Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Instrução Geral do Missal Romano





Com Ir. Míria Therezinha Kolling, ICM



A Instrução Geral do Missal Romano e Introdução ao Lecionário, publicada pela CNBB, é o texto oficial que contém todas as normas e orientações para celebração do mistério eucarístico. As orações, leituras bíblicas, o Prefácio e as Orações Eucarísticas, os diversos ritos e funções de cada ministro, também a música e o canto litúrgico, assim como o espaço celebrativo, enfim tudo o que diz respeito aos elementos que fazem parte da Celebração eucarística, a maneira como as comunidades cristãs celebram a eucaristia, está ali contido. O Documento nos diz “como” e “porque” celebrarmos, “o que” e “para que” celebramos. A finalidade é sempre favorecer a participação plena e frutuosa do povo de Deus na Eucaristia, porque é toda a comunidade que celebra o Mistério de Cristo. 

Tais orientações, por sua vez, por sua vez, baseiam-se no Missal Romano, usado na Igreja de rito romano, que a partir do Concílio Vaticano II promoveu profunda renovação litúrgica, reconhecendo que na Liturgia há uma parte imutável de divina inspiração, e outra flexível, que pode e deve mudar, adaptando-se aos tempos e locais, às diversas culturas e necessidades pastorais, para melhor se compreender e viver o mistério celebrado. Instrução Geral é, de fato, o melhor manual sobre o mistério eucarístico e o modo de celebrá-lo. Ela nos faz compreender a Missa em sua dimensão celebrativa do Mistério Pascal de Jesus Cristo e da sua Igreja, como Ceia do senhor. É uma riqueza, porque trata da Eucaristia em seu aspecto teológico, litúrgico, espiritual e pastoral, sendo um verdadeiro diretório teológico-pastoral. E é também garantia de unidade litúrgica, em meio a tanta diversidade de línguas e usos, costumes e tradições, povos e culturas.
São dois os livros principais que fazem parte do Missal Romano: o Missal ou Livro do Altar, que contém as orações e os cantos que a comunidade dirige a Deus ao longo do ano litúrgico, o chamado “Ordinário da Missa”, as Orações Eucarísticas, enfim as normas para a correta celebração, além de possibilidades de mudanças e adaptações, sendo o livro principal da nossa celebração cristã. E o Lecionário, onde estão distribuías e ordenadas as leituras bíblicas que se proclamam na Missa, em 4 volumes: O Lecionário Dominical e Festivo, que compreende as leituras dos três ciclos: (A,B,C), dos domingos e solenidades, para que sejam lidas “ dentro de um período determinado de anos as partes mais importantes da Sagrada Escritura” (Sacrosanctum Concilium 51); o Lecionário Ferial, para os dias da semana; o Lecionário Santoral, para as Missas Votivas, Rituais, quando na Missa se insere a celebração de algum sacramento ou rito (Batismo, Confirmação, profissão religiosa, exéquias, etc).
Entre as versões do Missal Romano, de grande auxílio, indispensáveis para as comunidades, citamos as três abaixo, que de certa forma se completam:

*Instrução Geral do Missal Romano e Introdução ao Lecionário – Brasília, Edições CNBB, 2008 – 2ª edição, 2009 – TEXTO OFICIAL;

* Instrução Geral sobre o Missal Romano- 3ª edição- comentário de J. Aldazábal – Ed. Paulinas – 2ª Edição, São Paulo, 2009;

* Instrução Geral sobre o Missal Romano – Apresentação de Frei Alberto Beckäuser, Ed. Vozes – Petrópolis, 2004.
                                                                   (...)

Os presbíteros, diáconos, equipes de Liturgia e de Canto, e de modo geral os agentes de pastoral da comunidade, devem ter esses documentos, conhecer, acolher, assimilar e colocar em prática tais orientações, pois, segundo Aldazábal, “o exterior, o modo de celebrar, expressa e alimenta nossa atitude interior de fé nos diversos momentos da celebração, e ajuda-nos a celebrar com espírito eclesial”.     

*TRECHO DO ARTIGO “MÚSICA E LITURGIA” DA REVISTA AVE MARIA Páginas 30-31.ANO 112/ FEVEREIRO DE 2011. revista@avemaria.com.br.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Fim do Homem nesta Terra: Dar glória a Deus, conhecê-lo e amá-lo

Paz e Bem!

"Para dialogar bem é necessário saber do que temos de falar. É necessário conhecer a essência de nossa fé" (Bento XVI).

INTRODUÇÃO:

Ao nascer formamos parte de uma família que nos dá o nome e sobrenome; nesta família nascemos, crescemos e desenvolvemos nossas capacidades naturais. O Batismo produz em nós um segundo nascimento - esta vez para a vida sobrenatural da graça -, que nos faz cristãos e nos introduz na grande família da Igreja. Nós, batizados somos e nos chamamos cristãos. É este o nosso nome. Como os primeiros discípulos de Cristo: Pedro, Tiago, João..., também nós somos discípulos do Senhor.

Do mesmo modo que estamos orgulhosos de pertencer a nossa família, onde aprendemos muitas coisas, temos de estar também orgulhosos por pertencer à família da Igreja. A Igreja nos ensina também muitas coisas, que, na verdade, são as mais importantes, as únicas verdadeiramente importantes.


IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. Para que estamos na terra

Existem pessoas que se perguntam para que estão nesta terra, porque nasceram, e não tiveram ninguém que lhes explicasse. Os cristãos - seguidores de Jesus Cristo - temos a sorte de conhecer estas coisas. Jesus Cristo as pregou e a Igreja as ensina. A doutrina de Jesus Cristo, ou Doutrina Cristã, dá a resposta a estas perguntas fundamentais. E as perguntas fundamentais que nós homens fazemos são: de onde venho, quem sou eu, para onde vou.

2. De onde viemos

A doutrina cristã diz que Deus criou livremente o homem para que participe de Sua vida bem aventurada, quer dizer, Sua mesma felicidade. Cada homem foi criado por Deus, com a cooperação de seus pais. Por isto, à pergunta de onde viemos, respondemos: viemos de Deus.

3. Quem somos

Deus não só criou o homem, mas está junto dele em todo tempo e lugar. Deus o chama e o ajuda a encontrá-Lo, quer que O conheça e O ame. Sabemos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e pelo batismo, nós cristãos somos feitos filhos adotivos de Deus, herdeiros de Sua glória. Portanto, se nos perguntam quem somos, a resposta é clara: sou filho de Deus.

4. Para onde vamos

Deus criou o homem para manifestar e comunicar Sua bondade e amor, de forma que possa conhecê-Lo e amá-Lo cada dia mais, e assim O sirva livremente nesta vida, gozando depois com Ele para sempre no céu. Deus quer que sejamos felizes aqui na terra e depois eternamente com Ele no céu. Se nos perguntam a nós, cristãos, para onde vamos, a resposta também é clara: para o céu. Se não conseguirmos esta meta, nossa vida será um fracasso.

5. Para que existe o homem

Agora podemos responder de modo mais explícito a esta pergunta que deve fazer a si mesmo todo homem: para que eu existo? E temos que dizer de modo absoluto: para dar glória a Deus, quer dizer, para manifestar a bondade e o amor do Criador. Deus não tem outra razão para criar. O homem é objeto do amor de Deus, e responde a Deus amando-O. Nisto está a felicidade do homem.

6. Devemos conhecer a doutrina cristã

Devemos conhecer os ensinamentos de Jesus Cristo, já que é nosso Deus, nosso Mestre, nosso Modelo. Seus ensinamentos nos mostram o caminho para conhecer e amar a Deus, para ser felizes nesta terra e depois eternamente na outra.

7. Partes principais da Doutrina Cristã

A primeira coisa que é preciso saber são as verdades de nossa fé: quem é Deus, quem é Jesus Cristo, quem criou o mundo, quem é o Espírito Santo, quem é a Virgem Maria, para que Cristo fundou a Igreja, qual o prêmio ou o castigo que nos espera, etc.. Estas coisas nós as conhecemos ao estudar O SÍMBOLO DA FÉ ou o CREDO.

Se queremos saber como é celebrada a nossa fé cristã, como nos tornamos cristãos, como se alcança o perdão de Deus, de que forma Deus nos ajuda para vencer as dificuldades que encontramos...., tudo isto aprendemos estudando A LITURGIA e OS SACRAMENTOS.

Também necessitamos saber o que Deus quer que façamos para ser felizes e fazer felizes os demais e poder chegar ao céu, como viver em Cristo. Vamos aprender estas coisas estudando A MORAL CRISTÃ nos MANDAMENTOS.

É preciso também conhecer o sentido e a importância da oração em nossa vida; por isto a quarta parte estuda A ORAÇÃO NA VIDA CRISTÃ.

BIBLIOGRAFIA:
1. Material baseado no livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España de autoria de Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela e traduzido para o português pelo Pe. Antônio Carlos Rossi Keller.
2. Catecismo da Igreja Católica
3. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica


fonte: presbiteros.com















domingo, 9 de janeiro de 2011

Batismo do Senhor

PAPA PRESIDE MISSA DO BATISMO DO SENHOR E BATIZA 21 BEBÊS

Cidade do Vaticano, 09 jan (RV) - Na manhã deste domingo, na Capela Sistina, o Santo Padre presidiu a Missa do Batismo do Senhor, durante a qual administrou o Sacramento do Batismo a 21 crianças. A festa do Batismo do Senhor, celebrada no primeiro domingo após a solenidade da Epifania, conclui o tempo natalino com a manifestação do Senhor no Jordão.

Bento XVI iniciou a missa saudando pais, padrinhos e parentes dos bebês que ali estavam para serem batisadas:

“Caras mães e caros pais, dou-vos as boas-vindas e aos padrinhos e às madrinhas, e acolho, com alegria, em nome da grande família que é a Igreja, essas amadíssimas crianças que trouxestes à Capela Sistina para que recebam o Sacramento do Batismo. O nascimento de vossas crianças deu um significado particular à celebração do Natal em vossas famílias: elas são um sinal do amor de Deus e um chamado a valore e à dignidade de toda pessoa humana.”

O Papa, novamente, fez especial referência às crianças e seus parentes, no início de sua homilia:

“Tenho a alegria de dar-lhes as cordiais boas-vindas, em particular a vocês, pais, padrinhos e madrinhas dos 21 recém-nascidos aos quais, daqui a pouco, terei a alegria de administrar o Sacramento do Batismo. Como já é tradição, tal rito se dá também este ano na santa eucaristia com a qual celebramos o Batismo do Senhor.(...) Segundo a narração do evangelista Mateus (3, 13-17), Jesus vai da Galileia ao rio Jordão, para fazer-se batizar por João”

Em seguida, Bento XVI falou sobre o significado do Batismo administrado por João, “um gesto que convidava à humildade diante de Deus, para um novo início”, já que, daquela forma, pedia-se a Deus a purificação pelas culpas, propondo-se à mudança dos comportamentos errados. E foi por isso, disse o Sato Padre, “que quando o Batista vê Jesus que, na fila com os pecadores, chega para fazer-se batizar, fica atônito; reconhecendo n'Ele o Messias, o Santo de Deus, Aquele que não tem pecado, João manifesta o seu desconcerto: ele mesmo, aquele que batizava é que deveria fazer-se batizar por Jesus. Mas Jesus o exorta a não opor resistência, a aceitar fazer esse ato, para operar aquilo que é conveniente para "realizar toda justiça".

Seguindo sua homilia, durante a qual falou detalhadamente sobre o significado do Batismo de Jesus e do significado desse ato para todos os seres humanos, o Pontífice explicou que, através do gesto do Filho, “o Pai manifesta abertamente aos homens a comunhão profunda que o une ao Filho, expressão do amor que os une”. E assim, dirigindo a palavra aos pais das crianças que estavam para ser batizadas, foi encaminhado-se para o fim da cerimônia, acrescentando:

“Caros pais, o Batismo que vocês hoje pedem para as suas crianças, as insere nesse intercâmbio de amor recíproco que existe em Deus entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo; por esse gesto que estou para realizar, se derrama sobre elas o amor de Deus, inundando-as dos seus dons.(...) Confiando-os à materna intercessão de Maria Santíssima, peçamos para eles vida e saúde, para que possam crescer e amadurecer na fé, e produzir, com a sua vida, frutos de santidade e de amor.” (ED)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz Ano do Senhor


Feliz Ano Novo é o que desejamos uns aos outros, na passagem de um ano para o outro, momento em que é muito propício para nos confraternizar e desejar tudo de bom. Esse desejo de recomeço, representado com os símbolos fraternos do abraço, da cor branca, das bebidas, etc; vem mostrar o arquétipo de todos os homens, ou seja, a dinâmica de ter que ser, de se fazer naquilo que lhe é originário.
O originário do homem é ser livre, mas esse ser livre é ser livre para... e não livre de... Essa fala “feliz ano novo”, condensa toda uma realidade ontológica.
Feliz, é como aquela criança que suga o leite da mãe, isto é, ao desejar essa felicidade, estamos a convocar o outro para a essência da vida: que é saber dar sempre um novo toque, único, real e só daquela vez, a existência.
Ano, é lugar onde estou, no tic-tac da existência, que cronologicamente todos estão; animais, plantas, coisas. Mas só o homem vive nele de maneira diferente, onde cada “tic” e cada “tac” do relógio decisivo, pode mudar toda uma vida, mas isso só o homem pode fazer.
Novo, é o modo como o homem pesa a vida, o seu ser, a existência; onde fica a espera do inesperado, e a qualquer momento o “novo” se revela, mostrando algo totalmente novo e inaudito. E com isso sempre de novo emerge um ser novo e originário, “o mundo é recriado” como e da mesma forma que saiu das mãos do criador.
Portanto, “feliz ano novo”, é o desejo mais íntimo do nosso ser, de querer não só para um, mas para que todos encontrem a sua saúde originária, de filhos de Deus; isso, meus irmãos, não nos pode ser tirado.
Feliz Ano Novo...
+ Paz e Bem...

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