catalina Lavagna. Passou os primeiros 15 anos de sua vida em grande pureza de costumes e fervor religioso: refletia a pureza no rosto e em seus olhos. No dia 4 de outubro de 1666, tomou o hábito religioso entre os Irmãos Menores Conventuais em Nocera. Depois do noviciado fez os estudos humanísticos e teológicos em Aversa, Madaloni, Benevento e Amalfi, onde foi ordenado sacerdote. Por oito anos teve como mestre espiritual o venerável Domingo Giurardelli de Muro Lucano.
Apesar de sua resistência em ocupar postos de responsabilidade, Boaventura, em outubro de 1703, foi nomeado Mestre de noviços e transferido para Nocera, onde se ocupou por quatro anos com a formação espiritual dos jovens. Em junho de 1707, enquanto estava no convento de Santo Espírito de Nápoles, por razões de saúde, se prontificou na assistência aos enfermos de cólera, epidemia que se alastrou em Vomero. No dia 4 de janeiro de 1710 foi transferido ao convento de Ravello, onde assumiu a direção espiritual dos mosteiros de Santa Clara e de São Cataldo.
Fiel imitador do Seráfico Pai, Boaventura guardava com zeloso cuidado o precioso tesouro da pobreza, que brilhava em seu hábito, cheio de remendos, em sua cela e em toda a sua vida. É muito austero e às sextas-feiras se flagelava até derramar sangue em memória à Paixão de Cristo. Para com os pobres, os enfermos e os aflitos era compassivo e lhes prestava assistência. Como autêntico sacerdote de Cristo seu magistério era evangélico. Com uma só pregação ordinariamente chegava a converter os pecadores, e, às vezes, como um bom pastor, ia até suas casas para buscá-los como a uma ovelha perdida. Seu confessionário se mantinha sempre repleto de penitentes. Às vezes passava o dia inteiro no confessionário. Era fervoroso devoto de Nossa Senhora. Depois de oito dias enfermo, aos 60 anos, no dia 26 de outubro de 1711, com o nome de Maria em seus lábios, morreu serenamente em Ravello. Beatificado por Pio VI em 26 de novembro de 1775.

ORAÇÃO - Ó Deus,que ornastes o Bem-aventurado Boaventura de potenza com as virtudes da obediência e do amor ao Próximo, concedei-nos, por sua intercessão e exemplo, observar as vossas leis e progredir no caminho da perfeição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

A TOR e a missão com a OFS.

A TOR surgiu do movimento penitência e da Terceira Ordem Secular, hoje conhecida como Ordem Franciscana Secular. Partindo então da relação que nós temos com a OFS é dever nosso olhar e zelar pelos Seculares franciscanos. As nossas constituições nos orientam neste sentido, como nos exorta no artigo 160 que: “cabe à TOR fundar fraternidade da Ordem Francisca Secular e exercer nelas a direção superior, conforme norma do direito”.
É aconselhável que em cada Fraternidade TOR tenha uma Fraternidade da OFS. Estes irmãos seculares nos ajudam no trabalho missionário e no anúncio do Reino de Deus. A OFS compartilha do mesmo carisma da TOR: o carisma penitência, a conversão diária. No nosso Estatuto Geral, no artigo 114, somos exortados com algo muito interessante: “Cada uma das nossas fraternidades deverá sentir-se incompleta sem a presença da ordem Franciscana Secular, que é parte integrante de nosso carisma de conversão”.
Mediante esta orientação do nosso Estatuto Geral, e pela constatação de que as fraternidades locais da TOR sem a OFS são incompletas, é que estamos nos organizando para que as nossas Fraternidades sejam completas dentro do carisma franciscano e de conversão; carismas estes que nos aproxima mais ainda da OFS.
A nossa Vice-província Nossa Senhora Aparecida do Brasil, fundada em 07 de outubro de 1992, conta com 7 Fraternidades, sendo que duas já possuem seu complemento secular a alguns anos, que são as Fraternidades: Nossa Senhora de Fatima, SP, com a Fraternidade da OFS Santa Inês e a Fraternidade Nossa Senhora de Fatima, Mogi- Mitim – SP, com a Fraternidade da OFS e com a Fraternidade da JUFRA . A Fraternidade Nossa Senhor de Loreto, Manaus – AM, esta com a Fraternidade da OFS “Santa Isabel da Hungria”, a qual está em processo de ereção, ou seja, em processo de fundação. Esta nova fraternidade da OFS tem uma caminhada de dois anos e possui 15 membros que já foram admitidos à formação preparatória para o compromisso e 5 em processo de formação inicial. As demais Fraternidades TOR estão se organizando para poderem também receber no seio de sua Fraternidade a Ordem Franciscana Secular.

Armando Petito (Postulante TOR)
FONTE:http://www.franciscanostor.org.br/

Brasil: construção de um mundo mais franciscano

13º Capítulo Geral dos leigos Franciscanos, fundados por São Francisco.
SÃO PAULO, segunda-feira, 24 de outubro de 2011 (
ZENIT.org)
Na mesma semana em que Bento XVI celebrará em Assis um encontro pela paz, acontece em São Paulo o Capítulo Geral da Ordem Franciscana Secular.
O Ordem Franciscana Secular (OFS), fundada por São Francisco de Assis – informa a ZENIT Eduardo Molino OFS, da Argentina – foi, durante os últimos 800 anos, expressão do carisma franciscano nos diversos modos de vida leiga no mundo.
Cada três anos, realiza um capítulo geral com representantes dos 5 continentes que animam a vida franciscana em 65 países.
Este ano, o Capítulo Geral está sendo realizado no Brasil, no Centro Pastoral Santa Sé, de São Paulo; começou no dia 22 e terminará no dia 29 de outubro.
Seu objetivo é examinar o que foi feito pela presidência do Conselho Internacional (CIOFS) em relação às conclusões do Capítulo Geral de 2008, celebrado na Hungria, particularmente no âmbito da formação, da comunicação, da Juventude Franciscana, da presença e do testemunho dos franciscanos leigos na sociedade e das ações dirigidas às novas presenças que emergem em mais de 40 países ao redor do mundo.
Os participantes estão refletindo sobre o tema central, “Evangelizados para evangelizar”, e sobre questões como “Vocação específica para uma missão particular”, “Construção de um mundo fraterno e evangélico”.
Haverá uma mesa redonda, com a participação de leigos franciscanos da Guatemala, Haiti, Ruanda, Brasil e Croácia, que darão seu testemunho particular nos campos onde desenvolvem sua vivência franciscana leiga.
Igualmente, haverá a participação de franciscanos leigos que levam a cabo a animação e guia da Missão na China, que se realiza nesse país com o apoio da Presidência do Conselho Internacional da OFS.
Os presentes ouvirão também a relação de um casal canadense que falará sobre sua experiência como casal no contexto da espiritualidade da OFS.
No Capítulo, será dado a conhecer o resultado da pesquisa demográfica enviada a todos os países; o desenvolvimento das Fraternidades Emergentes; determinarão as linhas e os critérios para as finanças do próximo triênio; e se dará a conhecer o documento que ajudará a compreender o papel dos animadores fraternos da OFS para aJuventude Franciscana (JuFra).
A JuFra está representada por 6 conselheiros internacionais que foram eleitos para representar as fraternidades da América Central, América do Sul, América do Norte, Europa, África e Ásia-Oceania.
O dia 27 de outubro será um dia em comunhão com o Papa, que, em Assis, se reunirá com os principais líderes religiosos do mundo, para continuar implorando pela paz, como há 25 anos fizera seu predecessor, o Beato João Paulo II.
Na Casa Santa Sé, em São Paulo, tudo foi preparado cuidadosamente para receber os conselheiros internacionais deste Capítulo, que, junto aos colaboradores, tradutores e alguns assistentes espirituais franciscanos, somam cerca de 130 participantes.
Para acompanhar as novidades deste evento eclesial, pode-se visitar os site
www.ciofs.org.

Santo Antônio da Sant`Ana Galvão, OFMRec.

Nasceu Antônio de Sant'Ana Galvão em 1739, em Guaratinguetá, no interior do Estado de S. Paulo, Brasil, cidade que na época pertencia à Diocese do Rio de Janeiro. Com a criação da Diocese de São Paulo, em 1745, Frei Galvão viveu praticamente nesta Diocese: 1762-1822. O ambiente familiar era profundamente religioso. O pai, Antônio Galvão de França, Capitão-mor, pertencia às Ordens Terceiras de São Francisco e do Carmo, se dedicava ao comércio e era conhecido pela sua particular generosidade. A mãe, Isabel Leite de Barros, teve o privilégio de ser mãe de onze filhos e morreu com apenas 38 anos de idade com fama de grande caridade, a tal ponto que na morte não se encontrou nenhum vestido: tudo dera aos pobres. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o Servo de Deus com a idade de 13 anos para Belém (Bahia) a fim de estudar no Seminário dos Padres Jesuítas, onde já se encontrava seu irmão José. Ficou no Colégio de 1752 a 1756 com notáveis progressos no estudo e na prática da vida cristã. Teria permanecido com os Jesuítas, mas o pai, preocupado com o clima anti-jesuítico provocado pela atuação do Marquês de Pombal, aconselhou Antônio a viver com os Frades Menores Descalços da reforma de São Pedro de Alcântara. Estes tinham um Convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá.

Aos 21 anos, no dia 15 de abril de 1760, Antônio ingressou no noviciado do Convento de S. Boaventura, na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Durante o noviciado distinguiu-se pela piedade e pela prática das virtudes, tanto que no livro dos "Religiosos Brasileiros" encontramos grande elogio a seu respeito. Aos 16 de abril de 1761, fez a profissão solene e o juramento, segundo o uso dos Franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina ainda controvertida, mas aceita e defendida pela Ordem Franciscana.

Um ano depois da profissão religiosa, Frei Antônio foi admitido à ordenação sacerdotal, aos 11 de julho de 1762. Os Superiores permitiram a sagrada ordenação, porque julgaram suficientes os estudos teológicos feitos anteriormente. Este privilégio foi também um sinal evidente da confiança que os Superiores nutriam pelo jovem clérigo. Depois de ordenado foi mandado para o Convento de S. Francisco em São Paulo, com o fim de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia como também de exercitar-se no apostolado. Sua maturidade espiritual franciscano-mariana teve sua expressão máxima na "entrega a Maria" como o seu "filho e escravo perpétuo", entrega assinada com o próprio sangue aos 9 de novembro de 1766. Terminados os estudos, em 1768, foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado importante porque pela comunicação com as pessoas permitia fazer um grande apostolado; ouvindo e aconselhando a todos. Foi confessor estimado e procurado e, muitas vezes, quando era chamado, ia sempre a pé mesmo aos lugares distantes.

Em 1769-70 foi designado Confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa" em São Paulo. Neste Recolhimento, encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, observante da vida comum, que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas. A data oficial da fundação do novo Recolhimento é 2 de fevereiro de 1774.

Irmã Helena queria modelar o Recolhimento segundo a ordem carmelitana, mas o Bispo de São Paulo, franciscano e intrépido defensor da Imaculada, quis que fosse segundo a das Concepcionistas aprovadas pelo Papa Júlio II, em 1511. A fundação passou a se chamar "Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência" e Frei Galvão, o fundador de uma instituição que continua até nossos dias.

O Recolhimento, no início, era uma Casa que acolhia jovens para viver como religiosas sem o compromisso dos votos. Foi este um expediente do momento histórico para fugir ao veto do Marquês de Pombal que não permitia novas fundações e novas consagrações religiosas. Para toda decisão de certa importância, em âmbito religioso, era necessário o "placet regio". Aos 23 de fevereiro de 1775 morreu, quase improvisamente, Irmã Helena. Frei Galvão encontrou-se como único sustentáculo das Recolhidas, missão que exerceu com humildade e grande prudência.

Entrementes, o novo Capitão-general de São Paulo, homem inflexível e duro (ao contrário do seu predecessor), retirou a permissão e ordenou o fechamento do Recolhimento. Frei Galväo aceitou com fé e também as Recolhidas obedeceram, mas não deixaram a casa e resistiram até os extremos das forças físicas. Depois de um mês, graças à pressão do povo e do Bispo, o Recolhimento foi reaberto. Devido ao grande número de vocações, o Servo de Deus se viu obrigado a aumentar o Recolhimento. Durante quatorze anos (1774-1788) Frei Galvão cuidou da construção do Recolhimento. Outros quatorze (1788-1802) dedicou à construção da Igreja, inaugurada aos 15 de agosto de 1802. A obra, "materialização do gênio e da santidade de Frei Galvão", em I988, tornou-se por decisão da UNESCO "patrimônio cultural da Humanidade".

Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu muita atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Para elas escreveu um regulamento ou Estatuto, excelente guia de vida interior e de disciplina religiosa. O Estatuto é o principal escrito, o que melhor manifesta a personalidade do Servo de Deus. Então o Bispo de São Paulo acrescentou ao Estatuto a permissão para as Recolhidas emitirem os votos enquanto permanecessem na casa religiosa. Em 1929, o Recolhimento tornou-se Mosteiro, incorporado à Ordem da Imaculada Conceição (Concepcionistas).

A vida decorria serena e rica de espiritualidade, quando sobreveio um episódio doloroso: Frei Galvão foi mandado para o exílio pelo Capitão-general de São Paulo. Este, homem violento, para defender o filho que sofrera uma pequena ofensa, condenou à morte um soldado (Caetaninho). Como Frei Galvão tomasse a defesa do soldado, foi afastado e obrigado a seguir para o Rio de Janeiro. A população, porém, se levantou contra a injustiça de tal ordem, que imediatamente foi revogada. Em 1781, o Servo de Deus foi nomeado Mestre do noviciado de Macacu, Rio de Janeiro, pelos dotes pessoais, profunda vida espiritual e grande zelo apostólico.

O Bispo, porém, que o queria em São Paulo, não fez chegar a ele a carta do Superior Provincial "para não privar seu bispado de tão virtuoso religioso (...) que desde que entrou na religião até o presente dia tem tido um procedimento exemplaríssimo pela qual razão o aclamam santo". Frei Galvão foi nomeado Guardião do Convento de S. Francisco em São Paulo em 1798 e reeleito em 1801. A nomeação do Guardião provocou desorientação nas Recolhidas da Luz. À preocupação das religiosas é necessário acrescentar aquela do "Senado da Câmara de São Paulo" e do Bispo da cidade, que escreveram ao Provincial: "Todos os moradores desta Cidade não poderão suportar um só momento a ausência do dito religioso. (...) Este homem tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de S. Paulo; é homem religiosíssimo e de prudente conselho; todos acodem a pedir-lho; é o homem da paz e da caridade". Graças a estas cartas, Frei Galvão tornou-se Guardião sem deixar a direção espiritual das Recolhidas e do povo de São Paulo.

Em 1802, Frei Galvão recebeu o privilégio de Definidor pela solicitação do Provincial ao Núncio Apostólico de Portugal porque "é um religioso que por seus costumes e por sua exemplaríssima vida serve de honra e de consolação a todos os seus Irmãos, e todo o Povo daquela Capitania de S. Paulo, Senado da Câmara e o mesmo Bispo Diocesano o respeitam como um varão santo". Em 1808, pela estima que gozava dentro de sua Ordem, foi-lhe confiado o cargo de Vïsitador Geral e Presidente do Capítulo, mas devido a seu estado de saúde foi obrigado a renunciar- embora desejasse obedecer prontamente. Em 1811, a pedido do Bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, no Estado de S. Paulo. Ai permaneceu onze meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos iniciais da construção da Casa. Voltou Frei Galvão para São Paulo e ainda viveu 10 anos. Quando as forças impediram o ir-e-vir diário do Convento de S. Francisco ao Recolhimento, obteve dos seus superiores (Bispo e Guardião) a autorização para ficar no Recolhimento da Luz.

Durante sua última doença, Frei Antônio passou a morar num "quartinho" (espécie de corredor) atrás do Tabernáculo, no fundo da Igreja, graças às insistências das religiosas, que desejavam prestar-lhe algum alívio e conforto. Terminou sua vida terrena aos 23 de dezembro de 1822, pelas 10 horas da manhã, confortado pelos sacramentos e assistido pelo seu Padre Guardião, dois Confrades e dois Sacerdotes diocesanos.

Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na Igreja do Recolhimento que ele mesmo construíra. O seu túmulo sempre foi, e continua sendo até os nossos dias, lugar de peregrinações constantes dos fiéis, que pedem e agradecem graças por intercessão do "homem da paz e da caridade", e fundador do Recolhimento de Nossa Senhora da Luz, cujo carisma é a "laus perennis", ou seja adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento, vivida em grande pobreza e contínua penitência, com alegre simplicidade.

"Entre os heróis que plasmaram o destino de São Paulo - escreve Lúcio Cristiano em 1954 - merece lugar de destaque a inconfundível figura de Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, o apóstolo de São Paulo entre os séculos XVIII e XIX", cuja lembrança continua viva no coração do povo paulista. O processo de Beatificação e Canonização iniciado em 1938 foi reaberto solenemente em 1986 e concluído em 1991. Aos 8 de abril de 1997 foi promulgado o Decreto das Virtudes Heróicas e aos 6 de abril de 1998, o respectivo Decreto sobre o Milagre, pelo Santo Padre João Paulo II.

(Extraído do livreto "Beatificazione - Piazza San Pietro, 25 Ottobre 1998", distribuído aos presentes à solenidade de beatificação de Frei Galvão, na Praça de São Pedro, no Vaticano).

sábado, 22 de outubro de 2011

Primeira Paróquia do Brasil, com o nome do Beato João Paulo II.

A Arquidiocese de Juiz de Fora vai ter a primeira paróquia do Brasil, autorizada pela Santa Sé, com o nome do Beato João Paulo II. A data de criação é dia 22 de outubro, na sede provisória da nova paróquia (a matriz é a Igreja Nossa Senhora Aparecida que fica na Rua Jarcil Firmino Pinheiro, 30 – bairro Nova Era, zona norte de Juiz de Fora/MG).
Embora o dia dedicado ao beato seja 22 de outubro, data que também vai marcar a festa de criação da nova paróquia, os preparativos já começam no dia 16, próximo domingo. É que a comunidade realiza a Semana de Oração pela Paz. Durante seis dias, sempre às 19h30, os fiéis vivem momentos de reflexão e oração presididos por sacerdotes arquidiocesanos.
No dia 22 de outubro, a festa começa às 17h com procissão pelas ruas do bairro (saindo da Igreja de São Vicente - Rua Jair da Silva Spinelli, 111, Nova Era - passando pela rua Dr. Dias da Cruz, chegando à Igreja N. Sra Aparecida). Na chegada, tem missa às 18h, presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, que vai oficializar a criação da Paróquia Beato João Paulo II.
A comunidade surgiu da divisão do território atual da Paróquia Nossa Senhora de Fátima (bairro Santa Cruz). A sede da nova paróquia fica na matriz Nossa Senhora Aparecida, no bairro Nova Era. Posteriormente vai ser construída uma nova sede, com padroeiro João Paulo II. O território abrange também as comunidades: Sagrado Coração de Jesus (Jardim dos Alfineiros), Santa Lúcia Filippini (Santa Lúcia), Santo Antônio (Nova Era II), Santa Ângela (Jardim Santa Isabel) e São Vicente (Nova Era).
O decreto de autorização do Vaticano
Em junho de 2011, Dom Gil Moreira fez o pedido ao Vaticano para criar uma paróquia dedicada a João Paulo II. A resposta positiva da Congregação Sobre o Culto Divino e Disciplina de Sacramentos, instância do Vaticano que cuida desses processos, veio no dia 1º de julho.
De acordo com as normas da Igreja, a veneração a um beato é restrita, ou seja, não é toda paróquia que pode celebrar a festa, apenas aquela que o tem como padroeiro. Assim, o responsável pela paróquia, Pe. João Francisco Batista, acredita que o olhar de todo o Brasil vai se voltar para a cidade. “É um privilégio para a Arquidiocese conseguir prestar esse culto à sua memória”, finaliza o religioso.
Depoimentos
Segundo Pe. João Francisco, quando a comunidade foi consultada pelo arcebispo, a resposta foi positiva. “Todos já esperavam que a paróquia fosse criada. Estou muito feliz, o trabalho é promissor”, afirma.
O sacerdote também destacou a importância da escolha do nome do Saudoso Pontífice. “Beato João Paulo II anuncia a paz em um contexto de guerra e pós-guerra e é uma figura de santidade no mundo moderno. O papa foi muito acolhido no Brasil, onde foi chamado de ‘João de Deus’ e ‘Papa da Paz’”, declara.
A paróquia do bairro Nova Era foi a primeira paróquia do Brasil, autorizada pela Santa Sé a ter o nome do Beato João Paulo II. Outras dioceses do país também fizeram o pedido, mas a Arquidiocese de Juiz de Fora foi a primeira a fazer a solicitação.
João Paulo II
João Paulo II foi papa entre 16 de outubro de 1978 e 2 de abril de 2005, quando faleceu após mais de 25 anos como Sucessor de São Pedro.
No dia 13 de Maio de 2005, apenas quarenta e dois dias após a morte de João Paulo II, o papa Bento XVI anunciou o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canônico de cinco anos para a promoção da causa. Ainda em dezembro de 2009, o atual Papa assinou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, primeiro passo para a beatificação.
Foi beatificado no dia 1º de Maio, domingo da Divina Misericórdia. A data escolhida para a beatificação recorda a celebração litúrgica mais próxima da morte de João Paulo II, que faleceu na véspera da festa da Divina Misericórdia.
Após a sua beatificação, em 1º de maio, no Vaticano, terá sua memória celebrada na diocese de Roma e nas dioceses da Polônia no dia 22 de outubro, dia em que inaugurou seu pontificado, em 1978.
Ser proclamado beato é o terceiro passo no caminho da canonização. O primeiro é Servo de Deus, o segundo venerável, o terceiro beato e o quarto, santo. Para ser santo é necessário comprovar intervenção em dois milagres.
Fonte: ww.cnbb.org.br

Festa da Beato João Paulo II

A festa litúrgica do beato João Paulo II, que se vai celebrar pela primeira vez a 22 de outubro, já tem textos oficiais, divulgados pelo Vaticano. Na habitual resenha biográfica que é apresentada no calendário dos santos e beatos, o Papa polonês é lembrado pela “extraordinária solicitude apostólica, em particular para com as famílias, os jovens e os doentes, o que o levou a realizar numerosas visitas pastorais a todo o mundo”. “Entre os muitos frutos mais significativos deixados em herança à Igreja, destaca-se o seu riquíssimo Magistério e a promulgação do Catecismo da Igreja Católica e do Código de Direito Canônico para a Igreja latina e oriental”, pode ler-se. Aos fiéis é proposta ainda uma passagem da homilia de João Paulo II no início do seu pontificado, precisamente a 22 de outubro de 1978, na qual afirmou: «Não tenhais medo! Abri as portas a Cristo!». A beatificação, que antecede a canonização (declaração de santidade), é o rito através do qual a Igreja Católica propõe uma pessoa como modelo de vida e intercessor junto de Deus, ao mesmo tempo que autoriza o seu culto público, normalmente em âmbito restrito. A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos dispôs um calendário próprio para a diocese de Roma (da qual todos os Papas são bispos) e as dioceses da Polônia (país natal de João Paulo II), regulando o “culto litúrgico” ao futuro beato. A Santa Sé refere ainda que outras conferências episcopais, dioceses ou famílias religiosas podem apresentar um “pedido de inscrição” desta memória litúrgica nos seus calendários próprios. No documento, admite-se o “caráter de excepcionalidade” de que se reveste esta beatificação, pelo que a Santa Sé vai permitir que, no primeiro ano após esta cerimônia, seja possível celebrar uma “Missa de agradecimento a Deus” em locais e dias “significativos”, por decisão de cada bispo diocesano. A oração inicial dessa Missa – formalmente, a «coleta» -, em português, é a seguinte: “Ó Deus, rico de misericórdia, que escolhestes o beato João Paulo II para governar a Vossa Igreja como papa, concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos, possamos abrir confiadamente os nossos corações à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem. Ele que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos”.

zenit; Cidade do Caticano, 28 abr (sir/Ecclesia)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dia de São Francisco em Assis

Segue o vídeo que a TV Canção Nova fez em Assis pelo dia do Seráfico Pai, gentilmente enviado por Frei Alércio!



(Para ouvir o áudio desligue a "Rádio" no fim da página)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

EM TORNO DO CAPÍTULO GERAL DA OFS




Por: Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM*








1. Os franciscanos seculares do mundo estarão reunidos em Capítulo na cidade de São Paulo na segunda quinzena do mês de outubro deste ano de 2011. Os irmãos e as irmãs haverão de tratar das coisas que lhes concernem no espírito daquelas reuniões que Francisco realizava com os seus irmãos. Falando desses encontros assim se exprime Éloi Leclerc: “Uma ou duas vezes ao ano, todos os frades se reúnem em capítulo. Esses encontros desempenham papel importantíssimo na vida da fraternidade. Os capítulos não são somente um tempo forte durante o qual os irmãos, na alegria do reencontro, se reabastecem na oração e no louvor, mas também ocasião de tomada de consciência comum: todos e cada um se sentem solidários e responsáveis pela vida do grupo e sua missão no mundo (...) Nessas assembleias democráticas, onde reina a grande liberdade dos filhos de Deus, os irmãos discutem seus problemas, comunicam suas experiências e escolhem seus responsáveis. Elaboram, redigem e promulgam leis, definem orientações do grupo e tomam as grandes decisões que nortearão o futuro da comunidade” (Francisco de Assis. O Retorno ao Evangelho, Vozes, p. 60-61).
2Ao longo do tempo que foi se passando desde a aprovação da Regra da Ordem Franciscana Secular (1978), as feições dos franciscanos seculares foram se transformando. Foram ganhando um novo perfil com a atualização do carisma presente nas Regras anteriores e codificado de maneira nova e atualizada na Regra conhecida como de Paulo VI. Ora, os Capítulos são ocasião de examinar como anda a compreensão, assimilação e vivência deste tesouro de que dispõem os franciscanos seculares que é a Regra. Não é aqui o lugar de elencar todas as linhas mestras da Regra. Os responsáveis pela animação internacional da Ordem resolveram que fosse tema do Capítulo de São Paulo a questão da evangelização. O tema foi formulado num duplo movimento: os franciscanos seculares se evangelizam para evangelizar.
3À guisa de ilustração do tema transcrevo apenas dois tópicos da Regra. O primeiro vai na linha do se deixar evangelizar: “Como irmãos e irmãs da penitência, em virtude da sua vocação, impulsionados pela dinâmica do Evangelho, conformem seu modo de pensar e de agir ao de Cristo, mediante uma radical transformação interior que o próprio Evangelho designa pelo nome de conversão, a qual devido à fragilidade humana deve ser realizada todos os dias” (n.7). O segundo é convite à ação: “Estejam presentes pelo testemunho da própria vida humana, e ainda por iniciativas corajosas, individuais e comunitárias, na promoção da justiça, em particular no âmbito da vida pública, comprometendo-se em opções concretas e coerentes com sua fé (n.15).
4. Nunca cessamos de nos converter. Francisco falava de começar tudo de novo. Nossas fraternidades estão sempre recomeçando. Tudo está por ser feito. Os que são encarregados de visitar os irmãos em suas fraternidades concretas constatamos neles a presença de santos esperando o momento da chegada da glória. De outro lado, também, vemos muita carência da força do Evangelho no trato entre os irmãos, nas reuniões, no coração dos irmãos. Os franciscanos seculares, através da formação, da vivência da Regra, no cultivo da delicadeza do coração estão sempre sendo evangelizados. Nossos irmãos são seguidores do Cristo vivo. Esse processo de conversão se manifesta de vários modos. Transcrevo algumas linhas do Manuale per l’Assistenza all’OFS e alla GiFra: “Os franciscanos seculares seguem o Jesus dos Evangelhos que foi o centro da vida de Francisco. Na medida em que soubermos partilhar o primitivo carisma franciscano poderemos nos colocar a serviço do mundo inteiro como exemplos de verdadeira alegria. Os franciscanos seculares, na qualidade de batizados, darão o exemplo de uma vida cristã vivida com simplicidade no seio da Igreja. Tal se manifesta vivendo os valores de obediência ao Espírito Santo, confiança na Providência, uso reconhecido e simples dos dons do universo, alegria pelas obras de Deus que nos circundam, alegria se sermos cristãos na Igreja, gratidão pelo trabalho concebido como um dom, presteza em ajudar os outros ( p. 94-95).
5. Os franciscanos seculares “se evangelizam” quando frequentam os Evangelhos com simplicidade e desejo de ler a vontade de Deus, quando sua oração é feita com desejo ardente e seráfico, quando se entregam a Deus na eucaristia, se possível cotidiana, quando cultivam uma delicadeza de consciência diante das exigências do Evangelho e daquilo que lhes é pedido para serem santos, quando criam laços de fraternidade. Não se pode admitir um franciscano secular rotineiro, repetidor de mesmices, feito de pressa, sem sonhos de um amanhã, sem acreditar na utopia do Evangelho. Os ministros locais, formadores e assistentes espirituais são responsáveis em fazer de sorte que os seculares sejam evangelizados. Os verdadeiros franciscanos são “pessoas que sentem sempre saudade do Evangelho”.
6. “Evangelizadora como é, a Igreja começa por se evangelizar a si mesma. Comunidade de crentes, comunidade de esperança vivida e comunicada, comunidade de amor fraterno, ela tem necessidade de ouvir sem cessar aquilo que ela deve acreditar, as razões de sua esperança e o mandamento novo do amor” ( Evangelii nuntiandi, 15). Em nossos dias e na concretude podemos lembrar alguns elementos que ajudam na tarefa do evangelizar-se: prática em fraternidade ou em outras instâncias da leitura orante da Bíblia, participação nas Oficinas de Oração (Frei Inácio Larañaga), participação em dias ou tardes de oração e de aprofundamento da intimidade com o Senhor, leitura e assimilação dos escritos de Francisco e Clara, não deixar de enxugar o suor da fronte de Cristo nos passantes ao longo do caminho de nossa vida. Valem para os terceiros franciscanos as palavras que o Ministro Geral da OFM dirigiu aos seus frades em documento falando dos oitocentos anos do carisma: “À distância dos 800 aos da experiência de Francisco, (...) somos chamados a descobrir o Evangelho como livro de vida – sem reduzi-lo a uma ideologia, mais uma entre muitas - e assumi-lo como livro de leitura frequente, texto fundamental de nossa formação, que ilumine nossas opões de vida e possa justificá-las. Queridos irmãos, voltemos ao Evangelho, porque voltar para o Evangelho é voltar para o Cristo, o único que pode justificar nossa vida. Voltemos ao Evangelho e seremos resgatados de nossas misérias e nossas escravidões, de nossos medos e de nossas tristezas, e resgataremos os homens nossos irmãos de suas misérias e escravidões, de seus medos e tristezas. Voltemos ao Evangelho e respiraremos ar puro: nossas propostas serão novas; a coragem, a inteligência, a generosidade, a fidelidade de muitos irmãos nossos, gastos sem reservas e sem restituição, darão fruto e fruto abundante (Capítulo Extraordinário, Monte Alverne 2006).
7. Todas essas nossas fraternidades, pequenas ou grandes, de gente nova e gente mais idosa, no Brasil, no México, em Angola ou na Itália, feitas de gente em estado de conversão, de pessoas que também mostram a Deus suas mãos vazias, mas gente que sabe que a força se manifesta na fraqueza, todos haverão de se convencer que serão evangelizadores. Os que vão sendo evangelizados se tornam evangelizadores. O campo é vasto, cheio de percalços, mas é a seara do Senhor. Ele já está em ação, nos precede no trabalho. Não somos nós que vamos começar. Quanto a fazer e quão poucos os operários! Os franciscanos seculares não se omitirão.
8. Há perguntas que queimam no interior daqueles que buscam veladamente a plenitude. Quanto ao sentido da vida, do mundo, do casamento? Por que a guerra quando somos feitos para a paz? Por que tantos morrem de fome na Somália? Como criar condições de instauração de uma convivência harmônica entre os povos? Como superar os convites da cultura moderna que quer viver aqui e agora, sociedade do consumo, sociedade sem futuro. Ora, no seio do mundo, a Igreja pede a colaboração evangelizadora dos franciscanos seculares.


  • Desnecessário lembrar que os franciscanos seculares pregam, antes de mais nada, pelo testemunho discreto exemplo e pelo serviço humilde.

  • Um campo privilegiado de evangelização, sem dúvida, é o universo da família. As famílias, as nossas famílias e a dos outros... famílias novas, não camisas de força, mas espaços de crescimento, de acolhida mútua, de auscultação dos desígnios de Deus. Famílias corajosas diante dos desafios da fidelidade, da transparência, do respeito pela vida desde a sua origem e até o final, sem expedientes escusos. Famílias que não sejam marcadas pelo consumismo, pelo modismo e pela sociedade do gozo e do prazer. Evangelizamos nossos próprios familiares para sermos mais qualificados como agentes da pastoral e da evangelização, do casamento e da família. Não é isso evangelizar? Evangelização com a qualidade de agentes que tomam distância do consumismo.

  • Pensamos aqui em toda uma colaboração nitidamente evangélica que os agentes de pastoral franciscanos podem oferecer. Não são eles apenas “palestrantes” de cursos de batismo ou animadores de assembleia sem padre, para dar apenas dois exemplos. Com seu jeito franciscano serão acolhedores, simples, alegres e procurarão viver uma pastoral por etapas, de gente que acompanha gente, de gente que fala aquilo que faz parte de sua profissão de vida, que é o seguimento do Evangelho. Não seremos meros “tocadores de obras”, mas animadores pelo fogo do Evangelho. Até que ponto podemos dizer que ação pastoral e evangelizadora dos franciscanos seculares têm características próprias?

  • Místicos e seráficos, os franciscanos seculares transpiram o desejo da união íntima com Deus. Não nos cansamos de repetir: precisamos de seres de desejo e não simplesmente pessoas que realizem serviços. Um monge da comunidade de Bose, na Itália, falando do desejo assim se exprime: “A sociedade de consumo difundiu, sobretudo entre os jovens, a ideia de poderem se satisfazer em tudo e que a felicidade consiste no ser saciado, repleto, cumulado, vendo satisfeitas todas as necessidades. O Ocidente é cada vez mais uma sociedade de obesos, de gente locupletada. A sociedade consumística é uma prisão do desejo que se vê reduzida à necessidade que se satisfaz imediatamente. O desejo tem a ver com o sentido e propriamente é inextinguível. O desejo é constitutivamente marcado por uma falta, uma não-saciedade que se torna um principio dinâmico e de projeção para adiante. O verdadeiro desejo é aquele em que o objeto do desejo não sacia, mas vai se aprofundando. O desejo é insaciável porque aspira aquilo que não pode possuir: o sentido. É o sentido que seduz o desejo. A sociedade de consumo propaga satisfação e assim elimina o horizonte da vida da pessoas” ( La Rivista del Clero Italiano 4/2011, p.261)

  • Em cada um dos continentes, onde está presente a Ordem Franciscana Secular, as necessidades evangelizadoras serão diferentes. Não existe uma regra universal. Temos que interpretar, à luz da fé, as situações concretas do povo ao qual servimos. A Igreja estará sempre atenta aos sinais dos tempos. Trata-se da situação atual da humanidade que precisa ser esclarecida com a luz do evangelho. Pensamos aqui nos grandes desafios mundiais e na situação concreta de tantos povos dizimados por ditadores cruéis e pelo fantasma da fome. Onde estão os franciscanos seculares?
9. Estas poucas reflexões tiveram a finalidade de chamar a atenção para o tema do Capitulo Geral. Certamente conferencistas, círculos de estudos, painéis haverão de esclarecer o assunto. Os franciscanos seculares estão num constante processo de conversão para poderem ser os mais aptos agentes de evangelização. À guisa de conclusão queremos transcrever algumas linhas do Documento de Aparecida que lança uma certa luminosidade em todo o tema: “Muitos católicos se encontram desorientados frente à mudança cultural. Compete à Igreja denunciar claramente estes modelos antropológicos incompatíveis com a natureza da dignidade do homem. É necessário apresentar a pessoa humana como centro de toda a vida social e cultural, resultando nela: a dignidade de ser imagem e semelhança de Deus e a vocação de ser filhos no Filho, chamados a compartilhar sua vida por toda a eternidade. A fé cristã nos mostra Jesus Cristo, como a verdade última do ser humano, o modelo no qual o ser humano se realiza em todo o seu esplendor ontológico e existencial. Anunciá-lo integralmente em nossos dias exige coragem e espírito profético. Neutralizar a cultura de morte com a cultura cristã da solidariedade é imperativo que diz respeito a todos nós e que foi objetivo constante do ensino social da Igreja. No entanto, o anúncio do Evangelho não pode prescindir da cultura atual. Esta deve ser conhecida, avaliada e, em certo sentido, assumida pela Igreja, com linguagem compreendida por nossos contemporâneos. Somente assim a fé cristã poderá aparecer como realidade pertinente e significativa de salvação. Mas essa mesma fé deverá gerar modelos culturais alternativos para a sociedade atual. Os cristãos, com os talentos que receberam, talentos apropriados, deverão ser criativos em seu campos de atuação: o mundo da cultura, da política, da opinião pública, da arte e da ciência” (n. 480).

*Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III

Fonte do texto: http://ofs.org.br/XIII/capitulo.php


INFORMAÇÕES SOBRE O CAPÍTULO GERAL DA OFS

AO CAPÍTULO NACIONAL DA OFS DO BRASIL (25 a 27.3.2011)



1. No dia 23 de outubro de 2011 teremos o grande encontro em Aparecida entre os capitulares e toda a OFS e JUFRA do Brasil e, eventualmente de outros países que lá se achegarem.

2. Como o encontro está marcado para as 10.00 hs., recomendamos que os brasileiros/as cheguem ao local às 9.30 para se acomodarem com calma. O local exato do encontro é o auditório Dom Aloizio, ao lado da Basílica.

3. Neste dia estaremos usando camisetas brancas com a logomarca do Capítulo, do lado esquerdo. O modelo está à disposição de todos que quiserem, em cada Regional, que coordenará este trabalho, mediante encomendas feitas citando a quantidade e especificando a medida das camisetas por parte das Fraternidades. Denize estará entregando um CD para cada Regional, com o logo, inclusive seu significado e a oração do Capítulo para ampla divulgação e fervorosa utilização.

4. Como pode ser que haja um espaço para um diálogo dirigido, cada Regional poderá enviar ao Ministro Nacional uma pergunta que queira fazer aos membros da Presidência do CIOFS, ou mesmo um pequeno texto com o qual queira manifestar-se. Estas intervenções serão analisadas e confirmadas previamente pelo MN, a fim de garantir a organização desse momento. 

5. Sendo um evento de grande porte, com tanta gente envolvida, pedimos desde já a compreensão, caso termine antes que todos tenham se manifestado como previsto, mas a maior possibilidade é a de que isto não aconteça.

6. Lembramos a todos que, neste dia a JUFRA do Brasil estará junto da OFS comemorando seus 40 anos de existência no Brasil. Além disso, ser motivo de grande alegria para nós, será também uma oportunidade de divulgá-la a todos que lá estarão presentes. Para tanto, contamos com o apoio de todos para esta participação da JUFRA, que é vista com olhar bastante significativo por parte da Presidência do CIOFS.

7. A Missa será às 12 horas, portanto o encontro deve terminar ao menos 30 minutos antes, para que todos possam se acomodar na Basílica para a celebração. Avisamos desde já, que aos capitulares está reservado um lugar à frente, pois todos estarão em Aparecida pela primeira vez e talvez única vez. Eles sairão do encontro uma hora antes para ocupar o lugar que lhes foi destinado. Pedimos a todos que recomendem aos irmãos e irmãs que evitem o tumulto, a correria e dêem exemplo de civilidade e cortesia franciscana neste momento, permanecendo no local do encontro até às 11.30, quando a Presidência deixará o local para preparar-se para a entrada na Basílica. 

8. Lembramos que as contribuições para o Capítulo Geral podem ser feitas em nome de: ORDEM FRANCISCANA SECULAR DO BRASIL – BANCO BRADESCO S/A – Ag. 0156/2 – Nações Unidas – Conta corrente 197.774-1.
Ao depositar, por favor envie o comprovante ou comunique por e-mail para: Rosalvo Gonçalves Mota – e-mail: rosalvom@uol.com.br
Endereço postal: R. Maria Figueiredo, 618 – apto. 164 - Paraiso
CEP 04002-003 – São Paulo – SP.

Fonte: http://ofs.org.br/XIII/info.php

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