Ordem dos Frades Menores Conventuais - Custódia Provincial Imaculada Conceição - Franciscanos Conventuais do Rio de Janeiro - PAZ & BEM!!!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Bispos bolivianos condenam invasão de igreja pela polícia

Na tarde de terça-feira a Polícia usou a força em La Paz para entrar no Convento de São Francisco, adjacente à igreja de mesmo nome, para prender quatro jovens manifestantes, que protestavam contra as alterações no Código Penal

Cidade do Vaticano

A Secretaria Geral da Conferência Episcopal Boliviana (CEB), em nota divulgada esta quarta-feira, 17, posicionou-se sobre os fatos ocorridos na tarde de terça-feira, 16, em La Paz, quando a Polícia usou a força para entrar no Convento de São Francisco, adjacente à igreja de mesmo nome, para prender quatro jovens manifestantes.
Igreja é local de acolhida

Segundo os bispos, “tratou-se de um fato particularmente grave, pois se trata de um ambiente ligado a um local sagrado e protegido como patrimônio cultural e religioso”.

“Recordamos – dizem os prelados em uma nota – que no decorrer da história, antiga e recente, a igreja foi um local de acolhida e proteção de todos aqueles que se sentiam perseguidos, independente da posição política ou social das pessoas envolvidas”.
Respeito

Os bispos sublinham o grande número de manifestações nestes dias contra a promulgação do novo Código Penal e mais uma vez dirigem um apelo ao Governo para que escute estas vozes “com respeito e racionalidade”, sem responder com o uso da força, observando ainda que “tampouco ser protagonistas de um evento como o Rally Dakar justifica a repressão”.

Segundo a Constituição – recordam os prelados – “o povo tem o direito de expressar o seu protesto e de ser ouvido”.

Ao mesmo tempo, a CEB convida os cidadãos a manifestarem-se “de forma pacífica e respeitosa”.
Novo Código Penal

Em 9 de janeiro a Conferência Episcopal Boliviana havia divulgado um comunicado intitulado “Leis Justas a serviço do bem comum”, onde alertava para as modificações em ato no Código Penal, “que não contribuem para a paz social, pois não levam em consideração a vontade popular”.

O novo Código – dizem os prelados – à medida que vai sendo conhecido, vai encontrando cada vez mais uma rejeição compreensível de toda a sociedade boliviana em seus diferentes aspectos.

Os bispos citam o Artigo 25, que criminaliza a negligência e a práxis profissional, o que já provocou protestos dos funcionários da saúde e de outros setores.

O Artigo 137 que sanciona os administradores de uma empresa de transporte, cujo funcionário morreu dirigindo.

Os Artigos 209, 293 e 294 que criminalizam o direito dos protestos.

O Artigo 10 que despenaliza o micro-tráfico de drogas.

Os Artigos 21 e 106 que deixam subentendido o direito à liberdade de expressão e de pensamento.

Os Artigos 245 e 246 que introduzem um controle inaceitável das redes sociais.

Ademais, os bispos protestam contra a criação da lei que considera como delito o recrutamento com fins religiosos realizado por instituições religiosas. Lei esta que oferece uma interpretação ambígua, o que atenta claramente contra a liberdade religiosa garantida no Artigo 88.I.11.

Também consideram que o novo Código deixa sem proteção a família, visto que a bigamia e o abandono da mulher grávida deixam de ser considerados delitos.

Além das disposições transitórias e finais do Código, que deixam sem efeito artigos de Leis referentes à ganhos ilícitos, dano lesivo ao Estado, delitos eleitorais e ambientais, atenuando-os e criando suspeitas de acobertamento de condutas corruptas.

O novo Código também atenta contra os direitos humanos básicos, como o conhecido Artigo 157 que coloca a exclusão do delito do aborto em causas tão genéricas que sua punição desaparece, e foi aprovado sem levar em consideração as milhares de assinaturas entregues à Assembleia Legislativa Plurinacional e as diversas manifestações em favor do direitos à vida em distintas cidades do país.

Os bispos bolivianos consideram que as novas regras atentam contra os direitos humanos fundamentais, criam insegurança jurídica e representam um retrocesso dos valores democráticos conquistados pela sociedade boliviana.

Ademais, sendo impostas unilateralmente, ameaçam a convivência pacífica, motivo pelo qual pedem uma verdadeira democracia participativa.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

1ª Profissão Temporária no Rio de Janeiro

A Ordem dos Frades Menores Conventuais, Custódia Provincial Imaculada Conceição e nós

Frei Jesus Amaral, OFMConv e Frei Ricardo Elvis, OFMConv

tem  a alegria de convidá-los para a Celebração Eucarística, na qual, pela primeira vez, farão os votos de Castidade, Obediência e Pobreza (nada de próprio).

No dia 08 de fevereiro de 2018, às 19h00, na sede da Custódia Provincial:
Igreja São Francisco de Assis
Rua Caetano Martins, 42
RioComprido - Rio de Janeiro/RJ

"Deus meus et omnia"


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

"Não devemos habituar-nos ao mal": Crise na Venezuela

Reunidos em sua CIX Assembleia Plenária, o episcopado denuncia o sofrimento "de caráter ideológico, ético-político e econômico” do povo venezuelano, recordando a escassez de alimentos e de remédios

Cidade do Vaticano

“Não devemos resignar-nos ou habituar-nos ao mal que deriva das decisões erradas, da violência, da injustiça ou da falsidade. A primeira reação deve ser de rebelião interior, como sinal de saúde moral (...). E não precisa depois submeter-se, nem resignar-se, nem renunciar à qualidade de vida à qual todos nós temos direito”.

Foi o que afirmou o Arcebispo de Cumanà e presidente da Conferência Episcopal da Venezuela (Cev), Dom Rafael Padrón Sánchez, ao abrir no domingo, 7, a CIX Assembleia Plenária do episcopado, dedicando a segunda parte de seu pronunciamento à situação do país.
“O atual sofrimento do povo venezuelano é de caráter ideológico, ético-político e econômico”, sublinhou, explicando que “a raiz do sistema político que nos governa é o marxismo castrista, definido como “o socialismo do século XXI”, como nós bispos denunciamos diversas vezes em nossos documentos”.
Paradoxalmente, um regime nascido em 1992 para combater a corrupção mostra hoje ser antidemocrático e ilegítimo. Em tal conjuntura, a Igreja, transcendendo qualquer noção étnica do termo, “é também povo, quer no sentido religioso-cultural como no sentido político-social”, e “levanta a sua voz, a de seus fiéis e de seus pastores, em defesa da vida e dos direitos do próprio povo”, acrescentou Dom Padrón, que conclui seu segundo mandato à frente do episcopado venezuelano.
“Nós pastores estamos muito preocupados pela vida de nossa gente: pela sua saúde, a alimentação, os remédios, a segurança, o trabalho, a educação, mas em modo particular, a sua identidade espiritual autenticamente cristã e a consequente vida moral. Estamos feridos pela situação desumana em que vive a maior parte dos detidos, comunidades e políticos, e a nossa dor aumentou pelo fato que as autoridades penitenciárias nos impedem de visitá-los”.
“Nós bispos – acrescentou – chegamos à nossa primeira assembleia ordinária do novo ano após um Natal entre os mais tristes da história recente da Venezuela”.

“A bem da verdade, nós não trazemos tristeza, porque cada um de nós a deixou em sua mesa de cabeceira, porém de nossas visitas às paróquias e às comunidades trazemos conosco a angústia e o pedido destas pessoas para ter pão e soluções, sobretudo trazemos conosco a fé e a esperança no poder salvífico de Deus, palavras de consolação e projetos de solidariedade para o nosso povo”.
O presidente da Cev traçou um amplo panorama da situação eclesial no país e no continente.
Neste contexto, expressou a sua alegria pela iminente beatificação da Madre Carmen Rendiles, fundadora da Congregação das Servas de Jesus e pelo reconhecimento das virtudes heróicas de outro venezuelano, o jesuíta Tomás Morales Pérez.
Mas também dedicou amplo espaço à dramática situação política social e econômica vivida no país.
“Nós venezuelanos não vivemos 2017, o sofremos. Entre abril e julho tivemos mais de 130 mortos, 1.500 feridos e milhares de detidos, presos ilegalmente. Nos últimos meses aumentou e se propagou de modo sempre mais rápido o mal-estar geral no país. Alimentos e remédios não somente escasseiam, mas quando aparecem, aumentam de preço a cada dia de forma exorbitante”.

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