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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Celebrar a Solenidade da Imaculada Conceição no Advento

"E fez-vos Imaculada"

a) É em tempo de Advento que celebramos a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria. Os quatro domingos do Advento têm como finalidade a preparação para a vinda do Filho de Deus, Salvador da Humanidade, causa da nossa esperança. Hoje, com solenidade, celebramos a missão única da Virgem Maria no Advento da humanidade que anseia a salvação. O Prefácio deste dia mostra-nos a razão de ser desta celebração: “Vós a preservastes de toda a mancha do pecado original, para que, enriquecida com a plenitude da vossa graça, fosse a digna Mãe do vosso Filho. Nela destes início à santa Igreja, esposa de Cristo”. “É nosso dever, é nossa salvação” dar graças ao Senhor, nosso Deus: é a alegria da nossa gratidão que domina este dia. Em todas as celebrações, especialmente nas solenidades, é importante não só ter uma atenção especial aos aspectos externos que ajudam a criar a devida solenidade e dignidade da celebração, mas também o tom de voz que é usado: saber transmitir o que estamos a viver.




b) O “gozo” do paraíso termina, porque o homem e a mulher não deram conta da sua situação e da tentação da serpente que os levou a desejar ser como Deus, senhores da vida e da morte. O mal, como a serpente, seduz as pessoas, levando-as a pensar que não precisam de Deus para viver. Aqui, não se trata de uma falta moral (grande ou pequena), mas da cisão (ruptura) da comunhão com Deus. O homem, quando se apercebe que está nu, limitado, esconde-se de Deus, e perante as perguntas de Deus justifica-se com a mulher (ela é a culpada), com a serpente, com o mal, com o pecado. Então, Deus condena o mal, o pecado, simbolizado na serpente. Note-se um aspecto muito importante: não condena o homem nem a mulher, não condena a humanidade. Depois desta ruptura, o que acontece? Inicia-se o combate entre a humanidade, a descendência de Eva, e o pecado; a expressão “ela te esmagará a cabeça e tu a atingirás no calcanhar” diz-nos que a serpente, ou seja, o mal, só poderá ferir o “calcanhar” da humanidade, mas esta poderá feri-la na cabeça, ou seja, a humanidade vencerá definitivamente a serpente no fim dos tempos com a graça de Deus. O próprio Deus, por Jesus Cristo, ensina-nos a lutar contra o mal. Pela Bíblia, concluímos que o caminho de regresso ao paraíso não é reto nem fácil; tem muitos atalhos e imprevistos.




c) Deus quis que este caminho de regresso ao paraíso fosse marcado com um gesto de amor infinito. Deus não desejava que a história da humanidade ficasse prejudicada por Eva, mãe da humanidade pecadora. Por isso, por sua própria iniciativa, aproximou-se para falar com a humanidade, sua obra criadora. Maria, a cheia de graça, abriu-se ao diálogo com Deus e, contrariamente ao que aconteceu com Eva, ouviu e obedeceu: a escuta e a obediência são a “moldura” da porta da salvação.




d) A Oração Coleta desta solenidade diz-nos que Deus preparou para o Seu Filho uma digna morada. Ela será a nova arca da aliança. Assim como antes a arca tinha acompanhado o povo de Israel na travessia do deserto até a terra prometida, levando dentro dela a Lei que orientava o povo a viver na liberdade, agora Maria (a nova arca), pela força do Espírito Santo, terá dentro si a presença da nova aliança, da nova lei que é Jesus Cristo, o verdadeiro caminho que nos levará para o novo paraíso: a vida em comunhão com Deus. Por isso, a “digna morada” do Filho de Deus foi preservada de toda a mancha.




e) O Prefácio desta solenidade afirma que Maria é a imagem da Igreja, “esposa de Cristo, sem mancha e sem ruga, resplandecente de beleza e de santidade”. Maria é a primícia de toda a humanidade. Então, esta solenidade é a nossa festa, porque Ela é a imagem da Igreja que, desejando ser pura, apesar da sua fraqueza, se entrega ao Espírito de Amor que a fecunda e a ilumina. A Igreja celebra em Maria o regresso da luz que o pecado de Adão tinha apagado. Em Maria, esta luz voltou a ser perfeitamente nítida, como uma chama pura, iluminando toda a casa de Deus, dando novamente sentido à existência de todas as criaturas de Deus e mostrando a todos os homens e mulheres o caminho de regresso à luz.




Fonte: Com informações do Missal Romano, da CNBB e SDPL.










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