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sexta-feira, 15 de julho de 2011

São Boaventura e a Eucaristia

São Boaventura, quando jovem estudante, assistia à Santa Missa com extraordinária devoção. Tendo, em certa ocasião, inflamado seu ânimo em desejos de receber a Jesus Sacramentado, depois que o celebrante partiu a sagrada Hóstia viu-se descer do alto um Anjo que, tomando um dos fragmentos que estavam sobre a patena, o deu a São Boaventura para que comungasse. Todos os presentes foram testemunha do milagre.
Muitos anos depois, sendo já Bispo e Cardeal da Santa Igreja, encontrando-se no leito de morte, viu-se impossibilitado de comungar por causa de contínuos vômitos, e suplicou que lhe levassem o Santíssimo Sacramento para que ao menos O pudesse adorar e morrer em sua presença.
Seu desejo foi atendido pelos que o assistiam, e o moribundo pediu então que aproximassem de seu peito a âmbula contendo as Hóstias consagradas. Quando isso foi feito, todos os presentes viram aparecer um Anjo que tocou o peito de São Boaventura, abrindo-o, e em seguida tomou uma Hóstia na âmbula e a introduziu no seu coração.
A abertura fechou-se imediatamente por si mesma, e o divino Jesus cumulou com inefáveis consolos o seu amado servo Boaventura, que dormiu placidamente o sono dos justos no dia 14 de julho de 1274. (Baronius, Annales Ecclesiastici – Ughelli, Ital. Sacra.)
São Boaventura ingressou aos 17 anos na Ordem franciscana. Foi uma das mais poderosas inteligências de seu tempo e de toda a História da Igreja. Foi amigo e companheiro de lutas do dominicano São Tomás de Aquino. Tiveram ambos carreiras paralelas, juntos combateram os erros de doutores de Paris inimigos das Ordens mendicantes, e faleceram ambos ainda relativamente jovens, no mesmo ano de 1274. São Boaventura teve, diferentemente de São Tomás, uma vida muito ativa que não lhe permitiu dedicar todo o seu tempo ao estudo. Além de superior geral de sua Ordem, foi bispo e cardeal. É cognominado o Doutor Seráfico. Quando chegaram os emissários do Papa Gregório X para entregar o chapéu de cardeal a Frei Boaventura, então superior geral da Ordem franciscana e mestre respeitado em toda a Europa, encontraram-no na cozinha do convento, despretensiosamente ocupado em lavar louça.

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