Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2018



Eremitério celebra do Dom de Fátima

Na última Missa Aniversária da Aparição do Dia 13 de Setembro, Nossa Senhora após insistir para que se reze o Terço todos os dias para alcançar o fim da guerra reafirma sua última aparição em outubro: “Em outubro farei o milagre para que todos acreditem”. Em seguida, disse: “Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda. Trazei-a só durante o dia. E começando a elevar-se, desapareceu como de costume”.





Na ocasião refletiu-se sobre o último capítulo do documento de Sua Santidade, o papa Francisco, Sobre a Chamada a Santidade no Mundo Atual.
Neste, o papa de início ressalta que “a vida cristã é uma luta permanente” e “Requer-se força e coragem para resistir às tentações do demônio e anunciar o Evangelho. Esta luta é magnífica, porque nos permite cantar vitória todas as vezes que o Senhor triunfa na nossa vida”.

Em seguida, o papa esclarece que “Não se trata apenas de uma luta contra o mundo e a mentalidade mundana, que nos engana, atordoa e torna medíocres sem empenhamento e sem alegria. Nem se reduz a uma luta contra a própria fragilidade e as próprias inclinações (cada um tem a sua: para a preguiça, a luxúria, a inveja, os ciúmes, etc.), mas “é também uma luta constante contra o demônio, que é o príncipe do mal. Algo mais do que um mito”.




A esse propósito recordou-se aos fiéis o que ensina o CIC na 4ª. Parte dedicada a ORAÇÃO CRISTÃ: “o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O «Diabo» («dia-bolos») é aquele que «se atravessa» no desígnio de Deus e na sua «obra de salvação» realizada em Cristo. «Assassino desde o princípio, [...] mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), «Satanás, que seduz o universo inteiro» (Ap 12, 9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo, e é pela sua derrota definitiva que toda a criação será «liberta do pecado e da morte» (144). «Sabemos que ninguém que nasceu de Deus peca, porque o preserva Aquele que foi gerado por Deus, e o Maligno, assim, não o atinge. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sujeito ao Maligno» (1 Jo 5, 18-19):

Segundo papa “O demónio não precisa de nos possuir. Envenena-nos com o ódio, a tristeza, a inveja, os vícios. E assim, enquanto abrandamos a vigilância, ele aproveita para destruir a nossa vida, as nossas famílias e as nossas comunidades, porque, «como um leão a rugir, anda a rondar-vos, procurando a quem devorar” (1 Ped 5, 8).


“Para a luta, temos as armas poderosas que o Senhor nos dá: a fé que se expressa na oração, a meditação da Palavra de Deus, a celebração da Missa, a adoração eucarística, a Reconciliação sacramental, as obras de caridade, a vida comunitária, o compromisso missionário. Se nos descuidarmos, facilmente nos seduzirão as falsas promessas do mal”.


Em seguida, o papa Francisco chama nossa atenção para o que ele chama de CORRUPÇÃO ESPIRITUAL. Diz ele: “O caminho da santidade é uma fonte de paz e alegria que o Espírito nos dá, mas, ao mesmo tempo, exige que estejamos com «as lâmpadas acesas» e permaneçamos vigilantes. Pois, quem não se dá conta de cometer faltas graves contra a Lei de Deus, pode deixar-se cair numa espécie de entorpecimento ou sonolência. Como não encontra nada de grave a censurar-se, não adverte aquela tibieza que pouco a pouco se vai apoderando da sua vida espiritual e acaba por ficar corroído e corrompido”.

Esclarece o Papa: “a corrupção espiritual é pior que a queda dum pecador, porque trata-se duma cegueira cômoda e autossuficiente, em que tudo acaba por parecer lícito (justo, válido, permitido): o engano, a calúnia, o egoísmo, etc., já que «também Satanás se disfarça em anjo de luz” (2 Cor 11, 14).
É necessário o DISCERNIMENTO! “Como é possível saber se algo vem do Espírito Santo ou se deriva do espírito do mundo e do espírito maligno? A única forma é o discernimento. Este não requer apenas uma boa capacidade de raciocinar e sentido comum, é também um dom que é preciso pedir. Se o pedirmos com confiança ao Espírito Santo e, ao mesmo tempo, nos esforçarmos por cultivá-lo com a oração, a reflexão, a leitura e o bom conselho, poderemos certamente crescer nesta capacidade espiritual”.

E faz um pedido: “Por isso, peço a todos os cristãos que não deixem de fazer cada dia, em diálogo com o Senhor que nos ama, um sincero exame de consciência” pois o “Está em jogo o sentido da minha vida diante do Pai que me conhece e ama, aquele sentido verdadeiro para o qual posso orientar a minha existência e que ninguém conhece melhor do que Ele. Em suma, o discernimento leva à própria fonte da vida que não morre, isto é, conhecer o Pai, o único Deus verdadeiro, e a quem Ele enviou, Jesus Cristo”.


Agradecemos ao Senhor essa possibilidade que nos deu de meditarmos durante esses 05 meses sobre algo tão importante e fundamental, a SANTIDADE, junto Daquela que é Modelo e Mestra: A Virgem Maria!






segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Capuchinhos tem novo Geral

Foi eleito o novo Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. O italiano Frei Roberto Genuin. Na votação realizada hoje na 85ª edição do Capítulo Geral, em Roma, Frei Roberto foi eleito no primeiro escrutínio (turno), obtendo 101 votos de um total de 188.
Frei Roberto tem um currículo respeitável: formado na Pontifícia Universidade Lateranense, Summa cum laude, foi diversas vezes superior das casas por onde passou. Professor, e por nove anos Ministro Provincial de Triveneto. Atualmente era guardião do convento de Rovereto. Depois de ter participado duas vezes nos Capítulos Gerais, está agora à frente da Ordem pelos próximos seis anos. 
Os frades acreditam que mesmo tendo sido criado, crescido e vivido na Europa, o novo Ministro Geral tem uma visão global, devido as inúmeras missões que sua Província tem.

Ministro Geral e Frei Carlos Silva (CCB)
Ministro Geral e Frei Carlos Silva (CCB)
Sobre o novo ministro geral:

Frei Roberto nasceu em 20 de setembro de 1961, em Falcade (da Província e Diocese de Belluno, Itália). Filho de Antonio Genuin e Valeria Adami, viveu em uma grande família católica. Em 1972, entrou no Seminário Seráfico de Castelmonte. Começou o ano de noviciado em Lendinara, no dia 3 de outubro de 1980. Seus votos perpétuos foram professados em Veneza, no dia 30 de Junho de 1985. Na mesma cidade foi ordenado diácono em 11 de maio de 1986 sob a imposição das mãos do Cardeal Marco Cé. Sua ordenação sacerdotal foi em 27 de junho de 1987, em sua paróquia natal por Dom Maffeo Ducoli.
O frei participou dos Capítulos Gerais de 2006, 2012 e 2018. Em 2008, Frei Roberto Genuin foi eleito Ministro Provincial da Província de "St. Anthony", um serviço que manteve durante dois triênios até 2014 quando o Conselho Geral o nomeou ministro provincial da Província de "Santa Croce" (2014-2017), fundada pela união com a Província de Trento. 
O serviço de Frei Roberto Genuin foi caracterizado por uma linha singular com as expectativas da Ordem e da Igreja, em suas distintas atividades. Em nove anos, assumindo o papel de Ministro Provincial, visitou e enviou frades ao exterior, onde os irmãos trabalham como missionários na Angola, Cabo Verde, Moçambique, Brasil, Grécia, Hungria, Geórgia, Israel,e Suíça. Em agosto de 2016, após cuidadosa avaliação, a Custódia "Santa Maria degli Angeli" em Angola foi elevada à Província.
Damos as boas-vindas ao nosso novo Ministro Geral, e desejamos que o espírito santo o conduza nos próximos 6 anos como nosso novo superior.
Fonte: Capuchinhos do Brasil /CCB
Por Paulo Henrique (Assessoria de Comunicação e Imprensa, São Paulo - SP)

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Eremitério Franciscano celebra o Dom de Fátima



No último dia 13 de agosto, celebramos a 4ª. Missa Aniversária onde recordamos o pedido de Nossa Senhora: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.
Ao longo das missas aniversárias desse ano – 13 de maio a 13 de outubro – estamos refletindo o documento Sobre a Chamada da Santidade no Mundo Atual.
No capitulo IV o papa chama nossa atenção para as CINCO GRANDES MANIFESTAÇÕES DO AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO. Isto devido ao que ele chama de ‘riscos e limites da cultura de hoje’ que se manifestam da seguinte forma: “ansiedade nervosa e violenta que nos dispersa e enfraquece; o negativismo e a tristeza; a acídia cômoda, consumista e egoísta; o individualismo e tantas formas de falsa espiritualidade sem encontro com Deus que reinam no mercado religioso atual”.





Primeira caraterística: “permanecer centrado, firme em Deus que ama e sustenta”. A partir desta firmeza interior, é possível aguentar, suportar as contrariedades, as vicissitudes da vida e também as agressões dos outros, as suas infidelidades e defeitos: «se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?”.
Com base em tal solidez interior, o testemunho de santidade, no nosso mundo acelerado, volúvel e agressivo, é feito de paciência e constância no bem. É a fidelidade do amor, pois quem se apoia em Deus também pode ser fiel aos irmãos, não os abandonando nos momentos difíceis, nem se deixando levar pela própria ansiedade, mas mantendo-se ao lado dos outros mesmo quando isso não lhe proporcione qualquer satisfação imediata.

Segunda característica: Alegria e sentido de humor. Esclarece o papa: “Não estou a falar da alegria consumista e individualista muito presente nalgumas experiências culturais de hoje”. Com efeito, o consumismo só atravanca o coração; pode proporcionar prazeres ocasionais e passageiros, mas não alegria.
Existem momentos difíceis, tempos de cruz, mas nada pode destruir a alegria sobrenatural, que «se adapta e transforma, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, não obstante o contrário, sermos infinitamente amados».
O mau humor não é um sinal de santidade: «lança fora do teu coração a tristeza». É tanto o que recebemos do Senhor «para nosso usufruto», que às vezes a tristeza tem a ver com a ingratidão, com estar tão fechados em nós mesmos que nos tornamos incapazes de reconhecer os dons de Deus. Isto mesmo vivia São Francisco de Assis, capaz de se comover de gratidão perante um pedaço de pão duro, ou de louvar, feliz, a Deus só pela brisa que acariciava o seu rosto.

Terceira característica. A santidade é ousadia. É impulso evangelizador que deixa uma marca neste mundo. Para isso ser possível, o próprio Jesus vem ao nosso encontro, repetindo-nos com serenidade e firmeza: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos».
Estas palavras permitem-nos partir e servir com aquela atitude cheia de coragem que o Espírito Santo suscitava nos Apóstolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo.
Deus é sempre novidade, que nos impele a partir sem cessar e a mover-nos para ir mais além do conhecido, rumo às periferias e aos confins.
A habituação seduz-nos e diz-nos que não tem sentido procurar mudar as coisas, que nada podemos fazer perante tal situação, que sempre foi assim e todavia sobrevivemos. Pela habituação, já não enfrentamos o mal e permitimos que as coisas «continuem como estão» ou como alguns decidiram que estejam. Deixemos então que o Senhor venha despertar-nos, dar-nos um abanão na nossa sonolência, libertar-nos da inércia.
Move-nos o exemplo de tantos sacerdotes, religiosas, religiosos e leigos que se dedicam a anunciar e servir com grande fidelidade muitas vezes arriscando a vida e, sem dúvida, à custa da sua comodidade. O seu testemunho lembra-nos que a Igreja não precisa de muitos burocratas e funcionários, mas de missionários apaixonados, devorados pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida. Os santos surpreendem, desinstalam, porque a sua vida nos chama a sair da mediocridade tranquila e anestesiadora.

Quarta característica. Segundo o Santo Padre, ‘É muito difícil lutar contra a própria concupiscência e contra as ciladas e tentações do demónio e do mundo egoísta, se estivermos isolados. A sedução com que nos bombardeiam é tal que, se estivermos demasiado sozinhos, facilmente perdemos o sentido da realidade, a clareza interior, e sucumbimos.
A santificação é um caminho comunitário, que se deve fazer dois a dois.
Partilhar a Palavra e celebrar juntos a Eucaristia torna-nos mais irmãos e vai nos transformando pouco a pouco em comunidade santa e missionária.
Contra a tendência para o individualismo consumista que acaba por nos isolar na busca do bem-estar à margem dos outros, o nosso caminho de santificação não pode deixar de nos identificar com aquele desejo de Jesus: «que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti» (Jo 17, 21).

Quinta característica. Por fim, mesmo que pareça óbvio, lembremos que a santidade é feita de abertura habitual à transcendência, que se expressa na oração e na adoração.
O santo é uma pessoa com espírito orante, que tem necessidade de se comunicar com Deus. É alguém que não suporta asfixiar-se na imanência fechada deste mundo e, no meio dos seus esforços e serviços, suspira por Deus, sai de si erguendo louvores e alarga os seus confins na contemplação.

“Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.
Peçamos a Nossa Senhora a graça de também manifestarmos nosso amor ao próximo fazendo sacrifícios pelos pecadores e, sobretudo, um grande amor a Deus.



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