Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição dos Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

domingo, 23 de maio de 2010

Capítulo eletivo da OFS Sudeste 2


A Igreja e toda Família Franciscana do Brasil se alegra com mais um capítulo eletivo do regional sudeste 2 da Ordem Franciscana Secular (OFS), onde se elegem o conselho que ministrará as fraternidades deste regional por 3 anos.


Confira os eleitos deste Capítulo, acontecido no sábado 22/05 à tarde:


  • Helio Gouvêa, reeleito Ministro Regional no primeiro escrutínio

  • Arion Silva, reeleito Vice-ministro Regional no primeiro escrutínio


  • Marco Antônio Rodrigues (Frat. S. Francisco, Rio Comprido), eleito Coordenador Regional do 1º Distrito no primeiro escrutínio
  • Ernane de Melo Filho (Frat. N. Sra. das Graças, São Gonçalo), eleito Coordenador Regional do 2º Distrito no primeiro escrutínio.
  • Ana Maria Catarcione (Frat. S. Francisco das Chagas, Nova Iguacu), eleita Coordenadora Regional do 3º Distrito no primeiro escrutínio
  • Leir dos Santos (Frat. S. Roque, Nova Friburgo), eleita 1º Tesoureira no segundo escrutínio.
  • Cláudio Luiz Lima (Frat. N. Sra. da Conceição, Paty do Alferes), reeleito 2º Tesoureiro no segundo escrutínio
  • Irany Ferreira (Frat. S. Sebastião, Tijuca, RJ), eleita 1ª Secretária no primeiro escrutínio.
  • Maria Amélia Gomes (Frat. N. Sra. da Penha, Vila Velha, ES), eleita 2ª Secretária no primeiro escrutínio.
  • Daisy Ferreira (Frat. S. Sebastião, Tijuca, RJ), eleita Coordenadora de Formação no primeiro escrutínio
  • Anderson Moura (Frat. N. Sra. da Imaculada Conceição, Nilópolis), reeleito Coordenador de Comunicação no primeiro escrutínio.                                  
  As eleições para Coordenadores do SEI e do CODHJUPIC, assim como dos membros do Conselho Fiscal,  aconteceram no Domingo 23/05/2010.


  • Dalvo Torres (Frat. S. Sebastião, Tijuca, RJ), eleito Coordenador do SEI (Serviço de Enfermos e Idosos) no primeiro escrutínio.
  • Maria Conceição Messias (Frat. S. João Batista, São João de Meriti, RJ), eleita Coordenadora do CODHJUPIC no primeiro escrutínio.
  • Foram eleitos Conselheiros Fiscais: Fernando Santos, Maria Tereza da Conceição Ribeiro e João Bosco Gestal.
  • Foram eleitos suplentes do Conselho Fiscal: Cícero Lauro Duque, Jefferson Eduardo Machado e Ilma de Azevedo – nesta ordem.
O Capítulo foi encerrado com a leitura e a aprovação da ata. Os irmãos e irmãs eleitos foram empossados durante a celebração eucarística do Domingo de Pentecostes presidida pelo Fr. João Franco Frambi, OFMCap estando presentes os Frades Edcarlos,OFMCap; Leonardo, OFM; Carlos Quinelato OFM Conv; Marcelo OFMConv e Fábio OFMConv.
      

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Matéria Teologica I: Actuosa Participatio / Sacramentum Caritatis



A 'actuosa participatio' na Sacramentum Caritatis, de Bento XVI em linha de desenvolvimento orgânico com os ensinamentos do Magistério eclesiástico


Um ensinamento doutrinal de grande importância proposto por Bento XVI em sua Exortação Apóstolica Sacramentum Caritatis, em linha de continuidade com os ensinamentos do Magistério eclesiástico, e, portanto, em desenvolvimento orgânico com todo o ensinamento da Igreja, é um ensinamento destinado a favorecer o aprofundamento ulterior da reforma litúrgica e a renovação da prática celebrativa nas comunidades cristãs.

O Papa faz uma ligação entre a ars celebrandi - arte de celebrar - e a actuosa participatio -participação ativa, plena e frutuosa. ( cf. Sacramentum Caritatis, 38). A arte de celebrar resultante da fidelidade às normas litúrgicas na sua integridade garante a actuosa participatio dos fiéis, que, pela ontologia batismal, foram incorporados ao Corpo Místico de Cristo e, pelo sacerdócio comum, participantes do tríplice múnus de Cristo, sacerdotal, régio e profético, são deputados para o culto divino.



Bento XVI afirma que "a participação ativa desejada pelo Concílio deve ser entendida em termos mais substanciais, a partir de uma maior maior consciência do mistério que é celebrado e sua relação com a vida cotididiana" (cf. Sacramentum Caritatis, 52). O Papa refere-se à unidade entre mistério eucarístico, ação litúrgica e culto espiritual. A unidade dos três fatores é evidente quando Bento XVI descreve as condições pessoais para uma actuosa participatio (cf. Sacramentum Caritatis, 55)




O que faz Bento XVI é aprofundar o ensinamento conciliar, o qual já afirmara que "para promover uma participação mais ativa, trate-se de incentivar as aclamações do povo, as respostas, as salmodias, as antífonas e os cantos, bem como as ações ou gestos e posturas do corpo. A seu tempo seja também guardado o sagrado silêncio". (cf. Concílio Vaticano II, Sacrosantum Concilium).




Toda a reforma proposta pelo Concílio visa uma participação consciente consciente, ativa, plena, eficaz e frutuosa na Sagrada Liturgia, para que os fiéis não assistam aos sagrados mistérios como estranhos ou meros espectadores, mas compenetrados pelas cerimônias e pelas orações, participem ativa, piedosa e conscientemente das ações sagradas (cf. Sacrosantum Concilium, 48). A reforma litúrgica pede uma participação ativa, consciente e plena, para que seja frutuosa, a fim de que o povo cristão possa haurir da Sagrada Escritura abundantes graças (cf. SC, 21). O fim último é a participação frutuosa, e para que assim ela seja, é preciso ser ativa, consciente e plena. Não seria exagero afirmar que esse tema da participatio ativa perpassa todo o documento conciliar sobre a Liturgia.



E o Papa Bento XVI aborda o tema da actuosa participatio, em linha de continuidade com os ensinamentos magisteriais, porque, já São Pio X, afirmara que o espírito cristão tem sua primeira e indispensável fonte na "particapação ativa dos fiéis nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja." (cf. Motu proprio Tra Le Sollecitudine, 1903)




Mais tarde, a expressão participação ativa fora retomada por Pio XII, que dedicou um capítulo especial da sua encíclica sobre à Santíssima Eucaristia à participação dos fiéis no sacrifício eucarístico: "É necessário que todos os fiéis tenham por seu principal dever e suma dignidade participar do santo sacrifício eucarístico, não com assistência passiva, negligente e distraída, mas com empenho e fervor...". Ademais, Pio XII lembra que a Liturgia é culto externo e interno, e, que o elementeo essencial do culto dever ser interno, pois se fosse de outro modo, seria 'formalismo sem fundamento e sem conteúdo'. (cf. Encíclica Mediator Dei, nn. 20, 21, 73). Tal posição é retomada por Bento XVI na Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis.





Depois de Pio XII, no pontificado de Paulo VI, a então Sagrada Congregação dos Ritos, também expressou-se acerca da participação ativa dos fiéis, afirmando que "a particpação ativa e própria da comunidade tornar-se-á tanto mais consciente e fecunda quanto mais claramente os fiéis conhecem o lugar que lhes compete na assembléia litúrgica" (cf. Instrução sobre o Culto do Mistério Eucarístico).






O Concílio Vaticano II, já havia afirmado, nesses termos: " nas celebrações litúrgicas, cada qual, ministro ou fiel, ao desempenhar sua função, faça tudo aquilo e somente aquilo que pela natureza das coisas ou pelas normas litúrgicas lhe compete" (cf. Sacrosantum Concilium, n.28). Cada um, embora em funções distintas, "oferecem a Deus a vítima divina e a si mesmos juntamente com ela; assim, quer pela oblação, quer pela sagrada comunhão, não indiscriminadamente, mas cada um a seu modo, todos tomam parte na ação litúrgica" (idem, n.11). Por isso, "os fiéis devem estar conscientes de que, em virtude do sacerdócio comum recebido no Batismo, in oblactionem Eucharistia concurrunt (concorrem para a oblação da Eucaristia) (cf. Constituição Dogmátics Lumen Gentium, n.10).





Tudo isso leva-nos a perceber, mais uma vez , que Bento XVI, na Sacramentum Caritais, chamando a atenção à dignidade da celebração, mediante a obediência às rubricas, deduz que a arte de celebrar em fidelidade aos livros litúrgicos garante a participação ativa e frutuosa dos fiéis.



O Papa João Paulo II, embora afirmando que a reforma litúrgica tenha trazido grandes vantagens para uma participação mais consciente, ativa e frutuosa, não deixa de, com justeza, afirmar que "às vezes transparece uma concepção muito redutiva do mistério eucarístico ... a Eucaristia é um dom demasiadamente grande para suportar ambiguidades e reduções" (cf. Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n.10)






Tal confusão ou má compreensão acabou por deixar marcas negativas ou distorções nas celebrações litúrgicas, com a introdução de um falso conceito de liberdade e criatividade em desobediência às rubricas, como se os textos pudessem ser alterados por iniciativa própria, atitude claramente repreendida recentemente pela Congregação para o Culto Divino:






"Dê-se um fim ao reprovável uso mediante o qual os sacerdotes, os diáconos e também os fiéis mudam e alteram por conta própria, aqui e ali, os textos da Sagrada Liturgia, por eles pronunciados" (cf. Instrução Redemptionis Sacramentum, n.59). Ademais, com a intenção de "defender" a participaçãoa tiva dos fiéis, tornou-se usual um ambíguo uso to termo assembleia celebrante.Contra esse modismo, adverte-nos a mesma Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos: "É absolutamente necessária a vontade comum de evitar qualquer ambiguidade quanto à matéria e fornecer remédio para as dificuldades surgidas nos últimos anos. Portanto, sejam usadas somente com cautela locuções tais como 'comunidade celebrante' ou 'assembleia celebrante' e expressões semelhantes (cf. Redemptionis Sacramentum, n.42)



Quanto à confusão à confusão entre o conceito de sacerdócio comum e sacerdócio ministerial, já chamara a atenção o Papa Pio XII:






"O sacrifício eucarístico não deve ser considerado concelebração no sentido unívoco do sacerdote juntamente com o povo presente" (cf. Encíclica Mediator Dei).



E, modernamente, já alertou-nos sobre isso o saudoso e Venerável João Paulo II: "a assembleia que se reúne para a celebração da Eucaristia necessita absolutamente de um sacerdote ordenado que a presida, para ser verdadeiramente assembleia eucarística." (cf. Ecclesia de Eucharistia, n.2 )


Ainda no que se refere à actuosa participatio, Bento XVI afirma-nos que ela será favorecida por uma inculturação adequada, que deve ser realizada "segundo as normas reais da Igreja, a qual vive e celebra o Mistério de Cristo em situações culturais diferentes" (cf. Sacramentum Caritatis, n.54). Com o objetivo de favorecer uma participação ativa e mais adequada, a Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis detém-se sobre alguns aspectos pastorais particulares, tais como: o uso dos meios de comunicação (n.57), a atenção aos enfermos e deficientes (n.58), aos encarcerados (n.59), aos migrantes (n.60), as grandes concelebrações (n.61) e liturgias eucarísticas em pequenos grupos (n.63). O documento propõe ainda "recurso mais normal à língua latina, sobretudo nas grandes celebrações internacionais, sem descuidar da importância do canto gregoriano" (cf. n.62).
Com relação às condições pessoais para uma participação ativa, Bento XVI, em continuidade com o ensinamento dos padres sinodais, cita o espírito de conversão, a confissão sacramental e a participação na vida eclesial: "Não podemos esperar uma participação ativa na liturgia eucarística, se nos abeiramos dela superficialmente e sem nos interrogarmos sobre a própria vida (...) um coração reconciliado com Deus predispõe para a verdadeira participação". E, prossegue, advertindo: " É preciso alertar os fiéis que não se pode verificar uma participação ativa nos santos mistérios, se ao mesmo tempo não se procura tomar parte ativa na vida eclesial em toda a sua amplitude" (cf. Sacramentum Caritais, nn. 54 e 55).
Mediante, portanto, a reflexão dos citados textos do Magistério eclesiástico, foi-nos possível perceber, como Bento XVI, com a linguagem que lhe é peculiar, retoma e aprofunda o tema da actuosa participatio, revelando novos matizes.
Fonte:

terça-feira, 11 de maio de 2010



  Capital Federal sedia encontro durante comemoração de 50 anos de fundação da cidade

Em 2010, Brasília estará em festa. Não só pelos 50 anos de fundação da cidade, como também pelo Jubileu da Arquidiocese de Brasília e pela realização de mais um grande evento eucarístico na capital federal. O XVI Congresso Eucarístico Nacional (CEN) será realizado de 13 a 16 de maio e terá como tema Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários e por lema Fica conosco, Senhor! (cf. Lc 24,29).

O Congresso Eucarístico Nacional será o ponto central das celebrações dos 50 anos da Arquidiocese de Brasília, que contarão também com uma retrospectiva histórica dos acontecimentos mais importantes da Arquidiocese como a primeira missa celebrada no marco inicial da construção da cidade em 1957 e o VIII Congresso Eucarístico Nacional, realizado em 1970.

Durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, realizada em abril de 2008, ao apresentar o tema e o lema do XVI Congresso Eucarístico Nacional, Dom João Braz de Aviz, Arcebispo Metropolitano de Brasília, declarou que, “para a Igreja, a realização do Congresso Eucarístico possibilita uma maior vivência da Eucaristia e é fonte inesgotável para a vida cristã, por isso deve haver um empenho para sua melhor realização”.

A programação do Congresso envolverá atividades de reflexão e estudo sobre temas atuais e relevantes para a vivência do sacramento da Eucaristia, celebrações eucarísticas, adoração ao Santíssimo Sacramento e atividades culturais. Para essa autêntica festa, toda a Igreja é convocada, e o evento deverá contar com a presença de cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos, diáconos permanentes, membros de institutos de vida consagrada, leigos e representantes de todas as dioceses do País.

O Congresso será antecedido pela realização da 48ª Assembléia Geral da CNBB, cuja missa de abertura, em 3 de maio de 2010, fará memória da Primeira Missa em Brasília, na Praça do Cruzeiro. 

A Arquidiocese de Brasília, responsável pela organização do XVI CEN, vem trabalhando com empenho para providenciar toda a estrutura necessária ao Congresso. Já foram constituídas a Comissão Central e as Comissões Executivas, que trabalham em conjunto com diversos voluntários para a realização deste momento dedicado à celebração do grande dom da Sagrada Eucaristia.

Segundo Dom João Braz, “em nossos trabalhos queremos formar um corpo unido, onde cada parte desse, cada membro, e cada comissão, sejam um corpo vivo, um corpo que faz um trabalho unido a todos os outros. O Congresso Eucarístico deve ser a expressão de um trabalho de comunhão, que tem sua fonte na eucaristia”.



                          Oração do XVI Congresso Eucarístico Nacional



Senhor Jesus, Tu és o Caminho!
Em meio a sombras e luzes,
alegrias e esperanças, tristezas e angústias,
Tu nos levas ao Pai.
Não nos deixes caminhar sozinhos.
Fica conosco, Senhor!



Tu és a Verdade!
Desperta nossas mentes
e faze arder nossos corações com a tua Palavra.
Que ela ilumine e aqueça os corações sedentos de justiça e santidade.
Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti!
Fica conosco, Senhor!


Tu és a Vida!
Abre nossos olhos para te reconhecermos
no “partir o Pão”, sublime Sacramento da  Eucaristia!
Alimenta-nos com o Pão da Unidade.
Sustenta-nos em nossa fragilidade.
Consola-nos em nossos sofrimentos,
Faze-nos solidários com os pobres, os oprimidos e excluídos.
Fica conosco, Senhor!


Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida,
No vigor do Espírito Santo,
Faze-nos teus discípulos missionários!
Com a humilde serva do Senhor, nossa Mãe Aparecida, queremos ser:
Alegres  no Caminho  para a Terra Prometida!
corajosas testemunhas da Verdade libertadora!
promotores da Vida em plenitude!
Fica conosco, Senhor! Amém!




Mensagem do Papa para o XVI Congresso Eucarístico Nacional



09-Mai-2010
Fonte: Rádio Vaticano e Canção Nova

Após a oração mariana, Bento XVI dirigiu uma saudação especial ao povo brasileiro, em vista da realização do XVI Congresso Eucarístico Nacional. 
O Papa Bento XVI saudou os brasileiros após a Oração Mariana do Regina Coeli deste domingo, por ocasião do XVI Congresso Eucarístico Nacional que começa na próxima quinta-feira em Brasília. "Possais todos vós, pastores e povo fiel, redescobrir que o coração do Brasil é a Eucaristia", pede o Papa em sua mensagem.
Bento XVI recordou que o Cardeal Dom Cláudio Hummes, vai representa-lo durante o Congresso. O papa destacou que a adoração ao Santíssimo Sacramento do Altar, nos leva a reconhecer o primado de Deus, e que só Ele pode transformar o coração dos homens.


Íntegra da mensagem do Papa
 "Dirijo uma saudação especial ao povo brasileiro que vai se reunir na sua capital, Brasília, para celebrar o XVI Congresso Eucarístico Nacional, de quinta-feira a domingo próximos, com a presença do meu Enviado especial, o Cardeal Dom Cláudio Hummes.  


No lema do Congresso, aparecem as palavras dos discípulos de Emaús “Fica conosco, Senhor”, expressão do desejo que palpita no coração de todo ser humano. Possais todos vós, pastores e povo fiel, redescobrir que o coração do Brasil é a Eucaristia. É justamente no Santíssimo Sacramento do Altar que Jesus mostra a sua vontade de estar conosco, de viver em nós, de doar-se a nós. A sua adoração leva-nos a reconhecer o primado de Deus, pois só Ele pode transformar o coração dos homens, levando-os à união com Cristo num só Corpo.  De fato, ao receber o Corpo do Senhor ressuscitado, experimentamos a comunhão com um Amor que não podemos guardar para nós mesmos: este exige ser comunicado aos demais para assim poder construir uma sociedade mais justa.
Por fim, estando próximo o encerramento do Ano sacerdotal, convido todos os sacerdotes a cultivarem uma espiritualidade profundamente eucarística a exemplo do Santo Cura D’Ars que, buscando unir o seu sacrifício pessoal àquele de Cristo atualizado no Altar, exclamava: «Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!».  
E enquanto invoco, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, as maiores graças do céu para que alimentados pela Eucaristia, pão da Unidade, se tornem verdadeiros Discípulos Missionários, a todos concedo benevolente Bênção Apostólica".

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Entendendo a Liturgia: Oração Eucarística





Oração Eucarística

“Cân. 907 – Na celebração eucarística, não é lícito aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote.” (Código de Direito Canônico)

Por sua vez, uma instrução da Cúria Romana explicita o assunto, ao disciplinar:

“Está reservado ao sacerdote, em virtude de sua ordenação, proclamar a Oração Eucarística, a qual por sua própria natureza é o ponto alto de toda a celebração. É, portanto, um abuso que algumas partes da Oração Eucarística sejam ditas pelo diácono, por um ministro subordinado ou pelos fiéis. Por outro lado isso não significa que a assembléia permanece passiva e inerte. Ela se une ao sacerdote através do silêncio e demonstra a sua participação nos vários momentos de intervenção providenciados para o curso da Oração Eucarística: as respostas no diálogo Prefácio, o Sanctus, a aclamação depois da Consagração, e o Amém final depois do Per Ipsum.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Inestimabile Donum, 4)

“A proclamação da Oração Eucarística, que por sua natureza, é pois o cume de toda a celebração, é própria e exclusiva do sacerdote, em virtude de sua mesma ordenação. Por tanto, é um abuso fazer que algumas partes da Oração Eucarística sejam pronunciadas pelo diácono, por um ministro leigo, ou ainda por um só ou por todos os fiéis juntos. A Oração Eucarística, portanto, deve ser pronunciada em sua totalidade, tão somente pelo Sacerdote.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Redemptionis Sacramentum, 52)

A Oração Eucarística contém a Consagração, i.e., o próprio sacrifício, e também outras partes que, por sua essência, conferem os motivos pelos quais oferecemos o mesmo sacrifício. O que, por isso, não é ato sacrifical – a Consagração –, é ou a preparação para ele ou a explicitação das razões pelas quais oferecemos aquele. Portanto, como sacrifício ou parte essencialmente anexa, deve ser feita a Oração Eucarística pela pessoa investida na dignidade sacerdotal, dotada, pelo sacramento da Ordem, da virtude do sacerdócio de Cristo. Por conseguinte, os leigos não podem dizer nenhuma parte da Oração Eucarística, somente as respostas próprias que sejam prescritas pelo Missal. O celebrante que oferece aos leigos, ou a clérigos desprovidos da dignidade sacerdotal, que digam a Oração Eucarística, está ignorando sua posição no Corpo de Cristo, está desprezando o caráter sacrificador que foi impresso em sua alma quando do recebimento do sacramento da Ordem. Por mais que digam o contrário, há sim diferença entre o leigo e o padre, entre o sacerdócio hierárquico deste e o sacerdócio comum daquele, e diferença de essência, não apenas de grau.

A Oração Eucarística não pode ser interrompida, nem mesmo para explicações pretensamente catequéticas: a melhor catequese é a liturgia bem celebrada! “O Presidente (n.a.: da celebração) não intervenha durante a Oração Eucarística.” (Instrução Geral do Missal Romano, 31) Por isso, exclui-se também qualquer instrução no meio da Oração Eucarística, ainda que de poucas palavras.

A Missa é sacrifício, já sabemos. O ato próprio em que Cristo, a Vítima, é sacrificado, se dá na Consagração do pão e do vinho, que suas substâncias mudam-se no Seu Corpo e Sangue. Todavia, se a Consagração é o sacrifício em si, há um momento em que ele é oferecido ao Pai. Depois de sacrificar a vítima, devemos oferecê-la ao destinatário. Na Santa Missa, o oferecimento do sacrifício ao Pai ocorre quando o sacerdote diz o “Per Ipsum”, o “Por Cristo”. Pela letra do texto, vemos que se trata de um oferecimento mesmo do Cristo sacrificado durante a Consagração. Ora, tal oferecimento é ato propriamente sacerdotal, e, como tal, é feito por Jesus Cristo, único e Sumo-Sacerdote. E o modo como Jesus Sacerdote age na Missa é através dos que a Ele se unem pelo sacramento da Ordem, os padres, em virtude do qual passam esses últimos a desempenhar sua ação sacerdotal que brota de Cristo. Não há sentido nos leigos rezarem tal oração. É como se os leigos pudessem consagrar. Não se trata de simples proibição, ainda que também o seja, mas de uma afirmação da esterilidade dessa oração ser recitada por quem não goza do sacerdócio hierárquico da Igreja.

“O Per Ipsum (por Cristo, com Cristo, em Cristo) por si mesmo é reservado somente ao sacerdote. Este Amém final deveria ser enfatizado sendo feito cantado, desde que ele é o mais importante de toda a Missa.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Inestimabile Donum, 4)

“No fim da Oração Eucarística, o Sacerdote, tomando a patena com a hóstia e o cálice ou elevando ambos juntos, profere sozinho a doxologia ‘Por Cristo’. Ao término, o povo aclama ‘Amém’. Em seguida, o Sacerdote depõe a patena e o cálice sobre o corporal.” (Instrução Geral do Missal Romano, 151)

“A doxologia final da Oração Eucarística é proferida somente pelo Sacerdote celebrante principal, junto com os demais concelebrantes, não, porém, pelos fiéis.” (Instrução Geral do Missal Romano, 236)

Quanto a estender a mão para o altar, como que para se unir ao sacerdote, é outro ato que, além de não ser previsto pelas normas litúrgicas – o que mostra sua proibição tácita, segundo o costume de interpretação da liturgia –, demonstra-se estéril, desprovido de qualquer sentido. Unir-se ao sacerdote para que? Para oferecer também o sacrifício? Com que autoridade? A do Batismo, que confere aos fiéis um sacerdócio comum, não é suficiente, necessitando-se da autoridade do sacerdócio hierárquico conferido pela Ordem. Se não se pode falar a oração, tampouco fazer outro gesto com o mesmo objetivo.

O documento da Igreja que acompanha cada edição oficial do Missal em rito romano é claro ao explicar o modo de escolha da Oração Eucarística:

“A escolha entre as várias Orações eucarísticas, que se encontram no Ordinário da Missa, segue, oportunamente, as seguintes normas:

a) A Oração eucarística I, ou Cânon romano, que sempre pode ser usada, é proclamada mais oportunamente, nos dias em que a Oração eucarística tem o Em comunhão próprio ou nas Missas enriquecidas com o Recebei, ó Pai, próprio, como também nas celebrações dos Apóstolos e dos Santos mencionados na mesma Oração; também nos domingos, a não ser que por motivos pastorais se prefira a Terceira Oração eucarística.

b) A oração eucarística II, por suas características particulares, é mais apropriadamente usada nos dias de semana ou em circunstâncias especiais. Embora tenha Prefácio próprio, pode igualmente ser usada com outros prefácios, sobretudo aqueles que de maneira sucinta apresentem o mistério da salvação, por exemplo, os prefácios comuns. Quando se celebra a Missa por um fiel defunto, pode-se usar a fórmula própria proposta no respectivo lugar, a saber antes do Lembrai-vos também.

c) A Oração eucarística III pode ser dita com qualquer Prefácio. Dê-se preferência a ela nos domingos e festas. Se, contudo, esta Prece for usada nas Missas pelo fiéis defuntos, pode-se tomar a fórmula especial pelo falecido, no devido lugar, ou seja, após as palavras: Reuni em vós, Pai de misericórdia todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

d) A Oração eucarística IV possui um Prefácio imutável e apresenta um resumo mais completo da história da salvação. Pode ser usada quando a Missa não possui Prefácio próprio, bem como nos domingos do Tempo comum. Não se pode inserir nesta Oração, devido à sua estrutura, uma fórmula especial por um fiel defunto.” (Instrução Geral do Missal Romano, 365)

Além dessas preces universais, existem outras para circunstâncias especiais, compostas por diferentes conferências episcopais e aprovadas pela Santa Sé. Cada uma delas seja usada conforme a necessidade (v.g., para crianças, para celebrações que enfatizem a reconciliação etc).

Evite-se, por isso, cair no uso de apenas uma das orações, valorizando, sobretudo, o Cânon Romano, presente já na forma tradicional da Missa, dita tridentina, e preservada na reforma de Paulo VI. (Lembremos que a Oração Eucarística II é a mais original encontrado seus vestígios históricos na Didaqué, ou seja,  período pós apostólico) 

Durante a Consagração, é obrigatório o silêncio! Infelizmente popularizou-se, especialmente por grupos de música ligados à espiritualidade da Renovação Carismática Católica, o costume de entoar cantos de louvor ao Santíssimo Sacramento após ou durante a Consagração. Isso está terminantemente proibido! Nem mesmo acompanhamento instrumental é permitido. É silêncio absoluto! Conferir Instrução Geral do Missal Romano, 32.

Na prática

1. Faça-se silêncio absoluto durante a consagração.
2. O sacerdote utilize com mais generosidade a Oração Eucarística I (ou Cânon Romano). E nos Domingos, nas solenidades e nos dias em que se comemore um dos santos nela nomeados, utilize-a sempre!
3. Cessem as respostas do povo à Oração Eucarística, uma vez que tal só foram aprovadas ad experimentum, e, como estamos sob a III Edição Típica, tais autorizações (não) foram revogadas.


Esta matéria é de responsabilidade do autor e do site citado, serve-nos como pesquisa e informação primordial para incentivar o estudo sobre a Liturgia, tendo em vista que o autor não é um especialista em liturgia. N.B.: Grifo (rubrica) nosso.
Fonte: no site: Salvem a Liturgia

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