Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo! A vós, ó Deus, Louvamos!




HINO TE DEUM (A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS)


A vós, ó Deus, louvamos,
a vós, Senhor, cantamos.
A vós, Eterno Pai,
adora toda a terra.
A vós cantam os anjos,
os céus e seus poderes:
Sois Santo, Santo, Santo,
Senhor, Deus do universo!
Proclamam céus e terra
a vossa imensa glória.
A vós celebra o coro
glorioso dos Apóstolos,
Vos louva dos Profetas
a nobre multidão
e o luminoso exército
dos vossos santos Mártires.
A vós por toda a terra
proclama a Santa Igreja,
ó Pai onipotente,
de imensa majestade,
e adora juntamente
o vosso Filho único,
Deus vivo e verdadeiro,
e ao vosso Santo Espírito.
Ó Cristo, Rei da glória,
do Pai eterno Filho,
nascestes duma Virgem,
a fim de nos salvar.
Sofrendo vós a morte,
da morte triunfastes,
abrindo aos que têm fé
dos céus o reino eterno.
Sentastes à direita
de Deus, do Pai na glória.
Nós cremos que de novo
vireis como juiz.
Portanto, vos pedimos:
salvai os vossos servos,
que vós, Senhor, remistes
com sangue precioso.
Fazei-nos ser contados,
Senhor, vos suplicamos,
em meio a vossos santos
na vossa eterna glória.
(A parte que se segue pode ser omitida, se for oportuno).
Salvai o vosso povo.
Senhor, abençoai-o.
Regei-nos e guardai-nos
até a vida eterna.
Senhor, em cada dia,
fiéis, vos bendizemos,
louvamos vosso nome
agora e pelos séculos.
Dignai-vos, neste dia,
guardar-nos do pecado.
Senhor, tende piedade
de nós, que a vós clamamos.
Que desça sobre nós,
Senhor, a vossa graça,
porque em vós pusemos
a nossa confiança.
Fazei que eu, para sempre,
não seja envergonhado:
Em vós, Senhor, confio,
sois vós minha esperança!

 

TIC-TAC


O “Tic Tac” do tempo é sempre o mesmo, ele não é diferente para ninguém, tempo psicológico, tempo cronológico, tempo para nascer, etc. Os animais, as plantas, as coisas, não se colocam a questão fundamental; qual o sentido da vida? Eles vivem sem se preocupar, o tempo deles é o mesmo que o nosso tempo.
Nós humanos vivemos na dinâmica de ter que ser nós somos existência, temos que nos responsabilizar-mos em ser; por isso o tempo para nós, homens, não é um simples número da roda de “Cronos”, onde é cíclico, tudo é igual; é antes de tudo “kairós”, o tempo oportuno, onde o homem se coloca no “tic-tac” do relógio como aquele que se responsabiliza em ser, em dar um sentido à existência.
O homem é liberdade para. Por isso o modo dele estar no tempo, é "ter que ser". Dar sentido ao momento, onde cada segundo, cada “tic-tac”, é o “kairós” da vida.
A passagem do ano velho para o ano novo, se dá no toque, de um “tic” para um “tac”, nesta passagem o homem quer se colocar, como aquele que vê neste movimento, a oportunidade única e primeira, de se colocar a questão; qual o sentido da existência, e dar uma resposta contínua, gerando-se discípulo, na escuta atenta do “tic-tac” da existência, guardando no coração e conferindo a Deus.
Feliz ano novo...
+ Paz e Bem...


domingo, 26 de dezembro de 2010

Sagrada Famíla

Papa evoca atentados de Natal contra cristãos e pede que se ponha termo ao ódio. Recordadas as famílias, neste domingo da Sagrada Família


Os atentados de Natal, numa igreja católica das Filipinas e outros ataques a igrejas cristãs da Nigéria foram evocados pelo Papa neste domingo ao meio-dia, por ocasião do Angelus, com milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro e muitos que o seguiam através da rádio e da televisão. Juntamente com os seus pêsames, Bento XVI renovou um apelo a que se abandone o caminho do ódio.

“Foi com grande tristeza que tomei conhecimento do atentado a uma igreja católica das Filipinas, quando se celebrava o rito do Natal, como também do ataque a igrejas cristãs da Nigéria. E também noutras partes do mundo, como no Paquistão, a terra voltou a ser manchada de sangue.
Desejo exprimir as minhas sentidas condolências pelas vítimas destas violências absurdas e renovo uma vez mais o apelo a abandonar o caminho do ódio para encontrar soluções pacíficas dos conflitos e para dar segurança e serenidade às caras populações.
Neste dia em que celebramos a Sagrada Família, que viveu a dramática experiência de ter que fugir para o Egipto por causa da fúria homicida de Herodes, recordemos também todos os que - em particular as famílias que são constrangidas a abandonar as próprias casas por causa da guerra, da violência e da intolerância.
Convido-vos, portanto a unirdes-vos a mim na oração para pedir intensamente ao Senhor que toque os corações dos homens e lhes traga esperança, reconciliação e paz”.

Na sua alocução antes do Angelus, Bento XVI reflectiu sobre a Sagrada Família, que a Igreja celebra neste domingo, convidando a contemplar o menino Jesus, no presépio, objecto do afecto e das atenções dos seus pais. “Na pobre gruta de Belém (escrevem os Padres da Igreja) resplandece uma luz vivíssima, reflexo do profundo mistério que envolve este Menino e que Maria e José acolhem no seu coração e deixam transparecer nos seus olhares, nos gestos, sobretudo nos seus silêncios. De facto, eles conservam no íntimo as palavras do anúncio do anjo a Maria: “aquele que vai nascer será chamado Filho de Deus”.
O nascimento de cada criança traz consigo algo deste mistério, como bem o sabem os pais que falam do “dom” que um filho para eles representa. “De facto, os seres humanos vivem a procriação, não como um mero acto reprodutivo, mas advertem a sua riqueza, intuem que em cada criatura humana que surge na terra é o ‘sinal’ por excelência do Criador e Pai que está nos céus. Como é importante, assim, que cada criança, ao vir ao mundo, seja acolhida pelo calor de uma família”.
E o que mais interessa não são as comodidades exteriores. “Jesus nasceu num estábulo, tendo como berço uma manjedoura, mas o amor de Maria e de José fizeram-lhe sentir a ternura e beleza de sermos amados”. “É disto que têm necessidade as crianças: do amor do pai e da mãe. É isto que lhes dá segurança e que, no crescimento, permite descobrir o sentido da vida”.
Não obstante as muitas provações por que passou a santa Família de Nazaré, incluindo o ter que imigrar para o Egipto – observou o Papa – confiando na divina Providência, eles conseguiram a sua estabilidade e asseguraram a Jesus uma infância serena e uma sólida educação”. “Confiemos a Nossa Senhora e a São José todas as famílias, para que não desanimem perante as provações e dificuldades, mas cultivem o amor conjugal e se dediquem confiadamente ao serviço da vida e da educação”.


Fonte: http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=449680

sábado, 25 de dezembro de 2010

"Quero lembrar o menino que nasceu em Belém,
os apertos que passou, como foi posto num presépio,
e contemplar com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro"

Dos Escritos de Sao Francisco de Assis, 1 Cel.

FELIZ NATAL!


"Et verbum caro factum est..."



“... embora nas outras solenidades o Senhor tenha operado a nossa salvação, no entanto, no dia em que ele nasceu para nós, tivemos a certeza de que íamos ser salvos.” (Cas XIV)





"'Et verbum caro factum est...'
Deus se fez gente!
Criador igual criatura,
Deus se abaixa e eleva o homem.
“Eu sou” gente como a gente,
Ser humano não é peso.
Amante tornado amado.
Infinito adentra o finito:
Finitude transformada em mansidão.
Contingente universalizado,
Deus humanado, não humanizado:
Realidade para além da projeção.
Ser gente não é defeito...
Deus se fez gente!
'ET verbum caro factum est...'" 
(Frei Michel Alves, OFMConv)
 
Que a revelação da humanidade de Deus, onde na noite de natal se reclinou num presépio, faça-nos crescer na responsabilização, a começar por nós mesmos, pela construção de um mundo mais humano e que possua o mesmo jeito de ser de Deus, o mesmo revelado pelo menino envolto em faixas.
+ Que o senhor vos dê a paz!
Paz e Bem...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Deus se fez homem



"Desperta, ó homem: por tua causa Deus se fez homem. Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá (Ef 5,14). Por tua causa, repito, Deus se fez homem.
Estarias morto para sempre, se ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te libertaria da carne do pecado, se ele não tivesse assumido uma carne semelhante à do pecado. Estarias condenado a uma eterna miséria, se não fosse a sua misericórdia. Não voltarias á vida, se ele não tivesse indo ao encontro da tua morte. Terias perecido, se ele não te socorresse. Estarias perdido, se ele não viesse salvar-te.
Celebremos com alegria a vinda da nossa salvação e redenção. Celebremos este dia de festa, em que o grande e eterno Dia, gerado pelo Dia grande e eterno, veio a este nosso dia temporal e tão breve”.

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo.










quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Que a Ternura deste dia (noite) ilumine seu lar, sua família e sobretudo o seu coração!











Para ouvir bem o vídeo dê "pause" na "Rádio" no fim da página!

PAPA NA AUDIÊNCIA: PREPAREMO-NOS COM ALEGRIA PARA O NATAL


Cidade do Vaticano, 22 dez (RV) - Bento XVI acolheu na manhã desta quarta-feira, dia da habitual Audiência Geral, vários fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI, no Vaticano.

A catequese de hoje foi dedicada inteiramente ao Natal. "Preparemo-nos com alegria para o Natal, purificando a nossa consciência de tudo aquilo que é contrário à vinda de Deus" - ressaltou o Papa.

"A alegre expectativa, característica dos dias que antecedem o Santo Natal, é certamente a atitude fundamental do cristão que deseja viver com fruto o renovado encontro com Aquele que vem habitar em nós: Cristo Jesus, o Filho do Deus que se fez homem, que inundou o universo de alegria" – frisou o pontífice.

Bento XVI sublinhou que "o presépio é expressão de nossa expectativa, mas também ação de graças Àquele que decidiu partilhar a nossa condição humana, na pobreza e na simplicidade. Que este genuíno testemunho de fé cristã possa oferecer ainda hoje a todos os homens de boa vontade um sugestivo ícone do amor infinito do Pai para com todos".

O Santo Padre pediu à Virgem Maria e a São José para que nos ajudem a viver o mistério do Natal com renovada gratidão ao Senhor. "Em meio à vida frenética de nossos dias, este tempo nos doa um pouco de calma e alegria e nos faz tocar a bondade do nosso Deus, que se fez criança para nos salvar e dar nova coragem e nova luz ao nosso caminho" – sublinhou ainda o Papa.

A seguir, Bento XVI fez um resumo de sua catequese em português, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

No tempo próprio da Liturgia, que actualiza o mistério, está para chegar o Deus Menino, nosso Salvador: Aquele que, depois da desobediência de Adão e Eva, nos abraça de novo e abre o acesso à vida verdadeira. Ele vem para reduzir à impotência a obra do maligno e tudo aquilo que nos faz andar longe de Deus. O Verbo feito menino ajuda-nos a compreender o modo de agir de Deus, para sermos capazes de nos deixar transformar pela sua bondade e misericórdia infinita. A sua vinda serve para nos ensinar a ver e a amar os acontecimentos da vida, o mundo e tudo aquilo que nos rodeia com os próprios olhos de Deus. No meio da actividade frenética dos nossos dias, possa este tempo natalício trazer-nos um pouco de calma e tanta alegria, fazendo-nos sentir a bondade do nosso Deus que Se faz menino para nos salvar e dar nova coragem e nova luz ao nosso caminho.

Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação de boas vindas para todos, com votos de um santo Natal, portador das consolações e graças do Deus Menino: nos vossos corações, famílias e comunidades, resplandeça a luz do Salvador, que nos revela o rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Em seu Nome, eu vos abençoo, pedindo a Deus um Ano Novo sereno e feliz para todos. (MJ)

Fonte: http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=448768

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A Humanidade de Deus


      São Francisco, que antes era amante do belo, e acostumado com o sublime, se depara com uma compreensão inteiramente nova sobre a essência de Deus.
Ele, no momento do encontro com o Crucificado, recebe a mais bela das visitas, e descobre que Deus é gente como nós; Deus se fez carne e mostrou o que é o humano de verdade: doação pura, sem reservas na total liberdade.
      Nisto São Francisco vê que para ser como Deus é só assumir o finito, é lá que Deus se mostra no encarnado do dia-a-dia.
Ao olhar para Criação, se pode perceber que ela tem o jeito do seu Criador, ela se entrega por inteiro, com tamanha largueza.
      A humanidade de Deus, na sua grandeza, se dá no Mistério da Encarnação, no menino infante, que na maior fragilidade, está ali só recebendo a todos, com os braços abertos; na Cruz que está de braços abertos acolhendo tudo, inclusive o abandono do Pai e na Eucaristia, onde na mais profunda doação, desmedida (comida e bebida), está com os braços abertos, para ser somente gratuidade pura.
      Essa compreensão abre na existência, uma inteiramente nova compreensão do Divino, que se fez carne e pede que sejamos encarnados, na dinâmica do discípulo, que sempre de novo se perfaz no ser do Mestre. O Deus da revelação assumiu o humano com tudo o que ele é e tem.
          Em Jesus, o humano é redimido, porque em tudo o que Ele olha, somente vê o Pai. Até nos momentos limites, cruz, em que cordialmente grita ABBÁ. Sua vida foi sempre a máxima aceitação da contingência humana.
     Tudo é possibilidade de encontro com o rosto de ABBÁ; Isso é humanidade de Deus. 
Feliz Natal...
+ Paz e Bem...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vídeo: Convento São Boaventura

Confira o vídeo do Convento São Boaventura em Petropólis. Franciscanos Conventuais da Custodia da Imaculada Conceição.
video

Lectio Divina Sagrada Familia

LECTIO DIVINA – 26 de dezembro de 2010 - Sagrada Família
TEXTO BÍBLICO: Mateus 2,13-15.19-23
A fuga para o Egito - Um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: — Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e fuja para o Egito. Fiquem lá até eu avisar, pois Herodes está procurando a criança para matá-la. José levantou-se no meio da noite, pegou a criança e sua mãe e fugiu para o Egito. Ficaram lá até a morte de Herodes. Isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito por meio do profeta: Eu chamei o meu filho, que estava na terra do Egito.
A volta do Egito - Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse: — Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e volte para a terra de Israel, pois as pessoas que queriam matar o menino já morreram. José se levantou, pegou a criança e a sua mãe e voltou para a terra de Israel. Quando soube que Arquelau, filho do rei Herodes, estava governando a Judeia no lugar do seu pai, teve medo de ir morar lá. Depois de receber em sonho mais instruções, José foi para a região da Galileia e ficou morando numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que os profetas tinham dito: O Messias será chamado de Nazareno.

MESSIAS: o Salvador prometido no Antigo Testamento. Messias (hebraico) é o mesmo que Cristo (grego) e quer dizer “Ungido” (João 1,41).

1 – LEITURA - O que diz o texto? - Indicações para a leitura
Depois da celebração do Mistério do Natal do Senhor a Igreja nos apresenta a imagem da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. Deus o Todo poderoso, não somente se faz homem, carne, história e tempo... Mas também assume de tal modo a vida dos homens que escolhe crescer e desenvolver-se numa família: a Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José. É bom, ver esta celebração como um "eco" direto da celebração do Natal e do Mistério da Encarnação.
O texto evangélico apresenta dois episódios:
· Versículos 16-18: Viagem da Sagrada Família ao Egito;
· Versículos 19-23: Regresso da Sagrada Família a Nazaré
No primeiro episódio, a Sagrada Família experimenta a realidade de ser "desalojada", de ter que emigrar para sobreviver. No segundo episódio, José, obedecendo à Palavra de Deus, regressa à sua terra. Por medo do filho de Herodes, que governava aquela região, prefere ir instalar-se na aldeia de Nazaré, na região da Galileia.
Textos bíblicos para confrontar: Os 11,1; Ex 2,15;4,22;4,19-20; Ap 12,4-6 e Lc 2.39.
Veja no mapa Bíblico o possível percurso entre Belém na Judéia até o Egito. Imagine o longo caminho realizado pela Família de Nazaré.

Perguntas para a leitura:
· Como começa o texto? Como José descobre a vontade de Deus?
· O que Deus disse a José em sonho? Como José reage? O que faz?
· Como José reage: fica tranqüilo ou assume a responsabilidade sobre seu filho?
· Qual o primeiro lugar onde a Sagrada Família se aloja?
· Quando podem regressar? Como descobrem o momento justo do regresso?
· Para onde querem regressar? Por que não podem estabelecer-se ali? Quem está governando no lugar de Herodes o Grande?
· Onde se instalam definitivamente? Em qual região e cidade?

2 – MEDITAÇÃO - O que me diz o texto? O que nos diz o texto?
Perguntas para a meditação:
· O que é que me chama mais à atenção neste trecho da Sagrada Família?
· A Sagrada Família é ideal para minha própria família no hoje ou no futuro?
· Que fazer para que minha experiência familiar siga o modelo da Sagrada Família?
· Quais são as dificuldades sérias, os problemas mais delicados da minha família?
· Que fazer para melhorar ainda que seja pouco meu relacionamento familiar?
· Tenho tido dificuldades para fixar minha vida ou a vida da minha família?
· Rezo à Sagrada Família por minha família e as famílias da minha comunidade?
· Sou paciente, a exemplo de Jesus, Maria e José, em meio às dificuldades da vida?

3 – ORAÇÃO - O que digo a Deus? O que dizemos a Deus?
Para a oração, podemos utilizar o texto da Oração no começo da Missa (logo após o Glória) para a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José: “Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida,concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas.Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo”.

4 – CONTEMPLAÇÃO
Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?
Para interiorizar esta Palavra neste momento da contemplação, propomos algumas linhas do discurso do Papa Paulo VI, proferido em sua visita a Nazaré em janeiro de 1964: Nazaré é a escola onde se começa a entender a vida de Jesus é a escola onde se inicia o conhecimento de seu Evangelho.Aqui aprendemos a observar, a escutar, a meditar, a penetrar no sentido profundo e misterioso desta simples, humilde e encantadora manifestação do Filho de Deus entre os homens. Aqui se compreende inclusive, talvez de uma maneira quase inconsciente, a imitar esta vida.

5 – AÇÃO - Com o que me comprometo? Com o que nos comprometemos?
Propostas pessoais
· Além das dificuldades que podemos haver experimentado na própria família, devemos buscar aprender a valorizar os aspectos positivos;
· Rezar por aqueles membros da família mais necessitados da presença de Deus.

Propostas comunitárias
· Dialogar com o grupo sobre as características da Sagrada Família que hoje são tão necessárias para as futuras famílias que se formam em nosso tempo;
· Ler em grupo as orações do Rito para a Celebração do Matrimônio sobre os compromissos do casal. Pedir o livro a algum sacerdote ou na secretaria paroquial

sábado, 18 de dezembro de 2010

IV Domingo do Advento (bênção da vela)


IV vela do Advento

Comentarista:
Ainda uma última vez acenderemos uma vela da Coroa do Advento. O Senhor agora está mais próximo. Neste Quarto Domingo toda a Coroa será iluminada!
O Senhor Jesus vem ao nosso encontro. Mas ele não vem sozinho: é nos braços da Virgem Mãe que iremos encontrá-lo. Olhemos para ela e saberemos como se cumpre a vontade do Pai, como se recebe Cristo Jesus e como poderemos colocar nossa vida a serviço dos irmãos! Celebremos com alegria o Natal próximo, recordando as palavras do Apóstolo: “Aproximai-vos do Senhor e sereis iluminados e não haverá sombra em vossas faces!”
Sacerdote:
Acendendo esta vela, nós vos pedimos, ó Deus,
que a luz da vossa graça sempre nos preceda e acompanhe
para que, esperando ansiosamente
a vinda dAquele que a Virgem concebeu,
possamos obter a vossa ajuda nesta vida e na outra.
Por Cristo, nosso Senhor.
* Já estando acesas as três velas, o sacerdote acende a quarta. Enquanto o faz, pode dizer:
Céus, deixai cair o orvalho; nuvens, chovei o Justo;
abra-se a terra e brote o Salvador! (Is 45,8).

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Mensagem do Papa Bento XVI

Por: Radio Vaticana
(http://www.radiovaticana.org/BRA/Articolo.asp?c=447327)

Cidade do Vaticano, 16 dez (RV) - Segue na íntegra, a mensagem de Bento XVI para o 44° Dia Mundial da Paz que será celebrado em 1° de janeiro de 2011, sobre o tema "Liberdade religiosa, caminho para a paz".


Liberdade religiosa, caminho para a paz

1.NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa.

Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados. Recordo as recentes tribulações da comunidade cristã, e de modo especial o vil ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdad, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta expressão na Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades católicas no Iraque e em todo o Médio Oriente a viverem a comunhão e continuarem a oferecer um decidido testemunho de fé naquelas terras.

Agradeço vivamente aos governos que se esforçam por aliviar os sofrimentos destes irmãos em humanidade e convido os católicos a orarem pelos seus irmãos na fé que padecem violências e intolerâncias e a serem solidários com eles. Neste contexto, achei particularmente oportuno partilhar com todos vós algumas reflexões sobre a liberdade religiosa, caminho para a paz. De facto, é doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal. Noutras regiões, há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos. Os cristãos são, actualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem frequentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade, da sua fé em Jesus Cristo e do seu apelo sincero para que seja reconhecida a liberdade religiosa. Não se pode aceitar nada disto, porque constitui uma ofensa a Deus e à dignidade humana; além disso, é uma ameaça à segurança e à paz e impede a realização de um desenvolvimento humano autêntico e integral.

De facto, na liberdade religiosa exprime-se a especificidade da pessoa humana, que, por ela, pode orientar a própria vida pessoal e social para Deus, a cuja luz se compreendem plenamente a identidade, o sentido e o fim da pessoa. Negar ou limitar arbitrariamente esta liberdade significa cultivar uma visão redutiva da pessoa humana; obscurecer a função pública da religião significa gerar uma sociedade injusta, porque esta seria desproporcionada à verdadeira natureza da pessoa; isto significa tornar impossível a afirmação de uma paz autêntica e duradoura para toda a família humana.

Por isso, exorto os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé e viver o seu amor a Deus com todo o coração, toda a alma e toda a mente (cf. Mt 22, 37). Este é o sentimento que inspira e guia a Mensagem para o XLIV Dia Mundial da Paz, dedicada ao tema: Liberdade religiosa, caminho para a paz.

Direito sagrado à vida e a uma vida espiritual

2. O direito à liberdade religiosa está radicado na própria dignidade da pessoa humana, cuja natureza transcendente não deve ser ignorada ou negligenciada. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 27). Por isso, toda a pessoa é titular do direito sagrado a uma vida íntegra, mesmo do ponto de vista espiritual. Sem o reconhecimento do próprio ser espiritual, sem a abertura ao transcendente, a pessoa humana retrai-se sobre si mesma, não consegue encontrar resposta para as perguntas do seu coração sobre o sentido da vida e dotar-se de valores e princípios éticos duradouros, nem consegue sequer experimentar uma liberdade autêntica e desenvolver uma sociedade justa.

A Sagrada Escritura, em sintonia com a nossa própria experiência, revela o valor profundo da dignidade humana: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? Fizestes dele quase um ser divino, de honra e glória o coroastes; destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos, tudo submetestes a seus pés» (Sl 8, 4-7).

Perante a sublime realidade da natureza humana, podemos experimentar a mesma admiração expressa pelo salmista. Esta manifesta-se como abertura ao Mistério, como capacidade de interrogar-se profundamente sobre si mesmo e sobre a origem do universo, como íntima ressonância do Amor supremo de Deus, princípio e fim de todas as coisas, de cada pessoa e dos povos. A dignidade transcendente da pessoa é um valor essencial da sabedoria judaico-cristã, mas, graças à razão, pode ser reconhecida por todos. Esta dignidade, entendida como capacidade de transcender a própria materialidade e buscar a verdade, há-de ser reconhecida como um bem universal, indispensável na construção duma sociedade orientada para a realização e a plenitude do homem. O respeito de elementos essenciais da dignidade do homem, tais como o direito à vida e o direito à liberdade religiosa, é uma condição da legitimidade moral de toda a norma social e jurídica.

Liberdade religiosa e respeito recíproco

3.A liberdade religiosa está na origem da liberdade moral. Com efeito, a abertura à verdade e ao bem, a abertura a Deus, radicada na natureza humana, confere plena dignidade a cada um dos seres humanos e é garante do respeito pleno e recíproco entre as pessoas. Por conseguinte, a liberdade religiosa deve ser entendida não só como imunidade da coacção mas também, e antes ainda, como capacidade de organizar as próprias opções segundo a verdade.

Existe uma ligação indivisível entre liberdade e respeito; de facto, «cada homem e cada grupo social estão moralmente obrigados, no exercício dos próprios direitos, a ter em conta os direitos alheios e os seus próprios deveres para com os outros e o bem comum».

Uma liberdade hostil ou indiferente a Deus acaba por se negar a si mesma e não garante o pleno respeito do outro. Uma vontade, que se crê radicalmente incapaz de procurar a verdade e o bem, não tem outras razões objectivas nem outros motivos para agir senão os impostos pelos seus interesses momentâneos e contingentes, não tem uma «identidade» a preservar e construir através de opções verdadeiramente livres e conscientes. Mas assim não pode reclamar o respeito por parte de outras «vontades», também estas desligadas do próprio ser mais profundo e capazes, por conseguinte, de fazer valer outras «razões» ou mesmo nenhuma «razão». A ilusão de encontrar no relativismo moral a chave para uma pacífica convivência é, na realidade, a origem da divisão e da negação da dignidade dos seres humanos. Por isso se compreende a necessidade de reconhecer uma dupla dimensão na unidade da pessoa humana: a religiosa e a social. A este respeito, é inconcebível que os crentes «tenham de suprimir uma parte de si mesmos – a sua fé – para serem cidadãos activos; nunca deveria ser necessário renegar a Deus, para se poder gozar dos próprios direitos».

A família, escola de liberdade e de paz

4.Se a liberdade religiosa é caminho para a paz, a educação religiosa é estrada privilegiada para habilitar as novas gerações a reconhecerem no outro o seu próprio irmão e a sua própria irmã, com quem caminhar juntos e colaborar para que todos se sintam membros vivos de uma mesma família humana, da qual ninguém deve ser excluído.

A família fundada sobre o matrimónio, expressão de união íntima e de complementaridade entre um homem e uma mulher, insere-se neste contexto como a primeira escola de formação e de crescimento social, cultural, moral e espiritual dos filhos, que deveriam encontrar sempre no pai e na mãe as primeiras testemunhas de uma vida orientada para a busca da verdade e para o amor de Deus. Os próprios pais deveriam ser sempre livres para transmitir, sem constrições e responsavelmente, o próprio património de fé, de valores e de cultura aos filhos. A família, primeira célula da sociedade humana, permanece o âmbito primário de formação para relações harmoniosas a todos os níveis de convivência humana, nacional e internacional. Esta é a estrada que se há-de sapientemente percorrer para a construção de um tecido social robusto e solidário, para preparar os jovens à assunção das próprias responsabilidades na vida, numa sociedade livre, num espírito de compreensão e de paz.

Um patrimônio comum

5.Poder-se-ia dizer que, entre os direitos e as liberdades fundamentais radicados na dignidade da pessoa, a liberdade religiosa goza de um estatuto especial. Quando se reconhece a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana é respeitada na sua raiz e reforça-se a índole e as instituições dos povos. Pelo contrário, quando a liberdade religiosa é negada, quando se tenta impedir de professar a própria religião ou a própria fé e de viver de acordo com elas, ofende-se a dignidade humana e, simultaneamente, acabam ameaçadas a justiça e a paz, que se apoiam sobre a recta ordem social construída à luz da Suma Verdade e do Sumo Bem.

Neste sentido, a liberdade religiosa é também uma aquisição de civilização política e jurídica. Trata-se de um bem essencial: toda a pessoa deve poder exercer livremente o direito de professar e manifestar, individual ou comunitariamente, a própria religião ou a própria fé, tanto em público como privadamente, no ensino, nos costumes, nas publicações, no culto e na observância dos ritos. Não deveria encontrar obstáculos, se quisesse eventualmente aderir a outra religião ou não professar religião alguma. Neste âmbito, revela-se emblemático e é uma referência essencial para os Estados o ordenamento internacional, enquanto não consente alguma derrogação da liberdade religiosa, salvo a legítima exigência da justa ordem pública. Deste modo, o ordenamento internacional reconhece aos direitos de natureza religiosa o mesmo status do direito à vida e à liberdade pessoal, comprovando a sua pertença ao núcleo essencial dos direitos do homem, àqueles direitos universais e naturais que a lei humana não pode jamais negar.

A liberdade religiosa não é património exclusivo dos crentes, mas da família inteira dos povos da terra. É elemento imprescindível de um Estado de direito; não pode ser negada, sem ao mesmo tempo minar todos os direitos e as liberdades fundamentais, pois é a sua síntese e ápice. É «o papel de tornassol para verificar o respeito de todos os outros direitos humanos». Ao mesmo tempo que favorece o exercício das faculdades humanas mais específicas, cria as premissas necessárias para a realização de um desenvolvimento integral, que diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em cada uma das suas dimensões.

A dimensão pública da religião

6.Embora movendo-se a partir da esfera pessoal, a liberdade religiosa – como qualquer outra liberdade – realiza-se na relação com os outros. Uma liberdade sem relação não é liberdade perfeita. Também a liberdade religiosa não se esgota na dimensão individual, mas realiza-se na própria comunidade e na sociedade, coerentemente com o ser relacional da pessoa e com a natureza pública da religião.

O relacionamento é uma componente decisiva da liberdade religiosa, que impele as comunidades dos crentes a praticarem a solidariedade em prol do bem comum. Cada pessoa permanece única e irrepetível e, ao mesmo tempo, completa-se e realiza-se plenamente nesta dimensão comunitária.

Inegável é a contribuição que as religiões prestam à sociedade. São numerosas as instituições caritativas e culturais que atestam o papel construtivo dos crentes na vida social. Ainda mais importante é a contribuição ética da religião no âmbito político. Tal contribuição não deveria ser marginalizada ou proibida, mas vista como válida ajuda para a promoção do bem comum. Nesta perspectiva, é preciso mencionar a dimensão religiosa da cultura, tecida através dos séculos graças às contribuições sociais e sobretudo éticas da religião. Tal dimensão não constitui de modo algum uma discriminação daqueles que não partilham a sua crença, mas antes reforça a coesão social, a integração e a solidariedade.

Liberdade religiosa, força de liberdade e de civilização:
os perigos da sua instrumentalização

7.A instrumentalização da liberdade religiosa para mascarar interesses ocultos, como por exemplo a subversão da ordem constituída, a apropriação de recursos ou a manutenção do poder por parte de um grupo, pode provocar danos enormes às sociedades. O fanatismo, o fundamentalismo, as práticas contrárias à dignidade humana não se podem jamais justificar, e menos ainda o podem ser se realizadas em nome da religião. A profissão de uma religião não pode ser instrumentalizada, nem imposta pela força. Por isso, é necessário que os Estados e as várias comunidades humanas nunca se esqueçam que a liberdade religiosa é condição para a busca da verdade e que a verdade não se impõe pela violência mas pela «força da própria verdade». Neste sentido, a religião é uma força positiva e propulsora na construção da sociedade civil e política.

Como se pode negar a contribuição das grandes religiões do mundo para o desenvolvimento da civilização? A busca sincera de Deus levou a um respeito maior da dignidade do homem. As comunidades cristãs, com o seu património de valores e princípios, contribuíram imenso para a tomada de consciência das pessoas e dos povos a respeito da sua própria identidade e dignidade, bem como para a conquista de instituições democráticas e para a afirmação dos direitos do homem e seus correlativos deveres.

Também hoje, numa sociedade cada vez mais globalizada, os cristãos são chamados – não só através de um responsável empenhamento civil, económico e político, mas também com o testemunho da própria caridade e fé – a oferecer a sua preciosa contribuição para o árduo e exaltante compromisso em prol da justiça, do desenvolvimento humano integral e do recto ordenamento das realidades humanas. A exclusão da religião da vida pública subtrai a esta um espaço vital que abre para a transcendência. Sem esta experiência primária, revela-se uma tarefa árdua orientar as sociedades para princípios éticos universais e torna-se difícil estabelecer ordenamentos nacionais e internacionais nos quais os direitos e as liberdades fundamentais possam ser plenamente reconhecidos e realizados, como se propõem os objectivos – infelizmente ainda menosprezados ou contestados – da Declaração Universal dos direitos do homem de 1948.

Uma questão de justiça e de civilização:
o fundamentalismo e a hostilidade contra os crentes prejudicam
a laicidade positiva dos Estados

8.A mesma determinação, com que são condenadas todas as formas de fanatismo e de fundamentalismo religioso, deve animar também a oposição a todas as formas de hostilidade contra a religião, que limitam o papel público dos crentes na vida civil e política.

Não se pode esquecer que o fundamentalismo religioso e o laicismo são formas reverberadas e extremas de rejeição do legítimo pluralismo e do princípio de laicidade. De facto, ambas absolutizam uma visão redutiva e parcial da pessoa humana, favorecendo formas, no primeiro caso, de integralismo religioso e, no segundo, de racionalismo. A sociedade, que quer impor ou, ao contrário, negar a religião por meio da violência, é injusta para com a pessoa e para com Deus, mas também para consigo mesma. Deus chama a Si a humanidade através de um desígnio de amor, o qual, ao mesmo tempo que implica a pessoa inteira na sua dimensão natural e espiritual, exige que lhe corresponda em termos de liberdade e de responsabilidade, com todo o coração e com todo o próprio ser, individual e comunitário. Sendo assim, também a sociedade, enquanto expressão da pessoa e do conjunto das suas dimensões constitutivas, deve viver e organizar-se de modo a favorecer a sua abertura à transcendência. Por isso mesmo, as leis e as instituições duma sociedade não podem ser configuradas ignorando a dimensão religiosa dos cidadãos ou de modo que prescindam completamente da mesma; mas devem ser comensuradas – através da obra democrática de cidadãos conscientes da sua alta vocação – ao ser da pessoa, para o poderem favorecer na sua dimensão religiosa. Não sendo esta uma criação do Estado, não pode ser manipulada, antes deve contar com o seu reconhecimento e respeito.

O ordenamento jurídico a todos os níveis, nacional e internacional, quando consente ou tolera o fanatismo religioso ou anti-religioso, falta à sua própria missão, que consiste em tutelar e promover a justiça e o direito de cada um. Tais realidades não podem ser deixadas à mercê do arbítrio do legislador ou da maioria, porque, como já ensinava Cícero, a justiça consiste em algo mais do que um mero acto produtivo da lei e da sua aplicação. A justiça implica reconhecer a cada um a sua dignidade, a qual, sem liberdade religiosa garantida e vivida na sua essência, fica mutilada e ofendida, exposta ao risco de cair sob o predomínio dos ídolos, de bens relativos transformados em absolutos. Tudo isto expõe a sociedade ao risco de totalitarismos políticos e ideológicos, que enfatizam o poder público, ao mesmo tempo que são mortificadas e coarctadas, como se lhe fizessem concorrência, as liberdades de consciência, de pensamento e de religião.

Diálogo entre instituições civis e religiosas

9.O património de princípios e valores expressos por uma religiosidade autêntica é uma riqueza para os povos e respectivas índoles: fala directamente à consciência e à razão dos homens e mulheres, lembra o imperativo da conversão moral, motiva para aperfeiçoar a prática das virtudes e aproximar-se amistosamente um do outro sob o signo da fraternidade, como membros da grande família humana.

No respeito da laicidade positiva das instituições estatais, a dimensão pública da religião deve ser sempre reconhecida. Para isso, um diálogo sadio entre as instituições civis e as religiosas é fundamental para o desenvolvimento integral da pessoa humana e da harmonia da sociedade.

Viver no amor e na verdade

10.No mundo globalizado, caracterizado por sociedades sempre mais multiétnicas e pluriconfessionais, as grandes religiões podem constituir um factor importante de unidade e paz para a família humana. Com base nas suas próprias convicções religiosas e na busca racional do bem comum, os seus membros são chamados a viver responsavelmente o próprio compromisso num contexto de liberdade religiosa. Nas variadas culturas religiosas, enquanto há que rejeitar tudo aquilo que é contra a dignidade do homem e da mulher, é preciso, ao contrário, valer-se daquilo que resulta positivo para a convivência civil.

O espaço público, que a comunidade internacional torna disponível para as religiões e para a sua proposta de «vida boa», favorece o aparecimento de uma medida compartilhável de verdade e de bem e ainda de um consenso moral, que são fundamentais para uma convivência justa e pacífica. Os líderes das grandes religiões, pela sua função, influência e autoridade nas respectivas comunidades, são os primeiros a ser chamados ao respeito recíproco e ao diálogo.

Os cristãos, por sua vez, são solicitados pela sua própria fé em Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo, a viver como irmãos que se encontram na Igreja e colaboram para a edificação de um mundo, onde as pessoas e os povos «não mais praticarão o mal nem a destruição (...), porque o conhecimento do Senhor encherá a terra, como as águas enchem o leito do mar» (Is 11, 9).

Diálogo como busca em comum

11.Para a Igreja, o diálogo entre os membros de diversas religiões constitui um instrumento importante para colaborar com todas as comunidades religiosas para o bem comum. A própria Igreja nada rejeita do que nessas religiões existe de verdadeiro e santo. «Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia reflectem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens».

A estrada indicada não é a do relativismo nem do sincretismo religioso. De facto, a Igreja «anuncia, e tem mesmo a obrigação de anunciar incessantemente Cristo, “caminho, verdade e vida” (Jo 14, 6), em quem os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas». Todavia isto não exclui o diálogo e a busca comum da verdade em diversos âmbitos vitais, porque, como diz uma expressão usada frequentemente por São Tomás de Aquino, «toda a verdade, independentemente de quem a diga, provém do Espírito Santo».

Em 2011, tem lugar o 25º aniversário da Jornada Mundial de Oração pela Paz, que o Venerável Papa João Paulo II convocou em Assis em 1986. Naquela ocasião, os líderes das grandes religiões do mundo deram testemunho da religião como sendo um factor de união e paz, e não de divisão e conflito. A recordação daquela experiência é motivo de esperança para um futuro onde todos os crentes se sintam e se tornem autenticamente obreiros de justiça e de paz.

Verdade moral na política e na diplomacia

12.A política e a diplomacia deveriam olhar para o património moral e espiritual oferecido pelas grandes religiões do mundo, para reconhecer e afirmar verdades, princípios e valores universais que não podem ser negados sem, com os mesmos, negar-se a dignidade da pessoa humana. Mas, em termos práticos, que significa promover a verdade moral no mundo da política e da diplomacia? Quer dizer agir de maneira responsável com base no conhecimento objectivo e integral dos factos; quer dizer desmantelar ideologias políticas que acabam por suplantar a verdade e a dignidade humana e pretendem promover pseudo-valores com o pretexto da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos; quer dizer favorecer um empenho constante de fundar a lei positiva sobre os princípios da lei natural. Tudo isto é necessário e coerente com o respeito da dignidade e do valor da pessoa humana, sancionado pelos povos da terra na Carta da Organização das Nações Unidas de 1945, que apresenta valores e princípios morais universais de referência para as normas, as instituições, os sistemas de convivência a nível nacional e internacional.

Para além do ódio e do preconceito

13.Não obstante os ensinamentos da história e o compromisso dos Estados, das organizações internacionais a nível mundial e local, das organizações não governamentais e de todos os homens e mulheres de boa vontade que cada dia se empenham pela tutela dos direitos e das liberdades fundamentais, ainda hoje no mundo se registam perseguições, descriminações, actos de violência e de intolerância baseados na religião. De modo particular na Ásia e na África, as principais vítimas são os membros das minorias religiosas, a quem é impedido de professar livremente a própria religião ou mudar para outra, através da intimidação e da violação dos direitos, das liberdades fundamentais e dos bens essenciais, chegando até à privação da liberdade pessoal ou da própria vida.

Temos depois, como já disse, formas mais sofisticadas de hostilidade contra a religião, que nos países ocidentais se exprimem por vezes com a renegação da própria história e dos símbolos religiosos nos quais se reflectem a identidade e a cultura da maioria dos cidadãos. Frequentemente tais formas fomentam o ódio e o preconceito e não são coerentes com uma visão serena e equilibrada do pluralismo e da laicidade das instituições, sem contar que as novas gerações correm o risco de não entrar em contacto com o precioso património espiritual dos seus países.

A defesa da religião passa pela defesa dos direitos e liberdades das comunidades religiosas. Assim, os líderes das grandes religiões do mundo e os responsáveis das nações renovem o compromisso pela promoção e a tutela da liberdade religiosa, em particular pela defesa das minorias religiosas; estas não constituem uma ameaça contra a identidade da maioria, antes, pelo contrário, são uma oportunidade para o diálogo e o mútuo enriquecimento cultural. A sua defesa representa a maneira ideal para consolidar o espírito de benevolência, abertura e reciprocidade com que se há-de tutelar os direitos e as liberdades fundamentais em todas as áreas e regiões do mundo.

Liberdade religiosa no mundo

14.Dirijo-me, por fim, às comunidades cristãs que sofrem perseguições, discriminações, actos de violência e intolerância, particularmente na Ásia, na África, no Médio Oriente e de modo especial na Terra Santa, lugar escolhido e abençoado por Deus. Ao mesmo tempo que lhes renovo a expressão do meu afecto paterno e asseguro a minha oração, peço a todos os responsáveis que intervenham prontamente para pôr fim a toda a violência contra os cristãos que habitam naquelas regiões. Que os discípulos de Cristo não desanimem com as presentes adversidades, porque o testemunho do Evangelho é e será sempre sinal de contradição.

Meditemos no nosso coração as palavras do Senhor Jesus: «Felizes os que choram, porque hão-se ser consolados. (...) Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. (...) Felizes sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentido, vos acusarem de toda a espécie de mal. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos Céus a vossa recompensa» (Mt 5, 4-12). Por isso, renovemos «o compromisso por nós assumido no sentido da indulgência e do perdão – que invocamos de Deus para nós, no “Pai-nosso” – por havermos posto, nós próprios, a condição e a medida da desejada misericórdia: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”(Mt 6, 12)». A violência não se vence com a violência. O nosso grito de dor seja sempre acompanhado pela fé, pela esperança e pelo testemunho do amor de Deus. Faço votos também de que cessem no Ocidente, especialmente na Europa, a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos pelo facto de estes pretenderem orientar a própria vida de modo coerente com os valores e os princípios expressos no Evangelho. Mais ainda, que a Europa saiba reconciliar-se com as próprias raízes cristãs, que são fundamentais para compreender o papel que teve, tem e pretende ter na história; saberá assim experimentar justiça, concórdia e paz, cultivando um diálogo sincero com todos os povos.

Liberdade religiosa, caminho para a paz

15.O mundo tem necessidade de Deus; tem necessidade de valores éticos e espirituais, universais e compartilhados, e a religião pode oferecer uma contribuição preciosa na sua busca, para a construção de uma ordem social justa e pacífica a nível nacional e internacional.

A paz é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projecto a realizar, nunca totalmente cumprido. Uma sociedade reconciliada com Deus está mais perto da paz, que não é simples ausência de guerra, nem mero fruto do predomínio militar ou económico, e menos ainda de astúcias enganadoras ou de hábeis manipulações. Pelo contrário, a paz é o resultado de um processo de purificação e elevação cultural, moral e espiritual de cada pessoa e povo, no qual a dignidade humana é plenamente respeitada. Convido todos aqueles que desejam tornar-se obreiros de paz e sobretudo os jovens a prestarem ouvidos à própria voz interior, para encontrar em Deus a referência estável para a conquista de uma liberdade autêntica, a força inesgotável para orientar o mundo com um espírito novo, capaz de não repetir os erros do passado. Como ensina o Servo de Deus Papa Paulo VI, a cuja sabedoria e clarividência se deve a instituição do Dia Mundial da Paz, «é preciso, antes de mais nada, proporcionar à Paz outras armas, que não aquelas que se destinam a matar e a exterminar a humanidade. São necessárias sobretudo as armas morais, que dão força e prestígio ao direito internacional; aquela arma, em primeiro lugar, da observância dos pactos».A liberdade religiosa é uma autêntica arma da paz, com uma missão histórica e profética. De facto, ela valoriza e faz frutificar as qualidades e potencialidades mais profundas da pessoa humana, capazes de mudar e tornar melhor o mundo; consente alimentar a esperança num futuro de justiça e de paz, mesmo diante das graves injustiças e das misérias materiais e morais. Que todos os homens e as sociedades aos diversos níveis e nos vários ângulos da terra possam brevemente experimentar a liberdade religiosa, caminho para a paz!

Vaticano, 8 de Dezembro de 2010.

BENEDICTUS PP XVI

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Lectio Divina - 4º Domingo do Advento

LECTIO DIVINA – 19 de dezembro de 2010
4º Domingo do Advento – Ano A
Texto Bíblico: Mateus 1,18-25

Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua Mãe, estava noiva de José. Antes de viverem juntos, ela concebeu por milagre do Espírito Santo. José, seu noivo, era um homem de bem. Não querendo difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto pensava assim, um anjo do Senhor apareceu-lhe em sonhos e lhe disse: José, descendente de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois, o que nela foi concebido veio do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho a quem tu porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho que se chamará Emanuel, que significa: Deus conosco. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E sem que tenham eles convivido, ela deu à luz o seu filho que recebeu o nome de Jesus.

1 – LEITURA: O que diz o texto?
No 4º Domingo do Advento, é apresentada a concepção virginal e o nascimento de Jesus pelo evangelho de s. Mateus. Logo de início é dado a Jesus o título de Messias. Maria está grávida e José, como homem de bem e obediente à lei de Deus, decide romper seu compromisso com sua esposa, mas em segredo. Foi quando Deus por meio de seu anjo lhe diz que receba Maria como esposa e o filho que ela está gerando pelo poder do Espírito Santo. Pede que chame seu filho de Jesus, que em hebraico quer dizer Deus salva. Pois este Menino vai salvar seu povo dos pecados. José obedece ao Senhor. S. Mateus nos lembra que já o profeta Isaías havia anunciado: uma virgem que conceberá e dará à luz um filho, cujo nome é Emanuel: Deus está conosco.

Observação: Entre os judeus os noivos não viviam juntos. Mas era forte já seu compromisso. Chegavam a ser chamados já de esposos. E para romper esta união era necessária até uma carta de divórcio. O casamento se realizaria com uma longa cerimônia em que a noiva era conduzida em procissão até a casa do noivo.

Outros textos bíblicos para comparar: Lc 2,1-7; Is 7,14; Dt 22,23-24; Mt 25,1.

Perguntas sobre a leitura:
* Como começa o texto? Quais personagens aparecem?
* Quais são os 3 títulos que são dados a Jesus?
* O que significa cada um?
* Maria e José eram só amigos? Quem era José?
* Que decisão tomou José ao saber da verdade sobre Maria? Por quê?
* Que disse o anjo a José? E o que ele decidiu então?
* Que profecia previa este fato?
* Que podemos pensar de José, de seu silêncio?

2 – MEDITAÇÃO: Que me diz o texto? Que nos diz o texto?
* Pode-se dizer de mim como se diz de José que sou uma pessoa boa, que obedeço às leis de Deus? Em que medida SIM, em que medida NÃO?
* Que penso sobre o respeito e compromisso de José? Eu sou assim?...
* Estou atento à Palavra de Deus que me chega pelas pessoas, pela própria vida?
* Como entender hoje que um menino vai ser o Messias,o Salvador, Deus conosco?
*Acredito: Deus cumpre o que promete? Como entender não sermos atendidos por Ele?

3 – ORAÇÃO: Que devo dizer ao Senhor? Que nós devemos dizer ao Senhor?
A resposta da oração pode ser iluminada com um texto de João Paulo II no documento sobre S. José (Redemptoris Custos) n.8: S. José foi chamado por Deus para servir diretamente à pessoa e à missão de Jesus pelo exercício da paternidade. Coopera no tempo da salvação para o grande mistério da redenção e é verdadeiro ministro da salvação. Sua paternidade se manifesta por fazer de sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da Encarnação e à missão redentora ligada a ele. Pelo uso da autoridade legal, que exercia sobre a Sagrada família para fazer dom total de sua vida e trabalho. Por haver transformado sua vocação humana ao amor do lar com a oferta de si, de seu coração e de toda sua capacidade ao amor colocado a serviço do messias que cresce em sua casa.

4 – CONTEMPLAÇÃO: Como posso interiorizar a mensagem? Como interiorizamos a Mensagem?
Para contemplar, usemos a jaculatória para pedir a Deus por meio de São José o que estamos precisando neste momento:

* S. José, esposo de Maria e patrono da Igreja, escuta-nos...
** S. José, esposo de Maria e patrono da Igreja, escuta-nos...

5 – AÇÃO: Em que me comprometo? Em que nos comprometemos?
Propostas pessoais
* Buscar estar sempre atento para escutar a voz de Deus em minha vida.
* Pedir sempre a intercessão de S. José

Propostas comunitárias
* Refletir em nossos grupos como imitar as virtudes de S. José em nossos ambientes.
* Fazer uma celebração comunitária para pensar com calma nos nomes que são dados ao Filho de Deus: Messias, Jesus e Emanuel.

sábado, 11 de dezembro de 2010

III Domingo do Advento (bênção da vela)


III vela do Advento

Comentarista:
Celebremos mais um domingo do Advento e acendamos mais uma vela da nossa Coroa. Assim reconheceremos que o Senhor está mais próximo de nós. Recordemos que a luz destas velas deve afugentar as trevas do pecado em nossas vidas e conduzir-nos a uma conversão total. Deste modo, estaremos prontos para celebrar o nascimento dAquele que é luz para iluminar as nações e guia de nossos passos no caminho da paz.
Sacerdote:
Ao acendermos esta vela, concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, que desponte em nossos corações o esplendor da vossa Glória,
para que, vencidas as trevas do pecado, a vinda do vosso Unigênito revele que somos filhos da luz. Por Cristo, nosso Senhor.
* Já estando acesas as duas velas, o sacerdote acende a terceira. Enquanto o faz, pode dizer:
Alegrai-vos sempre no Senhor.
De novo eu vos digo: alegrai-vos!
O Senhor está perto! (FI 4,4.5)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fotos da Santa Missa em honra a Imaculada Conceição (Sede Custodial/RJ)

Hoje, na sede Custodial, celebramos a Solenidade em honra a Rainha da Ordem e de nossa Jurisdição: a Imaculada Conceição! Estavam presentes os Frades do Convento São Francisco de Assis, o Custódio Provincial, o Pároco da Igreja de Costa Barros (São Luís Rei de França) e os Frades da Casa de Formação São Francisco de Assis com todos os paroquianos da Igreja São Francisco de Assis com seu pároco presidindo a Santa Eucaristia! Uma bela celebração, que houve até a coroação da Imagem de Nossa Senhora da Conceição, preparada pela Milicia da Imaculada. Segue as Fotos da Celebração Eucarística e da Confraternização dos Frades na Casa de Formação!

Solenidade da Imaculada Conceição de Maria


Frades da Casa de Formação




Frades da Casa de Formação

Frades da Casa de Formação

Guardião do Convento e da Casa de Formação

Frei Brás José: Pároco da Igreja São Francisco de Assis



Frei Paulo Sérgio & Frei Cláudio: Administrando o Sacramento

Frei Carlos Quilenato

Frades da Casa de Formação

Frades da Casa de Formação

Frades da Casa de Formação


Coroação da Imagem da Imaculada

Coroação da Imagem da Imaculada
Confraternização do Frades do Rio Comprido

Confraternização do Frades do Rio Comprido

Confraternização do Frades do Rio Comprido
Confraternização do Frades do Rio CompridoCom a presença do Custódio Provincial

Os Mais Vistos