Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sábado, 30 de abril de 2011

O último dia de João Paulo II

Fonte: http://www.zenit.org/article-27831?l=portuguese

Testemunho da enfermeira que assistiu o Papa até sua morte

ROMA, sábado, 30 de abril de 2011 (ZENIT.org) - "Fui chamada no final da manhã. Corri, pois tinha medo de não chegar a tempo. No entanto, ele me esperava. 'Bom dia, Santidade, hoje faz sol', disse-lhe em seguida, porque era a notícia que o alegrava no hospital."
Esta é a lembrança de Ritia Megliorin, ex-enfermeira chefe do serviço de reanimação na Policlínica Gemelli, na manhã de 2 de abril, quando foi chamada ao apartamento pontifício, à cabeceira de João Paulo II, o Papa agonizante.
"Não achei que ele fosse me reconhecer. Ele me olhou. Não com esse olhar inquisitivo que usava para entender imediatamente como estava sua saúde. Era um olhar doce, que me comoveu", acrescenta a mulher.
"Senti a necessidade de apoiar a cabeça em suas mãos; permiti-me o luxo de receber seu último carinho, com suas mãos pousando sobre o meu rosto, enquanto ele olhava fixamente para o quadro do Cristo sofredor que estava pendurado na parede na frente da sua cama."
Enquanto isso, ouvindo da Praça, os cantos, orações, as aclamações dos jovens, que se tornavam cada vez mais fortes, a mulher perguntou ao cardeal Dziwisz se estas vozes não estariam incomodando o Papa. "Mas ele, levando-me até a janela, disse-me: 'Rita, estes são os filhos que vieram se despedir do seu pai'."
Eles se conheceram em janeiro de 2005, quando as condições de saúde de Wojtyla tinham se agravado. Megliorin explica que, naqueles dias de começo de ano, chegando ao hospital para começar o trabalho e sem saber que o Papa tinha sido internado, foi-lhe dito que se apressasse, que fosse até o 10° andar, porque lá estava "um hóspede especial".
"Imaginem - diz a mulher - um lugar onde não existe o espaço e onde não existe o tempo, e imaginem somente muita luz." Foi esta luz que acompanhou os dias do Pontífice.
"Naqueles meses, toda manhã, eu entrava no seu quarto e o encontrava já acordado, porque ele rezava desde as 3h. Eu abria as persianas e, dirigindo-me a ele, dizia: 'Bom dia, Santidade, hoje faz sol'. Aproximava-me e ele me abençoava. Eu me ajoelhava e ele acariciava o meu rosto."
Este era o ritual que dava início aos dias de Wojtyla. "No demais, eu era uma enfermeira inflexível e ele era enfermo inflexível. Queria estar a par de tudo, da doença, da sua gravidade. Quando não entendia, olhava para mim como pedindo que lhe explicasse melhor."
"Ele nunca deixou de estudar os problemas do homem. Lembro-me dos livros de genética, por exemplo, que ele consultava e estudava com atenção, inclusive naquelas condições." Isso refletia o seu não querer se render, esse querer viver a graça da vida recebida: "Cada dia, dizíamos um ao outro que 'todo problema tem solução'".
E o Papa dizia isso também e sobretudo às pessoas com quem se encontrava, por quem sentia um amor de pai. "E como todo pai, sentia uma predileção pelos mais fracos. Por exemplo, na Jornada Mundial da Juventude de Tor Vergata, em Roma, ele cumprimentou os jovens que estavam no fundo, pensando que provavelmente não tinham conseguido vê-lo direito. Também no hospital, ele se dedicava aos mais humildes e não tanto aos grandes professores; perguntava-lhes por suas famílias, se tinham crianças em casa."
Recordando, no entanto, as últimas internações, a enfermeira acrescentou: "O Papa viveu os momentos talvez mais difíceis na Policlínica", mas "assistir os doentes é um dom, pelo menos para quem acredita em Deus. E contudo, também para quem não tem fé, é uma experiência única".
Para quem compreende plenamente o sentido do que Megliorin entende, tornam-se estridentes as perguntas de tantos jornalistas, reunidos na Universidade Pontifícia da Santa Cruz para escutar, em um encontro com a mídia, o testemunho da enfermeira.
Alguns se perguntam se um filme sobre a vida de Wojtyla corresponde à verdade, sobretudo o fragmento no qual o filme conta que o Papa teve espasmos no momento da sua morte. Perguntas extravagantes, às vezes inoportunas, se não fossem de gosto duvidoso. De fato, a enfermeira pergunta quantas pessoas da sala assistiram à perda de um progenitor nos próprios braços: "Não posso responder - explica a contragosto. Quem não viveu isso não pode entender".
Então, "a morte foi um alívio?", insiste outro. "A morte nunca é um alívio - replica a mulher. Como enfermeira, posso dizer somente que existe um limite no tratamento, para além do qual esta se converte em um tratamento médico agressivo." A curiosidade por saber se Wojtyla se engasgava ou não, se tinha força para comer, beber ou respirar, tudo isso é uma violação da intimidade de um corpo, da sacralidade de uma vida. Seu pensamento volta às palavras de Wojtyla que, no entanto, "restituiu a dignidade ao enfermo", recorda Megliorin.
Na carta apostólica 'Salvifici doloris', de 1984, João Paulo II escreve que a dor "é um tema universal que acompanha o homem em todos os graus da longitude e latitude geográfica, ou seja, que coexiste com ele no mundo". Também escreve que "o sofrimento parece pertencer à transcendência do homem: é um desses pontos nos quais o homem parece, de certa forma, 'destinado' a superar a si mesmo e chega a isso de maneira misteriosa".
João Paulo II, "no último momento da sua vida terrena - conclui Rita Megliorin -, resgatou a sua cruz, encarregando-se não somente da sua, mas também das de todos os que sofrem. Fez isso com a alegria que nasce da esperança de acreditar em um amanhã melhor. Acho, inclusive, que ele tinha a esperança de um hoje melhor".
(Por Mariaelena Finessi)

Não tenhais medo! Abri, ou melhor, escancarai as portas a Cristo! ( Bem-aventurado João Paulo II)
http://www.youtube.com/watch?v=QVfEC9OXPH8




sexta-feira, 29 de abril de 2011

CONVocações: Maio de 2011/ Pastoral na Semana Santa

Querido Benfeitor (a),
Que o Senhor te dê a Paz!

Entramos no mês de maio, mês de Nossa Senhora, período em que a Igreja propõe a seus fiéis uma maior dedicação à contemplação das graças que Deus derramou abundantemente na vida e história de Maria de Nazaré, graças essas que se converteram em benefícios para toda a humanidade.
Neste sentido, nós do CON-VOCAÇÕES queremos neste mês mariano, ainda movidos e impulsionados pela alegria pascal, compartilhar com você, querido(a) amigo(a), um pouco das atividades realizadas pelos nossos formandos na Semana Santa.



Frei Michel em S. J da Serra /MG
Frei Fábio em Jacarandira - Resende Costa/ MG 












Seguindo um antigo costume de darem assistência e auxiliarem os padres que precisam, os frades da Casa de Formação São Francisco de Assis situada no Rio de Janeiro foram enviados na sexta-feira anterior ao Domingo de Ramos aos padres que solicitaram a ajuda dos frades. E, desta vez, como sempre acontece, até o formador Frei Donil Alves Silva Junior, OFMConv saiu em missão. Sendo assim, Frei Paulo e Frei Michel voltaram para São João da Serra (MG); Frei Fábio foi para Resende Costa (MG); Frei Marcelo foi para Conservatória (RJ); Frei Leonardo foi para Vila Velha (ES); Frei William foi para Sabará (MG); Frei Luís Fernando foi para Lavras (MG); e Frei Donil foi para a cidade de São João Del Rey (MG). A ida a essas cidades constitui para os nossos formandos um estímulo missionário e um revigoramento da vocação uma vez que se colocar a serviço do Povo de Deus é uma das notas características da nossa vocação franciscana conventual. E convém repetir que nós, frades, somente podemos nos colocar na estrada para servir a Deus e ao Seu povo porque temos a ajuda de pessoas generosas tal como você, amigo(a) espiritual.

domingo, 24 de abril de 2011

"Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos"(Salmos 118, 24)

Meditemos, com nossas mentes voltadas para o Redentor, esse belo hino. Neste dia da vitória do Cristo sobre o pecado e a morte, junto com toda a Igreja orante, a ressurreição do Senhor nos leva a louva-Lo:

Noite Santa de Páscoa da Liturgia bizantina:

Dia da Ressurreição,
resplandeçamos, ó povos!
Páscoa do Senhor! Páscoa!
Cristo Deus nos fez passar
da morte à vida, da terra ao céu,
entoando o hino de sua vitória!
Purifiquemos os sentidos e veremos
a Luz inacessível da Ressurreição
a Cristo resplandecente
que diz: Alegrai-vos!

Exultem os céus e a terra.
Exulte o universo inteiro, visível e invisível:
Cristo ressuscitou. Alegria eterna!
Exultem os céus e exulte a terra,
faça festa todo o universo
visível e invisível.
Alegria eterna,
porque Cristo ressuscitou!

Dia da Ressurreição,
resplandeçamos, ó povos:
Cristo ressuscitou dentre os mortos,
ferindo com sua morte a própria morte
e dando a vida aos mortos em seus túmulos.
Ressurgindo do túmulo,
como havia predito
Jesus nos deu a vida eterna e a grande misericórdia!

Este é o Dia que o Senhor fez:
seja ele nossa alegria e nosso gozo!
Páscoa dulcíssima,
Páscoa do Senhor, Páscoa!
Uma Páscoa santíssima nos amanheceu.

Páscoa! Plenos de gozo,
abracemo-nos todos!
Ó Páscoa, que dissipas toda tristeza!
É o Dia da Ressurreição!
Irradiemos alegria por tal Festa,
abracemo-nos mutuamente
e chamemos de irmãos até àqueles que nos odeiam;
perdoemos-lhes tudo
por causa da Ressurreição,
e gritemos sem cessar dizendo:

Cristo ressuscitou dentre os mortos,
ferindo a morte com a sua morte
e dando a vida aos mortos em seus túmulos!

sábado, 23 de abril de 2011

SÁBADO SANTO


Hoje é o segundo dia do Tríduo Pascal. O Senhor Jesus que se entregou até a morte na Ceia de modo ritual e entregou-se na cruz de modo histórico-existencial, agora encontra-se na morte, no reino do nada, do não-ser, da impotência: “desceu à mansão dos mortos” – professa a Igreja todos os domingos.

Este é o ponto mais baixo do Tríduo! O Sábado Santo, também chamado de Grande Sábado, é dia de profundo silêncio. O Senhor Jesus desceu ao mais baixo, à região dos sem-vida, dos sem-Deus, da humanidade na sua última miséria: Jesus experimentou realmente o derrota terrível da morte, morte ligada ao pecado – Ele, que não tem pecado – morte como distanciamento do Deus da Vida.

Hoje é dia manter-se em silêncio, em oração. Devemos pensar no sentido de nossa vida, na nossa morte, unida à morte de Cristo como caminho para a Ressurreição. Hoje também devemos dirigir nosso afeto à Virgem Maria, que, em tremenda solidão, esperou firmemente a vitória do Cristo. Com Maria Virgem, no dia de hoje, a Igreja espera!

b. Anotações litúrgicas

1. Neste Sábado Santo não se pode celebrar nenhum sacramento, a não ser a Reconciliação.

2. Ninguém pode comungar. Não se pode levar a comunhão nem aos enfermos. Somente em real perigo de morte iminente é que se pode levar a comunhão, mas no modo de viático – só o sacerdote pode fazê-lo!

3. Neste Dia não há nenhuma celebração. A igreja permanece sem flores, com o altar desnudo, com a pia de água benta vazia, com a cruz da adoração da Sexta-feira Santa visível no presbitério. Quem passar diante dessa cruz, faz genuflexão. Isso vale até o fim da tarde – após as Vésperas.

4. No caso de exéquias, não se pode celebrar a Missa de corpo presente, mas somente fazer a encomendação.

5. Os cristãos cuidem de não se ocuparem com nada que os dissipem ou distraiam da união com o Senhor morto e sepultado.

6. Não se pode adorar o Santíssimo. As hóstias que sobraram da Sexta-feira Santa devem estar guardadas num lugar isolado: não no Sacrário, não no Altar da Reposição. Devem ser consumidas somente depois da Oitava da Páscoa.

7. A partir da tarde, deve-se começar a ornamentar a igreja para a Vigília Pascal...

fonte:

Hoje é o segundo dia do Tríduo Pascal. O Senhor Jesus que se entregou até a morte na Ceia de modo ritual e entregou-se na cruz de modo histórico-existencial, agora encontra-se na morte, no reino do nada, do não-ser, da impotência: “desceu à mansão dos mortos” – professa a Igreja todos os domingos.

Este é o ponto mais baixo do Tríduo! O Sábado Santo, também chamado de Grande Sábado, é dia de profundo silêncio. O Senhor Jesus desceu ao mais baixo, à região dos sem-vida, dos sem-Deus, da humanidade na sua última miséria: Jesus experimentou realmente o derrota terrível da morte, morte ligada ao pecado – Ele, que não tem pecado – morte como distanciamento do Deus da Vida.

Hoje é dia manter-se em silêncio, em oração. Devemos pensar no sentido de nossa vida, na nossa morte, unida à morte de Cristo como caminho para a Ressurreição. Hoje também devemos dirigir nosso afeto à Virgem Maria, que, em tremenda solidão, esperou firmemente a vitória do Cristo. Com Maria Virgem, no dia de hoje, a Igreja espera!

b. Anotações litúrgicas

1. Neste Sábado Santo não se pode celebrar nenhum sacramento, a não ser a Reconciliação.

2. Ninguém pode comungar. Não se pode levar a comunhão nem aos enfermos. Somente em real perigo de morte iminente é que se pode levar a comunhão, mas no modo de viático – só o sacerdote pode fazê-lo!

3. Neste Dia não há nenhuma celebração. A igreja permanece sem flores, com o altar desnudo, com a pia de água benta vazia, com a cruz da adoração da Sexta-feira Santa visível no presbitério. Quem passar diante dessa cruz, faz genuflexão. Isso vale até o fim da tarde – após as Vésperas.

4. No caso de exéquias, não se pode celebrar a Missa de corpo presente, mas somente fazer a encomendação.

5. Os cristãos cuidem de não se ocuparem com nada que os dissipem ou distraiam da união com o Senhor morto e sepultado.

6. Não se pode adorar o Santíssimo. As hóstias que sobraram da Sexta-feira Santa devem estar guardadas num lugar isolado: não no Sacrário, não no Altar da Reposição. Devem ser consumidas somente depois da Oitava da Páscoa.

7. A partir da tarde, deve-se começar a ornamentar a igreja para a Vigília Pascal...

FONTE:http://www.domhenrique.com.br/index.php/liturgia/geral/186-o-sabado-santo

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Via Sacra


Já no séc. IV, os romeiros visitavam a Terra Santa, de maneira informal, os santos lugares onde aconteceram a Paixão e Morte de Jesus. Este costume transformou-se no exercício da via-sacra praticado hoje, especialmente na Quaresma.

Esta tradição foi retomada no séc. XII pelos franciscanos em Jerusalém, onde na Via Dolorosa colocaram algumas capelinhas e marcas de pedra. Estas já seguiam a ordem cronológica e a via-sacra começou a encontrar sua forma atual, justamente no tempo da crescente devoção para com os sofrimentos de Jesus. Para quem não podia ir até a Terra Santa, os mesmos franciscanos divulgaram as estações da Via Crucis substituida por quadros pintados.

A Via-Sacra tem sua origem fundada dentro da espiritualidade franciscana. Francisco tinha especial devoção pela encarnação de Cristo; o assumir, por parte de Deus, a nossa humanidade. E, nesse mistério kenótico do Filho de Deus se contempla a encarnação, natal, e paixão; e, englobando todos, como centro e ápice, a Eucaristia.

Narra-se em Tomás de Celano: “Desde então, grava-se na sua santa alma a compaixão do Crucificado..., e no coração dele são impressos mais profundamente os estigmas da venerável paixão, embora ainda não na carne”. (2Cel 10,8). Em outra narrativa da Legenda dos Três Companheiros Francisco também demonstra essa particular devoção: “Uma vez, caminhava solitário perto de Santa Maria da Porciúncula, chorando e lamentando em alta voz. Um homem espiritual, ouvindo-o, julgava que ele sofresse de alguma enfermidade ou dor e, movido de compaixão para com ele, interrogou-o por que chorava. E ele disse: ‘Choro a paixão de meu Senhor, pelo qual eu não devia envergonhar-me de ir chorando em alta voz por todo o mundo’. O outro também começou a chorar com ele em alta voz”.

A partir da espiritualidade os franciscanos viram na via-sacra como que uma externação do que buscavam; ou, a quem buscavam se assemelhar.

Paixão de Cristo


Hoje, a Igreja mantém-se em profundo silêncio. O Esposo foi retirado. Neste dia, a Igreja não celebra a Eucaristia. O Altar, despojado após a Missa da Ceia do Senhor, é sinal desse jejum eucarístico.

Pelas 15h, os cristãos se reúnem para uma solene celebração: a Celebração da Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: (1) uma Liturgia da Palavra, (2) a Adoração da Cruz e (3) a Comunhão eucarística.

A Liturgia da Palavra ilumina o mistério da cruz do Senhor. Olhada somente com os olhos da razão, a cruz não tem sentido; ela é a maior prova de que Deus não existe e, se existisse, seria inútil, cruel, indiferente à dor humana! A cruz, à luz do nosso entendimento, é sinal de que não vale a pena ser bom, não adianta lutar por um mundo melhor, porque o mal triunfa! Mas, quando escutamos a Palavra do Senhor, o mistério da cruz aparece como luz, como sabedoria admirável de Deus! É isto que as leituras nos revelam: a Primeira, é o quarto cântico do Servo Sofredor; tão impressionante que o chamam de Paixão segundo Isaías. Aí, o Servo humilhado e destruído para salvar a humanidade, triunfará e será salvação da multidão. O Salmo 30 é uma impressionante oração que revela os sentimentos de Jesus na sua dor. É neste Salmo que se encontra a última palavra de Jesus: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito”. A Segunda Leitura é da Epístola aos Hebreus. Ela apresenta Jesus como nosso Sumo Sacerdote que, pelo seu sacrifício, entrou no Santuário verdadeiro: o céu. Entrou, não com sangue de animais irracionais, mas com o seu próprio sangue, sinal de um amor que se doa totalmente e, por isso, nos purifica. Finalmente, a impressionante narrativa da Paixão segundo São João. A Liturgia da Palavra é concluída com a solene Oração Universal, na qual a Igreja, unida ao seu Senhor, intercede por toda a humanidade.

A Adoração da Cruz exprime a profunda reverência e admiração da Igreja pelo mistério da Paixão e Morte do Senhor. Não se trata de adorar o lenho materialmente, mas o que ele significa.

Finalmente, a Comunhão eucarística. Apesar de não haver Missa, comungar no Corpo do Senhor morto e ressuscitado, revela bem o quanto Cristo vive para sempre.

Fonte: http://www.domhenrique.com.br/index.php/liturgia/geral/187-a-sexta-feira-santa

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Missa da Ceia do Senhor



Para os judeus o dia não começa a meia-noite, mas ao entardecer, portanto a missa da Ceia do Senhor ,que é celebrada na quinta-feira santa à tarde, forma um só dia com a sexta-feira santa, o primeiro. Por causa disso essa celebração dá início ao Tríduo Pascal.

Neste primeiro dia do Tríduo celebramos o Mistério de Cristo que se entregou totalmente na última Ceia aos seus, fazendo-se escravo, e é o mesmo que se entregou totalmente no sacrifício na cruz. Este mistério é marcado pelo Lava-pés, em que Cristo se despe do seu manto, cinge-se de uma toalha e começa a lavar os pés dos discípulos, já sabendo que a sua Hora chegara, ou seja, o sacrifício na Cruz, e disposto a dar a vida por amor [tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 13,1)]. Portanto Jesus dá o exemplo, Ele sendo o Mestre se faz escravo dos discípulos e ensina um novo mandamento, AMAR COMO ELE AMOU.

Os discípulos ainda não compreendiam, Pedro chega a perguntar: “Senhor, tu, lavar-me os pés?!” (Jo 13,6), porém somente após o sacrifício na cruz, a ressurreição e o envio do Espírito Santo compreenderão ao relembrar os ensinamentos de Cristo. Por enquanto Jesus ensina, “Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós façais” (Jo 13,15). Jesus também instaura na última Ceia o sacerdócio ministerial como entrega amorosa, não é um poder, mas um serviço aos irmãos, até dar a vida. Instaura a Eucaristia como Sacramento para nos assemelhar-nos a Ele e como cumprimento da promessa de que Ele nunca nos deixaria, do mesmo modo, ao se dar no pão e no vinho, está, de antemão, garantindo, como penhor, que, no dia seguinte, não fugirá, mas livremente vai se entregar no seu corpo (quer dizer, em toda a sua natureza humana, com seus sonhos, projetos, alegrias e tristezas) e no seu sangue (ou seja, na sua morte violenta, dada pela vida dos seus e do mundo inteiro).

Anotações litúrgicas:

(1) A cor desta Missa é o branco. A igreja deve estar discretamente ornamentada com flores, o altar coberto com uma bela toalha branca.

(2) O sacrário deve estar vazio e aberto. As hóstias devem ter sido consumidas até a quarta-feira, reservando-se algumas para a comunhão dos enfermos. Elas devem ser colocadas num lugar seguro e digno, fora da igreja. Até o Dia da Páscoa não se devem comungar as hóstias antigas!

(3) Deve-se preparar ao lado do corpo da igreja ou mesmo fora, em local bem próximo, o Altar da Reposição, isto é, um local digno e bem ornamento com flores e velas para se colocar a Reserva eucarística dessa Missa da Ceia.

(4) É muito aconselhável que, na Procissão de entrada, logo aos a cruz, entrem os Santos Óleos, consagrados na Missa do Crisma. Eles devem ficar sobre o Altar, de modo belo e discreto, ou sobre uma mesinha preparada no Presbitério.

(5) Todos os cânticos devem ser próprios para esta Missa. Usa-se incenso e Evangeliário normalmente. Ao canto do Glória, tocam-se o sino e a capainha. Depois disso, somente se pode tocar a matraca.

(6) Após a homilia, faz-se o lava-pés, com doze membros da comunidade, de preferência, mas não necessariamente, do sexo masculino. Lava-se o pé direito de cada um. Pode-se também beijar, após lavar. Para o lava-pés, o celebrante deve retirar a casula e colocar um gremial (espécie de avental) sobre a alva e a estola.

(7) Caso use a Oração Eucarística I – que é a ideal para ser usada -, o celebrante deve estar atento que há várias partes próprias para esta Missa, inclusive a narrativa da Consagração!

(8) Deve-se cuidar para que as hóstias sejam suficientes para esta Missa e para a Celebração da Sexta-feira Santa. Ao final da Comunhão, todas as hóstias consagradas devem ser colocadas numa única âmbula grande, que fica sobre o Altar, sobre o corporal, coberta com um canopeu (o véu).

(9) O Celebrante faz, então, a Oração após a comunhão. Depois, de joelhos, incensa as hóstias consagradas que estão sobre o Altar. Em seguida, coloca sobre a casula o véu umeral. Pode também retirar a casula, colocar o pluvial branco e, sobre ele, o véu umeral. Ele deve tomar a âmbula e cobri-la com o véu umeral. Nunca, em hipótese alguma, por motivo nenhum, pode-se colocar uma hóstia no ostensório e sair com ela em procissão! Não é procissão de Corpus Christi!

(10) A procissão terá a seguinte ordem: cruz e velas na frente, os acólitos, cada um com uma vela acesa, o que leva a matraca, tocando-a e, logo adiante do Santíssimo, um ou dois acólitos com o turíbulo fumegando. Depois, o padre com o Santíssimo coberto pelo véu umeral.

(11) O ideal é que o padre vá debaixo de uma umbrela (aquela pequena “sombrinha”). A procissão dirige-se solenemente para o Altar da Reposição. Se o Altar estiver dentro da igreja, o povo permanece no seu lugar, ajoelhando-se quando o Santíssimo passar. Se o altar for fora, o povo pode acompanhar calmamente. O canto para a procissão é o previsto no missal.

(12) Chegando ao Altar, o celebrante coloca a âmbula no sacrário preparado, incensa o Santíssimo, reza um pouco em silêncio, fecha-o e todos, em silêncio, voltam para a sacristia pelo caminho mais curto. Não há bênção final, não há despedida, não há nada!

(13) Em momento nenhum se deve dizer “graças e louvores...” A procissão é simples, solene e ao mesmo tempo, grave. Repito: nunca se deve usar uma custódia! Esta procissão tem um motivo prático: conservar as hóstias para a comunhão do dia seguinte.

(14) A Comunidade deve fazer uma adoração solene até meia-noite; nunca depois disso! Após a meia-noite, a adoração só pode ser individual e silenciosa. Esta adoração não tem o sentido de fazer companhia a Jesus que está em agonia! Jesus está ali morto e ressuscitado, na Eucaristia. Também não se deve chamar o Altar de Reposição de “Horto”! O sentido da adoração é a gratidão a Jesus pela Eucaristia e pela sua vida entregue pelos seus. Só isso!

(15) Terminado o rito, as todas as cruzes da igreja são retiradas ou cobertas de branco, roxo ou vermelho. Todas as flores são retiradas, os altares são totalmente descobertos e despojados e as pias de água benta são esvaziadas totalmente. A Igreja entra num solene e profundo silêncio.

(16) A partir daqui, nenhum sacramento pode ser celebrado, a não ser a Reconciliação. A comunhão somente pode ser dada aos enfermos e mais a ninguém!

Texto base: Texto base: http://domhenrique.com.br/index.php/liturgia/geral/188-a-quinta-feira-santa

A Missa do Crisma



Neste dia, celebramos pela manhã em cada catedral na respectiva diocese, a missa do Crisma, no qual o Bispo com seus presbíteros e diáconos junto do Povo de Deus fixam seus olhos naquele que é Sumo e Eterno Sacerdote. E à tarde dará início ao Tríduo Pascal, a trajetória de Cristo até a cruz e ressurreição.

A celebração da missa do Crisma é a verdadeira festa do sacerdócio ministerial - daqueles, que, recebendo a sua unção do Cristo, no interior do povo dos batizados, agem na pessoa de Cristo, cabeça da Igreja. Especialmente nesta celebração os sacerdotes renovam suas promessas sacerdotais diante dos Bispos.

Também nesta celebração é feita a benção do óleo dos catecúmenos e enfermos. O óleo é Dom do Cristo morto e ressuscitado à sua Igreja, símbolo do Espírito Santo, e que será usada na fronte dos recém-batizados, nas palmas dos neo-sacerdotes, sobre a cabeça dos novos Bispos e serão ungidos o Altar e as colunas das igrejas.

Texto base: Texto base: http://domhenrique.com.br/index.php/liturgia/geral/188-a-quinta-feira-santa

terça-feira, 19 de abril de 2011

Lectio Divina Domingo de Páscoa

LECTIO DIVINA – 24 de abril de 2011

Domingo de Páscoa – Ano A

TEXTO BÍBLICO: João 20,1-9

Domingo bem cedo, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi até o túmulo e viu que a pedra que tapava a entrada tinha sido tirada. Foi correndo onde estavam Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse: - Tiraram o Senhor Jesus do túmulo, e não sabemos onde o puseram! Pedro e o outro discípulo foram até o túmulo. Saíram correndo juntos. O outro correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro. Ele se abaixou olhou lá dentro, viu os lençóis de linho. Mas não entrou no túmulo. Pedro chegou logo depois, entrou. Ele viu os lençóis colocados ali e a faixa que tinham posto em volta da cabeça de Jesus. A faixa não estava junto com os lençóis, mas enrolada ao lado. Aí o outro discípulo, que havia chegado primeiro, entrou no túmulo. Ele viu e creu.

(Eles ainda não tinham entendido as Escrituras Sagradas, que dizem que era preciso que Jesus ressuscitasse)

l – LEITURA: Que diz o texto?

Perguntas para leitura:

* Que sentimentos teve a primeira personagem que percebeu o sepulcro vazio?

* A quem vai avisar e o que aconteceu?

* Que discípulo chegou primeiro ao túmulo, e quem entrou primeiro?

* Que diferenças importantes encontram nas experiências de ambos os discípulos?

* Como o local estava quando Pedro e o outro discípulo entraram no sepulcro?

Celebramos a festa litúrgica mais importante do ano: Jesus ressuscitou vencendo a morte. Maria Madalena foi, quando ainda estava escuro, ao lugar onde se havia posto o corpo sem-vida de Jesus (onde o haviam deixado)

O que vemos primeiro neste texto é situação marcada por agitação e angústia, os movimentos são bastante agitados e rápidos.

A pedra removida em uma sepultura com forma de caverna é uma prova de que algo anormal aconteceu. Agora os discípulos chegam e, igual como fez Maria Madalena, observam e comprovam que aquilo era verdade.

Imagine esta cena. Feche os olhos e pense nela. Uma paisagem escura, de madrugada ainda. Observe os dois discípulos cansados pela corrida chegarem ao local onde tudo aconteceu. O primeiro a chegar não entra no túmulo antes que Pedro, porque já o respeitava pela escolha de Jesus: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja.

Pedro chegou e entrou no túmulo, viu os lençóis no chão, e o pano que envolvia a cabeça, enrolado em um lugar a parte.

Pedro viu e não aconteceu nada. O outro discípulo viu e creu.

Creu em quê? Que havia ressuscitado de acordo com as Escrituras e que o próprio Jesus os havia antecipado tantas vezes.

O entendimento diferente, mas ao final concluem que Jesus é o Filho de Deus e tinha que sofrer morte de cruz para que se cumprisse tudo o que se havia dito dele e, que ressuscitaria depois de três dias, de acordo com as Escrituras.

Outros textos bíblicos para comparar: Lc 24,12; Mt 28. 1-8; 1Cor 15,4

2 – MEDITAÇÃO: Que me diz o texto? Que nos diz o texto?

Perguntas para meditação:

* Hoje sinto alegria pela festa da Ressurreição do Senhor Jesus?

* Como me sentiria se uma pessoa de quem gostasse muito, um familiar ou amigo bem próximo, que já tivesse morrido, voltasse para a vida deste mundo? Qual seria minha reação?

* Que proveito tive na Quaresma e a Semana Santa que acabo de celebrar?

* Vivo uma vida diferente, uma conversão verdadeira aplicando as ações da quaresma no meu dia-a-dia?

* Agora vêm 50 dias de alegria pascoal. Como celebrar da melhor maneira possível?

* Como continuar a lutar pelos ideais propostos pela Campanha da Fraternidade de 2011 - "Fraternidade e Vida no Planeta"?

* Estou consciente de que todos os domingos do ano são celebração da ressurreição?

* Entendo a Oração que o sacerdote diz na Missa: Celebrando, a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo...?

3 – ORAÇÃO: O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?

Elevemos nossa ação de graças ao Pai por celebrar esta festa, na qual contemplamos a base de nossa fé: A Ressurreição de Jesus, o Filho de Deus.

Obrigado Pai de amor e misericórdia. Permitis que teu Filho

– partilhasse nossa condição humana em tudo, menos no pecado.

– pelo sacrifício santo e por seu piedoso sangue derramado na Cruz

– por ressuscitá-lo e permitindo-nos ser verdadeiramente livres.

– por nos ensinar que o amor não conhece limites, barreiras, nem fronteiras.

– porque o que foi uma grande dor se transformou em alegria.

– porque hoje a uma só voz podemos proclamar: O Senhor Ressuscitou Aleluia!

4 – CONTEMPLAÇÃO: Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Volte a ler este texto. Depois procure um lugar silencioso, feche teus olhos e imagine que é uma testemunha de toda esta belíssima passagem bíblica. Visualize que está presente, mas nem Maria Madalena, nem Pedro, nem o discípulo amado podem te ver ou escutar. Descreva em um papel as características próprias da cena e tome todo o tempo que seja necessário para poder fazê-la.

5 – AÇÃO: Com o que me comprometo? Com o que nos comprometemos?

Propostas pessoais:

Não me conformar isoladamente com a alegria desta celebração. Comentar e divulgar com outras pessoas o que sinto por saber que Cristo ressuscitou. Rezar diante do Santíssimo pelos que não creem e pelos que duvidam de Jesus. Pedir ao Pai que transforme seus corações com a força do Espírito Santo de amor para que se integrem a esta festa que faz saltar de alegria nossos corações.

Propostas Comunitárias:

* Convidar outros a compartilhar as experiências.

* Fazer um programa de atividades para os 50 dias da Celebração da Páscoa, de tal maneira que durante todo este tempo se reviva o ambiente da festa da Ressurreição de Jesus.


Fonte: Mons. Paulo Daher, Diocese de Petropolis

domingo, 17 de abril de 2011

Domingo de Ramos e da Paixão



O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor da início a Grande Semana, como os cristão antigos chamavam. Vale realçar dois aspectos distintos neste dia: Primeiro a entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado pelo povo com cortejo de Ramos. Este momento é celebrado pela PROCISÃO DE RAMOS ou ENTRADA SOLENE NA MISSA (Mt 21,1-11); e, em segundo, é celebrado o mistério da Paixão e Morte de Jesus na Missa (Mt 26,14-27,66). Portanto, a celebração de Ramos é celebrada exclusivamente na procissão ou entrada solene e não na missa em si, que já visa outra dimensão da vida de Jesus.

A explicação desta dicotomia de mistérios a serem celebrados, que no fundo se completam, esta na história: Em Roma, não havia Semana Santa. Celebrava-se no sexto domingo a Paixão e Morte de Cristo, e no domingo seguinte, a Páscoa do Senhor. Somente no século XI é que a Procissão de Ramos, costume nascido em Jerusalém, passando para a Espanha, depois, para a Gália (atual França), chegou a Roma.

Na procissão de Ramos reconhecemos Jesus como Messias, “o que vem em nome do Senhor” (Mt 21,9) e manifestamos esta alegria assim como fizeram com Jesus, os ramos e o jumento. No Antigo testamento o Rei era aclamado pelo povo com o jumento, como o rei Davi fez a seu filho e herdeiro do trono, Salomão: “tomai convosco a guarda real, fazei montar na minha mula o meu filho Salomão ... e vós tocareis a trombeta e gritareis: ‘Viva o Rei Salomão’” (1Rs 1,33-34). E, portanto, sendo Jesus o Esperado, descendente de Davi, o Rei, foi exaltado pelos símbolos judaicos que reconhecem a sua majestade.

Porém este mesmo Rei é aquele que irá, logo em seguida, ser crucificado, ou seja, Ele não é como os outros que o prefiguraram e não como os judeus esperavam. Jesus Cristo é pobre, humilde, servo de todos, será um escândalo para todos pendurado no madeiro. Seus discípulos irão negá-Lo logo em seguida, a multidão que o exaltava será aquela que irá implorar a Sua crucificação. Portanto não é só os aspectos externos que nos devem levar a reconhecer a Sua majestade, ou seja seus milagres, mas além disso é o testemunho de Cristo que após a crucificação ressuscitou, como São Paulo diz, “abaixou-se, tornando-se obediente até a morte, à morte sobre uma cruz. Por isso Deus soberanamente o exaltou.”(Fl 2,8-9). Assim contemplando estes Mistérios desejamos participar da mesma sorte que Cristo, colocar-nos debaixo do Messias, e participar da sua glória, que está unicamente no Pai. Ou seja, assemelhando-nos a Cristo, por sua mediação, também somos vitoriosos.

Neste Mistério encontramos Jesus abandonado por seus discípulos, traído por quem comia na mesma mesa, negado por seu discípulo. Assim compreendemos a nossa dificuldade em assemelhar-nos a Cristo crucificado, nós fugimos da cruz! Como Francisco de Assis, Cristo Pobre e Crucificado possa ser imagem da perfeição que buscamos. E que Ele disponha nosso ser para imitá-lo na Cruz, dando a vida pelos irmãos, e guiar-nos neste caminho de salvação.

Algumas anotações litúrgicas para este dia:

(1) A cor dos paramentos é vermelho, cor da paixão, do sangue, do Espírito de amor que faz dar a vida pelos irmãos.

(2) Em cada igreja somente pode haver uma procissão de ramos, feita antes da missa principal. No caso de uma outra missa importante, pode-se fazer nova bênção dos ramos e a entrada solene, como está na "Segunda forma" do Missal Romano: à porta da igreja os fiéis se reúnem, trazendo ramos nas mãos. O celebrante dirige-se para lá com os acólitos, abençoa os ramos, lê o Evangelho próprio e entra com o povo para a missa.

(3) A igreja deve estar discretamente ornamentada com ramos, não com flores.

(4) Para a procissão, é aconselhável que o padre use o pluvial. Somente chegando à igreja, depois de beijar e incensar o altar, tira o pluvial e coloca a casula.

(5) Na procissão, o padre vai à frente, com um ramo na mão, precedido pelos acólitos e seguido pelo povo.

(6) Os cânticos devem ser os próprios para esta celebração. Estão no missal. Existem CDs com composições próprias para esta momento.

(7) O padre, após revestir-se com a casula, já inicia a missa com a oração da Coleta.

(8) ATENÇÃO: Ainda que não haja bênção dos ramos, o Evangelho da Missa é sempre a Paixão e nunca o da entrada de Jesus em Jerusalém. Nunca se deve esquecer: não há missa de ramos! A missa é da Paixão; de ramos é a procissão!

(9) A Paixão pode ser lida por várias pessoas, mas nunca dramatizada! A liturgia não é um teatro! Isso seria uma completa e total deturpação do que é uma celebração litúrgica!

(10) Os ramos devem ser levados para casa, colocados num lugar digno e devolvidos à paróquia antes da Quarta-feira de Cinzas do ano seguinte, para ser transformado em cinzas.

Texto-base: http://www.domhenrique.com.br/index.php/liturgia/geral/189-o-domingo-de-ramos-e-da-paixao-do-senhor-

Os Mais Vistos