Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

domingo, 31 de julho de 2011

No dia 2 de Agosto a Igreja celebra a festa de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, a “Festa do Perdão” de Assis.
Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é nascer de novo, pelo Espírito do Senhor.
– Foi nesta igrejinha que o jovem Francisco, procurando descobrir a vontade do Senhor a seu respeito, escutou o Evangelho, pediu ao sacerdote que lho explicasse e, exultando de alegria, exclamou: “Isto mesmo eu quero, isto peço, isto anseio poder realizar com todo o coração”. E, passando da vida eremítica, dedicou-se ao anúncio itinerante da Palavra de Deus entre o povo.
» Na procura de um sentido para a tua vida, escuta a Palavra do Senhor. Nela encontrarás a missão que te há-de fazer feliz!
Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é descobrir uma “geografia da salvação”, marcada por espaços e lugares que constituem especiais manifestações do Senhor.
– Foi nesta igrejinha que Francisco, embora sabendo que o Reino de Deus se encontra por todos os lugares da terra, e que a graça do Senhor pode ser dada em todos os lugares, foi saboreando aqui uma especial presença e graça do Deus da sua aventura evangélica e missionária. Por isso, repetia: “Meus filhos, tende cuidado em nunca abandonar este lugar. Se dele vos expulsarem por uma porta, entrai logo por outra, porque este lugar é verdadeiramente santo; é a casa de Cristo e da Virgem sua Mãe”.
» Na tua peregrinação sobre a terra, vai marcando alguns lugares como especiais no teu encontro com o Deus da História, a começar pelo santuário do teu coração.
Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é encontrar-se com Maria, rodeada de Anjos, mas tendo na fidelidade ao Evangelho a bússola das grandes opções.
– Foi nesta igrejinha que Francisco, zeloso pelo seu privilégio de ser pobre, responde a um irmão: “Se não vês outra maneira de prover ás necessidades dos irmãos, vai ao altar da Virgem e despoja-o dos seus ornamentos. Acredita, a Senhora há-de comprazer-se mais em ver despojado o seu altar para podermos observar o Evangelho do seu Filho, do que ver adornado o altar e desprezado a Ele”.
» Em caso de conflito entre devoções e fidelidade ao Senhor, não hesites: só o Evangelho te levará a construir a vida sobre a rocha firme da Palavra de Deus!
Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é saber-se abraçado pela ternura misericordiosa do Pai.
– Foi nesta igrejinha que Francisco, pensando com amargura nos anos e pecados do passado, sentiu a alegria do Espírito Santo e a certeza de que estava totalmente perdoado. Por isso, pediu ao senhor Papa que todos os que entrassem nesta igrejinha, como devotos peregrinos e penitentes, participassem desta “graça do Perdão”.
» Quando sentires o peso do pecado e do conflito interior, acredita que a misericórdia do Pai, o abraço de Cristo e a ternura do Espírito são mais fortes e mais belos que todos os pecados do mundo.
Entrar na Porciúncula, com Francisco de Assis, é abrir os braços e acolher cada pessoa como irmão.
– Foi nesta igrejinha que o Papa João Paulo II, seguindo os passos do Poverello de Assis, reuniu há 20 anos e pela primeira na história da Humanidade, os líderes das grandes religiões do Mundo para orar e jejuar pela Paz.
» No teu meio ambiente, sê um instrumento da Paz, do Diálogo e do Espírito de Assis

sexta-feira, 15 de julho de 2011

São Boaventura e a Eucaristia

São Boaventura, quando jovem estudante, assistia à Santa Missa com extraordinária devoção. Tendo, em certa ocasião, inflamado seu ânimo em desejos de receber a Jesus Sacramentado, depois que o celebrante partiu a sagrada Hóstia viu-se descer do alto um Anjo que, tomando um dos fragmentos que estavam sobre a patena, o deu a São Boaventura para que comungasse. Todos os presentes foram testemunha do milagre.
Muitos anos depois, sendo já Bispo e Cardeal da Santa Igreja, encontrando-se no leito de morte, viu-se impossibilitado de comungar por causa de contínuos vômitos, e suplicou que lhe levassem o Santíssimo Sacramento para que ao menos O pudesse adorar e morrer em sua presença.
Seu desejo foi atendido pelos que o assistiam, e o moribundo pediu então que aproximassem de seu peito a âmbula contendo as Hóstias consagradas. Quando isso foi feito, todos os presentes viram aparecer um Anjo que tocou o peito de São Boaventura, abrindo-o, e em seguida tomou uma Hóstia na âmbula e a introduziu no seu coração.
A abertura fechou-se imediatamente por si mesma, e o divino Jesus cumulou com inefáveis consolos o seu amado servo Boaventura, que dormiu placidamente o sono dos justos no dia 14 de julho de 1274. (Baronius, Annales Ecclesiastici – Ughelli, Ital. Sacra.)
São Boaventura ingressou aos 17 anos na Ordem franciscana. Foi uma das mais poderosas inteligências de seu tempo e de toda a História da Igreja. Foi amigo e companheiro de lutas do dominicano São Tomás de Aquino. Tiveram ambos carreiras paralelas, juntos combateram os erros de doutores de Paris inimigos das Ordens mendicantes, e faleceram ambos ainda relativamente jovens, no mesmo ano de 1274. São Boaventura teve, diferentemente de São Tomás, uma vida muito ativa que não lhe permitiu dedicar todo o seu tempo ao estudo. Além de superior geral de sua Ordem, foi bispo e cardeal. É cognominado o Doutor Seráfico. Quando chegaram os emissários do Papa Gregório X para entregar o chapéu de cardeal a Frei Boaventura, então superior geral da Ordem franciscana e mestre respeitado em toda a Europa, encontraram-no na cozinha do convento, despretensiosamente ocupado em lavar louça.

terça-feira, 12 de julho de 2011

350 anos da morte de São José de Cupertino

Em 27 de junho de 2011, às 20h30 horas, no castelo de Cupertino (sul da Itália), foi oficialmente anunciado o início das comemorações do aniversário de 350 anos da morte de São José de Cupertino (1663 - 2013) e a abertura das celebrações comemorativas.

O evento será realizado pelos Frades Menores Conventuais da Puglia, especialmente nos santuários de San Giuseppe da Copertino e Santa Maria della Grottella. Entre as diversas intervenções, falaram: Frei Giuseppe Piemontese, Guardião do Sacro Convento de Assis e Frei Giancarlo Corsini, ministro provincial das Marcas. Finalmente foi abençoado o logotipo do aniversário de 350 anos, desenhado pelo mestre Giuseppe Afrune, Dom Domenico Caliandro, bispo da Diocese de Naro-Gallipoli e terminou com o anúncio do Frei Michele Pellegrini, ministro provincial da Puglia.

No dia 17 de junho de 1603, nasceu, no reino de Nápoles, na aldeia de Copertino, um menino de nome José. Era o filho mais novo da família Desa, cujo pai, um pobre carpinteiro, mal conseguia sustentar a família. Ele veio ao mundo num pequeno estábulo, onde permaneceu nos primeiros meses de vida, porque o pai, endividado, teve de vender o pouco que possuíam.

Já naquela época os desníveis sociais geravam miséria, insegurança e sofrimento, impedindo que filhos de famílias pobres estudassem e desenvolvessem sua cultura e inteligência. Mas, apesar de iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa. Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as agruras da miséria, como ele.

Quando completou dezessete anos, estava determinado a tornar-se frade. Mas até os capuchinhos que o haviam aceitado como irmão leigo fizeram-no devolver o hábito, por causa da sua grande confusão mental. Isso causou a José um sofrimento muito grande. Mas não desistiu. Finalmente, foi aceito no Convento de Grotella, pelos Frades Menores, que o acolheram e lhe deram uma tarefa simples: cuidar de uma mula.

Mesmo renegado, estava determinado a ser sacerdote. Foi então que as graças divinas começaram a intervir na sua vida. Apesar da dificuldade que tinha em estudar, milagrosamente saía-se muito bem nas provas para tornar-se sacerdote. Desde então, começaram a aparecer sinais de predileção divina e fenômenos que atestavam sua santidade interior, presenciados pela comunidade de fiéis e irmãos da Ordem. Eram manifestações extraordinárias, como, por exemplo, curas totalmente milagrosas de doentes de todos os tipos de enfermidades. Ainda: em êxtases de oração, caminhava pela igreja sem colocar os pés no chão e, sem tomar nenhum cuidado com o corpo, exalava um fino e delicado odor. Por tudo isso, já era venerado em vida como santo.

Outro fato relevante na vida de José de Copertino é que, apesar de quase não ter nenhum estudo teológico, tinha o dom da ciência e era consultado por teólogos a respeito de questões delicadas. Espantosamente, tinha sempre respostas sábias e claras. Com isso, José conquistou a glória máxima e, mesmo sendo considerado o frade mais ignorante de toda a Ordem franciscana, sua fama de bom cristão, seu comportamento peculiar e seus milagres chegoaram a Roma. O papa Urbano VIII convocou-o e recebeu-o com as honras de que era merecedor. Talvez esse tenha sido um dos dias mais felizes na vida de José de Copertino.

Em 1628, foi ordenado sacerdote. José de Copertino mergulhou tão profundamente nas coisas de Deus que acabou se tornando um conselheiro de padres, bispos, cardeais, chefes de Estado e religiosos em geral. Todos o procuravam. E ele os atendia com paciência, humildade e sabedoria, indicando-lhes a luz de que necessitavam.

José de Copertino morreu aos sessenta anos de idade, no dia 18 de setembro de 1663, no Convento de Osímo, Itália. O local, que se tornara um ponto de peregrinação com ele ainda vivo, tornou-se, imediatamente, um santuário a ele dedicado. Festejado liturgicamente no dia de sua morte, este singular frade franciscano é considerado pelos estudiosos como "o santo mais simpático da hagiografia católica".

Os freqüentes êxtases espirituais, que lhe permitiam "voar" literalmente pela igreja, fizeram de são José de Copertino o padroeiro dos aviadores e pára-quedistas. Também, devido à sua determinação diante das numerosas dificuldades encontradas nos estudos e exames de seleção, é considerado o santo padroeiro dos estudantes que se encontram nessa condição, anualmente.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Pobre da cruz.

Só chegaremos a ser pobres como Cristo quando chegarmos a partilhar sua cruz. Quando nos alegrarmos nos nossos sofrimentos porque eles estão diminuindo os sofrimentos de nossos irmãos.

Não basta sermos donos do Reino por usufruirmos tudo sem reter coisa alguma. Além de partilhar com nossos irmãos o bem que nos vem de Deus, temos que partilhar o mal que vem deles mesmos, de nós mesmos.

Vivemos em um mundo cheio de maravilhas de Deus, na natureza e nas pessoas. Mas também vivemos entre pessoas e dentro de uma natureza marcada pêlos pecados dos homens.

O bem, além de assimilado, tem que ser também reconquistado, e nessa reconquista só conseguem vitórias os que aceitam e assimilam também as derrotas passadas, pessoais ou de sua fraternidade: a humanidade.

Temos que chegar a descobrir a alegria de partilhar a carência e a dor para chegarmos à alegria de partilhar o bem da fraternidade e o bem de Deus.

Só quem entende a aceitação e até a busca da dor - pelo amor ao outro - entenderá a pobreza do Crucificado.

Só quem chegar à pobreza do Crucificado poderá começar a ressuscitar o que estiver morto em si mesmo, nos outros e no mundo.

Para chegarmos à pobreza, temos que chegar à disponibilidade da vítima por escolha consciente.

Extraído do livro "Dona Pobreza", de Frei José Carlos Corrêa Pedroso, Editora Vozes.

domingo, 3 de julho de 2011

São Pedro e São Paulo

A festa de São Pedro Apóstolo, no dia 29 de junho, representa uma boa ocasião para re-visitar e contemplar essa figura ímpar, à qual o Novo Testamento dá lugar de destaque: Simão bar Jonas, ou Simão filho de João, pescador que teve seu nome mudado pelo carpinteiro Galileu que fazia milagres e seduzia multidões. “Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.
Assim reportam os evangelhos sinóticos as palavras de Jesus de Nazaré a Simão, filho de João, que o confessara como Messias e Filho de Deus quando perguntado pela identidade do Mestre que seguia com paixão. Recebendo um nome e uma missão maiores que ele mesmo, Simão Pedro estará à frente do grupo de seguidores do Nazareno crucificado e fará a primeira interpretação pública de sua ressurreição no evento de Pentecostes.
Até chegar ali, o itinerário de Simão foi tudo menos tranquilo. Em um dia aziago de pesca inexistente, ele já guardava suas redes quando aquele Homem irrompeu em sua vida e subiu em seu barco. A abundância da pescaria, que antes se negava a suas mãos experientes e calosas, perfurou-lhe os olhos e o espírito, fazendo-o prostrar-se e reconhecer-se indigno daquele sinal. O Galileu de olhos e palavra irresistíveis prometera fazê-lo pescador de homens. E Pedro deixara para trás seu meio de vida, sua família, para segui-lo em seu caminho errante e perigoso.
Quanto amava aquele Mestre desconcertante e sempre imprevisível! Mas ao mesmo tempo quanto ele o deixava perplexo e mesmo indignado às vezes. Pois, não haviam ele e os outros deixado tudo para segui-lo? E não receberiam nada em troca? Não estavam dispostos a protegê-lo e cuidar sua vida? Então, por que ele se expunha daquela maneira e a todos que o acompanhavam? E Pedro perguntava sem cessar e se agitava, mas quando Jesus serenamente lhe abria a porta de saída, a fim de deixá-lo livre para afastar-se, era obrigado a confessar que não podia fazê-lo, pois só dos lábios do Mestre saíam as palavras da verdadeira vida.
Quando o cerco apertou em torno do Mestre, Simão Pedro fez bravatas, puxou espada, cortou orelhas de soldado e teve que ser repreendido por Aquele que, traído, não retribuía violência com violência. Mas quando o levaram teve medo, muito medo. E perguntado se o conhecia, negou. Traiu uma, duas, três vezes o Mestre amado para depois chorar amargamente de arrependimento. Escondeu-se apavorado quando Jesus morreu junto com outros. E só a fala exaltada das mulheres, que afirmavam ter visto Jesus vivo, convenceu-o a sair de casa e conferir o túmulo vazio, recebendo depois a visita do Ressuscitado em pessoa.
De frágil e medroso, Pedro passou a ser o corajoso líder do grupo sempre mais numeroso de homens e mulheres que espalhavam pelo mundo a Boa Notícia da vitória de Jesus sobre a morte. Interrogado pelo próprio Ressuscitado sobre seu amor, foi-lhe dada a chance de declarar por três vezes seu amor incondicional ao mesmo Jesus que antes por três vezes negara. A este homem instável e tão enternecedoramente humano Jesus confiou sua Igreja, seu amado rebanho mandando que dele cuidasse e a ele apascentasse.
A isso Pedro dedicou o resto de sua vida. Pescador de homens e timoneiro da barca do Senhor, singrou resoluta e valentemente os perigosos caminhos dos começos do cristianismo, quando o anúncio da Boa Nova e o testemunho de Jesus significavam ameaça, prisão e morte certa.
pescador convertido em apóstolo não escapou ao destino de tantos irmãos e irmãs de fé. Morreu crucificado em Roma, seguidor fiel do Mestre por quem – depois de tantas idas, vindas e descaminhos – finalmente entregou sua vida sem retorno. Seus sucessores à frente do rebanho de Jesus Cristo foram, ao longo da história, chamados ao mesmo ofício de anunciar a Boa Notícia e zelar sobre a comunidade dos seguidores de Jesus. Também a eles foi e é pedida a fidelidade radical e o testemunho de amor total diante das ovelhas que devem apascentar e frente a um mundo muitas vezes hostil à mensagem do Evangelho. Como Pedro, frágeis, nem sempre fiéis, tantas vezes temerosos, os Papas foram e são chamados a assumir a missão que os ultrapassa: estar à frente do rebanho do Senhor e ser sinais visíveis de sua presença em meio ao mundo. A figura do pescador impulsivo e radical os inspira e encoraja. Como ele, confiam na promessa do próprio Senhor de que não deixará as portas do Inferno prevalecerem sobre sua Igreja.

Maria Clara Lucchetti Bingemer, professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio, é autora de 'Deus amor: Graça que habita em nós' (Editora Paulinas), entre outros livros

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Coração de Jesus

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus consiste primariamente na consideração e aceitação da inexaurível fonte de misericórdia e de amor de Deus por nós através do coração trespassado de Cristo.
O Sagrado Coração de Jesus simboliza o amor de Deus por nós de maneira humana, concreta, profunda e atrativa.
Esta devoção nasceu primeiramente no século XII.
Enquanto os teólogos, como S. Boaventura, deram o nome a esta devoção, ela foi propagada primariamente através das experiências e dos escritos dos místicos, como Santa Matilde de Madburgo, Santa Juliana da Noruega, Santa Catarina de Sena, a beata Angela de Foligno.No século XVII teve um grande incremento e muita popularidade e foi objeto de uma especial devoção.
Tanto S. Francisco de Sales como S. João Eudes, foram os grandes promotores.
A religiosa Visitandina Santa Margarida Maria Alacoque teve visões especiais do Sagrado Coração de Jesus em (1673-1675) em Paray-le-Monial e recebeu um conjunto de 12 promessas que viriam a ter uma grande influência na devoção popular católica ao Sagrado Coração de Jesus.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi, na verdade, um meio providencial para a renovação da vida cristã.
O Protestantismo no século XVI e o Jansenismo no século XVII haviam, com efeito, desfigurado uma das verdades essenciais do Cristianismo, o amor de Deus para com todos os homens.
Tornava-se, por isso, necessário que o Espírito de amor, que dirige a Igreja, encontrasse um meio, que permitisse à Esposa de Cristo impedir a infiltração da heresia.
E a devoção ao Coração de Cristo foi esse meio providencial, pelo qual o Povo de Deus reagiu contra a concepção excessivamente rigorista das relações entre Deus e o homem - concepção que, levada às suas últimas conseqüências, seria o renascer da idéia pagã de um Deus vingador e, portanto, a anulação da história da salvação e da incessante misericórdia divina.
Liturgicamente, a observância da festa do Sagrado Coração de Jesus foi autorizada pela Igreja em 1765 pelo papa Clemente XIII e, a partir daí, difundida pelos papas Pio IX, Leão XIII, e Pio XI.
Em 1856 Pio IX (1846-1878) estendeu a festa do Sagrado Coração de Jesus a toda a Igreja.
Em 16 de Junho de 1875, consagrou o mundo católico ao Sagrado Coração de Jesus.
Em 1928 Pio XI (1922-1939), definiu a festa do Sagrado Coração como a característica do seu tempo.
Em resposta às visões da irmã Droste-Vishering, e seguindo o exemplo do seu antecessor, Leão XIII, no Ano Jubilar de 1900, consagrou de novo a raça humana ao Sagrado Coração de Jesus.
- Depois da reforma Litúrgica do Concílio Vaticano II a festa do Sagrado Coração de Jesus começou a ser celebrada como Solenidade na Sexta-Feira da segunda semana depois do Pentecostes.

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