Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

domingo, 4 de novembro de 2018

Calendário Franciscano 2019

Em breve em todas as paróquias e conventos da Custódia Imaculada Conceição a nova edição do Calendário Franciscano.

O lançamento oficial da edição 2019 aconteceu simultaneamente no Convento Casa de Formação São Boaventura em Petrópolis e na sede da Custódia/Paróquia São Francisco de Assis no dia 04 de outubro.
Neste calendário serão apresentados os principais locais franciscanos com fotos e um pequeno histórico, um belo e singelo presente.

Fazendo parte do Projeto CONVocações este Calendário já é uma atração e tradição de fim de ano e ajuda, com a renda arrecadada com a venda, diretamente na formação de novos frades franciscanos.
Você pode adquirir o seu na Tenda do CONVocações, nas Paróquias e Conventos.

Maiores informações pelo e-mail: freisolidario@gmail.com

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

"Parem de rejeitar a obra de Deus!" Diz o Papa sobre o aborto.

Vaticano, 10 Out. 18 / 09:33 am (ACI).- O Papa Francisco condenou com firmeza o aborto e recordou que não apenas não é um direito, como também é um crime: “É como alugar um assassino para resolver um problema”, advertiu.

O Santo Padre fez esta afirmação em sua catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 10 de outubro, dedicada ao Quinto Mandamento: não matarás, na qual insistiu que “não se pode, não é justo tirar um ser humano, mesmo pequeno, para resolver um problema”.

Este rechaço ao aborto se deu em plena comemoração dos 50 anos da Encíclica “Humanae vitae”, de 25 de julho de 1968, na qual o Papa Paulo VI, que será proclamado santo no próximo domingo, 14 de outubro, fazia uma defesa da vida e da moral sexual em plena onda de difusão dos métodos anticoncepcionais e abortivos que levou ao momento atual antinatalidade e de banalização da sexualidade.

De modo especial, condenou aqueles que impulsionam o aborto a pais cujo filho ainda não nascido padece de algum tipo de deficiência. “Os pais, nestes casos dramáticos, têm necessidade de verdadeira proximidade, verdadeira solidariedade para enfrentar a realidade superando os compreensíveis medos”.

Entretanto, denunciou que, em vez desse apoio, muitos pais que se encontram nesta situação, “muitas vezes recebem conselhos para interromper a gravidez”.

Em sua catequese, Francisco assinalou que “todo o mal existente no mundo se resume nisso: o desprezo pela vida”.

“A vida é agredida pelas guerras, pelas organizações que exploram o homem, pelas especulações sobre a criação e pela cultura do descarte, e por todos os sistemas que submetem a existência humana a cálculos de oportunidades, enquanto um número escandaloso de pessoas vive num estado indigno do homem”, assegurou.

É nesse contexto, na cultura do descarte, em que situou o aborto. “Uma abordagem contraditória permite a supressão da vida humana no ventre materno em nome da salvaguarda de outros direitos. Mas como pode ser terapêutico, civil ou simplesmente humano um ato que suprime a vida inocente e inerme no seu germinar?”.

“De onde vem tudo isso?”, perguntou-se. “A violência e a rejeição da vida nascem do medo. O acolhimento, de fato, é um desafio ao individualismo”.

“Uma criança doente é como todo necessitado da terra, como um idoso que necessita de assistência, como tantos pobres que lutam para seguir em frente: aquele ao que se apresenta como problema é, na realidade, um dom de Deus, que pode me tirar do egocentrismo e me fazer crescer no amor. A vida vulnerável nos indica o caminho para sair, o caminho para nos salvar de uma existência dobrada sobre nós mesmos e descobrir a alegria do amor”.

O Papa explicou que “os ídolos deste mundo: o dinheiro, o poder, o sucesso”, são os que “levam o homem a rejeitar a vida”. Assegurou que esses ídolos “são parâmetros errados para valorizar a vida. A única medida autêntica da vida é o amor, o amor com o qual Deus ama”.

“Vale a pena acolher cada vida, porque cada homem vale o sangue de Cristo. Não se pode desprezar aquilo que Deus tanto amou”, sublinhou.

O Papa finalizou sua catequese afirmando que “devemos dizer aos homens e mulheres do mundo: não desprezem a vida. A vida do outro, mas também a própria vida, porque também essa se inclui no Mandamento ‘não matarás’. A tantos jovens, digo: não desprezem sua existência! Parem de rejeitar a obra de Deus! Você é obra de Deus!”.

domingo, 7 de outubro de 2018

Papa Francisco convidou a refletir sobre "hipocrisia dos justos", que vivem cristianismo "como costume social"



Por Alessandro Di Bussolo para o Vatican News

Nós que nascemos numa sociedade cristã, corremos o risco de viver o cristianismo “como um costume social”, formalmente, com a “hipocrisia dos justos”, que têm “medo de deixar-se amar”. Na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa convida todos a um exame de consciência, comentando o Evangelho de São Lucas e a advertência de Jesus aos habitantes de Betsaida, Corazim e Cafarnaum, que não acreditaram nele não obstante os milagres.

Jesus “está triste por ter sido rejeitado”, explicou Francisco, enquanto cidades pagãs como Tiro e Sidônia, vendo os seus milagres “com certeza teriam acreditado”. E chora, “porque essas pessoas não foram capaz de amar”, enquanto Ele “queria chegar a todos os corações com uma mensagem que não era uma mensagem ditatorial, mas era uma mensagem de amor”.
Cristianismo formal

Vamos nos colocar no lugar dos habitantes das três cidades, prosseguiu o Papa. “Eu que recebi muito do Senhor, nasci numa sociedade cristã, conheci Jesus Cristo, conheci a salvação”, fui educado à fé. E com muita facilidade me esqueço de Jesus. Depois, ao invés, “ouvimos notícias de outras pessoas que ouviram o anúncio de Jesus, se converte e o segue”. Mas nós, comentou o Pontífice, estamos “acostumados”.

E esta é uma atitude que nos faz mal, porque reduzimos o Evangelho a um fato social, sociológico, e não a uma relação pessoal com Jesus. Jesus fala a mim, fala a você, fala a cada um de nós. A pregação de Jesus é para cada um de nós. Como é possível que aqueles pagãos, que ao ouvirem a pregação de Jesus o seguem, e eu, que nasci aqui, numa sociedade cristã, me acostumo, e o cristianismo é como se fosse um costume social, uma veste que visto e depois a deixo? E Jesus chora sobre cada um de nós quando nós vivemos o cristianismo formalmente, não realmente.
Hipocrisia dos justos

Se agimos assim, esclareceu Francisco, somos um pouco hipócritas, com a hipocrisia dos justos.

Há a hipocrisia dos pecadores, mas a hipocrisia dos justos é o medo ao amor de Jesus, o medo de deixar-se amar. E, na realidade, quando nós fazemos isso, nós tentamos administrar a relação com Jesus. “Sim, eu vou à Missa, mas você fique na Igreja que eu depois vou para casa”. E Jesus não volta conosco para casa: na família, na educação dos filhos, na escola, no bairro…
Exame de consciência

E assim Jesus permanece lá na Igreja, comentou Francisco amargurado, “ou permanece no crucifixo ou na imagem”.

Hoje pode ser para nós um dia de exame de consciência, com este refrão: “Ai de ti, ai de ti”, porque eu dei muito, dei a mim mesmo, escolhi você para ser cristão, ser cristã, e você prefere uma vida pela metade, uma vida superficial: um pouco sim de cristianismo e água benta, mas nada mais. Na realidade, quando se vive esta hipocrisia cristã, o que nós fazemos é expulsar Jesus do nosso coração. Fazemos de conta tê-lo conosco, mas o expulsamos. “Somos cristãos, orgulhosos de sermos cristãos”, mas vivemos como pagãos.

Cada um de nós, concluiu o Papa, deve pensar: “Sou Corazim? Sou Betsaida? Sou Cafarnaum?”. E se Jesus chora, pedir a graça de chorar também nós. Com esta oração: “O Senhor me deu muito. O meu coração é tão duro que não o deixa entrar. Pequei de ingratidão, sou um ingrato, sou uma ingrata”. “E peçamos ao Espírito Santo que nos escancare as portas do coração, de modo que Jesus possa entrar e não só ouçamos Jesus, mas ouçamos a sua mensagem de salvação e “assim dar graças por tantas coisas boas que ele fez por cada um de nós”.

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