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domingo, 21 de agosto de 2011

Vida Consagrada

Bento XVI constatou que «são necessárias opções valentes, pessoais e comunitárias», para redescobrir e mostrar a beleza do seguimento de Cristo na vida consagrada.
Foi o desafio que propôs nesta segunda-feira ao receber em audiência na Sala Paulo VI aos superiores e superioras gerais dos institutos de vida consagrada e sociedades de vida apostólica.
Seu discurso se converteu em uma análise de alguns dos desafios fundamentais que deve enfrentar a vida consagrada nestes momentos nos quais, em algumas partes do planeta, se experimenta uma falta de recambio geracional (Cf. Vida religiosa: evolução desigual por continentes nos últimos cinco lustros).
O encontro deu também a oportunidade ao Papa para manifestar sua estima pelos religiosos, em particular a «todos que estão em dificuldade, aos anciãos e enfermos, a quem está passando momentos de crise e solidão, a quem sofre e se sente perdido» ou a quem toca às portas de uma família religiosa para «entregar-se a Jesus Cristo, na radicalidade do Evangelho».
«Os consagrados e as consagradas têm hoje a tarefa de ser testemunhas da transfiguradora presença de Deus em um mundo cada vez mais desorientado e confuso, um mundo no qual os matizes substituíram as cores sumamente claras e destacadas», declarou.
Nesse sentido, reconheceu que «a vida consagrada nos últimos anos voltou a ser compreendida com um espírito mais evangélico, mais eclesial e mais apostólico; mas não podemos ignorar que algumas opções concretas não ofereceram ao mundo o rosto autêntico e vivificante de Cristo».
De fato, constatou, «a cultura secularizada penetrou na mente e no coração de não poucos consagrados, que vêem nela uma forma de acesso à modernidade e de aproximação do mundo contemporâneo».
A conseqüência, indicou, «é que junto com um indubitável impulso generoso, capaz de testemunho e de entrega total, a vida consagrada experimenta hoje a insídia da mediocridade, do aburguesamento e da mentalidade consumista».
«O Senhor quer homens e mulheres livres, que não estejam condicionados, capazes de abandonar tudo para encontrar só nEle seu tudo», indicou o Santo Padre.
«São necessárias opções valentes, a nível pessoal e comunitário, que imprimam uma nova disciplina à vida das pessoas consagradas e as levem a redescobrir a dimensão integral do seguimento de Cristo», assegurou.
O pontífice declarou que «pertencer ao Senhor» «é a missão dos homens e mulheres que optaram por seguir Cristo casto, pobre e obediente, para que o mundo creia e se salve».
Para isso, aconselhou-lhes, entre outras coisas, alimentar-se diariamente com a oração – «íntimo colóquio da alma consagrada com o Esposo divino» e com a «cotidiana participação no mistério inefável da divina Eucaristia, na qual se faz presente constantemente Cristo ressuscitado na realidade de sua carne».
Pelo que se refere ao voto de castidade que fazem os religiosos, o Papa explicou que «não se pode enquadrar na lógica deste mundo». De fato, constatou citando Jesus no Evangelho de Mateus (19, 11-12), «é o paradoxo cristão mais “irracional” e não todos podem compreendê-lo e vivê-lo».






Fonte: ZENIT

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