Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Paixão de Cristo


Hoje, a Igreja mantém-se em profundo silêncio. O Esposo foi retirado. Neste dia, a Igreja não celebra a Eucaristia. O Altar, despojado após a Missa da Ceia do Senhor, é sinal desse jejum eucarístico.

Pelas 15h, os cristãos se reúnem para uma solene celebração: a Celebração da Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: (1) uma Liturgia da Palavra, (2) a Adoração da Cruz e (3) a Comunhão eucarística.

A Liturgia da Palavra ilumina o mistério da cruz do Senhor. Olhada somente com os olhos da razão, a cruz não tem sentido; ela é a maior prova de que Deus não existe e, se existisse, seria inútil, cruel, indiferente à dor humana! A cruz, à luz do nosso entendimento, é sinal de que não vale a pena ser bom, não adianta lutar por um mundo melhor, porque o mal triunfa! Mas, quando escutamos a Palavra do Senhor, o mistério da cruz aparece como luz, como sabedoria admirável de Deus! É isto que as leituras nos revelam: a Primeira, é o quarto cântico do Servo Sofredor; tão impressionante que o chamam de Paixão segundo Isaías. Aí, o Servo humilhado e destruído para salvar a humanidade, triunfará e será salvação da multidão. O Salmo 30 é uma impressionante oração que revela os sentimentos de Jesus na sua dor. É neste Salmo que se encontra a última palavra de Jesus: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito”. A Segunda Leitura é da Epístola aos Hebreus. Ela apresenta Jesus como nosso Sumo Sacerdote que, pelo seu sacrifício, entrou no Santuário verdadeiro: o céu. Entrou, não com sangue de animais irracionais, mas com o seu próprio sangue, sinal de um amor que se doa totalmente e, por isso, nos purifica. Finalmente, a impressionante narrativa da Paixão segundo São João. A Liturgia da Palavra é concluída com a solene Oração Universal, na qual a Igreja, unida ao seu Senhor, intercede por toda a humanidade.

A Adoração da Cruz exprime a profunda reverência e admiração da Igreja pelo mistério da Paixão e Morte do Senhor. Não se trata de adorar o lenho materialmente, mas o que ele significa.

Finalmente, a Comunhão eucarística. Apesar de não haver Missa, comungar no Corpo do Senhor morto e ressuscitado, revela bem o quanto Cristo vive para sempre.

Fonte: http://www.domhenrique.com.br/index.php/liturgia/geral/187-a-sexta-feira-santa

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