Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Orações Franciscanas (parte I)

Orações da Comunidade Conventual – OFM Conventuais

Os Franciscanos, como todos os religiosos, devem cultivar um espírito de oração e devoção em comunhão com toda a Igreja de Cristo! No entanto a Família Franciscana Conventual segue uma maneira peculiar de viver a vida de oração em Fraternidade, a começar nas casas de formação!

Antes de se iniciar qualquer ação litúrgica, os frades (e formandos), a exemplo do Seráfico Pai São Francisco, se prostam diante do Senhor Jesus presente na Eucaristia e ou no altar com esta invocação:

 Nós vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendizemos, porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.”

Além dos Frades seguirem o ordinário da Liturgia das Horas como ensina a Santa Madre Igreja, temos por devoção, Tradição e piedade, (conquistados ao longo dos séculos pela Ordem) alguns “florilégios” que fazem parte da identidade franciscana de rezar. Antes de iniciar as Laudes rezamos uma antífona própria para cada dia da semana lembrando algumas metas a seguir:

DOMINGO: Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos. (aleluia).

SEGUNDA: Salve, Santa Clara, mulher admirável, religiosa modelar, mãe venerável, plantinha do nosso Pai Francisco! Clara de nome, preclara pelas virtudes, ilumina-nos no discipulado da altíssima pobreza.

TERÇA: Ó língua bendita de Santo Antônio, que sempre louvastes a Deus e fizestes com que outros o louvassem. Agora se vê claramente quantos méritos alcançastes perante Deus! Santo Antônio, rogai por nós!

QUARTA: Salve, Pai Santo, luz da pátria, modelo dos Menores, espelho da virtude, caminho da retidão, norma dos costumes! Conduzi-nos do exílio da carne ao Reino dos Céus! Fazei crescer, ó Pai nosso São Francisco, esta vinha que vossa mão plantou!

QUINTA: Senhor da messe e Pastor do rebanho, faze ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me!” Que o teu Espírito nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir a tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários e o rebanho não pereça por falta de pastores! Maria, mãe da Igreja, desperta-nos para a Missão.

SEXTA: Jesus Cristo se humilhou e se fez obediente, obediente até a morte e morte numa cruz. Por isso, Deus o exaltou, sobremaneira, em sua glória, e deu-lhe o nome mais sublime, muito acima de outro nome.

SÁBADO: Mártir da caridade, São Maximiliano Maria Kolbe, cavaleira da Imaculada, apóstolo do bem e da paz, verdadeiro frade menor! Lembrai-nos que não há maior amor do que dar a vida pelos irmãos!

Outro detalhe na Liturgia da Horas observado pela Ordem Franciscana Conventual é uma tradição do Sacro Convento de Assis (onde está os restos mortais de São Francisco e é guardado pelos Franciscanos Conventuais) é  a seleção dos salmos invitatórios para cada dia da semana, afim de não repetí-los nas salmodias dos Ofícios:

Domingo: Salmo 66
Segunda: Salmo 99
Terça: Salmo 94
Quarta: Salmo 23
Sexta: Salmo 94
Sábado: Salmo 99

Antes de sair da Igreja, no término de qualquer ação litúrgica, diante do Senhor na Eucaristia e/ ou Altar, prostrados se faz a seguinte oração:
“Bendita seja a Santa e Imaculada Conceição da Virgem Maria, Mãe de Deus! Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!”  

Esta oração faz parte de uma antiguíssima tradição da Ordem dos Frades Menores Conventuais em reverência a Mãe de Deus e a Seu Filho!
É bom ressaltar que todo cristão batizado deve cultivar a oração no seu dia a dia! Sobretudo um Frade  que é um Consagrado a Deus! Este deve fazer da sua vida um sinal de comunhão com o Senhor da sua vocação! Por isso, rezar NUNCA  é demais! E não deve fica restrito às casas de formação! Sem um espírito de oração pessoal e conventual o religioso se torna árido para si mesmo e para aqueles ao qual deve servir!


Em breve mais, detalhes sobre a meditação e a oração noturna dos Franciscanos Conventuais!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A formação espiritual nos seminários

Entrevista com Dom José María Yanguas, bispo espanhol para o "Zenit.org"


ROMA, quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - A formação nos seminários, com seus desafios e características atuais, a importância do acompanhamento espiritual e questões como a fragilidade física e afetiva estavam entre os temas discutidos durante o curso de La formazione spirituale nei seminari, realizado na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma, de 7 a 11 de fevereiro. O bispo de Cuenca (Espanha), José María Yanguas, interveio neste evento acadêmico sobre o tema da fragilidade afetiva. Sobre este assunto, ZENIT o entrevistou.

ZENIT: Quais devem ser os pilares da formação espiritual, hoje, nos seminários?Dom José María Yanguas: O candidato ao sacerdócio deve procurar adquirir virtudes como a sinceridade e a simplicidade, com uma rejeição instintiva da vida dupla, de tudo o que é falso, inautêntico, artificial; o espírito de trabalho; o sentido da amizade, sincera e aberta, generosa e sacrificada, chave para viver o sacerdócio e dentro de uma comunidade; o espírito de serviço, necessário para quem escolhe doar-se de forma incansável a todos; o vigor do ânimo e a capacidade de sofrimento, esse "aguentar", poderíamos dizer, para não se curvar diante das dificuldades e obstáculos, para saber trabalhar a longo prazo, sem esperar o sucesso fácil e imediato e não se desanimar diante de possíveis fracassos.
Também é claro que o candidato ao sacerdócio deve ter a necessária formação teológica e moral, canônica, litúrgica e pastoral; possuir uma experiência viva do Deus que se revela a nós em Cristo, experiência que se cultiva no diálogo vital da oração pessoal, pública ou privada; sentido sobrenatural, que leve a julgar tudo à luz de Deus; bondade e senso de paternidade, que leva a tratar todos com sincera e madura cordialidade; otimismo sobrenatural, que infunda nos fiéis a alegria e a confiança.
Além disso, também é necessário o sentido de responsabilidade, criatividade e espírito de liderança, de quem se esforça, de mil maneiras, em oferecer a Palavra de Deus aos seus irmãos, em aproximá-los das fontes da graça, que são os sacramentos, em guiá-los pelos caminhos de uma vida autenticamente cristã. Estas não são as únicas "virtude" da formação sacerdotal, pelas quais você me pergunta, mas estas não deveriam faltar.

ZENIT: Qual deve ser o papel do diretor espiritual durante a formação dos seminaristas?Dom José María Yanguas: É um trabalho que toca o mais íntimo e pessoal do sujeito. Esta tarefa, portanto, requer extrema delicadeza, de modo que os candidatos se sintam acolhidos, compreendidos, valorizados; requer humildade e sentido de Igreja, para não formá-los à própria imagem e semelhança; exige o respeito às peculiaridades de cada um, com a segurança de que não existem duas almas iguais e de que não existem receitas de indiscriminada aplicação universal; fortaleza para corrigir, quando for necessário; ciência moral e conhecimento da vida espiritual; atenção ao que Deus pode pedir aos diversos candidatos; esmero em facilitar a sua sinceridade; prudência para conduzi-los por um caminho inclinado; a paciência para acompanhar os ritmos de crescimento, às vezes tão diferentes, de cada um...

ZENIT: E no que diz respeito à fragilidade emocional, sobre a qual o senhor falou no evento acadêmico da Universidade de Santa Cruz?Dom José María Yanguas: Este assunto não é algo específico da formação sacerdotal. A fragilidade, imaturidade, inconsistência de ânimo estão presentes em muitos dos nossos jovens e adolescentes. Essa fragilidade se manifesta como falta de harmonia entre as esferas intelectual, volitiva e afetiva da pessoa, criando instabilidade, mudanças frequentes de humor, comportamentos guiados pelos "caprichos", incumprimento dos compromissos adquiridos, desilusões após entusiasmos repentinos, estados depressivos sem nenhuma razão além das pequenas e inevitáveis falhas, incapacidade de manter-se ou resistir diante de obstáculos, dificuldade em tomar decisões verdadeiras. As pessoas afetivamente frágeis precisam ser o centro das atenções, ser reconhecidas e valorizadas, e facilmente confundem sentimento com amor verdadeiro.

ZENIT: É apenas uma questão de sentimentos?Dom José María Yanguas: Claro que não. Esta é a inadequada integração do mundo afetivo na pessoa como um todo, enquanto a maturidade pessoal, no entanto, é o resultado de um desenvolvimento harmonioso das capacidades propriamente humanas. A imaturidade afetiva não é apenas uma questão da esfera dos sentimentos; supõe certamente imaturidade intelectual e volitiva.
Se o variado mundo dos sentimentos e emoções, muitas vezes confuso, prevalece sobre o intelecto e a vontade, necessariamente se cai no sentimentalismo, permitindo que sejam os sentimentos que decidam sobre a verdade ou o erro e que sejam eles o único motor dos nossos atos. A razão perde a capacidade de discernimento e a vontade se enfraquece. A vida da pessoa fica, então, em poder dos sentimentos, variáveis, mutáveis, muitas vezes superficiais, sendo que o comportamento precisa ser dirigido pela inteligência e governado pela vontade.
Se o sentimentalismo permeia a vida de piedade, esta correrá um sério risco quando os sentimentos, experiências e emoções que a sustentam não estiverem presentes. Acaba-se confundindo a vida de piedade com o sentimento.

ZENIT: Que características da época atual podem levar a essa fragilidade afetiva que atinge os homens do nosso tempo?Dom José María Yanguas: Essa fragilidade é facilitada por um ambiente que nega as verdades absolutas, os valores fortes, os modelos de conduta; um ambiente cultural em que a distinção entre o bem e o mal é incerta, em que o verdadeiro é confundido com o útil ou prático. Isso torna impossível uma autêntica educação ou formação; não existem modelos, falta uma ideia clara do que significa ser humano.

ZENIT: Esse fator certamente é um desafio para a formação dos seminaristas de hoje...Dom José María Yanguas: Exatamente. Portanto, é necessário propor aos candidatos ao sacerdócio, com força renovada, o modelo de Cristo Sacerdote, Bom Pastor; motivá-los com essa imagem, de modo que, à sua luz, tudo tenha sentido: tanto sua formação como a construção da própria personalidade.

 Texto pesquisado e sugerido ao "São Francisco em CONVersa" por Frei Ilson Fontenele OFMConv
Texto original em http://www.zenit.org/article-27336?l=portuguese sob o título: "Candidatos ao sacerdócio: fragilidade afetiva e direção espiritual"

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Lectio Divina 8º Domingo do Tempo Comum

LECTIO DIVINA - Domingo 27 de fevereiro de 2011

8º Domingo do Tempo Comum Ano A

TEXTO BÍBLICO: Mateus 6,24-34

Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo.Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro. Não se preocupem com a comida e bebida para viver, nem com a roupa para se vestir. A vida não é mais importante que a comida? E o corpo não é mais importante que as roupas? Os passarinhos que voam pelo céu: não semeiam, não colhem, nem guardam comida. O Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Vocês valem muito mais que os passarinhos. Nenhum de vocês pode aumentar sua vida, por mais que se preocupe com isso. Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas. Nem o rei Salomão, tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece. Ele vestirá vocês, que têm uma fé tão pequena! Não perguntem: Onde vamos arranjar comida? ou Onde arranjar bebida? ou roupas? Os pagãos estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e Ele lhes dará todas essas coisas. Não fiquem preocupados com o dia de amanhã. O dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.

l – LEITURA: O que diz o texto? Indicações para a leitura.

A Palavra de Deus tem temas distintos,bem relacionados: Vers.24: a atitude diante do dinheiro e das riquezas; Vers. 25-31: confiança em Deus que sempre cuida de seus filhos; Vers. 32-34: a obediência a Deus como Senhor de nossas vidas.

A 1ª. parte é não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Jesus não se refere à quantidade de riquezas, mas à atitude que se tem diante destas. Mesmo quando as riquezas são poucas, estes podem amarrar o coração do ser humano. Doutro lado existem pessoas que têm muita riqueza, que não se deixam escravizar por estes, mas colocam Deus acima de tudo e buscam partilhar seus bens.

A 2ª parte: Somos convidados a confiar em Deus. Vendo como Deus "cuida" das plantas e dos animais descobriremos qual deve ser nossa atitude diante Dele. Para Deus valemos muito, mais que plantas e animais, por isso Ele cuida bem de nós. O que fazer? Confiar Nele... Por mais esforços que façamos não vamos aumentar um dia a mais à nossa vida. Devemos "abandonar-nos" em Deus e ensinar isso aos outros.

Por último, a atitude a qual somos chamados é: Deus é Senhor de nossas vidas e obedecemos à sua Palavra. Nossa vida é "assegurada" pela presença do bem e do amor apesar das dificuldades do nosso mundo.

Curiosidade: chamamos por "Divina Providência" a ação de Deus que não permite que nos falte nada do necessário à nossa vida. Em meio às dificuldades, quando pensamos que não conseguiremos, Deus sempre nos dá Sua força para continuarmos adiante.

Outros textos para comparar: Mt 5,1-3; Lc 16,13 e 12,22-31.

Perguntas para a leitura:

* Por que não trabalhar para dois senhores ao mesmo tempo? O que aconteceria?

* De que coisas não devemos preocupar-nos em nossa vida?

* Por que não devemos pôr no centro da vida a preocupação com o que comer?

* O que devemos aprender com as "flores do campo"?

* Como Deus trata aos seres humanos? Por que confiar?

* Que é Divina Providência?Por que Deus deve ser único Senhor de nossa vida?

* Devemos obedecer à Palavra de Deus? Por quê?

2 – MEDITAÇÃO: O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

* Em minha vida como se manifesta a relação entre Deus e as riquezas? Busco ter o Senhor como centro da minha vida?

* A que dou mais importância na minha vida?

* Vivo na sociedade de consumo: Dou valor às "marcas" de roupas e objetos?

* Confio em Deus, que cuida e protege seus filhos dando o que necessitam?

* Que aprendo com o ensinamento de Jesus sobre as flores do campo?

* Deixo-me guiar por Deus? Confio na Providência Divina?

* Aceito a Deus como único Rei e Senhor? Busco obedecer a Palavra de Deus?

3 – ORAÇÃO:

Utilizemos este Salmo para responder a Deus que nos falou em sua Palavra:

Senhor Deus, tenho inimigos que se viram contra mim! Dizem: "Deus não o ajudará!" Mas tu, Senhor, me proteges e renovas a minha coragem. Eu chamo o Senhor e ele me responde. Eu me deito, e durmo tranquilo, e acordo porque o Senhor me protege. Não tenho medo dos que me ameaçam. Vem, Senhor! Salva-me! Tu humilhas os maus e acabas com o seu poder. És tu que dás a vitória. Senhor, abençoa o teu povo.

4 – CONTEMPLAÇÃO: Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Para a contemplação propomos a oração vocal: Senhor Jesus, colocamos em tuas mãos nossas vidas. Queremos confiar em tua Divina Providência, sermos humildes e simples, para escutarmos e obedecermos tua Palavra, para ter-Te como centro da vida, deixando em segundo lugar as riquezas e posses deste mundo. Queremos amar-Te e ser-Te profundamente fieis. Amém, amém.

5 - AÇÃO: Com o que me comprometo? Com o que nos comprometemos?

Proposta pessoal:

Escolher algum dos bens e riquezas que possuo para partilhá-lo com os outros membros da família ou da comunidade.

Mons. Paulo Daher

Vigário Geral da Diocese de Petropolis

Proposta comunitária:

Pensar outras pessoas numa maneira prática para atender e socorrer de maneira particular as pessoas que menos tem. Será um sinal de querer partilhar as próprias "riquezas" (poucas ou muitas) com os demais.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vestição dos "Panos da Provação" (Noviciado 2011)

No dia 21 de fevereiro, o Frei Luís deixou a Casa de Formação São Boaventura para ingressar no noviciado, cuja iniciou na cerimônia de vestição do hábito, - conforme está escrito na Regra Franciscana: "concedam-lhes os panos da provação" (RB II) - ; aconteceu às 17 horas, em Caçapava-SP. Agora ele dá início ao "tempo de provação", que tem a duração de um ano, constituído de profunda formação e espiritualidade franciscana. Além dele outros cinco noviços das três jurisdições presentes no Brasil também ingressaram. Façamos uma corrente de oração por todos os Noviços, afim de que perseverem no seguimento a Cristo pobre e crucificado.



Frei Luís vestindo o hábito



Frei Luís após a cerimônia

Noviços recém chegados



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Festa da Cátedra de Pedro

A Igreja celebra hoje a chamada "Cadeira de são Pedro". Cadeira significa assento de honra - com espaldar e até almofada - em que se punha quem tinha autoridade de juiz ou de mestre. Por isso, a cadeira por excelência é a do Bispo, juiz e ao mesmo tempo mestre; e chamam-se catedrais as igrejas onde se encontra a cadeira ou cátedra do magistério episcopal.
A igreja de são Pedro em Roma poder-se-ia chamar a catedral das catedrais. Na verdade, aquela cadeira que se encontra em cada igreja episcopal é, em são Pedro do Vaticano, símbolo dum magistério universal e está colocada na mais destacada evidência. Ao lado, na verdade vive de há séculos o Papa, embora tenha a Sé episcopal mais longe, em são João de Latrão.
Entrando na basílica vaticana, logo se descobre no fundo, já de longe, aquilo que alguém chamou um deslumbrante ciclone dourado. Aproximando-se o visitante da ábside, fica surpreendido ao notar como aquele triunfo de anjos e aquele empolar-se de nuvens rasgadas pelas luzes radiantes vindas do Espírito Santo, representado em forma de pomba, são o glorioso enquadramento duma cadeira vazia, de bronze escuro, debruada de ouro.
Uma cadeira como que lançada ao ar, suspensa entre nuvens e levantada por anjos; cadeira sobre a qual ninguém se poderia sentar sem vertigens. Chama-se-lhe cátedra de são Pedro e está no ponto extremo da majestade da nave central, pouco acima das figuras dos quatro doutores "máximos" da Igreja.
Esse troféu, de inflamado e rutilante estilo barroco, não podia ser concebido nem feito senão pelo imaginoso arquiteto e escultor Lourenço Berníni, que soube prodigalizar o seu gosto cenográfico à volta duma cadeira suspensa. O trabalho foi-lhe confiado pelo Papa Alexandre VII, em 1663, e custou ao artista quatro anos de trabalho.
Tratava-se de encerrar, dentro duma cadeira oca de novas formas, a antiga cátedra, de madeira encastrada de marfim, na qual a tradição pretendia ter-se sentado o próprio são Pedro. Segundo os eruditos, porém, esta cátedra foi oferecida ao Papa João VIII por Carlos, o Calvo, rei de França (843-877). Já não é pequena glória que tenha servido a muitos sucessores de são Pedro na cerimônia da eleição e nas maiores solenidades. Simboliza, como dissemos, o magistério supremo dos Papas, magistério infalível. É isto recordado e venerado pela festa de hoje.

A Igreja celebra hoje a chamada "Cadeira de são Pedro". Cadeira significa assento de honra - com espaldar e até almofada - em que se punha quem tinha autoridade de juiz ou de mestre. Por isso, a cadeira por excelência é a do Bispo, juiz e ao mesmo tempo mestre; e chamam-se catedrais as igrejas onde se encontra a cadeira ou cátedra do magistério episcopal.
A igreja de são Pedro em Roma poder-se-ia chamar a catedral das catedrais. Na verdade, aquela cadeira que se encontra em cada igreja episcopal é, em são Pedro do Vaticano, símbolo dum magistério universal e está colocada na mais destacada evidência. Ao lado, na verdade vive de há séculos o Papa, embora tenha a Sé episcopal mais longe, em são João de Latrão.
Entrando na basílica vaticana, logo se descobre no fundo, já de longe, aquilo que alguém chamou um deslumbrante ciclone dourado. Aproximando-se o visitante da ábside, fica surpreendido ao notar como aquele triunfo de anjos e aquele empolar-se de nuvens rasgadas pelas luzes radiantes vindas do Espírito Santo, representado em forma de pomba, são o glorioso enquadramento duma cadeira vazia, de bronze escuro, debruada de ouro.
Uma cadeira como que lançada ao ar, suspensa entre nuvens e levantada por anjos; cadeira sobre a qual ninguém se poderia sentar sem vertigens. Chama-se-lhe cátedra de são Pedro e está no ponto extremo da majestade da nave central, pouco acima das figuras dos quatro doutores "máximos" da Igreja.
Esse troféu, de inflamado e rutilante estilo barroco, não podia ser concebido nem feito senão pelo imaginoso arquiteto e escultor Lourenço Berníni, que soube prodigalizar o seu gosto cenográfico à volta duma cadeira suspensa. O trabalho foi-lhe confiado pelo Papa Alexandre VII, em 1663, e custou ao artista quatro anos de trabalho.
Tratava-se de encerrar, dentro duma cadeira oca de novas formas, a antiga cátedra, de madeira encastrada de marfim, na qual a tradição pretendia ter-se sentado o próprio são Pedro. Segundo os eruditos, porém, esta cátedra foi oferecida ao Papa João VIII por Carlos, o Calvo, rei de França (843-877). Já não é pequena glória que tenha servido a muitos sucessores de são Pedro na cerimônia da eleição e nas maiores solenidades. Simboliza, como dissemos, o magistério supremo dos Papas, magistério infalível. É isto recordado e venerado pela festa de hoje.

Fonte: Portal Católico

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Lectio Divina 7º Domingo do Tempo Comum

LECTIO DIVINA - Domingo 20 de fevereiro de 2011

7º Domingo do Tempo Comum Ano A

TEXTO BÍBLICO: Mateus 5,38-48

Vocês ouviram o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém quiser tomar a sua túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilómetros. Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e, se alguém lhe pedir emprestado, empreste. (A vingança Lucas 6.29-30) Vocês ouviram o que foi dito: Ame seus amigos e odeie seus inimigos.Eu lhes digo: amem seus inimigos e orem pelos que os perseguem , para que vocês se tornem filhos de seu Pai, que está no céu. Ele faz o sol brilhar sobre bons e maus e dá chuvas para os que fazem o bem e para os que fazem o mal. Se vocês amam só aqueles que os amam, esperam que Deus lhes recompense? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam! Se vocês falam só com os amigos, que é que estão fazendo de mais? Os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos, como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu. (Amar os inimigos Lucas 6.27-28,32-36

l – LEITURA: O que diz o texto?

Continuamos o que o Senhor pronunciou a seus discípulos. Diferentes assuntos, presentes na vida cotidiana de quem quer seguir o Senhor, vão sendo apresentadas.

O texto de hoje pode ser dividido em três partes:

1. A superação da atitude de vingança; 2. O amor aos inimigos; 3. A perfeição.

Jesus cita Moisés, do Antigo Testamento, para aperfeiçoá-lo sobre conviver com os outros. De agora em diante a situação não será mais a mesma. Devemos superar a tentação da vingança com atitude pacífica. Superar a violência, não responder a violência com violência. Vencer o mal com a força e o poder do bem que nos é dado por Deus.

2. Jesus supera o amor ao próximo. Não somente o "amigo", mas também o "inimigo" deve ser amado. Este é o caminho do discípulo do Reino. Amar até o extremo, amar na dor, amar como Cristo nos amou. Amar também aos que nos fazem o mal, ou seja, aos nossos "inimigos".

3. Somos convidados à perfeição a exemplo do Pai dos céus. Chegar a perfeição de Deus parece impossível. Que perfeição é esta? Que nossa tendência interior seja sempre orientada à perfeição... Nunca devemos abaixar os braços, devemos aproximar-nos "o mais possível" da perfeição. A perfeição a que o Senhor nos chama e nos dá a força para levarmos adiante.

Indicações para a leitura:

Como começa o texto de hoje? Com quem está falando Jesus? (Mt 5,1-2)

• Devemos vingar-nos daqueles que nos fazem o mal? Por quê?

• Que atitude deve ter o discípulo de Cristo diante do irmão que faz algum mal?

• Qual deve ser a nossa atitude diante do inimigo?

• Que atitude de Deus diante de homens bons e de homens maus?É a mesma?

• Qual deve ser o sinal distintivo dos discípulos do Senhor?

• Como termina o texto de hoje? O que significa exatamente ser perfeito?

2 – MEDITAÇÃO: O que me diz o texto? O que nos diz o texto?

• Em minha vida: já caí ai na tentação da vingança? Como aconteceu?

• Respondo o mal com o mal? Como reajo se alguém me faz algum mal?

• Sou violento em pensamentos, palavras ou ações diretas?

• Tenho um coração grande e aberto para receber o irmão?

• Acompanho o necessitado, mesmo que não seja meu amigo ou conhecido?

• Tenho algum inimigo, alguém que não me queira bem, que me despreze por alguma coisa ou busca fazer-me algum mal? Como reajo diante deles?

• Tranquilizo minhas tentações de ódio com a oração confiante a Jesus?

• Creio que Deus ama todas as pessoas, além de suas capacidades e condições?

• Busco ser perfeito como Deus é perfeito?

3 – ORAÇÃO: O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?

Deixemos que nossa oração seja guiada pela recomendação de São Paulo na Carta aos Romanos 12,21: “Não deixem que o mal vença vocês, mas vençam o mal com o bem.”

4 – CONTEMPLAÇÃO: Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

O caminho que Deus hoje nos propõe é a perfeição. Busquemos fazer nosso momento de contemplação repetindo serenos, o versículo 48:

Portanto, sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.

5-ACÃO: Com o que me comprometo? Com o que nos comprometemos?

Proposta pessoal

Escolher dois aspectos da minha vida para crescer em "perfeição". Por exemplo: ser mais amável; tudo o que pedir, pedir por favor; não emitir apressados julgamentos etc.

Proposta comunitária

Conversar com o grupo sobre os possíveis inimigos de hoje.

Não pensar somente nas pessoas, mas também nos grupos e instituições que podem influenciar no povo. Qual deve ser nossa resposta?

Que atitude devemos tomar?

Como exemplo, podemos citar situação difícil na sociedade do abuso do álcool, das drogas. Como ajudá-los?



Mons. Paulo Daher
Vigário Geral da Diocese de Petropolis

Bispo Franciscano Conventual Dom Mamede toma posse de Umuarama


No último Sábado, 12, dom frei João Mamede Filho tomou posse como bispo da diocese de Umuarama (PR). A cerimônia contou com a presença de mais de 30 bispos, 70 padres e mais de 2500 pessoas, entre fieis religiosos e autoridades.

Entre os bispos presentes, estavam o Núncio Apostólico do Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, os cardeais arcebispos: dom Cláudio Hummes e dom Odilo Scherer, da cidade de São Paulo (SP), o arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti e algumas autoridades.

“O evangelho nos convida a fazermos tudo com justiça. Fazer as pequenas coisas, mas fazê-las bem, com o coração ligado a Jesus Cristo, nosso Salvador”, disse dom Mamede, já empossado bispo de Umuarama, que na homilia agradeceu a todos os presentes.

Ao final, os cardeais fizeram seus agradecimentos ao bispo empossado pelo tempo em que conviveram, desejando as bênçãos de Deus para a nova tarefa.

Veja fotos de sua visita ao nosso convento em Petrópolis junto de dois auxiliares em:

http://www.flickr.com/photos/convento/sets/72157626056083122/

Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/5840-dom-mamede-toma-posse-como-bispo-de-umuarama


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Campanha da Fraternidade 2011/ Liturgia

ORAÇÃO DA CF 2011
Senhor Deus, nosso Pai e Criador.
A beleza do universo revela a vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tender por todos nós.
Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.
Que nesta quaresma nos convertamos
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.
E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.
Amém.
Clique na imagem para vê-la maior

Explicação do cartaz:
O cartaz possui dois planos. Ao fundo observa-se uma fábrica que solta fumaça, poluindo e degradando o ambiente, deixando o céu plúmbeo, intoxicado e acinzentado.

A figura do rio com a água escurecida e suja representa também a parte natural sendo devastada, influenciando no aparecimento das enchentes e no aumento do nível do mar, ações estas provocadas pelo ato errado do homem.

Em contraste a isso, vemos em primeiro plano uma mureta, onde em meio à devastação ainda existe vida. Nela, um pequeno broto e um cipreste (hera), com suas raízes incrustadas, criando um microecossistema, ainda insistem em viver mesmo diante de um cenário áspero. Sendo, portanto, referência ao lema: "A criação geme em dores de parto" (Rm 8,22).

Apesar de todo o sofrimento que a criação enfrenta ao longo dos tempos, de todos os seus 'gritos de dor' – a vida rompe barreiras e nos mostra que ainda existe esperança, representada pela borboleta, que mesmo com uma vida curta, cumpre o seu importante papel no ciclo natural do planeta. (Fonte: CNBB)



Cantos para Quaresma (Ano A – 2011)

QUARTA FEIRA DE CINZAS
Distribuição das cinzas: Converter ao Evangelho (CD “CF 2011” ‐ faixa: 2)
Abertura: Fala assim meu coração (CD “CF 2011” ‐ faixa: 3)
Aclamação: Glória e louvor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 7)
Oferendas: Volta o teu olhar, Senhor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 8)
Comunhão: Reconciliai‐vos com Deus (CD “CF 2011” ‐ faixa: 11)

PRIMEIRO DOMINGO
Abertura: Fala assim meu coração (CD “CF 2011” ‐ faixa: 3)
Aclamação: Glória e louvor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 7)
Oferendas: Volta o teu olhar, Senhor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 8)
Comunhão: Nós vivemos de toda a palavra (CD “CF 2011” ‐ faixa: 9)

SEGUNDO DOMINGO
Abertura: Fala assim meu coração (CD “CF 2011” ‐ faixa: 3)
Aclamação: Glória e louvor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 7)
Oferendas: Volta o teu olhar, Senhor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 8)
Comunhão: Este é meu filho muito amado (CD “CF 2011” ‐ faixa: 9)

TERCEIRO DOMINGO
Abertura: Lembra, Senhor o teu amor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 4)
Aclamação: Glória e louvor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 7)
Oferendas: Volta o teu olhar, Senhor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 8)
Comunhão: Se conhecesses o dom de Deus (CD “CF 2011” ‐ faixa: 12)

QUARTO DOMINGO
Abertura: Lembra, Senhor o teu amor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 4)
Aclamação: Glória e louvor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 7)
Oferendas: Volta o teu olhar, Senhor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 8)
Comunhão: Dizei aos cativos: saí! (CD “CF 2011” ‐ faixa: 13)
QUINTO DOMINGO
Abertura: Lembra, Senhor o teu amor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 4)
Aclamação: Glória e louvor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 7)
Oferendas: Volta o teu olhar, Senhor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 8)
Comunhão: Eu vim para que todos tenham vida (CD “CF 2011” ‐ faixa: 14)

DOMINGO DE RAMOS
Abertura: Hosana ao Filho de Davi (CD “CF 2011” ‐ faixa: 15)
Procissão: Os filhos dos hebreus (CD “Liturgia XIII” – PAULUS – faixa: 16)
Aclamação: Salve, ó Cristo obediente (CD “Liturgia XIII” – PAULUS – faixa: 17)
Oferendas: Volta o teu olhar, Senhor (CD “CF 2011” ‐ faixa: 8)
Comunhão: Eu vim para que todos tenham vida (CD “CF 2011” ‐ faixa: 14)

Os cantos da Campanha já estão na nossa rádio! E só descer ao fim da página e buscá-las com o som ligado! Se for ver o vídeo abaixo "dê pausa" no rádio antes, para não haver "conflito de sons"!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Profissão de votos do Frei Willian no Rio Comprido-RJ


Nessa última quarta-feira (09/02/) o Frade Conventual, Frei Willian Gomes Mendonça, professou seu votos simples à Deus prometendo viver em pobreza, castidade e obediência por um ano. Estava presente vários Frades que vieram celebrar juntos este dom de Deus, a vocação religiosa, para o bem de todos. Confira algumas fotos:






Frei willian diante do custódio, Frei Antônio

Frei Willian professando diante do Custódio

Frei Willian e sua família



RJ, Petrópolis - Vale do Cuiabá - Nossa Senhora das Graças

Essa foto foi tirada depois do que aconteceu no vale do Cuiabá. Repare que a Nossa Senhora ficou quase toda coberta por água. Veja a quantidade de entulho por trás dela! A imagem não está fixada, ela estava e está solta! E nada aconteceu com ela.Agora será colocado um vidro, e não vão limpá-la. Serão deixadas as marcas do milagre, de como ela não flutuou, nem foi levada pela enxurrada . Só Deus. Foi a mão dEle sobre todo esse povo ! Porque senão, não teria sobrado ninguém para contar a história.


Mensagem do Papa Bento XVI para o XIX Dia Mundial do Enfermo

Imagem da Imaculada que preside o jardim do Convento Sao Boaventura em Petropolis-RJ

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVIPARA O XIX DIA MUNDIAL DO DOENTE 2011
«Pelas suas chagas fostes curados» (1 Pd 2, 24).
Queridos Irmãos e Irmãs!
Todos os anos, na memória da Bem-Aventurada Virgem de Lourdes, que se celebra a 11 de Fevereiro, a Igreja propõe o Dia Mundial do Doente. Esta circunstância, como quis o venerável João Paulo ii, torna-se ocasião propícia para reflectir sobre o mistério do sofrimento e, sobretudo, para tornar as nossas comunidades e a sociedade civil mais sensíveis aos irmãos e irmãs doentes. Se todos os homens são nossos irmãos, aquele que é débil, sofredor ou necessitado de cuidado deve estar mais no centro da nossa atenção, para que nenhum deles se sinta esquecido ou marginalizado; com efeito «a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a sociedade. Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a com-paixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana» (Carta enc. Spe salvi, 38). As iniciativas que serão promovidas nas diversas Dioceses, por ocasião deste Dia, sirvam de estímulo para tornar cada vez mais eficaz o cuidado para com os sofredores, também na perspectiva da celebração de modo solene, que terá lugar em 2013, no Santuário mariano de Altötting, na Alemanha.
1. Tenho ainda no coração o momento em que, durante a visita pastoral a Turim, pude deter-me em reflexão e oração diante do Santo Sudário, diante daquele rosto sofredor, que nos convida a meditar sobre Aquele que carregou sobre si a paixão do homem de todos os tempos e lugares, inclusive os nossos sofrimentos, as nossas dificuldades e os nossos pecados. Quantos fiéis, no curso da história, passaram diante daquele tecido sepulcral, que envolveu o corpo de um homem crucificado, que corresponde em tudo ao que os Evangelhos nos transmitem sobre a paixão e a morte de Jesus! Contemplá-lo é um convite a reflectir sobre quanto escreve São Pedro: «Pelas suas chagas fostes curados» (1 Pd 2, 24). O Filho de Deus sofreu, morreu, mas ressuscitou, e exactamente por isso aquelas chagas tornam-se o sinal da nossa redenção, do perdão e da reconciliação com o Pai; tornam-se, contudo, também um banco de prova para a fé dos discípulos e para a nossa fé: todas as vezes que o Senhor fala da sua paixão e morte, eles não compreendem, rejeitam, opõem-se. Para eles, como para nós, o sofrimento permanece sempre carregado de mistério, difícil de aceitar e suportar. Os dois discípulos de Emaús caminham tristes, devido aos acontecimentos daqueles dias em Jerusalém, e só quando o Ressuscitado percorre a estrada com eles, se abrem a uma visão nova (cf. Lc 24, 13-31). Também o apóstolo Tomé mostra a dificuldade em crer na via da paixão redentora: «Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei» (Jo 20, 25). Mas diante de Cristo que mostra as suas chagas, a sua resposta transforma-se numa comovedora profissão de fé: «Meu Senhor e meu Deus» (Jo 20, 28). O que antes era um obstáculo intransponível, porque sinal da aparente falência de Jesus, torna-se, no encontro com o Ressuscitado, a prova de um amor vitorioso: «Somente um Deus que nos ama a ponto de carregar sobre si as nossas feridas e a nossa dor, sobretudo a dor inocente, é digno de fé» (Mensagem Urbi et Orbi, Páscoa de 2007).
2. Queridos doentes e sofredores, é justamente através das chagas de Cristo que podemos ver, com olhos de esperança, todos os males que afligem a humanidade. Ressuscitando, o Senhor não tirou o sofrimento e o mal do mundo, mas extirpou-os pela raiz. À prepotência do Mal opôs a omnipotência do seu Amor. Indicou-nos então, que o caminho da paz e da alegria é o Amor: «Como Eu vos amei, vós também vos deveis amar uns aos outros» (Jo 13, 34). Cristo, vencedor da morte, está vivo no meio de nós E enquanto com São Tomé dizemos também: «Meu Senhor e meu Deus», seguimos o nosso Mestre na disponibilidade a prodigalizar a vida pelos nossos irmãos (cf. 1 Jo 3, 16), tornando-nos mensageiros de uma alegria que não teme a dor, a alegria da Ressurreição.
São Bernardo afirma: «Deus não pode padecer, mas pode compadecer». Deus, a Verdade e o Amor em pessoa, quis sofrer por nós e connosco; fez-se homem para poder com-padecer com o homem, de modo real, em carne e sangue. Em cada sofrimento humano, portanto, entrou Aquele que partilha o sofrimento e a suportação; em cada sofrimento difunde-se a con-solatio, a consolação do amor partícipe de Deus para fazer surgir a estrela da esperança (cf. Carta enc. Spe salvi, 39).
A vós, queridos irmãos e irmãs, repito esta mensagem, para que sejais suas testemunhas através do vosso sofrimento, da vossa vida e da vossa fé.
3. Considerando o encontro de Madrid, no mês de Agosto de 2011, para a Jornada Mundial da Juventude, gostaria de dirigir também um pensamento especial aos jovens, especialmente aos que vivem a experiência da doença. Com frequência a Paixão e a Cruz de Jesus causam medo, porque parecem ser a negação da vida. Na realidade, é exactamente o contrário! A Cruz é o «sim» de Deus ao homem, a expressão mais elevada e intensa do seu amor e a fonte da qual brota a vida eterna. Do Coração trespassado de Jesus brotou esta vida divina. Só Ele é capaz de libertar o mundo do mal e de fazer crescer o seu Reino de justiça, de paz e de amor ao qual todos aspiramos (cf. Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude de 2011, 3). Queridos jovens, aprendei a «ver» e a «encontrar» Jesus na Eucaristia, onde Ele está presente de modo real para nós, até se fazer alimento para o caminho, mas sabei reconhecê-lo e servi-lo também nos pobres, nos doentes, nos irmãos sofredores e em dificuldade, que precisam da vossa ajuda (cf. ibid., 4).
A todos vós jovens, doentes e sadios, repito o convite a criar pontes de amor e solidariedade, para que ninguém se sinta sozinho, mas próximo de Deus e parte da grande família dos seus filhos (cf. Audiência geral, 15 de Novembro de 2006).
4. Ao comtemplar as chagas de Jesus o nosso olhar dirige-se ao seu Sacratíssimo Coração, no qual se manifesta em sumo grau o amor de Deus. O Sagrado Coração é Cristo crucificado, com o lado aberto pela lança, do qual brotam sangue e água (cf. Jo 19, 34), «símbolo dos sacramentos da Igreja, para que todos os homens, atraídos pelo Coração do Salvador, bebam com alegria na fonte perene da salvação» (Missal Romano, Prefácio da Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus). Especialmente vós, queridos doentes, sentis a proximidade deste Coração cheio de amor e bebeis com fé e alegria de tal fonte, rezando: «Água do lado de Cristo, lava-me. Paixão de Cristo, fortalece-me. Oh, bom Jesus, ouve-me. Nas tuas chagas, esconde-me» (Oração de Santo Inácio de Loyola).
5. Na conclusão desta minha Mensagem para o próximo Dia Mundial do Doente, desejo exprimir o meu afecto a todos e a cada um, sentindo-me partícipe dos sofrimentos e das esperanças que viveis quotidianamente em união com Cristo crucificado e ressuscitado, para que vos conceda a paz e a cura do coração. Juntamente com Ele ao vosso lado vigie a Virgem Maria, que invocamos com confiança como Saúde dos enfermos e Consoladora dos sofredores. Aos pés da Cruz realiza-se para Ela a profecia de Simeão: o seu Coração de Mãe é trespassado (cf. Lc 2, 35). Do abismo da sua dor, participação no sofrimento do Filho, Maria tornou-se capaz de assumir a nova missão: tornar-se a Mãe de Cristo nos seus membros. Na hora da Cruz, Jesus apresenta-lhe cada um dos seus discípulos, dizendo-lhe: «Eis o teu filho» (cf. Jo 19, 26-27). A compaixão materna para com o Filho torna-se compaixão materna para cada um de nós nos nossos sofrimentos quotidianos (cf. Homilia em Lourdes, 15 de Setembro de 2008).
Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial do Doente, exorto também as Autoridades a fim de que invistam cada vez mais energias em estruturas médicas que sirvam de ajuda e apoio aos sofredores, sobretudo aos mais pobres e necessitados e, dirigindo o meu pensamento a todas as Dioceses, transmito uma saudação afectuosa aos Bispos, aos sacerdotes, às pessoas consagradas, aos seminaristas, aos agentes no campo da saúde, aos voluntários e a todos os que se dedicam com amor a cuidar e aliviar as chagas de cada irmão e irmã doente, nos hospitais ou casas de cura, nas famílias: nos rostos dos doentes sabei ver sempre o Rosto dos rostos: o de Cristo.
A todos garanto a minha recordação na oração, enquanto concedo a cada um a especial Bênção Apostólica.
Vaticano, 21 de Novembro de 2010.
BENEDICTUS PP. XVI
Fonte: © Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana

Website para a beatificação do Papa João Paulo II


Diante da beatificação de João Paulo II, a 1° de maio, a diocese de Roma inaugurou um portal na internet dedicado ao evento, www.Karol-Wojtyla.org.
O website, disponível em seis idiomas – espanhol, italiano, francês, inglês, polonês e romeno – quer reunir todas as informações sobre o pontífice, sobre a causa de beatificação e sobre as cerimônias e outros eventos ligados à mesma.
O portal oferece ampla documentação sobre o processo de beatificação de João Paulo II, assim como iniciativas que surgem em todo o mundo, e a oração para pedir graças através da intervenção do futuro beato.
Na internet: www.Karol-Wojtyla.org
Fonte: Zenit

Homilia Dom Filippo Santoro

Homilia de Dom Filippo Santoro, Bispo Diocesano de Petrópolis, na Missa celebrada no Santuário de Aparecida do Norte, em 23 de janeiro de 2011.

Como ouvimos no Evangelho[1], na cidade de Cafarnaum, naquela região da Galileia dos gentios, Jesus se proclamou luz das nações. É o início do Reino de Deus que Ele oferece a todos.
Nas nossas regiões, por causa destas chuvas, muitas casas e igrejas foram destruídas. Mesmo assim tantas outras igrejas e igrejinhas, como a fachada da igreja de Santo Antônio em Nova Friburgo, ficaram de pé para demonstrar, para dizer, que a cruz de Cristo permanece no meio do sofrimento como fonte de esperança, de vida, como promessa de ressurreição, como anúncio de salvação para todos.
Diante destas chuvas, podemos ter várias leituras: uma primeira leitura que muitos estão fazendo é o juízo crítico sobre a ocupação irregular das encostas (é irresponsável porque não é a primeira vez que acontece), ou sobre a falta de políticas públicas de planejamento urbano para moradia para os pobres, ou ainda, a agressão à natureza, como não podemos desrespeitar a natureza. Esta leitura analisa a situação.
A nossa leitura acolhe estes dados, no entanto, vai mais a fundo, como aquelas cruzes que permaneceram de pé no meio da destruição, permaneceram de pé no meio do mar de lama e de chuva. Aquelas igrejinhas levantam a esperança em todos e, por isso, estamos aqui aos pés de Nossa Senhora Aparecida, nossa mãe e entregamos às suas mãos as nossas dioceses, confiando nEle e junto a ela que nos repete: “Não tenhas medo; eu estou aqui porque sou a sua mãe”. Como fala Nossa Senhora Aparecida, como fala Nossa Senhora de Guadalupe: “Sou sua mãe, eu estou aqui e vou ajudar cada um na reconstrução. Eu irei ajudar vocês a edificar mais bonitas as suas cidades, as belas cidades da Serra Fluminense”.
Estamos cheios de esperança, também pelo espetáculo da solidariedade. Quantas pessoas colaboram! Há uma grande colaboração com o governo do Estado, com as Prefeituras, com muitos voluntários vindos de todo o Brasil. É um momento de solidariedade, de unidade, de comunhão, e esta Missa está em comunhão com todas as igrejas do Brasil que neste dia rezam por nós, estão junto de nós. É um momento de grande celebração, um momento intenso de oração e queremos reafirmar, mesmo na dificuldade, a vitória a Cristo.
Naquele momento do silêncio, do drama, a pessoa que está morrendo, ou ela encontra esperança ou está desesperada. Todas as análises que se podem fazer não chega ao coração do drama da vida. A resposta foi-me sugerida por uma irmã de clausura à qual telefonei: Irmã, o que fazem as pessoas que, dormindo na noite, são arrastadas pela chuva e não podem nem se arrepender? E ela respondeu-me: “Dom Filippo, não tenhas medo. No momento da morte, Jesus mostra o Seu rosto bonito e a pessoa abre o seu coração e se arrepende e diz o seu sim”. O rosto bonito de Cristo é aquele que oferece esperança aos mortos e aos vivos. O rosto bonito do nosso redentor é o centro da nossa vida.
Estas chuvas revelam como a nossa vida é frágil, como é precária. De um momento para outro podemos ser eliminados, mas, ao mesmo tempo, como é grande a nossa fé. A riqueza que temos é a nossa fé pela qual reconhecemos o rosto de Cristo, o rosto de Deus, e nos entregamos a Ele cheios de confiança. É para mudar a vida, para não viver de banalidades, para retomar a vida com maior entusiasmo, com maior coragem, com maior solidariedade.
Tantos fatos testemunham esta presença da fé e da solidariedade: um deles aconteceu em uma capela em Contendas, região de São José do Vale do Rio Preto. A água estava alcançando a altura do sacrário, estavam vindo a água e a lama. O esposo de uma Ministra da Santa Comunhão, com a autorização do pároco, foi até lá, pegou o Santíssimo Sacramento, envolveu-o em um pano, colocou-o em um saquinho plástico e, nadando na correnteza da enchente, levou-o à Matriz. Jesus foi salvo das águas, mas é Ele quem nos salva. No entanto, este jovem deu-nos o exemplo do que temos que fazer que é confiar na graça de Cristo.
Ao mesmo tempo, devemos trabalhar, tomar iniciativas, porque as nossas cidades devem ressuscitar. O centro das cidades de Petrópolis e Teresópolis não foi afetado e o trabalho continua, a vida continua com o seu ritmo. Mas na região central de Nova Friburgo a ressurreição está acontecendo e deve acontecer ainda mais.
Esta é a nossa vida que é cheia de esperança e com a responsabilidade de apaixonados por Jesus na Eucaristia. Ele faz com cada um o mesmo que fez na narração do Evangelho de hoje: estando ao longo do mar da Galileia, viu dois homens, Pedro e André, e os chamou: “Vinde comigo”. Da mesma forma, ele fala a cada um de nós: “Vinde comigo! Eu farei de vocês pescadores de homens”. Deixando tudo, eles seguiram Jesus, luz do mundo. Assim, cada um de nós deixa o mal, o pecado, e seguimos o Senhor.
Sejamos cristãos verdadeiros e solidários com os outros, seguindo os passos de Cristo. Nossa Senhora nos acolhe em suas mãos e nós nos abandonamos.
Que paz e serenidade quando eu e Dom Edney passamos na frente de Nossa Senhora e colocamos as nossas dioceses, colocamos o nosso trabalho!
A partir de agora o trabalho será mais intenso, particularmente quando os holofotes serão apagados. É aí que precisamos da proteção de Nossa Senhora, da graça de Jesus, do dom do Espírito Santo, da colaboração de todo o Brasil. Quando os holofotes se apagam é aí que aparece a verdadeira fé, a beleza de seguir Jesus, a beleza de ajudar os irmãos, a beleza e a graça da reconstrução e da vida!
Assim seja. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

[1] Mt. 4, 12-23
LECTIO DIVINA - Domingo 13 de fevereiro de 2011
6º Domingo do Tempo Comum Ano A - TEXTO BÍBLICO: Mateus 5,17-37

Só entrarão no Reino do Céu se seguirem a vontade de Deus mais que os mestres da Lei e os fariseus.Foi dito: Não mate. Quem matar será julgado. Eu lhes digo: quem tiver raiva do irmão será julgado. Quem diz ao irmão: Você não vale nada, será julgado. Quem o chamar de idiota poderá ir para o fogo do inferno. Se você leva no altar sua oferta a Deus e lembra que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta no altar, e faça as pazes com ele. Depois volte e ofereça a oferta a Deus. Se alguém fizer uma acusação contra você e levá-lo ao tribunal, entre em acordo com ele antes de chegarem lá. Depois de chegarem ao tribunal, você será entregue ao juiz, e será jogado na cadeia. Você não sairá dali sem pagar a multa toda.
Foi dito: Não cometa adultério. Eu lhes digo: quem olhar para uma mulher com malícia comete adultério no seu coração. Se seu olho o leva a pecar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor perder parte do corpo que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Se sua mão o leva a pecar, corte-a e jogue-a fora. É melhor perder parte do corpo do todo o corpo ir para o inferno.
Foi dito: "Quem mandar sua esposa embora deverá dar a ela documento de divórcio." Eu lhes digo: todo homem que mandar sua esposa embora, a não ser por adultério, será culpado de fazê-la adúltera, se ela casar de novo. E o homem que casar com ela cometerá adultério.
Vocês ouviram o que foi dito: Não quebre sua promessa, mas cumpra o que você jurou ao Senhor. Eu lhes digo: não jurem de jeito nenhum. Não jurem pelo céu, pois é o trono de Deus; nem pela terra, pois é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, pois é a cidade do grande Rei. Não jurem nem mesmo por sua cabeça, pois vocês não podem fazer com que um só fio de cabelo fique branco ou preto. Que o "sim" de vocês seja sim, e o "não", não, pois qualquer coisa a mais que disserem vem do Maligno.

Veja também: Mateus 19.1-9; Marcos 10.1-12; Lucas 16.18

Indicações para a leitura:
Jesus ensina seus discípulos que não imitem os que falam muito das coisas de Deus e não seguem na vida. Devemos à obediência à Lei de Deus. Os mandamentos foram dados por Deus como um "código" para encontrar a felicidade. Sendo obedientes a Deus podemos alcançar a completa felicidade. O Senhor apresenta exemplos práticos de obediência à lei e como alguns pretendem "enganar" aquilo que Deus pede. Sobre ódio e maldição nunca podem ser caminho do discípulo de Jesus. Jesus fala sobre o matrimônio. O que diz se aplica ao crescer no amor autêntico que sempre respeita e é fiel ao compromisso assumido na vida Sacramental. Deus quer nossa felicidade e a alcançaremos vivendo como Deus quer com nosso próximo, em relação à nossa sexualidade.
Jesus exorta pede respeito pelo nome de Deus e jurar em seu nome. Nem por nada nem por ninguém. Nossa palavra deve ser verdadeira. Seremos felizes seguindo o que Jesus nos pede.

1 – LEITURA: O que diz o texto?
* Jesus fala sobre mandamentos e preceitos para que possamos ser felizes.
* Devemos ser obedientes a Deus? Por quê?
* A quem não devemos imitar? Por que não devemos imitar o que fazem de mal?
* Qual foi o mandamento ensinado por Moisés no passado?
* O "não matar" é só "não assassinar" ou em sentido mais amplo?
* O que acontecerá com quem insulta e amaldiçoa o próximo?
* Como deve ser vivido o sacramento do matrimônio?
* Pode-se jurar em nome de Deus ou em qualquer outro nome?
* Qual deve ser a atitude do discípulo de Jesus em relação ao que diz?

2 – MEDITAÇÃO: O que me diz o texto? O que nos diz o texto?
* Sou obediente a Jesus e a seus mandamentos?
* Busco cumprir os ensinamentos de Jesus na minha vida?
* Imito os que fazem o bem?
* “Mato” meus irmãos com a indiferença ou com o maltrato?
* Tenho caído na tentação de amaldiçoar a alguma pessoa?
* Insulto as pessoas? Desprezo aos que não são como eu?
* Olho com pureza de coração o meu próximo?
* Em minhas relações sou respeitoso, cuidadoso e procuro sempre o bem do próximo?
* Preparo meu coração para o amanhã para formar família na fidelidade no matrimônio?
* Tenho feito juramentos usando o nome de Deus ou de qualquer outra pessoa?
* Sou responsável e busco sempre cumprir com minha palavra?

3 – ORAÇÃO: O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?
Este texto deve inspirar-nos à oração, que é nossa resposta ao Senhor. Façamos um profundo silêncio, repassando a leitura... Podemos dizer de coração ao Senhor:
Pai Santo, te damos graças porque Tu sempre buscas nossa felicidade. Nós sempre estamos atentos a teus mandamentos e por esse motivo, falhamos. Às vezes nos confundimos e queremos encontrar a felicidade em caminhos que não são os teus, os que Tu nos mostras. Pai Santo, te pedimos que abras nosso duro coração aos ensinamentos do teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Que entendamos que Ele nos repreende quando nos deixamos levar por caminhos que nos distanciam de ti. Que não somente conheçamos teu evangelho, que é a Boa Nova em nossas vidas, mas que também aprendamos a vivê-lo em plenitude. Amém!

4 – CONTEMPLAÇÃO: Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?
A contemplação deste texto deve-nos levar a selecionar uma frase que nos tenha chamado a atenção. Podemos usar a frase com a qual começa o texto:
"Pois eu afirmo a vocês que só entrarão no Reino do Céu se forem mais fiéis em fazer a vontade de Deus do que os mestres da Lei e os fariseus".
A partir desta frase, dialogar com o Senhor sobre nossa obediência e também sobre nossa desobediência. Que Ele nos ajude em nosso caminho a verdade para assim podermos encontrar nossa felicidade.
Podemos finalizar este momento dizendo: Senhor, somente se vivo como Tu me pedes, serei feliz!

5-AÇÃO: Com o que me comprometo? Com o que nos comprometemos?
* Se estou sozinho: seria oportuno voltar a ler o texto evangélico e avaliar-me como estou vivendo a obediência a Deus, a relação com o próximo, o matrimônio e as promessas.
* Se estou em grupo podemos dialogar sobre: Como a sociedade de hoje está "matando" os indivíduos e as famílias? Como posso "matar" meu próximo? A partir das perguntas fazer um compromisso concreto e pontual.
Mons. Paulo Daher
Vigário Geral da Diocese de Petropolis

Confissão pelo iPhone?

Ontem saiu na mídia que se poderia "confessar" pelo iPhone, o Vaticano esclarece pelo "Zenit" no texto que segue:

Padre Lombardi esclarece uso do iPhone na confissão
Não substitui a presença física do sacerdote
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O aplicativo Confession para iPhone e outras novas tecnologias similares pode ajudar a fazer o exame de consciência preparatório à Confissão, mas nunca poderia substituir o diálogo pessoal entre o penitente e o sacerdote. Foi o que explicou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, diante das dúvidas manifestadas por alguns jornalistas que cobrem informação vaticana sobre o Imprimatur (declaração que valida uma publicação) concedido ao aplicativo Confession, tal como informou ZENIT (ver http://www.zenit.org/article-27181?l=portuguese).
Após algumas informações que sugeriam que se tratava de Confissão através do iPhone, o padre Lombardi esclareceu que “é essencial compreender bem que o sacramento da Penitência requer necessariamente a relação de diálogo pessoal entre penitente e confessor, assim como a absolvição por parte do confessor presente”.
“Isso não pode ser substituído por nenhum aplicativo informático”. Portanto, “não se pode falar de ‘Confissão pelo iPhone’”, explicou.
Segundo Lombardi, entretanto, em um mundo em que muitas pessoas utilizam suportes informáticos para ler e refletir (e inclusive textos para rezar), não se pode excluir que uma pessoa faça sua reflexão de preparação à Confissão tomando a ajuda de instrumentos digitais. Isso de forma parecida ao que se fazia no passado, “com textos e perguntas escritas em papel, que ajudavam a examinar a consciência”.
 
Neste caso – prosseguiu – tratar-se-ia de um subsídio pastoral digital que “poderia ser útil”, mas sabendo que “não é um substituto do Sacramento”.
E, além disso, deve ter “uma verdadeira utilidade pastoral” e nunca se tratar de um negócio “alimentado por uma realidade religiosa e espiritual importante como um Sacramento”.
O aplicativo Confession foi desenvolvido pela empresa Little iApps e recebeu há poucos dias o Imprimatur das mãos de Dom Rhodes, bispo de Fort Wayne-Southbend (Estados Unidos).
Segundo explicou a ZENIT Patrick Leinen, programador e cofundador da Little iApps, o aplicativo está pensado para ajudar na preparação à Confissão, oferecendo roteiro de exame de consciência, guia passo a passo do sacramento, ato de contrição e outras orações.


Fonte: http://www.zenit.org/article-27215?l=portuguese

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