Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

CONVocações: junho de 2011/ Santo Antônio

Pede Logo a Santo Antônio!


Estimado(a) Amigo(a) espiritual,

Que o Senhor te dê a Paz!
Chegamos ao mês de junho. Já estamos na metade do ano. Entramos em um tempo propício para refletirmos acerca do modo como estamos direcionando e conduzindo as nossas vidas. É um bom momento para reavaliarmos os nossos projetos para este ano de 2011 e aproveitarmos para dar um novo impulso na caminhada, com a graça de Deus, a fim de que neste último semestre do ano possamos concretizar em Deus tudo aquilo que sonhamos e desejamos para 2011. Corramos, pois, ainda temos tempo para finalizar bem este ano.
Este mês de junho é repleto de comemorações na nossa Igreja. As ruas de nossas cidades se enfeitam para a passagem do Santíssimo Corpo do Senhor, em nosso meio, na festa de Corpus Christi, que este ano será realizada no próximo dia 23.
Junho é também o mês do Sagrado Coração de Jesus que terá a sua festa realizada no dia 11 deste mês, na primeira sexta–feira após a festa da Ascensão do Senhor.
Não podemos deixar de mencionar os santos responsáveis pelas tradicionais festas juninas, onde o povo das nossas roças e cidades se reúne para celebrar a vida: São Pedro, São João e, nosso santo confrade, Santo Antônio.
É acerca da vida deste último santo que nós da Equipe do Convocações queremos falar um pouco.
Fernando de Bulhões, o futuro santo Antônio, nasceu em uma família nobre da cidade de Lisboa no dia 15 de agosto de 1195. Ainda jovem, com apenas 15 anos, ficou fascinado pela vida Consagrada e entrou para a abadia de São Vicente, que pertencia à Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. E, pouco tempo depois foi transferido para o mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, capital do reino na época. Neste convento ele foi ordenado sacerdote aos 25 anos. Contudo a vida do santo sofre uma reviravolta quando se encontrou com cinco frades franciscanos que se hospedaram por pouco tempo em seu mosteiro, enquanto se dirigiam para Marrocos a fim de pregar para os sarracenos. O sacerdote agostiniano ficou impressionado com a simplicidade e coragem daqueles frades que pouco tempo depois voltariam ao mesmo mosteiro, num comemorativo cortejo fúnebre devido ao martírio deles entre os infiéis. Essa cena encheu o coração do cônego Fernando de zelo, de tal modo que o desejo do martírio ficou impresso em sua alma, fazendo-o pedir para ingressar na recém criada ordem franciscana. Nesta família religiosa o jovem padre é admitido e passa a chamar-se Antônio, nome que significa retumbante, estrondoso. O santo recebe o mesmo nome do santo padroeiro do convento dos frades em Coimbra.
Em 1220, frei Antônio tentou ir para Marrocos com o intuito de realizar seu sonho missionário. Porém, uma doença o faz desistir de tal empreendimento e acaba por levar o santo à Itália, onde no ano de 1221 ele participa do Capítulo Geral dos frades e conhece São Francisco. Após o capítulo o santo vai morar no Eremitério de Monte-Paolo, onde cuidava da horta e da cozinha, até que por ocasião de uma ordenação sacerdotal o dom da pregação de frei Antônio é exposto para o povo de tal modo que a sua voz jamais silenciou.
Santo Antônio destacou-se pela sua pregação e pelo seu amor e cuidado para com os pobres e sofredores. Não é a toa que ainda hoje o povo sofredor o invoca em suas dificuldades, pois sabe que tem em Santo Antônio um grande defensor. Rezemos durante este mês de junho o Responsório de Santo Antônio e não deixemos de participar da missa no dia 13 de junho.
Queremos também explicar como funciona o nosso serviço de celebração de missas na intenção dos nossos benfeitores. Mais uma vez, estamos enviando-lhe, junto a esta carta, uma ficha de inscrição para intenção mensal. Esta ficha deve ser preenchida de um lado com os seus dados pessoais e do outro com as intenções pelas quais o(a) senhor(a) quer que rezemos este mês. Após ser preenchida, esta ficha deve ser enviada de volta para nós, no mesmo endereço que está na última página do folder e no remetente da carta. Assim, poderemos rezar por todas as suas intenções.
Por fim, gostaríamos de pedir-lhe que não deixe de nos ajudar, pois, mais do que nunca, precisamos do seu apoio para que o nosso projeto de construir um mundo de Paz e Bem não venha a morrer.




Responsório de Santo Antônio


Se milagres tu procuras.

Pede logo a Santo Antônio.

Fogem dele as desventuras.

Erros males e o demônio.

Torna manso o iroso mar.

Das prisões quebra as correntes.

Bens perdidos faz achar.

E dá saúde aos doentes.

Aflições perigos cedem.

Ante a sua intercessão.

Dons recebem se lhos pedem.

O mancebo e o ancião.

Em qualquer necessidade.

Presta auxílio soberano.

De sua alta caridade.

Fale a voz dos paduanos.

Glória seja dada ao Pai.

E ao Filho nosso bem.

E ao Espírito Santo.

Por séculos sem fim.

Amém.

Aniversariantes do mês de Junho:
01/06 DELCIA HELENA PINTO DOS SANTOS
02/06 KÁTIA MARIA BARCELOS
07/06 MARIA ADÉLIA DE ANDRADE
08/06 MARIA LUCIA FONTAN PEREIRA
11/06 NOÉZIA MARIA SABINO
12/06 ALBINO VIANA ARRIPIA
17/06 ANA MARIA DA COSTA
18/06 BENILCE ABREU DOS SANTOS
18/06 DIRCE DUARTE MARIANO PAULINO
18/06 PAULO RENATO REIS

20/06 LUZIA MARIA RAMOS PEÇANHA
24/06 JOÃO AURÉLIO GUEDES MARTINS
25/06 TERESA LÚCIA M. Z. BITTENCOURT
26/06 ELISA CAVRARI DE ALMEIDA
26/06 TERESINHA DA SILVA PEZZINO
27/06 JOSÉ NORBERTO SIMÕES MORAES
27/06 IRIDAN RODRIGUES DA SILVA
29/06 LULCELENA SILVA
30/06 EDNA ROSA BROZACO



Benção de Santo Antônio:
Eis a cruz + do Senhor,


Fugi, inimigos todos!

Venceu o Leão de Judá,

a Raiz de Davi, Aleluia.

Que o Senhor Te abençoe.

Pai e Filho e Espírito Santo. Amém








MUITO OBRIGADO!!!
Que o Senhor te recompense!!!

sábado, 21 de maio de 2011

BEATA IRMÃ DULCE

Por: † Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Rio de Janeiro, 21 mai (RV) - No próximo domingo, 5º da Páscoa, a Igreja no Brasil terá a grande alegria de ver subir às honras dos altares, como Beata ou Bem-Aventurada, aquela que já em vida foi cognominada o “anjo bom da Bahia” – a Irmã Dulce –, amiga e companheira dos pobres e desvalidos. Seu itinerário de santidade, no qual a Igreja reconhece as suas virtudes heróicas, é um caminho marcado humana e naturalmente por incompreensões de tantos, mas que, sobrenaturalmente, foi capaz de tocar os corações endurecidos, para que na meiguice de quem pedia não se deixasse faltar o essencial aos mais pobres, ensinando a todos a partilhar, mesmo o pouco que tinham.A data coincide com a Memória de Santa Rita que, como cai no domingo, neste ano não é celebrada, mas nos mostra também outra mulher forte que em outra época e situação viveu a fé e é sinal até hoje da providência de Deus em sua vida.

Em nossa mudança cultural, a mídia utilizou o termo “beata” de uma maneira imprópria e, em nosso linguajar comum, acabamos acolhendo esse tipo de interpretação que, inclusive, está em nossos dicionários. Cabe a nós restaurarmos o verdadeiro uso da palavra e valorizá-la. Muitos vocábulos importantes já foram deturpados em nossa língua. Que a Beata Irmã Dulce interceda por nós para que consigamos anunciar o Evangelho e levar as pessoas a fazer da nossa cultura uma cultura de valores humanos e cristãos que ajudem a transformar esta situação de violência, corrupção, medo, destruição e divisão que ora ocorre.

A constituição pastoral Lumen gentium do Concílio Ecumênico Vaticano II recorda, em seu quinto capítulo, a vocação universal à santidade, ou seja, ser santo é o caminho que todo aquele que renasce pela água do batismo deve percorrer. O Beato João Paulo II, quando em sua visita ao Brasil, disse que o Brasil precisava de Santos. Eles existem, não é a Igreja que os “fabrica”, mas apenas constata com um processo minucioso a vida e as virtudes daqueles e daquelas que o povo já tem em conta de “santos”. E vai muito mais além, para a beatificação e canonização supõe também um milagre por intercessão e da invocação do nome de quem pedimos a Deus. Milagre esse comprovado por médicos e cientistas, demonstrando que não tem outra explicação que não seja uma intervenção especial. Quando professamos a nossa fé, pronunciamos que acreditamos na Igreja Santa, ou seja, a santidade é uma nota teológica na Igreja, mesmo sabendo que, embora santa, ela possui em seu seio membros pecadores que são continuamente chamados à conversão.

Temos uma beata muito perto de nós, uma brasileira como nós, que escolhendo radicalmente a Cristo, percebeu, no quotidiano de sua missão, a singular presença que Ele manifestava naqueles que não tinham nome, nem muitas vezes propriamente um rosto para a sociedade. Acredito que em nossas comunidades existam muitas outras pessoas, homens e mulheres, jovens e adultos, crianças e idosos, leigos e consagrados, que viveram uma vida heróica e poderiam ser colocados como exemplos de vida para todos nós.
O Beato João Paulo II nos recordou que “santo é aquele que faz de modo extraordinário, as coisas ordinárias”; nesse contexto, sem dúvida, pode ser inserida a vida daquela que dentro em breve, por sua santidade, não será simplesmente o anjo bom da Bahia, mas o anjo bom do Brasil.

Ir. Dulce fez, de modo extraordinário, aquilo que cada cristão deve fazer ordinariamente, ou seja, no cotidiano, no dia a dia: exercer a caridade, fazer-se oferta pelo outro, ver no outro a presença do Cristo Ressuscitado, sobretudo daqueles que mais sofrem e que estão à margem, dando-lhes a certeza de que possuem sua dignidade e que Deus lhes manifestará com predileção o seu amor, pois vem em socorro dos que são pobres e oprimidos.

Tirar o pobre da sua mais profunda miséria dos bens materiais, daquele mais básico, da fome, foi aquilo que fez o “anjo bom do Brasil”, sem que tivesse, entretanto, bens matérias, nunca deixou de acreditar na Providência Divina, que jamais lhe faltou, pois nela confiava, e quando a ela rogava tudo lhe chegava, mesmo o pouco, pois mesmo isso, diante de Deus é muito, nunca acumulando, mas partilhando e fazendo multiplicar para salvar a fome de tantos.

A razão principal de sua ação foi justamente o seu encontro com Jesus, o Cristo Senhor Ressuscitado, que deu sentido a toda a sua vida e trabalho. O segredo de uma vida doada aos irmãos tem sempre como centro o Cristo. Aberta à ação do Espírito Santo, a nossa querida Ir. Dulce deixou-se conduzir pelos caminhos da fraternidade e, mesmo em dificuldades econômicas extremas, demonstrou a providência de Deus atuando e agindo. Neste tempo de tantos questionamentos sobre os valores cristãos, a sua vida é uma demonstração daquilo que um cristão, com a graça de Deus, consegue amenizar da pobreza e da dor humana. A Igreja, através de seus santos e santos, dá uma resposta ao mundo de como a vida de santidade e a busca de Deus, seguindo a Cristo e vivendo a Sua Palavra, não só transforma os corações, mas faz da pessoa um sinal de paz e de vida para os seus irmãos e irmãs. E tudo isso é dom, é graça do Senhor.

Preocupar-se com os que estão à margem e comprometer-se com a necessidade de mudança, em um país como o nosso, com tantas dádivas de Deus, não poderíamos ter pessoas que passam fome se houvesse uma justiça mais distributiva, que nasce da capacidade de por em comum os bens que a todos pertencem. Se uma pobre como a Irmã Dulce pôde fazer tantas coisas para tantos, como não poderia ser diferente o nosso país se todos tivessem a mesma disponibilidade de pensar no seu irmão com responsabilidade, e assim multiplicar os dons que Deus nos concede.

Cuidar do pobre e do faminto, como fazia a Irmã Dulce, não é um convivente para que nesse estado de miséria esses se mantenham, é conduzi-los à sua dignidade de Filhos de Deus, dando-lhes a certeza de que os bens desse mundo são transitórios, efêmeros, e que não é da vontade Dele que homens e mulheres morram de fome, não tenham onde morar.

Sabemos que a ação social para as pessoas necessitadas precisa resolver com urgência a fome, e por isso parece como se fosse apenas assistencialista, mas sabemos que esse primeiro passo leva à formação e questiona a transformação social, econômica e política. A consciência dos cristãos leva-os a se comprometerem com o “mundo novo”, onde reine a presença de Deus que conduz à paz e à vida em plenitude. Os que questionam a assistência aos pobres também não aceitam quando reclamamos das injustiças e da necessária mudança social. Os Santos e Santas fazem tudo isso com uma vida de simplicidade e virtudes, sendo sinal de contradição para o seu tempo.

A Igreja do Rio de Janeiro se une à Igreja Mãe de São Salvador da Bahia na ação de graças pela beatificação da mulher que cuidou dos mais pobres. Cumprimento Excelentíssimo Senhor Arcebispo, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ, e o Legado Pontifício, Sua Eminência Geraldo Majela, Cardeal da Santa Igreja Romana, Agnelo, pela alegria eclesial que proporcionam ao povo da Bahia e do Brasil pela santidade da fidelidade e do serviço da religiosa elevada às glórias dos altares.

Que interceda por nós o “anjo bom do Brasil”, a bem-aventurada Irmã Dulce, para que todos, desde os mais simples até os mais importantes, que em verdade deveriam estar à testa para servir, sejam capazes de aprender a partilhar, a fazer de modo extraordinário, o ordinário de repartir o pão com os necessitados.
Beata Irmã Dulce, interceda por nós!

Fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=489049

Missas em rito antigo: Vaticano divulga instruções.

            Por: Carlos Eduardo Bittencourt*

            A comissão Pontifícia Ecclesia Dei divulgou a Instrução que regula a forma de celebrar a missa, “Universae Ecclesiae”. Isto foi realizado segundo o Missal anterior à reforma litúrgica.
            A Instrução chega três anos e meio depois da publicação do Motu Próprio , “Summorum Pontificum”, pelo Papa Bento XVI, que regula o uso da liturgia, facilitando o acesso de todos os fiéis.
            A regulamentação atual recebeu o parecer dos bispos de todo o mundo, e o principal objetivo é esclarecer algumas questões que tinham causado problemas na Igreja há alguns anos.
            O próprio texto da Instrução reconhece que “diversos fiéis, tendo sido formados no espírito das formas litúrgicas precedentes ao Concílio Vaticano II, expressaram o ardente desejo de conservar a antiga tradição, que parecia ser destinada ao esquecimento depois da reforma litúrgica feita pelo Papa Paulo VI”.
            Em 1988, houve um rompimento com os seguidores do Cardeal Marcel Lefebre, que há décadas solicitavam poder celebrar a liturgia segundo o uso antigo, e que não aceitavam a reforma litúrgica. Muitos bispos diocesanos também temiam que isso fosse causa de divisão em suas dioceses.
            De acordo com o Cardeal William Levada, presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, a Instrução, neste sentido, é para evitar que isso implique divisão ou ruptura. “Ela explica muito claramente que os fiéis que pedem a celebração de forma extraordinária não devem apoiar nem pertencer a grupos que se manifestam contrários à validade ou à legitimidade da Santa Missa ou dos Sacramentos celebrados na forma ordinária, nem ser contrários ao Romano Pontífice como pastor supremo da Igreja universal”.
            O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, destacou o espírito de continuidade que permeia os últimos pontificados, no que diz respeito à liturgia. Ele lembrou que em 1984 o Papa João Paulo II tinha aceitado o Missal Romano de 1962, e que em 1988 recomendou aos bispos de todo o mundo que fossem generosos em conceder tal faculdade a todos os fiéis que pedissem a missa em rito antigo. Segundo padre Lombardi, o respaldo definitivo foi dado por Bento XVI em 2007, com a promulgação do “Summorum Pontificum”, no qual se dava um passo a mais para a normatização do uso do Missal de 1962.
            No documento aprovado pelo Papa em 30 de abril de 2011, o texto recorda que não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do missal, mas faz parte da historia da Liturgia, com crescimento e progresso, sem nenhuma ruptura. “Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial”.
            A Instrução quer assegurar o acesso de todos os fiéis que desejarem a forma extraordinária, considerada pela Igreja um tesouro precioso a ser conservado.
            O documento analisa uma série de normas que contribuirão para favorecer o acesso dos fiéis ao uso antigo, nas próprias paróquias, assim como a possibilidade de rezar o Tríduo Santo e com o antigo breviário em latim.
            Qualquer sacerdote poderá celebrar a missa no rito antigo, e recomenda também aos bispos que garantam o direito dos fiéis de poder celebrar a liturgia segundo a forma extraordinária, e que tomem as disposições necessárias para que haja lugares na diocese onde se possa celebrar.
            Outro ponto importante é que ele pede às dioceses que os seminários possam formar os futuros sacerdotes para que conheçam a forma extraordinária e possam celebrá-la.
            “O objetivo do Papa Bento XVI é promover o uso da liturgia anterior à reforma por parte dos sacerdotes e fiéis que sintam este desejo sincero para o bem espiritual. Ele quer garantir a legitimidade e a eficácia de tal uso na medida do razoavelmente possível, reiterando com muita força o espírito de comunhão eclesial, que deve estar presente em todos, fiéis, sacerdotes, bispos, para que o objetivo de reconciliação, tão presente na decisão do Santo Padre, não seja dificultado ou frustrado, mas favorecido e alcançado”, esclareceu padre Federico Lombardi.        
             
Fonte: Jornal "Testemunho de Fé" ano XX (XI) nº 693 maio de 2011 página 2.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Crônica: "Marta & Maria"

Por: Leandro Cunha (Copyright © 2011)* 

A história do "povo de Deus" é longa, cheia de alegrias e tristezas, expectativas, dores, amarguras, esperança, vitórias e derrotas, fartura e miséria, angústia e ansiedade, mas é uma história de fé, 'muita fé.'
E essa fé é o combustível que move a caminhada desse povo  o antigo e o novo ao longo dos últimos milhares de anos. Santo Agostinho sempre nutriu um amor especial pela Igreja de Cristo. Para ele, a finalidade do cristianismo é preparar o homem para Deus. Agostinho é um dos pilares centrais dessa religião.

Quando morreu deixou uma herança intelectual fabulosa no campo teológico que vem sendo estudada por todos esses séculos. O famoso bispo de Hipona, como é conhecido, tem nos seus sermões e pregações o ponto alto de sua espiritualidade. Em Lucas 10, 38-42 temos o belíssimo texto sobre 'Marta e Maria', irmãs de Lázaro.

E Agostinho usou essa passagem bíblica por diversas vezes em seus discursos com o objetivo de atingir os corações de forma certeira e provocar reflexões. O que há por trás desse famoso diálogo entre 'Jesus, Marta e Maria' ?

O que nos chama a atenção são os versículos 40 - 42, quando Marta reclama para Jesus que Maria a deixa servir sozinha, não a ajuda. E a resposta de Jesus é profundamente significativa para Agostinho. Diz Jesus : " Marta, Marta estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, 'mas uma só é necessária' e Maria escolheu a boa parte, 'a qual não lhe será tirada.'''

Algumas interpretações entendem que Marta representa o antigo comprometimento com a Lei judaica, onde o cumprimento das obrigações falava mais alto. Enquanto Maria significa a aplicação da boa nova, os novos tempos. Para Origines, por exemplo, Maria pode representar 'a vida teórica' e Marta 'a vida prática.' Marta seria a imagem da sinagoga e Maria a imagem da Igreja (que surgiria em breve).

Agostinho vai mais longe e busca uma 'interpretação positiva' para o desempenho das duas irmãs diante do Senhor. Para ele, Marta nos mostra o caminho ativo, o trabalho pastoral, de formiguinha, onde ficamos sempre ansiosos e cansados, pois temos que levar a Palavra do Senhor aos nossos irmãos, seja lá onde estiverem. Por outro lado, Maria nos mostra outro caminho de suma importância, a contemplação, a meditação, a reflexão.

São dois momentos distintos um do outro, mas altamente significativos. Enquanto o trabalho de Marta demanda o uso da palavra e das ações, o de Maria demanda o "saber ouvir", aprender a escutar e depositar as Palavras de Jesus junto ao coração para depois poder praticar. Marta tem uma vida (cristã) ativa e Maria uma vida contemplativa. Primeiro, é preciso aprender, tomar conhecimento, ouvir, para depois, então, sair em campo para evangelizar, ensinar, divulgar, promover, festejar e louvar. "Se você não for capaz de ouvir, não construirá nada". 

Em um de seus discursos, Agostinho frisa que o cristão deve concentrar sua preocupação no "unum necessarium" que encontramos, exatamente, nas palavras de Jesus no versículo 42. Mas o que é esse "unum necessarium"? Para ele,' nada mais do que Deus em si mesmo'. Pois Jesus deixa bem claro :
" uma só coisa é necessária".

O foco está na unidade encontrada no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Ele enfatiza e sedimenta a Trindade.
Para ele, 'o uno é uma só realidade em três'.  A 'diversidade' que encontramos no Pai, Filho e Espírito Santo nos conduz à 'unicidade' em Deus. 

Agostinho entende que Marta e Maria simbolizam as duas vidas, a presente (daquela época) e a futura, depois da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Marta significa o caminho, a via e Maria o "finis", o objetivo a ser alcançado. Marta representa a vida cheia de preocupações e anseios e Maria a vida de repouso fundada na beatitude. Ainda hoje, Marta representa aquilo que 'somos' e Maria aquilo que 'sabemos' que deveríamos ser. Marta representa este mundo e Maria o "mundo vindouro" no Reino de Deus.
Por isso, Jesus frisa que Maria ficou com a "melhor parte" a qual não lhe será tirada. 

Entretanto, para não permitir que haja distorção na interpretação, Agostinho faz questão de deixar bem claro que não pode haver uma entrega exclusiva à contemplação e registra a importância e necessidade do "serviço cristão", das atividades pastorais. Essas são interdependentes. Marta e Maria se completam. A 'vida cristã' começa em Maria e termina em Marta. "O destino do cristão, neste mundo, é o destino de Marta : servir ao Senhor, pois Ele ainda precisa e muito dos serviços 'dela' (nossos)". O bispo de Hipona afirma que tanto a ação em servir (Marta) quanto a contemplação (Maria) são vitais para o caminhar do cristão. Não é à-toa que o lema dos jesuítas é: "em tudo amar e servir"

*Leandro Cunha é escritor e graduando em Teologia na PUC-RJ, leia este texto e outros deste autor em: http://www.leandrocunha.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=2975912

terça-feira, 17 de maio de 2011

Seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo em São Francisco de Assis




Antes de falarmos, a respeito do seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, rezemos a oração do Santo de Assis diante do Crucifixo de São Damião:
“Altíssimo, glorioso Deus, ilumina as trevas do meu coração: dá-me uma fé direita, uma esperança certa, uma caridade perfeita, senso e conhecimento, ó Senhor, para que eu faça o teu santo e veraz mandato. Amém.”
Esta bela oração de São Francisco de Assis expressa bem o desejo de seu coração que não pedi nada para si, mas sim aquilo que Deus é: amor, esperança, luz e caridade. No desejo de continuar como um filho de Deus encantado por seguir Jesus Cristo, em obediência, sem nada de próprio e em castidade.
Para São Francisco a sua maior alegria é o seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de forma concreta em um imenso desejo de ser no cotidiano outro Cristo.
São Boaventura, discípulo de São Francisco de Assis, expressa muito bem o sentido que move uma alma a ir além de si mesmo: “A felicidade não é senão gozo do Sumo bem. O Sumo Bem está acima de nós. Ninguém, por conseguinte, pode ser feliz senão elevando-se acima de si mesmo, já não com o corpo, mas com o coração.” Todos nós queremos ser felizes. Porém, muitas vezes nos enganamos a respeito do que seja a verdadeira felicidade. E por isso, facilmente nos desviamos do caminho. E foi percebendo esta fragilidade da pessoa humana, que São Francisco pede com fé e devoção ao Senhor a sabedoria para ter um coração imenso, generoso, uma fé direita e uma caridade perfeita. Mas, tudo isto por que descobriu que a verdadeira felicidade está no seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual descobre quão imenso é o amor de Deus para com o homem e para com as criaturas. Amor gerador de vida e de fraternidade por meio do qual a pessoa humana sente-se impulsionada ao amor de si e do outro. Esta forma nobre de viver a vida, São Francisco só encontrou em Cristo Jesus que em nenhum momento hesitou em dar a vida por seus amigos.
Deste modo, a beleza do seguimento de Cristo se dá na adesão completa e inteira ao seu projeto de vida na realização da vontade do Pai, no qual é exigido do discípulo a renúncia de tudo que possui e principalmente, de si mesmo, para ter toda sua vida doada a Ele no seu seguimento. Jesus Cristo passa a ser o ponto de partida e de chegada de todo àquele que o deseja seguir num apaixonamento único onde o corpo e a alma clamam profundamente pela união entre criador e criatura numa mesma vontade. Pois, o discípulo é aquele que descobriu que “A felicidade não é senão gozo do Sumo bem. O Sumo Bem está acima de nós. Ninguém, por conseguinte, pode ser feliz senão elevando-se acima de si mesmo, já não com o corpo, mas com o coração.”
Para além da beleza do seguimento que nos faz mais humanos, o elevar-se a Deus com o coração indica que a pessoa humana não é somente corpo, mas também espírito. Isto nos mostra que a dimensão humana não se restringe aos desejos corporais. Toda pessoa humana é chamada a uma dignidade muito maior, no qual torna-se filho de Deus. Tal realidade foi tão descoberta e tão perseguida por São Francisco de Assis que ao ouvir o crucifixo de São Damião lhe falar, nunca mais deixou um só instante de pensar e de andar chorando em alta voz a Paixão de seu Senhor. Jesus Cristo é para São Francisco a fonte de toda nobreza que qualquer homem pode almejar.
Neste contexto, o coração do discípulo busca a cada instante ter os mesmos sentimentos de Cristo e em tudo ser igual a Ele. Em Cristo, o discípulo encontra sua identidade em plenitude, no qual identificar-se com uma pessoa é ser um com ela de tal forma que o seguimento passa a ser nada mais do que um reflexo do Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta identificação com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo traz a pessoa humana sua verdadeira liberdade, por meio do qual seu coração se alegra por ter encontrado um grande tesouro onde o Pai se revela em Jesus Cristo. Por este tesouro o coração do discípulo é capaz de deixar tudo aquilo que não é Jesus para dedicar-se inteiramente no seguimento Daquele que Cristo veio revelar: a face amorosa do Pai. A face do Pai que se revela em Jesus Cristo é de tamanha beleza e doçura que o discípulo se assemelha a um homem que encontrou um tesouro como nos relata o Evangelho de São Mateus: “O Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.” (MT 13,44)
Todo trabalho que São Francisco teve que fazer em si para ser fiel seguidor de Cristo consiste neste olhar vivo para Deus. Olhar de quem encontrou um grande tesouro. Em Deus o Santo de Assis descobriu sua verdadeira felicidade, no qual foi capaz de deixar tudo para segui-lo.
Seguir Jesus Cristo é a profissão de todo consagrado franciscano que a exemplo de São Francisco de Assis deseja ser um com Ele na união de um amor de entrega e gratidão, por meio da profissão dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência.
Portanto, o seguimento franciscano de Nosso Senhor Jesus Cristo se realiza na alegria do encontro da pessoa humana com a pessoa Cristo. De onde surge todo elã da identidade do ser humano com Aquele que é o protótipo do homem e sua razão de viver. Assim, nossa gratidão a Deus por seu amor que se revela em Cristo é imensa. Pois, em Jesus podemos conhecer a face amorosa do Pai que se revela a cada instante e que continua a encantar muitos corações desejosos da verdade como foi o de São Francisco de Assis. E que possamos dizer a cada dia com São Francisco de Assis: “É isso que eu quero, isso que procuro, é isso que desejo fazer de todo coração”.

sábado, 14 de maio de 2011

Relíquia do Beato João Paulo II no Brasil aos cuidados dos Franciscanos Conventuais.

Relíquia com gota de sangue do Papa João Paulo II, morto em 2005, em exibição em Brasília (Foto: Reprodução)
Relíquia com gota de sangue do
Papa João Paulo II, morto em 2005
(Foto: Reprodução)

Paróquia de Brasília exibe relíquia com sangue de João Paulo II

Sangue foi recolhido para exame pouco antes da morte do papa, em 2005.
Amizade de religiosos com Frei no Vaticano viabilizou vinda da relíquia ao DF.

Por: Fábio Amato (do site G1.com/ DF)*
 

Fiéis que visitarem até este domingo (15) a paróquia São Francisco de Assis, na Asa Norte, em Brasília, poderão ter contato com um relicário contendo uma gota de sangue do Papa João Paulo II, morto em 2005 e beatificado no início deste mês.

A relíquia, enviada do Vaticano, chegou à paróquia há uma semana e, desde então, vem sendo exibida durante as missas. As celebrações deste domingo serão a última oportunidade para vê-la. A partir de segunda-feira, o objeto será guardado pelos franciscanos e, em breve, deve sair em peregrinação pelo país.

“Recebermos essa relíquia foi uma grande graça. Ela serve para nos aproximar das devoções da Igreja Católica e do próprio Deus”, disse o frei Luis Felipe Carneiro Marques, um dos responsáveis pelo relicário na paróquia.

Frei Marques conta que a notícia da presença da gota de sangue na igreja levou ao aumento da presença dos fiéis nas missas. Ele conta que, durante as celebrações, o objeto fica em frente ao altar. Ao final, porém, ele é levado até o público.

“Muitas pessoas tocam e até beijam o relicário”, contou o frei. Ele informou que a gota presente no relicário vem de uma amostra do sangue de João Paulo II retirada por freiras poucos dias antes de sua morte e que seria usada em um exame. Relíquias como a que está em Brasília foram enviadas também à Polônia, terra natal do papa, e à Rússia.

Segundo  Frei Marques, foi a amizade dos religiosos brasilienses com um frade que atua no Vaticano que viabilizou a vinda de uma das relíquias para Brasília. Ela ficará sob os cuidados da Ordem dos Franciscanos Conventuais.

*Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/05/paroquia-de-brasilia-exibe-reliquia-com-sangue-de-joao-paulo-ii.html

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Espiritualidade: Coroa Franciscana

Neste Mês de maio,queremos apresentar uma preciosa devoção franciscana e mariana coerente com o tempo litúrgico que estamos vivendo na Igreja: o Tempo Pascal. Essa devoção é a Coroa Franciscana (ou Coroa das Alegrias). Essa oração teve início no ano de 1422 quando, segundo uma lenda, um jovem piedoso noviço, pensando em sair do noviciado por lá não poder oferecer uma coroa de flores frescas à Santíssima Virgem, teve uma visão na qual Nossa Senhora lhe pedia para tecer uma coroa de flores espirituais para ofertá-la com a meditação das sete grandes alegrias que Ela teve nesta terra. Esta visão foi confirmada por outra visão que seu mestre de noviciado teve acerca do referido noviço.

COROA FRANCISCANA:

Oferecimento: Ó piedosíssima Virgem Maria, purificai nossos lábios e nossos corações para que possamos, dignamente, recitar a coroa de vossas alegrias. Nós vo-la oferecemos, para gloriar-vos, para implorar vosso auxílio, em favor das almas do purgatório, pelas necessidades da Igreja e de nosso país para satisfazer em tudo, a justiça divina. Nós nos unimos a todas as intenções do Sagrado Coração de Jesus e do vosso Coração Imaculado.


Creio
Pai-Nosso
Duas Ave-Marias
Glória ao Pai... (sem jaculatórias)
1º Mistério: Consideremos a alegria de Nossa Senhora ao ouvir do Arcanjo São Gabriel que fora escolhida por Deus para ser Mãe do Salvador.
(1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)
2º Mistério: Consideremos a alegria da Santíssima Virgem em casa de sua prima Santa Isabel, quando foi pela primeira vez saudada como Mãe de Deus.
(1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)
3º Mistério: Consideremos o inefável gozo de Nossa Senhora no estábulo de Belém, quando seu Filho divino nasceu milagrosamente.
(1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)
4º Mistério: Consideremos a alegria de Nossa Senhora quando os três magos vieram de longe adorar o Menino Jesus e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra.
(1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)
5º Mistério: Consideremos a alegria de Nossa Senhora quando achou o Divino Menino no Templo entre os doutores.
(1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)
6º Mistério: Consideremos a alegria e o júbilo da Santa Mãe de Deus, quando, na manhã de Páscoa, viu seu Filho divino ressuscitado e glorioso.
(1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)
7º Mistério: Consideremos a maior de todas as alegrias de Nossa Senhora, quando morreu santamente e foi levada aos céus, com corpo e alma, acima dos coros angélicos, à direita de seu Filho divino, que a coroou Rainha dos anjos e dos santos.
(1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)

ORAÇÃO FINAL: Lembrai-vos ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que nenhum daqueles que tem recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência e reclamado a vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animados nós, de igual confiança, a vós, Virgem dentre todas singular, como a uma Mãe recorremos e de vós nos valemos, e, gemendo com o peso de nossos pecados nos prostramos a vossos pés. Não desprezeis nossas súplicas. Ó Mãe do Divino Verbo Humanado, mas dignai-vos de as ouvir, propícia, e de nos alcançar o que vos rogamos. AMÉM!!!

domingo, 8 de maio de 2011

DEIXEMO-NOS CONQUISTAR PELO CRISTO RESSUSCITADO

Por: Papa Bento XVI*

 

Veneza, 08 mai (RV) - O Papa presidiu a oração do Regina Coeli, deste domingo, no Parque São Juliano de Mestre, em Veneza.

"Ao término desta solene Celebração eucarística, voltamos o olhar para Maria, Regina Coeli. No alvorecer da Páscoa, Ela torna-se a Mãe do Ressuscitado e a sua união com Ele é tão profunda que onde o Filho está presente não pode faltar a Mãe. Nesses seus esplêndidos lugares, dom e sinal da beleza de Deus, quantos santuários, igrejas e capelas são dedicados a Maria! Nela se reflete o rosto luminoso de Cristo" – disse Bento XVI.

"Se a seguirmos docilmente, a Virgem nos conduz a Ele. Neste Tempo Pascal, deixemo-nos conquistar pelo Cristo ressuscitado. Nele tem início o mundo novo de amor e de paz que constitui a profunda aspiração de todo coração humano. O Senhor conceda a vocês, habitantes dessas Terras ricas de uma longa história cristã, viver o Evangelho segundo o modelo da Igreja nascente, na qual a multidão daqueles que vieram à fé tinha um só coração e uma só alma" – sublinhou o Papa.

O Santo Padre invocou Maria Santíssima, "que ajudou as primeiras testemunhas de seu Filho na pregação da Boa Nova, a fim de que sustente também hoje os esforços apostólicos dos sacerdotes; torne fecundo o testemunho dos religiosos e das religiosas; anime a obra cotidiana dos pais na primeira transmissão da fé a seus filhos; ilumine o caminho dos jovens a fim de que trilhem confiantes na estrada da fé de seus pais; preencha de firme esperança os corações dos anciãos; conforte com a sua proximidade os enfermos e todos os sofredores; reforce a obra dos numerosos leigos que colaboram ativamente para a nova evangelização, nas paróquias, nas associações, bem como na Ação Católica, tão arraigada nessas terras e nos movimentos", frisou o Papa, citando alguns grupos como Movimento dos Focolares, Comunhão e Libertação e o Caminho Neocatecumenal.

Bento XVI pediu aos fiéis venezianos para que trabalhem "com verdadeiro espírito de comunhão na grande vinha do Senhor".

*Fonte: http://www.radiovaticana.org/BRA/Articolo.asp?c=485403

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Missão é tornar-se discípulo

Por: Marlete Lacerda*

Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos” (Mt 28,19). O grande objetivo da missão da Igreja é este: fazer com que todos se tornem discípulos de Cristo, isto é, seguidores de Cristo.
Ao falarmos em missão, a primeira coisa que nos ocorre é: partir, andar, viajar... E certamente muitas vezes, para se propagar a mensagem de Cristo, é necessário sair, ir ao encontro das pessoas onde elas se encontram. Este, porém, não é o fim último da missão que, como já vimos, acima de tudo consiste em fazer discípulos.
Ser missionário, portanto, não significa necessariamente partir para outros lugares. Podemos também realizar o mandato de Cristo sem nem mesmo ultrapassar os limites da nossa cidade, do nosso bairro ou da nossa rua.

Dom Helder Câmara, um dos maiores profetas do século XX

A este propósito, gostaríamos de citar algumas palavras de um dos MAIORES PROFETAS DO SÉCULO XX, Dom Helder Câmara, que ilustram muitíssimo bem o que estamos dizendo. Escreveu Dom Helder: “...Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros. É, sobretudo, abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los. E se para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo”.
Queremos evidenciar estas palavras: “missão é abrir-se aos outros como irmãos”. Pois a atitude com a qual nos aproximamos dos outros para anunciar a mensagem de Cristo deve ser exatamente esta: de abertura, de acolhimento. Muitas vezes nossas palavras ou nossos gestos podem afastar as pessoas ao invés de aproximá-las de Deus. Por isso, antes de tudo é necessário acolher o outro como irmãos, não se esquecendo de que a nossa ação evangelizadora só surtirá efeito se o nosso modo de viver tiver algo a dizer ao outro, se a nossa vida for realmente coerente com aquilo que pregamos. Neste processo, pregar o Evangelho muitas vezes não significa falar, mas agir. O cristão não deve, portanto, esquecer-se daquele famoso provérbio que diz que as “palavras movem, mas os exemplos arrastam”, isto é, os bons exemplos persuadem muito mais eficazmente que as palavras.
            Concluindo, podemos dizer que o “ir” neste caso implica um partir, mas não de um lugar físico. Este partir significa deixar tudo: casa, família, terras... (cf. Mt 19,29) para seguir a Cristo. Deixar pai, mãe, irmãos, não significa romper com a própria família, mas abrir-se para acolher uma família ainda maior, a grande família dos filhos de Deus. O partir é um sair de si para encontrar o outro.
              

 *Missionária da Imaculada-Padre Kolbe in “O Mílite” Nº 244 maio de 2011 página 15 confira mais em www.miliciadaimaculada.org.br

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